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São Paulo Brasil 2015

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São Paulo – Brasil 2015

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SUMÁRIO PÁGINA CAPA ...01 SUMÁRIO ...01 INTRODUÇÃO ...03 CAPÍTULO 1 ...04

1. TIPOS DE LESÕES MAIS FREQUENTES NA PRÁTICA DAS ARTES MARCIAIS...04

1.1. CONCUSSÃO CEREBRAL ...04

1.2. A CABEÇA OS OLHOS, OS OUVIDOS, O NARIZ ...04

1.3. O PESCOÇO, A COLUNA VERTEBRAL ...05

1.4. OS MEMBROS SUPERIORES ...06

1.5. OS MEMBROS INFERIORES ...06

1.6. COMO PREVENIR AS LESÕES NA PRÁTICA DAS ARTES MARCIAIS? ...07

CAPÍTULO 2 ...09

2. PESQUISA E DISCUSSÃO ACADÊMICA SOBRE O TEMA ...09

CONCLUSÃO ...14

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR – LEITURA OBRIGATÓRIA (ACESSAR: www.ligadejudopaulista.com/ead/) ...15

1) MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA EM ESTABELECIMENTOS PRESTADORES DE ATIVIDADE FÍSICA E AFINS 2) MANUAL DE PRIMEIROS SOCORROS BIBLIOGRAFIA ...15

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INTRODUÇÃO

LESÕES NO DESPORTO E NAS ARTES MARCIAIS

É consensual as artes marciais proporcionarem uma excelente forma de exercício aeróbico, mas também de desenvolvimento do equilíbrio físico e mental e de melhoria da agilidade e da coordenação motora. Por isso serem muito praticadas em todo o mundo, por todas as gerações e por todos os estratos sociais.

No Brasil as várias artes marciais como o Judô, o Jiu Jitsu, o karatê (Kyokushin e o Shotokan), o Kung Fu, o Taekwondo, o Muhay Thay, o Thai Chi, o Aikido, , etc., são modalidades muito populares, com milhares de praticantes envolvidos por simples lazer e nesse contexto praticadas por adultos, adolescentes e crianças. São também praticadas no nosso país por largas centenas, com um envolvimento quer na média, quer até na alta competição.

QUAIS SÃO AS LESÕES MAIS FREQUENTES NAS ARTES MARCIAIS ?

As artes marciais podem dar azo a um vasto conjunto de lesões, dependendo o tipo destas quer da modalidade ou estilo, quer do modo particular como elas são praticadas.

Algumas das artes marciais não permitem qualquer contato interpessoal, pelo que nestas, as lesões são fundamentalmente do tipo de sobrecarga.

Já nas em que o contato é constante, a variabilidade nas suas técnicas, nas suas regras e até no seu equipamento, possibilita o desencadear de uma variedade de lesões, quase sempre de caráter agudo e com uma incidência elevada.

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CAPÍTULO 1

1. TIPOS DE LESÕES MAIS FREQUENTES NA PRATICA DAS ARTES MARCIAIS

1.1. CONCUSSÃO CEREBRAL

A concussão é uma lesão traumática do cérebro, que pela energia aplicada lhe pode alterar o status mental ou causar-lhe outros sintomas de natureza neurológica.

Os sintomas mais frequentes são a dor de cabeça, o enjoo, a náusea, a perturbação do equilíbrio, a dificuldade de concentração, os problemas de memória.

Estes sintomas podem manter-se por alguns minutos, dias, semanas ou mesmo meses, em alguns casos.

Todo o atleta que sofra uma concussão, independentemente da sua magnitude, deve ser obrigatoriamente submetido a uma primeira avaliação no local onde sofreu a lesão e posteriormente e em tempo útil, a uma observação clínica por médico qualificado para o estabelecimento do diagnóstico e início do tratamento.

Só um protocolo deste tipo é seguro para o atleta.

As modalidades que enfatizam na sua prática a luta ou o lançamento (projeções e arremessos), são as que apresentam a maior taxa de concussão.

1.2. A CABEÇA, OS OLHOS, OS OUVIDOS, O NARIZ

Combater, agarrar ou golpear, pode dar origem a pequenas lesões como equimoses, escoriações, lacerações, contusões ou feridas. Situações de maior gravidade como a fratura dos ossos do nariz, dos ossos da face, do crânio, ou ainda

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lesões nos olhos, na boca e nos dentes, não são de todo infrequentes, ou seja são

muito comuns.

A prevenção deste tipo de lesões pode conseguir-se com uma adequada seleção e adaptação ao estilo da arte marcial, com um treino específico bem estruturado e até com o uso de equipamento de proteção.

1.3. O PESCOÇO E A COLUNA VERTEBRAL

Pequenas lesões no pescoço como equimoses e escoriações, são as mais frequentes. No entanto é importante ter em atenção o fato de que a agressividade de algumas formas de artes marciais, como o Judô ou jJiu Jitsu, criam situações de choque com a possibilidade de causarem perda de consciência.

Na coluna lombar as lesões que com mais frequência limitam o atleta, centram-se nos discos intervertebrais e nas articulações inter-apofisárias da região lombar.

Para uma prevenção destas situações é determinante uma cuidada aprendizagem e um treino adequadamente supervisionado pelo instrutor.

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1.4. MEMBROS SUPERIORES

O ombro é de longe a área anatômica mais envolvida por lesões, particularmente pelas de carácter agudo, embora as de sobrecarga também se apresentem, claramente decorrentes de treinos com gestos inadequados e de constante sobrecarga, especialmente nos jovens.

Entre as primeiras as mais frequentes são, a luxação das articulações gleno-umeral e acrómio-clavicular, a rotura da longa porção do bíceps e a rotura do bordelete glenoideu. Quanto às segundas, o conflito sub-acromial, lesão em que se apresenta um sofrimento da coifa dos rotadores por atrito na área sub-acromial, sempre que o braço é elevado e a tendinite da longa porção do bíceps e inflamação da sua bainha, são as que mais limitação funcional motivam nos atletas.

Nas mãos os dedos sofrem pequenas lacerações, entorses e luxações interfalângicas.

1.5. MEMBROS INFERIORES

Nas jovens atletas, a entesopatia a nível das inserções dos adutores na bacia e o conflito femuro-acetabular na articulação coxo-femural, são as lesões mais frequentes e incapacitantes na área dos quadris.

Nos joelhos as lesões mais vulgares são, a bursite pré-pateliana, a fratura e a luxação da patela, a tendinite pateliana, a doença da cartilagem da patela, o síndrome da fáscia lata, a patela meniscal e a do ligamento cruzado anterior.

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A nível da perna e do pé, a tendinite do músculo tibial anterior, do Tendão de

Aquiles e dos isquio-tibiais, em conjunto com as fraturas de fadiga do pé e da tíbia, são as lesões de sobrecarga mais presentes. As fraturas na tíbia, a entorse do tornozelo, as fraturas dos metatársicos e dos dedos do pé, são as lesões agudas que comprometem com demasiada frequência os atletas das diferentes artes marciais.

1.6. COMO SE PODEM PREVENIR AS LESÕES NA PRÁTICA DAS ARTES MARCIAIS ? É muito importante que o praticante de artes marciais, quer tenha um envolvimento de lazer quer competitivo, faça sempre no início de cada época, um exame físico e clínico e que respeite as recomendações propostas pelo médico especialista em medicina do desporto.

Sendo certo serem as lesões de sobrecarga frequentes e numerosas nas artes marciais, também é certo as mesmas poderem ser evitadas e até resolvidas com algumas mudanças técnicas nas rotinas do treino e dos combates.

A prevenção em geral destas lesões deve fundamentar-se sempre na adequada adaptação do atleta à sua modalidade. Este é sempre o primeiro procedimento a ter em conta, não só para se conseguir um bom desempenho, mas também para se prevenirem as lesões mais frequentes.

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Para além disso, um programa de aquecimento e bem assim de

“arrefecimento” ou “volta a calma”, respectivamente antes e depois da prática da atividade física, deverá ser sempre respeitado.

Para a prevenção das lesões de sobrecarga em particular na coluna lombar, devem os atletas apoiar-se num programa de treino de caráter neuromuscular com bastante regularidade.

Definitivamente, a prevenção destas lesões deve apoiar-se ainda no bom senso do atleta e do treinador ou preparador físico, ao longo do desenvolvimento do treino. A pressão destes, no sentido do treino excessivo terá que ser limitada.

Sempre que surgir um sinal de alarme, sinalizador de uma eventual lesão de sobrecarga, a suspensão imediata da atividade deverá ser a norma e a avaliação por um especialista a regra a ser adotada.

Quanto á prevenção das lesões agudas e tendo em conta o seu aparecimento súbito e fortuito, deve fazer-se respeitando: as normas gerais e as limitações pontuais da modalidade durante os combates ou durante os treinos; o fair-play com os outros atletas; um regular programa de alongamento musculo-tendíneo em associação com um treino proprioceptivo global dos membros inferiores.

É ainda muito importante o atleta aprender a conhecer o seu corpo, de modo a não ter a tentação de ultrapassar as suas capacidades morfológicas-funcionais.

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CAPÍTULO 2

2. PESQUISA E DICUSSÃO ACADÊMICA SOBRE O TEMA

A alta performance dos esportes competitivos, incluindo o Judô, tem acarretado sérias consequências físicas e psicossociais em atletas envolvidos com o treinamento de alto nível.

Apesar de não ter sido avaliado em estudo, a influência do peso é um importante fator de risco para o alto índice de lesões, principalmente nos treinos. Dos 71% dos casos de lesões estudados por Barsottini,6 42% ocorreram devido ao maior peso do adversário.

Observou-se no aludido estudo, que a maioria das lesões ocorreram durante os treinamentos (82,86%), repercutindo sobre a vida diária e tendo influencia direta na participação dos atletas em competições. Isto talvez se deva tanto ao descuido do atleta durante o treinamento, como a fatores externos inadequados a prática do judô.

Embora haja alta frequência de lesões, a maioria dos atletas se afastou de suas atividades por curto período de tempo, ou seja, inferior a 30 dias. Apenas em uma minoria esse período foi de 3 meses ou mais, chegando em alguns casos há dois anos.

Parkkari, apresentou uma estimativa para a ocorrência de lesões no Judô, independente de suas características, utilizando o tempo de prática da mesma. Foi registrada a marca de 18,3 lesões por 1000 horas de atividade esportiva, sendo esta apontado como de alto risco.

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Os atletas praticantes de esportes de impacto, como Judô, sofrem lesões

repetitivas devido a vibrações transitórias, que são decorrentes de forças de rápida desaceleração como as quedas, muito frequentes no Judô, cujas vibrações mecânicas interferem no conforto durante a prática e a atividade realizada.

Em outro estudo:

O Judô, arte marcial caracterizada por um grande número de técnicas e bases filosóficas, tem sido apontado por vários estudos como um dos esportes que apresenta os maiores números em ocorrências de lesões. Entretanto, existe uma carência para levantamentos detalhados de modo a possibilitar uma correlação causal entre aspectos técnicos e o panorama percentual das lesões encontradas.

A amostra, constituída de 78 relatos de casos, foi obtida através da aplicação de questionário fechado, em 46 atletas do sexo masculino, com idade média de 23 ± 10 anos, e em 32 atletas do sexo feminino com idade média de 19 ± 7 anos. O tempo de prática dos atletas do sexo masculino foi de 9 ± 6 anos, sendo a graduação distribuída entre 20% com faixa preta, 50% com faixa marrom e 30% com graduação inferior à marrom.

As atletas apresentaram tempo médio de prática de 5 ± 3 anos, sendo 9% com faixa preta, 25% com faixa marrom e 66% com graduação inferior. Através da aplicação de um questionário, observou-se que as lesões ocorreram com prevalência de 23% em articulação do joelho, seguido de 16% para ombro, 22% em dedos de mãos e pés; as demais ocorrências totalizaram 39%.

Encontraram-se 10% de lesões leves, 9% moderadas e 63% de ocorrências graves. A relação de ocorrência de lesões em treino atingiu 71% dos casos; 42% desse total ocorreram quando existiu a participação de um adversário mais pesado. Os golpes mais frequentes que ocasionaram lesões foram o Ippon seoi Nague, com 23%, o Tai otoshi com 22% e o Uchi mata com 9%.

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CONCLUSÃO

Conclui-se que a ocorrência de lesões durante a prática de Judô predomina nos treinamentos, sendo o tempo de afastamento das atividades esportivas para maioria dos atletas inferior a um mês. A principal opção de tratamento foi medicamentosa, com uso de antinflamatórios, seguida de imobilização e repouso.

Deve-se ressaltar a importância da formação de judocas e não de lutadores de Judô, pois os primeiros permanecem, enquanto os últimos, semelhante aos atletas de alto rendimento, apresentam vida útil limitada por conta do comprometimento físico devido à frequência de lesões.

As lesões no esporte enquadram-se em todo e qualquer tipo de agravamento ocorrido durante a atividade física, ocasionando interrupção de pelo menos um dia de treinamento, após sua ocorrência.

Embora vários fatores concorram para tal, encontra-se entre os principais responsáveis a chamada Síndrome do Excesso de Treinamento ("overtreining").

O tempo inadequado para recuperar a capacidade física, devido ao calendário esportivo atribulado ou a dieta inadequada, entre outros fatores, pode predispor e facilitar a ocorrência de lesões.

As lesões de joelho, ombro e tornozelo foram as mais frequentes.

Os golpes mais freqüentes que causaram lesões foram o Ippon seoi Nague, o Tai otoshi e o Uchi mata.

O Ippon seoi Nague apresentou relação com as lesões de ombro, todas decorrentes em Tori. O Tai otoshi apresentou relação com lesões de joelho, em sua maioria em situação de Uke.

A relação de ocorrência de lesões em treino é preocupante, principalmente devido à constatação de que grande parcela dos relatos ocorreu quando existiu a participação de um adversário mais pesado, situação comum durante os treinamentos. Por fim, volto a afirmar que é imprescindível a abrangência do conhecimento do professor, com a busca do aperfeiçoamento por meio de Cursos e Treinamentos, tendo em vista segurança nesta prática. Não basta ter uma proteção nas paredes da Academia, como sinal de segurança, mas deve ter o profissional, conhecimento

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básico de técnicas de primeiros socorros para atendimento das possíveis lesões

geradas pela atividade, além de noção das implicações jurídicas em cada procedimento.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR DE LEITURA E ESTUDO OBRIGATÓRIO

(DISPONIBILIZADA NA “HOME PAGE” DA LJP COMO BASE DE ESTUDOADISTÂNCIA DOS CURSOS CONJUGADOS DE COMPPLEMENTAÇÃO DE CRÉDITOSAOS CANDIDATOS À SHODAN E A PROMOÇÕES SUPERIORES).

Acesse: http://www.ligadejudopaulista.com.br/ead/

1) MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA EM ESTABELECIMENTOS PRESTADORES DE ATIVIDADE FÍSICA E AFINS

2) MANUAL DE PRIMEIROS SOCORROS

BIBLIOGRAFIA REFERÊNCIAS

1. Fraga LAC. Presença de atitudes escolióticas em meninos judocas e não judocas [Dissertação de Mestrado em Ciências do Movimento Humano]. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Escola de Educação Física, 2002.

2. Parkkari J, Kannus P, Natri A, Lapinleimu I, Palvanen M, Heiskanen M, et al. Active living and injury risk. Int J Sports Med 2004;209-16.

3. Carazzato JG, Rossi JP, Fonseca BB, Freitas HFG. Equipe médica do Comitê Olímpico Brasileiro: Atendimento médico desportivo Jogos Pan-Americanos – Mar del Plata – 1995. Rev Bras Med Esporte 1995;1:69-79.

WEBGRAFIA

http://www.fabioromualdo.com.br/esportes/judo.html

DATA: 29/09/2015

ELABORAÇÃO: Sensei Ricardo

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Referências

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