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MARGARITA HÖHENRIEDER JULIUS BERGER LUDWIG VAN BEETHOVEN 27 OUT

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Academic year: 2021

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MARGARITA HÖHENRIEDER

JULIUS BERGER

LUDWIG VAN BEETHOVEN

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27 OUT / 19H / GRANDE AUDITÓRIO / M/6

MARGARITA HÖHENRIEDER

JULIUS BERGER

LUDWIG VAN BEETHOVEN

Piano Margarita Hohenrieder

Violoncelo Julius Berger

PROGRAMA

Ludwig van Beethoven (1770-1827)

Sete variações, em Mi Bemol Maior,

sobre a ária Bei Männern, welche Liebe fühlen

da ópera A Flauta Mágica, de Mozart, WoO 46

Sonata n.º 2, em Sol menor, op. 5, n.º 2

I. Adagio sostenuto ed espressivo II. Allegro molto più tosto presto III. Rondo. Allegro

Sonata n.º 5, em Ré Maior, op. 102, n.º 2

I. Allegro con brio

II. Adagio con molto sentimento d’affetto III. Allegro - Allegro fugato

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Ludwig van Beethoven, cujo 250.º aniversário foi celebrado este ano no mundo da música clássica, foi um visionário e o seu nome ultra -passa fronteiras. Com as suas obras para piano e violoncelo, estabeleceu não apenas um género de música como também chamou a atenção para as qualidades tonais do instrumento de cordas que, posteriormente, ficou cada vez mais estabelecido como instrumento solístico.

As suas obras para piano e violoncelo acompanharam-no ao longo de quase toda a sua vida musical – permitindo assim um entendimento profundo no que diz respeito à sua evolução musical e humana.

No decorrer das comemorações em honra de Beethoven,

Margarita Höhenrieder e Julius Berger juntaram-se ao coro de

celebrações, reproduzindo todas as suas obras originais de piano e violoncelo. Estas obras ficaram entregues às melhores mãos: juntando duas personalidades de renome mundial, multipremiadas, que têm vindo a moldar como poucos o património musico-cultural – tanto como intérpretes como pedagogos. Para ambos, Beethoven é uma divindade musical, tendo dedicado grande parte das suas vidas ao estudo das suas obras: «Percorremos um caminho íngreme para nos aproximarmos de Beethoven. O cume deste trilho é visível, mas inalcançável. É por isso que retomamos essa caminhada, uma caminhada interminável.»

Dificilmente haverá um género em que Ludwig van

Beethoven não definisse padrões vinculativos para futuras gerações de compositores, ou obras que não obedecessem ao mais elevado critério de qualidade artística. As suas sonatas para piano e violoncelo representam um dos seus maiores feitos. Toda a criação musical para ambos os instrumentos data de um período de mais de 20 anos: começando com as primeiras composições criadas após a sua estadia em Berlim, no ano de 1796, onde a forma musical sonata foi usada pela primeira vez na dupla para piano e violoncelo; pelo equilíbrio perfeito de ambos os instrumentos na Sonata em Lá Maior, op. 69; até às duas Sonatas, op. 102, do ano 1815,

que são frequentemente consideradas como o início do estilo místico tardio de Beethoven. Citando a revista Allgemeine Musikalische Zeitung, «pertencem certamente às composições mais incomuns e curiosas, desde há muitos anos, não apenas nesta forma, mas também no geral...»

As obras de Beethoven para piano e violoncelo passam por diferentes fases do processo criativo do compositor e refletem assim o seu desenvolvimento como artista e pessoa. São testemunho não apenas de como Beethoven retira o violoncelo da sombra de ser um instrumento auxiliar e lhe confere uma voz proeminente, mas, principalmente, da sua reinvenção contínua da sonata para piano e violoncelo. Esse prazer e entusiasmo em experimentar novas formas, acabou por constituir o ponto de partida da «descoberta do violoncelo no Romantismo», como dizia Alfred Einstein, musicólogo que nos séculos XIX e XX seguia várias músicas de câmara e obras concertantes de variadíssima natureza.

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MARGARITA HÖHENRIEDER

Pianista notável de Munique e altamente respeitada e valorizada entre os peritos da música. Foi convidada pelos maestros Kirill Petrenko, Claudio Abbado, Riccardo Chailly, James Levine, Fabio Luisi e Lorin Maazel a interpretar como solista, e a atuar em orquestras de renome, tais como a Orquestra Sinfónica da Rádio Bavária, a Orquestra Filarmónica de Munique, o Staatskapelle de Dresden, a Orquestra Gewandhaus de Leipzig, a Orquestra Mozarteum de Salzburgo, a Mahler Chamber Orquestra e a Orquestra Filarmónica de Nova Iorque. Tocar piano tem sido, desde a sua infância, uma segunda natureza. Fascinada pelo estilo de tocar piano da sua mãe, começou a ter aulas aos cinco anos, com a renomada professora Anna Stadler, em Munique. Participou na sua primeira competição aos sete anos, tendo sido galardoada aos dez com o primeiro prémio no concurso nacional Jugendmusiziert. Deu o seu primeiro recital de piano aos onze anos e gravou o seu primeiro disco aos treze. Nos anos seguintes, foi laureada com vários prémios em competições internacionais. Em 1981, foi a vencedora do primeiro prémio do prestigiado Concurso Busoni de Bolzano, juntando-se a pianistas como Martha Argerich e Jörg Demus. A sua carreira levou-a cada vez mais aos principais centros musicais do mundo, incluindo Berlim, Munique, Paris, Roma, Salzburgo, Cidade do México e Nova Iorque. Participou em múltiplos festivais de música e gravou discos em vinil e mais tarde em CD. Em 1984, celebrou a sua estreia de grande sucesso no Carnegie Hall em Nova Iorque.

Depois de ter estudado com Ludwig Hoffmann no Munich College of Music, Margarita Höhenrieder recebeu uma bolsa de estudos para os EUA pelo Deutsche Studienstiftung e o DAAD (Deutscher Akademischer Austauschdienst – um programa de intercâmbio), e estudou durante dois anos com Leon Fleisher em Baltimore.

Sempre teve uma atitude aberta em relação à música contemporânea, como as obras de Harald Genzmer, Ulrich Stranz e Wilhelm Killmayer. Estreou o Concerto para Piano, Trompete e Cordas de Genzmer a si dedicado e gravado para CD. Genzmer dedicou-lhe também a sua última grande obra, intitulada Wie ein Traum am Rande der

Unendlichkeit (Como um sonho na borda do infinito), que ela estreou

juntamente com o flautista da Filarmónica de Berlim, Emmanuel Pahud, em Roma no ano de 2009.

Além de Mozart e Beethoven, o Romantismo é outra grande paixão de Margarita. O seu fascínio com a mútua inspiração entre Clara e Robert Schumann, ambos músicos e casal, levou-a a publicar os seus dois Concertos para Piano em Lá menor num só CD, produzido pelos editores de música BMG / RCA.

Em setembro de 2014, Margarita Höhenrieder reuniu-se com o seu antigo professor Leon Fleisher, que veio a falecer no dia 2 de agosto de 2020. Leon Fleisher atuou como maestro e Margarita Höhenrieder interpretou como solista o Concerto para Piano n.º 2 de Beethoven no UNESCO World Heritage Site Zollverein, em Essen.

Após este sucesso, interpretaram em outubro de 2015 o Concerto para Piano n.º 3 de Beethoven em Bad Kissingen. Nos anos que se seguiram, todos os concertos para piano de Beethoven foram interpretados e gravados em locais excecionais.

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MARGARITA HÖHENRIEDER

© SUZANNE SCHWIERTZ

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JULIUS BERGER

Há mais de 40 anos que o violoncelista de Augsburg é parte integrante do panorama musical. Não só por ser um magnífico intérprete,

denominado pelo jornal alemão, Frankfurter Allgemeine Zeitung, após a sua segunda gravação das suítes para violoncelo de Bach como «o Profeta do violoncelo» (W.-EvLewinsky), mas também por enriquecer de diversas maneiras o mundo da música: como intérprete, professor, investigador, pensador – alguém que não gosta de «caminhos percorridos». Os professores que marcaram Julius Berger foram Fritz Kiskalt (Munique, Alemanha), Antonio Janigro (Salzburgo, Áustria), de quem foi auxiliar durante muitos anos, e Zara Nelsova (Cincinnati, EUA). Manteve-se em estreito contacto com Mstislav Rostropovich, inicialmente como seu aluno e, posteriormente, atuando em conjunto com ele em inúmeros concertos. Estímulos importantes na vida artística de Berger devem-se a colaborações com Leonard Bernstein, Olivier Messiaen, Sofia Gubaidulina e Gidon Kremer, que o convidou várias vezes para o Kammermusikfestival (Festival de Música de Câmara) em Lockenhaus (Áustria). Julius Berger é solicitado como solista e instrumentista a nível mundial, gravou vários CD e atuou como mentor de vários jovens talentos. Muitos dos seus antigos alunos são atualmente docentes na área da música ou solistas de orquestras conhecidas, como a Leipziger Gewandhausorchester.

O facto de Julius Berger não fazer distinção entre o histórico e o contemporâneo e, em consonância com o espírito do seu professor e amigo Mstislav Rostropovich, ir em busca do contacto com

compositores vivos e promover o surgimento de novas obras através de concertos, estreias mundiais e lançamentos, é certamente um dos seus grandes méritos. Exemplos recentes incluem obras de Sofia Gubaidulina, Franghiz Ali-Zhadeh, Adriana Hölszky, Manuela Kerer, Krzysztof Meyer, Wilhelm Killmayer, Johannes X. Schachtner, Markus Schmitt, Giovanni Bonato, Hong Jun Seo, entre outros. Em 2014, Julius Berger, em conjunto com a sua esposa, Hyun-Jung, estrearam no Festival Internacional de Seul a obra de Sofia Gubaidulina para dois violoncelos e orquestra, intitulada Dois Caminhos. Como estreia europeia, a obra foi apresentada com o mesmo elenco no Beethovenfest Bonn em 2015. Julius Berger contribuiu de forma significativa para a investigação do seu instrumento ao redescobrir e registar as obras de Luigi Boccherini e

Leonardo Leo, bem como a literatura mais antiga para violoncelo a solo de Domeico Gabrielli e Giovanni Battista degli Antonii.

Dedica-se recentemente ao estudo do fundo intelectual de grandes obras-padrão de Bach, Beethoven, Brahms e outros. Iniciou uma série intitulada Von der Idee zum Werk (Da Ideia à Obra) na Universidade de Augsburg, onde explora a linguagem, o som e as referências históricas. Julius Berger é, desde há muitos anos, o diretor artístico dos Festivais de Eckelshausen (Alemanha) e Asiago (Itália) e presidente do Concurso Internacional Instrumental de Markneukirchen (Alemanha).

Em 2009, foi nomeado membro titular da Academia de Ciências e Letras de Mainz. Julius Berger busca a tranquilidade nas montanhas da sua terra natal, Allgäu. É um fotógrafo apaixonado e autor de poemas.

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A SEGUIR

29 0UT

19h / Pequeno Auditório / M/6 Apoio: Instituto Italiano de Cultura de Lisboa

BRUNO CANINO E SERENA CANINO

Piano Bruno Canino Viola Serena Canino

PROGRAMA

Obras de Domenico Scarlatti, Muzio Clementi, Nino Rota, Bruno Canino,

Giovanni Sollima, Niccolò Castiglioni e Alfredo Casella

Cumpra o distanciamento social de segurança Proibido gravar

imagem ou som o telemóvelDesligue Proibido fumar comer ou beberProibido

Lembramos as medidas preventivas habituais nos espaços de espetáculos CCB

Obrigatório

Referências

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