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A Lenda das Nozes
JORNALINHO DO CAMPO
Ano III · Número 19 · Novembro 2007 · Assinatura anual: 10 · Distribuição Gratuita (Escolas, Jardins--de-Infância e Entidades ligadas à Saúde, Protecção e Educação da Criança, carenciadas) Carlos Caseiro (Coordenador Geral e Autor dos Te x t o s ) · Susana Pereira / Andreia Gil (Ilustrações)
Maria José S. de Albergaria ( P s i c ó l o g a ) · M. Filipe ( P r é - i m p r e s s ã o ) · Impriluz Gráfica ( I m p r essão)
CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal
Av. do Colégio Militar, Lote 1786, 1549-012 LISBOA · Tel. 217 100 000 · Fax 217 166 123 e-mail: [email protected] · [email protected]
Acabava, o primo Manuel, de chegar à porta de casa com um cestinho cheio de nozes que fora apanhar na nogueira frondosa que ficava ao canto da Quinta, quando o Bolinha, a Patareca, o Xoné, o Bigodes e a Boneca, chegaram a correr a pedir para o Manuel lhes dar algumas como era seu costume.
O primo Manuel, deu-lhes as nozes e foi dizendo: “Vocês gostam muito de as comer, é um fruto seco e faz muito bem à saúde, mas nunca ouvi-ram a Lenda das Nozes que me foi contada por um amigo meu há já muitos anos.”
- Conta! Conta!, gritavam todos, mais a vaquinha Coração, a galinha Carapuça, a Tété e o Fagundes, que entretanto se aproximaram atraídos pelo alarido que eles faziam. E o primo Manuel lá se dispôs a contar-lhes a Lenda das Nozes, ali mesmo na soleira da porta.
“Numa aldeia que ficava na encosta de um monte, vivia um carpinteiro com o seu netinho ainda pequenito. Eram muito pobres. O carpinteiro, muito habilidoso, fazia cadeiras e móveis que toda a gente admirava, mas já estava muito velho e já pouco lhe encomendavam porque as outras pessoas que por ali viviam também eram muito pobres. Tinha uma pequena horta, de onde colhia uns legumes, uma vaquinha e algumas galinhas que lhe davam leite e ovos, e pouco mais.
O velho adorava o seu netinho. Era a criança que ainda lhe dava forças para enfrentar as dificuldades da vida. Tratara-o desde pequenino, porque a mãe tinha morrido
muito nova deixando-lho para que ele o criasse. O menino, agora um rapazinho, era a sua alegria e, como tinha pouco trabalho, passava os dias na pequena oficina a fazer brinquedos em madeira, que ficavam tão bem feitos, que todos os colegas do menino
queriam brincar com eles, quando os levava para a escola.
Mas o que o carpinteiro mais gostava de fazer eram umas caixinhas pequeninas, redon-dinhas que pareciam pequenos ovos. Por dentro eram muito lisas mas por fora ele desenhava, em toda a caixa, vincos e pequenos montes a imitar, em ponto pequeno, os montes e vales que se avistavam da janela da oficina. O neto, mal chegava a casa corria a beijar o avô e muitas vezes lá tinha a sua caixinha que logo abria para ver se havia alguma coisa lá dentro. Às vezes reclamava: “Ó avô bem podias pôr dentro um doce ou uma pastilha.” Ele, sem dinheiro, calava-se e o miúdo acabava por guardar dentro das pequenas caixas um feijão, uma ervilha ou umas sementinhas, e assim se entretinha a brincar com elas e com os outros brinquedos. Certa manhã, estava o carpinteiro, entretido com as suas caixas, quando à porta da oficina parou um viajante de grandes barbas brancas, com aspecto de ser ainda mais velho do que ele.
“Que bonita é essa caixa você está a fazer ó senhor carpinteiro – é para o meu
neto – respondeu o carpinteiro – ele gosta delas e eu vou-me entretendo, pois, infelizmente, o trabalho não abunda”. Entre-tanto o visitante, pegara numa das caixinhas que estavam sobre a bancada e admira-va todos aqueles veios e altinhos que o carpinteiro desenhava nelas.
- “Isso são os vales e montes que daqui avisto. – E o que é que põe dentro delas? – O meu neto bem me pede para que lá ponha um doce, mas a maior parte das vezes, fico com pena, mas não posso e ele acaba por guardar dentro delas sementes, ou outra coisa parecida – respondeu sorrindo-se – ele é bom menino e compreende.”
Enquanto o escutava, o via-jante das barbas tirou um pedaço de madeira do bolso e estendeu-o dizendo: “acha que podia fazer uma dessas caixas com esta madeira?” O carpinteiro olhou-o curioso. Era lindo aquele pedaço de madeira. Castanha clara, com veios mais escuro e dela saía um aroma que se espalhava pela casa tão forte era. – “Claro que posso fazer uma caixa com este pedaço.”
- “Então, por favor, faça-ma que eu mais logo passo por cá a buscá-la”, disse o viajante, a f a s t a n d o - s e .
A caixa ficara das mais bonita que já fizera. Os bordos do encaixe muito redondos e o rendilhado muito bem desenhado. E quando, a meio da tarde, o viajante voltou ficou admirado tal era a perfeição. Então perguntou-lhe: “este bocado de terreno é seu, não é? – é sim, respondeu o bom do velho – amanhã, logo cedinho, vai ali naquele canto, abrir uma cova e enterrar esta caixinha, deixe-a lá ficar e vai ver que
ela ainda fica mais bonita”, e voltou as costas indo-se embora com um sorriso a iluminar-lhe os olhos.
“Enterrar esta caixa que tanto trabalho me deu?!” – pensava consigo o carpinteiro – deve ser doido o homem.” Quando o neto chegou, contou-lhe a história da caixa e do viajante das barbas que só podia ser doido. O menino gostou muito da caixa que era tão bonita e tão perfumada e também achou estranho
enterrá-la na terra, mas achou que o homem lá teria as suas razões e disse ao avô que o melhor era mesmo fazerem o que o homem tinha dito e, logo pela manhã, foi ele abrir uma covinha e meter lá a caixinha tão bonita.
Passaram alguns dias e, para espanto deles, no sítio onde ficara a caixa apareceu uma planta,
pequenina, mas rapidamente crescia. Crescia como se fosse mágica. Passado pouco tempo já era uma árvore, alta, cheia de ramagem espalhando um
aroma intenso. Era a causa de admiração de toda a aldeia. Nunca se vira uma árvore crescer tanto e em tão pouco tempo.
Um dia, pendurados nos ramos, apareceram umas bolinhas verdes. A árvore dava frutos. As bolinhas escureceram e abriram-se e…, o
espanto não podia ser maior, guardada, em cada uma, estava uma caixinha, exacta-mente, igual à que o carpinteiro tinha feito para o
viajante das barbas brancas. Centenas, milhares de caixinhas caíam da árvore e ficavam a baloiçar no chão. Quando as abriram e provaram o que tinham dentro souberam que era
bom e açucarado.
Então o velho carpinteiro percebeu: o viajante, que ele julgara doido,
trouxera-lhe caixinhas já com o doce que tantas vezes o seu
menino lhe tinha pedido.
“É esta a Lenda das Nozes, que um amigo meu me contou há muito tempo”, disse, a terminar, o primo Manuel. Curiosamente, os nossos ami-guinhos ficaram em silêncio, comendo os bocadinhos das nozes que ele lhes dera.
David (10 anos)
Abrunhosa-a-Velha Rui (8 anos)Abrunhosa-a-Velha
Cristina - Aboboreira Adriana (7 anos) - Fão
Maria João (7 anos) - Fão
Inês (6 anos) - Fortios
Emanuel (7 anos) - Fão
Daniela (6 anos) - Fortios Brenda - São Miguel Carlos Alberto - São Miguel Sara (5 anos) - Fortios
Lisandra - São Miguel
Matilde - Aboboreira
Ana - Aboboreira
Carolina (2 anos) - Lisboa Miguel (9 anos) - Fortios
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Quais os que nascem na horta e os que nascem no pomar? Ou noutro sítio! :-) I – P E R A S II – C E B O L A S III – M A Ç Ã S IV – L A R A N J A S V – A L F A C E S VI – A G R I Õ E S VII – LIMÕES VIII – U V A S IX – M E L Õ E S X – P I M E N T O S XI – A Z E I T O N A S XII – P E P I N O S
1) G__M__S (são doces) 2) __A__DE__ __A__A (de peixe) 3) __A__X__ (guarda coisas) 4) __ __L__AÇ__ (aparece no circo) 5) __O__R__ __H__ (apaga) 6) C__ND__I__ (dá luz)
7) __U__T__P__IC__R (contas) 8) __ __L__E (dá na TV) 9) C__ __E__A (para beber)
Olá meus queridos. Já estamos muito pertinho do mês do Natal. O Jornalinho já vai no seu terceiro ano de publicação e eu fico muito contente porque cá continuo a inventar coisas engraçadas para vocês se divertirem. Como sempre BEIJINHOS GRANDES PARA TODOS!
A) Vamos lá sem brincadeira Tentar logo adivinhar Qual é a coisa primeira Que se faz ao acordar? B) Sou uma casa amarela
Mas quase, quase vermelha Não tenho nenhuma porta E também não tenho telha. C) É um castelo bem guardado
Não lhe mexas se lá fores! Pois tem lá muitas meninas Que te podem causar dores!
A
s
A
d
i
vi
n
h
as
Charada
A D X F R U B I C F H E O M O O M E L A N C I A S N C L N P L L A C A S E A M T A H G O A H A S A M A Ç Ã S E V O U Z L I E F R M V T U Z M I S I E H P R I A A U M O R A N G O S E E D G P R O U V A U A M E L C R O O I I M M I I N C I M A I A E S N L I M Õ E S A L E R V S I H T O V I L B S T A L G U P O M E L O A S U A I T Õ O O A L O I A B R O R P R O E S R S V A R S L A R A N J A S U C A S S O S U S A O N I M Y S ASOPINHA DE LETRAS
NA QUINTA DO TIO JOÃO NABIÇA, CULTIVAM-SE MUITAS E SABOROSAS FRUTAS. NESTA SOPINHA DE LETRAS ENCONTRAM-SE OS NOMES DE ONZE TIPOS DE FRUTA. PROCUREM COM ATENÇÃO.
Para que todos possam encontrar as palavras tirem fotocópias. Mas tapem as soluções! :-)
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o mel. Agora só falta desenharem uma bonita paisagem cheia de flores e depois pintarem tudo muito bem. Beijinhos da Mélinha e bom trabalho.