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11 Fórum Nacional da SBACV Recentes avanços em cirurgia de varizes tronculares primárias dos MMII: uma nova visão

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11 Fórum Nacional da SBACV

Recentes avanços em

cirurgia de varizes

tronculares primárias dos

MMII: uma nova visão

No presente artigo são apresentados os resultados do 11 Fórum Nacional da Sociedade

Brasileira de Angiologia e

Cirurgia Vascular, que versou sobre: " Recentes avanços

em

cirurgia de varizes tronculares primárias dos MMII", compilados por uma Comissão de Síntese,

a partir de discussões realizadas em 8 Regionais da SBACV.

.

As

principais conclusões foram:

1-

Existe, atualmente, um consenso sobre o valor de se preservar a veia safena magna, sem

prejuízo do resultado cirúrgico

funcional e estético,

devendo-se

avaliar

a capacidade de

recuperação

da

safena em direção

à

normalidade,

informando o

paciente sobre

a

técnica

utilizada.

2- Que talvez

a técnica CHIVA seja muito complicada para tal preservação

e que ainda

necessite de melhores estudos para justificar seu emprego, podendo ser substituídas por outras

técnicas, sendo sugerida como uma alternativa a técnica de Hammarsten et alo

3- Foi considerado de grande

importância o uso de Duplex Scan pré e pós-operatório na

cirurgia de varizes, sendo entretanto urua técnica observador e aparelho dependente, podendo

ainda, encarecer o custo do tratamento.

4-

A cirurgia ambulatorial dentro de critérios aprovados no

I Fórum Nacional da SBACV

pode ter um melhor custolbenefício no tratamento das varizes e tem melhor aceitação por

parte do doente.

5- Não

existe

ainda um consenso

sobre a melhor técnica para tratamento da veia safena

parva insuficiente, (com ou sem fleboextração) e no

tratamento

das varizes relacionadas às

veias pudendas.

6-

Existe a necessidade de um maior número de publicações e divulgação dos trabalhos que

estão sendo realizados no Brasil sobre o assunto.

Unitermos:

Veias, veias varicosas, cirurgia venosa.

MÓDULO I

Tratamento cirúrgico

con-servador das varizes dos

MMII estudado por

Ham-marsten et 01.

I

1.1 -

Quais as vantagens da cirurgia

conservadora estudada por

Ham-marsten et aP?

Estes autores

realizaram estudo

prospectivo, randomizado

e

con-trolado,

com quatro a cinco anos de

observação

pós-operatória de todos

os

casos

estudados.

Os pacientes

foram

estudados

por avaliação clínica

com

metodologia descrita, por

flebo-grafia

ascendente

e

descendente,

pletismografia

e

ultra-sonografia. Os

autores

compararam os

resultados das

cirurgias conservadora e radical

(grupo controle), observando os

mesmos bons resultados clínicos no

grupo em

que a

safena

não

foi retirada

(89%) e no que

a

mesma

foi

removida

por fleboextração (88%).

Em ambos

obtiveram os

mesmos resultados

hemodinâmicos refletidos por

au-mento significativo do tempo de

retorno venoso, avaliado pela

pIe-tismografia.

O aumento

foi

esta-tisticamente

significativo

em

ambos

os grupos, ao nível de

0,001. Com

estes resultados

os

autores concluem

que

a

fleboextração da

safena magna

per

si

não tem valor terapêutico se for

CIR. VASCo ANGIOl. 11: 49-54, 1995

Coordenação

Nacional

Solange Seguro Evangelista

Médica Contratada do Serviço de

Cirurgia Vascular do Hospital das

Clínicas, UFMG. Membro Titular da

SBACV

Coordenação Cientifica

FranKlin Pinto Fonseca

Professor Adjunto do Departamento

de Cirurgia da UFMG.

Diretor do

Departamento de Flebologia da

SBACV Membro Titular da SBACV

Comissão de Síntese

Edno Lopes Caldeira

Cirurgião Vascular do Hospital São

Camilo, Belo Horizonte - MG. Membro

Titular da SBACV

Franklin Pinto Fonseca

Solange Seguro Meyge Evangelista

Vânia Braga

Presidente da Regional da SBACV do

Pará. Angiologista do Hospital

Beneficiente do Pará

Regionais Participantes

Goiânia. Minas Gerais. Paraná.

Pernambuco. Pará. Rio de Janeiro.

São Paulo e Sergipe

Presidência da SBACV

Bonno van Bellen

Presidente da SBCV Responsável pelo

Serviço de Angiologia e

Cirurgia

.

Vascular da Beneficência Portuguesa

(SP). Membro Titular da SBAC

V

realizada

uma

cirurgia conservadora,

com

uma técnica

perfeita. Estudos de

ultra-sonografia

verificaram que 88

%

das safenas preservadas estavam em

condições

de

serem usadas em

cirur-gia de

revascularização

dos MMII

pelos critérios de

Leather, e pelos

critérios de Seeger,

78%.

A opinião da maioria dos

par-ticipantes do II Fórum foi de que a

cirurgia conservadora é a melhor

forma

de

conciliar a "cura" da

insu-ficiência venosa com a preservação

da

safena, para possível utilização

posterior como enxerto arterial nas

revascuIarizações

periférica

s

e das

(2)

11 Fórum Nacional da SBACV

coronárias. Sabidamente, essa veia é

superior a qualquer outro substituto

arterial ou venoso

.

Foi ressaltada

ainda a menor morbidade da cirurgia

conservadora, que pode ser realizada

s

·

ob anestesia local (citados os

cui-dados de que o anestesista deve estar

sempre presente para sedação e

monitorização do paciente, como

enfatizado no I Fórum), mantendo

bons resultados clínicos e estéticos.

Conclui-se pelos relatórios que a

técnica de ressecção radical está

sendo cada vez menos praticada

.

Outro aspecto mencionado é que a

cirurgia em regime ambulatorial

acarreta grandes vantagens para o

sistema de saúde, melhoria do custol

benefício e cobertura da população,

pois o leito hospitalar representa um

afunilamento no sistema de saúde

.

Finalmente, foi observado que a

proposta de cirurgia ambulatorial sob

anestesia local tem uma aceitação

maior por parte do paciente

.

1.2 - Quais as implicações do

tra-balho de Rutherford et al.

3

na cirurgia

das varizes tronculares primárias dos

MMII?

Algumas Regionais afirmaram que

este trabalho reforça o de

Ham-marsten et a!.

I,

em que pese a

veri-ficação de Rutherford et a1.

3

ter sido

feita em veias não varicosas. Foi

unâ-nime a opinião de que devem ser

melhor estudadas as indicações

cirúr-gicas das varizes tronculares de

MMII a fim de preservar-se, cada vez

mais, a safena interna para posterior

utilização em enxertos arteriais.

Houve ressalvas quanto à necessidade

de um maior tempo de seguimento

àqueles pacientes com veias muito

dilatadas e submetidos a ligadura.

1.3 . Como conciliar os objetivos da

cirurgia das varizes dos MMII com as

necessidades da cirurgia e caro

dfaca

2

?

A opinião para limitar-se as

cirur-gias radicais a casos extremos foi

pre-dominante no Fórum

:

a safena deve

ser preservada sempre que possível,

quando não estiver comprometida por

doença degenerativa que impeça sua

utilização como enxerto arterial.

Foi questionado se a safena doente

serve como enxerto biológico,

prin-cipalmente na cirurgia de coronária,

por algumas Regionais. Houve

apre-sentação em uma das Regionais da

experiência com cirurgia

conser-vadora onde a safena magna, dilatada

no pré operatório, volta ao calibre

normal no pós-operatório, assim

como o tempo de retorno venoso

médio. Na maioria dos casos, no

pós-operatório, praticamente todos os

segmentos da safena, anteriormente

dilatados, apresentam aspectos

nor-mais ao

duplex scan. Em poucos

casos foram encontrados segmentos

que não estariam em condições ideais

para se tornar substitutos arteriais.

São conclusões dos debates nas

Regionais e no Fórum que o cirurgião

deve procurar preservar a safena

interna sem prejuízo do resultado

cirúrgico funcional e estético,

ava-liando-se a capacidade de

recu-peração da safena, ou de segmento da

mesma, em direção à normalidade

após uma cirurgia conservadora, e

informando o paciente sobre a técnica

utilizada. Sob esse aspe

c

to, as

ava-liações pré e pós-operatórias com o

duplex scan são de suma importância.

A cura hemodinâmica da

insuficiência venosa

ambu-latorial -

CHIVA

2.1 -

Diferenças entre a técnica CHIVA

e

a técnica da cirurgia conservadora

de varizes tronculares primárias

estu-dada por Hammarsten

et aI.'

Foi ressaltado

,

no todo ou em

parte, nas diversas Regionais, que em

. ambas as técnicas a safena magna

com refluxo é ligada rente à veia

femora!. A diferença entre as duas é

que na CHIVA não são ligadas nem

Comissão de Síntese do 11 Fórum

as tributárias da croça nem as

per-furantes com refluxo, mantendo-se as

perfurantes de reentrada para

con-servar as vias de drenagem. A safena

magna com refluxo é ligada de forma

escalonada distalmente às perfurantes

com refluxo, fracionando a coluna de

pressão sanguínea. Na técnica

des-crita por Hammarsten et aLI, todas as

tributárias da croça são ligadas e

seccionadas, a safena magna é ligada

e seccionada junto à veia femoral

comum, todas as perfurantes com

refluxo são ligadas e seccionadas, e

as veias varicosas retiradas por

pequenas incisões.

O trabalho sobre a técnica CHIVA,

como qescrito por seu idealizador,

Claude Franceschi

5

,

está à

disposi-ção, nas Regionais da SBACV, dos

associados que desejarem entendê-la

totalmente. Essa técnica tem sido

alvo de críticas na literatura.

No Fórum, a técnica CHIVA foi

de-monstrada minuciosamente em vídeo

na Regional do Rio de Janeiro.

2

.

2 •

Críticas de G. Franco

4

à

CHIVA

As Regionais citaram no Fórum as

críticas levantadas por G

.

Franco

4

.

Franco salienta que procedimentos

menos complicados que a técnica

CHIVA e que preservem também a

safena interna apresentam resultados

satisfatórios

.

Acrescenta que a

CHIVA considera apenas a cura

hemodinâmica, não considerando

alterações parietais das veias

pro-vadas por estudos histoquímicos e de

alterações genéticas, fato que na

verdade não é considerado em

qual-quer dos procedimentos existentes.

Quando a safena magna é ligada e

seccionada em vários locais, as

chances de trombose parcial ou total

de segmentos da safena aume

n

tam.

A durabilidade do fracionamento

da coluna de pressão na safena magna

por ligaduras e secções escalonadas

é

questionada devido

à

possibilidade

de desenvolvimento de circulação

colateral entre as extremidades dos

(3)

11 Fórum Nacional da SBACV

segmentos da safena separados

cirur-gicamente.

É

impossível prever a

evolução do

.

s pacientes e as

alte-rações hemodinâmicas diárias que

ocorrem com as ati vidades habituais.

A permanência de perfurantes com

refluxo pode ser

,

a causa de recidivas

futuras.

As tributárias da croça da safena

magna deixadas sem ligar e seccionar

podem ser a causa também de futuras

recidivas, sempre de correção mais

trabalhosa devido à fibrose local

provocada pela primeira cirurgia.

As críticas de Franco foram

con-sideradas bem fundamentadas pelas

Regionais e ressaltam que a técnica

CHIVA necessita de um estudo

fisio-patológico mais profundo

.

o

duplex scan

a cores no

estudo do sistema venoso

superficial do MMII

3.1 - Importância do estudo do

sis-tema venoso profundo com o duplex

scan

(OS) na avaliação das varizes

primárias dos MMII

7

O estudo do sistema venoso

pro-fundo com o

duplex scan

(DS) foi

considerado fundamental para

di-ferenciar varizes primárias das

se-cundárias. O DS pode esclarecer

dúvidas surgidas ao exame clínico o

,

u

à dopplerometria de ondas contínuas,

tais corno: obstruções, insuficiência

valvular, alterações parietais, entre

outras.

3.2 - Estudo da croça com o OS no

pré-operatório de varizes tronculares

dos MMII

O estudo da croça com o DS avalia

se há ou não refluxo na junção

sa-feno-femoral ou se o refluxo é

pro-veniente de tributária da croça com

transferência de refluxo para a safena

magna distalmente. Permite verificar

o diâmetro da safena nessa região, se

há ectasia venosa da safena e em que

posição e extensão, se há duplicação

da safena e com qual tipo anatômico.

Esse estudo propicia a investigação

da presença de veias subcutâneas da

região ínguino-gênito-crural com

junção direta com a veia femoral

comum nas proximidades da croça e

a presença de refluxo nessas veias.

Essas veias com refluxo podem

pro-vocar recidivas futuras,

constituindo-se em uma espécie de armadilha para

o cirurgião. O ultra-sonografista deve

ter conhecimento da grande variação

anatômica desta região. O Fórum

considerou o estudo com DS

fun-damental para o planejamento

cirúr-gico.

3.3 - Estudo do tronco da veia safena

magna com o OS no pré-operatório

de varizes tronculares primárias dos

MMII

O estudo com o DS da safena

magna em toda sua extensão permite

determinar o diâmetro da safena em

vários níveis, a localização e

ex-tensão do refluxo, a presença ou não

de dilatações ou ectasias, suas

lo-calizações e extensões, bem como de

trombos e duplicações

7

3.4 - Estudo com o OS das perfurantes

com refluxo no pré-operatório de

varizes tronculares primárias dos MMII

Houve manifestação unânime no

Fórum de que o exame feito por

ultra-sonografista competente e com má

-quina de boa qualidade detecta e

localiza com precisão as perfurantes

com refluxo, permitindo ao cirurgião

realizar cirurgia de alta qualidade

técnica, diminuindo o número de

recidivas.

3.5 - Avaliação pós-operatória com o

OS na cirurgia de varizes tronculares

dos MMII

É de grande utilidade para

cons-tatar se há refluxo do sistema ve

n

oso

profundo para o superficial, na região

ínguino-crural, por outras veias que

não a safena magna. O exame pode

ainda detectar a presença de

per-CIR. VASCo ANGIOL. 11: 49-54, 1995

Comissão de Sfntese do 11 Fórum

furantes com refluxo que não foram

ligadas e seccionadas. Nas cirurgias

conservadoras, é de valor para estudar

a safena magna preservada quanto à

s

diferenças de diâmetro no

pós-ope-ratório, presença e extensão de

trom-bos, características do fluxo

pós-operatório na safena, estado da

pa-rede venosa, presença e característica

do fluxo em perfurante de reentrada.

No Fórum foi levantado que

atual-mente é problemático efetuar-se o DS

em todos os casos devido ao grande

número de cirurgias realizadas, não

havendo ultra-sonografistas

espe-cializados e aparelhagem suficiente

para atender à demanda.

Acrescente-se o custo do exame para as condições

sócio-econômicas da população.

En-tretanto, em quase todas as Regionais

foi afirmado que o exame é de grande

valor para avaliar a eficácia do

tratamento cirúrgico. O valor da

flebografia, quando não há

pos-sibilidade de uso desse aparelho, foi

também mencionado.

Veia safena parva

4.1 -

o

valor do duplex scan na

lo-calização da junção da safena parva

com o sistema venoso profundo e/ou

com veias do sistema superficial

As variações anatômicas da junção

safeno-poplítea podem estar

pre-sentes em até 30% dos casos

.

A parva

faz

'

junção com a veia poplítea em

vários níveis, sendo o DS útil para

localizar a projeção cutânea dessa

junção, que pode ser marcada na pele

no pré-operatório, facilitando o

trabalho do cirurgiã0

9

A safena parva

pode ainda fazer junção com outra

veia do sistema profundo ou com a

safena magna. Na maioria dos casos,

a junção da parva com a veia poplítea

situa-se de três a cinco centímetros

proximalmente

à

fossa poplítea, mas

em alguns casos a junção pode

situar-se de dez a 14 centímetros dessituar-ses

(4)

11 Fórum Nacional da SBACV

níveis e, em casos raros, distalmente

à fossa poplítea. A safena parva pode

não fazer conexão com a veia poplítea

e sim com outras veias que seguem

proximalmente na face posterior da

coxa

,

drenando diretamente para

veias da musculatura glútea. O

duplex

scan

permite que se faça um

ma-peamento de toda essa complexa e

variável anatomia, aprimorando o

planejamento cirúrgico.

4

.

2 -

Perfurantes

com refluxo

na fossa

poplrtea

distintas da safena parva

Há veias comunicantes posteriores

do joelho que podem ou

não

fazer

conexão com a safena parva e

apre-sentar-se com refluxo, devendo ser

ligadas e seccionadas cirurgicamente,

evitando o aparecimento precoce

de

recidivas. O

ultra-sonografista deve

sempre procurar localizar essas veias

e não apenas estudar a safena parva.

4

.

3 -

Há necessidade de

fleboextra-ção

da safena parva quando a

mes-ma

se

apresenta com refluxo, no

tratamento

cirúrgico das varizes

tron-culares

primárias dos MMII?

Não houve consenso

nas

con-clusões das Regionais

no

Fórum

.

Parte conclui pela

necessidade

da

fleboextração

.

Outros

discutiram

se o

melhor

tratamento

é a

ressecção

quando no mapeamento

.

duplex

refluxo e

não há varizes; nesses

casos, sugeriu-se

que estudos

poste-riores poderiam

quantificar o refluxo.

Outra

parte

optou

pela conduta

con-servadora face à

possibilidade de

pos-terior utilização como enxerto

autó-logo, só

recomendando

a

fleboextra-ção quando a

safena parva

estiver

inutilizável

para derivação

arterial.

quem

defenda

a ligadura da safena

parva

em sua

junção

com a veia

poplítea, com

preservação

da

veia

safena

parva

.

Outros,

além

dessa

justificativa, consideraram

que

a

fleboextração

da

safena

parva nem

sempre

é

indicada, sendo

mesmo

contra-indicada por alguns autores

devido

à íntima

relação com

estru-turas nervosas

e ao grande

número de

variações anatômicas

desta, o que

acarreta

maior morbidade do

pro-cedimento.

A

Comissão

de Síntese

sugere

que

esse tema seja

mais

de-batido

nos eventos da

especialidade,

em

busca de um

consenso,

uma vez

que os participantes ficaram

di-vididos

em

condutas diferentes.

Varizes relacionadas com

as veias pudendas externas

5.1 - Descrição anátomo-clfnica das

velas pudendas externas quanto a

suas origens, conexões, terminações

e extensões

10

As veias pudendas podem

apre-sentar

origem

simples,

com um único

ramo,

ou dupla, com dois ramos,

podendo formar

em

delta na região

gênito-crural,

ou complexa (mais de

dois

ramos)

.

São

responsáveis pela

maior parte da drenagem

superficial

da

região genital.

As

conexões

podem

ser:

o

Diretas,

com a rede

parieto-abdo-minaI.

o

Indiretas, com

a

rede

para-pu-biana (genital, perineal

ou anal).

o

Internas com

as veias

labiais

anteriores

o

Póstero-internas com

as

veias

perineais

superficiais e/ou

com as

vejas

hemorroidárias.

• Súpero-externas

com as

veias pré

e subpubianas e com as veias

parieto-abdominais.

As terminações podem

ser:

o

Na veia

safena

magna: alta,

média e baixa.

o

Em veias safenas acessórias:

mediaI ou lateral.

As terminações não

safenianas

podem

ser

para

as

veias de Cruveillier,

de Giacomini,

glútea

ou crural.

São as

extensões

das veias

pu-dendas externas que conferem ao seu

estudo interesse e importância

espe-Comissão de Sfntese do

11 Fórum

clals

.

As veias

pudendas

podem

transferir

ou veicular refluxo venoso

a grande distância no

território da

safena magna e em outros territórios

.

Essas

transferências de

refluxo

po-dem

provocar

varizes maiores

.

Foram constatadas grandes

diver-gências nas respostas do Fórum

.

Houve Regionais

nas quais foi

re-conhecida por

unanimidade

a imp

o

r-tância

das varizes em veias pudendas

externas, com apresentação de casos

com minuciosa

documentação,

en-quanto

outras consideraram ter

ex-periência pequena

para

fazer as

cor-relações

solicitadas.

5

.

2

-

Tratamento cirúrgico das

varizes

relacionadas às veias pudendas

ex-ternas.

O tratamento

cirúrgico está

reser-vado

às varizes

pudendas maiores,

ou

seja,

aquelas que

na definição

de

Dortu

se

caracterizam pela

extrema

difusão,

desenvolvendo-se a partir de

um

ou

vários ramos,

atingindo dois

ou

três

segmentos

do membro,

pre-sença

quase

constante

de

transtorno

s

funcionais e

refluxo

ao

Doppler.

A

cirurgia é feita através de

flebo-extração escalonada

com

mini-inci-sões, podendo ser

usada

a anestesia

local

em ambiente ambulatorial.

Para as

veias

pudendas

menores

(ausência de

difusão além

do

espaço

genito-crural,

ausência

de

transtornos

funcionais ou

refluxo

ao Doppler),

fica reservado

o

tratamento

esclero-terápico

.

Constatou-se

a

necessidade

de

um

maior número de publicações

e de

melhor divulgação dos trabalhos

rea-lizados no Brasil relacionados

a

técnicas

cirúrgicas

conservadoras

e

que tragam em

seu

bojo também

preo-cupação

estética

.

Considerou-se

no Fórum

que é

possível

obter-se

resultados

seme-lhantes

ou

melhores com

técnicas

CIR. VASCo ANGIOL. 11: 49-54, 1995

(5)

11

Fórum Nacional

da SBACV

menos complicadas que a CHIVA

.

A

técnica de Harmmarsten foi

conside-rada uma boa opção para se preservar

a safena

.

A necessidade da fleboextração da

veia safena parva insuficiente e o

t

ratamento cirúrgico das varizes

rela-cionadas às veias pudendas externas

continuam sendo considerados

assun-tos para outros debates

,

em busca de

um consenso

.

Foi enfatizada a importância do DS

no pré e pós-operatório da cirurgia de

varizes, mencionando-se que o DS é

examinador dependente, que o

ultra-sonografista deve ter alta capacidade

técnica e profundo conhecimento de

anatomia e fisiopatologia venosa

.

MÓDULOS I

e

11

L HAMMARSTEN J, PEDERSEN P,

CEDERLUNG C, CAMPANELLO

M. Long saphenous vein saving

surgery for varicose veins. A

long-termfollow up. Eur JVasc

Surg4:361-4, 1990

.

2. MELLIERE D, CALES B, MARTIN

JONATHAN C, SCHADECK M

.

Nécessité de concilier les objectifs du

traitement des varices et de la

chirurgie artérielle. J Mal Vasc

16: 171-8, 1991.

3. RUTHERFORD RB, SAWYER JD,

Considerados os aspectos

sócio-econômicos do país, que dificultam

a aquisição de aparelhos de última

geração e a solicitação dos exames,

e o benefício da cirurgia

conser-vadora no sistema de saúde, foi

enfatizado o valor do exame clínico

e dos métodos não-invasivos no

diagnóstico e na definição de

técni-cas cirúrgitécni-cas

.

O valor de se preservar a safena foi,

sem dúvida, levado a um consenso.

A discussão sobre os "recentes

avan-ços em cirurgia de varizes tronculares"

reforçou aspectos importantes, levantou

aspectos controversos e enfatizou as

difi-culdades encontradas para a atuação

pro-fissional dentro de uma nova visão

.

JONES DN

.

The fate of residual

saphenous vein after partial removal or

ligation

.

J Vasc Surg 12:422-8, 1990.

4. FRANCO G. L' "Écolo-Phlebologie"

ou

le

Mythe de CHIVA.

Phlebologie

43:173-81,1990.

5.

FRANCESCHI

C

.

La

cure

hémodynamique de l'insuffisance

veineuse en ambulatoire (CHIVA)

.

XXV Congres du College Français de

Pathologie Vasculaire, 15 mars 1991.

6. FICHELLE JM, CARBONE P,

FRANCESCHI

C.

Résultais de

la

cure

hémodinamique de I 'insuffisance

veineuse en ambulatoire (CHIVA)

.

J

Mal

Vasc 17:224-8, 1992.

CIR

.

VASCo ANGIOL. 11: 49-54, 1995

RECENT ADVANCES IN THE

SURGICAL TREATMENT OF

PRIMARV VARICOSE VEINS.

The results of the II National

Forum of the Brazilian Society of

Angiology and Vascular Surgery

,

about "Recent advances

i

n the

surgical treatment of primary

varicose veins" are presented.

These results were put together

by a Synthesis Committee

,

from

the discussions realized in 8

Regional Departments of the

Society. The conc

l

us

i

ons were

:

1- There is now a consensus

over the value of preserving the

great saphenous vein, without loss

in the surgical functional and

aesthetic

results,

but

this

technique must be discussed with

the patient before surgery.

2- The CHIVA technique was

considered too complex and that

it needs further studies to be

routinely used. Instead, other

techniques, like the one proposed

by Hammarsnten et aI.

,

was

suggested.

3- The use of the Duplex-Scan

pre and post-operatively was

considered valuable. But it was

considered that this technique is

operator and apparatus dependent.

4- There is no consensus, at the

moment, on which is the best

technique to be used in treatment of

saphena parva insufficiency and also

for the treatment of varices dependent

of the pudendal veins

.

5- Ambulatorial Surgery, using the

criteria previously described in I

National Forum, was considered as

cost-effective in the treatment of

varicose veins and that it is better

accepted by the patient.

6- There is the necessity of more

publications on trials being realized in

our country about this subject.

Key words: Veins, varicose

veins, venous surgery.

(6)

MÓDULO 111

7. FRANCO G. ÉchO-Dopp1er cou1eur et

exp1oration

veineuse superficielle.

Ph1ebo1ogie 47:63-75, 1994.

MÓDULO

IV

8. SHEPPARD

M

.

The incidence,

diagnosis and management of

sapheno-Trentaf

pentoxi . ina

Indicações: Doenças oclusivas arteriais periféricas e distúrbios arte rio-venosos de natureza aterosclerotica ou diabética (ex.: claudicação intermitente, dor em repouso) e distúrbios tróflcos (úlceras âe pernas e gangrena). Alterações circulatórias cerebrais (sequei as áe arteriosclerose cerebral tais como dificuldade na concentração, vertigem

j comprometimento da memória), estados isquêmicos e pós-apop éticos. Distúrbios circulatórios do olho

ou ouvido interno, associados com processos vascutues ~eKenerativos e comprometimento da ~~são e audiçã~. Co ntra-mdlcações: TRENTAL não deve ser unhzaclo em pacientes com hemorragias cerebrais, hemorragia retiniana extensa ou com hipe.rs.ensibilidade à pentoxififi.na. A aprçpriabilidade da administração de Tremal em pacientes com lOfano agudo do miocárdio deve ser estabelecida com cuidado especial e com a devida aten~ão ao espectro d.e efeitos colaterais. poenç~

a~erosclerótlca gra~e coro~anana e ce:ebral ass?c,~da~ a hipertensão e arntmlas cardlacas graves sao contra-tndlcaçoes relativas p.ar~ um tratamento parente~a.1. Precauções.: E!l1bora não tenha sido constatada teratogeOlcldade em anUllalS que receberam o medicamento, deve ser evitada a administração de Tremal durante a gestação. É necessário um a/'uste posológico em pacientes portadores de insuficiência rena bem como em pacientes hipotensos ou com pressão arterial Iábil. Interações medicamentosas: Quando administrado concomitantemente a agentes anti-hipertensivos, Trenta! pode potencia!izar a ação destes. Nesses casos, a dose de T rema I deve ser ajustada. A administração de altas doses de TRENTAL por via parenteral em pacientes diabéticos controlados por insulina ou agentes hipoglicemiantes orais, pode intensificar a a~ão hipoglicemiante

desses preparados. Nesses casos, é necessáno redUZir a dose da

insulina ou do hipoglicemiante oral durante a terapia com TRENTAL. Reações adversas: Distúrbios gastrintestinais (ex.: sensação de pressão ou repleção no epigástrio, náuseas, vômitos, diarréia), cefaléia ou tontura p'odem ocorrer) pOdendo ser necessária, em casos isolados, a aescontinuação do tratamento. Agitação e distúrbios no sono podem ocorrer em casos inaividuais. Muito raramente tem SIdo relatado rubor facial ou

poplitea1 incompetence. Phlebo1ogy

1

:23

-32, 1986.

9. VASDEKIS

SN,

CLARKE

GH,

HOBBS

JT,

NICOLAIDES AN.

Evaluation of

non-invasive and invasive

methods in the

assessment of s

hort

saphenous vein termination

.

Br

J

Surg

sensação de calor ("flush"), arritmia (ex.: taquicardia), angina do peito ou hipotens~~,.principalme~te relaCiOnados c~m. d~ses

elevadas de pentoxlfllma. Nestas sItuações, deve-se diminUir a posologia diária admi!1istrada ou mesmo .descont5~u.ar o tratamento ~10S casos mais graves. J3.eações de ~1~e!senslbl!Jdade

cutânea taIS como prUrIdo, ente ma, urtIcana ou e~ema

angioneurótico são extremamente raras e geralmente regndem rapidamente com a interrupção do tratamento. Em siruações ocasionais, têm sido relatadas reações de hipersensibilidade,

algumas vezes progredindo para choque. Raríssimas vezes têm sido relatados fenômenos de nemorragia (cutânea, mucosa, trato

gastrointestinal) em pacientes tratados com Trental com ou sem

anticoagulantes ou inibidores da agregação plaquetária. At~ o momento, não. pode ser comprovaéla uma relação causa/efeito

entre o uso de Trent~l e a ocorrência de sangrame!1t~s, l!l~s esta

não pode ser exclUlda por c.omple~o. .uma dlmlnulçao no

número de plaquetas (trombocltogeOla) fOI observada em alguns poucos casos. Posologia: TRENTAL 400 - drágeas: Caso não

haja orientação médica diferente, a dose usual é de uma drágea de Trental 400 duas ou três vezes ao dia, ingerida inteira com um pouco de líquido após as refeições. Em pacientes com pressão arterial baixa ou lábil ou com disfunção renal acentuada, deve-se ajustar a dose individualmente. TRENTAL - solução injetável: TRENT AL pode ser administrado através de infusão endovenosa e também através de injeção endovenosa. Extensa experi~ncia da prática clínica tem demonstrado ser a terapia por 1l1fusão

endovenosa a forma mais efetiva e melhor tolerada de administração parenteral de TrentaL A preferência deve, desta

forma, ser dada a esta via de aplicação sempre que possíveL TRENTAL 400 - dráoeas pode ser prescrito para suplementar o

tratamento parenteraF. Terapia de infusão: Infusão endovenosa: Dependendo da severidade da doença vascular, peso corpóreo do paciente e fatores de tolerabilidade, a terapIa por infusão endovenosa pode ser implementada usando-se o seguinte esquema: Uma infusão endovenosa pela manhã e à tarde, cada uma de 200 mg ou 300 mg de pentoxlfilina em 250 ou 500 ml de líquido durante um período de 120 a 180 minutos. Uma administração oral adicionai de 2 drágeas de TRENTAL 400 pode ser indicada após a ,infusão da tarde. Ql,la!1do as duas

1l1fusões apresentarem um Intervalo longo, a admlOlstração de 1 drágea de iRENTAL 400 yode ser transferida para a hora do almoço. Quando as condiçoes locais ou fatores de tolerabilidade per':li.tirem soment~. uma infusão endoven,osa diária, a adminIStração oral adiCionai de TRENTAL 400 e recomendada na dose de 3 (2+1) drágeas divididas durante o dia (meio-dia e à

7

6:929

-32

, 1989.

MÓDULO V

1O

.

DORTU

J,

DORTU

J-A.

Les veines

honteuse

externes. Étude

anatomo-cli

niqu

e,

1eur traitement

par la

ph1ébectomie ambu1atoire. Ph1ebo1ogi

e

43:32

9-55,

1990.

noite) após a infusão endovenosa. Uma infusão endovenosa de 24 horas gota-a-gota pode ser indicada em casos mais avançados, especialmente em J'~clentes com dorde r~pouso severa e gangrena ou ulceração (estaglOs III e IV de Fontalne). Em geral, a ?ose de

24 horas de TRENTAL para administração parenteral nao deve exceder 1200 mg de pentoxifilin. e a dose Individual pode ser baseada na fórmula: 0,6 mg de pentoxifilina por Kg de peso corpóreo por hora. A dose diána calculada desta forma seria

1000 mg de pentoxifilina para um paciente pesando 70 Kg e 1150 !l1g de pentoxifilina para .um paciente de "80 Kg. O v?rume de

mfusão deve ser estabelecIdo oaseado nas doenças subjJcentes e geralmente será entre 1000 e 1500 ml nas 24 horas. Terapia de mjeção: Injeção endovenosa: A injeção endovenosa deve ser administrada lentamente por um período de 5 minutos com o paciente deitado. Uma injeção endovenosa não deve, de forma alguma, ser repetida imediatamente após a primeira. Tratamento adjunto e acompanhamento: A formulação oral de TRENTAL 400 -drágeas pode ser prescrita para suplementar o tratamento por infusão ou injeção endovenosa. Após o início da melhora do quadro, o tratamento pode ser continuado com a medicação oral somenre. Administração: Os tempos de infusão e injeção não devem ser menores do que os estabelecidos acima. Solução salina fisiológica, solução de Ringer lactato, solução de glicose ou outros substitutos sanguíneos convencionais podem ser usados como líquidos de infusão. A compatibilidade com a solu~ão a ser utilizada deve ser testada em cada caso antes da admiOlstração. Pacientes com insuficiência cardíaca necessitam tratamento apropriado. Grandes quantidades de líquidos (infusão) devem ser evitadas em tais casos. O ajuste posológico é necessário em pacientes com função renal comprometida. Apresentações: TRENTAL 400 -drágeas -embalagens com 20. TRENTAL solução injetável - embalagens com 5 ampolas de 5 m1. Composições: TRENTAL 400 - cada drágea contém -Pentoxifilina 400 mg; Excipiente q.s.p. 1 drágea; TRENTAL solução injetável - cada ml contém: Pentoxifilina 20 mg; Veículo q.s.p. 1 ml. 1B260292

Informações cientícas à disposição da classe médica: HOECHST DO BRASIL QU!MICA E FARMACÊUTICA S.A.

Divisão Farmacêutica - Av. das Nações Unidas, 18001 . 8° andar CEP 0479;-900 -c.P. 7333 . CEP 01064·970 - São P,ulo· SP

Hoechst

(t3

Referências

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