PERA/1617/1001031 — Relatório final da CAE
Caracterização do ciclo de estudos
Perguntas A.1 a A.10
A.1. Instituição de Ensino Superior / Entidade Instituidora: Universidade Do Minho
A.1.a. Outras Instituições de Ensino Superior / Entidades Instituidoras:
A.2. Unidade(s) orgânica(s) (faculdade, escola, instituto, etc.): Instituto De Educação (UM)
A.3. Ciclo de estudos:
Mestrado em Ensino de Música A.4. Grau:
Mestre
A.5. Publicação do plano de estudos em Diário da República (nº e data): <sem resposta>
A.6. Área científica predominante do ciclo de estudos: Ensino de Música
A.7.1 Classificação da área principal do ciclo de estudos de acordo com a Portaria nº 256/2005, 16 de Março (CNAEF):
146
A.7.2 Classificação da área secundária do ciclo de estudos de acordo com a Portaria nº 256/2005, 16 de Março (CNAEF), se aplicável:
---A.7.3 Classificação de outra área secundária do ciclo de estudos de acordo com a Portaria nº 256/2005, 16 de Março (CNAEF), se aplicável:
---A.8. Número de créditos ECTS necessário à obtenção do grau: 120
A.9. Duração do ciclo de estudos (art.º 3 Decreto-Lei 74/2006, de 24 de Março): 4 semestres
A.10. Número de vagas proposto: 45
Relatório da CAE - Ciclo de Estudos em Funcionamento
A.11. Estrutura curricular e plano de estudos.
A.11.1.1. Condições específicas de ingresso.Existem, são adequadas e cumprem os requisitos legais
A.11.1.2. Evidências que fundamentam as classificações de cumprimento assinaladas. A designação do ciclo de estudos é adequada e cumpre os requisitos legais.
A.11.2.1. Designação É adequada
A.11.2.2. Evidências que fundamentam as classificações de cumprimento assinaladas. A designação está de acordo com a legislação vigente.
São adequadas e cumprem os requisitos legais
A.11.3.2. Evidências que fundamentam as classificações de cumprimento assinaladas.
A estrutura curricular e o plano de estudos cumprem os requisitos legais, tanto no que diz respeito a distribuição de créditos, como no que diz respeito a áreas científicas.
A.11.4.1 Docente(s) responsável(eis) pela coordenação do ciclo de estudos Foi indicado e tem o perfil adequado
A.11.4.2. Evidências que fundamentam as classificações de cumprimento assinaladas. O perfil da docente responsável pelo ciclo de estudos é relevante e adequado à função. A.11.5.1. Regulamento de creditação de formação e experiência profissional
Cumpre a legislação
A.11.5.2. Evidências que fundamentam as classificações de cumprimento assinaladas.
O regulamento está de acordo com o Decreto-Lei 74/2006, de 24 de Março, na redacção conferida pelo Decreto-Lei 115/2013, de 7 de Agosto.
1. Objetivos gerais do ciclo de estudos
1.1. Os objetivos gerais definidos para o ciclo de estudos foram formulados de forma clara. Sim
1.2. Os objetivos definidos são coerentes com a missão e a estratégia da Instituição. Sim
1.3. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
O processo submetido é claro e consistente quanto a objectivos gerais e a missão e a estratégia da Instituição, incluindo bastante detalhe descritivo quanto a esses aspectos.
1.4. Pontos Fortes.
- Os objectivos tomam em conta a diversidade de abordagens didácticas e de contextos (3.1.1). - Existe uma articulação entre os saberes teóricos ao serviço da prática, nomeadamente na implementação de projectos na escola e na comunidade (3.1.2).
1.5. Recomendações de melhoria.
O curso não está estruturado em ramos, variantes, ou áreas de especialização. No entanto,
verifica-se que recorre extensivamente a unidades curriculares de opção; questiona-se se estas UCs são efectivamente opções reais, já que abordam áreas distintas e, em alguns casos, grupos de docência específicos. O documento não descreve regras ou recomendações quanto ao procedimento de escolha de opções, pelo que se presume que são de escolha livre; ou seja, os mestrandos poderão eventualmente escolher disciplinas pertinentes para a área de docência geral (música) mas de
relevância limitada para os seus grupos de docência, comprometendo assim a qualidade da formação. Este problema só poderia ser colmatado através de procedimentos específicos para escolha de opções; nesse caso, questiona-se a pertinência e vantagem de disponibilizar um currículo com este tipo de UCs (falsas opções), quando a criação de ramos poderia constituir uma solução mais eficaz.
2. Processos
2.1. Objetivos de Ensino
2.1.1. Estão definidos os objetivos de aprendizagem (conhecimentos, aptidões e competências) a desenvolver pelos estudantes e foram operacionalizados os objetivos permitindo a medição do grau de cumprimento.
Em parte
2.1.2. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
Verifica-se que várias unidades curriculares da área das ciências da educação não fazem qualquer referência, nos respectivos conteúdos, ao contexto do ensino artístico e/ou do ensino vocacional da música. Não obstante a relevância dos restantes conteúdos, questiona-se a ausência total de
conteúdos de extrema pertinência para os mestrandos, especialmente no caso de UCs de áreas em que a investigação na área da educação em música tem tido desenvolvimentos significativos, como Currículo e Avaliação, Psicologia do Desenvolvimento, A Escola como Organização Educativa, Tecnologia Educativa, Correntes Fundamentais da Pedagogia ou Gestão da Sala de Aula. 2.1.3. Pontos Fortes.
- Os objectivos são ambiciosos e apoiam-se num currículo rico e diversificado. Com este currículo, não obstante lacunas em algumas UCs, é possível atingir um equilíbrio entre o saber teórico e a componente prática da área de docência.
- A descrição das UCs é, em geral, elaborada com rigor no que diz respeito aos objectivos de aprendizagem.
2.1.4. Recomendações de melhoria.
Recomenda-se a inclusão de conteúdos relativos ao contexto do ensino da música em que já existe pesquisa relevante e validada em UCs de áreas das ciências da educação.
2.2. Organização das Unidades Curriculares
2.2.1. São definidos os objetivos da aprendizagem (conhecimentos, aptidões e competências) que os estudantes deverão desenvolver em cada unidade curricular.
Sim
2.2.2. Existe coerência entre os conteúdos programáticos e os objetivos de cada unidade curricular. Em parte
2.2.3. Existe coerência entre as metodologias de ensino e os objetivos de cada unidade curricular. Sim
2.2.4. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada. Algumas UCs apresentam problemas a nível de conteúdos:
– Ciências Musicais I e II pretendem abranger conteúdos compreendidos entre o período das civilizações antigas e o séc. XX. Questiona-se como tal dispersão cronológica e estilística pode ser abordada num único ano lectivo, sem eventualmente correr o risco de replicar padrões de
leccionação mais próprios do ensino secundário ou de licenciatura do que de pós-graduação, tendo em conta a sua pertinência para o futuro exercício do ensino da história da música.
– Instrumento I e II não se diferenciam, quer a nível de objectivos, quer a nível de conteúdos. Não estão explicitados critérios que justifiquem cabalmente a divisão entre ambas.
- Formação Musical I e II enfermam do mesmo problema. A replicação literal de conteúdos não é justificada.
- Música de Conjunto I e II apresentam objectivos e conteúdos demasiado ambiciosos e repetidos, não apresentando informação detalhada quanto a possibilidades de implementação diferenciada destas UCs.
2.2.5. Pontos Fortes.
Apesar de algumas lacunas, acima referidas, o documento demonstra adequação entre competências, objectivos e metodologias relativamente aos conteúdos listados.
2.2.6. Recomendações de melhoria.
- no que diz respeito às UCs Ciências Musicais I e II, recomenda-se uma delimitação de conteúdos mais específica, já que o que é proposto se considera demasiado vasto para lecionação eficaz e aprofundamento por parte dos alunos.
- no caso das UCs Instrumento I e II, Formação Musical I e II, e Música de Conjunto I e II, é essencial que se defina uma diferenciação de conteúdos.
2.3. Metodologias de Ensino/Aprendizagem
2.3.1. As metodologias de ensino e as didácticas estão adaptadas aos objetivos de aprendizagem das unidades curriculares.
Em parte
2.3.2. A avaliação da aprendizagem dos estudantes é feita em função dos objetivos da unidade curricular.
Em parte
2.3.3. As metodologias de ensino facilitam a participação dos estudantes em atividades científicas. Em parte
2.3.4. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
As metodologias de ensino e as didácticas, em geral, estão adaptadas aos objetivos de aprendizagem, com a excepção das UCs semestrais com conteúdos replicados, acima referidas, em que esta
adequação fica comprometida.
A avaliação da aprendizagem, em geral, é feita em função dos objetivos das UCs. A descrição de metodologias de avaliação de algumas UCs é vaga ou mesmo ausente, nomeadamente no que diz respeito a critérios, e opta-se por referir os discentes como participantes no processo de decisão. Embora tal não constitua uma prática negativa, a sua reiteração e falta de propostas concretas não sugere um nível de rigor adequado (por exemplo, Fundamentos de Didáctica da Música, Música de Conjunto I, Formação Musical I, Inclusão e Necessidades Educativas Especiais do Domínio Cognitivo e Motor).
As metodologias de ensino nem sempre facilitam a participação dos estudantes em atividades científicas mas isso releva da própria natureza do curso, não constituindo necessariamente um problema.
2.3.5. Pontos Fortes.
As metodologias de ensino e as didácticas estão adaptadas aos objetivos de ensino e a grande maioria das fichas descritivas de UCs estão bem elaboradas e fundamentadas.
2.3.6. Recomendações de melhoria.
As UCs semestrais como Instrumento I e II, Música de Conjunto I e II, e Formação Musical I e II devem detalhar conteúdos específicos para cada semestre.
Recomenda-se maior rigor na definição de critérios de avaliação em UCs que não apresentam informação clara e objectiva relativamente a esse âmbito.
Há lacunas graves relativamente a bibliografia, nomeadamente a reiterada referência a "Conjunto de publicações que constituem o repertório específico", que não constitui base teórica relevante para qualquer área ou UC, ou bibliografia desactualizada ou com falta de referências mais recentes em UCs como Princípios e Práticas do Ensino da Formação Musical, Avaliação e Conceção de Materiais Didáticos de Ciências Musicais e de Formação Musical, ou Correntes Fundamentais da Pedagogia.
3. Pessoal Docente
3.1. O corpo docente cumpre os requisitos legais (corpo docente próprio, academicamente qualificado e especializado na(s) área(s) fundamental(ais)):
Sim
3.2. Os membros do corpo docente (em tempo integral ou parcial) têm a competência académica e experiência de ensino adequadas aos objetivos do ciclo de estudos.
Em parte
3.3. O número e o regime de trabalho dos membros do pessoal docente correspondem às necessidades do ciclo de estudos.
Sim
3.4. É definida a carga horária do pessoal docente e a sua afectação a atividades de ensino, investigação e administrativas.
Em parte
3.5. O corpo docente em tempo integral assegura a grande maioria do serviço docente. Em parte
anos. Sim
3.7. É promovida a mobilidade do pessoal docente, quer entre instituições nacionais, quer internacionais.
Sim
3.8. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
O corpo docente cumpre os requisitos legais, apresentando, na sua maioria, currículo académico e científico/artístico relevante.
No entanto, a algumas UCs da área de docência, uma área da maior relevância para os mestrandos, estão associados docentes cujo currículo apresenta várias limitações: ausência de pós-graduação avançada na área e de produção científica e/ou artística relevante (Ciências Musicais I e II, Metodologias Especializadas de Direção coral e Instrumental, Avaliação e Conceção de Materiais Didáticos de Direção Coral e Instrumental e de Formação Musical, Formação Musical I e II). O número e o regime de trabalho do pessoal docente correspondem às necessidades do ciclo de estudos.
É definida a carga horária dos docentes e a sua afectação a actividades de ensino; pode-se deduzir, em parte, as actividades de investigação e administrativas a partir da informação das fichas
curriculares.
A instituição tem parcerias nacionais e internacionais que podem promover a mobilidade. 3.9. Pontos Fortes.
- Experiência e qualificação académica e científica do corpo docente. - Currículo artístico e produção científica dos docentes.
3.10. Recomendações de melhoria.
Recomenda-se maior investimento na formação avançada de parte do corpo docente, nomeadamente dos docentes das UCs acima referidas.
4. Atividade científica e de desenvolvimento tecnológico e
artísticas, prestação de serviços à comunidade e formação
avançada
4.1. Resultados da atividade científica
4.1.1. Existem Centro(s) de Investigação reconhecido(s), na área científica do ciclo de estudos onde os docentes desenvolvam a sua atividade.
Sim
4.1.2. Existem publicações científicas do corpo docente do ciclo de estudos em revistas internacionais com revisão por pares, nos últimos 5 anos e na área do ciclo de estudos. Sim
4.1.3. Existem outras publicações científicas relevantes do corpo docente do ciclo de estudos. Sim
4.1.4. As atividades científica, tecnológica e artística estão integradas em projectos e/ou parcerias nacionais e internacionais.
Sim
4.1.5. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
Os docentes do ciclo de estudos estão associados a 4 unidades de investigação avaliadas. As publicações revelam abrangência nacional e internacional, assim como produção e actividade artística relevante. As parcerias internacionais mencionadas sugerem a integração adequada das actividades científica, tecnológica e artística.
4.1.6. Pontos Fortes.
- A rede de parcerias internacionais estabelecida. 4.1.7. Recomendações de melhoria.
Seria recomendável um reforço das parcerias nacionais.
4.2. Atividades de desenvolvimento tecnológico e artísticas, prestação de
serviços à comunidade e formação avançada
4.2.1. No âmbito do presente ciclo de estudos, existem atividades de desenvolvimento tecnológico e artístico, prestação de serviços à comunidade ou formação avançada.
Em parte
4.2.2. As atividades de desenvolvimento tecnológico e artísticas, prestação de serviços à comunidade e formação avançada, correspondem às necessidades do mercado, à missão e aos objetivos da
instituição. Sim
4.2.3. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
As actividades de desenvolvimento tecnológico e artísticas, prestação de serviços à comunidade e formação avançada correspondem à missão e aos objectivos da instituição.
No entanto, o âmbito, quantidade e públicos-alvo são limitados, não sendo disponibilizada informação detalhada sobre estas actividades.
4.2.4. Pontos Fortes.
Nada de relevante a assinalar. 4.2.5. Recomendações de melhoria.
Seria recomendável existirem mecanismos de estímulo e apoio ao desenvolvimento de actividades de extensão, quer a nível local, quer a nível nacional e internacional.
5. Estágios e períodos de formação em serviço
5.1. Existem locais de estágio e/ou formação em serviço. Sim
5.2. São indicados recursos próprios da Instituição para acompanhar os seus estudantes no período de estágio e/ou formação em serviço.
Sim
5.3. Existem mecanismos para assegurar a qualidade dos estágios e períodos de formação em serviço dos estudantes.
Sim
5.4. São indicados orientadores cooperantes do estágio ou formação em serviço, em número e qualificações adequadas (para ciclos de estudos de formação de professores).
Sim
5.5. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
O ciclo de estudos tem protocolos com um grande número de instituições de ensino para realização dos estágios, e a qualificação e número dos orientadores cooperantes é adequada.
São indicados recursos próprios da Instituição para apoiar os seus estudantes no período de estágio. Existem mecanismos de avaliação da qualidade do ensino (Sistema de Avaliação da Qualidade -SIGAQ), que poderão abranger a avaliação da qualidade dos estágios.
5.6. Pontos Fortes.
- Abrangência geográfica das escolas onde são realizados os estágios.
- Qualificação, experiência, formação e quantidade de orientadores cooperantes. 5.7. Recomendações de melhoria.
6. Estudantes
6.1. Existe uma caracterização geral dos estudantes envolvidos no ciclo de estudos, incluindo o seu género, idade.
Sim
6.2. Verifica-se uma procura do ciclo de estudos por parte dos potenciais estudantes ao longo dos últimos 3 anos.
Sim
6.3. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
Os dados apresentados caracterizam os discentes assim como a procura deste ciclo de estudos. 6.4. Pontos Fortes.
- A forte procura do curso por estudantes de música, de 10 distritos portugueses, assim como a procura por parte de estudantes internacionais.
6.5. Recomendações de melhoria.
Não foi assinalada a nota mínima de acesso, no ponto 8.1.3, e não é apresentada justificação para esse facto. Seria importante esse dado estar disponível para uma eventual reflexão sobre o mesmo.
7. Resultados Académicos e internacionalização
7.1. O sucesso académico da população discente é efetivo e facilmente mensurável. Sim
7.2. O sucesso académico é semelhante para as diferentes áreas científicas e respetivas unidades curriculares.
Sim
7.3. Os resultados da monitorização do sucesso escolar são utilizados para a definição de acções de melhoria no mesmo.
Sim
7.4. Não há evidência de dificuldades de empregabilidade dos graduados. Sim
7.5. Existe um nível significativo de internacionalização do ciclo de estudos. Em parte
7.6. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
Os dados sugerem que o sucesso académico dos discentes é efectivo e foi quantificado, sendo semelhante nas várias áreas e UCs.
Existe um sistema de monitorização do sucesso escolar (SIGAQ), que permite a resolução de problemas e planeamento de melhorias.
O nível de internacionalização do ciclo de estudos é reduzido, mas tal é compreensível, tendo em conta que se trata de um curso de formação de professores para Portugal.
7.7. Pontos Fortes.
- O sucesso escolar e o sucesso no acesso ao mercado de trabalho por parte dos discentes. 7.8. Recomendações de melhoria.
Nada de relevante a assinalar.
8. Observações
8.1. Observações:
Na generalidade, o plano curricular e a sua implementação seguem linhas adequadas. A descrição do corpo docente, meios e espaços disponíveis, plano de estudos, e metodologias e conteúdos de unidades curriculares específicas é detalhada e consistente, e sugere que este curso foi criado e implementado de forma sistemática e reflexiva. Mas a coordenação do curso deveria também
considerar alguns problemas apontados neste relatório, que se poderão tornar questões graves se não forem apreciados e resolvidos a curto prazo. Os problemas apontados neste relatório são: 1) Falta de definição / diferenciação entre áreas de docências específicas: o plano curricular lista unidades curriculares de área de docência, da maior relevância, como opções, sem indicar a
obrigatoriedade de escolha em função de cada área de docência; mas, de forma a garantir formação adequada, a formação nas áreas de instrumento/voz, educação musical, música de câmara, história da música deveria ser obrigatória em função da área de docência futura de cada mestrando;
2) A ausência de conteúdos relacionados com o ensino da música em várias unidades curriculares; 3) A ausência de procedimentos detalhados de avaliação em várias unidades curriculares, que pode ocasionar assimetrias entre estudantes e disciplinas, assim como a relevância de algumas fontes bibliográficas recomendadas;
4) A ausência de conteúdos distintos e discriminados em unidades curriculares semestrais de designação idêntica, com continuidade entre dois semestres;
5) A Instituição deveria também considerar o currículo e a situação profissional de alguns docentes com défices de formação pós-graduada e/ou no mérito científico/artístico, e encorajar o trabalho e desenvolvimento nesses campos.
8.2. Observações (PDF, máx. 100kB): <sem resposta>
9. Comentários às propostas de acções de melhoria
9.1. Comentários à análise SWOT e às propostas de ações de melhoria:
Concordamos que o facto do Mestrado em Ensino de Música ter sempre tido um número de
candidatos superior ao número de vagas, e que estas tenham sido sempre preenchidas, assim como o facto de a Licenciatura em Música da UMinho "constituir uma base sólida para o Mestrado" sejam pontos fortes a ter em conta. A qualidade e reconhecimento nacional e internacional do corpo docente é também um ponto forte a ter em conta.
Quanto aos pontos fracos, é mencionado que os programas das UCs Música de Conjunto I e II são "demasiado exigentes para as horas de contacto vigentes" pelo que é proposto que sofram "alguns ajustes", como anteriormente referido neste relatório.
Relativamente a estas propostas de acções de melhoria, verifica-se que as mesmas já foram implementadas.
10. Conclusões
10.1. Recomendação final.
O ciclo de estudos deve ser acreditado
10.2. Período de acreditação condicional (se aplicável): <sem resposta>
10.3. Condições (se aplicável): <sem resposta>
10.4. Fundamentação da recomendação:
Recomenda-se a acreditação deste curso. Esta avaliação concluiu que, na generalidade, a descrição do curso demonstra que a sua concepção e implementação funcionam adequadamente, apresenta pontos claramente positivos e, portanto, fundamenta uma avaliação global positiva. Alguns
problemas de menor relevância, descritos am algumas secções deste relatório e resumidas no ponto 8.1, não comprometem a avaliação da qualidade global do curso, e poderão seguramente ser