RUMO AO
IV CONGRESSO
VOCACIONAL DO BRASIL
ALTO LÁ!
A VIDA TEM
MUITO VALOR
JORNADA MUNDIAL
DA JUVENTUDE
NO PANAMÁ
INSTITUTO POBRES SERVOS DA DIVINA PROVIDÊNCIA ANO XLVI - JAN/FEV/MAR 2019
Abraçando o projeto
do Evangelho
/// EDITORIAL
/// SUMÁRIO
Na luz do projeto
do Evangelho
5
CF 2019:
FRATERNIDADE
E POLÍTICAS
PÚBLICAS
13
CELEBRANDO A VIDA
A festa nos abre para a eternidade4
VOZ DO PAPA
Ressoando a JMJ no Panamá18
ESPAÇO JOVEM
JMJ no Panamá23
VIDA VOCACIONAL
CALABRIANA
Ele chamou, continua chamando
17
FORMAÇÃO PERMANENTE
Nos passos do carisma Calabriano
11
ESPAÇO ABERTO II
Projeto de Vida: um caminho a ser descobertoPE. OSMAR COPPI [email protected]
“A prática de Jesus é o horizonte iluminador da ação
evangelizadora da Igreja, da comunidade cristã”
C. F. 2019 -Texto B., 266).
Um projeto de sociedade que coloca no centro o lucro, se contrapõe radicalmente ao projeto proposto por Jesus Cristo. Os resultados serão sempre favoráveis ao grupo hegemônico, os mais ricos.
Um projeto de governo sem sensibilidade social, não inclui os menos favorecidos. Na maioria das vezes, além de prejudicar a maior parte da população, provoca estragos e desastres ambientais.
Nesse modelo de projeto, o Evangelho da Vida não consegue iluminar e transformar. Ou seja, não lhe é permitido inspirar reflexões e ações mais humanitárias e solidárias.
Um projeto de estado que desenvolve e incrementa POLÍTICAS PÚBLICAS: trabalho, distribuição de renda, saúde e saneamento básico, educação e cultura, moradia e segurança, é condizente com o Evangelho de Jesus de Nazaré. Esse projeto é urgente em nosso país. É tarefa de todo cidadão e cidadã. É missão da nossa Igreja e de todos os que se dedicam à promoção da vida e à libertação do povo.
A força positiva de um projeto autêntico e responsável, norteado pela justiça e paz, torna-se expressão do amor e cuidado que Deus tem para com o seu povo. Um projeto assim envolve a complexidade da vida. Integra Fé e Vida, cidadania e espiritualidade.
A construção desse projeto se apresenta ao discípulo missionário de Jesus como uma possibilidade profética: uso ético e justo do Bem comum. Por isso, é preciso ampliar a consciência cidadã e cristã dos atores sociais e multiplicar as forças positivas pela vida.
É bom sempre nos alertarmos para os riscos da
propaganda e marketing enganadores. Eles podem
levar as pessoas a escolhas desastrosas. A força
persuasiva dos meios de comunicação dominantes nos distanciam da verdade e geram analfabetos políticos, sociais, religiosos e afetivos.
O projeto do Evangelho traz a pessoa, grupos sociais, culturais e minorias para o centro de nossa vida e missão. Ele se baseia no amor, na justiça social e na paz. Para entrar nessa dinâmica é preciso “treinamentos”, criatividade e constante abertura ao Sopro de Deus agindo em nossa história.
/// PALAVRA DO CASANTE
A profecia do encontro
com os mais pobres
A
missão específica da Família Calabriana deve valer-se de expressões proféticas que a torna atual. Uma realidade se torna profética e evangeliza na medida em que se “suja as mãos” com os pobres e os necessitados nas estradas do mundo, e é uma advertência para as estruturas de poder e de domínio. Sem a missão específica e o conta-to direconta-to com as periferias, corre-se o perigo, como às vezes acontecia na profecia bíblica, quando o pro-feta acabava no palácio do Rei, que a profecia morra. Para que seja vivadeve continuar a pôr-se em jogo, enfrentando os desafios concretos da realidade; não deve afastar-se das periferias, onde a criatividade é exi-gida pelos novos desafios, que dia após dia, se apresentam; deve estar próxima ao grito do pobre. Diversa-mente, a nossa missão, mesmo de qualidade e de sucesso, arrisca de não ser profética. Será significativa se se pôr contra a corrente de um mundo cada vez mais apegado ao dinheiro, ao poder e à força, que ins-trumentaliza os pobres.
A Família Calabriana sempre se caracterizou, desde o início, segundo o pensamento do fundador, pela sua capacidade de ir aos lugares onde nada se podia esperar: “Nós sempre
devemos ir aonde ir aonde huma-namente não existe nada a esperar, portanto, ao mais pobres, aos humil-des; devemos buscar almas, criaturas abandonadas, velhos, doentes, peca-dores, rejeitados, desprezados; estes serão tesouros, as pérolas da Obra, a chave que abre o céu, e desta forma será manifestada da melhor forma será manifestada da melhor maneira a Divina Providência”. Parece-me que hoje seja este um chamado a deixar--nos estimular pelos desafios próprios do nosso tempo.
(Do Livro A alegria da Profecia, n. 75-76, pág. 50 e 51)
PE. MIGUEL TOFFUL
Superior Geral dos P. S. da Divina Providência
Ressoando a Jornada Mundial
da Juventude no Panamá
/// PALAVRA DO PAPA
O PAPA FRANCISCO TEM SEMPRE UMA PALAVRA
PROFÉTICA A TODOS OS GRUPOS E À DIVERSIDADE
DOS ROSTOS JOVENS QUE ENCONTRA EM SUA MISSÃO.
Sabemos que é possível outro mundo; e os jovens convidam-nos a envolver-nos na sua construção, para que os sonhos não permaneçam algo de efémero ou etéreo, para que deem impulso a um pacto social no qual todos possam ter a oportunidade de sonhar um amanhã: o direito ao futuro também é um direito humano.
Às autoridades no Palácio Bolívar, dia 24-01
O caminho de Jesus para o Calvário é um caminho de sofrimento e solidão que continua nos nossos dias. Ele caminha e sofre em tantos rostos que padecem a indiferença satisfeita e anestesiante da nossa sociedade que consome e se consome, que ignora e se ignora na dor dos seus irmãos.
Via Sacra com os Jovens, dia 25/01
Entre tais frutos proféticos da Igreja na América Central, apraz-me destacar a figura de São Óscar Romero, que tive o privilégio de canonizar recentemente no contexto do Sínodo dos Bispos sobre os jovens. A sua vida e magistério são fonte de inspiração para as nossas Igrejas e particularmente para nós, bispos. Também o nome dele se considerava como uma palavra feia: suspeito, excomungado nas bisbilhotices privadas de muitos Bispos.
Aos Bispos da América Central, dia 24-01
Uma sociedade adoece quando não é capaz de fazer festa pela transformação dos seus filhos, uma comunidade adoece quando vive a murmuração que esmaga e condena, sem sensibilidade. Uma sociedade é fecunda quando consegue gerar dinâmicas capazes de incluir e integrar, assumir e lutar para criar oportunidades e alternativas que deem novas possibilidades aos seus filhos, quando se preocupa por criar futuro com comunidade, instrução e trabalho. Com Menores Infratores do Centro de Reabilitação, dia 25-01
/// MATÉRIA DE CAPA
CF 2019: Fraternidade
e Políticas Públicas
O
Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bis-pos do Brasil (CNBB), em sua reunião ordinária do dia 08 de agosto de 2017, definiu o tema da Campanha da Fraternidade 2019:Fraternida-de e Políticas Públicas. A Igreja brasileira, atenta aos sinais dos tempos e às
necessidades de reflexão dessa época que vivemos, definiu este tema que é tão precioso quanto complexo, e extremamente pertinente ao cenário atual.
Sob o lema: “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1, 27), o ob-jeto desta Campanha se relaciona fortemente com os valores calabrianos, seja em sua destinação, quanto às políticas públicas, às quais exercemos grande protagonismo enquanto atividades, seja em nossa espiritualidade, motivada pela intenção de Pe. Calábria de que procurássemos em primeiro lugar o Rei-no de Deus e a sua Justiça. Parece-Rei-nos que é neste desejo do Padre Calábria, de que busquemos o Reino, que podemos encontrar a chave de leitura, do jeito calabriano de vivermos essa Campanha da Fraternidade.
O JEITO CALABRIANO DE VIVER O “BUSCAI PRIMEIRO O REINO DE DEUS” SE
EXPRESSA NO AMOR E CUIDADO DA VIDA. NÃO É SUFICIENTE REALIZAR AÇÕES
CARITATIVAS. É PRECISO NOS ENVOLVER EM PROJETOS DE JUSTIÇA E PAZ, PARA
QUE O BEM COMUM CHEGUE A TODOS, ESPECIALMENTE AOS MAIS POBRES.
GERMANO PASSOELLO Especialista em Gestão
Educacional, possui graduação em Filosofia, é estudante de Psicologia. Atualmente é Coordenador Técnico no Centro de Promoção da Infância e da Juventude - CPIJ.
/// MATÉRIA DE CAPA
Ao tratar do tema “política”, o texto base da Campanha da Fraternidade nos indica em que contexto de “política” se incentiva a participação dos cristãos. Ao tratarmos do termo geral, nos referimos de forma abrangente a todas as relações que estabelecemos, especialmente aquelas com intencionalidade específica, e que visam concretizar estratégias de organização social e coletiva. Assim, política se dá em uma relação de alteridade que pode ser alienadora ou promotora de vida. (Alteridade do latim alteritas é a concepção que parte do pressuposto bási-co de que todo o ser humano social interage e interdepende do outro).
Exatamente por essa dupla interpretação, e por estar atualmente carregada de sentido negativo, que somos apresentados ao conceito de Santo Agostinho quanto ao que é política, que é o cuidado com a cidade, com as pessoas e a expressão da caridade (texto base CF 2019, p. 16). Tal recorte nos ajuda a pensar no binômio que se constitui entre política partidária e política pública.
As duas políticas:
Para tornar o entendimento deste tema mais acessível, nós podemos, peda-gogicamente, dividir a política em dois tipos de atuação. O primeiro deles é o que conhecemos mais popularmente, e desenvolvem-se nas chapas, comitês e partidos políticos. Essa atuação política que podemos chamar de partidária, refere-se às ações de um grupo, ao apresentar um coletivo de propostas e ideo-logia aos demais cidadãos, e nessa relação que se constitui buscar apoio, seja na forma patrocínio financeiro ou votos para que esse grupo menor possa repre-sentar uma parcela da sociedade e tentar levar suas ideias a cabo.
O segundo tipo de atuação, embora possa estar vinculado às comissões, partidos ou chapas, refere-se à atuação destes quanto aos objetos de inter-venção social, ou dito de outra forma, são as ações que são tomadas para melhorar a qualidade de vida de uma sociedade e/ou certas parcelas desta.
Conforme as orientações da CNBB, as políticas públicas são ações e pro-gramas desenvolvidos pelo Estado para garantir e colocar em prática os di-reitos essenciais dos cidadãos. Nesse contexto, ajudar na proposição, elabora-ção e cumprimento das políticas públicas é um caminho para sermos cristãos ativos e engajados na busca e construção do Reino (texto base CF 2019).
Políticas Públicas e a construção do Reino de Deus e a sua Justiça:
Tomados por essa expressão do que pode ser o fazer político, o livro texto da campanha nos remete ao Evangelho de Marcos, quanto à proclamação que nos diz “Jesus veio a Galileia, Proclamando a Boa Nova do Reino de Deus. Completou-se o tempo, O Reino de Deus está próximo” (Mc, 1,14.), e a seguir, somos convidados à reflexão, de que como Igreja, damos testemunho desse reino, e somos presença deste, em meio à sociedade.
Deste modo, estar nos espaços de discussão e implantação das políticas públicas, não é apenas conveniente, mas uma importante oportunidade de sermos presença viva rumo à construção de uma sociedade mais justa e ali-nhada com os valores do Reino.
Amadurecendo estas orientações, podemos fazer uma correlação com as palavras escolhidas por Pe. Miguel Tofful, em sua carta trienal a família calabriana (A Alegria da Profecia). Nela, ele nos recorda de um importante pensamento de São João Calábria: “A Obra, como tantas vezes vos disse, tem uma relação especial com a hora presente: Jesus olha para nós e pede uma contribuição eficaz da nossa vida para a realização de seus desígnios de mi-sericórdia para a hora presente” (Pe. CALABRIA, Carta ao Card. Schuster de 11 de abril de 1952].
Enquanto família calabriana, somos chamados a dar nossa contribuição nessa hora tão crítica, e buscarmos o Reino de Deus e sua Justiça. Conforme a Campanha da Fraternidade desse ano, somos chamados a libertar-nos pelo direito e pela justiça, e através das políticas públicas militarmos por um cená-rio de fraternidade para todo o gênero humano.
Fazendo isto, talvez estejamos mais próximos do seguimento do desígnio de São João Calábria, que nos orienta à Busca do Reino, e conforme a oração da Campanha da Fraternidade, [...] o direito resplandeça em nossa sociedade como verdadeiros cidadãos do “novo céu e da nova terra”.
Inspiração Bíblica:
Mais outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e plantou no seu campo; o qual é, na verdade, a menor de todas as sementes, mas depois de crescido, torna-se a maior das hortaliças e faz-se árvore, de tal modo que as aves do céu vêm pousar nos seus ramos. (Mateus 13, 31-32.).
Analogamente ao grão de mostarda, que dentro de si já contém todos os elementos para a grande árvore que pode se tornar, assim também é o Reino de Deus. Na sua criação, Deus depositou todos os elementos para a efetiva-ção de um Reino de Justiça e Paz, cabendo a todos nós assumirmos nossa função de cuidarmos dessa semente para que desabroche e dê muitos frutos.
AS POLÍTICAS PÚBLICAS SÃO AÇÕES TOMADAS PARA MELHORAR A QUALIDADE DE
VIDA DE UMA SOCIEDADE E/OU CERTAS PARCELAS
FREDSON COSTA
Poeta performático, ator-autor popular, educador, ecologista, é bacharel e licenciado em Filosofia (UCSal), com Especialização em Metodologia e Didática do Ensino Superior (ITESB).
/// MATÉRIA DE CAPA
Gente de mãos dadas No campo e na cidade Na caminhada com fé Luta por paz de verdade! Justiça Social é o guia
Liberdade, Igualdade...
O POVO Organizado faz
A Campanha da Fraternidade!
As Políticas Públicas:
Reforma Agrária e pão
Terra, água, moradia...
Saúde, Cultura, Educação! Segurança pra criança
Atenção à Juventude Amparo à viúva... Esperança e atitude:
“Pelo Direito e pela Justiça... Sendo libertado...”
Pedagogia da Autonomia
Na essência do cuidado!
Seguindo a chama da Liberdade Em síntese, eis o Lema...
Plantando o bem comum Vivendo o Tema:
Nasce um Novo Mundo Na chama da profecia Com Fé e Politica Povo em soberania! Vem também lutar... Como fez Amós e Isaias Unidos com Maria e José,
João, Ana e Zacarias!
É Tempo Novo, Denunciando a tirania, Oração, luta, resistência... Cantando a Utopia:
“Quando o Dia da Paz renascer (...) Tempo novo de eterna justiça / Sem mais ódio /
Sem sangue ou cobiça...”
Estará consumada, No Campo e na CIDADE A CIVILIZAÇÃO DO AMOR:
CAMPANHA DA FRATERNIDADE!
CANTANDO A UTOPIA
Conceição do Coité-BA, 01 de abril 2019.
(Inspirado no tema-lema da CF 2019, poema com versos, estilo livre).
POLÍTICAS PÚBLICAS
Garantia de direito... Cidadania plena É o grande preceito!
Reconciliação é o Caminho,
Nova Aliança em canção /
Diálogo entre as culturas: Soberania pra nação! Índio, Negro e Branco Unidade na diversidade Democracia - Participação Pra Nova Sociedade... No combate às injustiças O Bem vencendo o mal..
“Homem Novo, Mulher Nova”
Na Consciência Eleitoral...!!! Inspirado na fonte da Vida Direitos Humanos é missão... Na Promoção da Paz
/// ESPAÇO ABERTO
Alto lá! A vida tem muito valor
VIVEMOS EM TEMPOS DE AFIRMAÇÕES E IDEIAS “MOVEDIÇAS”.
AS CONVENIÊNCIAS E INTERESSES DETERMINAM POSTURAS COM ELEVADO ÍNDICE DE
PARCIALIDADE. FRASES “FEITAS” CARREGAM PODER DE PERSUASÃO INCRÍVEL.
A
verdade pouco ou nada interessa à comunicação de setores dominantes da sociedade. O “ouvi dizer”, muitas vezes, torna-se argumento irrefutá-vel. Os ideais mais nobres das pessoas, grupos sociais e sociedades pro-pagam-se a partir do imediatismo e da funcionalidade individualista. A inversão de valores está exposta na maioria das relações humanas e de sociedade.O rompimento de uma barragem causa mais lamentos pelos prejuízos eco-nômicos do que pelas vidas humanas perdidas na lama. As vítimas e os danos à natureza são relativizados. O mercado não se move pelos valores e sensibili-dade humanitários. O distanciamento dos valores do Evangelho, também entre muitos que se dizem discípulos de Jesus Cristo, reflete fragilidades e “fraturas expostas” de uma sociedade sem rumos e sem conexão com o mandamento do amor: “amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”( Jo 13,34).
PE. OSMAR COPPI [email protected]
/// ESPAÇO ABERTO I
Outro aspecto preocupante é a exaltação e exposição cotidiana, em qua-se todas as mídias, de armas letais como solução ao grave problema da violência. Nos registros de confrontos entre agentes policiais e de segurança, o fim almejado só é coroado se houver mortes dos indivíduos envolvidos nos crimes praticados. As ações ( e, agora, com respaldo de algumas leis) passam a assumir proporções gigantescas. As mortes são justificadas a qualquer de maneira leviana e simplória.
O que vemos não é a diminuição da violência, mas a exposição mais sen-sacionalista das feridas da sociedade doente e machucada pela banalização da vida e das relações de respeito, honestidade, diversidade e liberdade. Mui-tas conquisMui-tas históricas em relação aos direitos humanos são jogadas no lixo.
O AGIR DA JUSTIÇA NESSE CONTEXTO
Aqui não precisamos nos delongar. Basta analisar os fatos. A parcialidade de certos setores é evidente. Certos grupos econômicos e políticos dominantes determinam “respostas judiciais” a partir de seus interesses, não na comprova-ção dos fatos. Há presos injustamente e há muitos “marmanjos” intocáveis, sol-tos, embora as provas imputam-lhes culpabilidade. Os empobrecidos e muitos dos que os defendem são sempre as maiores vítimas da justiça injusta.
Infelizmente, se desenha à nossa frente um cenário de aumento da vio-lência, ocultamento e camuflagem da verdade, mais catástrofes e mortes. Até que ponto poderemos suportar esse mal, é difícil saber.
ALGUMAS LUZES INDICAM POSSIBILIDADES...
As saídas estão na direção da paz, da humanização e da solidariedade. O envolvimento efetivo das pessoas de boa vontade, de cidadãos e cidadãs autênticos, de líderes religiosos, educadores, juventudes... certamente são e serão forças positivas e saudáveis de superação e implantação de uma nova cultura. A tarefa é urgente e necessária!
A onda de violência e banalização da vida é grande, mas as forças da paz, da justiça e do amor são muito maiores. A onda do armamento vai passar.
O valor da paz, do cuidado da vida e da fraternidade são perenes. Eles têm sua fonte em Deus. O imperativo de Jesus “Amai-vos...” continua sempre vivo e atual.
As forças inspiradoras do bem são divinas. São apelos a vivermos nossa missão aqui e agora. São luzes a nos mostrar os caminhos do amor e cuidado da “Casa Comum”.
É preciso coragem e profecia. É preciso empreender um movimento de diálogo e integração da diversidade. É preciso educação para a
tole-rância e a paz, em todos os âmbitos da vida social, familiar e eclesial.
É hora de segurar a mão um do outro, sempre e com esperança. A
Paz é sonho de Deus ao nosso alcance! “Ninguém solta a mão de ninguém
/// ESPAÇO ABERTO II
A
credito que não haja mais dúvidas de que, em tudo e de todas as for-mas possíveis (e às vezes até inimagináveis), o ser humano busca a felicidade. Ser feliz tornou-se uma meta e a ideia é aquela que aponta à felicidade como um pódio, um lugar de chegada ou um destino final. É por isso que esbarramos pelas veredas da vida em tantos sinais de frustrações, cansaços, desilusões. Parece que a humanidade ainda não entendeu que não existe, necessariamente, uma chegada. O que existe é o caminho! Pois nin-guém chega nalgum lugar sem sair de outro lugar. Não é possível chegar sem ir.O caminho, a estrada, a trilha... São metáforas que comparam o desenrolar do tempo com o dinamismo vital a que todos nós estamos submetidos. As questões são: nas encruzilhadas, que caminho tomar? Que percurso seguir? Que decisões assumir? Como disse Viktor Frankl, neuropsiquiatra austríaco e fundador da logoterapia, “pode-se tirar tudo de um ser humano, exceto uma coisa: a última das liberdades humanas – escolher a própria atitude em qual-quer circunstância, escolher o próprio caminho”.
No acompanhamento aos jovens percebo um sentimento de angústia diante das incertezas do futuro. Tudo dentro do esperado, é claro. Afinal, quem de nós não pensa sobre o futuro? Porém, não tem sido raras as crises de ansiedades, sentimentos de solidão e até mesmo situações de desespero que tem caracterizado a forma de lidar com as inseguranças do futuro. As princi-pais incertezas são: e se eu ficar sozinho? E se eu não escolher a profissão que me faça feliz? E se eu não for apoiado? E se não for rentável?... Tudo tem girado em torno do “e se...”. O problema é que para toda pergunta que inicia com “e se...”, não existe resposta.
Um dos caminhos que pode ser um grande aliado no alívio destas emo-ções destrutivas é a elaboração de um projeto pessoal de vida, acompanhado por alguém qualificado que possa contribuir na reflexão e preparação deste plano. Trata-se de um planejamento no qual é possível se conhecer melhor, identificar seus potenciais, interesses e inclinações e estabelecer estratégias e metas para alcançar os seus propósitos e atingir sua realização em todas as dimensões da vida. Não é um roteiro fechado – pelo contrário, deve ser flexí-vel -, mas precisa conectar a história de cada pessoa, o contexto em que vive e suas expectativas futuras.
SEGUIR POR UM CAMINHO
QUE NOS OFEREÇA RAZÕES
DE VIDA E FELICIDADE, É,
CERTAMENTE, UMA DAS
MAIS NOBRES RAZÕES
PARA ACOLHER E SEMEAR
ESPERANÇAS.
Projeto de vida:
um caminho a ser descoberto
LUCAS BITENCOURT
Formação em filosofia e psicologia Professor e Orientador Educacional [email protected]
/// ESPAÇO ABERTO II
Para elaborar um bom projeto pessoal de vida deve-se levar em conta muitos aspectos, desde sua história pessoal com os valores e os conflitos que a envolveram; seu momento atual: com toda sua rotina e possibilidades de realização; e, por fim, seus objetivos (gerais e específicos) precedidos das es-tratégias para alcança-los.
Há muitas propostas para arquitetar um projeto pessoal de vida, das mais simples às mais complexas. Vou propor uma breve, simples, dividida em três etapas e que pode ser facilmente construída e, futuramente, mais elaborada e sistematizada. Reserve um tempo considerável e um ambiente adequado para pensar em si mesmo e no seu propósito de vida. Separe um material para escrever e prepare-se física, mental e espiritualmente para este encontro consigo mesmo. Após, reflita e preencha o que segue.
DE ONDE VIM...
• Descreva sua história.
• Que valores estiveram presentes na sua formação?
• Que estratégias você aprendeu para superar as adversidades?
• Quais eram seus maiores sonhos e o que queria ser quando crescesse? • Quais as características da cultura em que você cresceu?
ONDE ESTOU...
• Como você se descreve atualmente?
• O que realmente lhe faz brilhar os olhos e quais são seus maiores sonhos? • Aonde você pode chegar se continuar como está?
• Faça uma lista da sua rotina semanal e avalie-a, percebendo se há espaço para o cuidado com a sua saúde mental, física e espiritual.
• Faça uma lista dos seus principais dons e talentos. Se for preciso, peça ajuda às pessoas que convivem com você.
PARA ONDE VOU...
• Analise e reflita tudo o que você já escreveu.
• Faça um discernimento e perceba o quanto seus sonhos podem se tornar realidades.
• A partir de suas prioridades, construa um plano baseado em metas claras, alcançáveis e estratégias para realiza-las.
• Perceba o quanto o seu plano está congruente com seus valores e com os valores do Evangelho.
• Compartilhe seu projeto pessoal de vida com alguém confiável e avalie-o sistematicamente.
O necessário é, de alguma forma, começar. Os caminhos estão aí para ser es-colhidos e trilhados. Não vale tanto o destino, mas o tempo que se leva até a che-gada. Mesmo porque quando chegamos, ainda, e de alguma forma, estaremos a caminho... A felicidade não mora muito de longe de nós. Coragem! Como disse Lao-Tsé: “Uma jornada de mil quilômetros começa com o primeiro passo”.
/// CELEBRANDO A VIDA
U
m velho adágio lembra que “um santo triste é um triste santo”. A beleza, a estética, a arte são manifestações do Absoluto. Nelas o mistério escondido se faz to-cável. Vamos hoje refletir sobre a teo-logia da festa.1. A festa e a comunidade. Uma
das melhores maneiras de se reunir a comunidade é a festa. Ela tem a fun-ção de fomentar a comunhão, possi-bilitar a partilha, unir a comunidade. A festa facilita o encontro, o estar juntos, o diálogo e a reciprocidade.
2. A festa e a criatividade. Por
ocasião da festa, a criatividade hu-mana tem uma ocasião propícia para se exercitar. As pessoas desenvolvem
SER CRISTÃO NÃO
SIGNIFICA SER TRISTE NEM
SER ESTRANHO AO LAZER,
À FESTA, À HILARIDADE.
A festa nos abre
para a eternidade
seus dons, oferecem suas qualida-des, despertam suas potencialida-des. A festa ativa a fantasia e nos tor-na criativos.
3. A festa e a cultura. Nos
fes-tejos populares, encontramos as grandes expressões culturais dos po-vos. Por meio das festas, a cultura se perpetua no tempo, nascem novos incentivos culturais, e o povo se ex-pressa mais espontaneamente.
4. A festa e os novos relacio-namentos. A festa propicia
comu-nicação, relacionamentos novos, iní-cio de grandes amizades. Festejar é, antes de tudo, encontrar- -se. A festa aproxima as pessoas, congrega as fa-mílias, movimenta as cidades.
5. A festa e a reconciliação.
Quantos inimigos voltam a se abra-çar e quantos adversários dão-se as mãos por ocasião de uma festa. As mágoas são desfeitas, e a paz volta aos corações, pois a festa tem “um poder nidificador”, um poder de re-conciliação.
6. A festa e a saúde. Muita
gen-te é doengen-te porque não usufrui de seu direito ao lazer, porque não sabe se alegrar, não gosta da festa. Ser cris-tão não é ser sisudo, nem estranho. A festa é terapêutica, porque ela des-contrai, anima, consola, faz esquecer os negativismos. Quantas pessoas se
DOM ORLANDO BRANDES
/// CELEBRANDO A VIDA
curam depois que se abrem ao hu-mor, à hilaridade, à festa. Precisamos lutar para que todos os brasileiros possam gozar de seu direito a ter fé-rias e lazer.
7. A festa e o cotidiano. Um dos
maiores inimigos do ser humano é a rotina. Ela é o cupim das belezas es-senciais. Tem o poder de bagatelizar as mais altas experiências e profun-dezas da vida. A festa vem quebrar a rotina, romper com a chatice da monotonia. Ela renova o entusiasmo pelas coisas comuns, restaura o gosto de viver, inspira vibração ao cotidiano.
8. A festa e o pecado. Festa não
é bagunça. Requer ordem, respeito, dignidade. Festa sem ética é anar-quia e, às vezes, pecado. Quantas festas são pura exploração do di-nheiro do povo, contribuindo para a alienação da consciência social. Os romanos enganavam o povo com “pão e circo”. Outra sombra da fes-ta é viver um contínuo balanço de
“sombra e água fresca”, relegando o trabalho para o segundo plano. “Cer-tos lazeres só estimulam o desejo de dinheiro, de agressão e de erotismo” (R. Clair). Quanto mau gosto em cer-tos esportes atrevidos. Um futebo-lismo sem limites é ótimo ópio para a consciência crítica dos brasileiros. Enfim, festa sem ética degenera em corrupção e permissivismo.
9. A festa e Deus. Nem a
téc-nica, nem o progresso conseguem preencher o coração humano. Na experiência da festa, decretamos a ineficácia da máquina e do progres-so material. “Só Deus basta”, dizia Santa Teresa. Construir o mundo sem Deus é construí-lo contra o homem. O materialismo mutila a pessoa hu-mana fazendo dela “um excepcional de corpo robusto e alma franzina” (T. L. Penido). A festa rompe com o materialismo e encaminha o homem na direção de Deus, que é a supre-ma alegria e plenitude. A sociedade atual, dilacerada pelo materialismo, corre loucamente atrás das seitas, dos orientalismos e das mistifica-ções. “O homem moderno é mágico.” Sem Deus, andamos desenfreada-mente em busca de magias, astrolo-gia, macumba, horóscopos e outras mistificações.
10. A festa e a eternidade.
Quando festejamos, suspendemos o relógio, rompemos com o cotidiano e com a fragilidade das coisas. A festa nos abre para a transcendência, para a eternidade; livra-nos da prisão do mundo e das coisas e nos impulsiona à direção do além, do eterno. Festejar é gritar que as coisas são insuficien-tes e que tendemos para o infinito.
/// VEM E SEGUE-ME
Rumo ao IV Congresso
Vocacional do Brasil
COM O TEMA VOCAÇÃO E
DISCERNIMENTO, A IGREJA
DO BRASIL CELEBRA,
DE 5 A 8 DE SETEMBRO,
EM APARECIDA-SP, O IV
CONGRESSO VOCACIONAL.
Um chamado único e especial.
A
vida é primeiro chamado que Deus nos fez. Ele nos conhece antes mes-mo de sermes-mos formados no ventre de nossa mãe (Jr 1,5). Seu chamado nos envolve de amor para que, a priori, possamos viver de forma plena e abundante, com nossos desafios diários, nossos trabalhos, nossas diversas realidades, certos de que fomos criados com um objetivo muito maior e que estamos nessa vida terrena de forma passageira, pois somos cidadãos do céu. Do Senhor viemos e para Ele voltaremos. A palavra de Deus nos ensina que de-vemos “buscar as coisas do alto” (Col 3,1). Em meio a tantas diversidades sociais e culturais, vivemos experiências que também nos enriquecem culturalmente, mesmo com tantas abordagens ideológicas e teóricas. Somos provocados pela palavra de Deus para não nos esquecermos que somos mais do que meros seres racionais dotados de capacidades cognitivas e habilidades. Cada um de nós traz um selo, uma marca de filhos de Deus e essa paternidade celestial nos mostra que nosso objetivo de vida deve ser muito maior que todo bem e rique-za presente, a nossa consciência deve nos apontar a algo maior e melhor que ainda está por vir. Podemos muitas vezes buscar suprir nossas necessidades e inquietações em tantas coisas, mas nenhuma delas nos bastará, porque “só em Deus repousa a nossa alma” ( Sl 61,2). Ele nos fez e a Ele pertencemos.RAFAEL SAMPAIO
Formação em História. Especialista em Gestão Escolar. Seminarista PSDP
“Descer à realidade do Jovem” e, assim, conseguir fazer uma leitura de sua vida e de seu contexto social e global, bem como as exigências que permeiam seu cotidiano. Será neces-sário para esse tempo “ver e
escu-tar” as diversidades juvenis no
con-texto da sociedade atual, e conseguir estar sensível ao “apelo” interno que nasce no coração dos jovens e as suas insatisfações, principalmente na cultura globalizada que massifi-ca a injustiça e a indiferença social, e assim criar meios de aproximação e trabalhos pastorais que realizem a promoção vocacional madura.
A beleza da
diversidade
vocacional
Deus nos fez para sermos seus ins-trumentos neste mundo, através das relações, de modo a entendermos que todo nosso ser e fazer devem ter um propósito maior, e não apenas se-rem protocolos ou contratos sociais. A vocação é um chamado especial de Deus para cada pessoa. Todos so-mos chamados para alguma missão e quando encontramos onde o Senhor nos chama, temos descanso em nos-so coração. Para bem viver o chama-do, Deus nos dá os seus dons, eles não são a nossa vocação, mas o meio que Deus utiliza para que a vocação seja vivida da melhor maneira possível. As vocações específicas na Igreja são: vida sacerdotal: são os padres, pessoas consagradas a Deus pelo sacramento da Ordem; Vida Religiosa: são homens
/// VEM E SEGUE-ME
e mulheres consagrados a Deus para viverem um determinado carisma; Vida matrimonial: são as pessoas que casam e cumprem a sua missão de serem santuários do amor, onde geram a vida com responsabilidade e doação; Vocação leiga: é a vocação do cristão comprometido, onde aqui se encaixam todas as pessoas que ajudam na Igreja, sendo os diáconos permanentes, catequistas, ministros, entre outros, sendo pessoas solteiras ou não, e alguns ainda realizam a sua consagração.
De que forma você vai
seguir a Cristo?
Cada um de nós tem o seu lugar nesse mundo. Ninguém foi feito ao caso e para nada. A vida de cada pes-soa tem sentido singular e especial. Pela fé somos chamados a refletir a importância do nosso dom maior e nosso primeiro chamado que é viver. Encontrar a vocação é encontrar o projeto do amor particular de Deus, por isso, a vocação é a essência do cristão batizado, pois quando este assume com garra a sua essência de batizado, assume também o compro-misso de ser evangelizador com seu estado de vida designado por Deus. Somos convidados a deixar que o senhor nos atraia e seduza para mais perto dele e do seu projeto de vida para nós, como nos ensina o profeta Jeremias “Seduziste-me Senhor, e eu me deixei seduzir” ( Jr 20, 7). E assim conquistados e seduzidos pelo amor de Deus, possamos proclamar como Santa Tereza D’Avila: “Só Deus basta”.
O Congresso
Vocacional
Conceitualmente, o termo con-gresso é entendido como uma reu-nião de pessoas com interesses em comum, e de fato, esse é o objetivo do IV Congresso Vocacional do Brasil. A partir da provocação do Sínodo da Juventude que traz o tema “Os
Jo-vens, a fé e o discernimento vo-cacional”, o Congresso tem o
obje-tivo de reunir agentes de pastorais, e lideranças religiosas para debater sobre a juventude e o campo das escolhas vocacionais, numa socie-dade onde as escolhas de vida são tão descartáveis e provisórias, além de muitas delas serem vazias e sem sentidos, sem perspectivas, de modo que a compreensão vocacional tem passado tão longe do conhecimento de nossos jovens, o que leva muitos a perderem até mesmo o sentido de viver, não sabendo assim ou não criando a consciência, de que cada um de nós somos chamados por Deus, e nossa vida é um dom.
O “IV Congresso Vocacional do Brasil, terá como tema Vocação e
Discernimento e como lema “Mos-tra-me, Senhor, os teus cami-nhos!” (Sl 25,4). Partindo dessa
mo-tivação, o objetivo real do congresso para a Igreja nesse tempo, é fazer com que se crie uma cultura
cional especializada, e que a
voca-ção seja entendida e trabalhada com maior seriedade pelos agentes pas-torais e toda liderança religiosa da Igreja. A provocação essencial é fazer com que os envolvidos nos traba-lhos de pastoral vocacional possam
/// FORMAÇÃO PERMAMENTE
O
mês calabriano é um perío-do de formação continuada, onde são tratados diversos temas de espiritualidade, carisma e missão, Psicologia, Vida Consagrada e Teologia. São intercalados momen-tos de partilha, oração, convivência e lazer comunitário. Ele responde a um dos meios propostos no ultimo capi-tulo Geral, onde se assinala a impor-tância da Formação Continuada dos religiosos (Objetivo A3-7).O mês calabriano teve início no dia dois de janeiro com a presença do Superior Geral, Pe. Miguel Tofful, dos Delegados: Pe. Ivo Pasa, Pe. Fernando Speranza e Pe, Gilberto Bertolini, e do Conselheiro Geral encarregado da for-mação, Pe. Luciano Squizzato.
Participaram dois religiosos da
De-legação São Joao Calábria (Europa), Seis religiosas da Rainha da Paz (Améri-ca Latina), seis religiosos de Maria Ima-culada (Argentina, Uruguai e Paraguai) e quatro religiosos de Nossa Senhora Aparecida (Brasil). Os religiosos de Angola não conseguiram viajar por problemas de visto. O I Mês Calabria-no ocorreu em janeiro de 2017, com a presença de 18 religiosos. Na avalia-ção, se viu como muito positivo poder continuar esse caminho.
Dentro da vida religiosa e da nos-sa congregação, estão previstos es-tes tempos fores-tes de formação, que ajudam a rezar, a formar-se, a rever a vida e a missão. O cultivo da dimensão fraterna é muito importante, já que o poder partilhar durante quase um mês com outros religiosos de outros países,
fortalece a fraternidade e o conheci-mento dos outros irmãos e irmãs.
Uma experiência que se incorpo-rou neste II Mês Calabriano foi o aten-dimento, por grupos, ao Santuário de Caravaggio (foram quatro tardes dis-tintas). Estar ao serviço dos peregrinos na acolhida, no diálogo, na confissão e na celebração da missa, levou a viver um pequeno momento de serviço aos demais realizado dentro de um con-texto espiritual mariano, recordando que o amor à Nossa Senhora é um dos pontos fortes do nosso carisma.
Agradecemos a Deus Pai, à Nossa Senhora e a São João Calábria por esta oportunidade de formação para os ir-mãos e irmãs, e esperamos que se pos-sa continuar para que outros também o possam viver com alegria.
O II MES CALABRIANO REUNIU RELIGIOSOS E RELIGIOSAS POBRES
SERVOS(AS) DA AMÉRICA LATINA E DA EUROPA. O EVENTO OCORREU
DURANTE O MÊS DE JANEIRO DE 2019 NO SEMINÁRIO APOSTÓLICO
NOSSA SENHORA DE CARAVAGGIO, EM FARROUPILHA-RS.
PE. FERNANDO SPERANZA Sacerdote Pobre Servo, argentino, exerce a missão de Delegado da Del. Maria Imaculada.
Nos passos do
Jornada mundial da
juventude no Panamá
DE 22 A 27 DE JANEIRO DE 2019 ACONTECEU, NA CIDADE
DO PANAMÁ, A XXXII JMJ. O “FAÇA-SE EM MIM SEGUNDO
A TUA PALAVRA” (LC 1,38) FOI O LEMA ESCOLHIDO.
/// ESPAÇO JOVEM
MARINA CIOATO DE LIMA Pertence à diocese de Caxias do Sul-RS e participa do Cenáculo de Maria
P
ela primeira vez, a temática escolhida é Mariana. A grande devoção do povo latino-ame-ricano à Mãe de Deus, certamente foi muito especial, sobretudo para os mais de 750 mil jovens presentes e pelos milhões que acompanharam o evento dos cinco continentes.Sou Marina Cioato de Lima, faço parte de um movimento chamado Cenáculo de Maria, e foi através dele que surgiu esse meu amor especial pela mãe Maria. Em 2016, quando foi anunciada a JMJ no Panamá, tive a certeza que estava na hora de par-ticipar pela segunda vez desse en-contro. A primeira vez foi no Rio de Janeiro, em 2013. Hoje posso afirmar que foi uma das melhores escolhas que fiz.
A vivência da Jornada Mundial da Juventude não é tão fácil de expli-car. Ela reúne várias experiências de expiritualidade e também humanas. O cansaço é grande, mas precisamos estar preparados para viver uma JMJ com intensidade.
Tive a grande honra de ser uma das jovens brasileiras que carregou a Cruz Peregrina - símbolo das
Jorna-das e que já percorreu o mundo - na Via-Sacra. Éramos 10 jovens de várias partes do Brasil, eu a única gaúcha. Era grande a expectativa de saber como tudo ia acontecer, se iriamos ficar perto do Papa ou não. Era o que todos sonhávamos.
Pude conviver, além dos brasilei-ros, com jovens de vários países da América. A troca de experiencias e realidades que, por muitas vezes, achamos que são extremamente diferentes das nossas, ficam muito próximas em uma simples conversa. Não sei falar espanhol fluentemen-te, mas em uma JMJ todos falam a mesma língua. Comunicar-se se tor-na algo fácil e espontâneo. Acredito que nossas maiores experiências são essas vivenciadas nas conversas atra-palhadas e bagunçadas, mas que no final todos se entendem porque to-dos amamos o mesmo Deus.
Os atos centrais são os momen-tos mais aguardados pelos jovens, sobretudo por poder ver de perto do Papa Francisco. E, como já comentei anteriormente, pude participar de um desses atos. No momento em que toquei a Cruz, só consegui
pen-sar em todas as pessoas que levava no meu coração, as que tinham pedi-do orações e com toda certeza topedi-dos os jovens do Rio Grande do Sul que gostariam de estar lá e não puderam. O sentimento era de representar eles, todas suas lutas, toda a fé que cada um carrega. Foi muito emocio-nante ver o Francisco de perto, escu-tar ele falando ali, como se estivesse conversando apenas comigo, como se ninguém mais estivesse do meu lado, são sentimentos de paz interior inexplicáveis.
Acredito que um dos momentos de maior espiritualidade a ser vivido em um Jornada Mundial da Juven-tude é a Vigília, na noite anterior ao envio. Estar na presença do Cristo em adoração, perceber aqueles milhares de jovens todos em silêncio contem-plativo, onde podemos sentir a pre-sença de Deus lá conosco, mais forte do que nunca. Sabemos que Ele está ali conosco, simplesmente escutan-do nosso coração.
Nenhuma palavra precisa ser ex-ternada. São apenas olhares e pulsa-res de coração. E se hoje alguém me perguntar se eu iria para a próxima, vou responder que tentarei fazer de tudo para ir e que aconselho a todos que tiverem a oportunidade de viver essa experiência, que a vivam inten-samente.
/// SETOR SOCIAL
Inauguração do centro
poliesportivo “Marco Liva”
O
dia 16 de novembro de 2018 foi repleto de bênçãos para todos nós, este dia marcou a inauguração do Centro Poliesportivo “Marco Liva”, localizado no EEEFM CEP Dom Aristides Pirovano (CEPDAP), Bairro da Pedreirinha em Marituba. Financiado pela Fundação Dr. Marcel-lo Cândia (da itália), por benfeitores e pelo Instituto Pobres Servos da Divi-na Providência, o nome do centro faz homenagem ao benfeitor Marco Liva (In Memorian), presidente por mui-tos anos da Fundação, uma pessoa amiga, de grande generosidade, que sempre confiou em nosso trabalho e foi alguém tão importante para o CEPDAP e para Marituba por ter de-dicado seu tempo às Obras realizadas neste Município. Durante a inaugu-ração, vários momentos de home-nagem foram feitos pelos alunos do CEPDAP e do Projeto Construindo Cidadania como uma singela forma de agradecer àqueles que tanto acre-ditam nesta Obra, há tempo sonhada. Acreditamos que este Centro Polies-portivo pode transformar vidas, pois a prática esportiva é um instrumen-to pedagógico capaz de agregar va-lor à educação, ao desenvolvimento das competências socioemocionais,“COMO É GRANDE ESTA OBRA DO SENHOR, TERRENO FECUNDO, APTO A
RECEBER TANTAS SEMENTES DE GRANDES ÁRVORES” (SÃO JOÃO CALÁBRIA).
além de possibilitar a formação pes-soal para a cidadania, e como disse a gestora Gisele, em seu discurso, este é um presente aos alunos e professores desta e de futuras gerações. Um au-ditório com capacidade para mais de 100 pessoas e duas salas de aula que serão utilizadas pelo Projeto Cons-truindo Cidadania estão em constru-ção. Gratidão a todos os presentes: a direção do Centro Profissionalizante Dom Aristides Pirovano e do Projeto Construindo Cidadania, aos nossos benfeitores, às autoridades, aos tra-balhadores da obra, ao engenheiro Brenno Carvalho e, em particular, à Fundação Dr. Marcelo Cândia, repre-sentada neste dia pela presidente Alessandra Cabo e pelos conselheiros fiscais Emilio Cocchi e Gianluca Laz-zati. Agradecemos também ao
nos-so Diretor Operacional, padre Sander Patalo, que durante todo esse tempo, desde a captação de recursos até a obra em si, acompanhou cada deta-lhe de perto com afinco e dedicação, pensando no que seria melhor para os que iriam usufruir do local.
“Tudo isto, nosso esforço, nossos sonhos, tem sentido quando acredi-tamos numa causa. E a nossa causa é a educação, é a formação das crian-ças, adolescentes e jovens. E o mais importe é saber que não estamos sós”. (Pe. Sander Patalo Diretor Operacional do CESM)
Nossa filosofia é a de servir as pes-soas em situação de vulnerabilidade social e pessoal, visando contribuir com o fortalecimento do cidadão em sua transformação e da realidade na qual se encontra.
/// VIDA CALABRIANA
Primeira profissão religiosa
“NISTO SABERÃO QUE SOIS MEUS DISCÍPULOS, SE VOS
AMARDES UNS AOS OUTROS” (JO 13,35).
N
o dia 1º de janeiro de 2019, os noviços: José Fuluta, Francis-co Katimba, Mateus Valeta Pa-langa Chicoco, Rafael Kutokota Kinta (Angolanos), Rafael Pedro Susrina (Brasileiro) e Bogdan Puscasu (Romê-no), juntamente com a noviça Pobre serva, Tatiane da Cruz Silva (Brasilei-ra), celebraram a Primeira Profissão Religiosa no Seminário Apostólico Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha-RS.Os Irmãos têm como lema de consagração: “Nisto saberão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,35), salientando o desejo de serem “Evangelhos Vivos”, nos gestos de servir a quem mais precisa, como Jesus, no lava-pés, símbolo do Amor. A Irmã tem como
lema de consagração: “Tu me sedu-ziste, Senhor, e eu me deixei seduzir” (Jr 20, 9).
A Celebração Eucarística foi presi-dida pelo Superior Geral, Pe. Miguel Tofful. Estavam presentes a Madre Lúcia Bressan, Madre Geral das Po-bres Servas, religiosos e religiosas, fa-miliares e amigos dos professandos.
Com o rito da Primeira Profissão, os noviços passam a ser chamados Irmãos, E são integrados mais afeti-va e efetiafeti-vamente à missão da Obra. Passam a viver, de maneira mais con-creta, o “dispostos a tudo”, conforme inspiração carismática de São João Calábria.
Assim são enviados pelo mundo, já que o “mundo todo é de Deus” (Ca-lábria). O Ir. Bogdan foi enviado para a Romênia. O Ir. José para o Centro de Acolhimento Criança Feliz – Huam-bo (Angola). O Ir. Francisco para a Paróquia São João Calábria – Luanda (Angola). O Ir. Rafael kutokota para a Casa de Formação São João Calábria – Benguela (Angola). O Ir. Mateus para Casa de Acolhimento da Dele-gação – Luanda (Angola). O Ir. Rafael Pedro para a Casa de Formação São José/RS. A Ir. Tatiane para Feira de Santana/BA.
No final da celebração, os profes-sandos deixaram uma mensagem de gratidão. Eis alguns trechos da mesma:
/// VIDA CALABRIANA
MENSAGEM DE AGRADECIMENTO
Caríssimo Pe. Miguel, Madre Lucia, irmãos e irmãs,
É com grande alegria que nos diri-gimos a vós, a fim de partilhar o mais profundo sentimento que transborda no coração de cada um de nós.
Deus na sua infinita bondade cedeu-nos hoje a graça de nos con-sagrarmos a Ele, tornando-nos parte integrante desta maravilhosa família dos Pobres Servos da Divina Providên-cia. Ele, que apesar das nossas fra-quezas e limitações, não hesitou em chamar-nos para fazermos parte do seu projeto maravilhoso: “Reavivar no
mundo a fé e confiança em Deus, Pai de todos os homens”.
“Que grande graça”, mas também, como dizia São João Calábria, “gran-de responsabilida“gran-de”. Graça porque o projeto não é nosso, é de Deus. Res-ponsabilidade, porque exigirá de nós uma abnegação sincera, uma respos-ta como aquela canrespos-tada no início da Eucaristia: “eis-me aqui, Senhor, pra fazer tua vontade, pra viver no teu amor”.
Somos imensamente gratos a Deus, primeiro, pelo dom da vida - que nos dá a possibilidade de ofertar; se-gundo, pelo dom do chamado que Ele
fez a cada um de nós à vida religiosa para uma missão específica. Agrade-cemos por ter vindo ao nosso encontro e por não ter desistido de nós mesmo quando falhamos. Agradecemos ain-da pelas diversas etapas formativas que ele nos proporcionou, de modo muito particular, a etapa do Novicia-do. Esta, foi sem sombra de dúvida um tempo de graça, onde tivemos a opor-tunidade de nos trabalharmos.
Concluindo, pedimos à Virgem Ma-ria, Mãe de Deus e São João Calábria que intercedam junto à Trindade San-ta para que possamos viver à altura da nossa vocação.
JUBILEU DE PRATA SACERDOTAL
Pe. NOICIR MARCHETTI celebrou25 anos de sacerdócio no dia 03 de fevereiro de 2019, em Farroupilha-RS. A missa de ação de graças ocorreu na igreja matriz Sagrado Coração de Jesus, às 10h, presidida pelo jubilando e concelebrada pelo bispo Dom Jaime Kohl, bispo de Osório, pelo pároco, Pe. Paulo Gasparetto, pelo delegado provincial, Pe. Gilberto Bertolini e por diversos
sacerdotes Pobres Servos e do clero de Caxias do Sul. Participaram os familiares, religiosos e religiosas e um grande número de fiéis da região serrana e de Porto Alegre.
Em sua pregação, Pe. Noicir apresentou pertinentes reflexões sobre seu lema de ordenação: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus”. E agradeceu a presença, apoio e orações de todos. Após
a missa foi oferecido almoço de confraternização.
Pe. Marchetti atualmente é o coordenador da Casa São Pio V de Roma, Itália.
Ele chamou e
continua chamando
APRESENTAMOS NESSA EDIÇÃO OS GRUPOS VOCACIONAIS E
COMUNIDADES RELIGIOSAS RESPONSÁVEIS NO ACOMPANHAMENTO
DOS FUTUROS POBRES SERVOS DA DIVINA PROVIDÊNCIA.
/// VIDA VOCACIONAL CALABRIANA
A
MISSÃO VOCACIONAL
é uma dimensão essencial da vida da Igreja. O chamado de Jesus Cristo passa e perpassa nossa vida no tempo e no espaço. Ele chamou e escolheu seus discípulos para continuarem o anúncio da Boa Nova do Reino de Deus.Ele continua chamando, suscitando respostas generosas. Sua voz
não se cala, seu coração palpita, seus pés caminham, seu ouvido
escu-ta... Sua missão se renova e atualiza em cada “Sim” corajoso de quem
aceita o desafio de ser discípulo missionário, em nosso tempo, na Igreja
e na Congregação.
/// VIDA VOCACIONAL CALABRIANA
CENTRO DE ORIENTAÇÃO VOCACIONAL (COV) RAINHA DOS APÓSTOLOS –
CAMPO GRANDE-MS
Nós, religiosos: Pe. Jeilson Soares – BA, Ir. Eduardo Albuquerque – PE e Ir. Paulo Santos – RS, e vocacionados: Angelo Castro – MS, Matheus Vidoto – MS e Ryan Delavalentina – MS, formamos a comu-nidade do COV Rainha dos Apóstolos 2019. Iniciamos mais um ano com o desejo de ser farol aceso em nossa vida e na caminhada dos jovens que chegam até nós. Isto se dá na oração, no discernimento, na partilha de vida alegre e no sentido de pertença. Que Deus, por intercessão da Mãe dos Apóstolo e de São João Calábria, continue nos fortalecendo e nos encorajando para que sejamos esse farol ilumina-dor em nosso caminho.
CASA DE FORMAÇÃO SÃO JOSÉ – PORTO ALEGRE-RS
A Casa de Formação São José compreende as etapas de formação do Aspirantado e Postulantado. Agora em sua nova sede, na rua Aracajú, Bairro Vila Nova em Porto Alegre. Neste ano de 2019, Pe. Hermes José Novakoski e Ir. Rafael Pedro Susrina assumiram a coordenação da mesma que acolhe como Postulantes os jovens Domingos Denilson; Francisco Neris. Aspirantes: Antônio Magno; André Marinho; Cláudio Victor.
Depois de diversos anos em Viamão e na Restinga, o Aspirantado da Delegação Nos-sa Senhora Aparecida volata ao vale da Rua Aracaju – bairro Vila Nova – Porto Alegre.
O clima de família, o cultivo da espiritualidade calabriana, o empenho nos estudos e demais atividade caracterizam o início da caminhada deste ano.
SEMINÁRIO APOSTÓLICO NOSSA SRA. DE CARAVAGGIO
– FARROUPILHA-RS
A comunidade religiosa do Seminário Apostóli-co 2019 atende as seguintes atividades: formação dos noviços e vocacionados, acolhida e locações do Centro de Formação, Serviço de Animação Vo-cacional (SAV), assessorias diversas e apoio pasto-ral às paróquias da região.
Formam a comunidade religiosa, os irmãos: Docimar Gnoato, Joel da Silva e Noivar Brustolin, os padres: Gustavo Bonassi, Paulo Salvi, Armando Furlin, Oziel Feitosa e Osmar Coppi, e os voca-cionados: Ezequiel Dias (AP), Rafael Sampaio de Queiros (MS), Maicon Maccari (RS) e Rodrigo Reis Osório (PA).
/// VIDA VOCACIONAL CALABRIANA
COV NOSSA SENHORA DE NAZARÉ – MARITUBA -PA
Com muita alegria e gratidão a Deus Pai providente, iniciamos nossa caminhada formativa no Centro de Orientação Vocacional Nossa Senhora de Nazaré. Neste ano, nossa comunidade está formada de três religiosos: Pe. Ricardo Ferreira Silva, Ir. Juliano Pereira Teixeira, naturais do Mato Gros-so do Sul (MS) e Ir. JoandeGros-son Ferreira Pinheiro Souza, do Maranhão (MA) e quatro vocacionados: Manoel Siqueira dos Santo Neto, Marcus Vinicius da Silva Xavier, Leandro Silva e Marcelo Barros, todos naturais do Pará (PA). Nossa prece é de agradecimento por mais este ano que se inicia. Sob a proteção da Virgem de Nazaré, ofertamos a caminhada desse ano, bem como todos os nossos projetos a serem desenvolvidos.
COV MÃE DE DEUS – FEIRA DE SANTANA-BA
A comunidade dos Pobres Servos na Bahia integra o Serviço de Animação Vocacional (SAV), formação dos vocacionados e pastoral paroquial. Nesse ano de 2019, nossa comunidade está assim formada: Pe. Jar-del Rodrigues de Oliveira, coordenador do COV; Pe. Vitor Zacarias Luaco e Pe. Lino Aguiar, pároco e vigá-rio paroquial, respectivamente, da Paróquia Nossa Se-nhora das Graças; Ir. Ednaldo Santo Pilotti, ecônomo, e os vocacionados: Jeová Cunha, Eduardo Gomes , Márcio Alexandre , Cleuton Lima e Jairo Ferreira.
NOVICIADO N. SRA. DE CARAVAGGIO – FARROUPILHA-RS
No dia 31 de Dezembro de 2018, “movidos pela misericórdia de Deus” (Cf. Rito de Ingresso no Noviciado) e desejosos de experimentar o modo de vida da Congregação dos Pobres Servos da Divina Providência, “com entusiasmo e seriedade” (Constituições), demos início ao ano de Noviciado: Que grande graça! Mas que grande responsabilidade! – diria o Pe. Calábria.
Formamos um grupo de cinco (5) Noviços: Eyder de Jesus Silva (Brasil), Luis Bruno Ferreira Arndt (Paraguai), José Tchindele Huambo, Quintino Padre Samacaca e Valentino Mbendu (An-gola). Somos acompanhados por: Pe. Paulo Salvi (Mestre) e Irmão Noivar Brustolin (Vice-Mestre). O Noviciado – mais do que uma etapa formativa – é tempo santo no qual procura-mos confirmar a autenticidade da nossa Vocação e colocar os alicerces para a vida futura na Congregação. Para tal, inspirados na exortação do Apóstolo: “No amor fraterno, tendo
carinho uns para com os outros, cada um considerando os outros como mais dignos de esti-ma...” (Cf. Rm. 12,10-12); e pelas Primeiras Santas Normas: “Considerar-se como irmãos e como tais amar-se reciprocamente um ao outro e ajudar-se especialmente na vida espiritual”; temos
como objetivo “Construir uma comunidade conforme o Carisma Calabriano rumo à
Consagração Religiosa como resposta pessoal ao chamado de Deus”.
Agradecemos, desde já, à Congregação por nos aceitar a fazermos essa experiência. Agradecemos a generosidade e docilidade dos Formadores que nos acompanham. Agra-decemos, igualmente, a todas as pessoas que de longe ou de perto nos assistem com os meios de que dispõem (materiais e espirituais). Pedimos que continuem a rezar por nós para que o “Coração da Obra” continue a pulsar sangue para toda a Obra, a Igreja e a Hu-manidade!
J
esus Cristo (0-33), naqueles tem-pos, viveu uma forma diferente de paz: o amor, a verdade, a di-versidade, a dignidade e a igualdade. Ele andava com todos, sem distinção de qualquer natureza; principalmen-te com os pobres, doenprincipalmen-tes e prosti-tutas. Ele disse que o reino pertence às crianças.Parece que o Evangelho voltou a estar em alta e subiu a rampa do Planalto Central. Ah! Eu gostaria que isso fosse verdade! Mas não qualquer evangelho e sim aquele deixado por Jesus, sem duplas interpretações, sem selecionar esta ou aquela passagem: a integralidade do dito e do vivido por Jesus, do início ao fim.
Maria Montessori (1870-1952), anos depois, teve o desprazer de viver duas imbecis guerras. Ela escreveu:
“As pessoas educam para a com-petição e este é o princípio de qual-quer guerra. Quando educarmos para cooperarmos e sermos solidá-rios uns com os outros, nesse dia, es-taremos a educar para a paz”.
Isto é ler as palavras de Jesus na sua integralidade e não apenas as
“SE QUERES A PAZ,
PREPARA-TE PARA A
GUERRA” (SI VIS PACEM,
PARA BELLUM). É UM
CONCEITO DA ANTIGA ROMA.
verdades que interessam às expecta-tivas individuais.
Ficamos aterrorizados com a vio-lência e a falta de paz. Muitas vezes, porém, nos esquecemos do seu nas-cedouro. Não é longe que a guerra, a injustiça, a violência e a indignidade crescem.
Todas as guerras derivam de um se colocar em posição superior ao outro. A primeira guerra, dizia Mon-tessori, acontece entre o adulto e a criança (em casa ou na escola). O mais velho se coloca numa posição superior e atribui à criança a impossí-vel tarefa de atender às suas expecta-tivas. As demais guerras são apenas uma variação da primeira.
O caminho da paz vem do respei-to à igualdade e à diversidade. Se res-peitarmos, a criança respeitará; se fa-larmos a verdade, ela será a verdade; se mostrarmos letras, ela escreverá; se amarmos versos, ela fará poemas.
Não há salvadores da pátria. Se quisermos a paz, devemos construí--la. O início da construção é dentro da própria casa, ali mora a humani-dade.
Educar
para
a paz
MÁRIO ROMANO MAGGIONI Magistrado da Vara da Infância e Juventude de Farroupilha. É ex-seminarista Pobre Servo.
/// EX-SEMINARISTAS
CONVITE AOS EX SEMINARISTAS E FAMILIARES Caro ex-seminarista,
Você, certamente, recorda as inesquecíveis experiências do tempo do
Seminário Apostólico N. Sra. de Caravaggio e\ou do C.O.V. Pe. João Calábria, de Porto Alegre-RS.
Nesses anos, muitos colegas e amigos com suas FAMÍLIAS, de todos os tempos, retornaram ao Seminário para uma visita, participar de alguma celebração e\ ou ajudar nas festas calabrianas. Obrigado pela participação.
Renovamos e estendemos o convite a que todos se integrem à vida de nosso Seminário. Aguardamos vocês para um papo e um chimarrão.
Você é muito importante para nós!
/// A PONTE ESTÁ PRESENTE
PE. MARCOS SANDRINI, 72 anos, faleceu no dia 23 de outubro de 2018, vítima de câncer. Foi o idealizador e fundador da Faculdade Dom Bosco de Porto Alegre, onde ocupava o cargo de diretor. A Congregação Pobres Servos da Divina Providên-cia se solidariza com a família Salesiana pela perda irreparável do sacerdote e amigo, Marcos Sandrini. Sendo um Salesiano apaixonado pela juventude, como o fundador Dom Bosco, Padre Marcos tinha um grande apreço pelo nosso fundador, São João Calábria, que também bebeu da espiritualidade salesiana e citava muitas vezes seu fundador como exemplo de pastor junto aos jovens. Sempre que solicitado para alguma conferência, participava com muito amor, zelo e dedicação. Fa-lava-nos com entusiasmo e alegria, demonstrando seu amor pelo Reino.
Quando professor de Filosofia na FAFIMC em Viamão, muitos de nossos religiosos foram seus alunos. Também como educador, era fonte de inspiração para todos, pois lecionava com total dedicação e esmero.
Era formado em Letras/Francês e Filosofia pela Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras de Lorena (SP), também era bacharel e mestre em Teologia pela Università Pontificia Salesiana de Roma (Itália) e doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Ele é autor de diversos artigos, inclusive desta
revista, e dos livros ‘Para sempre, o compromisso ético do educador’, ‘Religiosidade e educação no contexto da pós-modernidade’ e ‘As origens gre-gas da filosofia ocidental”, sendo o mais recente intitulado “Dom Bosco: um presente de Deus para as juventudes!”.
Sua grandiosidade estava justamente na simpli-cidade e na sabedoria como conduzia sua vida como mestre e educador apaixonado pela missão que Deus lhe confiara junto ao seu povo.
A equipe da A PONTE e toda Família Calabriana louvam a Deus pelo dom da vida e agradecem ao Pe. Marcos pelas ricas reflexões oferecidas aos leitores, alunos e amigos de nossa Obra.
Nossa prece pelo seu descanso eterno. O Senhor o acolha em seus braços, pois ele passou por este mundo fazendo o bem, espalhando o amor, a fraternidade e a verdade.
FALECIMENTO
CATARINA LAZZARI CERESA, 89 anos, faleceu no dia 13 de fevereiro de 2019, em Porto Alegre-RS. Foi sepultada em Garibaldi, sua terra natal. Ela é mãe de 9 filhos, dentre eles está o sacerdote Pobre Servo, Pe. Benildo, que atualmente atua na cidade de Rio Grande-RS. Mulher dedicada, exemplo de fé, trabalho e amor à família e à Igreja. Os filhos e demais familiares deixam esta mensagem: Obrigado pela fé que nos trans-mitistes, pelo exemplo de paciência, pelo amor manso e humilde de coração. Obrigado, mãe! O que nos destes não tem preço, não tem medida
UM SACERDOTE APAIXONADO
POR DEUS E PELO POVO
No dia 05 de dezembro de 2018, com uma missa especial às 11h e por ele presidida, no Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio, Farroupilha, RS, Pe. Fábio celebrou um cente-nário de vida e 68 anos de sacerdócio. Após a celebração houve almoço de confraternização com a presença do bispo, Dom Alessandro Ruffinoni, uma centena de sacerdotes e religiosas, familiares e amigos. Atualmente, ele integra a equipe sacerdotal do Santuário. Filho de Giulio Piazza e Julia Radaelli, padre Fábio nasceu em 5 de dezembro, no distrito de Nova Milano, em Farroupilha. Seu avô materno é Tomaso Benedetto Radaelli, que juntamente com sua avó, Maria Pirovena, foi um dos pri-meiros casais de imigrantes italianos a chegar a Farroupilha. Posteriormente, o local passou a ser chamado de berço da imigração italiana no Estado do Rio Grande do Sul.
Pe. Piazza iniciou sua alfabetização no hoje chamado Colégio Santa Cruz, ainda em Nova
ANIVERSARIANTE
ANIVERSARIANTE
/// A PONTE ESTÁ PRESENTE
MARIA NOVAKOSKI, Mãe do Pe. Hermes José Novakoski, celebrou 70 anos no dia 9 de março. Os filhos prestaram uma linda homenagem com santa Missa e confraternização para amigos e familiares. Parabéns e muitas felicidades à aniversa-riante. Que Deus Pai providente lhe conceda muitas graças e bênçãos.
PE. FÁBIO PIAZZA CELEBRA 100 ANOS
Milano, que na época era de responsabilidade das irmãs da congregação de São Carlos. Em 1937, com 18 anos, Padre Fábio ingressou no Seminário. Entre 1938 e 1939, padre Fábio es-tudou no Seminário Nossa Senhora Aparecida, em Caxias do Sul. Na década de 40, cursou Teologia e Filosofia, em São Leopoldo. Vida sacerdotal
Pe. Fábio foi ordenado presbítero no dia 8 de dezembro de 1950 por Dom José Barea. Sua primeira missa solene ocorreu na Igreja Matriz de Nova Milano no dia 12 de dezembro. Mais tarde, em 1989, voltou a Nova Milano, e atuou como pároco da paróquia de Santa Cruz durante 22 anos.
Na cidade de Farroupilha, padre Fábio passou também pela paróquia de Caravaggio por três períodos diferentes: em 1953, como vigário, onde permaneceu por seis meses; de 1978 a 1980, como vigário auxiliar; em 1984, durante cinco anos, como administrador; e desde 2011 até os dias atuais trabalha como padre auxiliar no Santuário. Em 1954, também foi vigário auxiliar da paróquia Sagrado Coração de Jesus, onde permaneceu por quase oito anos. Além de sua terra natal, ele também trabalhou em Caxias do Sul (nos anos de 1951 e 1952, e 1983), Cambará do Sul (em 1952), Coronel Pilar (em 1953), Marcorama, distrito de Garibaldi (em 1962) e Cotiporã (em 1964). Além disso, também foi pároco de Nova Andradina, no Mato Grosso do Sul, por duas vezes, em 1973 e depois em 1983.
Parabéns Pe. Fábio! Muitos anos de vida e felicidades na missão. DA ESQUERDA PARA A DIREITA: PE. MANOEL, PE. FÁBIO E IR. BRUNELLI
EXPEDIENTE
DIRETOR GERAL Pe. Gilberto Bertolini REDAÇÃO E EDIÇÃO
Pe. Osmar Coppi (rp/Mtb 11647) SECRETÁRIA
Heloisa Fernandes CONSELHO EDITORIAL Ir. Ignez Stieve Pe. Ricardo Ferreira
PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Carolina Fillmann,
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FOTO DA CAPA Ir. Narciso Camatti TIRAGEM
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Boleto Bancário e outras formas: Soli-cite informações por telefone ou email A PONTE é uma publicação trimestral da congregação Pobres Servos da Divina Pro-vidência, enviada a ex-alunos, amigos e
benfeitores e todos que a solicitam. Está registrada no Cartório de Registro Espe-cial Nº 147, Livro B, Nº 1, Folha 96. Con-tribuições para a revista devem ser en-viadas sempre em nome do INSTITUTO POBRES SERVOS DA DIVINA PROVIDÊN-CIA, por cheque cruzado, vale-postal ou depósito bancário. Toda a correspon-dência relativa à revista deve ser enviada à REDAÇÃO, no seguinte endereço: Revista A PONTE
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NOSSA REVISTA A PONTE está completando 46 anos de existência. Desde o início, se mantem fiel ao ob-jetivo de intercambiar vida, espiritua-lidade e partilhar nossa missão entre os membros da Família Calabriana, ex-alunos, amigos, benfeitores e to-dos os que a Providência nos coloca em conexão.
Ao longo dessa história, muita gente voluntária participou e sus-tentou a A PONTE. Todas as matérias publicadas nos foram cedidas gra-tuitamente. Por isso, nossa gratidão a todos os articulistas, fotógrafos e colaboradores. Nosso muito obriga-do também aos leitores, familiares e povo que honraram nossa existên-cia, lendo, utilizando nossas reflexões e divulgando.
NÃO ESTAMOS NOS DESPEDIN-DO. Estamos, sim, comunicando que a partir da edição de abril-maio-ju-nho estaremos apresentando-a
ape-A PONTE EM FORMape-ATO DIGITape-AL
nas no formato digital. Portanto, a A PONTE não será mais impressa, mas pode ser vista e lida através do site
www.pobresservos.org.br (Você
pode-rá acessar e imprimi-la, se desejar!). Os motivos dessa mudança se relacionam à necessidade de con-tenção de despesas da Delegação Nossa Senhora Aparecida e, ao mes-mo tempo, passames-mos a utilizar mais os recursos tecnológicos da comu-nicação, através das mídias sociais e Internet. Isso nos ajudam a continuar nos comunicando sistematicamente, sem interromper nosso vínculo e es-paços de diálogo.
Acreditamos que esse passo nos facilite na continuação da elabora-ção da revista, bem como na am-pliação do alcance e acessos entre os membros da Família Calabriana e povo em geral.
Agradecemos, desde já, pelas opi-niões e sugestões que nos enviarem. Reiteramos nosso desejo de continuar contando com sua companhia, e pedi-mos que continuem enviando notícias para serem veiculados pela A PONTE.
Que a Boa Notícia do Evangelho continue vibrando em nossa vida e missão calabriana! A equipe A PONTE. 1 ANO DO LAICATO E SEUS DESAFIOS PÁG. 12
CF2018 – VÓS SOIS TODOS IRMÃOS (Mt 23,8)
ESPECIAL - DOM JAILTON NÃO VOS ANGUSTIEIS (Mt 6, 25)
PÁG.6
PÁG. 13
INSTITUTO POBRES SERVOS DA DIVINA PROVIDÊNCIA ANO XLV - JAN/FEV/MAR 2018
No caminho da espiritualidade da paz 1 CELEBRANDO O JUBILEU SACERDOTAL PÁG. 16 ENTREVISTA COM PE. MARIO GADILI O CHAMADO DE DEUS NA VIDA DA JUVENTUDE
PÁG.08
PÁG. 22 INSTITUTO POBRES SERVOS DA DIVINA PROVIDÊNCIA
ANO XLV - JUL/AGO/SET 2018 VOCAÇÃO E CULTURA DO DOM 1 MOVIMENTOS DIVINOS NO CAMINHO HUMANO PÁG. 15 SER MÉDICO É UMA FORMA DE
SER MISSIONÁRIO LAVINIA GIULIA MARIA PEREZ: NA ESTRAD
A DA VERDADEIRA HUMILDADE
PÁG. 10
PÁG. 22 INSTITUTO POBRES SERVOS DA DIVINA
PROVIDÊNCIA ANO XLV - OUT/NOV/DEZ 2018
Sinais de Deus na Vida Humana
Olho pra terra e contemplo a beleza, Lindas paisagens que fazem vibrar Canções de esperança, cuidado e carinho, Presença de Deus em nosso cantar. A vida ensina o caminho a seguir, Um passo novo deixa marcas pra ver Sementes pequenas que fazem sonhar /: Um tempo de paz e um mundo irmão :/
É no silêncio que nasce a vida Cresce mais linda onde brilha o sol /: Só colheremos no fim do dia O que plantamos no amanhecer :/
Olho pro céu e contemplo seu brilho O lindo encanto que as estrelas têm. Não ando sem rumo, seguindo caminhos Que outros fizeram sem mostrar o Além. Jesus nos ensina o sentido do amor, Buscar a verdade, semeando o perdão. Fazer sempre o bem sem olhar para quem, /: Viver bem unidos num só coração :/ A vida que somos é um mistério sem fim Que os dias revelam, mas escondem também. É na voz do silêncio que se pode entender O caminho da vida que vai e que vem. Se a dor e a saudade nos fazem chorar, A luz da esperança nos pode mostrar Que a vida mais plena que todos sonhamos /: É semente divina que nos faz caminhar :/ ( Do CD UM JEITO DE CELEBRAR )
No silêncio nasce a vida
PE. OSMAR COPPI [email protected]