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Proposta de Regulamento Eleitoral CAPÍTULO I Capacidade eleitoral. Artigo 1.º Capacidade eleitoral ativa

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Proposta de Regulamento Eleitoral CAPÍTULO I

Capacidade eleitoral

Artigo 1.º

Capacidade eleitoral ativa

1. Gozam de capacidade eleitoral ativa para eleição dos membros da Assembleia Representativa, do Bastonário, dos membros do Conselho Superior, do Conselho Diretivo, do Conselho Disciplinar e do Conselho Fiscal todos os revisores oficiais de contas que possam participar na Assembleia Geral Eleitoral da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas.

2. No caso da eleição para membros da Assembleia Representativa e do Conselho Superior os eleitores agrupar-se-ão em colégios distritais, cuja composição é aprovada pela mesa da Assembleia Geral Eleitoral, sob proposta do Conselho Diretivo.

3. Não gozam de capacidade eleitoral ativa:

a) os revisores oficiais de contas suspensos compulsivamente;

b) os revisores oficiais de contas que não residam no distrito a cuja eleição respeita a secção, no caso da eleição para membros da Assembleia Representativa e do Conselho Superior.

4. O regime previsto nas alíneas a), b) e c) do número 3 anterior aplica-se a todos os revisores oficiais de contas, independentemente da forma de exercício das funções e da responsabilidade da entrega das quantias em dívida.

5. Os revisores oficiais de contas que se encontrem nas situações descritas nas alíneas a), b) e c) do número anterior só poderão votar desde que regularizem previamente a situação na sede ou nos serviços regionais da Ordem.

6. Para efeitos do número anterior, funcionará na sede e nos serviços regionais da Ordem um "serviço de receção de pagamentos", que entregará ao revisor oficial de contas um recibo e uma autorização para votar, emitida e assinada pelo responsável do respetivo serviço, que deverá ser exibida no ato da votação presencial. Essa autorização deverá conter a identificação do revisor oficial de contas, o respetivo número de inscrição na Ordem, a indicação de que as situações descritas no número anterior se encontram regularizadas e que o revisor oficial de contas está quanto a elas em condições de votar.

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Capacidade eleitoral passiva

1. São elegíveis para membros dos órgãos da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas referidos no n.º 1 do artigo anterior todos os revisores oficiais de contas singulares com capacidade eleitoral ativa, salvo se:

a) tiverem ficado inibidos;

b) se encontrarem suspensos voluntariamente;

c) não residam no distrito a cujos mandatos se candidatam, no caso da eleição para membros da Assembleia Representativa e do Conselho Superior;

d) não tiverem regularizado as situações descritas nas alíneas a), b) e c) do n.º 3 do artigo anterior à data da apresentação da candidatura.

2. Só podem ser eleitos para os cargos de Bastonário e de presidente dos restantes órgãos da Ordem os revisores oficiais de contas com, pelo menos, três anos de exercício da profissão em regime de dedicação exclusiva contados à data da apresentação da candidatura.

3. Os membros da Assembleia Representativa, da mesa da Assembleia Geral Eleitoral, o Bastonário e os membros dos Conselhos Superior, Diretivo, Disciplinar e Fiscal serão eleitos, a cada quatro anos, em Assembleia Geral Eleitoral, através de escrutínio secreto, podendo ser reeleitos como membros de outros órgãos da Ordem.

CAPÍTULO II Estatuto dos candidatos

Artigo 3.º Mandatos

1. Os mandatos dos membros dos órgãos da Ordem têm a duração definida nos estatutos e só podem ser renovados por uma vez para as mesmas funções.

2. No caso especial de se realizarem eleições até ao final do primeiro semestre, considera-se como primeiro ano do mandato o restante período desse ano; no caso contrário, o mandato só começará a contar no início do ano seguinte.

Artigo 4.º

Não utilização da qualidade de membro de um órgão para efeitos eleitorais

Sem prejuízo de usufruírem das facilidades e oportunidades garantidas a todos os revisores oficiais de contas com capacidade eleitoral, aos membros de órgãos da Ordem dos Revisores

(3)

Oficiais de Contas é vedado, em absoluto, aproveitarem-se de tal qualidade para efeitos tendentes:

a) à sua reeleição;

b) à sua eleição para outro órgão; c) à eleição de terceiros.

Artigo 5.º Propaganda eleitoral

1. Os grupos de candidatos à eleição para membros de órgãos da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas ou os próprios candidatos individualmente poderão apresentar programas de ação, projetos de reforma e desenvolver toda a demais atividade tendente a promover a respetiva candidatura, pelos meios que entenderem, desde que procedam de harmonia com as normas de correção e de deontologia profissional.

2. A Ordem dos Revisores Oficiais de Contas observará uma neutralidade rigorosa, tratando em pé de igualdade todas as candidaturas.

3. Durante o período de campanha eleitoral deverá o Conselho Diretivo, quando lhe for solicitado por qualquer dos mandatários de lista:

a) divulgar propaganda escrita relativa a promoção eleitoral que lhe tenha sido confiada em condições de imediata distribuição por correio ou por qualquer outro meio idóneo de divulgação até quinze dias antes da data das eleições, sendo os custos diretos da responsabilidade da respetiva lista;

b) ceder instalações da Ordem para sessões de esclarecimento.

4. Se mais de uma candidatura pretender para o mesmo dia a cedência de instalações a que se refere a alínea b) do n.º 3, será tal questão resolvida:

a) por acordo entre as candidaturas concorrentes; ou b) por sorteio.

5. O período de campanha eleitoral decorre entre a data da afixação das listas, na sede da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas e nos serviços regionais, prevista no presente Regulamento, e quarenta e oito horas antes do dia da Assembleia Geral Eleitoral.

CAPÍTULO III Sistema eleitoral

Artigo 6.º Regras fundamentais

(4)

1. Salvo disposição especial, em Novembro, trienalmente, reunirá a Assembleia Geral Eleitoral, para eleição de todos os membros dos órgãos da Ordem para o mandato que se inicia em 1 de Janeiro subsequente.

2. Haverá uma eleição distinta de membros para cada um dos órgãos da Ordem, salvo no respeitante à eleição dos membros da Assembleia Representativa e dos membros do Conselho Superior, em que haverá uma eleição por colégios distritais ou por colégios distritais agregados, de forma a assegurar o sistema de representação proporcional e o método da média mais alta de Hondt.

3. As diversas eleições serão efetuadas simultaneamente.

4. A eleição será efetuada por escrutínio secreto.

5. A votação incidirá sobre listas de membros dos órgãos sociais as quais deverão ser divulgadas até 15 dias antes da data fixada para a Assembleia Geral Eleitoral.

6. Cada eleitor disporá de um voto singular de lista para cada uma das eleições a realizar.

Artigo 7.º Listas

1. Cada grupo de candidatos a membros de um órgão da Ordem formará uma lista de eleição.

2. As listas propostas deverão conter a indicação dos candidatos: a) efetivos, em número correspondente aos lugares a preencher; b) suplentes, em número e nos termos definidos para cada órgão.

3. As listas deverão indicar, quando for caso disso, quem são os candidatos aos cargos de Bastonário, presidente, vice-presidente e vogais.

4. Os candidatos de cada lista consideram-se ordenados segundo a sequência dela constante.

5. No caso de morte ou superveniência de incapacidade eleitoral passiva de qualquer dos candidatos efetivos, serão as suas vagas ocupadas por candidatos suplentes da respetiva lista:

a) de harmonia com a indicação a que se refere o n.º 3 deste artigo; ou b) segundo a ordem estabelecida no n.º 4 deste artigo.

(5)

6. Ocorrendo qualquer dos factos mencionados no número anterior, que torne incompleta a lista dos candidatos suplentes, poderá o mandatário da lista apresentar novas

candidaturas até três dias antes da data fixada para o ato eleitoral.

CAPÍTULO IV Processo eleitoral

Secção I Data e convocação

Artigo 8.º

Data e convocação da Assembleia Geral Eleitoral

1. A data das eleições será fixada pelo presidente da mesa da Assembleia Geral Eleitoral, ouvido o Conselho Diretivo, com a antecedência mínima de sessenta dias.

2. A data a que se refere o número anterior será divulgada através de convocatória, devendo a ordem do dia, o início, a duração e o local ou locais constar do aviso da convocação.

3. Este aviso deverá ser:

a) endereçado a todos os membros com capacidade eleitoral ativa;

b) publicado em, pelo menos, dois jornais diários de divulgação nacional e divulgado no sítio da Ordem na internet.

4. Não é obrigatória a publicação prevista na alínea b) do número anterior quando forem convocadas as assembleias para eleição dos membros dos órgãos não eleitos no escrutínio anterior ou para o preenchimento do cargo vago por falta de suplente.

Secção II

Apresentação de candidaturas

Artigo 9.º

Como se apresenta a candidatura

A candidatura apresenta-se pela entrega ao presidente da mesa da Assembleia Geral Eleitoral dos documentos seguintes:

a) lista completa dos candidatos à eleição para os cargos de determinado órgão social; b) indicação do mandatário da lista;

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c) declaração de candidatura, assinada por cada um dos candidatos, relativamente à lista de que faz parte.

Artigo 10.º Quando se efetua

As candidaturas deverão ser apresentadas entre os quarenta e cinco e os trinta dias anteriores à data fixada para a eleição.

Artigo 11.º Candidaturas múltiplas

1. Não poderá um mesmo candidato apresentar candidatura para mais de um órgão social.

2. Poderá haver candidatos comuns a várias listas para a eleição no mesmo órgão.

Artigo 12.º Mandatários das listas

Os candidatos de cada lista nacional ou distrital designarão de entre eles um mandatário com plenos poderes para os representar e decidir:

a) na apresentação da lista;

b) nas operações referentes ao julgamento da elegibilidade; c) na fiscalização do ato eleitoral;

d) na fiscalização do apuramento dos votos.

Artigo 13.º

Verificação das candidaturas

Terminado o prazo para apresentação de listas, o presidente da mesa da Assembleia Geral Eleitoral verificará a regularidade do processo, a autenticidade dos documentos e a elegibilidade dos candidatos, nos três dias subsequentes.

Artigo 14.º Das irregularidades

1. Verificando-se irregularidade processual o presidente da mesa da Assembleia Geral Eleitoral mandará notificar imediatamente o mandatário da lista respetiva para a suprir no prazo de três dias.

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2. Serão rejeitados os candidatos inelegíveis, sendo imediatamente notificado o mandatário da lista respetiva para que proceda à substituição dos referidos candidatos, no prazo de três dias, sob pena de rejeição de toda a lista.

3. Findos os prazos referidos nos números 1 e 2, o presidente da mesa da Assembleia Geral Eleitoral efetuará, no prazo de dois dias, as alterações ou aditamentos requeridos pelos mandatários respetivos em cumprimento das notificações antes mencionadas.

Artigo 15.º

Publicação provisória das listas

Findo o prazo a que se refere o n.º 3 do artigo anterior ou o do seu n.º 1, se não se verificarem irregularidades nem inelegibilidades, o presidente da mesa da Assembleia Geral Eleitoral fará afixar na sede e nos serviços regionais da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas relação provisória:

a) das listas admitidas, com nota das alterações ou aditamentos operados nos termos do n.º 3 do artigo anterior;

b) das listas rejeitadas.

Artigo 16.º

Reclamações e publicação definitiva das listas

1. Das decisões do presidente da mesa da Assembleia Geral Eleitoral relativas à apresentação das candidaturas poderão reclamar, para aquela entidade, no prazo de dois dias após a publicação referida no artigo anterior:

a) os candidatos;

b) os mandatários das listas.

2. O presidente decidirá sobre as reclamações, no prazo de dois dias.

3. Decididas as reclamações apresentadas, ou, se não houver reclamações, findo o prazo para elas, o presidente mandará afixar na sede e nos serviços regionais da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas uma relação definitiva das listas admitidas, até 15 dias antes da data fixada para a Assembleia Geral Eleitoral.

Artigo 17.º Sorteio das listas

1. Nos três dias posteriores à data referida no n.º 3 do artigo anterior, o presidente comunicará aos candidatos e aos mandatários das listas o dia e a hora em que se irá proceder, na

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presença dos que se apresentarem ao sorteio das listas admitidas, para efeito de lhes atribuir uma letra e ordem nos boletins de voto, lavrando-se auto do sorteio, assinado por todos os intervenientes.

2. Haverá um sorteio para cada eleição.

3. Os resultados do sorteio serão afixados na sede, nos serviços regionais e no sítio da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas na internet.

Secção III

Perda de capacidade, desistência e substituição de candidatos

Artigo 18.º

Perda de capacidade e desistência de candidatos

1. No caso de perda de capacidade eleitoral passiva, deverá o candidato ou o mandatário da lista comunicar imediatamente e em qualquer altura a ocorrência de inelegibilidade ao presidente da mesa da Assembleia Geral Eleitoral.

2. É lícita a desistência da candidatura determinada por razão imprevista e ponderosa, a qual deverá ser comunicada à entidade referida no número anterior até dez dias antes do dia da eleição, mediante declaração subscrita pelo candidato desistente, expondo as razões justificativas.

3. A desistência da candidatura comunicada posteriormente ao termo do prazo fixado no número anterior implica anulação da lista em relação à qual se verifica a desistência.

Artigo 19.º

Substituição de candidatos

1 Deverá verificar-se a substituição de candidatos até dez dias antes das eleições nos casos seguintes:

a) morte do candidato ou doença do mesmo que o impossibilite física e psiquicamente; b) perda de capacidade eleitoral passiva por parte do candidato;

c) desistência do candidato, dentro do prazo fixado no n.º 2 do artigo anterior.

2. A substituição é obrigatória, passando os substitutos, por indicação expressa do mandatário da lista, a figurar nela:

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b) ou a seguir ao último dos suplentes, se o pedido de substituição não for para o lugar que na lista ocupava o substituído.

3. No caso de substituição de candidatos, proceder-se-á à divulgação das listas respetivas por afixação na sede, nos serviços regionais e no sítio da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas na internet, em lugar das que foram substituídas.

4. A falta de apresentação de candidaturas para o preenchimento das vagas ocorridas nas condições expressas neste artigo e até ao termo do prazo nele estabelecido implica a rejeição das listas que, em consequência, deixaram de conter o número total de candidatos a eleger.

CAPÍTULO V Eleição

Secção I

Assembleia Geral Eleitoral

Artigo 20.º Conceito

1. Haverá uma Assembleia Geral Eleitoral na sede e nos serviços regionais da Ordem, perante a qual se realizarão as diversas eleições simultâneas.

2. A Assembleia Geral Eleitoral compreenderá:

a) uma secção para a eleição dos membros do Conselho Superior;

b) uma secção para a eleição dos membros da Assembleia Representativa c) se possível, uma secção para cada uma das restantes eleições.

Artigo 21.º Mesas das secções

1. Em cada secção haverá uma mesa, constituída por: a) um presidente;

b) dois vogais, sendo um secretário; o outro será suplente, substituindo o presidente ou o secretário nas suas ausências.

2. Todos os membros da mesa deverão ser revisores oficiais de contas não candidatos à eleição e escolhidos, por acordo entre os mandatários das listas concorrentes, no final da sessão em que se procede ao sorteio das listas. Sendo necessário, a escolha será feita por

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votação dos presentes em nomes indicados pelo presidente da mesa da Assembleia Geral Eleitoral, que terá voto de desempate, quando for caso disso.

3. A constituição das mesas será divulgada por edital afixado, no prazo de dois dias, na sede, nos serviços regionais e no sítio, na internet, da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, podendo qualquer eleitor reclamar contra a escolha, perante o presidente da mesa da Assembleia Geral Eleitoral, no prazo de vinte e quatro horas, com fundamento na preterição de requisitos fixados neste Regulamento.

4. Se até uma hora após a marcada para abertura da Assembleia não estiverem presentes os membros indispensáveis ao seu funcionamento, o presidente da mesa da Assembleia Geral Eleitoral designará os substitutos dos membros ausentes, se possível com o acordo dos mandatários das listas.

5. A alteração a que se refere o número anterior e respetivos fundamentos constarão de edital a afixar na sede, nos serviços regionais e no sítio, na internet, da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas.

6. A mesa, uma vez constituída, não poderá ser alterada, salvo caso de força maior, sendo necessária para validade das operações eleitorais a presença:

a) do presidente ou seu suplente; b) de um vogal.

Artigo 22.º

Local de funcionamento

A Assembleia Geral Eleitoral realizar-se-á na sede e nos serviços regionais da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas.

Artigo 23.º

Intervenção dos mandatários das listas

1. Os mandatários de cada uma das listas concorrentes à eleição poderão ocupar lugares junto da mesa de secção, a fim de fiscalizarem todas as operações eleitorais.

2. No exercício das suas funções deverão os mandatários das listas, quando presentes: a) ser ouvidos em todas as questões que se suscitarem durante o funcionamento da

Assembleia de voto, quer durante a votação, quer durante o apuramento;

b) assinar a ata e assegurar-se da regularidade processual a que, nos termos deste Regulamento, ficam sujeitos todos os documentos respeitantes às operações eleitorais.

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Artigo 24.º

Cadernos de recenseamento

1. As mesas das secções disporão de cópias da lista atualizada dos revisores oficiais de contas com capacidade eleitoral ativa, que funcionarão como cadernos de recenseamento eleitoral.

2. Sempre que no decurso dos trabalhos da Assembleia Geral Eleitoral se verifique que um revisor oficial de contas com capacidade eleitoral ativa não se encontra inscrito no caderno de recenseamento, o presidente da mesa da Assembleia Geral Eleitoral mandará proceder imediatamente à necessária correção.

Artigo 25.º Funcionamento

1. A Assembleia Geral Eleitoral funcionará sucessivamente como: a) Assembleia de voto;

b) Assembleia de apuramento.

2. Ambas as assembleias funcionarão ininterruptamente desde o momento em que iniciem funções.

3. A Assembleia de voto funcionará a partir da hora fixada na respetiva convocatória, por um período de doze horas.

4. A Assembleia de apuramento funcionará durante o tempo indispensável e iniciar-se-á: a) em princípio, logo a seguir ao encerramento da Assembleia de voto;

b) durante o funcionamento da Assembleia de voto para os votos por correspondência, havendo acordo de todos os mandatários das candidaturas presentes no momento em que se pretenda iniciar este apuramento;

c) excecionalmente e com o acordo de todos os mandatários das candidaturas então presentes, após um período de descanso.

5. Sempre que se verifique vacatura do cargo de membro efetivo, não havendo suplente que o substitua convocar-se-á uma Assembleia Geral Eleitoral extraordinária.

Secção II Votação

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Pessoalidade e unicidade do voto

1. O direito de voto é exercido pessoalmente:

a) Por voto presencial, funcionando, para o efeito, mesas de voto por um período de doze horas, na sede e nos serviços regionais;

b) Por correspondência: c) utilizando meios eletrónicos.

2. Cada eleitor só pode votar uma vez em cada uma das eleições para os membros dos diversos órgãos sociais.

3. A votação incidirá sobre as listas por órgãos sociais, as quais deverão ser divulgadas até 15 dias antes da data fixada para a Assembleia Geral Eleitoral.

Artigo 27.º Caráter facultativo

O exercício do direito de voto é facultativo.

Artigo 28.º Segredo do voto

1. Nenhum eleitor poderá ser, sob qualquer pretexto, obrigado a revelar o seu voto, antes ou depois da votação.

2. Dentro da Assembleia de voto e do edifício onde ela funcionar, nenhum eleitor poderá revelar em que lista votou ou vai votar.

Artigo 29.º Boletins de voto

1. Os boletins de voto são de forma retangular, em papel opaco, com as dimensões apropriadas para neles caber:

a) as letras atribuídas a cada lista, nos termos do artigo 17.º;

b) um quadrado correspondente a cada lista, situado na mesma linha e destinado a nele ser assinalada a escolha do eleitor.

2. A impressão dos boletins de voto, em número não inferior ao dos eleitores, constitui encargo da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, através do Conselho Diretivo.

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3. O Conselho Diretivo enviará a todos os eleitores e com a antecedência mínima de dez dias relativamente à data das eleições:

a) boletins de voto para as diversas eleições;

b) os envelopes com a identificação do órgão a que respeita, indispensáveis à votação por correspondência, nos termos deste Regulamento.

Artigo 30.º

Votação por correspondência

1. Poderá ser exercido voto por correspondência, observando-se o disposto nos números seguintes.

2. O eleitor, preenchidos os boletins, encerrá-los-á, dobrados em quatro, em envelopes, um para cada eleição, devidamente fechados e com indicação da eleição a que se destinam.

3. Tais sobrescritos serão encerrados, juntamente com fotocópia do bilhete de identidade, cartão de cidadão ou da cédula profissional do eleitor, num envelope externo, devidamente fechado, com a indicação externa bem visível "Eleições", endereçado ao presidente da mesa da Assembleia Geral Eleitoral e enviado para o local de funcionamento da Assembleia, por forma a ser recebido até à hora fixada para termo do período de funcionamento das mesas de voto.

4. Os serviços de secretaria da sede e dos serviços regionais da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas farão o registo de entrada dos envelopes externos, devendo neles inscrever o número de registo de entrada, a data e a hora da receção, ordená-los por número de cédula profissional e guardá-los devidamente.

5. Os votos por correspondência dos revisores oficiais de contas com domicílio profissional nos colégios distritais ligados a determinados serviços regionais deverão ser enviados para os mesmos.

6. Caso os votos por correspondência não sejam enviados para o local indicado no número anterior, serão considerados válidos se o forem para outro local de funcionamento da Assembleia, desde que respeitem os demais preceitos para eles estabelecidos neste Regulamento.

Artigo 31.º

Operações preliminares e votação presencial dos membros da mesa e mandatários das listas

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1. Constituída a mesa de cada secção de voto, quando tal seja possível, o presidente da mesma:

a) procederá, com os restantes membros e mandatários das listas, à revista da câmara de voto e dos documentos de trabalho da mesa;

b) exibirá a urna perante os eleitores e mandatários das listas, a fim de certificá-los de que a mesma se encontra vazia;

c) declarará iniciadas as operações eleitorais.

2. Seguidamente, as operações iniciar-se-ão com a votação: a) do presidente e vogais da mesa;

b) dos mandatários das listas que se encontrem junto dela.

Artigo 32.º

Votação presencial dos restantes eleitores

1. Salvo o disposto no número seguinte, os eleitores votarão por ordem de chegada, colocando-se, para o efeito, em fila.

2. Cada eleitor, apresentando-se perante a mesa, indicará o seu nome e número de inscrição na Ordem e apresentará o bilhete de identidade, cartão de cidadão ou a cédula profissional respetivos, que poderá ser suprido pelo reconhecimento da mesa e mandatários das listas.

3. Reconhecido o eleitor como tal, o presidente da mesa dirá em voz alta o número de inscrição e nome do eleitor.

4. Seguidamente o eleitor entrará na câmara de voto da secção e aí, sozinho, marcará uma cruz no quadrado correspondente à lista em que vota e dobrará o boletim em quatro.

5. O eleitor entregará o boletim ao presidente da mesa, que o introduzirá na urna, enquanto os escrutinadores descarregam o voto, rubricando os cadernos eleitorais na linha correspondente ao nome do eleitor.

6. Se, por inadvertência, o eleitor deteriorar o seu boletim, deverá pedir outro ao presidente, o qual deverá inutilizar o boletim devolvido, repetindo-se as operações referidas nos números 5 e 6.

Artigo 33.º

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1. O presidente da mesa da Assembleia Geral Eleitoral, trabalhando em conjunto com as mesas das diversas secções e respetivos mandatários das listas:

a) abrirá os envelopes externos;

b) verificará a identidade dos eleitores, lendo-a em voz alta;

c) distribuirá os envelopes, consoante a indicação das eleições a que se destinam, pelas diversas mesas, entregando-os aos respetivos presidentes.

2. Sempre que um dado envelope externo contenha mais de um envelope marcado para uma mesma eleição, o presidente inutilizará um deles.

3. O presidente de cada mesa lerá em voz alta o nome do eleitor e, ao mesmo tempo que os escrutinadores fazem a descarga no caderno eleitoral, introduzirá os sobrescritos na urna respetiva.

4. O presidente da mesa da Assembleia Geral Eleitoral mandará arquivar o envelope comprovativo do exercício do voto por correspondência no respetivo processo eleitoral.

Artigo 34.º

Encerramento da votação

1. A admissão de eleitores na Assembleia far-se-á até ao termo do período fixado para funcionamento das mesas de voto.

2. Terminado tal período só poderão votar os eleitores presentes.

3. O presidente de cada secção declarará encerrada a votação logo que: a) tenham votado todos os eleitores inscritos;

b) tenham votado todos os eleitores presentes, em conformidade com o disposto nos números anteriores;

c) tenham sido cumpridas as operações complementares da votação por correspondência.

Artigo 35.º Voto branco ou nulo

1. Considera-se voto em branco o do boletim de voto que não tenha sido objeto de qualquer tipo de marca.

2. Considera-se voto nulo o do boletim de voto:

a) no qual tenha sido assinalado mais de um quadrado ou quando haja dúvidas sobre qual o quadrado assinalado;

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b) no qual tenha sido feito qualquer corte, desenho ou rasura ou quando tenha sido escrita qualquer palavra;

c) emitido por correspondência, quando não chegue ao seu destino nas condições previstas neste Regulamento;

d) que se destinar a uma eleição diferente daquela com que se encontrava marcado o sobrescrito que o continha;

e) que assinale uma lista anulada nos termos do presente Regulamento.

3. Não se considera voto nulo o do boletim de voto no qual a cruz, embora não perfeitamente desenhada ou excedendo os limites do quadrado, assinale inequivocamente a vontade do eleitor.

Artigo 36.º Proibições

1. É proibida a presença na Assembleia de voto de todos os que não forem eleitores, salvo os representantes dos órgãos de comunicação social devidamente credenciados pela Ordem.

2. Os representantes dos meios de comunicação social têm o dever de: a) não perturbar o ato eleitoral;

b) não colher qualquer elemento de reportagem que possa comprometer o caráter secreto da votação;

c) não dar publicidade a quaisquer elementos de reportagem antes do encerramento da Assembleia de voto.

Artigo 37.º

Dúvidas, reclamações, protestos e contraprotestos

1. Qualquer eleitor inscrito na Assembleia de voto ou qualquer dos mandatários das listas pode suscitar dúvidas e apresentar por escrito reclamação, protesto ou contraprotesto relativos às operações eleitorais da mesma Assembleia.

2. As reclamações, protestos e contraprotestos deverão ser objeto de deliberação fundamentada da mesa, tomada por maioria absoluta dos membros presentes, tendo o presidente voto de desempate, deliberação essa que poderá ser tomada a final, se se entender que isso não afeta o andamento normal da votação.

Secção III Apuramento

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Artigo 38.º Operação preliminar

1. Encerrada a operação preliminar, o presidente da secção mandará contar os votantes pelas descargas efetuadas nos cadernos eleitorais.

2. Concluída essa contagem, o presidente mandará abrir a urna, a fim de conferir o número de boletins de voto e envelopes nela introduzidos, e, no fim da contagem, voltará a introduzi-los nela.

3. Um dos escrutinadores retira os boletins de voto contidos nos envelopes e, mantendo-os dobrados, entrega-os ao presidente da secção de voto, que os introduzirá na urna.

4. Em caso de divergência entre o número dos votantes apurados e o dos boletins de voto contados, prevalecerá, para efeitos de apuramento, o segundo destes números.

Artigo 39.º Contagem dos votos

1. Um dos escrutinadores desdobrará os boletins, um a um, e anuncia a lista votada em voz alta, enquanto outro regista numa folha branca ou em quadro bem visível e separadamente: a) os votos de cada lista;

b) os votos brancos e nulos.

2. Simultaneamente, os boletins de voto serão examinados e exibidos pelo presidente da secção, que, com a ajuda de um dos vogais, os agrupa em lotes separados:

a) um para cada lista votada;

b) outro para os votos brancos e nulos.

3. Seguidamente o presidente procederá à contraprova, pela contagem dos boletins de cada um dos lotes separados.

4. Os mandatários das listas têm o direito de examinar os lotes dos boletins separados, sem alterar a sua composição, e, no caso de terem dúvidas ou objeções em relação à contagem ou à qualidade dada ao voto de qualquer boletim, poderão solicitar esclarecimentos ou apresentar reclamações ou protestos perante o presidente.

5. Se a reclamação ou protesto não forem atendidos pela mesa, os boletins de voto reclamados ou protestados são separados, anotados no verso, com indicação da

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qualificação dada pela mesa e do objeto da reclamação ou do protesto e rubricados pelo presidente e, se o desejar, pelo mandatário da lista.

6. A reclamação ou protesto não atendidos não impedem a contagem do boletim de voto para efeitos de apuramento provisório.

7. O apuramento assim efetuado será publicado em edital na sede, nos serviços regionais e no sítio, na internet, da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, discriminando-se:

a) o número de votos de cada lista; b) o número de votos em branco e nulos.

Artigo 40.º

Destino dos documentos

1. As reclamações ou protestos não aceites e os boletins sobre que incidem serão devidamente encerrados em envelope, que ficará confiado à guarda do presidente da mesa da Assembleia Geral Eleitoral, que convocará uma Assembleia Geral Eleitoral extraordinária para sobre eles se pronunciar, no caso de o resultado da eleição depender da contagem de votos sobre que incidiu a reclamação ou o protesto.

2. A Assembleia Geral Eleitoral extraordinária terá o âmbito correspondente ao órgão a cujos membros correspondam as reclamações ou protestos e será convocada com o prazo de entre quinze a trinta dias após a não aceitação das reclamações ou protestos.

3. Os restantes boletins de voto serão também devidamente encerrados em pacotes lacrados, os quais ficarão à guarda da mesma entidade referida no número anterior, até à tomada de posse dos membros eleitos, sendo então destruídos.

Artigo 41.º

Ata das operações eleitorais

1. Compete ao secretário de cada mesa proceder à elaboração da ata das operações de votação e de apuramento.

2. De tal ata deverão constar:

a) os nomes dos membros da mesa e dos mandatários das listas quando presentes; b) a hora de abertura e de encerramento da votação;

c) as deliberações tomadas pela mesa durante as operações; d) o número total de eleitores inscritos e de votantes;

(19)

f) o número de votos sobre que incidiu reclamação ou protesto; g) o número de votantes não inscritos nos cadernos eleitorais; h) quaisquer outras ocorrências que a mesa julgue dever mencionar.

3. As atas serão inseridas no livro de atas da Assembleia Geral Eleitoral.

Artigo 42.º Apuramento definitivo

O apuramento definitivo, relativamente a cada órgão, verificar-se-á: a) quando não haja reclamações ou protestos pendentes;

b) quando as reclamações e protestos não influam no resultado das eleições;

c) quando a Assembleia Geral Eleitoral extraordinária decida as reclamações ou protestos pendentes na hipótese inversa à da alínea anterior.

Secção IV Resultado final

Artigo 43.º Eleição dos membros

Considerar-se-á eleita, por órgão, a lista que:

a) sendo única, obtiver a maioria absoluta dos votos expressos em Assembleia Geral Eleitoral;

b) não sendo única, obtiver o maior número de votos, desde que seja superior à soma dos votos nulos e brancos.

Artigo 44.º

Não eleição dos membros

1. Na Assembleia em que não se verifique o disposto no artigo anterior não haverá eleição de membros, ficando vagos os mandatos em causa.

2. Na hipótese referida no número anterior, haverá nova Assembleia para eleição dos membros dos órgãos não eleitos, a qual, além de ficar sujeita às normas deste regulamento, observará ainda as seguintes:

a) as listas concorrentes deverão ter nova composição, apresentando pelo menos um terço de candidatos a cargos efetivos, diferente da lista não aceite anteriormente;

(20)

b) os prazos a que se refere este Regulamento serão reduzidos por deliberação da mesa da Assembleia Geral Eleitoral, que divulgará o calendário eleitoral, em conjunto com a convocatória da Assembleia Geral Eleitoral.

Artigo 45.º Resultados eleitorais

1. Os resultados eleitorais deverão ser divulgados, através de edital afixado na sede, nos serviços regionais e no sítio, na internet, da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas até três dias após a realização da votação e na mesma data será marcada nova Assembleia para eleição dos membros dos órgãos não eleitos no escrutínio anterior, a qual deverá realizar-se no prazo de 30 dias.

2. No prazo de três dias após a realização da votação, serão remetidas para publicação no Diário da República, as listas dos membros dos órgãos que tiverem sido eleitos.

3. No caso de ocorrer a não eleição de membros dos órgãos da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas deverão constar do edital a que se refere o n.º 1 a convocatória da Assembleia Geral Eleitoral e o calendário eleitoral.

CAPÍTULO VI Disposições gerais

Artigo 46.º

Tomada de posse dos membros eleitos

1. Os membros eleitos tomarão posse perante o presidente da mesa da Assembleia Geral Eleitoral, ao qual também serão apresentados os respetivos pedidos de exoneração.

2. Os membros efetivos e suplentes eleitos pela Assembleia Geral Eleitoral iniciarão os respetivos mandatos em 1 de Janeiro do ano seguinte e deverão tomar posse nos dez dias anteriores ou posteriores ao início do primeiro ano do triénio a que se refere a eleição ou nos dez dias posteriores ao apuramento dos resultados da votação, se essa ocorrer no decurso de um triénio.

Artigo 47.º

Continuação do desempenho dos cargos sociais

Os membros dos órgãos anteriormente eleitos mantêm-se em exercício até tomarem posse os novos membros que irão suceder-lhes.

(21)

Artigo 48.º Perda do cargo

Quando ocorram factos que retirem capacidade eleitoral passiva a qualquer dos membros eleitos, serão estes exonerados pelo presidente da mesa da Assembleia Geral Eleitoral se, decorridos oito dias sobre a data em que tais factos se verificaram, não tiverem voluntariamente pedido a sua demissão.

Artigo 49.º

Votação por meios eletrónicos

A votação por meios eletrónicos prevista na alínea c) do n.º 1 do artigo 26.º far-se-á de acordo com os procedimentos que forem aprovados pela Assembleia Representativa, sob proposta do Conselho Diretivo.

Artigo 50.º Prazos

Todos os prazos previstos no presente Regulamento, com exceção do mencionado no artigo 13.º, são contínuos, não se suspendendo aos sábados, domingos e dias feriados.

Artigo 51.º

Disposições transitórias

Para efeitos do n.º 1 do art.º 3.º não são considerados os tempos de exercício nos mandatos em curso ao abrigo do anterior Estatuto da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas (aprovado pelo Decreto-lei n.º 487/99, de 16 de novembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 224/2008, de 20 de novembro).

Artigo 52.º

Publicação e entrada em vigor

1. O presente Regulamento revoga o Regulamento Eleitoral aprovado pela Assembleia Geral Extraordinária de 18 de dezembro de 2009.

2. O presente Regulamento entra em vigor na data da respetiva publicação no Diário da República e ficará disponível para consulta no sítio da Ordem na internet.

(22)

Proposta de Regulamento dos Serviços Regionais do Norte (SRN)

Artigo 1.º Âmbito

1. Os Serviços Regionais do Norte, instituídos pelo Artigo 3.º do Estatuto da Ordem, localizam-se no Porto e terão a abrangência que for determinada pelo Conselho Diretivo, envolvendo, designadamente, as áreas territoriais correspondentes aos Distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Bragança, Porto, Aveiro, Coimbra, Viseu e Guarda.

Artigo 2.º Atribuições Constituem atribuições dos SRN:

1. No plano institucional, assegurar a representação da Ordem, nos termos que forem definidos pelo Bastonário.

2. No domínio da formação, garantir o funcionamento do Departamento de Formação, a nível regional, mediante a execução do calendário anual estabelecido no plano geral de

formação da Ordem, bem como organizar:

a) Conferências, seminários, jornadas e encontros sobre temas de âmbito nacional ou internacional de relevante interesse para a profissão;

b) Cursos de preparação, formação e atualização profissional; c) Outras atividades de relevante interesse para a profissão. 3. Na área administrativa:

a) Assegurar o funcionamento das secções de voto das Assembleias Gerais Eleitorais, em relação aos revisores oficiais de contas com domicílio profissional na respetiva área territorial;

b) Assegurar o funcionamento desconcentrado das tarefas que se revelem de interesse para os revisores oficiais de contas que integrem a sua área territorial,

designadamente, inscrição para cursos de formação e exames, cobranças de quotas e fornecimento direto de informação relevante, de ordem técnica ou outra entre as quais a constante da Biblioteca e Centro de Documentação;

c) Organizar reuniões de esclarecimento e debate, sem caráter deliberativo, do teor das questões a submeter a referendo interno.

Artigo 3.º Diretor e Coadjutor

1. Os SRN serão dirigidos por um Diretor, que será o Bastonário ou o Vice-Presidente do Conselho Diretivo e que poderá ser coadjuvado, no exercício das suas funções, por um revisor oficial de contas com domicílio profissional na área territorial, a designar pelo Bastonário.

2. Nas suas faltas e impedimentos, o Diretor será substituído por outro membro do Conselho Diretivo em quem o Bastonário para tal efeito delegar poderes, sem prejuízo da

constituição de mandatário com poderes específicos para um ato ou para um conjunto determinado de atos compreendidos nas atribuições dos SRN.

(23)

Competência

Compete ao Diretor dirigir o Secretariado de Apoio, administrar os bens e gerir os fundos que forem afetos à prossecução das atividades dos SRN, no âmbito dos poderes que lhe forem delegados pelo Conselho Diretivo e de acordo com o que for estabelecido no plano de atividades e no orçamento anual da Ordem.

Artigo 5.º Comissão Consultiva

1. O Diretor poderá ouvir, quando entender conveniente para o exercício das suas funções, uma Comissão Consultiva composta por três revisores oficiais de contas, com domicílio profissional na área territorial dos SRN, a designar pelo Conselho Diretivo.

2. A audição da Comissão Consultiva, pelo Diretor, terá lugar mediante convocação dos respetivos membros, com a antecedência mínima de oito dias, ou, em prazo inferior, no caso de os assuntos carecerem de apreciação mais urgente.

3. O parecer da Comissão Consultiva não é vinculativo, podendo o Diretor decidir no sentido que melhor entender para a salvaguarda dos interesses dos revisores oficiais de contas.

Artigo 6.º

Organização e funcionamento

Os SRN dispõem de um Secretariado de Apoio, na dependência do Diretor, que funcionará em estreita colaboração com os serviços da sede da Ordem.

(24)

Proposta de Regulamento de Estágio

Preâmbulo

Na sequência da transposição para o ordenamento jurídico nacional da Diretiva n.º 2014/56/CE, do

Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de abril, relativa à revisão e auditoria das contas anuais e

consolidadas, e da adoção do Regulamento (EU) Europeu 537/2014, do Parlamento Europeu e do

Conselho, de 16 de abril, procedeu-se à revisão do anterior Regulamento de Estágio, por forma a acolher

as alterações decorrentes dessa transposição e introduzir algumas melhorias resultantes da experiência

entretanto adquirida. Nestes termos, e com o objetivo de dar cumprimento a tais exigências normativas, no

âmbito da inscrição profissional dos revisores oficiais de contas, bem como de contribuir para a criação de

condições que permitam garantir adequados níveis de conhecimento e de experiência a todos os que

venham a ter acesso ao exercício da profissão, condição fundamental para a subsequente garantia de

qualidade no desempenho técnico e deontológico, a Assembleia Geral, com base na proposta do Conselho

Diretivo, e precedendo parecer do Conselho Superior, delibera ao abrigo do disposto na alínea h) do artigo

16º e nos termos do nº 1 do artigo 160º, ambos do Estatuto da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas,

aprovado pela Lei nº 140/2015, de 7 de setembro, o seguinte Regulamento de Estágio;

CAPÍTULO I

Objetivo

Artigo 1.º

Objetivo do estágio

O estágio tem por objetivo ministrar ao candidato a revisor oficial de contas formação e práticas adequadas

ao exercício da atividade profissional, para que a possa desempenhar de forma competente e responsável,

designadamente nas suas vertentes técnica e deontológica.

CAPÍTULO II

Comissão de Estágio

Artigo 2.º

Composição e nomeação

(25)

2. Os membros da Comissão de Estágio são nomeados pelo Conselho Diretivo, sendo o presidente da

Comissão de Estágio o vice-presidente da Comissão de Inscrição.

3. Em caso de impedimento, o presidente será substituído pelo vice-presidente.

4. A Comissão de Estágio reunirá por convocação do presidente e só pode deliberar, validamente, com a

presença de, pelo menos, três dos seus membros, sendo obrigatória a presença do presidente ou do

vice-presidente.

5. Em caso de impedimento permanente dos seus membros, o Conselho Diretivo nomeará os elementos

em falta.

6. Considera-se impedimento permanente a falta sem justificação a três reuniões consecutivas da

Comissão de Estágio ou a cinco intercaladas, durante o período do ano civil.

Artigo 3.º

Funcionamento e competência

A Comissão de Estágio funcionará na dependência do Conselho Diretivo da Ordem, competindo-lhe:

a)

Desempenhar as tarefas que lhe são fixadas no presente Regulamento;

b)

Propor, para aprovação pelo Conselho Diretivo, os modelos de convenção de estágio e de cédula

de estagiário;

c)

Propor, para aprovação pelo Conselho Diretivo, as convenções de estágio;

d)

Aprovar a inscrição dos membros estagiários e organizar as listas dos membros estagiários;

e)

Apreciar e aprovar os pedidos de dispensa, interrupção e prorrogação de estágio;

f)

Definir os termos e formas de acompanhamento dos estagiários por revisores-coordenadores e

propor os revisores-coordenadores, de acordo com a orientação a que alude o artigo 22.º do

presente Regulamento, em ambos os casos para aprovação pelo Conselho Diretivo;

g)

Organizar os trabalhos de avaliação contínua dos membros estagiários, incluindo as visitas aos

locais de trabalho dos membros estagiários, de forma a aferir do seu grau de envolvimentos nos

trabalhos realizados no âmbito do estágio;

h)

Decidir sobre a exclusão do estágio;

i)

Desempenhar outras funções que lhe venham a ser atribuídas pelo Conselho Diretivo.

CAPÍTULO III

Do estágio

(26)

Duração e efetividade do estágio

1) O estágio terá a duração de três anos, com um mínimo de setecentas horas anuais, contados desde a

data de aprovação, pela Comissão de Estágio, da convenção de estágio a que se refere o nº 6 do artigo

5.º deste Regulamento, sem prejuízo da eventual prorrogação ou redução daquele prazo nos termos

do presente Regulamento.

2) Pelo menos dois terços do período anual de estágio devem ser desenvolvidos com atividades afetas

ao exercício de funções de interesse público previstas no Estatuto, em articulação direta com o patrono.

3) O estágio deve ser cumprido de forma ininterrupta, com as exceções também previstas no presente

Regulamento.

4) Cada ano de estágio só se considera decorrido caso tenham sido completadas as horas a que alude o

nº 1. Quando tal não ocorra, poderá a Comissão de Estágio, a requerimento do patrono, prolongar o

tempo correspondente ao ano em causa, até serem completadas as horas necessárias, sem prejuízo

do período máximo a que se refere o número seguinte.

5) O estágio deverá ocorrer durante um período de tempo, incluindo prorrogações, interrupções e

mudanças de patrono, que não ultrapasse seis anos, findos os quais caduca a possibilidade de

aprovação no mesmo.

6) Caso um membro estagiário, no quadro das atividades profissionais do patrono, seja destacado para

trabalhar no estrangeiro, a consideração dessa situação para efeitos de estágio é sujeita aos seguintes

requisitos, a confirmar pela Comissão de Estágio:

a) O conteúdo das atividades exercidas no estrangeiro deverá integrar-se na definição das funções de

interesse público previstas no Estatuto;

b) Pelo menos 60% do número de horas correspondentes ao período total de estágio deverá ser

desenvolvido em território nacional;

c) Deverão ser observadas as demais disposições previstas no presente Regulamento, aplicáveis ao

patrono e ao membro estagiário.

Artigo 5.º

(27)

1) Podem inscrever-se como membros estagiários da Ordem, os candidatos a revisor oficial de contas

que tenham realizado com aproveitamento o exame de admissão à Ordem, tal como definido no

Regulamento de Exame e de Inscrição.

2) A inscrição será efetuada mediante requerimento dirigido ao presidente da Comissão de Estágio,

instruído com os seguintes documentos:

a) Certificado do registo criminal válido;

b) Curriculum vitae atualizado;

c) Convenção de estágio;

d) Caso o membro estagiário não se encontre vinculado ao patrono por força de um contrato de

trabalho, comprovativo da subscrição, pelo membro estagiário, de seguro de acidentes pessoais

consentâneo com a atividade que irá desenvolver ou, em alternativa, menção, na convenção de

estágio, de acordo quanto à dispensa de contratação deste seguro;

e) Declaração, emitida sob compromisso de honra, de que cumpre os requisitos previstos no artigo

148º do Estatuto, emitida em conformidade com o modelo que constitui o Anexo 1 ao presente

Regulamento;

f) Uma fotografia.

3) A inscrição como membro estagiário deverá ser requerida no prazo máximo de três anos após a

conclusão com aproveitamento do exame de admissão à Ordem, contado a partir da data em que a

ultima classificação é tornada pública em pauta assinada pelo presidente do júri e divulgada no sítio da

Ordem na internet.

4) O início do estágio deverá ocorrer também no prazo máximo referido no número anterior.

5) Só se poderão denominar membros estagiários da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas as pessoas

singulares inscritas como tal na Ordem.

6) A convenção de estágio, a celebrar entre o patrono e o membro estagiário, deverá ser conforme com o

modelo constante do Anexo II ao presente Regulamento.

Artigo 6.º

Data da inscrição e antiguidade

(28)

2. A antiguidade conta-se a partir da data em que a Comissão de Estágio deferir o processo de inscrição,

ou outra se referida expressamente na deliberação de deferimento do pedido.

Artigo 7.º

Cédula de membro estagiário

1) Por cada membro estagiário será emitida a correspondente cédula, de acordo com o modelo a aprovar

pelo Conselho Diretivo.

2) Deferido o pedido de inscrição e depois de emitida a cédula, devidamente datada e assinada pelo

presidente do Conselho Diretivo, a Comissão de Estágio fará constar, por averbamento à respetiva

inscrição, a sua entrega ao interessado.

Artigo 8.º

Processo de estágio

Todas as atividades de estágio em que tenha participado o membro estagiário e todas as ocorrências

significativas verificadas a seu respeito, serão anotadas no respetivo processo de estágio, devendo neste

ser integrados todos os documentos escritos, informações e pareceres emitidos no âmbito do estágio e que

sejam relevantes para instruir a informação final de estágio.

Artigo 9.º

Desistência, exclusão e interrupção do estágio

1. O membro estagiário poderá requerer, a todo o tempo, a desistência do estágio.

2. A Comissão de Estágio pode deliberar a exclusão do membro estagiário, com base em comportamentos

que violem o Código de Ética dos Revisores Oficiais de Contas ou com base na falta de aproveitamento

do estágio.

3. Constituem indícios de falta de aproveitamento do estágio, nomeadamente, os seguintes:

a) Atraso em mais de três meses na entrega de algum dos relatórios de avaliação intercalar ou do

trabalho de avaliação final, previstos, respetivamente, no número 1 do artigo 20.º e no nº 1 do artigo

21º, ambos do presente Regulamento, contados a partir dos trinta dias subsequentes ao final de

cada ano de estágio;

b) Falta injustificada a alguma das reuniões a que se refere o nº 3 do artigo 20º ou à prova de avaliação

prevista na alínea b) do nº 1 do artigo 21.º, ambos do presente Regulamento;

(29)

c) Reiteradas ausências de resposta a comunicações que lhe tenham sido remetidas pela Comissão

de Estágio;

d) Verificação, pela Comissão de Estágio, que o membro estagiário não está a dedicar ao estágio o

período mínimo previsto no artigo 4.º do presente Regulamento;

e) Falta de patrono por um período de, pelo menos, três meses;

f) Mais do que três reparos escritos da Comissão de Estágio.

4. A exclusão do estágio faz cessar todos os direitos adquiridos no que respeita ao processo de acesso à

profissão de revisor oficial de contas.

5. Por motivos devidamente justificados, poderá também o membro estagiário requerer a interrupção do

estágio por um período máximo de dois anos, consecutivos ou intercalados, mas o período mínimo de

interrupção nunca poderá ser inferior a seis meses.

Artigo 10.º

Prorrogação, redução e dispensa do estágio

1) O tempo de estágio poderá ser prorrogado a solicitação do membro estagiário, precedendo informação

do patrono no sentido daquele não estar a cumprir, ou não ter cumprido, a plenitude das suas

obrigações de estágio, devendo, nesses casos, o tempo de prorrogação ser aferido pelo tempo

necessário ao suprimento das faltas verificadas.

2) A prorrogação do tempo de estágio não poderá, contudo, provocar o seu prolongamento por um período

superior ao que resultaria caso o membro estagiário tivesse requerido o período máximo de interrupção

previsto no número 5 do artigo anterior.

3) Por proposta do respetivo patrono, a Comissão de Estágio poderá aprovar a redução do estágio por um

período de um ano, desde que o membro estagiário reúna, cumulativamente, os seguintes requisitos:

a) Tenha cumprido integralmente todas as obrigações que lhe foram cometidas, durante o período

de estágio já decorrido;

b) Tenha obtido uma avaliação igual ou superior a doze valores em cada um dos dois trabalhos de

avaliação intercalar já realizados;

c) Tenha tido uma afetação anual ao estágio superior em 20% ao tempo referido no número 1 do

artigo 4.º do presente Regulamento, comprovado pelo patrono e pela Comissão de Estágio;

d) Demonstre possuir experiência, não inferior a cinco anos, no exercício de funções de auditoria e,

acessoriamente, nas áreas relacionadas com as outras matérias que integram o programa de

exame de admissão à Ordem;

(30)

e) Não desenvolva o estágio simultaneamente com outra ocupação cuja natureza e características

se afastem das atividades inerentes à profissão de revisor oficial de contas;

f) Obtenha aprovação em prova final a realizar nos termos do artigo 21.º do presente Regulamento.

4) Por proposta do respetivo patrono, a Comissão de Estágio poderá aprovar a redução do estágio por um

período de dois anos, desde que o membro estagiário reúna, cumulativamente, os seguintes requisitos:

a) Tenha cumprido integralmente todas as obrigações que lhe foram cometidas, durante o período

de estágio já decorrido;

b) Tenha obtido uma avaliação igual ou superior a catorze valores na primeira avaliação intercalar já

realizada;

c) Tenha desenvolvido o primeiro ano de estágio em dedicação exclusiva ao patrono ou à sociedade

de revisores oficias de contas a que este pertença, em regime de contrato de trabalho e / ou de

prestação de serviços, em qualquer dos casos devidamente comprovados, através de

declarações para a Segurança Social e / ou de rendimentos fiscais;

d) Demonstre possuir experiência, não inferior a cinco anos, no exercício de funções de auditoria e,

acessoriamente, nas áreas relacionadas com as outras matérias que integram o programa de

exame de admissão à Ordem;

e) Obtenha aprovação em prova final a realizar nos termos do artigo 21.º do presente Regulamento.

5) As propostas a que aludem os números 3 e 4 anteriores deverão ser apresentadas, desde que

verificadas as condições aí exigidas, exceto as referidas em cada uma das alíneas b) respetivas e

perspetivando que seja cumprida condição referida em cada uma das alíneas c) respetivas, nos quatro

meses anteriores à conclusão do ano de estágio em curso.

6) Confirmadas pela Comissão de Estágio as condições previstas no numero anterior, esta comunica ao

patrono e ao membro estagiário, no prazo de 30 dias após a receção da proposta de redução de

estágio, o respetivo deferimento condicionado.

7) Nos 15 dias subsequentes à comunicação a que se refere o número anterior, o membro estagiário

propõe à Comissão de Estágio o tema a desenvolver nos termos do artigo 21º do presente regulamento.

8) Até aos 30 dias subsequentes à comunicação a que se refere o número anterior, a Comissão de Estágio

aprova ou reformula o tema proposto, aplicando-se, com as devidas alterações, o disposto no artigo

21º do presente regulamento

9) Em casos excecionais, devidamente fundamentados, poderão ser dispensados de estágio pela

Comissão de Estágio os indivíduos que demonstrem possuir experiência, não inferior a dez anos, no

(31)

exercício de funções de auditoria desenvolvidas junto de um revisor oficial de contas ou de uma

sociedade de revisores oficiais de contas, em regime de contrato de trabalho e / ou de prestação de

serviços, em qualquer dos casos devidamente comprovados, através de declarações para a Segurança

Social e / ou de rendimentos fiscais.

10) O estágio só se considera terminado após a aprovação, pela Comissão de Estágio, do relatório final

enviado pelo patrono, nos termos do número 1 do artigo 18.º.

CAPÍTULO IV

Do estagiário e do patrono

Artigo 11.º

Competência do membro estagiário

Ao membro estagiário compete executar todas as tarefas conducentes à revisão/auditoria às contas e

serviços relacionados, sob orientação do seu patrono, não devendo por sua conta praticar atos que por lei

estão restringidos ao revisor oficial de contas.

Artigo 12.º

Deveres do membro estagiário

São deveres específicos do membro estagiário para com o patrono, durante o período de estágio:

a) Observar escrupulosamente as regras, condições e limitações de utilização do escritório do patrono;

b) Guardar respeito e lealdade para com o patrono;

c) Colaborar com o patrono sempre que este o solicite e efetuar os trabalhos que lhe sejam

determinados, desde que compatíveis com a atividade de membro estagiário;

d) Guardar segredo profissional, nos termos do disposto no artigo 84.º do Estatuto.

Artigo 13.º

Indicação da qualidade

O membro estagiário deve identificar-se nessa qualidade, quando intervenha em qualquer ato de natureza

profissional.

Artigo 14.º

(32)

1. O membro estagiário deverá ter sempre atualizado na Ordem o seu domicílio profissional.

2. As transferências de domicílio profissional e quaisquer outros factos que possam influir na inscrição

devem ser comunicados, pelo membro estagiário, à Comissão de Estágio, no prazo de 30 dias a partir

da sua ocorrência.

Artigo 15.º

Competência do patrono

1. O patrono será um revisor oficial de contas em regime de dedicação exclusiva de funções, há pelo

menos cinco anos, ou uma sociedade de revisores oficiais de contas, representada por um sócio que

seja revisor oficial de contas que se encontre em regime de dedicação exclusiva de funções, há pelo

menos 5 anos.

2. Compete ao patrono orientar, dirigir e acompanhar a atividade profissional do membro estagiário,

integrando-o no exercício efetivo da atividade de revisão legal, auditoria às contas e serviços

relacionados, bem como no cumprimento das regras deontológicas da profissão.

3. Ao patrono cabe também apreciar a idoneidade moral, ética e deontológica do membro estagiário para

o exercício da profissão.

4. Ao patrono cabe ainda integrar o júri para avaliação anual do desempenho do seu membro estagiário.

5. Cada patrono não poderá acompanhar, em simultâneo, mais do que três estagiários.

Artigo 16.º

Deveres do patrono

Ao aceitar um membro estagiário e durante o período de estágio, o patrono fica vinculado perante a Ordem

a:

a) Permitir ao membro estagiário o acesso ao seu escritório e a utilização deste nas condições e com

as limitações que venha a estabelecer;

b) Acompanhar e apoiar o membro estagiário;

c) Aconselhar, orientar e informar o membro estagiário;

d) Fazer-se acompanhar do membro estagiário nas atividades profissionais a que este se encontra

afeto e ainda quando o interesse das questões debatidas o recomende.

(33)

Artigo 17.º

Escusa do patrono e dever específico de informação

1. O patrono pode pedir escusa da continuação do patrocínio ao membro estagiário, por violação de

qualquer dos deveres impostos no artigo 12.º ou por qualquer outro motivo devidamente fundamentado.

2. O pedido de escusa do patrocínio deve ser dirigido à Comissão de Estágio, com a exposição dos factos

que o justificam, devendo o patrono informar o membro estagiário da sua escusa.

3. O membro estagiário deverá proceder à indicação de outro patrono, enviando nova convenção de

estágio, no prazo máximo de três meses a contar da data em que lhe for notificado o deferimento do

pedido de escusa.

Artigo 18.º

Pareceres e relatório do patrono

1. Durante o período de estágio, o patrono emitirá pareceres por cada um dos relatórios de avaliação

intercalar anual apresentados pelo membro estagiário e, no fim do estágio, um relatório da atividade

exercida pelo estagiário, que concluirá com parecer fundamentado sobre a aptidão ou inaptidão do

estagiário para o exercício da profissão.

2. O patrono participará no júri para avaliação anual do progresso do estagiário, bem como na avaliação

final do estágio, tal como definido no presente Regulamento.

Artigo 19.º

Remuneração do estágio

A remuneração e demais condições do estágio serão acordadas livremente entre o estagiário e o patrono.

CAPÍTULO V

Avaliação do desempenho de estágio

Artigo 20.º

Progressão e avaliação intercalar do membro estagiário

1. O membro estagiário deverá elaborar um relatório de avaliação intercalar, com referência ao final do

primeiro ano de estágio, e outro por referência ao final do segundo ano de estágio, os quais terão uma

(34)

vocação eminentemente prática visando dar a conhecer em que medida o membro estagiário executou

efetivamente as atividades de estágio que lhe foram atribuídas.

2. O patrono emitirá um parecer sobre cada um destes relatórios do seu membro estagiário, validando de

forma expressa o conteúdo relatado pelo estagiário, designadamente no que se refere aos tempos

dedicados ao estágio, aos clientes onde esteve envolvido e aos trabalhos realizados no decurso do

estágio durante cada ano.

3. A Comissão de Estágio confirma o conteúdo dos relatórios anuais através de reuniões com o estagiário

e com o patrono, incluindo, obrigatoriamente, uma visita anual de avaliação aos escritórios onde decorre

o estágio.

Artigo 21.º

Prova de avaliação final de conhecimentos

1. No final do estágio o membro estagiário efetuará uma prova de avaliação final de conhecimentos a qual

consistirá:

a) Na apresentação de um trabalho escrito cujo tema, a propor pelo membro estagiário e a aprovar

pela Comissão de Estágio, deverá abordar, com ilustração prática, situações que tenham ocorrido

durante o estágio;

b) Na discussão oral do trabalho escrito apresentado bem como na apreciação e discussão de aspetos

específicos ocorridos no decurso do estágio e relatados no âmbito dos relatórios anuais elaborados

pelo membro estagiário.

2. A prova de avaliação final de estágio será prestada perante um júri composto nos termos do artigo 23.º

do presente Regulamento.

Artigo 22.º

Sistema de acompanhamento e avaliação de estágio

O Conselho Diretivo, sob proposta da Comissão de Estágio, aprovará as regras e procedimentos

específicos de acompanhamento do estágio e de avaliação do membro estagiário, incluindo os termos e

condições a que devem obedecer os membros estagiários e respetivos patronos no que respeita à

elaboração dos relatórios de avaliação intercalar e à prova de avaliação final previstos no presente

Regulamento.

(35)

Júri

1. O júri é composto por um presidente, elemento da Comissão de Estágio, e dois vogais, sendo um deles

o patrono e o outro a designar por essa Comissão.

2. Só podem ser nomeados para o júri das provas de avaliação de estágio, revisores oficiais de contas em

regime de dedicação exclusiva de funções, há pelo menos cinco anos, que não tenham sido punidos

disciplinarmente pela Ordem com pena de censura ou superior.

3. O júri atribuirá a classificação numa escala de zero a vinte valores, deliberando por maioria de votos

dos seus membros.

4. Cada momento de avaliação consiste na apreciação do respetivo relatório de avaliação intercalar ou na

prova de avaliação final, conforme aplicável, conjuntamente com a apreciação da forma como decorreu

cada um dos anos de estágio a que a avaliação respeita.

5. Considera-se aprovado o estagiário que, no conjunto das três provas de avaliação, obtenha uma média

igual ou superior a dez valores.

Artigo 24.º

Recursos

1. As deliberações do júri a que se refere o artigo 23.º do presente Regulamento serão notificadas ao

membro estagiário, delas cabendo recurso para a Comissão de Estágio, dentro do prazo de 15 dias.

2. Das deliberações da Comissão de Estágio cabe recurso para o Conselho Diretivo, dentro do prazo de

15 dias contados a partir da data em que a deliberação seja notificada ao membro estagiário.

CAPÍTULO VI

Disposições transitórias e finais

Artigo 25.º

Disposições transitórias

1. No prazo de noventa dias após a divulgação do presente Regulamento, os atuais membros estagiários

que ainda não tenham efetuado a avaliação final de estágio poderão optar pela aplicação do novo

Referências

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