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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Rabipur Pó e solvente para solução injectável Vacina contra a Raiva, inactivada

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA Após reconstituição, 1 dose (1 ml) contém:

Vírus da Raiva* (Inactivado, linhagem Flury LEP)………≥ 2,5 UI * produzida em células embrionárias purificadas de pinto

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA Pó e solvente para solução injectável.

Após reconstituição do pó branco liofilizado com o solvente claro e incolor resulta uma solução límpida incolor.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS 4.1 Indicações terapêuticas

a) Profilaxia pré-exposição (antes de eventual risco de exposição ao agente da raiva) b) Profilaxia pós-exposição (após conhecida ou possível exposição ao agente da raiva) Devem ser tidas em consideração as normas orientadoras nacionais e/ou da OMS relativas à prevenção da raiva.

4.2 Posologia e modo de administração Posologia

A dose única intramuscular recomendada é de l ml em todos os grupos etários.

Sempre que possível e de acordo com a disponibilidade da vacina, recomenda-se que seja utilizada uma vacina do mesmo tipo de cultura celular ao longo do curso de imunização pré ou pós-exposição. No entanto, a adesão aos esquemas recomendados é de importância crítica para a profilaxia pós-exposição, mesmo se se tiver que utilizar uma vacina de outro tipo de cultura celular.

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Profilaxia Pré-exposição Imunização primária

Em indivíduos não vacinados previamente, um tratamento inicial de profilaxia pré-exposição consiste em três doses (de 1 ml cada) administradas nos dias 0, 7 e 21 ou 28. Doses de reforço

A necessidade de testes serológicos intermitentes para detectar presença de anticorpos

≥ 0,5 UI/ml (avaliada pelo Teste de inibição Fluorescente de Foco Rápido) e a

administração de doses de reforço devem ser avaliadas de acordo com as recomendações oficiais.

O texto seguinte fornece uma orientação geral:

Testes para anticorpos neutralizantes a intervalos de 6 meses são geralmente recomendados se o risco de exposição é elevado (e. funcionários de laboratório que trabalham com o vírus da raiva).

Em indivíduos que se considere estar em risco continuado de exposição ao agente da raiva (e. veterinários e seus assistentes, trabalhadores em ambiente de vida selvagem, caçadores), deve ser realizado um teste serológico pelo menos a cada 2 anos, com intervalos mais curtos, se apropriado, ao grau de risco previsto.

Nos casos mencionados anteriormente, deve ser dada uma dose de reforço se o título de anticorpos descer abaixo de 0,5 UI/ml.

Alternativamente, podem ser administradas doses de reforço nos intervalos recomendados oficialmente sem testes serológicos prévios, de acordo com o risco previsto. A experiência mostra que as doses de reforço são geralmente necessárias a cada 2 – 5 anos.

Rabipur pode ser utilizada para vacinação de reforço após imunização prévia com vacina de células diplóides humanas contra a raiva.

Profilaxia Pós-exposição

A imunização pós-exposição deve começar logo que possível após a exposição e deve ser acompanhada por medidas locais no local de inoculação de modo a reduzir o risco de infecção. Devem ser seguidas as orientações oficiais em relação às medidas concomitantes apropriadas que devem ser tomadas para prevenir o aparecimento da infecção (ver também secção 4.4).

Indivíduos totalmente imunizados previamente:

Para as categorias de exposição II e III da OMS, e em casos de categoria I em que existe incerteza em relação à classificação correcta da exposição (ver Tabela l abaixo), devem ser administradas duas doses (de 1 ml cada), cada uma nos dias 0 e 3. Caso a caso, pode ser aplicado o calendário A (ver Tabela 2 abaixo) se a última dose de vacina tiver sido dada mais de dois anos antes.

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Tabela 1: Calendários de imunização apropriados aos diferentes tipos de contacto, exposição e profilaxia pós-exposição recomendada (OMS 2004)

Categori a

Tipo de contacto com um animal doméstico ou selvagema) com suspeita ou confirmação de raiva, ou animal não disponível para análise(a)

Tipo de exposição

Profilaxia pós-exposição recomendada

I Tocar ou alimentar animais Lamber a pele intacta

Tocar em isco inoculado com pele intacta

Nenhum Nenhum, se estiver disponível um registo fiável do caso.

Em caso de registo não fiável do caso, tratar de acordo com calendário A (ver Tabela 2).

II Mordidela de pele descoberta Arranhões ou erosões menores sem hemorragia

Tocar em isco inoculado com pele lesada

Menor Administrar a vacina imediatamente (b)

Interromper o tratamento se o animal permanecer saudável ao longo de um período de observação de 10 diasc) ou se obtiver um resultado negativo para a raiva de um laboratório fiável utilizando técnicas laboratoriais apropriadas

Em caso de incerteza e/ou exposição numa área de alto risco, administrar tratamento activo e passivo como no calendário B (ver Tabela 2).

III Mordidelas ou arranhões transdérmicos únicos ou múltiplos, lambidelas na pele ferida

Contaminação da membrana mucosa com saliva (i. e. lambidelas)

Exposição a morcegosd) Contacto do inoculado com a membrana mucosa ou com uma ferida recente da pele.

Grave Administrar imunoglobulina e vacina contra a raiva imediatamente (b) como no calendário B (ver Tabela 2).

(Ver também nota de rodapé c) Interromper o tratamento se o animal permanecer saudável ao longo de um período de observação de 10 diasc) ou se obtiver um resultado negativo para a raiva de um laboratório fiável utilizando técnicas laboratoriais apropriadas

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a)

Exposição rara, se alguma, a roedores, coelhos e lebres requer uma profilaxia pós-exposição específica anti-raiva.

b)

Se um cão ou um gato aparentemente saudável numa ou de uma área de baixo risco for colocado sob observação, a situação pode justificar o atraso no início do tratamento. c)

Este período de observação aplica-se apenas a cães e gatos. Excepto no caso de espécies ameaçadas ou em extinção, a outros animais domésticos e selvagens com suspeita de raiva deve ser aplicada eutanásia e os seus tecidos examinados quanto à presença de antigénio da raiva utilizando técnicas laboratoriais apropriadas.

d)

A profilaxia pós-exposição deve ser considerada quando tiver ocorrido contacto entre um ser humano e um morcego, a menos que a pessoa exposta possa excluir uma mordidela ou arranhão, ou a exposição a uma membrana mucosa.

Indivíduos não imunizados ou com estado imunitário não determinado

Dependendo da categoria da OMS na Tabela l, pode ser necessário tratamento de acordo com os calendários A ou B (ver Tabela 2 abaixo) para indivíduos não imunizados previamente e para aquelas que receberam menos de 3 doses de vacina ou que tenham recebido uma vacina de potência duvidosa.

Tabela 2: Profilaxia pós-exposição de indivíduos sem imunidade ou com estado imunitário não determinado

Calendário A

É necessária imunização activa após exposição

Calendário B

São necessárias imunização activa e passiva após exposição Uma injecção Rabipur i.m. nos

dias: 0, 3, 7, 14, 28 (esquema de 5 doses)

Ou

Uma dose de Rabipur é administrada no músculo deltóide direito e uma dose no músculo deltóide esquerdo no dia 0, e uma dose é aplicada no músculo deltóide nos dias 7 e 21 (regime 2-1-1). Em crianças pequenas, a vacina deve ser dada na região anterolateral da coxa.

Dar Rabipur como no calendário A +

l × 20 UI/kg de peso corporal de

imunoglobulina humana para raiva* concomitantemente com a primeira dose de Rabipur. Se a HRIG não estiver disponível na altura da primeira vacinação, ela deve ser administrada não mais de 7 dias após a primeira vacinação.

* Observar as instruções do fabricante em relação à administração

Doentes imunocomprometidos e doentes com um risco particularmente elevado de contrair raiva

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Para doentes imunocomprometidos, aqueles com múltiplas feridas e/ou feridas na cabeça ou outras áreas altamente enervadas, e aqueles para os quais existe um atraso antes do início do tratamento, é recomendado que:

Para estes casos deve ser utilizado o regime de imunização nos dias 0, 3, 7, 14 e 28. Duas doses de vacina devem ser administradas no dia 0. Isto é, uma dose única de 1 ml de vacina deve ser injectada no deltóide direito e outra dose única no músculo deltóide esquerdo. Em crianças pequenas, deve ser dada uma dose na região anterolateral de cada coxa.

Doentes gravemente imunosuprimidos podem não desenvolver uma resposta imunológica após a vacinação contra a raiva. Como tal, o tratamento rápido e apropriado das feridas após uma exposição é um passo essencial na prevenção da morte. Em adição, deve ser administrada a imunoglobulina para a raiva a todos os doentes imunosuprimidos que apresentem feridas da Categoria II e Categoria III.

Em doentes imunocomprometidos, o título em anticorpos neutralizantes deve ser medido 14 dias após a primeira injecção. Os doentes com um título inferior a 0,5 UI/ml devem receber mais duas doses de vacina simultaneamente e logo que possível. Devem ser feitas verificações adicionais do título em anticorpos e devem ser administradas doses adicionais de vacina conforme necessário.

Em todos os casos, o calendário de imunização deve ser seguido exactamente como recomendado, mesmo que o doente se apresente para tratamento após ter passado um tempo considerável desde a exposição.

Método de Administração

A vacina deve ser dada através de injecção intramuscular no músculo deltóide, ou na região anterolateral da coxa em crianças pequenas.

Não deve ser dada através de injecção intra-glútea.

Não administrar através de injecção intravascular (ver Secção 4.4). 4.3 Contra-indicações

Profilaxia pós-exposição

Não existem contra-indicações para a vacinação quando está indicada a profilaxia pós-exposição. No entanto, os indivíduos considerados em risco de uma reacção de hipersensibilidade grave devem receber uma vacina alternativa contra a raiva se estiver disponível um produto adequado (ver também secção 4.4 em relação a reacções de hipersensibilidade prévias).

Profilaxia pré-exposição

Rabipur não deve ser administrada a indivíduos com antecedentes de uma reacção de hipersensibilidade grave a qualquer dos componentes da vacina. De notar que a vacina contém poligelina e resíduos de proteínas da galinha e pode conter vestígios de neomicina, clortetraciclina e anfotericina B (ver também secção 4.4).

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A vacinação deve ser atrasada em indivíduos que sofram de uma doença febril aguda. Infecções menores não constituem uma contra-indicação para a vacinação.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Tal como com todas as vacinas, deve estar imediatamente disponível o tratamento médico apropriado para utilização no caso raro de ocorrência de uma reacção anafiláctica à vacina.

Uma história de alergia a ovos ou um teste cutâneo positivo à ovalbumina não indica necessariamente que um indivíduo irá ser alérgico a Rabipur. No entanto, os indivíduos que tenham antecedentes de uma reacção de hipersensibilidade grave a ovos ou a produtos derivados do ovo não devem receber a vacina para profilaxia pré-exposição. Estes indivíduos não devem receber a vacina para tratamento pós-exposição a não ser que não esteja disponível uma vacina alternativa adequada, em cujo caso todas as injecções devem ser administradas sob monitorização rigorosa e com condições para fazer um tratamento de emergência.

Da mesma forma, os indivíduos com história de uma reacção de hipersensibilidade grave a qualquer dos outros componentes de Rabipur tais como a poligelina (estabilizante), ou à anfotericina B, clortetraciclina ou neomicina (que podem estar presentes como vestígios de resíduos) não devem receber a vacina para profilaxia pré-exposição. A vacina não deve ser dada a estes indivíduos para tratamento pós-exposição a não ser que não esteja disponível uma vacina alternativa adequada, em cujo caso devem ser tomadas as precauções mencionadas anteriormente.

Não administrar através de injecção intravascular.

Se a vacina for inadvertidamente administrada num vaso sanguíneo existe um risco de ocorrência de reacções adversas graves, incluindo choque.

Após contacto com animais que se suspeitem serem portadores do vírus da raiva, é essencial que se observem os seguintes procedimentos (de acordo com a OMS 1997): Tratamento imediato das feridas

De modo a remover o vírus da raiva, limpar a ferida imediatamente com sabão e lavar abundantemente com água. Depois tratar com álcool (70%) ou solução de iodo. Quando possível, as lesões por mordeduras não devem ser fechadas com uma sutura, ou devem apenas ser suturadas para assegurar a justaposição.

Vacina contra o tétano e administração de imunoglobulina para a raiva A profilaxia contra o tétano deve ser implementada quando necessário.

Nos casos em que é indicada a imunização passiva, deve ser administrada tanto da dose recomendada de imunoglobulina humana para a raiva (HRIG) quanto o anatomicamente possível e tão profundamente quanto possível na ferida e à volta da mesma. Qualquer HRIG remanescente deve ser injectada intramuscularmente numa área distante do local da vacinação, preferencialmente intraglutealmente. Para informação detalhada, por favor ter como referência o RCM e/ou folheto informativo da HRIG.

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4.5 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Doentes imunocomprometidos, incluindo aqueles que estão a receber terapêutica imunossupressora, podem não alcançar uma resposta adequada à vacina contra a raiva. Como tal, é recomendado que as respostas serológicas sejam monitorizadas nestes doentes e que sejam dadas doses adicionais se necessário (ver secção 4.2 para detalhes). A administração de imunoglobulina para a raiva pode ser necessária para o controlo mas esta pode atenuar os efeitos da vacina para a raiva administrada concomitantemente. Como tal, é importante que a imunoglobulina para a raiva seja administrada uma vez apenas para tratar cada exposição a risco e com adesão à dose recomendada.

Outras vacinas inactivadas essenciais podem ser dadas ao mesmo tempo que Rabipur. Vacinas inactivadas injectáveis diferentes devem ser administradas em locais de injecção separados.

4.6 Gravidez e aleitamento

Não foram observados casos de danos atribuíveis à utilização de Rabipur durante a gravidez. Embora não se saiba se Rabipur passa para o leite materno, não foi identificado qualquer risco para o lactente. Rabipur pode ser administrada a mulheres grávidas e a amamentar quando é necessária uma profilaxia pós-exposição.

A vacina também pode ser usada para a profilaxia pré-exposição durante a gravidez e nas mulheres a amamentar se for considerado que o benefício potencial ultrapassa qualquer possível risco para o feto/bebé.

4.7 Efeitos na capacidade de conduzir e utilizar máquinas

É improvável que a vacina produza um efeito na capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

4.8 Efeitos indesejáveis

Em estudos clínicos, as reacções adversas referenciadas notificadas mais frequentemente foram dor no local da injecção (30 – 85%, principalmente dor devida à injecção) ou endurecimento do local da injecção (15 – 35%). A maior parte das reacções no local da injecção não foram graves e desapareceram em 24 a 48 horas após a injecção. Para além disto, foram observados os seguintes efeitos indesejáveis em ensaios clínicos e/ou durante o período pós-comercialização:

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Órgãos Frequência Reacções adversas Muito

frequentes >1/10

Dor no local da injecção, reacção no local da injecção, endurecimento do local de injecção, edema no local da injecção Perturbações gerais e alterações no local de administração Frequentes >1/100, <1/10

Astenia, mal-estar, febre, arrepios, fadiga, doença do tipo gripal, eritema no local de injecção Pouco frequentes >1/1000, <1/100 Tonturas Cardiopatias Raros >1/10.000, <1/1.000

Reacções circulatórias (tais como palpitações ou afrontamentos)

Doenças do sangue e sistema linfático Frequentes >1/100, <1/10 Linfadenopatia Afecções do ouvido e labirinto Muito raros <1/10.000 Vertigens Afecções oculares Raros >1/10.000, <1/1.000 Alterações visuais Frequentes >1/100, <1/10 Cefaleias Raros >1/10.000, <1/1.000 Parestesias Doenças do sistema nervoso* Muito raros <1/10.000

Perturbações do sistema nervoso (tais como paralesia ou Síndrome de Guillain-Barré)

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Frequentes >1/100, <1/10 Erupção cutânea Doenças do sistema imunitário Muito raros <1/10.000

Reacções alérgicas (tais como anafilaxia, broncospasmo, edema, urticária ou prurido), sintomas do tipo doença do sono

Afecções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Frequentes

>1/100, <1/10 Mialgia, artralgia Doenças gastrointestinais Frequentes

>1/100, <1/10

Perturbação gastrointestinal (tal como náuseas ou dor abdominal)

* Estatisticamente não existe indicação de frequência crescente de manifestações primárias ou crises de doenças auto-imunes (e.g. esclerose múltipla) após vacinação. No

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entanto, em casos individuais, não pode ser absolutamente excluído que uma vacinação pode despoletar um episódio em doentes com disposição genética correspondente. De acordo com o estado actual do conhecimento científico, as vacinações não são a causa de doenças auto-imunes.

4.9 Sobredosagem

Não são conhecidos sintomas de sobredosagem.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS 5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Código ATC: J07B G01 Profilaxia Pré-exposição

Em ensaios clínicos com indivíduos não imunizados previamente, quase todos os indivíduos atingiram um título de anticorpos protector (≥ 0,5 UI/ml) ao dia 28 de uma série primária de três injecções de Rabipur quando dadas de acordo com o calendário por via intramuscular.

À medida que os títulos em anticorpos descem lentamente, são necessárias doses de reforço para manter os níveis de anticorpos acima de 0,5 UI/ml. No entanto, verificou-se que a persistência de títulos em anticorpos protectores durante 2 anos após a imunização com Rabipur sem um reforço adicional foi de 100% em ensaios clínicos.

Em ensaios clínicos, uma dose de reforço de Rabipur originou um aumento de 10 vezes ou mais nos Títulos de Média Geométrica (GMTs) ao dia 30. Também foi demonstrado que os indivíduos que tinham sido imunizados previamente com Vacina de Células Diplóides Humanas (HDCV) desenvolveram uma resposta anamnéstica rápida quando reforçados com Rabipur.

A persistência de títulos em anticorpos foi mostrada durante 14 anos num número limitado (n = 28) de indivíduos testados.

Não obstante, a necessidade e o tempo para o reforço devem ser avaliados caso a caso, tendo em conta as orientações oficiais (ver também a secção 4.2).

Profilaxia Pós-exposição

Em estudos clínicos, Rabipur originou anticorpos neutralizantes (≥ 0,5 UI/ml) em 98% dos doentes em 14 dias e em 99 – 100% dos doentes ao dia 28 – 38, quando administrada de acordo com o calendário recomendado pela OMS de cinco injecções intramusculares de 1 ml, cada nos dias 0, 3, 7, 14 e 28.

A administração concomitante de Imunoglobulina Humana para a Raiva (HRIG) ou Imunoglobulina Equina para a Raiva (ERIG) com a primeira dose da vacina contra a raiva causou uma ligeira diminuição nos GMTs. No entanto, tal não foi considerado clinicamente relevante.

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5.2 Propriedades farmacocinéticas Não aplicável.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Dados pré-clínicos incluindo estudos de dose única, dose repetida e de tolerância local não revelaram achados inesperados nem toxicidade em órgãos alvo. Não foram realizados estudos de genotoxicidade e toxicidade reprodutora.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS 6.1 Lista de excipientes Pó: Trometamol Cloreto de sódio Edetato dissódico L-glutamato de potássio Poligelina Sacarose Solvente:

Água para preparações injectáveis 6.2 Incompatibilidades

Na ausência de estudos de compatibilidade, Rabipur não deve ser misturado na mesma seringa com outros medicamentos. Não foram comunicadas interacções com outras vacinas administradas concomitantemente.

6.3 Prazo de validade 4 anos

6.4 Precauções especiais de conservação

Conservar no frigorífico (2°C – 8°C). Não congelar. 6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Embalagem contendo

Pó num frasco (vidro tipo I) com tampa (clorobutil) 1 ml de solvente para solução numa ampola (vidro tipo I)

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com ou sem seringa para injecção (polipropileno com êmbolo de polietileno) Nem todas as apresentações podem estar comercializadas

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

A vacina deve ser visualmente inspeccionada tanto antes como após a reconstituição para detecção de quaisquer partículas estranhas e/ou alteração no aspecto físico. A vacina não deve ser utilizada se houver qualquer alteração no aspecto da vacina.

A reconstituição do pó branco liofilizado com o solvente límpido e incolor resulta numa solução límpida e incolor.

O pó para solução deve ser reconstituído usando o solvente para solução fornecido e deve ser cuidadosamente agitado antes da injecção. A vacina reconstituída deve ser utilizada imediatamente.

Durante o fabrico, o frasco para injectáveis é selado sob vácuo. Por isso, para evitar problemas na recolha da vacina reconstituída do frasco para injectáveis, após a reconstituição da vacina recomenda-se desenroscar a seringa da agulha para eliminar a pressão negativa. Em seguida, a vacina pode ser facilmente recolhida do frasco para injectáveis. Não se recomenda a indução de pressão excessiva uma vez que a sobrepressurização cria problemas na recolha da quantidade correcta da vacina.

Qualquer vacina não utilizada ou material residual devem ser eliminados de acordo com os requisitos locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO Novartis Vaccines and Diagnostics GmbH

P.O. Box 16 30 35006 Marburg Germany

8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO 4826186

4826285

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

20.11.2003/12.05.2008

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