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COMPANHIA DOCAS DO PARÁ

ARRENDAMENTO DE TERMINAIS DE CARVÃO E DE PLACAS

E BOBINAS PRECEDIDO DE CONSTRUÇÃO DO TERMINAL DE

MÚLTIPLO USO 2 NO PORTO DE VILA DO CONDE

TERMO DE REFERÊNCIA

Eng° Civil M.Sc. José Rodrigo Santana Pinho – Supproj / CDP

CREA / PA N° 13.791 D

Belém, outubro 2011

(2)

SUMÁRIO

ARRENDAMENTO DE TERMINAIS DE CARVÃO E DE PLACAS E BOBINAS

PRECEDIDO DE CONSTRUÇÃO DO TERMINAL DE MÚLTIPLO USO 2 (TMU

2) NO PORTO DE VILA DO CONDE, LOCALIZADO NO MUNICÍPIO DE

BARCARENA, NO ESTADO DO PARÁ... 5

TERMO DE REFERÊNCIA ... 5

INTRODUÇÃO ... 5

1.0 CAPÍTULO 1 – ARRENDAMENTO DOS TERMINAIS DE CARVÃO E DE

PLACAS E BOBINAS... 5

1.1 OBJETIVO ...5

1.2 FINALIDADE...5

1.3 DESCRIÇÃO DAS ÁREAS OBJETO DOS ARRENDAMENTOS ...7

1.3.1 Localização do Terminal de Placas e Bobinas...7

1.3.2 Localização do Terminal de Carvão ...8

1.4 DESCRIÇÃO CONCEITUAL DOS ARRENDAMENTOS ...8

1.4.1 Terminal de Placas e Bobinas...8

1.4.1.1

Concepção do Projeto Conceitual...8

1.4.2 Terminal de Carvão ...15

1.4.2.1

Concepção do Projeto Conceitual...15

1.5 INVESTIMENTOS ...20

1.5.1 Investimentos no Terminal de Placas e Bobinas ...20

1.5.1.1

Cronograma de Investimentos ...22

1.5.2 Investimentos no Terminal de Carvão ...22

1.5.2.1

Cronograma de Investimentos ...25

1.6 MOVIMENTAÇÃO MÍNIMA CONTRATUAL ...25

1.6.1 Terminal de Placas e Bobinas...25

1.6.2 Terminal de Carvão ...27

1.7 COMPOSIÇÃO DO VALOR MÍNIMO DE ARRENDAMENTO ...28

1.7.1 Parcela Fixa ...29

1.7.2 Parcela Variável...29

1.7.3 Downpayment...30

1.8 DOCUMENTOS DO PROJETO BÁSICO DE IMPLANTAÇÃO ...32

1.8.1 Documentação introdutória ...32

1.8.2 Memorial Descritivo que qualifique e identifique a instalação ...32

1.8.3 Equipamentos: ...32

1.8.4 Eletricidade:...33

1.8.5 Geotecnia:...33

1.8.6 Transporte:...33

1.8.7 Estruturas:...34

1.8.8 Utilidades: ...34

1.8.9 Estimativa itemizada do custo do investimento, com cronograma físico-financeiro do

empreendimento. ...34

(3)

1.9 PREVISÃO DE EXPANSÃO ...35

1.10 OBSERVÂNCIA DAS NORMAS LEGAIS ...35

1.11 CONSIDERAÇÕES FINAIS...36

2.0 CAPÍTULO 2 – OBRA PÚBLICA: IMPLANTAÇÃO DO TERMINAL DE

MÚLTIPLO USO 2 (TMU2) ... 37

2.1 OBJETO...37

2.2 JUSTIFICATIVA ...37

2.3 FISCALIZAÇÃO DOS TRABALHOS ...41

2.4 ACIDENTES...42

2.5 PERMISSÃO PARA TRABALHO...43

2.6 SUBCONTRATAÇÕES E CONSÓRCIO ...43

2.7 LICENÇAS ...43

2.8 TERMO DE ENTREGA E RECEBIMENTO ...44

2.9 ESPECIFICAÇÃO GERAL (REFERÊNCIA ÀS ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

APRESENTADAS PELA AUTORA DO PROJETO, UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ -

UFPA)...45

2.10 APRESENTAÇÃO DOS PRODUTOS...45

2.11 CONDIÇÕES TÉCNICAS ...46

2.11.1 RESPONSABILIDADES...46

2.11.2 RESULTADOS E DIREITOS AUTORAIS...46

2.12 DISPOSIÇÕES GERAIS ...46

2.13 INVESTIMENTO TMU2 – PLANILHA SINTÉTICA...47

(4)

Índice de Figuras

Figura 1 – Barca de Comboio...9

Figura 2 – Equipamentos - Guindaste ...9

Figura 3 – Esquema da carreta especializada ...10

Figura 4 – Carreta Especializada Bi-Trem ...10

Figura 5 - Sistema de recepção – Utilização da infraestrutura atual do Porto ...11

Figura 6 – Lay-out do píer com os carregadores de navio...13

Figura 7 – Esquemática do Equipamento ...14

Figura 8 – Equipamento Utilizado...16

Figura 9 - Sistema de recepção – utilização da infraestrutura atual do Porto ...17

Figura 3 – Mapa Hidroviário Brasileiro. Fonte: Ministério dos Transportes. ...39

Figura 4 – malha hidroviária da Amazônia Brasileira. ...40

Figura 5 – Planta de Localização do TMU 2 no Porto de Vila do Conde. ...66

Figura 6 – Vista geral da área do terminal de Placas e Bobinas. ...67

Figura 7 – Vista do estacionamento, da Administração e da oficina. ...67

Figura 8 – Vista do Terminal de Placas e Bobinas no 1º plano e, ao fundo, o Terminal de Carvão...68

Figura 9 – Vista geral do pátio de placas e bobinas, com os armazéns geminados. ...68

Figura 10 – Ilustração da operação de placas no pátio de estocagem com carretas e empilhadeiras...69

Figura 11 – Armazéns geminados para estocagem de bobinas laminadas a frio, para proteção contra

umidade. ...69

Figura 12 – Layout geral do Terminal de Placas e Bobinas. ...70

Figura 13 – Layout geral dos Terminais de carvão e de Placas e Bobinas. ...70

Figura 14 – Vista frontal do Terminal de Carvão, com o Terminal de Placas e Bobinas de Aço ao lado. .71

Figura 15 – Arranjo interno do Terminal de Carvão (em escala). ...71

Figura 16 – Vista das pilhas de carvão dispostas no pátio, sob o armazém...72

Figura 17 – Vista geral da área de expansão do Terminal de Carvão, com o Terminal de Placas e Bobinas

ao lado. ...72

Figura 18 – Vista geral do TMU 2. ...73

Figura 19 – Vista geral dos píeres 100 e 200...73

Figura 20 – Vista geral da estrutura do TMU 2 e do encontro ponte-píer. ...74

Figura 21 – Vista geral da estrutura do TMU 2...74

Figura 22 – Vista frontal da ponte de acesso e com destaque para o posicionamento das correias

transportadoras entre as duas pistas de rolamento/pedestres. ...75

Figura 23 – Vista geral do processo construtivo das correias, em suas fases de construção. ...75

Figura 24 – Corte da estrutura de contenção do aterro e apoio da ponte de acesso...76

Figura 25 – Vista em 3 dimensões da estrutura do emboque da ponte de acesso/contenção do talude. ...76

Índice de Tabelas

Tabela 1 – Movimentação de Placas e Bobinas...12

Tabela 2 - Extensão dos transportadores de correia da recepção do Pier 101 ...17

Tabela 3 – Extensão das correias do sistema de expedição do carvão (Terminal de Barcaças – Berço 401).

...18

Tabela 3 – Detalhamento dos investimentos em obras civis no Terminal de Placas e Bobinas ...21

Tabela 4 – Detalhamento dos investimentos em equipamentos no Terminal de Placas e Bobinas ...21

Tabela 5 – Cronograma de investimento totais no Terminal de Placas e Bobinas ...22

Tabela 6 – Detalhamento dos investimentos em obras civis no Terminal de Carvão...23

Tabela 7 – Detalhamento dos investimentos em equipamentos no Terminal de Carvão...24

Tabela 8 – Cronograma de investimentos totais no Terminal de Carvão. ...25

Tabela 9 – Projeção da movimentação de placas e bobinas em toneladas por cenário...26

Tabela 10 – Projeção da movimentação de carvão em toneladas por cenário ...28

(5)

ARRENDAMENTO DE TERMINAIS DE CARVÃO E DE PLACAS E

BOBINAS PRECEDIDO DE CONSTRUÇÃO DO TERMINAL DE

MÚLTIPLO USO 2 (TMU 2) NO PORTO DE VILA DO CONDE,

LOCALIZADO NO MUNICÍPIO DE BARCARENA, NO ESTADO DO PARÁ

TERMO DE REFERÊNCIA

INTRODUÇÃO

Este Termo de Referência tem o objetivo de definir as bases técnicas e operacionais

mínimas para o ARRENDAMENTO DE TERMINAIS DE CARVÃO E DE PLACAS E

BOBINAS PRECEDIDO DE CONSTRUÇÃO DO TERMINAL DE MÚLTIPLO USO 2

(TMU 2) NO PORTO DE VILA DO CONDE, LOCALIZADO NO MUNICÍPIO DE

BARCARENA, NO ESTADO DO PARÁ, estando dividido em dois capítulos: o primeiro,

apresentando os projetos conceituais dos Terminais de Carvão e de Placas e Bobinas para

arrendamento de áreas públicas segundo as regulamentações vigentes e o segundo, descrevendo

os parâmetros técnicos e de condução dos trabalhos para a Implantação do Terminal de Múltiplo

Uso 2 no Porto de Vila do Conde, que virá a ser a obra pública que possibilitará o arrendamento

das áreas supracitadas.

1.0 CAPÍTULO 1 – ARRENDAMENTO DOS TERMINAIS DE CARVÃO E DE PLACAS

E BOBINAS

1.1 OBJETIVO

Este Termo de Referência tem por objetivo apresentar as bases conceituais, descrição dos

serviços e discriminação das atividades a serem desenvolvidas no âmbito do arrendamento do

Terminal de Placas e Bobinas e do Terminal de Carvão no Porto de Vila do Conde, que está

associado à implantação do Terminal de Múltiplo Uso 2.

1.2 FINALIDADE

A posição estratégica do Porto de Vila do Conde - PVC faz dele o principal porto da

Amazônia e a principal porta de entrada das regiões Amazônica e Central do Brasil. Sua

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infraestrutura atual é composta pelo Terminal de Múltiplo Uso 1, em fase de expansão para oito

berços de acostagem e pelo Terminal de Granéis Líquidos.

Os investimentos e obras que estão ocorrendo no eixo hidroviário Centro-Norte, isto é,

Tocantins-Araguaia, possibilita que a produção mineral, agrícola e pastoril da região central e

norte do Brasil: Mato Grosso, Goiás, Pará, Tocantins entre outras regiões, possa chegar até os

mercados consumidores da Europa, EUA e Ásia de forma mais competitiva.

Este fato faz do eixo ou corredor hidroviário a mais importante alternativa a se considerar

como opção logística do País e na avaliação de grupos econômicos deverá romper o isolamento e

possibilitar o desenvolvimento da região e do país.

O Terminal de Múltiplo Uso 2 – TMU2 complementa a implantação da hidrovia do

Tocantins e concretiza a viabilidade técnica dos recursos investidos pelo governo federal,

possibilitando a movimentação de cargas provenientes das principais províncias minerais e

agrícolas do País, através dos corredores logísticos centro-norte e amazônico.

O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica, Financeira e Ambiental compõe o

processo de arrendamento do Terminal de Carvão e Terminal de Placas e Bobinas e da execução

da obra pública do TMU2, em conformidade com o seu Programa de Arrendamento de Áreas e

Instalações, e a necessidade de expansão da infraestrutura portuária do Porto de Vila do Conde.

Apresenta, ainda, a contextualização do Porto, sua localização, acessos terrestres e marítimos,

instalações de acostagem, armazenagem e expedição, evolução da movimentação de cargas, bem

como a descrição das áreas objeto de análise, considerando o levantamento de campo realizado, a

caracterização do projeto dos terminais e sistema de expedição para movimentação de granéis

sólidos a ser implantado na área, com sua respectiva análise de capacidade de movimentação de

cargas, concluindo com a análise de viabilidade econômica para o arrendamento das áreas e da

correspondente operação portuária.

A implantação do Terminal de Placas e Bovinas se faz necessária em função da

manifestação firme de demanda para o escoamento de placas e bobinas dos empreendimentos

siderúrgicos da região norte, sobretudo da Região de Marabá, a partir de 2014.

Por outro lado, essas siderúrgicas, localizadas principalmente na Região de Marabá, além

das fábricas de alumínio e alumina instaladas e a serem instaladas na Região do Porto de Vila do

Conde, exercerão uma forte demanda por carvão, que é utilizado como insumo combustível para

produção siderúrgica e de alumínio, diante disso, também se faz necessária a implantação de um

Terminal Portuário especializado na movimentação de carvão para atender a esta demanda

manifestada.

(7)

Nesse contexto, o Terminal de Placas e Bobinas do PVC apresenta uma previsão de

recebimento de até 3 milhões ton/ano desses produtos, enquanto para o Terminal de Carvão há

uma previsão de recebimento de até 6,6 milhões ton/ano de carvão, cargas já manifestadas por

declarações de empresas interessadas no arrendamento dos terminais.

1.3 DESCRIÇÃO DAS ÁREAS OBJETO DOS ARRENDAMENTOS

O arrendamento de áreas e instalações portuárias de qualquer porto brasileiro se dá

segundo as normas da Resolução n° 55 da ANTAQ e suas alterações. Para tanto, o processo deve

ser conduzido em obediência às diretrizes do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto

de Vila do Conde (PVC) e à luz do seu Programa de Arredamento de Áreas e Instalações

Portuárias.

As áreas vinculadas ao arrendamento encontram-se livres, sem qualquer impedimento à

sua implantação, não apresentando nenhum tipo de benfeitoria. Nesse sentido, o futuro

arrendatário deverá prover todos os investimentos necessários para possibilitar a ocupação das

áreas, compreendendo: desenvolvimento de projetos, execução de obras civis e aquisição e

instalação de equipamentos.

Nesse contexto, verifica-se que, segundo o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do

Porto de Vila do Conde, as áreas destinadas aos Terminais de Placas e Bobinas e ao Terminal de

Carvão estão localizadas em posição coerente com o zoneamento definido para o porto, sem

qualquer implicação para o tipo de movimentação de cargas a que se propõem.

1.3.1 Localização do Terminal de Placas e Bobinas

A área total necessária para implantação deste Terminal de Placas e Bobinas, incluindo

pátio de estocagem, e armazéns cobertos e edificações de apoio é de 104.750,87 m2. As placas e

bobinas serão desembarcadas no novo Terminal Múltiplo uso 2 – TMU 2, no Berço 402

(Terminal de Barcaças) e transferidas por caminhões até o pátio de estocagem e deste até os

Berços 301 e 302 para embarque nos navios de grande curso (comércio exterior) e de cabotagem

(mercado interno).

A área de arrendamento, onde se prevê a implantação do Terminal, localiza-se na frente

do Rio Pará e é constituída por terreno plano, de formato regular, ainda não demarcado e com

cobertura vegetal. Está classificada no PDZ do PVC como área destinada especificamente à

implantação de um Terminal para movimentação de Placas e Bobinas.

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1.3.2 Localização do Terminal de Carvão

A área total necessária para implantação deste Terminal de Carvão, incluindo pátio de

estocagem, transportadores de correia do pátio e edificações de apoio é de 108.662,42 m². O

carvão será desembarcado no novo Terminal Multiuso 2 – TMU 2, Berço 101, e transferido por

transportadores de correia até o pátio de estocagem e desta para o Terminal de Barcaças no

Berço 401, também por meio correia transportadora.

A área de arrendamento, onde se prevê a implantação do Terminal, localiza-se na frente

do Rio Pará e é constituída por terreno plano, de formato irregular, ainda não demarcado e com

cobertura vegetal. Está classificada no PDZ do PVC como área destinada especificamente à

implantação de um Terminal para movimentação de Carvão Mineral.

1.4 DESCRIÇÃO CONCEITUAL DOS ARRENDAMENTOS

1.4.1 Terminal de Placas e Bobinas

As Placas e Bobinas são produtos siderúrgicos gerados a partir da manufatura do aço.

1.4.1.1 Concepção do Projeto Conceitual

1.4.1.1.1 Sistema de Recepção

Os produtos siderúrgicos a serem movimentados no terminal serão placas e bobinas de

aço com peso médio de 30 t. As bobinas serão de dois tipos, as laminadas a quente e as

laminadas a frio, requerendo operações e armazenagens distintas.

Estes produtos chegarão por via fluvial (Hidrovia do Rio Tocantins) e serão

desembarcados no Terminal de Barcaças do TMU 2 (Pier 400), no Porto de Vila do Conde, mas

precisamente no Berço 402. Este berço terá 272 m de comprimento e 71m de largura; isso

permitirá a atracação de três balsas simultaneamente. O comboio tipo da hidrovia é de 3 x 3

balsas, ou seja, 9 unidades (Figura 01) com capacidade total de 17.100 t. Será preciso fazer o

desmembramento do comboio e atracar de três em três balsas na longitudinal. O tempo de

desmembramento, atracação e desatracação do comboio são de 3 horas para as três operações.

Haverá na cabeceira do píer de barcaças uma área destinada a atracação dos empurradores.

(9)

Figura 1 – Barca de Comboio

A previsão dos equipamentos para esse terminal é de dois MHC`s (mobile harbourcrane),

com capacidade efetiva de 360 t/h cada. Segundo pesquisas realizadas com fabricantes de

equipamentos, foi sugerido o modelo LHM 180 da LIEBHERR (Figura 02), que é um

equipamento que garante a produtividade especificada e tem um comprimento de lança que

descarrega as balsas a uma distância de 20 m com capacidade de içamento de 37,1 t.

Figura 2 – Equipamentos - Guindaste

A extensão aproximada do percurso dos caminhões desde a recepção, localizados no

berço de barcaça, até o pátio de estocagem, é de aproximadamente 2061m.

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de aproximadamente 5 horas e 16 minutos, a terceira balsa será descarregada com os dois

equipamentos provenientes das duas primeiras balsas, diminuindo o tempo de descarregamento

pela metade. O tempo total para o descarregamento com atracação e desatracação do comboio é

de 28 horas e 15 minutos.

Após a retirada do material da balsa, este será colocado em carretas especializadas do tipo

bi-trem (Figura 03, 04) que levará por viagem duas placas ou duas bobinas, até o pátio de

estocagem, localizado a 2.061m do píer de barcaças. O tempo para um ciclo de transporte das

placas/bobinas a uma velocidade de 20 km/h é de 26 minutos, incluindo o tempo de

carregamento no pier e descarregamento no pátio, além da pesagem. Para descarregar uma balsa

inteira serão necessários 28 ciclos aproximadamente.

Figura 3 – Esquema da carreta especializada

Figura 4 – Carreta Especializada Bi-Trem

(11)

Berço 402 TMU 2 – Terminal de Múltiplo Uso 2. A movimentação ocorrerá com dois

descarregadores de barcaças com capacidade nominal para movimentar 360 t/h cada. A partir

daí, as placas ou as bobinas serão transferidos para o pátio de estocagem por meio de caminhões

tipo bi-trem, adaptados para esse tipo de operação.

Figura 5 - Sistema de recepção – Utilização da infraestrutura atual do Porto

1.4.1.1.2 Sistema de Estocagem

O sistema de estocagem será composto por um pátio do tipo retangular com 9 sub-pátios,

para estocar aproximadamente 483.840 t de capacidade estática. Destes 9 sub-pátios, dois serão

cobertos por galpões para armazenagem das bobinas laminadas a frio, que devem estar

protegidas da umidade; um será destinado a bobinas laminadas a quente e seis pátios para as

placas. Cada sub-pátio terá em média 6.600 m². Na área de estocagem serão utilizadas

empilhadeiras para manuseio do produto no pátio e no interior dos galpões serão utilizadas

pontes rolantes. Abaixo seguem as planilhas detalhadas da movimentação por pátio e produto.

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Tabela 1 – Movimentação de Placas e Bobinas

No pátio serão disponibilizadas 14 empilhadeiras de capacidade de 50 t, sendo 12 para

placas e 2 para bobinas. Para as bobinas laminadas a frio haverá armazéns com pontes rolantes

para a arrumação das bobinas no interior do armazém.

Toda a carga movimentada será pesada em duas balanças: uma para a expedição e outra para

a recepção. Para a movimentação da carga entre o píer de barcaças – pátio de estocagem – píer de

navio, estão prevista 30 carretas do tipo bi-trem.

(13)

1.4.1.1.3 Sistema de Expedição

O sistema de expedição levará carga do pátio de estocagem até o Pier de navios do

TMU2 para produtos siderúrgicos (Pier 300), mais precisamente para os berços 301 e 302. O píer

tem 250 m de comprimento e 95,20 m de largura e é dimensionado para receber navios do tipo

HANDYMAX de 50.000 t.

Através de carretas do tipo bi-trem a carga sairá do pátio e percorrerá uma

distancia de 2.443 m até o píer 300. O tempo para este ciclo é de 29 minutos. O ciclo inclui o

carregamento no pátio de estocagem, a pesagem, o percurso, o descarregamento no píer e o

retorno.

Os equipamentos previsto para esta operação podem ser de dois tipos. Um seria

com a utilização de 2 carregadores de navio do tipo pórtico rolante sobre trilhos, por berço, com

capacidade efetiva de 360 t/h para cada equipamento, que possuirá um spam de 21 m e poderá

carregar navios do tipo HANDYMAX, com boca de 30 m. O outro tipo de equipamento previsto

é o MHC do tipo LHM 400 da LIEBHERR, dois por berço.

Figura 6 – Lay-out do píer com os carregadores de navio

Para fazer o carregamento completo de um navio o tempo gasto é de 72 horas

aproximadamente para os dois tipos de equipamentos. A escolha do tipo de equipamento ficará a

cargo do arrendatário. A estrutura do píer está dimensionada para os dois tipos de equipamentos

especificados.

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Figura 7 – Esquemática do Equipamento

1.4.1.1.4 Edificações de Apoio

As edificações de apoio necessárias à operação deste Terminal são descritas nos itens

subseqüentes.

Sala de administração

Este prédio possui um pavimento, onde encontramos uma recepção central e lateralmente

encontramos duas salas para acomodação dos funcionários que cuidarão da parte burocrática e

operação da área de estocagem. Conta ainda com vestiários, e banheiros para deficientes físicos.

Em frente a ele foram projetados pátios para estacionamento de veículos leves. Terá uma

área total de 300 m².

Vestiários

O terminal contara com vestiário externo ao prédio administrativo para atender as pessoas

que trabalham na parte operacional. Terá box para banho e sanitários, tanto masculinos quanto

femininos. Terá uma área de 63,70 m²

Estacionamento para empilhadeiras, carretas e Oficina Mecânica

No terminal haverá uma área destinada ao estacionamento de trinta carretas, em concreto

armado ( área de 3.646,88 m² ), um galpão para acomodar 14 empilhadeiras ( área 505,94 m² ) e

uma oficina mecânica ( área de 123,00 m² ).

(15)

1.4.1.1.5 Sistemas de Utilidades

As redes de utilidades necessárias ao funcionamento do Terminal são:

• Sistema de energia elétrica;

• Sistema de automação e instrumentação;

• ISPS Code (International Ship and Port Facility Security Code ou Código

Internacional para Segurança de Navios e Instalações Portuárias),

• Sistema de abastecimento de água;

• Sistema de combate a incêndio;

• Sistema de drenagem de águas pluviais;

• Balança

1.4.1.1.6 Sistema de Combate a Incêndio

Este sistema será constituído basicamente por extintores portáteis de CO

2

, pó químico e

água pressurizada, localizados estrategicamente nos locais de risco conforme a sua classificação,

devidamente assinalados e de fácil acesso. Os extintores nas edificações deverão ser previstos

em locais visíveis e de fácil e rápido acesso às pessoas, além de regularmente espaçados e

demarcados horizontalmente e verticalmente.

1.4.1.1.7 Sistema de Drenagem

As águas pluviais do Terminal serão coletadas por uma rede de drenagem composta de

sarjetas, caixas de ralo, caixas de passagem, poços de visita, galerias e canaletas.

1.4.2 Terminal de Carvão

1.4.2.1 Concepção do Projeto Conceitual

1.4.2.1.1 Sistema de Recepção

O granel a ser movimentado será carvão mineral. Este produto tem como principais

origens as minas de carvão da Colômbia (Porto de Santa Marta) ou de Moçambique (porto ainda

não identificado). Considerando as distâncias de transporte e as características dos portos de

origem, é razoável a indicação de uso de navios da classe panamax para o carvão oriundo da

Colômbia e capesize para o produto importado de Moçambique. O carvão será desembarcado no

Terminal de Navios do TMU-2 (Pier 100 ), no porto de Vila do Conde, mas precisamente no

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berço 101. Este berço terá 350 m de comprimento e 35,25 m de largura, isso permitirá a

atracação de navios do tipo até Capesize. A capacidade dos navios varia entre 70.000 t para o

panamax e 170.000 t para o Capesize. O tempo de manobra para atracação e/ou desatracação do

navio é de 1 hora.

Para o descarregamento do carvão serão utilizados dois equipamentos do tipo pórtico

rolante sobe trilhos com grab. A produtividade efetiva de cada equipamento é de 2.200 t/h,

totalizando 4.400 t/h, o que leva a um tempo de descarregamento de aproximadamente 40 horas

para o navio tipo capesize e 16 horas para os navios panamax. O spam para estes equipamentos

deve ser de 21 m e ter uma lança que alcance uma distância de 50 m. O carvão será retirado com

o grab do porão do navio e jogado em uma moega que direcionará o fluxo até a esteira

transportadora.

Figura 8 – Equipamento Utilizado

A partir daí, o carvão será transferido para o pátio de estocagem por meio de

transportadores de correia com galeria metálica fechada para evitar a contaminação do meio

ambiente com os finos de carvão. Este transportador de correia terá capacidade nominal de 4.400

t/h e percorrerá uma distancia de 3.398,62 m saindo do berço 101 até o pátio de estocagem. Ela

passará por quatro torres de transferência e terá uma altura de 2.2 m ao longo do píer até a TR-01

e depois seguirá a uma altura de 7m até o pátio de estocagem sendo que da cabeceira da ponte

até as áreas de arrendamento ela seguirá a inclinação da via.

(17)

Figura 9 - Sistema de recepção – utilização da infraestrutura atual do Porto

As torres serão dotadas de sistemas de supressão do pó do tipo filtro de manga. O

efluente será coletado no local e levado para a estação de tratamento na retro-área.

Tabela 2 - Extensão dos transportadores de correia da recepção do Pier 101

Nº Transportador de

Correia

Extensão (m)

TR-01

600

TR-02

1562

TR-03

741,62

TR-04

495

Total

3.398,62

1.4.2.1.2 Sistema de Estocagem

O sistema de estocagem será composto por um pátio do tipo retangular com duas pilhas

com capacidade para estocar aproximadamente 341.222 toneladas e área total de 108.662,42 m²,

que poderá atender os projetos siderúrgicos a serem implantados no sul do Pará. O Terminal de

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18/76

Carvão terá duas pilhas de 450 m de comprimento, 50 m de largura e 18,80 m de altura. Na área

de estocagem serão utilizadas duas empilhadeiras e duas recuperadoras para manuseio do

produto no pátio, com capacidades para 2.200 ton/h e 2.200 ton/hora cada, respectivamente. O

pátio de estocagem será coberto por um galpão para evitar que o carvão contamine o meio

ambiente. Além disso está previsto um cinturão verde ao redor do Terminal.

1.4.2.1.3 Sistema de Expedição

Os transportadores de correia, com 4.400 ton/h de capacidade e 2.723,52 m de extensão

total, serão constituídos de galeria metálica fechada a fim de evitar a contaminação do meio

ambiente com os finos de carvão. Na expedição também estão previstas três torres de

transferências para possibilitar a transferência do material entre os transportadores de correia.

Assim como na recepção, estas torres serão dotadas de sistemas de supressão do pó do tipo filtro

de manga e o efluente será coletado no local e levado para a estação de tratamento de efluentes

na retro-área. Na Tabela 3 expõe-se a extensão aproximada dos transportadores de correia

localizados entre as torres de transferência da expedição, no trecho entre o pátio de estocagem e

o Terminal de Barcaças.

Tabela 3 – Extensão das correias do sistema de expedição do carvão (Terminal de Barcaças – Berço 401).

Nº Transportador de

Correia

Extensão (m)

TR-05

495

TR-06

747,62

TR-07

1.250,9

TR-04

230

Total

2.723,52

Ao chegar no Terminal de Barcaças, o carregamento será feito por dois carregadores de

barcaças com uma capacidade efetiva de 2.200 t/h. O tempo gasto para o carregamento de cada

balsa será de 52 minutos.

1.4.2.1.4 Edificações de Apoio

As edificações de apoio necessárias à operação deste terminal são descritas nos itens

subseqüentes.

(19)

Sala Elétrica

Este prédio foi projetado em dois pavimentos. No térreo prevê-se sala de cabos e

sanitário. No andar superior estão previstas sala de painéis elétricos e de controle, sala de

baterias e sala de ar condicionado. Os acessos de pessoas e equipamentos aos dois pavimentos

foram localizados nas laterais do prédio e em frente a eles foram projetados pátios para

estacionamento de caminhão a fim de facilitar o manuseio dos equipamentos.

Sala de administração

Este prédio possui um pavimento, onde encontramos uma recepção central e lateralmente

encontramos duas salas para acomodação dos funcionários que cuidarão da parte burocrática e

operação da área de estocagem. Conta ainda com vestiários, e banheiros para deficientes físicos.

Em frente a ele foram projetados pátios para estacionamento de veículos leves. Terá uma

área total de 300 m².

Vestiários

O terminal contara com vestiário externo ao prédio administrativo para atender as pessoas

que trabalham na parte operacional. Terá box para banho e sanitários, tanto masculinos quanto

femininos. Terá uma área de 63,70 m²

1.4.2.1.5 Sistemas de Utilidades

As redes de utilidades necessárias ao funcionamento do Terminal são:

• Sistema de energia elétrica;

• Sistema de automação e instrumentação, com balanças de precisão;

• ISPS Code (International Ship and Port Facility Security Code ou Código

Internacional para Segurança de Navios e Instalações Portuárias),

• Sistema de abastecimento de água;

• Sistema de combate a incêndio;

• Sistema de drenagem de águas pluviais;

• Sistema de drenagem de efluentes do carvão;

• Sistema de tratamento de efluentes.

(20)

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20/76

1.4.2.1.6 Sistema de Combate a Incêndio

Este sistema será constituído basicamente por extintores portáteis de CO2, pó químico e

água pressurizada, localizados estrategicamente nos locais de risco conforme a sua classificação,

devidamente assinalados e de fácil acesso. Os extintores nas edificações deverão ser previstos

em locais visíveis e de fácil e rápido acesso às pessoas, além de regularmente espaçados e

demarcados horizontalmente e verticalmente.

1.4.2.1.7 Sistema de Drenagem

As águas pluviais do Terminal serão coletadas por uma rede de drenagem

independentemente da drenagem contaminada do pátio de carvão. Esta rede será composta de

sarjetas, caixas de ralo, caixas de passagem, poços de visita, galerias e canaletas.

1.4.2.1.8 Sistemas de Drenagem e de Tratamento de Efluentes

As pilhas de carvão possuirão sistema de supressão de pó do tipo aspersão, de forma a

evitar o carregamento de partículas de carvão pelo vento. Por meio de um sistema de drenagem,

o efluente contaminado seguirá para uma estação de tratamento de efluente localizada dentro do

Terminal, conforme projeto da empresa requisitante. A água tratada será armazenada e reciclada

para o sistema de aspersão, além de funcionar como reserva para incêndio.

1.5 INVESTIMENTOS

1.5.1 Investimentos no Terminal de Placas e Bobinas

O investimento total previsto para a implantação do Empreendimento é de

aproximadamente R$ 173,2 milhões, dos quais R$ 63,9 milhões são relativos às obras civis e R$

109,3 milhões aos equipamentos. Ressalta-se que não foram considerados reinvestimentos em

equipamentos mecânicos. Os investimentos foram detalhados em obras civis e equipamentos

conforme apresentados na Tabela 4 e na Tabela 5 respectivamente.

(21)

Tabela 4 – Detalhamento dos investimentos em obras civis no Terminal de Placas e Bobinas

A Obras Civis Investimento (R$)

1 INFRAESTRUTURA VIÁRIA DOS ACESSOS 25.754.302

1.1 Movimento de Terra /Terraplenagem/Drenagem

1.1.1

Serviços de preparação das áreas com movimento de terra, terraplenagem, drenagem, instalações elétricas gerais com iluminação externa, etc.

9.042.095

1.2 SERVIÇOS DE PAVIMENTAÇÃO

1.2.1

Serviços de pavimentação de vias em CBUQ, com sub base e base estabilizada, imprimação, pintura de ligação e revestimento final em CBUQ e= , inclusive meio fio e calçada em concreto e = 5 cm

692.232

1.2.2 Fornec. e execução de pavimento em concreto

armado, e=20cm (92.765,46 m²) 16.019.975

2 EDIFICAÇÕES E OBRAS DE ARTE 17.520.882

2.1 Prédio da Administração (planilha anexa) 425.642 2.2 Banheiros Públicos (planilha anexa) 312.912 2.3 Guarita 70.000 2.4 Pórtico de entrada em estrutura metálica 389.070 2.5 Galpões em estrutura metálica com cobertura em

fibro cimento e= 6 mm 16.323.258

3 PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO 700.000

3.1 Instalação de tubulação, hidrantes e toda infra

estrutura para prevenção e combate a incêndio 700.000,00

4 PAISAGISMO 38.586

4.1 Execução de paisagismo e plantação de árvores

para proteção da área 38.586

5 SERVIÇOS DE ENGENHARIA E CONSULTORIA 6.000.000

5.1 Gerenciamento 4.500.000 5.2 Consultoria e outros 1.500.000

6 BDI 13.923.833

Total de Obras Civis :

63.937.603

Detalhamento dos Investimentos em Obras Civis

Tabela 5 – Detalhamento dos investimentos em equipamentos no Terminal de Placas e Bobinas

Equipamentos Quant Capacida

de (ton) Tempo de Depreciação (anos) Valor Unitário (R$) Valor Total (R$)

Carregador de navios (Ship Loader) 360 ton/h - Pier 2 360,00 10 24.000.000 48.000.000 Descarregador de barcaças (Ship Unloader) 360 ton/h -

Terminal de Barcaças 2 360,00 10 14.000.000 28.000.000 Pórtico rolante com capacidade de 50 ton. (Transtainer) 4 50,00 10 1.850.000 7.400.000 Balança de carretas 2 - 10 120.000 240.000 Carretas bi-trem de 8 eixos 25 45,00 10 750.000 18.750.000 Empilhadeiras capacidade 50 ton. 8 50,00 10 860.000,00 6.880.000

(22)

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Prevê-se que a obra seja executada em 2 anos. Serão investidos 50% no primeiro ano e

50% no segundo ano.

1.5.1.1 Cronograma de Investimentos

Tabela 6 – Cronograma de investimento totais no Terminal de Placas e Bobinas

1

Obras Civis

Ano 1 - Valor

(R$)

Ano 2 - Valor

(R$)

1.1

INFRAESTRUTURA VIÁRIA DOS ACESSOS

12.877.151

12.877.151

1.2

EDIFICAÇÕES E OBRAS DE ARTE

8.760.441

8.760.441

1.3

PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO

350.000

350.000

1.4

PAISAGISMO

19.293

19.293

1.5

SERVIÇOS DE ENGENHARIA

3.000.000

3.000.000

1.6

BDI

6.961.917

6.961.917

Total de Obras Civis :

31.968.801

31.968.801

2

Equipamentos

Valor (R$)

2.1

Carregador de navios (Ship Loader) 360 ton/h - Pier

-

48.000.000

2.2

Descarregador de barcaças (Ship Unloader) 360

ton/h - Terminal de Barcaças

-

28.000.000

2.3

Pórtico rolante com capacidade de 50 ton. (Transtainer)

-

7.400.000

2.4

Balança de carretas

-

240.000

2.5

Carretas bi-trem de 8 eixos

-

18.750.000

2.6

Empilhadeiras capacidade 50 ton.

-

6.880.000

Total de Equipamentos :

-

109.270.000

Total de Investimentos :

31.968.801

141.238.801

1.5.2 Investimentos no Terminal de Carvão

O investimento total previsto para a implantação do Empreendimento é de

aproximadamente R$ 400,30 milhões, dos quais R$ 112,8 milhões são relativos aos serviços de

obras civis e R$ 287,50 milhões aos equipamentos. Ressalta-se que não foram considerados

reinvestimentos em equipamentos mecânicos. Os investimentos foram detalhados em obras civis

e equipamentos conforme apresentados na Tabela 7 e na Tabela 8, respectivamente.

(23)
(24)

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24/76

Tabela 8 – Detalhamento dos investimentos em equipamentos no Terminal de Carvão

Equipamentos

Quantidade

Capacidade

(ton)

Tempo de

Depreciação

(anos)

Valor

Unitário (R$)

Total (R$)

Descarregador de navios (Ship unloader) 2.200

ton/h - Pier

2

2.200,00

10

24.000.000

48.000.000

Carregador de navios (Ship loader) 2.200 ton/h -

Terminal de Barcaças

2

2.200,00

10

14.000.000

28.000.000

Esteira transportadora de 2.200 t/h

1.980,00

2.200,00

10

18.000

35.640.000

Esteira transportadora de 4.400 t/h

5.371,00

4.400,00

10

23.500 126.218.500

Balança de Correia

8

-

10

55.785

446.280

Casas de transferência

6

-

10

200.000

1.200.000

Staker/Reclaimer

2

-

10

24.000.000

48.000.000

Total Equipamentos

-

-

-

287.504.780

(25)

1.5.2.1 Cronograma de Investimentos

Tabela 9 – Cronograma de investimentos totais no Terminal de Carvão.

1

Obras Civis

Ano 1 (R$)

Ano 2 (R$)

1.1

INFRAESTRUTURA

VIÁRIA

DOS

ACESSOS

10.964.667

10.964.667

1.2 EDIFICAÇÕES E OBRAS DE ARTE

29.896.525

29.896.525

1.3

PREVENÇÃO

E

COMBATE

A

INCÊNDIO

225.000

225.000

1.4 PAISAGISMO

54.153

54.153

1.5 SERVIÇOS DE ENGENHARIA

3.000.000

3.000.000

1.6 BDI

12.288.672

12.288.672

Total de Obras Civis :

56.429.017

56.429.017

2 Equipamentos

Ano 1 (R$)

Ano 2 (R$)

2.1

Descarregador

de

navios

(Ship

unloader) 2.200 ton/h - Pier

-

48.000.000

2.2

Carregador de navios (Ship loader)

2.200 ton/h - Terminal de Barcaças

-

28.000.000

2.3 Esteira transportadora de 2.200 t/h

-

35.640.000

2.4 Esteira transportadora de 4.400 t/h

- 126.218.500

2.5 Balança de Correia

-

446.280

2.6 Casas de transferência

-

1.200.000

2.7 Staker/Reclaimer

-

48.000.000

Total de Equipamentos :

- 287.504.780

1.6 MOVIMENTAÇÃO MÍNIMA CONTRATUAL

1.6.1 Terminal de Placas e Bobinas

De acordo com o projeto conceitual, o empreendimento consiste na implantação de

um pátio de armazenamento de placas e bobinas do Porto de Vila do Conde para atender a

demanda dos projetos siderúrgicos a serem instalados no Município de Marabá. Deste

modo, para projetar o fluxo de carga movimentada, serão analisadas variações na produção

de Placas e bobinas. Sendo assim foram elaborados três cenários (Conservador,

Intermediário e Otimista) para a movimentação de placas e bobinas mineral. Esta demanda

(26)

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foi estimada com base no manifesto de interesse, no qual é informada a movimentação

máxima de 2,5 milhões de toneladas. Para cada cenário utilizou-se um percentual de

variação em relação à movimentação declarada:

• Conservador: 75%

• Intermediário: 100%

• Otimista: 125%

Tabela 10 – Projeção da movimentação de placas e bobinas em toneladas por cenário.

Conservador Intermediário

Otimista

Ano

75%

100%

125%

1

0

0

0

2

0

0

0

3

1.500.000

2.000.000

2.500.000

4

1.629.000

2.172.000

2.715.000

5

1.629.000

2.172.000

2.715.000

6

1.629.000

2.172.000

2.715.000

7

1.678.200

2.237.600

2.797.000

8

1.678.200

2.237.600

2.797.000

9

1.727.400

2.303.200

2.879.000

10

1.776.600

2.368.800

2.961.000

11

1.776.600

2.368.800

2.961.000

12

1.875.000

2.500.000

3.125.000

13

1.875.000

2.500.000

3.125.000

14

1.875.000

2.500.000

3.125.000

15

1.875.000

2.500.000

3.125.000

16

1.875.000

2.500.000

3.125.000

17

1.875.000

2.500.000

3.125.000

18

1.875.000

2.500.000

3.125.000

19

1.875.000

2.500.000

3.125.000

20

1.875.000

2.500.000

3.125.000

21

1.875.000

2.500.000

3.125.000

22

1.875.000

2.500.000

3.125.000

23

1.875.000

2.500.000

3.125.000

24

1.875.000

2.500.000

3.125.000

25

1.875.000

2.500.000

3.125.000

(27)

1.6.2 Terminal de Carvão

De acordo com o projeto conceitual, o empreendimento consiste na implantação de

um pátio de armazenamento de carvão mineral no Porto de Vila do Conde para atender a

demanda dos projetos siderúrgicos a serem instalados no Município de Marabá. Deste

modo, para projetar o fluxo de carga movimentada, serão analisadas variações no consumo

de carvão mineral. Sendo assim foram elaborados três cenários (Conservador,

Intermediário e Otimista) para a movimentação de carvão mineral. Esta demanda foi

estimada com base em manifestações de interesse que somadas alcançam a movimentação

máxima de 6,63 milhões de toneladas Para cada cenário utilizou-se um percentual de

variação em relação à movimentação declarada:

• Conservador: 75%

• Intermediário: 85%

• Otimista: 100%

(28)

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Tabela 11 – Projeção da movimentação de carvão em toneladas por cenário

Conservador

Intermediário

Otimista

Ano

75%

100%

125%

1

0

0

0

2

0

0

0

3

2.175.000

2.900.000

3.625.000

4

2.685.000

3.580.000

4.475.000

5

2.685.000

3.580.000

4.475.000

6

2.685.000

3.580.000

4.475.000

7

2.985.000

3.980.000

4.975.000

8

2.985.000

3.980.000

4.975.000

9

2.985.000

3.980.000

4.975.000

10

4.372.500

5.830.000

7.287.500

11

4.372.500

5.830.000

7.287.500

12

4.672.500

6.230.000

7.787.500

13

4.672.500

6.230.000

7.787.500

14

4.672.500

6.230.000

7.787.500

15

4.672.500

6.230.000

7.787.500

16

4.672.500

6.230.000

7.787.500

17

4.972.500

6.630.000

8.287.500

18

4.972.500

6.630.000

8.287.500

19

4.972.500

6.630.000

8.287.500

20

4.972.500

6.630.000

8.287.500

21

4.972.500

6.630.000

8.287.500

22

4.972.500

6.630.000

8.287.500

23

4.972.500

6.630.000

8.287.500

24

4.972.500

6.630.000

8.287.500

25

4.972.500

6.630.000

8.287.500

1.7 COMPOSIÇÃO DO VALOR MÍNIMO DE ARRENDAMENTO

O valor do arrendamento será resultante do fluxo de caixa, de tal forma que o valor

do arrendamento será igual ao valor a ser cobrado do arrendatário de modo a fazer com que

o VPL do fluxo seja igual a zero, a uma taxa de desconto de 8,30% ao ano.

A taxa de desconto foi estabelecida pela ANTAQ, tomando-se como premissa que a

taxa de desconto deve garantir uma remuneração adequada aos investidores. Para isso,

(29)

utilizou-se para estimativa da taxa de desconto a combinação das metodologias do Capital

Asset Pricing Model - CAPM e do Weighted Average Cost of Capital – WACC. Essas

metodologias têm, respectivamente, o objetivo de estimar o custo do capital próprio e o

custo médio ponderado do capital. O WACC estima a taxa de retorno considerando-se os

pesos de capital próprio e de capital de terceiros.

Ademais, a demonstração do resultado do empreendimento seguiu, conforme

solicitação da ANTAQ, os critérios da DRE – Demonstração do Resultado do

Empreendimento, conforme Lei 6.404/1976 – Lei das Sociedades Anônimas.

Não obstante, o critério de cálculo do preço de arrendamento levou em

consideração um valor fixo pela área a ser ocupada pelo arrendatário, acrescido dos valores

a serem pagos pela sua movimentação de cargas.

A critério da Autoridade Portuária pode, ainda, ser exigido um valor antecipado a

título de “downpayment”, para compor os valores integrantes do projeto.

Nesse sentido, o valor de arrendamento será determinado mediante a seguinte

fórmula:

VA = DowP+Pf + Pv

Onde:

VA – Valor do Arrendamento

DowP - downpayment

Pf – Parcela fixa a ser paga em função da área ocupada no arrendamento

Pv – Parcela variável a ser paga pela movimentação de cargas

A seguir estão apresentados os critérios utilizados para o cálculo dos valores a

serem pagos em cada uma das parcelas acima descritas.

1.7.1 Parcela Fixa

Valor de R$ 0,20 por metro quadrado de área arrendada. Esse valor pago

mensalmente, a partir da assinatura do contrato de arrendamento, gerará um fluxo anual de

pagamentos de R$ 42.682,60, pagos ao longo de todo o período de vigência do contrato,

completando R$512.191,20 no período de 12 meses.

1.7.2 Parcela Variável

Valor de R$ 0,82 por tonelada movimentada. Esse valor pago gerará um fluxo

anual de pagamentos que varia de aproximadamente entre R$ 4.018.297,14 no início das

operações, a R$ 7.487.153,64 a partir do 17° ano de vigência do contrato.

(30)

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1.7.3 Downpayment

Fixado no valor de R$ 13.898.676,44 a ser pago no ato da assinatura do contrato de

arrendamento; Esse valor foi calculado de forma a zerar o VPL do projeto após considerar

o pagamento das outorgas fixa e variável. Com base nas variáveis acima, procedeu-se os

cálculos das receitas esperadas pela CDP, com as cargas estimadas para movimentação,

com o arrendamento, as quais montam os seguintes valores:

Tabela 12 – Definição do Valor Mínimo de Arrendamento – Parcela Fixa e Parcela Variável

O valor presente líquido deste projeto monta R$ 69.493.382,19 (sessenta e nove

milhões quatrocentos e noventa e três mil trezentos e oitenta e dois reais e dezenove

centavos). Esse é o valor mínimo que a CDP estabeleceu para o futuro arrendatário. É

(31)

importante ressaltar que essa remuneração corresponde ao arrendamento dos Terminais de

Placas e Bobinas e de Carvão. O investimento no Terminal de Múltiplo Uso 2 já está

considerado no fluxo de caixa, segundo o cronograma proposto.

A licitação das áreas será conjunta e as propostas deverão ser classificadas da

maior para a menor, de acordo com a proposta comercial “oportunidade de negócio”.

(32)

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1.8 DOCUMENTOS DO PROJETO BÁSICO DE IMPLANTAÇÃO

Para o Projeto Básico, deverá ser apresentada a documentação a seguir listada.

1.8.1 Documentação introdutória

• Levantamento de campo, com coleta de dados e informações pertinentes,

identificando as interferências, físicas e operacionais, com as instalações nas

imediações;

• Desenho de levantamento topográfico da área;

• Metodologia de implantação das obras, de modo a minimizar interferência

com a operação portuária;

• Metodologia para adequação e licenciamento ambiental; e

• Estabelecimento das normas técnicas e padrões de engenharia a serem

obedecidos.

1.8.2 Memorial Descritivo que qualifique e identifique a instalação

• Fluxograma de massa/balanço;

• Arranjo Geral, em planta e cortes, do terminal, mostrando:

1.8.3 Equipamentos:

• Arranjo do Sistema de Movimentação de Carga, mostrando o conceito geral

dos sistemas e seus equipamentos – carregadores de navio, esteiras

transportadoras, moegas, elevadores,, casas de bombas, entre outros;

• Desenhos gerais dos equipamentos, incluindo dimensões principais,

capacidades de movimentação de carga, consumo de energia elétrica etc...;

• Peso e trem tipo dos equipamentos do cais e/ou pátio;

• Folha de dados/especificações básicas dos equipamentos;

• Sistemas de prevenção ambiental (gases, despoeiramento, remoção de lixo,

ruídos etc.);

• Dimensionamento dos sistemas operacionais de recepção, expedição do

produto e pesagem (preferencialmente com balanças eletrônicas e controle

informatizado a ser integrado à rede da CDP).

(33)

1.8.4 Eletricidade:

• Conceito dos sistemas elétricos, de telefonia, comunicação e lógica, com

análise e mapeamento de classificação da área de risco conforme o produto

a ser movimentado;

• Quadro de cargas e demanda de energia elétrica geral da instalação

(circuitos alimentadores e de distribuição);

• Diagramas unifilares esquemáticos e de lógica operacional;

• Desenhos de arranjo geral e especificação básica dos equipamentos

elétricos;

• Desenhos gerais de medição, controle e proteção dos sistemas elétricos de

potência;

• Diagrama da rede geral de dutos, envelopes e caixas de passagem, com

plantas e detalhes de interferência;

• Desenhos gerais de alimentação de força, aterramento, proteção contra

descarga elétrica (SPDA) e iluminação; e

• Desenhos gerais do sistema de controle e diagrama de entrada e distribuição

geral da rede de comunicação.

1.8.5 Geotecnia:

• Sondagens e testes de solo – especificações e avaliações;

• Terraplanagem/aterros – estudos e avaliação; e

• Fundações.

1.8.6 Transporte:

• Avaliação do sistema viário de acesso, identificando e qualificando as

eventuais interferências ao acesso, ao estacionamento e manobras dos

empreendimentos já implantados, segundo o PDZ vigente;

• Análise da capacidade de recepção de veículos de carga, considerando a

eventual formação de filas de espera e medidas de prevenção;

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• Capacidade dos estacionamentos ou pátio de manobras, internos ou externos

ao terminal e

• Análise de interferências gerais e sinalização.

1.8.7 Estruturas:

• Avaliação da resistência do solo e tipo de fundações;

• Desenho mostrando as soluções para fundações e estruturas e seu

dimensionamento;

• Projetos de arquitetura, em geral.

1.8.8 Utilidades:

• Arruamentos e sistema de drenagem;

• Tubulações subterrâneas – água, eletricidade, esgoto etc., interferências e

soluções;

• Disposição de efluentes / aspectos ambientais; e

• Sistema de combate à incêndios.

Os projetos constantes destes documentos deverão estar acompanhados das

respectivas memórias de cálculo.

1.8.9 Estimativa itemizada do custo do investimento, com cronograma físico-financeiro

do empreendimento.

Deverão ser apresentadas as memórias de cálculo dos quantitativos das atividades

de execução dos arrendamentos.

• Indicação do responsável técnico pelo projeto e pela implantação das obras, com

apresentação das respectivas Anotações de Responsabilidade Técnica – ART.

• Apresentação das respectivas licenças junto ao Corpo de Bombeiros e da

Autoridade Ambiental, e outras julgadas cabíveis ao caso, antes do início das

obras.

• Apresentação dos desenhos em 2 (duas) cópias heliográficas e 1 (uma) em meio

(35)

• Previamente ao início das obras, apresentação do Plano de Segurança para sua

execução, bem como Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na

Indústria da Construção – PCMT, Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

- PPRA, Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO, com

identificação dos respectivos responsáveis pela elaboração, conforme legislação

específica, incluindo a Comunicação Prévia à Delegacia Regional do Trabalho.

• Apresentação, após a conclusão das obras, dos projetos “as built”.

Além dos documentos ora listados, outros adicionais/complementares poderão ser

solicitados, quando a CDP , em função do progresso das obras, ou mesmo antes do seu

início, assim o julgar conveniente.

1.9 PREVISÃO DE EXPANSÃO

O arrendatário terá que manifestar-se, até o período de 10 (dez) de contrato, sobre a

intenção de ampliação de suas áreas arrendadas, conforme definidas no PDZ do Porto de

Vila do Conde e no seu Programa de Arrendamento vigentes.

A aprovação da expansão dos Terminais estará condicionada à aprovação da CDP,

devendo seguir todos os trâmites legais necessários para a sua aprovação.

1.10 OBSERVÂNCIA DAS NORMAS LEGAIS

O arrendatário dos Terminais de Placas e Bobinas e do Terminal de Carvão no

Porto de Vila do Conde, objeto deste Termo de Referência estará sujeito ao Regulamento

do Porto de Vila do Conde, bem como a observância do artigo 5º da Resolução 55 da

ANTAQ, que define as prioridades de atracação e operação no porto.

1.11 PROCEDIMENTO A SER SEGUIDO NA LICITAÇÃO

Em atendimento ao art. 7º, IV da Resolução nº 55/02 – Antaq, registre-se que a

licitação para Concessão Precedida de Obra Pública para a Construção e o Arrendamento

das Áreas e Instalações Portuárias dos Terminais de Carvão e de Placas e Bobinas para a

Prestação do Serviço Público de Movimentação e Armazenagem de Cargas no Porto de

Vila do Conde, município de Barcarena/PA será conduzida na modalidade Concorrência,

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julgada pelo critério da maior oferta pela oportunidade de negócio e processada com

inversão de fases, conforme rito previsto no art. 18-A da Lei nº 8987/95.

O licitante deverá apresentar os Envelopes 01 – Proposta Comercial e 02 –

Habilitação, cujo conteúdo será apreciado e julgado pela Comissão Especial de Licitação,

observado o devido processo legal, conforme art. 109 da Lei nº 8.666/93.

Previamente à licitação será divulgado o Ato Justificador do Processo, em

cumprimento ao art. 5º da Lei 8.987/95, e serão realizadas Audiência e Consulta Públicas

para informação e disponibilização aos interessados de toda a documentação de regência

da licitação e contratação. Ainda, a deflagração da licitação será precedida das necssárias

autorizações da antaq e do tribunal de Contas da União, nos termos do art. 7º da instrução

Normativa nº 27/98.

A citada documentação foi elaborada com observância da legislação aplicável, em

especial a Lei nº 8.630/93, Decreto nº 6.620/08, resolução nº 55/02 – antaq e Leis nº

8.666/93 e 8987/95, bem como dos procedentes do Tribunal de Contas da União sobre

arrendamentos no setor portuário.

1.12 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente Termo de Referência buscou apresentar as condições mínimas exigidas

para a formulação de propostas com vistas ao arrendamento. Qualquer dúvida ou

questionamento sobre o processo de arrendamento deve ser dirigida por escrito à

Companhia Docas do Pará – CDP.

(37)

2.0 CAPÍTULO 2 – OBRA PÚBLICA: IMPLANTAÇÃO DO TERMINAL DE MÚLTIPLO

USO 2 (TMU2)

Este Capítulo pretende descrever o Termo de Referência que regerá a execução da obra de

implantação do TMU 2, como obra pública regida pela Lei nº 8.666/93.

2.1 OBJETO

Estas Especificações técnicas têm por objetivo estatuir as condições necessárias que regerão

o desenvolvimento da CONSTRUÇÃO DO TERMINAL DE MÚLTIPLO USO 2 (TMU 2) NO

PORTO DE VILA DO CONDE, LOCALIZADO NO MUNICÍPIO DE BARCARENA, NO

ESTADO DO PARÁ, definindo os procedimentos necessários para a correta execução deste

objeto. Além disto, este documento visa fixar as obrigações e os direitos da CDP, sempre adiante

denominada de COMPANHIA e da empresa executora dos serviços denominada CONTRATADA.

A execução dos serviços obedecerá rigorosamente as presentes Especificações e demais

detalhes técnicos fornecidos pela COMPANHIA. Os concorrentes poderão visitar o local do serviço

objeto deste documento, a fim de ficarem cientes da natureza dos serviços abrangidos por este

documento, não cabendo posteriores questionamentos por desconhecimento do assunto em tela.

2.2 JUSTIFICATIVA

O Porto de Vila do Conde (PVC) é, atualmente, o porto público de maior movimentação na

Região Norte, sendo essencial para o desenvolvimento de toda esta Região, através da geração de

receitas e da geração de empregos diretos e indiretos criados em conseqüência da operação do PVC.

A intenção do Governo Federal de investir maciçamente em infra-estrutura (Programa de

Aceleração do Crescimento), o cenário econômico favorável ao crescimento e obras como a

duplicação/ampliação do Canal do Panamá ilustram de sobremaneira a importância da adequação

do Porto à demanda de movimentação que será brevemente imposta ao PVC devido, entre outros

fatores, à sua já conhecida privilegiada posição geográfica.

A posição estratégica do Porto de Vila do Conde - PVC faz dele o principal porto da

Amazônia e a principal porta de entrada das regiões Amazônica e Central do Brasil. Sua

infraestrutura atual é composta pelo Terminal de Múltiplo Uso 1, em fase de expansão para oito

berços de acostagem e pelo Terminal de Granéis Líquidos.

Referências

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