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Sistema de Inovação

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(1)

Sistema Nacional de Inovação

Sistema Nacional de Inovação

Economia da Inovação

Economia da Inovação

Luciana Pereira

Luciana Pereira

(2)

Sistema

Sistema de

de Inovação

Inovação





É

É o conjunto de instituições públicas

o conjunto de instituições públicas

e privadas

e privadas que

que, no âmbito de um país

, no âmbito de um país

ou de uma

ou de uma região

região,

, formulam

formulam,

,

planejam

planejam,

, executam

executam, financiam e

, financiam e

planejam

planejam,

, executam

executam, financiam e

, financiam e

apóiam atividades de

apóiam atividades de ciência

ciência,

,

tecnologia e

tecnologia e inovação

inovação, incluindo

, incluindo--se

se

os usuários dos resultados dessas

os usuários dos resultados dessas

atividades

(3)

Delimitações

de

um

sistema

de

inovação:

a) Países

b) Regiões específicas

c) Tecnologias específicas

d) Setores produtivos específicos

d) Setores produtivos específicos

(4)

A

noção

de

sistemas

de

inovação

fundamenta-se nos seguintes aspectos:

•Inovação como um processo sistêmico e

aberto

•Conhecimento e informação

•Conhecimento codificado e conhecimento

•Conhecimento codificado e conhecimento

tácito

•Natureza social e interativa dos processos de

aprendizagem

•Instituições ( rotinas, normas, organizações)

•Proximidade (geográfica e institucional)

(5)

Os

elementos

de

um

Sistema

Nacional de Inovação:

a) Sistema de Ciência e Tecnologia

b) Sistema produtivo: a organização das firmas,

as relações inter-firmas e as relações com o

Sistema de C&T

Sistema de C&T

c) As relações entre o sistema financeiro e o

processo de inovação

d) O sistema educacional e de treinamento

e) O papel do setor público (políticas públicas)

f) O ambiente nacional (história, linguagem,

cultura)

(6)

Friedrich List e o Protecionismo na

Friedrich List e o Protecionismo na

Alemanha e nos Estados Unidos

Alemanha e nos Estados Unidos





Escola histórica alemã (1840): abordagem relativista

Escola histórica alemã (1840): abordagem relativista –

“Uma doutrina econômica adequada para um país em

“Uma doutrina econômica adequada para um país em

determinado momento pode não ser para outro em outra

determinado momento pode não ser para outro em outra

época

época”.

”.





List

List contestou a doutrina do

contestou a doutrina do

laissez

laissez--faire

faire

e a liberdade de

e a liberdade de

comércio, argumentando que eram políticas econômicas

comércio, argumentando que eram políticas econômicas

comércio, argumentando que eram políticas econômicas

comércio, argumentando que eram políticas econômicas

apropriadas para países com elevado desenvolvimento

apropriadas para países com elevado desenvolvimento

industrial, mas inconveniente para países menos

industrial, mas inconveniente para países menos

desenvolvidos

desenvolvidos..





Defendia que o protecionismo era política econômica lógica

Defendia que o protecionismo era política econômica lógica

e recomendável para os EUA e a Alemanha, que naquele

e recomendável para os EUA e a Alemanha, que naquele

momento encontravam

momento encontravam--se no estágio agrícola

se no estágio

agrícola--manufatureiro.

(7)

Alexander Hamilton e a escola americana de

Alexander Hamilton e a escola americana de

economia política

economia política





A

A escola americana

escola americana de

de

economia política

economia política

,

,

também conhecida como "

também conhecida como "sistema nacional

sistema nacional", é

", é

uma

uma

doutrina macroeconômica

doutrina macroeconômica

que dominou a

que dominou a

política econômica dos

política econômica dos

Estados Unidos

Estados Unidos

desde a

desde a

Guerra de Secessão

Guerra de Secessão

até a metade do século XX.

até a metade do século XX.





Usada na retórica política norte

Usada na retórica política norte--americana desde

americana desde

1824 até hoje, foi aplicada como política

1824 até hoje, foi aplicada como política

governamental por muitas décadas durante esse

governamental por muitas décadas durante esse

período.

(8)

Alexander Hamilton e a escola americana de

Alexander Hamilton e a escola americana de

economia política

economia política





Os elementos fundamentais da escola americana

Os elementos fundamentais da escola americana

foram promovidos por

foram promovidos por

John

John Quincy

Quincy Adams

Adams

e seu

e seu

Partido Republicano Nacional,

Partido Republicano Nacional,

Henry Clay

Henry Clay

e o

e o

Partido Whig, e

Partido Whig, e

Abraham Lincoln

Abraham Lincoln

mediante o

mediante o

primitivo

primitivo

Partido Republicano

Partido Republicano

, os quais abraçaram,

, os quais abraçaram,

primitivo

primitivo

Partido Republicano

Partido Republicano

, os quais abraçaram,

, os quais abraçaram,

implementaram e defenderam este sistema de

implementaram e defenderam este sistema de

política econômica.

política econômica.





Durante o período em que foi aplicado o sistema

Durante o período em que foi aplicado o sistema

americano, os Estados Unidos tornaram

americano, os Estados Unidos tornaram--se a maior

se a maior

economia do mundo, com o mais alto padrão de

economia do mundo, com o mais alto padrão de

vida, ultrapassando o Império Britânico por volta

vida, ultrapassando o Império Britânico por volta

de 1880.

(9)

Argumentos a favor do protecionismo

Argumentos a favor do protecionismo





Proteção da “indústria nascente”

Proteção da “indústria nascente”

– O Brasil, o processo de industrialização

O Brasil, o processo de industrialização

baseado na

baseado na “política de substituição de

“política de substituição de

importações”

importações” entre 1940 e 1970 (Getúlio

entre 1940 e 1970 (Getúlio

importações”

importações” entre 1940 e 1970 (Getúlio

entre 1940 e 1970 (Getúlio

Vargas, Juscelino Kubistchek (Plano de

Vargas, Juscelino Kubistchek (Plano de

Metas), Geisel (II PND), baseou

Metas), Geisel (II PND), baseou--se nesse

se nesse

estratégia.

(10)

Inovação e Comércio Internacional

Inovação e Comércio Internacional

(11)

Tecnologia e Competitividade

Tecnologia e Competitividade

Internacional

Internacional



 David Ricardo (1817) atribuiu as David Ricardo (1817) atribuiu as

vantagens comparativas das nações vantagens comparativas das nações ao diferencial de custos relativos de ao diferencial de custos relativos de produção.

produção.



 Os custos são funções da Os custos são funções da

disponibilidade de fatores e da disponibilidade de fatores e da disponibilidade de fatores e da disponibilidade de fatores e da

produtividade do trabalho que, por produtividade do trabalho que, por sua vez, depende da tecnologia sua vez, depende da tecnologia utilizada no processo produtivo. utilizada no processo produtivo.



 Portanto, na visão ricardiana, a Portanto, na visão ricardiana, a

tecnologia de processo (ou de tecnologia de processo (ou de

produção) é o fator determinante do produção) é o fator determinante do comércio internacional.

(12)

O que diz a literatura

O que diz a literatura

econômica?

econômica?





Posner (1961): empresas inovadoras

Posner (1961): empresas inovadoras

criam um monopólio exportador

criam um monopólio exportador

temporário para seus países de origem

temporário para seus países de origem





Freeman (1995): Competitividade

Freeman (1995): Competitividade





Freeman (1995): Competitividade

Freeman (1995): Competitividade

internacional em determinadas industrias

internacional em determinadas industrias

está associada ao esforço inovador (P&D)

está associada ao esforço inovador (P&D)





Soete (1987): Confirmou a teoria do gap

Soete (1987): Confirmou a teoria do gap

tecnológico para 40 setores (exceto de

tecnológico para 40 setores (exceto de

base em recursos naturais)

(13)

M.V. Posner e a teoria do hiato

M.V. Posner e a teoria do hiato

tecnológico

tecnológico





Posner (1961) constatou que quando as

Posner (1961) constatou que quando as

empresas desenvolviam um novo produto,

empresas desenvolviam um novo produto,

criavam um monopólio exportador em seu país

criavam um monopólio exportador em seu país

de origem até a entrada de imitadores no

de origem até a entrada de imitadores no

mercado, sugerindo que a mudança técnica

mercado, sugerindo que a mudança técnica

ocorrida em um país, e não originada nos

ocorrida em um país, e não originada nos

ocorrida em um país, e não originada nos

ocorrida em um país, e não originada nos

demais, induz o comércio durante o período de

demais, induz o comércio durante o período de

tempo que leva para o restante do mundo imitar

tempo que leva para o restante do mundo imitar

esta inovação.

esta inovação.





Hiato tecnológico: assimetria no acesso a

Hiato tecnológico: assimetria no acesso a

tecnologia

tecnologia

(14)

Chris Freeman: inovação e

Chris Freeman: inovação e

competitividade

competitividade





Freeman (1963, 1965, 1968), ao estudar a

Freeman (1963, 1965, 1968), ao estudar a

indústria de plásticos, concluiu que o

indústria de plásticos, concluiu que o

progresso técnico leva à liderança na

progresso técnico leva à liderança na

produção dessa indústria, porque as

produção dessa indústria, porque as

patentes e os segredos comerciais dão ao

patentes e os segredos comerciais dão ao

patentes e os segredos comerciais dão ao

patentes e os segredos comerciais dão ao

inovador proteção por um certo período.

inovador proteção por um certo período.





Quando o produto inovador começa a ser

Quando o produto inovador começa a ser

imitado, fatores mais tradicionais de

imitado, fatores mais tradicionais de

ajustamento e especialização passariam a

ajustamento e especialização passariam a

determinar os fluxos comerciais.

(15)

O que diz a literatura ?

O que diz a literatura ?





SPRU: 60% das importações européias envolvem

SPRU: 60% das importações européias envolvem

produtos únicos: bens de k, eletroeletrônicos,

produtos únicos: bens de k, eletroeletrônicos,

farmacêuticos, software, produtos de marca.

farmacêuticos, software, produtos de marca.





Sistema Nacional de Inovação (Nelson e Freeman):

Sistema Nacional de Inovação (Nelson e Freeman):

ambiente institucional e científico (infra

ambiente institucional e científico (infra--estrutura

estrutura

ambiente institucional e científico (infra

ambiente institucional e científico (infra--estrutura

estrutura

educacional e científica, mecanismos de apoio a

educacional e científica, mecanismos de apoio a

inovação, estratégias empresariais) são críticos para

inovação, estratégias empresariais) são críticos para

a competitividade internacional.

(16)

DOSI, G., PAVITT, K., SOETE, L. (1990)

DOSI, G., PAVITT, K., SOETE, L. (1990)





Em alguns setores

Em alguns setores —

— por exemplo, em que a

por exemplo, em que a

tecnologia já se encontra bastante difundida

tecnologia já se encontra bastante difundida —

uma vantagem em termos de custo pode

uma vantagem em termos de custo pode

compensar uma deficiência tecnológica.

compensar uma deficiência tecnológica.





Em outros, o mercado internacional pode

Em outros, o mercado internacional pode





Em outros, o mercado internacional pode

Em outros, o mercado internacional pode

premiar a inovação, a qualidade e a sofisticação

premiar a inovação, a qualidade e a sofisticação

de produtos e processos, e nesses casos a

de produtos e processos, e nesses casos a

presença de vantagens salariais não compensa a

presença de vantagens salariais não compensa a

existência de atrasos tecnológicos, ocorrendo

existência de atrasos tecnológicos, ocorrendo

uma baixa participação no comércio

uma baixa participação no comércio

internacional.

(17)

Origem do capital e esforço tecnológico

Origem do capital e esforço tecnológico

local

local





Zucolato (2005) verifica uma correlação

Zucolato (2005) verifica uma correlação

negativa entre o esforço tecnológico

negativa entre o esforço tecnológico

relativo e a presença estrangeira na

relativo e a presença estrangeira na

indústria de transformação brasileira.

indústria de transformação brasileira.

indústria de transformação brasileira.

indústria de transformação brasileira.

(18)

Despesas com P&D, por Fonte de

Financiamento 2002( %)

Países Empresas Privadas Governo Outras Fontes

OCDE (2001) 64 29 7 Estados Unidos 64 30 6 Japão (2001) 73 18 9 Alemanha 65 32 3 França (2001) 54 37 9 França (2001) 54 37 9 Reino Unido (2001) 46 30 24 Canadá 40 33 27 Itália (1996) 43 51 6 Coréia do Sul (2001) 73 25 2 Suécia (2001) 72 21 8 Espanha (2001) 47 40 13 Portugal (2001) 32 61 7 México (1999) 24 61 15 Brasil (2000) 40 58 2

(19)

Conteúdo tecnológico das

Conteúdo tecnológico das

exportações

exportações





O valor médio das exportações brasileiras

O valor médio das exportações brasileiras

no período 1997

no período 1997--2001 foi de US$ 7,12 por

2001 foi de US$ 7,12 por

kg para os produtos de alta tecnologia,

kg para os produtos de alta tecnologia,

US$ 0,55/kg para os de média tecnologia

US$ 0,55/kg para os de média tecnologia

US$ 0,55/kg para os de média tecnologia

US$ 0,55/kg para os de média tecnologia

e apenas US$ 0,03 para os produtos de

e apenas US$ 0,03 para os produtos de

baixa tecnologia.

baixa tecnologia.





o valor médio das exportações por kg

o valor médio das exportações por kg

representa apenas 40% do valor das

representa apenas 40% do valor das

importações (Furtado, 2002).

(20)

Formas de transferência de

Formas de transferência de

tecnologia

tecnologia





Por meio da venda e distribuição de ferramentas,

Por meio da venda e distribuição de ferramentas,

máquinas e equipamentos (

máquinas e equipamentos (tecnologia

tecnologia

incorporada ao capital

incorporada ao capital))





Via assistência técnica, treinamento e programas

Via assistência técnica, treinamento e programas

educacionais (

educacionais (tecnologia incorporada aos

tecnologia incorporada aos

recursos humanos

recursos humanos))

recursos humanos

recursos humanos))





Por meio de empresas multinacionais e alianças

Por meio de empresas multinacionais e alianças

estratégicas

estratégicas (transferências intra e inter

(transferências intra e

inter--firmas)

firmas)





Através do licenciamento de patentes, projetos ou

Através do licenciamento de patentes, projetos ou

especificações técnicas (

especificações técnicas (tecnologia

tecnologia

desincorporada)

(21)

Alianças Estratégicas

Alianças Estratégicas





Surgiram na década de 80 e 90 como

Surgiram na década de 80 e 90 como

forma de superar os altos custos de P&D ,

forma de superar os altos custos de P&D ,

curvas íngreme de aprendizado e redução

curvas íngreme de aprendizado e redução

nos ciclos de vida dos produtos.

nos ciclos de vida dos produtos.

nos ciclos de vida dos produtos.

nos ciclos de vida dos produtos.





Empresas carecem de capacitação em

Empresas carecem de capacitação em

todas as áreas, evitam riscos, abreviam

todas as áreas, evitam riscos, abreviam

tempo de introdução de inovações.

tempo de introdução de inovações.





Ex: desenvolvimento do palmtop pela

Ex: desenvolvimento do palmtop pela

Motorola e Samsung

(22)

Modos organizacionais das alianças

Modos organizacionais das alianças

estratégicas

estratégicas

Com acordos

Com acordos

societários:

societários:





Fusões e aquisições

Fusões e aquisições





Joint

Joint--ventures

ventures

Sem acordos

Sem acordos

societários:

societários:

 

Projetos de

Projetos de

desenvolvimento

desenvolvimento

conjunto de produtos

conjunto de produtos





Empresas de propósito

Empresas de propósito

específico

específico





Criam dependência

Criam dependência

mútua

mútua

conjunto de produtos

conjunto de produtos

 

Compartilhamento de

Compartilhamento de

recursos

recursos



(23)

Da transferencia de tecnologia para

Da transferencia de tecnologia para

as alianças estratégicas

as alianças estratégicas





Inicialmente haviam apenas fluxos

Inicialmente haviam apenas fluxos

unidirecionais: licenças e

unidirecionais: licenças e

second

second--sourcing

sourcing





Hoje evoluíram do simples licenciamento

Hoje evoluíram do simples licenciamento

para alianças estratégicas e licenciamento

para alianças estratégicas e licenciamento

para alianças estratégicas e licenciamento

para alianças estratégicas e licenciamento

cruzado: Ex: Texas Instrument e Hyundai

cruzado: Ex: Texas Instrument e Hyundai

trocando patentes de chips.

(24)

As alianças são concentradas em

As alianças são concentradas em

tecnologias avançadas.

tecnologias avançadas.





56% do número total de alianças na

56% do número total de alianças na

década de 90 foram na área de

década de 90 foram na área de

tecnologias da informação

tecnologias da informação

tecnologias da informação

tecnologias da informação





12,3% em biotecnologia

12,3% em biotecnologia



(25)

Classificação tecnológica de

Classificação tecnológica de

produtos

produtos





Alta tecnologia

Alta tecnologia mais de 4% de gastos de

mais de 4% de gastos de

P&D sobre o faturamento.

P&D sobre o faturamento.





Média intensidade

Média intensidade tecnológica se

tecnológica se

caracterizam por investir entre 1% e 4% das

caracterizam por investir entre 1% e 4% das

vendas em P&D.

vendas em P&D.

vendas em P&D.

vendas em P&D.





Baixa intensidade

Baixa intensidade tecnológica, menos de

tecnológica, menos de

1% em P&D. Neste grupo estão os segmentos

1% em P&D. Neste grupo estão os segmentos

de vidros, cerâmicas, alimentos e bebidas,

de vidros, cerâmicas, alimentos e bebidas,

refino de petróleo, metais ferrosos, papel,

refino de petróleo, metais ferrosos, papel,

madeira e mobiliário, têxteis e calçados.

madeira e mobiliário, têxteis e calçados.

(26)

Produtos de alta tecnologia: gastos em

Produtos de alta tecnologia: gastos em

P&D sobre faturamento dos (OECD)

P&D sobre faturamento dos (OECD)



 Farmacêuticos (10%)Farmacêuticos (10%)  Informática Informática (4,3%)

(4,3%)



 Aeronaves (8%)Aeronaves (8%)  Eletrônicos e comunicações Eletrônicos e comunicações (7,6%)

(27)

Setores de média intensidade

Setores de média intensidade

tecnologica

tecnologica





automóveis,

automóveis,





produtos químicos,

produtos químicos,





borrachas e plásticos,

borrachas e plásticos,





metais não ferrosos, entre outros.

metais não ferrosos, entre outros.





metais não ferrosos, entre outros.

metais não ferrosos, entre outros.





Tal categoria pode ainda ser subdividida em

Tal categoria pode ainda ser subdividida em

média

média--alta e média

alta e média--baixa intensidade

baixa intensidade

tecnológica.

(28)

Produtos de média tecnologia:

Produtos de média tecnologia:

P&D/vendas (OECD)

P&D/vendas (OECD)

Média

Média--alta tecnologia

alta tecnologia

 

Química (2,0%)

Química (2,0%)

Materiais elétricos

Materiais elétricos

Média

Média--baixa

baixa

tecnologia

tecnologia





Borracha e plásticos

Borracha e plásticos





Materiais elétricos

Materiais elétricos

(2,2%)

(2,2%)





Veículos automotores

Veículos automotores

(2,2%)

(2,2%)





Borracha e plásticos

Borracha e plásticos

(1%)

(1%)

(29)

Intensidade tecnológica e comércio

Intensidade tecnológica e comércio

exterior

exterior





Os setores de maior crescimento no

Os setores de maior crescimento no

comércio mundial tendem a ser aqueles

comércio mundial tendem a ser aqueles

com elevada intensidade tecnológica.

com elevada intensidade tecnológica.





Os setores classificados como de

Os setores classificados como de





Os setores classificados como de

Os setores classificados como de

tecnologia alta ou média

tecnologia alta ou média--alta responderam

alta responderam

por 63% do valor das exportações dos

por 63% do valor das exportações dos

setores considerados dinâmicos no

setores considerados dinâmicos no

mercado internacional

(30)

Necessidades tecnológicas das

Necessidades tecnológicas das

empresas exportadoras

empresas exportadoras



 Os resultados da pesquisa de campo do BNDES (Pinheiro, Os resultados da pesquisa de campo do BNDES (Pinheiro, Markwald e Pereira, 2002), revelam que grande parte das Markwald e Pereira, 2002), revelam que grande parte das

necessidades tecnológicas das empresas exportadoras se refere necessidades tecnológicas das empresas exportadoras se refere à Tecnologia Industrial Básica (TIB).

à Tecnologia Industrial Básica (TIB). 

 A importância da TIB para a competitividade internacional está A importância da TIB para a competitividade internacional está associada aos ganhos de produtividade e as exigências dos

associada aos ganhos de produtividade e as exigências dos diferentes mercados. A venda de um número crescente de diferentes mercados. A venda de um número crescente de associada aos ganhos de produtividade e as exigências dos associada aos ganhos de produtividade e as exigências dos diferentes mercados. A venda de um número crescente de diferentes mercados. A venda de um número crescente de produtos requer sua certificação por entidades credenciadas e produtos requer sua certificação por entidades credenciadas e com base em ensaios realizados por laboratórios credenciados e com base em ensaios realizados por laboratórios credenciados e conduzidos segundo normas (campo voluntário) e regulamentos conduzidos segundo normas (campo voluntário) e regulamentos técnicos (campo compulsório).

técnicos (campo compulsório). 

 Sem o mútuo reconhecimento desses sistemas entre países, o Sem o mútuo reconhecimento desses sistemas entre países, o preço de um produto será acrescido do custo de tantas

preço de um produto será acrescido do custo de tantas

certificações diferentes quanto forem os mercados de destino. certificações diferentes quanto forem os mercados de destino.

(31)

Acordos Internacionais

Acordos Internacionais



 A OMC criou o Acordo de Barreiras Técnicas, ao qual o Brasil aderiu. A OMC criou o Acordo de Barreiras Técnicas, ao qual o Brasil aderiu.

A idéia de unificação dos sistemas já foi abandonada, reconhecendo A idéia de unificação dos sistemas já foi abandonada, reconhecendo que há diferenças entre os modelos em uso nos diversos países que que há diferenças entre os modelos em uso nos diversos países que transcendem a questão puramente técnica. A tônica hoje é a

transcendem a questão puramente técnica. A tônica hoje é a

harmonização dos sistemas de metrologia, normalização e avaliação harmonização dos sistemas de metrologia, normalização e avaliação da conformidade, tomando

da conformidade, tomando--se em conta as peculiaridades de cada se em conta as peculiaridades de cada modelo organizacional, através dos Acordos de Reconhecimento modelo organizacional, através dos Acordos de Reconhecimento Mútuo.

Mútuo. Mútuo. Mútuo.



 Os blocos econômicos e suas organizações nacionais, subOs blocos econômicos e suas organizações nacionais, sub--regionais, regionais,

regionais e internacionais (por exemplo: ABNT

regionais e internacionais (por exemplo: ABNT ––Associação Associação Brasileira de Normas Técnicas; CMN

Brasileira de Normas Técnicas; CMN -- Comitê MERCOSUL de Comitê MERCOSUL de Normalização; COPANT

Normalização; COPANT -- Comissão PanComissão Pan--americana de Normas americana de Normas Técnicas; e ISO

Técnicas; e ISO -- International Organization for StandardizatioInternational Organization for Standardization, n, respectivamente) têm se preocupado com temas como o

respectivamente) têm se preocupado com temas como o

reconhecimento mútuo dos sistemas de normas e avaliação de reconhecimento mútuo dos sistemas de normas e avaliação de conformidade.

(32)

Barreiras tarifarias e não tarifarias ao

Barreiras tarifarias e não tarifarias ao

comercio internacional

comercio internacional





Trade Restrictions /

Trade Restrictions /

Trade Barriers

Trade Barriers

– – Dumping Dumping – – Subsidies Subsidies –

– Countervailing Duties Countervailing Duties





Non

Non--Tariff Barriers

Tariff Barriers

– subsidiessubsidies

– aid (loans and grants) aid (loans and grants) –

– customs valuation customs valuation –

– quotas quotas –

– Countervailing Duties Countervailing Duties –

– Tariffs Tariffs –

– Nontariff Barriers Nontariff Barriers –

– Quotas Quotas –

– VERs VERs -- Voluntary Export Voluntary Export Restraints

Restraints

– quotas quotas –

– "buy national" policies "buy national" policies –

– standards standards –

(33)

Barreiras tarifarias e não

Barreiras tarifarias e não

tarifarias

tarifarias

 

Desde o

Desde o

estabelecimento do

estabelecimento do

GATT em 1947 as

GATT em 1947 as

tarifas alfandegárias

tarifas alfandegárias

vem caindo

vem caindo

consistentemente a

consistentemente a

cada rodada de

cada rodada de

cada rodada de

cada rodada de

negociações.

negociações.

 

O protecionismo

O protecionismo

passou a recair sobre

passou a recair sobre

as áreas de

as áreas de

normalização e

normalização e

regulamentação

regulamentação

técnica.

técnica.

(34)

Tecnologia Industrial Básica

Tecnologia Industrial Básica





Funções: metrologia, normalização, regulamentação

Funções: metrologia, normalização, regulamentação

técnica e avaliação de conformidade (ensaios,

técnica e avaliação de conformidade (ensaios,

inspeção, certificação, homologação, exigências de

inspeção, certificação, homologação, exigências de

reguladores

reguladores))





Barreiras técnicas as importações (OMC)

Barreiras técnicas as importações (OMC)





Barreiras técnicas as importações (OMC)

Barreiras técnicas as importações (OMC)





Campo voluntário (certificação em laboratórios

Campo voluntário (certificação em laboratórios

credenciados)

credenciados)





Campo compulsório (normas técnicas)

Campo compulsório (normas técnicas)



(35)

Qualidade e Exportações

Qualidade e Exportações



 Qualidade reconhecidaQualidade reconhecida (ex: ISO 9000, selos de qualidade): (ex: ISO 9000, selos de qualidade):

comprovação por entidades independentes da adequação dos comprovação por entidades independentes da adequação dos

produtos e processos a parâmetros físicos e químicos estabelecidos produtos e processos a parâmetros físicos e químicos estabelecidos pelos diferentes mercados e baixa tolerância as variações nos

pelos diferentes mercados e baixa tolerância as variações nos

padrões de qualidade adotados pelo importador (ex: celulose, aço) padrões de qualidade adotados pelo importador (ex: celulose, aço)



 Normas de qualidade específicas para exportação: Normas de qualidade específicas para exportação: diferenciadas diferenciadas

segundo o mercado de destino (ex: calçados) segundo o mercado de destino (ex: calçados) segundo o mercado de destino (ex: calçados) segundo o mercado de destino (ex: calçados)



 100% das empresas entrevistas nos setores de petróleo, máquinas 100% das empresas entrevistas nos setores de petróleo, máquinas

e equipamentos elétricos, produtos eletrônicos e veículos e 80% das e equipamentos elétricos, produtos eletrônicos e veículos e 80% das empresas entrevistadas nos setores têxtil, papel, produtos químicos, empresas entrevistadas nos setores têxtil, papel, produtos químicos, máquinas e equipamentos, borracha e plásticos, informática e

máquinas e equipamentos, borracha e plásticos, informática e médico hospitalar consideram importante ou muito importante a médico hospitalar consideram importante ou muito importante a qualidade reconhecida através do certificado ISO 9000 e selos de qualidade reconhecida através do certificado ISO 9000 e selos de qualidade.

(36)

Normas Técnicas

Normas Técnicas





Certificação junto a organismos de

Certificação junto a organismos de

metrologia, entidades setoriais ou supra

metrologia, entidades setoriais ou

supra--nacionais.

nacionais.





Produtos médico

Produtos médico--hospitalares: legislações

hospitalares: legislações





Produtos médico

Produtos médico--hospitalares: legislações

hospitalares: legislações

diferenciadas.

diferenciadas.





Química e farmacêutica: testes de bio

Química e farmacêutica: testes de

bio--equivalência; testes e ensaios para

equivalência; testes e ensaios para

comprovar adequação as normas

comprovar adequação as normas

sanitárias e ambientais.

(37)

Normas técnicas

Normas técnicas



 A maioria absoluta das empresas adapta produtos para atender A maioria absoluta das empresas adapta produtos para atender normas técnicas estrangeiras. Geralmente isso inclui certificação normas técnicas estrangeiras. Geralmente isso inclui certificação junto a organismos de metrologia, entidades setoriais ou supra junto a organismos de metrologia, entidades setoriais ou supra--nacionais.

nacionais. 

 Nos casos de papel e produtos médicoNos casos de papel e produtos médico--hospitalares, o percentual hospitalares, o percentual de concordância foi de 100%. Nas indústrias química e

de concordância foi de 100%. Nas indústrias química e

farmacêutica, a exemplo de outros setores muito regulados, as farmacêutica, a exemplo de outros setores muito regulados, as de concordância foi de 100%. Nas indústrias química e

de concordância foi de 100%. Nas indústrias química e

farmacêutica, a exemplo de outros setores muito regulados, as farmacêutica, a exemplo de outros setores muito regulados, as exigências de exames de bioequivalência e de testes e ensaios exigências de exames de bioequivalência e de testes e ensaios para comprovar segurança e adequação aos padrões sanitários e para comprovar segurança e adequação aos padrões sanitários e ambientais constituem importante barreira à entrada de

ambientais constituem importante barreira à entrada de empresas brasileiras no exterior.

(38)

Importância da certificação nas

Importância da certificação nas

exportações de ração animal

exportações de ração animal



 Considerado o terceiro maior produtor mundial de rações animais, o Considerado o terceiro maior produtor mundial de rações animais, o Brasil praticamente não exporta para a Europa em função das

Brasil praticamente não exporta para a Europa em função das exigências de certificação da

exigências de certificação da EurepEurep ((EuroEuro--RatailerRatailer ProduceProduce WorkingWorking Group

Group), uma associação de supermercados que define padrões de ), uma associação de supermercados que define padrões de qualidade dos alimentos que importa de outros países.

qualidade dos alimentos que importa de outros países.

Para superar tal barreira, o Sindicato Nacional da Indústria de Para superar tal barreira, o Sindicato Nacional da Indústria de 

 Para superar tal barreira, o Sindicato Nacional da Indústria de Para superar tal barreira, o Sindicato Nacional da Indústria de

Alimentação Animal está implantando junto a seus associados um Alimentação Animal está implantando junto a seus associados um

programa de certificação contemplando as regras do HSCCP (Análise de programa de certificação contemplando as regras do HSCCP (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle, na sigla em inglês) de boas

Perigos e Pontos Críticos de Controle, na sigla em inglês) de boas

praticas de fabricação. A vantagem do produto certificado, entretanto, praticas de fabricação. A vantagem do produto certificado, entretanto, vai além da exportação direta: interessa também as empresas

vai além da exportação direta: interessa também as empresas brasileiras que hoje não exportam carnes por não conseguirem brasileiras que hoje não exportam carnes por não conseguirem comprovar que toda a cadeia foi certificada, uma exigência da

(39)

Normas e Regulamentos do Comercio

Normas e Regulamentos do Comercio

de Produtos Agrícolas

de Produtos Agrícolas



 Saúde, normas fitosanitárias, qualidade, e regulamentos são Saúde, normas fitosanitárias, qualidade, e regulamentos são muito importantes para o comércio internacional de

muito importantes para o comércio internacional de

agrobusiness. Alguns são regulações estabelecidas por governos agrobusiness. Alguns são regulações estabelecidas por governos e outras são padrões e normas estabelecidos pela industria. Tais e outras são padrões e normas estabelecidos pela industria. Tais exigências e restrições afetam todos os fornecedores

exigências e restrições afetam todos os fornecedores

agroindustriais, incluindo agricultores, pecuaristas, industriais, agroindustriais, incluindo agricultores, pecuaristas, industriais, empacotadores, transportadores e demais participantes da empacotadores, transportadores e demais participantes da empacotadores, transportadores e demais participantes da empacotadores, transportadores e demais participantes da cadeia produtiva internacional.

cadeia produtiva internacional.

Padrões e classificações: Produtores e exportadores precisam Padrões e classificações: Produtores e exportadores precisam indicar os termos específicos de qualidade do produto que estão indicar os termos específicos de qualidade do produto que estão fornecendo, incluindo peso, aparência e outros fatores.

fornecendo, incluindo peso, aparência e outros fatores.

International standards from the EU and CODEX Alimentarius. International standards from the EU and CODEX Alimentarius.

(40)

Patentes e Propriedade

Patentes e Propriedade

Industrial

Industrial





TRIPS / OMC: Introduzida na Rodada do

TRIPS / OMC: Introduzida na Rodada do

Uruguai, regula

Uruguai, regula

copyrights

copyrights

, marcas

, marcas

registradas, desenho industrial, patentes,

registradas, desenho industrial, patentes,

topografia de circuitos integrados,

topografia de circuitos integrados,

topografia de circuitos integrados,

topografia de circuitos integrados,

confidencialidade.

confidencialidade.





Brasil aderiu em 1996: incluiu produtos

Brasil aderiu em 1996: incluiu produtos

farmacêuticos e software

farmacêuticos e software



(41)

Patentes e Propriedade Intelectual

Patentes e Propriedade Intelectual



 Os novos comprometimentos, derivados da necessidade de Os novos comprometimentos, derivados da necessidade de inserção na nova ordem internacional, revela a crescente inserção na nova ordem internacional, revela a crescente importância da tecnologia explícita para competitividade importância da tecnologia explícita para competitividade internacional.

internacional. 

 No caso brasileiro, onde as inovações são geralmente tácitas e No caso brasileiro, onde as inovações são geralmente tácitas e não formalizadas, as remessas por tecnologia mais que

não formalizadas, as remessas por tecnologia mais que

duplicaram, diante da necessidade de registrar e pagar por duplicaram, diante da necessidade de registrar e pagar por licenças, patentes e assistência técnica. As importações de licenças, patentes e assistência técnica. As importações de

produtos acabados também aumentaram, devido à dificuldade produtos acabados também aumentaram, devido à dificuldade produtos acabados também aumentaram, devido à dificuldade produtos acabados também aumentaram, devido à dificuldade legal de produtores brasileiros em copiar produtos protegidos. legal de produtores brasileiros em copiar produtos protegidos. 

 A chamada “engenharia reversa” era uma fonte tecnológica A chamada “engenharia reversa” era uma fonte tecnológica adotada, por exemplo, por pequenas e médias empresas nas adotada, por exemplo, por pequenas e médias empresas nas áreas químico

áreas químico--farmacêutica e software. Diante da farmacêutica e software. Diante da

impossibilidade de produzir no país produtos protegidos por impossibilidade de produzir no país produtos protegidos por patentes estrangeiras, o mercado passou a importar. Apenas patentes estrangeiras, o mercado passou a importar. Apenas dois anos após a nova legislação entrar em vigor, o déficit dois anos após a nova legislação entrar em vigor, o déficit

comercial brasileiro no setor farmacêutico subiu de cerca de US$ comercial brasileiro no setor farmacêutico subiu de cerca de US$ 500 milhões em 1995 para US$ 1,4 bilhão em 1997 (Bermudez 500 milhões em 1995 para US$ 1,4 bilhão em 1997 (Bermudez et all 2000).

(42)

Normas Ambientais

Normas Ambientais





ISO 14000: semelhante a ISO 9000

ISO 14000: semelhante a ISO 9000

(qualidade), estabelecem um conjunto de

(qualidade), estabelecem um conjunto de

atividades a serem formalmente

atividades a serem formalmente

monitoradas pelas empresas.

monitoradas pelas empresas.





Selo verde: adoção voluntária

Selo verde: adoção voluntária





Setores mais afetados: celulose e papel,

Setores mais afetados: celulose e papel,

petróleo, alimentos e bebidas.

petróleo, alimentos e bebidas.



(43)

Certificação ambiental no Brasil

Certificação ambiental no Brasil





No Brasil, a questão ambiental é relevante nos

No Brasil, a questão ambiental é relevante nos

setores industriais onde se nota a prevalência de

setores industriais onde se nota a prevalência de

empresas competitivas internacionalmente. As

empresas competitivas internacionalmente. As

industrias de celulose e papel, petróleo, alimentos e

industrias de celulose e papel, petróleo, alimentos e

bebidas são as que consideram mais importante a

bebidas são as que consideram mais importante a

bebidas são as que consideram mais importante a

bebidas são as que consideram mais importante a

adoção de padrões ambientais formalmente

adoção de padrões ambientais formalmente

definidos. Também as empresas nos setores de

definidos. Também as empresas nos setores de

couro e calçados, madeira, papel e minerais não

couro e calçados, madeira, papel e minerais não

metálicos fazem adaptações nos produtos e

metálicos fazem adaptações nos produtos e

processos para atender normas ambientais

processos para atender normas ambientais

estrangeiras.

(44)

Selos verde:

Selos verde:

certificação

certificação

ambiental

ambiental





Os selos verdes, em sua maioria, não são de adoção ou

Os selos verdes, em sua maioria, não são de adoção ou

exigência compulsória. No entanto, devem crescer as

exigência compulsória. No entanto, devem crescer as

pressões de consumidores e governos nesta direção,

pressões de consumidores e governos nesta direção,

aumentando barreiras não

aumentando barreiras não--tarifárias.

tarifárias.





Para superar esta barreira técnica, o exportador precisa

Para superar esta barreira técnica, o exportador precisa





Para superar esta barreira técnica, o exportador precisa

Para superar esta barreira técnica, o exportador precisa

investir em processos alternativos. Processos limpos

investir em processos alternativos. Processos limpos

costumam ser tecnologicamente mais sofisticados e

costumam ser tecnologicamente mais sofisticados e

requerem investimentos em tecnologia, compra de

requerem investimentos em tecnologia, compra de

equipamentos, informação e capacitação de pessoal.

equipamentos, informação e capacitação de pessoal.





Inovações ambientais são orientadas para tornar os

Inovações ambientais são orientadas para tornar os

processos mais limpos, procurando não gerar emissões,

processos mais limpos, procurando não gerar emissões,

ao contrário do tratamento “

ao contrário do tratamento “

end

end--of

of--pipe

pipe

” que gera e

” que gera e

depois trata (ou transforma) os poluentes

(45)

Importância da certificação na

Importância da certificação na

industria de madeira, celulose e

industria de madeira, celulose e

papel

papel

•• Os setores ligados a

Os setores ligados a

exploração florestal são

exploração florestal são

os mais afetados pela

os mais afetados pela

necessidade de

necessidade de

certificação ambiental.

certificação ambiental.

•• No Brasil, 87,5% dos

No Brasil, 87,5% dos

•• No Brasil, 87,5% dos

No Brasil, 87,5% dos

exportadores de madeira

exportadores de madeira

e 90,9% dos de papel e

e 90,9% dos de papel e

celulose adaptam

celulose adaptam

produtos e processos

produtos e processos

para atender normas

para atender normas

ambientais estrangeiras

ambientais estrangeiras

(46)

Normas sociais

Normas sociais





Normas trabalhistas e

Normas trabalhistas e

ambientais passam a

ambientais passam a

ser exigidas em toda a

ser exigidas em toda a

cadeia produtiva.

cadeia produtiva.





Ex: fornecedores de

Ex: fornecedores de





Ex: fornecedores de

Ex: fornecedores de

gusa para a CVRD

gusa para a CVRD

(47)

Design e Marcas

Design e Marcas





Importância do design para exportações varia

Importância do design para exportações varia

conforme o setor: bens de consumo final, produtos

conforme o setor: bens de consumo final, produtos

embalados podem exigir redesenho para incorporar

embalados podem exigir redesenho para incorporar

design adaptado a cultura, padrões estéticos,

design adaptado a cultura, padrões estéticos,

hábitos dos consumidores, materiais e componentes

hábitos dos consumidores, materiais e componentes

hábitos dos consumidores, materiais e componentes

hábitos dos consumidores, materiais e componentes

exigidos pelos consumidores. Ex: vestuário e

exigidos pelos consumidores. Ex: vestuário e

acessórios, calçados.

acessórios, calçados.





Marcas fortes = quase

Marcas fortes = quase--monopolio

monopolio



(48)

Tecnologias de Processo

Tecnologias de Processo

– Fundamental para a competitividade de

Fundamental para a competitividade de

produtos fabricados em larga escala:

produtos fabricados em larga escala:

aço, automóveis, petroquímica,

aço, automóveis, petroquímica,

celulose.

celulose.

celulose.

celulose.

– Fontes de melhoramentos tecnológicos:

Fontes de melhoramentos tecnológicos:

engenharia de produção, experiência

engenharia de produção, experiência

operacional, fornecedores de

operacional, fornecedores de

equipamentos.

equipamentos.

(49)

Fontes de Tecnologia para

Fontes de Tecnologia para

Exportações

Exportações



 a tecnologia desenvolvida internamente é considerada importante ou a tecnologia desenvolvida internamente é considerada importante ou

muito importante por mais de 80% das empresas entrevistadas nos muito importante por mais de 80% das empresas entrevistadas nos setores têxtil, vestuário e acessórios, couro e calçados, borracha e setores têxtil, vestuário e acessórios, couro e calçados, borracha e plásticos, máquinas e equipamentos, informática e equipamentos plásticos, máquinas e equipamentos, informática e equipamentos médico

médico--hospitalares.hospitalares.



 A tecnologia estrangeira obtida sob licença, em contraste, é apontada A tecnologia estrangeira obtida sob licença, em contraste, é apontada

como importante para as exportações em apenas um setor (eletrônico), como importante para as exportações em apenas um setor (eletrônico), onde o nível de respostas foi superior a 50% (ver coluna 3). Neste

onde o nível de respostas foi superior a 50% (ver coluna 3). Neste onde o nível de respostas foi superior a 50% (ver coluna 3). Neste onde o nível de respostas foi superior a 50% (ver coluna 3). Neste setor, a forte presença de empresas multinacionais reforça o papel da setor, a forte presença de empresas multinacionais reforça o papel da tecnologia globalizada e da divisão de trabalho em diferentes

tecnologia globalizada e da divisão de trabalho em diferentes subsidiárias.

subsidiárias.



 Para os demais setores analisados, a tecnologia licenciada não é Para os demais setores analisados, a tecnologia licenciada não é

considerada importante para as exportações por dois motivos: (i) considerada importante para as exportações por dois motivos: (i) restrições às exportações existentes explícita ou implicitamente em restrições às exportações existentes explícita ou implicitamente em muitos contratos de licenciamento. (ii) Produtos fabricados sob licença muitos contratos de licenciamento. (ii) Produtos fabricados sob licença geralmente não são competitivos no exterior, na medida que não

geralmente não são competitivos no exterior, na medida que não

apresentam originalidade de design e apresentam custos superiores aos apresentam originalidade de design e apresentam custos superiores aos produtos oferecidos pelos proprietários das licenças.

(50)

Esforços tecnológicos e

Esforços tecnológicos e

competitividade

competitividade





É possível identificar uma correlação

É possível identificar uma correlação

positiva entre desempenho comercial e

positiva entre desempenho comercial e

tecnológico para a indústria nacional,

tecnológico para a indústria nacional,

confirmando o sugerido por diversos

confirmando o sugerido por diversos

confirmando o sugerido por diversos

confirmando o sugerido por diversos

estudos teóricos e empíricos.

estudos teóricos e empíricos.





A participação setorial das exportações no

A participação setorial das exportações no

total mundial e os saldos comerciais

total mundial e os saldos comerciais

gerados são mais elevados, em geral, nos

gerados são mais elevados, em geral, nos

setores em que o esforço tecnológico

setores em que o esforço tecnológico

relativo é mais significativo.

(51)

Inovação

Inovação –

– privilegiar setores com vantagens

privilegiar setores com vantagens

competitivas potenciais

competitivas potenciais



 O financiamento ao setor privado deve priorizar o O financiamento ao setor privado deve priorizar o

desenvolvimento experimental de novos produtos e processos desenvolvimento experimental de novos produtos e processos adaptados aos diferentes mercados no exterior.

adaptados aos diferentes mercados no exterior. 

 O apoio a inovação, seja através de financiamento às atividades O apoio a inovação, seja através de financiamento às atividades de P&D na empresa ou em instituições de pesquisa e/ou do

de P&D na empresa ou em instituições de pesquisa e/ou do apoio a formação de redes de pesquisa cooperativas, pode apoio a formação de redes de pesquisa cooperativas, pode também ajudar as empresas nacionais a se fortalecerem no também ajudar as empresas nacionais a se fortalecerem no apoio a formação de redes de pesquisa cooperativas, pode apoio a formação de redes de pesquisa cooperativas, pode também ajudar as empresas nacionais a se fortalecerem no também ajudar as empresas nacionais a se fortalecerem no

mercado interno. A exemplo do que ocorre no Japão, o mercado mercado interno. A exemplo do que ocorre no Japão, o mercado doméstico poderia servir de teste para novos produtos, para

doméstico poderia servir de teste para novos produtos, para posteriormente gerarem exportações.

posteriormente gerarem exportações. 

 O apoio a geração de patentes e marcas internacionais constitui O apoio a geração de patentes e marcas internacionais constitui outro elemento desta estratégia.

(52)

Conclusões

Conclusões



 Crescente importância da tecnologia para exportações: não apenas Crescente importância da tecnologia para exportações: não apenas

em mercados dinâmicos mas também tradicionais. em mercados dinâmicos mas também tradicionais.



 A visão tradicional sobre a eficiência dinâmica da industria enfatiza A visão tradicional sobre a eficiência dinâmica da industria enfatiza

variáveis políticas que são pouco relacionadas à tecnologia. variáveis políticas que são pouco relacionadas à tecnologia.



 A eficiência dinâmica não segue automaticamente a aquisição de A eficiência dinâmica não segue automaticamente a aquisição de 

 A eficiência dinâmica não segue automaticamente a aquisição de A eficiência dinâmica não segue automaticamente a aquisição de

maquinaria importada incorporando novas tecnologias e a maquinaria importada incorporando novas tecnologias e a acumulação de know

acumulação de know--how operacional, pois depende fortemente da how operacional, pois depende fortemente da capacidade doméstica de gerar e administrar mudanças nas

capacidade doméstica de gerar e administrar mudanças nas tecnologias utilizadas na produção.

tecnologias utilizadas na produção.



 Tal capacitação está baseada principalmente em recursos Tal capacitação está baseada principalmente em recursos

especializados (RH, P&D, TIB) que não estão necessariamente especializados (RH, P&D, TIB) que não estão necessariamente incorporados em bens de capital e know

(53)

Conclusões

Conclusões





Necessidade de políticas públicas: política tecnológica

Necessidade de políticas públicas: política tecnológica

não se articula com a de comércio exterior.

não se articula com a de comércio exterior.





A política tecnológica praticamente ignora a necessidade

A política tecnológica praticamente ignora a necessidade

de exportações. Um dos raros programas que combinam

de exportações. Um dos raros programas que combinam

tecnologia e exportações

tecnologia e exportações –

– o PROGEX

o PROGEX –

– tem foco na

tem foco na

tecnologia e exportações

tecnologia e exportações –

– o PROGEX

o PROGEX –

– tem foco na

tem foco na

micro e pequena empresa.

micro e pequena empresa.





Difusão de tecnologias existentes (

Difusão de tecnologias existentes (

catching up

catching up

): A

): A

maioria das empresas, sobretudo as de pequeno e

maioria das empresas, sobretudo as de pequeno e

médio portes, se ressentem da falta de fontes

médio portes, se ressentem da falta de fontes

tecnológicas confiáveis e acessíveis

Referências

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