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DESPACHO N.º 81/2021

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DESPACHO N.º 81/2021

A Resolução do Conselho de Ministros n.º 19/2021, de 11 de março, publicada no Diário da República, 1.ª série, n.º 50-A, de 13 de março, veio estabelecer a estratégia de levantamento das medidas de confinamento decretadas no âmbito do combate à pandemia da doença COVID-19.

No que concerne ao ensino superior, é determinado o levantamento das medidas de confinamento a partir de 19 de abril, o que importa a retoma das atividades presenciais, sem prejuízo de eventuais alterações que possam vir a ser adotadas em função da evolução da situação pandémica;

Como salienta a referida Resolução, a retoma das atividades presenciais deve ser acompanhada de condições específicas de funcionamento, incluindo regras de lotação, de utilização de equipamentos de proteção individual, de agendamento e distanciamento físico, as quais acrescem às condições gerais para levantamento das medidas de confinamento, designadamente a higienização regular dos espaços, a higienização das mãos e a etiqueta respiratória, bem como a prática do dever de recolhimento domiciliário e de distanciamento físico, conforme determinado, designadamente, pelas orientações específicas da Direção-Geral da Saúde (DGS); Acresce referir a Recomendação emanada, a 11 de março do ano em curso, pelo Gabinete do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior com o propósito de assegurar a implementação eficaz de planos de levantamento progressivo das medidas atualmente vigentes nas instituições científicas e de ensino superior. Neste contexto, são aprovadas as Recomendações Gerais para a retoma das atividades letivas e não letivas na Universidade de Coimbra (UC), com a presença de estudantes nos espaços da Universidade, em linha com as decisões e processos já adotados para o primeiro semestre do atual ano letivo, nomeadamente em matéria de controlo de acessos, distanciamento social, testagem e práticas de proteção coletiva e individual, com as devidas adaptações decorrentes das orientações governamentais e das autoridades de saúde.

I. Atividades letivas

1. Lecionação: Modelo híbrido

A UC desenvolveu, desde março de 2020, um conjunto de esforços no sentido de proteger o mais possível a saúde e o bem-estar da sua comunidade académica. No presente ano letivo, foram disponibilizados recursos diferenciados, tendo em vista a promoção das melhores condições para a lecionação de aulas em regime presencial, respeitando, desse modo, a sua matriz fundamental, ainda que salvaguardadas todas as situações especiais e comprovadas em que o regime remoto se afigurasse essencial.

Assim, o modelo de funcionamento misto, já adotado no primeiro semestre do ano letivo em curso, permitindo conjugar atividades presenciais e remotas, é aquele que, à luz dos conhecimentos atualmente disponíveis, se

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constitui como o que melhor permite conjugar a proteção de saúde de todos os envolvidos e o direito à aprendizagem, pelo que será adotado até final do ano letivo, salvaguardando possíveis alterações que possam vir a ser definidas em virtude da evolução da situação pandémica.

Para estruturação do modelo de atividades letivas devem ser observadas as medidas de prevenção e mitigação previstas no Plano de Prevenção e Protocolo de Atuação COVID-19 da UC, de 18 de setembro1.

As situações em que o ensino remoto pode ser considerado, ainda que de forma transitória ou rotativa, estão devidamente explicitadas no ponto 8.3 (pp. 10-11) do Plano de Prevenção supra referenciado2.

Neste contexto, recomenda-se que:

- Cada Unidade Orgânica (UO) esclareça os estudantes, docentes, investigadores e demais trabalhadores e colaboradores, de que se mantêm as regras de acesso aos edifícios, deixando apenas de ser exigível a medição de temperatura e respetiva ativação diária do cartão identificativo da UC, sem prejuízo da alteração superveniente das circunstâncias face à evolução da situação epidemiológica;

- As estruturas estudantis, em particular os Núcleos de Estudantes da Associação Académica de Coimbra (AAC), devem ser envolvidos em planos de sensibilização dos colegas para a necessidade de cumprimento das regras de distanciamento, bem como ações de acolhimento e acompanhamento de outros estudantes, em particular os deslocados e os do primeiro ano;

- Seja definido, por cada UO, um plano de identificação das situações de risco de abandono e dificuldades manifestas, em diversos domínios, por parte de alguns estudantes, de modo a direcionar prioritariamente para essas situações o plano a ser desenhado, em articulação com a Reitoria e as estruturas estudantis, de acompanhamento e suporte social, psicológico e académico;

- Os horários sejam ajustados a uma possível necessidade de compensação ou reforço em termos de aulas práticas e laboratoriais, ou que seja utilizada a semana anteriormente prevista para a Queima das Fitas para esse efeito;

- Os períodos de estágio possam ser, se necessário, renegociados com os locais de acolhimento de estagiários/as e prolongados para compensação de horas e/ou conclusão de atividades, ou reajustados em termos de objetivos e atividades previstas.

2. Avaliação: Exames

As avaliações são presenciais, salvaguardadas as seguintes situações passíveis de justificar avaliações remotas, à semelhança do que já ocorreu no primeiro semestre do corrente ano letivo:

a) Situação comprovada de doença

Todos os estudantes que comprovem que, na data prevista para avaliação, se encontram em situação de doença, incluindo por COVID-19, podem ter acesso a avaliação remota.

1Cfr. ponto 8.2 (pp. 8-10) do Plano de Prevenção e Protocolo de Atuação COVID-19 da UC, de 18 de setembro (atualizado a

10 de outubro de 2020) disponível em https://www.uc.pt/covid19/documentos/Plano_Prevencao_COVID19_191020.pdf.

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De acordo com o artigo 193.º do Regulamento Académico, o estudante que falte à avaliação de época normal ou de recurso por situação de doença, na qual se inclui a COVID-19, pode solicitar acesso à época especial através de requerimento no Inforestudante.

b) Isolamento profilático ou quarentena

Os estudantes a quem tenha sido determinado, pelas autoridades competentes, o isolamento profilático ou quarentena, têm direito, mediante apresentação da devida declaração médica/autoridade de saúde, a realizar a avaliação de forma remota. Podem ainda ter acesso a época especial se o solicitarem através de requerimento no Inforestudante.

Nos casos em que o estudante não disponha ainda da referida declaração, consoante a situação, ou para casos emergentes ou cujo hiato temporal não permita, em tempo útil, dispor dessa declaração, o estudante deverá apresentar declaração sob compromisso de honra sobre os motivos dessa impossibilidade, assumindo o compromisso de remeter aos serviços académicos da UO o respetivo comprovativo com a maior brevidade possível (até 30 dias seguidos após o final do isolamento ou quarentena). A classificação não será lançada enquanto não for apresentado o referido documento.

c) Situações de risco

Os estudantes que, mediante certificação médica (médico de família), se encontrem abrangidos pelo regime excecional de proteção de imunodeprimidos e doentes crónicos (hipertensos, diabéticos, doentes cardiovasculares, portadores de doença respiratória crónica, doentes oncológicos e portadores de insuficiência renal), nos termos do artigo 25.º-A do Decreto-Lei n.º 10-A/2020, de 10 de março, na sua redação atual, têm direito a realizar a avaliação remotamente, devendo comprovar a situação de especial proteção junto da UO.

d) Outras situações

Os estudantes que, em resultado de restrições legais ou das autoridades de saúde impostas devido à pandemia, não possam deslocar-se para a UC, nomeadamente em situações de dificuldade comprovada na obtenção do visto ou na viagem até Portugal por parte de estudantes internacionais e das ilhas, têm direito a realizar a(s) prova(s) de forma remota ou, excecionalmente, em época especial.

As situações referenciadas devem ser comunicadas aos serviços académicos das UO respetivas até à data em que termina a inscrição para a avaliação em causa, salvo nas situações em que a alteração de condições não o permita, devendo, em todo o caso, a comunicação ser efetuada até ao dia anterior à avaliação.

Os estudantes internacionais devem comunicar e fundamentar a impossibilidade de deslocação para a UC à DRI – Divisão de Relações Internacionais, que informará, se possível no dia útil seguinte ao termo da inscrição para exame, as respetivas UO ([email protected]).

Caso estes estudantes pretendam realizar exame especial devem efetuar o seu pedido no Inforestudante, através de requerimento.

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Deverá ser assegurado que as avaliações a realizar de forma remota, nas situações suprarreferidas, são equivalentes às realizadas de forma presencial e ocorrem no mesmo dia e hora.

Os docentes que se encontrem em alguma das situações previstas deverão fazer-se substituir, no acompanhamento das avaliações presenciais, por outro(s) colega(s) sob o(s) qual(ais) não impendam as referidas condicionantes.

A UC disponibilizará, à semelhança do ocorrido no primeiro semestre, locais alternativos, com garantias de distanciamento e higienização, para a realização de avaliações presenciais, nos casos de turmas com muitos estudantes que ultrapassem as capacidades logísticas da UO.

É ainda recomendável que:

- Cada UO crie condições efetivas e conhecidas de todos os intervenientes para evitar, no caso de turmas com muitos estudantes, aglomerações indevidas junto aos espaços de exame (por exemplo, determinando planos que prevejam chamadas por intervalos de horários; uso de espaços exteriores para momentos de espera; salas diferenciadas para repartição dos estudantes; acompanhamento da chamada e entrada nas salas por parte do/s docente/s vigilante/s eventualmente coadjuvado por outros colegas ou colaboradores, entre outras medidas adequadas à especificidade das UO e das unidades curriculares);

- Os estudantes sejam devidamente informados que as avaliações são, exceto os casos identificados nos pontos precedentes, presenciais, pelo que devem, de forma antecipada, assegurar as condições de alojamento, e outras, que permitam a concretização dessa condição.

3. Teses e Dissertações

Mestrado: Entrega e defesa de Dissertação de Mestrado / Projetos / Relatórios de Estágio

Considerando que, em muitos casos, a realização de estágio terá de ser prolongada e/ou o acesso a laboratórios e atividades que exigem presença em locais que estiveram encerrados ou com atividades reduzidas, o prazo de entrega das Dissertações e outros trabalhos finais de Mestrado, cujo prazo de entrega corresponderia ao final do ano letivo, é prolongado para dia 31 de outubro de 2021, devendo a defesa ocorrer até final de dezembro de 2021.

Doutoramento: Entrega de Teses de Doutoramento e pedido de submissão a provas

De modo a salvaguardar possíveis situações de atraso no acesso a dados e materiais (biográficos e experimentais) necessários à conclusão da investigação e, em consequência, da Tese de Doutoramento, bem como situações de doença, quarentena ou cuidados a ascendentes ou descendentes decorrentes do

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confinamento no decurso do segundo semestre, o prazo de entrega das Teses de Doutoramento, ao abrigo do ano letivo 2020/2021, é prolongado até 31 de dezembro de 2021 para todos os estudantes de Doutoramento que estejam em condições de concluir (este prazo refere-se à concretização do processo de pedido de provas e não somente à entrega da Tese, pelo que devem ser salvaguardados pelo doutorando os prazos necessários para esse efeito).

II. Atividades de investigação

As atividades de investigação devem continuar a ser realizadas em respeito pelas regras e orientações gerais, por forma a evitar o risco de contágio, garantindo as condições de segurança previstas no Plano de Prevenção e Protocolo de Atuação COVID-19 da UC, bem como demais normas emitidas pela DGS.

III. Demais atividades e eventos

As cantinas e refeitórios podem funcionar, conforme ponto 50, do Anexo 2 do Decreto n.º 6/2021, de 3 de abril, desde que cumpridas as regras previstas no artigo 17.º, nomeadamente distanciamento, higienização e demais regras da DGS.

As unidades alimentares dos SASUC funcionarão em regime misto, presencial e/ou take-away, sendo ainda permitido o funcionamento do serviço em esplanadas abertas, respeitando o limite máximo definido por lei, mantendo-se o uso obrigatório de máscara, conforme estabelecido no mencionado diploma legal.

As residências universitárias mantêm-se em funcionamento, de acordo com as normas legais e as recomendações das autoridades competentes, devendo ser reforçada a vigilância por forma a assegurar o cumprimento das referidas normas e recomendações com vista a mitigar o risco de contágio.

A realização das demais atividades e eventos, designadamente de natureza científica, cultural, desportiva e turística, bem como o funcionamento dos diversos espaços e instalações, designadamente salas de estudo, bibliotecas, arquivos, museus, infraestruturas culturais e desportivas, são retomadas de acordo com a calendarização estabelecida na Resolução do Conselho de Ministros n.º 19/2021, de 11 de março, publicada no Diário da República, 1.ª série, n.º 50-A, de 13 de março e nas condições e limites legalmente previstos, em cumprimento das orientações e regras de segurança previstas no Plano de Prevenção e Protocolo de Atuação COVID-19 da UC e demais normas emitidas pelas autoridades competentes.

Neste momento, por força do Decreto n.º 6/2021, de 13 de abril, encontra-se ainda vedada a realização das seguintes atividades:

a) celebrações e outros eventos, à exceção de cerimónias religiosas, incluindo celebrações comunitárias (cf. artigo 42.º);

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b) atividades em contexto académico, sendo proibida a realização de festejos, bem como de atividades lúdicas ou recreativas (cf. artigo 40.º).

IV. Funcionamento dos serviços e tramitação de procedimentos

Em toda a atividade realizada deve continuar a privilegiar-se a utilização de meios eletrónicos de comunicação e da assinatura digital na formalização, validação de documentos e tomada de decisão.

Deve ser igualmente privilegiado o atendimento não presencial, reduzindo-se o atendimento presencial ao mínimo indispensável para assegurar o funcionamento dos serviços, desde que salvaguardadas as condições de segurança necessárias.

As reuniões de trabalho, bem como as reuniões de júris de procedimentos concursais e de provas académicas, devem ser asseguradas, preferencialmente, sempre que tal se afigure adequado, por meios remotos.

Mantém-se a adoção do regime de teletrabalho, nos termos legalmente previstos, sempre que seja compatível com as funções desempenhadas pelo trabalhador e desde que não comprometa o funcionamento dos serviços. Sempre que não seja possível a adoção do regime de teletrabalho, os trabalhadores devem manter a atividade presencial regular, cumprindo o dever de assiduidade, assegurando-se a adoção de horários desfasados, bem como de medidas técnicas e organizacionais que garantam o distanciamento físico e a proteção dos trabalhadores, de acordo com as normas legais e as recomendações das autoridades competentes.

V. Programa de testagem COVID-19

O Decreto n.º 6/2021, de 3 de abril, veio estabelecer, no seu artigo 8.º, que podem ser sujeitos à realização de testes de diagnóstico de SARS-CoV-2 os trabalhadores, estudantes e visitantes das instituições de ensino superior.

Neste contexto, perante a retoma das atividades presenciais no ensino superior, a UC aderiu ao Programa de Testagem CVP – Ensino Superior, garantindo, a partir de dia 19 de abril, através do Laboratório de Análises Clínicas da Universidade de Coimbra (LACUC) e de uma equipa de voluntários, a testagem massiva de toda a comunidade académica, procedendo gratuitamente à realização de testes laboratoriais para SARS-CoV-2 (testes rápidos de antigénio) aos estudantes, docentes, investigadores, trabalhadores não docentes e colaboradores que reiniciem atividades presenciais e, posteriormente, levando a cabo rastreios periódicos nos termos definidos pelas autoridades competentes.

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Nestes termos, serão convocados pelo LACUC, através de inquérito a remeter via email (LimeSurvey), com vista ao agendamento de dia e hora para a realização da colheita, a efetuar no Centro de Testagem da UC, na Cantina das Químicas – Pólo I, e que terá lugar, numa primeira fase, entre os dias 19 de abril e 3 de maio.

VI. Disposições finais

Compete ao Dirigente máximo de cada Unidade, concretamente, aos Diretores das Unidades Orgânicas e das Unidades de Extensão Cultural e de Apoio à Formação, bem como aos Administradores da UC e dos SASUC, e ao Chefe de Gabinete do Reitor, a adoção, em coordenação com a equipa Reitoral, das medidas adequadas a assegurar o cumprimento do presente Despacho.

São revogados os despachos n.º 14/2021, 23/2021 e 29/2021, com efeitos a 19 de abril de 2021.

O presente Despacho produz efeitos na presente data, com exceção do ponto I – Atividades letivas, que produz efeitos a partir de 19 de abril de 2021, podendo ser revisto em função da evolução da situação epidemiológica, bem como das medidas que vierem a ser aprovadas pelo Governo.

Coimbra, 12 de abril de 2021

O Reitor

Amílcar Falcão

Assinado por: Amílcar Celta Falcão Ramos Ferreira

Num. de Identificação: 06559182 Data: 2021.04.12 18:56:21+01'00'

Certificado por: Diário da República Eletrónico.

Atributos certificados: Reitor - Universidade de Coimbra.

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