Sistema Nacional de Inovação
Sistema Nacional de Inovação
Economia da Inovação
Economia da Inovação
Luciana Pereira
Luciana Pereira
Sistema
Sistema de
de Inovação
Inovação
É
É o conjunto de instituições públicas
o conjunto de instituições públicas
e privadas
e privadas que
que, no âmbito de um país
, no âmbito de um país
ou de uma
ou de uma região
região,
, formulam
formulam,
,
planejam
planejam,
, executam
executam, financiam e
, financiam e
planejam
planejam,
, executam
executam, financiam e
, financiam e
apóiam atividades de
apóiam atividades de ciência
ciência,
,
tecnologia e
tecnologia e inovação
inovação, incluindo
, incluindo--se
se
os usuários dos resultados dessas
os usuários dos resultados dessas
atividades
Delimitações
de
um
sistema
de
inovação:
a) Países
b) Regiões específicas
c) Tecnologias específicas
d) Setores produtivos específicos
d) Setores produtivos específicos
A
noção
de
sistemas
de
inovação
fundamenta-se nos seguintes aspectos:
•Inovação como um processo sistêmico e
aberto
•Conhecimento e informação
•Conhecimento codificado e conhecimento
•Conhecimento codificado e conhecimento
tácito
•Natureza social e interativa dos processos de
aprendizagem
•Instituições ( rotinas, normas, organizações)
•Proximidade (geográfica e institucional)
Os
elementos
de
um
Sistema
Nacional de Inovação:
a) Sistema de Ciência e Tecnologia
b) Sistema produtivo: a organização das firmas,
as relações inter-firmas e as relações com o
Sistema de C&T
Sistema de C&T
c) As relações entre o sistema financeiro e o
processo de inovação
d) O sistema educacional e de treinamento
e) O papel do setor público (políticas públicas)
f) O ambiente nacional (história, linguagem,
cultura)
Friedrich List e o Protecionismo na
Friedrich List e o Protecionismo na
Alemanha e nos Estados Unidos
Alemanha e nos Estados Unidos
Escola histórica alemã (1840): abordagem relativista
Escola histórica alemã (1840): abordagem relativista –
–
“Uma doutrina econômica adequada para um país em
“Uma doutrina econômica adequada para um país em
determinado momento pode não ser para outro em outra
determinado momento pode não ser para outro em outra
época
época”.
”.
List
List contestou a doutrina do
contestou a doutrina do
laissez
laissez--faire
faire
e a liberdade de
e a liberdade de
comércio, argumentando que eram políticas econômicas
comércio, argumentando que eram políticas econômicas
comércio, argumentando que eram políticas econômicas
comércio, argumentando que eram políticas econômicas
apropriadas para países com elevado desenvolvimento
apropriadas para países com elevado desenvolvimento
industrial, mas inconveniente para países menos
industrial, mas inconveniente para países menos
desenvolvidos
desenvolvidos..
Defendia que o protecionismo era política econômica lógica
Defendia que o protecionismo era política econômica lógica
e recomendável para os EUA e a Alemanha, que naquele
e recomendável para os EUA e a Alemanha, que naquele
momento encontravam
momento encontravam--se no estágio agrícola
se no estágio
agrícola--manufatureiro.
Alexander Hamilton e a escola americana de
Alexander Hamilton e a escola americana de
economia política
economia política
A
A escola americana
escola americana de
de
economia política
economia política
,
,
também conhecida como "
também conhecida como "sistema nacional
sistema nacional", é
", é
uma
uma
doutrina macroeconômica
doutrina macroeconômica
que dominou a
que dominou a
política econômica dos
política econômica dos
Estados Unidos
Estados Unidos
desde a
desde a
Guerra de Secessão
Guerra de Secessão
até a metade do século XX.
até a metade do século XX.
Usada na retórica política norte
Usada na retórica política norte--americana desde
americana desde
1824 até hoje, foi aplicada como política
1824 até hoje, foi aplicada como política
governamental por muitas décadas durante esse
governamental por muitas décadas durante esse
período.
Alexander Hamilton e a escola americana de
Alexander Hamilton e a escola americana de
economia política
economia política
Os elementos fundamentais da escola americana
Os elementos fundamentais da escola americana
foram promovidos por
foram promovidos por
John
John Quincy
Quincy Adams
Adams
e seu
e seu
Partido Republicano Nacional,
Partido Republicano Nacional,
Henry Clay
Henry Clay
e o
e o
Partido Whig, e
Partido Whig, e
Abraham Lincoln
Abraham Lincoln
mediante o
mediante o
primitivo
primitivo
Partido Republicano
Partido Republicano
, os quais abraçaram,
, os quais abraçaram,
primitivo
primitivo
Partido Republicano
Partido Republicano
, os quais abraçaram,
, os quais abraçaram,
implementaram e defenderam este sistema de
implementaram e defenderam este sistema de
política econômica.
política econômica.
Durante o período em que foi aplicado o sistema
Durante o período em que foi aplicado o sistema
americano, os Estados Unidos tornaram
americano, os Estados Unidos tornaram--se a maior
se a maior
economia do mundo, com o mais alto padrão de
economia do mundo, com o mais alto padrão de
vida, ultrapassando o Império Britânico por volta
vida, ultrapassando o Império Britânico por volta
de 1880.
Argumentos a favor do protecionismo
Argumentos a favor do protecionismo
Proteção da “indústria nascente”
Proteção da “indústria nascente”
–
– O Brasil, o processo de industrialização
O Brasil, o processo de industrialização
baseado na
baseado na “política de substituição de
“política de substituição de
importações”
importações” entre 1940 e 1970 (Getúlio
entre 1940 e 1970 (Getúlio
importações”
importações” entre 1940 e 1970 (Getúlio
entre 1940 e 1970 (Getúlio
Vargas, Juscelino Kubistchek (Plano de
Vargas, Juscelino Kubistchek (Plano de
Metas), Geisel (II PND), baseou
Metas), Geisel (II PND), baseou--se nesse
se nesse
estratégia.
Inovação e Comércio Internacional
Inovação e Comércio Internacional
Tecnologia e Competitividade
Tecnologia e Competitividade
Internacional
Internacional
David Ricardo (1817) atribuiu as David Ricardo (1817) atribuiu as
vantagens comparativas das nações vantagens comparativas das nações ao diferencial de custos relativos de ao diferencial de custos relativos de produção.
produção.
Os custos são funções da Os custos são funções da
disponibilidade de fatores e da disponibilidade de fatores e da disponibilidade de fatores e da disponibilidade de fatores e da
produtividade do trabalho que, por produtividade do trabalho que, por sua vez, depende da tecnologia sua vez, depende da tecnologia utilizada no processo produtivo. utilizada no processo produtivo.
Portanto, na visão ricardiana, a Portanto, na visão ricardiana, a
tecnologia de processo (ou de tecnologia de processo (ou de
produção) é o fator determinante do produção) é o fator determinante do comércio internacional.
O que diz a literatura
O que diz a literatura
econômica?
econômica?
Posner (1961): empresas inovadoras
Posner (1961): empresas inovadoras
criam um monopólio exportador
criam um monopólio exportador
temporário para seus países de origem
temporário para seus países de origem
Freeman (1995): Competitividade
Freeman (1995): Competitividade
Freeman (1995): Competitividade
Freeman (1995): Competitividade
internacional em determinadas industrias
internacional em determinadas industrias
está associada ao esforço inovador (P&D)
está associada ao esforço inovador (P&D)
Soete (1987): Confirmou a teoria do gap
Soete (1987): Confirmou a teoria do gap
tecnológico para 40 setores (exceto de
tecnológico para 40 setores (exceto de
base em recursos naturais)
M.V. Posner e a teoria do hiato
M.V. Posner e a teoria do hiato
tecnológico
tecnológico
Posner (1961) constatou que quando as
Posner (1961) constatou que quando as
empresas desenvolviam um novo produto,
empresas desenvolviam um novo produto,
criavam um monopólio exportador em seu país
criavam um monopólio exportador em seu país
de origem até a entrada de imitadores no
de origem até a entrada de imitadores no
mercado, sugerindo que a mudança técnica
mercado, sugerindo que a mudança técnica
ocorrida em um país, e não originada nos
ocorrida em um país, e não originada nos
ocorrida em um país, e não originada nos
ocorrida em um país, e não originada nos
demais, induz o comércio durante o período de
demais, induz o comércio durante o período de
tempo que leva para o restante do mundo imitar
tempo que leva para o restante do mundo imitar
esta inovação.
esta inovação.
Hiato tecnológico: assimetria no acesso a
Hiato tecnológico: assimetria no acesso a
tecnologia
tecnologia
Chris Freeman: inovação e
Chris Freeman: inovação e
competitividade
competitividade
Freeman (1963, 1965, 1968), ao estudar a
Freeman (1963, 1965, 1968), ao estudar a
indústria de plásticos, concluiu que o
indústria de plásticos, concluiu que o
progresso técnico leva à liderança na
progresso técnico leva à liderança na
produção dessa indústria, porque as
produção dessa indústria, porque as
patentes e os segredos comerciais dão ao
patentes e os segredos comerciais dão ao
patentes e os segredos comerciais dão ao
patentes e os segredos comerciais dão ao
inovador proteção por um certo período.
inovador proteção por um certo período.
Quando o produto inovador começa a ser
Quando o produto inovador começa a ser
imitado, fatores mais tradicionais de
imitado, fatores mais tradicionais de
ajustamento e especialização passariam a
ajustamento e especialização passariam a
determinar os fluxos comerciais.
O que diz a literatura ?
O que diz a literatura ?
SPRU: 60% das importações européias envolvem
SPRU: 60% das importações européias envolvem
produtos únicos: bens de k, eletroeletrônicos,
produtos únicos: bens de k, eletroeletrônicos,
farmacêuticos, software, produtos de marca.
farmacêuticos, software, produtos de marca.
Sistema Nacional de Inovação (Nelson e Freeman):
Sistema Nacional de Inovação (Nelson e Freeman):
ambiente institucional e científico (infra
ambiente institucional e científico (infra--estrutura
estrutura
ambiente institucional e científico (infra
ambiente institucional e científico (infra--estrutura
estrutura
educacional e científica, mecanismos de apoio a
educacional e científica, mecanismos de apoio a
inovação, estratégias empresariais) são críticos para
inovação, estratégias empresariais) são críticos para
a competitividade internacional.
DOSI, G., PAVITT, K., SOETE, L. (1990)
DOSI, G., PAVITT, K., SOETE, L. (1990)
Em alguns setores
Em alguns setores —
— por exemplo, em que a
por exemplo, em que a
tecnologia já se encontra bastante difundida
tecnologia já se encontra bastante difundida —
—
uma vantagem em termos de custo pode
uma vantagem em termos de custo pode
compensar uma deficiência tecnológica.
compensar uma deficiência tecnológica.
Em outros, o mercado internacional pode
Em outros, o mercado internacional pode
Em outros, o mercado internacional pode
Em outros, o mercado internacional pode
premiar a inovação, a qualidade e a sofisticação
premiar a inovação, a qualidade e a sofisticação
de produtos e processos, e nesses casos a
de produtos e processos, e nesses casos a
presença de vantagens salariais não compensa a
presença de vantagens salariais não compensa a
existência de atrasos tecnológicos, ocorrendo
existência de atrasos tecnológicos, ocorrendo
uma baixa participação no comércio
uma baixa participação no comércio
internacional.
Origem do capital e esforço tecnológico
Origem do capital e esforço tecnológico
local
local
Zucolato (2005) verifica uma correlação
Zucolato (2005) verifica uma correlação
negativa entre o esforço tecnológico
negativa entre o esforço tecnológico
relativo e a presença estrangeira na
relativo e a presença estrangeira na
indústria de transformação brasileira.
indústria de transformação brasileira.
indústria de transformação brasileira.
indústria de transformação brasileira.
Despesas com P&D, por Fonte de
Financiamento 2002( %)
Países Empresas Privadas Governo Outras Fontes
OCDE (2001) 64 29 7 Estados Unidos 64 30 6 Japão (2001) 73 18 9 Alemanha 65 32 3 França (2001) 54 37 9 França (2001) 54 37 9 Reino Unido (2001) 46 30 24 Canadá 40 33 27 Itália (1996) 43 51 6 Coréia do Sul (2001) 73 25 2 Suécia (2001) 72 21 8 Espanha (2001) 47 40 13 Portugal (2001) 32 61 7 México (1999) 24 61 15 Brasil (2000) 40 58 2
Conteúdo tecnológico das
Conteúdo tecnológico das
exportações
exportações
O valor médio das exportações brasileiras
O valor médio das exportações brasileiras
no período 1997
no período 1997--2001 foi de US$ 7,12 por
2001 foi de US$ 7,12 por
kg para os produtos de alta tecnologia,
kg para os produtos de alta tecnologia,
US$ 0,55/kg para os de média tecnologia
US$ 0,55/kg para os de média tecnologia
US$ 0,55/kg para os de média tecnologia
US$ 0,55/kg para os de média tecnologia
e apenas US$ 0,03 para os produtos de
e apenas US$ 0,03 para os produtos de
baixa tecnologia.
baixa tecnologia.
o valor médio das exportações por kg
o valor médio das exportações por kg
representa apenas 40% do valor das
representa apenas 40% do valor das
importações (Furtado, 2002).
Formas de transferência de
Formas de transferência de
tecnologia
tecnologia
Por meio da venda e distribuição de ferramentas,
Por meio da venda e distribuição de ferramentas,
máquinas e equipamentos (
máquinas e equipamentos (tecnologia
tecnologia
incorporada ao capital
incorporada ao capital))
Via assistência técnica, treinamento e programas
Via assistência técnica, treinamento e programas
educacionais (
educacionais (tecnologia incorporada aos
tecnologia incorporada aos
recursos humanos
recursos humanos))
recursos humanos
recursos humanos))
Por meio de empresas multinacionais e alianças
Por meio de empresas multinacionais e alianças
estratégicas
estratégicas (transferências intra e inter
(transferências intra e
inter--firmas)
firmas)
Através do licenciamento de patentes, projetos ou
Através do licenciamento de patentes, projetos ou
especificações técnicas (
especificações técnicas (tecnologia
tecnologia
desincorporada)
Alianças Estratégicas
Alianças Estratégicas
Surgiram na década de 80 e 90 como
Surgiram na década de 80 e 90 como
forma de superar os altos custos de P&D ,
forma de superar os altos custos de P&D ,
curvas íngreme de aprendizado e redução
curvas íngreme de aprendizado e redução
nos ciclos de vida dos produtos.
nos ciclos de vida dos produtos.
nos ciclos de vida dos produtos.
nos ciclos de vida dos produtos.
Empresas carecem de capacitação em
Empresas carecem de capacitação em
todas as áreas, evitam riscos, abreviam
todas as áreas, evitam riscos, abreviam
tempo de introdução de inovações.
tempo de introdução de inovações.
Ex: desenvolvimento do palmtop pela
Ex: desenvolvimento do palmtop pela
Motorola e Samsung
Modos organizacionais das alianças
Modos organizacionais das alianças
estratégicas
estratégicas
Com acordos
Com acordos
societários:
societários:
Fusões e aquisições
Fusões e aquisições
Joint
Joint--ventures
ventures
Sem acordos
Sem acordos
societários:
societários:
Projetos de
Projetos de
desenvolvimento
desenvolvimento
conjunto de produtos
conjunto de produtos
Empresas de propósito
Empresas de propósito
específico
específico
Criam dependência
Criam dependência
mútua
mútua
conjunto de produtos
conjunto de produtos
Compartilhamento de
Compartilhamento de
recursos
recursos
Da transferencia de tecnologia para
Da transferencia de tecnologia para
as alianças estratégicas
as alianças estratégicas
Inicialmente haviam apenas fluxos
Inicialmente haviam apenas fluxos
unidirecionais: licenças e
unidirecionais: licenças e
second
second--sourcing
sourcing
Hoje evoluíram do simples licenciamento
Hoje evoluíram do simples licenciamento
para alianças estratégicas e licenciamento
para alianças estratégicas e licenciamento
para alianças estratégicas e licenciamento
para alianças estratégicas e licenciamento
cruzado: Ex: Texas Instrument e Hyundai
cruzado: Ex: Texas Instrument e Hyundai
trocando patentes de chips.
As alianças são concentradas em
As alianças são concentradas em
tecnologias avançadas.
tecnologias avançadas.
56% do número total de alianças na
56% do número total de alianças na
década de 90 foram na área de
década de 90 foram na área de
tecnologias da informação
tecnologias da informação
tecnologias da informação
tecnologias da informação
12,3% em biotecnologia
12,3% em biotecnologia
Classificação tecnológica de
Classificação tecnológica de
produtos
produtos
Alta tecnologia
Alta tecnologia mais de 4% de gastos de
mais de 4% de gastos de
P&D sobre o faturamento.
P&D sobre o faturamento.
Média intensidade
Média intensidade tecnológica se
tecnológica se
caracterizam por investir entre 1% e 4% das
caracterizam por investir entre 1% e 4% das
vendas em P&D.
vendas em P&D.
vendas em P&D.
vendas em P&D.
Baixa intensidade
Baixa intensidade tecnológica, menos de
tecnológica, menos de
1% em P&D. Neste grupo estão os segmentos
1% em P&D. Neste grupo estão os segmentos
de vidros, cerâmicas, alimentos e bebidas,
de vidros, cerâmicas, alimentos e bebidas,
refino de petróleo, metais ferrosos, papel,
refino de petróleo, metais ferrosos, papel,
madeira e mobiliário, têxteis e calçados.
madeira e mobiliário, têxteis e calçados.
Produtos de alta tecnologia: gastos em
Produtos de alta tecnologia: gastos em
P&D sobre faturamento dos (OECD)
P&D sobre faturamento dos (OECD)
Farmacêuticos (10%)Farmacêuticos (10%) Informática Informática (4,3%)
(4,3%)
Aeronaves (8%)Aeronaves (8%) Eletrônicos e comunicações Eletrônicos e comunicações (7,6%)
Setores de média intensidade
Setores de média intensidade
tecnologica
tecnologica
automóveis,
automóveis,
produtos químicos,
produtos químicos,
borrachas e plásticos,
borrachas e plásticos,
metais não ferrosos, entre outros.
metais não ferrosos, entre outros.
metais não ferrosos, entre outros.
metais não ferrosos, entre outros.
Tal categoria pode ainda ser subdividida em
Tal categoria pode ainda ser subdividida em
média
média--alta e média
alta e média--baixa intensidade
baixa intensidade
tecnológica.
Produtos de média tecnologia:
Produtos de média tecnologia:
P&D/vendas (OECD)
P&D/vendas (OECD)
Média
Média--alta tecnologia
alta tecnologia
Química (2,0%)
Química (2,0%)
Materiais elétricos
Materiais elétricos
Média
Média--baixa
baixa
tecnologia
tecnologia
Borracha e plásticos
Borracha e plásticos
Materiais elétricos
Materiais elétricos
(2,2%)
(2,2%)
Veículos automotores
Veículos automotores
(2,2%)
(2,2%)
Borracha e plásticos
Borracha e plásticos
(1%)
(1%)
Intensidade tecnológica e comércio
Intensidade tecnológica e comércio
exterior
exterior
Os setores de maior crescimento no
Os setores de maior crescimento no
comércio mundial tendem a ser aqueles
comércio mundial tendem a ser aqueles
com elevada intensidade tecnológica.
com elevada intensidade tecnológica.
Os setores classificados como de
Os setores classificados como de
Os setores classificados como de
Os setores classificados como de
tecnologia alta ou média
tecnologia alta ou média--alta responderam
alta responderam
por 63% do valor das exportações dos
por 63% do valor das exportações dos
setores considerados dinâmicos no
setores considerados dinâmicos no
mercado internacional
Necessidades tecnológicas das
Necessidades tecnológicas das
empresas exportadoras
empresas exportadoras
Os resultados da pesquisa de campo do BNDES (Pinheiro, Os resultados da pesquisa de campo do BNDES (Pinheiro, Markwald e Pereira, 2002), revelam que grande parte das Markwald e Pereira, 2002), revelam que grande parte das
necessidades tecnológicas das empresas exportadoras se refere necessidades tecnológicas das empresas exportadoras se refere à Tecnologia Industrial Básica (TIB).
à Tecnologia Industrial Básica (TIB).
A importância da TIB para a competitividade internacional está A importância da TIB para a competitividade internacional está associada aos ganhos de produtividade e as exigências dos
associada aos ganhos de produtividade e as exigências dos diferentes mercados. A venda de um número crescente de diferentes mercados. A venda de um número crescente de associada aos ganhos de produtividade e as exigências dos associada aos ganhos de produtividade e as exigências dos diferentes mercados. A venda de um número crescente de diferentes mercados. A venda de um número crescente de produtos requer sua certificação por entidades credenciadas e produtos requer sua certificação por entidades credenciadas e com base em ensaios realizados por laboratórios credenciados e com base em ensaios realizados por laboratórios credenciados e conduzidos segundo normas (campo voluntário) e regulamentos conduzidos segundo normas (campo voluntário) e regulamentos técnicos (campo compulsório).
técnicos (campo compulsório).
Sem o mútuo reconhecimento desses sistemas entre países, o Sem o mútuo reconhecimento desses sistemas entre países, o preço de um produto será acrescido do custo de tantas
preço de um produto será acrescido do custo de tantas
certificações diferentes quanto forem os mercados de destino. certificações diferentes quanto forem os mercados de destino.
Acordos Internacionais
Acordos Internacionais
A OMC criou o Acordo de Barreiras Técnicas, ao qual o Brasil aderiu. A OMC criou o Acordo de Barreiras Técnicas, ao qual o Brasil aderiu.
A idéia de unificação dos sistemas já foi abandonada, reconhecendo A idéia de unificação dos sistemas já foi abandonada, reconhecendo que há diferenças entre os modelos em uso nos diversos países que que há diferenças entre os modelos em uso nos diversos países que transcendem a questão puramente técnica. A tônica hoje é a
transcendem a questão puramente técnica. A tônica hoje é a
harmonização dos sistemas de metrologia, normalização e avaliação harmonização dos sistemas de metrologia, normalização e avaliação da conformidade, tomando
da conformidade, tomando--se em conta as peculiaridades de cada se em conta as peculiaridades de cada modelo organizacional, através dos Acordos de Reconhecimento modelo organizacional, através dos Acordos de Reconhecimento Mútuo.
Mútuo. Mútuo. Mútuo.
Os blocos econômicos e suas organizações nacionais, subOs blocos econômicos e suas organizações nacionais, sub--regionais, regionais,
regionais e internacionais (por exemplo: ABNT
regionais e internacionais (por exemplo: ABNT ––Associação Associação Brasileira de Normas Técnicas; CMN
Brasileira de Normas Técnicas; CMN -- Comitê MERCOSUL de Comitê MERCOSUL de Normalização; COPANT
Normalização; COPANT -- Comissão PanComissão Pan--americana de Normas americana de Normas Técnicas; e ISO
Técnicas; e ISO -- International Organization for StandardizatioInternational Organization for Standardization, n, respectivamente) têm se preocupado com temas como o
respectivamente) têm se preocupado com temas como o
reconhecimento mútuo dos sistemas de normas e avaliação de reconhecimento mútuo dos sistemas de normas e avaliação de conformidade.
Barreiras tarifarias e não tarifarias ao
Barreiras tarifarias e não tarifarias ao
comercio internacional
comercio internacional
Trade Restrictions /
Trade Restrictions /
Trade Barriers
Trade Barriers
– – Dumping Dumping – – Subsidies Subsidies –– Countervailing Duties Countervailing Duties
Non
Non--Tariff Barriers
Tariff Barriers
–
– subsidiessubsidies
–
– aid (loans and grants) aid (loans and grants) –
– customs valuation customs valuation –
– quotas quotas –
– Countervailing Duties Countervailing Duties –
– Tariffs Tariffs –
– Nontariff Barriers Nontariff Barriers –
– Quotas Quotas –
– VERs VERs -- Voluntary Export Voluntary Export Restraints
Restraints
–
– quotas quotas –
– "buy national" policies "buy national" policies –
– standards standards –
Barreiras tarifarias e não
Barreiras tarifarias e não
tarifarias
tarifarias
Desde o
Desde o
estabelecimento do
estabelecimento do
GATT em 1947 as
GATT em 1947 as
tarifas alfandegárias
tarifas alfandegárias
vem caindo
vem caindo
consistentemente a
consistentemente a
cada rodada de
cada rodada de
cada rodada de
cada rodada de
negociações.
negociações.
O protecionismo
O protecionismo
passou a recair sobre
passou a recair sobre
as áreas de
as áreas de
normalização e
normalização e
regulamentação
regulamentação
técnica.
técnica.
Tecnologia Industrial Básica
Tecnologia Industrial Básica
Funções: metrologia, normalização, regulamentação
Funções: metrologia, normalização, regulamentação
técnica e avaliação de conformidade (ensaios,
técnica e avaliação de conformidade (ensaios,
inspeção, certificação, homologação, exigências de
inspeção, certificação, homologação, exigências de
reguladores
reguladores))
Barreiras técnicas as importações (OMC)
Barreiras técnicas as importações (OMC)
Barreiras técnicas as importações (OMC)
Barreiras técnicas as importações (OMC)
Campo voluntário (certificação em laboratórios
Campo voluntário (certificação em laboratórios
credenciados)
credenciados)
Campo compulsório (normas técnicas)
Campo compulsório (normas técnicas)
Qualidade e Exportações
Qualidade e Exportações
Qualidade reconhecidaQualidade reconhecida (ex: ISO 9000, selos de qualidade): (ex: ISO 9000, selos de qualidade):
comprovação por entidades independentes da adequação dos comprovação por entidades independentes da adequação dos
produtos e processos a parâmetros físicos e químicos estabelecidos produtos e processos a parâmetros físicos e químicos estabelecidos pelos diferentes mercados e baixa tolerância as variações nos
pelos diferentes mercados e baixa tolerância as variações nos
padrões de qualidade adotados pelo importador (ex: celulose, aço) padrões de qualidade adotados pelo importador (ex: celulose, aço)
Normas de qualidade específicas para exportação: Normas de qualidade específicas para exportação: diferenciadas diferenciadas
segundo o mercado de destino (ex: calçados) segundo o mercado de destino (ex: calçados) segundo o mercado de destino (ex: calçados) segundo o mercado de destino (ex: calçados)
100% das empresas entrevistas nos setores de petróleo, máquinas 100% das empresas entrevistas nos setores de petróleo, máquinas
e equipamentos elétricos, produtos eletrônicos e veículos e 80% das e equipamentos elétricos, produtos eletrônicos e veículos e 80% das empresas entrevistadas nos setores têxtil, papel, produtos químicos, empresas entrevistadas nos setores têxtil, papel, produtos químicos, máquinas e equipamentos, borracha e plásticos, informática e
máquinas e equipamentos, borracha e plásticos, informática e médico hospitalar consideram importante ou muito importante a médico hospitalar consideram importante ou muito importante a qualidade reconhecida através do certificado ISO 9000 e selos de qualidade reconhecida através do certificado ISO 9000 e selos de qualidade.
Normas Técnicas
Normas Técnicas
Certificação junto a organismos de
Certificação junto a organismos de
metrologia, entidades setoriais ou supra
metrologia, entidades setoriais ou
supra--nacionais.
nacionais.
Produtos médico
Produtos médico--hospitalares: legislações
hospitalares: legislações
Produtos médico
Produtos médico--hospitalares: legislações
hospitalares: legislações
diferenciadas.
diferenciadas.
Química e farmacêutica: testes de bio
Química e farmacêutica: testes de
bio--equivalência; testes e ensaios para
equivalência; testes e ensaios para
comprovar adequação as normas
comprovar adequação as normas
sanitárias e ambientais.
Normas técnicas
Normas técnicas
A maioria absoluta das empresas adapta produtos para atender A maioria absoluta das empresas adapta produtos para atender normas técnicas estrangeiras. Geralmente isso inclui certificação normas técnicas estrangeiras. Geralmente isso inclui certificação junto a organismos de metrologia, entidades setoriais ou supra junto a organismos de metrologia, entidades setoriais ou supra--nacionais.
nacionais.
Nos casos de papel e produtos médicoNos casos de papel e produtos médico--hospitalares, o percentual hospitalares, o percentual de concordância foi de 100%. Nas indústrias química e
de concordância foi de 100%. Nas indústrias química e
farmacêutica, a exemplo de outros setores muito regulados, as farmacêutica, a exemplo de outros setores muito regulados, as de concordância foi de 100%. Nas indústrias química e
de concordância foi de 100%. Nas indústrias química e
farmacêutica, a exemplo de outros setores muito regulados, as farmacêutica, a exemplo de outros setores muito regulados, as exigências de exames de bioequivalência e de testes e ensaios exigências de exames de bioequivalência e de testes e ensaios para comprovar segurança e adequação aos padrões sanitários e para comprovar segurança e adequação aos padrões sanitários e ambientais constituem importante barreira à entrada de
ambientais constituem importante barreira à entrada de empresas brasileiras no exterior.
Importância da certificação nas
Importância da certificação nas
exportações de ração animal
exportações de ração animal
Considerado o terceiro maior produtor mundial de rações animais, o Considerado o terceiro maior produtor mundial de rações animais, o Brasil praticamente não exporta para a Europa em função das
Brasil praticamente não exporta para a Europa em função das exigências de certificação da
exigências de certificação da EurepEurep ((EuroEuro--RatailerRatailer ProduceProduce WorkingWorking Group
Group), uma associação de supermercados que define padrões de ), uma associação de supermercados que define padrões de qualidade dos alimentos que importa de outros países.
qualidade dos alimentos que importa de outros países.
Para superar tal barreira, o Sindicato Nacional da Indústria de Para superar tal barreira, o Sindicato Nacional da Indústria de
Para superar tal barreira, o Sindicato Nacional da Indústria de Para superar tal barreira, o Sindicato Nacional da Indústria de
Alimentação Animal está implantando junto a seus associados um Alimentação Animal está implantando junto a seus associados um
programa de certificação contemplando as regras do HSCCP (Análise de programa de certificação contemplando as regras do HSCCP (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle, na sigla em inglês) de boas
Perigos e Pontos Críticos de Controle, na sigla em inglês) de boas
praticas de fabricação. A vantagem do produto certificado, entretanto, praticas de fabricação. A vantagem do produto certificado, entretanto, vai além da exportação direta: interessa também as empresas
vai além da exportação direta: interessa também as empresas brasileiras que hoje não exportam carnes por não conseguirem brasileiras que hoje não exportam carnes por não conseguirem comprovar que toda a cadeia foi certificada, uma exigência da
Normas e Regulamentos do Comercio
Normas e Regulamentos do Comercio
de Produtos Agrícolas
de Produtos Agrícolas
Saúde, normas fitosanitárias, qualidade, e regulamentos são Saúde, normas fitosanitárias, qualidade, e regulamentos são muito importantes para o comércio internacional de
muito importantes para o comércio internacional de
agrobusiness. Alguns são regulações estabelecidas por governos agrobusiness. Alguns são regulações estabelecidas por governos e outras são padrões e normas estabelecidos pela industria. Tais e outras são padrões e normas estabelecidos pela industria. Tais exigências e restrições afetam todos os fornecedores
exigências e restrições afetam todos os fornecedores
agroindustriais, incluindo agricultores, pecuaristas, industriais, agroindustriais, incluindo agricultores, pecuaristas, industriais, empacotadores, transportadores e demais participantes da empacotadores, transportadores e demais participantes da empacotadores, transportadores e demais participantes da empacotadores, transportadores e demais participantes da cadeia produtiva internacional.
cadeia produtiva internacional.
Padrões e classificações: Produtores e exportadores precisam Padrões e classificações: Produtores e exportadores precisam indicar os termos específicos de qualidade do produto que estão indicar os termos específicos de qualidade do produto que estão fornecendo, incluindo peso, aparência e outros fatores.
fornecendo, incluindo peso, aparência e outros fatores.
International standards from the EU and CODEX Alimentarius. International standards from the EU and CODEX Alimentarius.
Patentes e Propriedade
Patentes e Propriedade
Industrial
Industrial
TRIPS / OMC: Introduzida na Rodada do
TRIPS / OMC: Introduzida na Rodada do
Uruguai, regula
Uruguai, regula
copyrights
copyrights
, marcas
, marcas
registradas, desenho industrial, patentes,
registradas, desenho industrial, patentes,
topografia de circuitos integrados,
topografia de circuitos integrados,
topografia de circuitos integrados,
topografia de circuitos integrados,
confidencialidade.
confidencialidade.
Brasil aderiu em 1996: incluiu produtos
Brasil aderiu em 1996: incluiu produtos
farmacêuticos e software
farmacêuticos e software
Patentes e Propriedade Intelectual
Patentes e Propriedade Intelectual
Os novos comprometimentos, derivados da necessidade de Os novos comprometimentos, derivados da necessidade de inserção na nova ordem internacional, revela a crescente inserção na nova ordem internacional, revela a crescente importância da tecnologia explícita para competitividade importância da tecnologia explícita para competitividade internacional.
internacional.
No caso brasileiro, onde as inovações são geralmente tácitas e No caso brasileiro, onde as inovações são geralmente tácitas e não formalizadas, as remessas por tecnologia mais que
não formalizadas, as remessas por tecnologia mais que
duplicaram, diante da necessidade de registrar e pagar por duplicaram, diante da necessidade de registrar e pagar por licenças, patentes e assistência técnica. As importações de licenças, patentes e assistência técnica. As importações de
produtos acabados também aumentaram, devido à dificuldade produtos acabados também aumentaram, devido à dificuldade produtos acabados também aumentaram, devido à dificuldade produtos acabados também aumentaram, devido à dificuldade legal de produtores brasileiros em copiar produtos protegidos. legal de produtores brasileiros em copiar produtos protegidos.
A chamada “engenharia reversa” era uma fonte tecnológica A chamada “engenharia reversa” era uma fonte tecnológica adotada, por exemplo, por pequenas e médias empresas nas adotada, por exemplo, por pequenas e médias empresas nas áreas químico
áreas químico--farmacêutica e software. Diante da farmacêutica e software. Diante da
impossibilidade de produzir no país produtos protegidos por impossibilidade de produzir no país produtos protegidos por patentes estrangeiras, o mercado passou a importar. Apenas patentes estrangeiras, o mercado passou a importar. Apenas dois anos após a nova legislação entrar em vigor, o déficit dois anos após a nova legislação entrar em vigor, o déficit
comercial brasileiro no setor farmacêutico subiu de cerca de US$ comercial brasileiro no setor farmacêutico subiu de cerca de US$ 500 milhões em 1995 para US$ 1,4 bilhão em 1997 (Bermudez 500 milhões em 1995 para US$ 1,4 bilhão em 1997 (Bermudez et all 2000).
Normas Ambientais
Normas Ambientais
ISO 14000: semelhante a ISO 9000
ISO 14000: semelhante a ISO 9000
(qualidade), estabelecem um conjunto de
(qualidade), estabelecem um conjunto de
atividades a serem formalmente
atividades a serem formalmente
monitoradas pelas empresas.
monitoradas pelas empresas.
Selo verde: adoção voluntária
Selo verde: adoção voluntária
Setores mais afetados: celulose e papel,
Setores mais afetados: celulose e papel,
petróleo, alimentos e bebidas.
petróleo, alimentos e bebidas.
Certificação ambiental no Brasil
Certificação ambiental no Brasil
No Brasil, a questão ambiental é relevante nos
No Brasil, a questão ambiental é relevante nos
setores industriais onde se nota a prevalência de
setores industriais onde se nota a prevalência de
empresas competitivas internacionalmente. As
empresas competitivas internacionalmente. As
industrias de celulose e papel, petróleo, alimentos e
industrias de celulose e papel, petróleo, alimentos e
bebidas são as que consideram mais importante a
bebidas são as que consideram mais importante a
bebidas são as que consideram mais importante a
bebidas são as que consideram mais importante a
adoção de padrões ambientais formalmente
adoção de padrões ambientais formalmente
definidos. Também as empresas nos setores de
definidos. Também as empresas nos setores de
couro e calçados, madeira, papel e minerais não
couro e calçados, madeira, papel e minerais não
metálicos fazem adaptações nos produtos e
metálicos fazem adaptações nos produtos e
processos para atender normas ambientais
processos para atender normas ambientais
estrangeiras.
Selos verde:
Selos verde:
certificação
certificação
ambiental
ambiental
Os selos verdes, em sua maioria, não são de adoção ou
Os selos verdes, em sua maioria, não são de adoção ou
exigência compulsória. No entanto, devem crescer as
exigência compulsória. No entanto, devem crescer as
pressões de consumidores e governos nesta direção,
pressões de consumidores e governos nesta direção,
aumentando barreiras não
aumentando barreiras não--tarifárias.
tarifárias.
Para superar esta barreira técnica, o exportador precisa
Para superar esta barreira técnica, o exportador precisa
Para superar esta barreira técnica, o exportador precisa
Para superar esta barreira técnica, o exportador precisa
investir em processos alternativos. Processos limpos
investir em processos alternativos. Processos limpos
costumam ser tecnologicamente mais sofisticados e
costumam ser tecnologicamente mais sofisticados e
requerem investimentos em tecnologia, compra de
requerem investimentos em tecnologia, compra de
equipamentos, informação e capacitação de pessoal.
equipamentos, informação e capacitação de pessoal.
Inovações ambientais são orientadas para tornar os
Inovações ambientais são orientadas para tornar os
processos mais limpos, procurando não gerar emissões,
processos mais limpos, procurando não gerar emissões,
ao contrário do tratamento “
ao contrário do tratamento “
end
end--of
of--pipe
pipe
” que gera e
” que gera e
depois trata (ou transforma) os poluentes
Importância da certificação na
Importância da certificação na
industria de madeira, celulose e
industria de madeira, celulose e
papel
papel
•• Os setores ligados a
Os setores ligados a
exploração florestal são
exploração florestal são
os mais afetados pela
os mais afetados pela
necessidade de
necessidade de
certificação ambiental.
certificação ambiental.
•• No Brasil, 87,5% dos
No Brasil, 87,5% dos
•• No Brasil, 87,5% dos
No Brasil, 87,5% dos
exportadores de madeira
exportadores de madeira
e 90,9% dos de papel e
e 90,9% dos de papel e
celulose adaptam
celulose adaptam
produtos e processos
produtos e processos
para atender normas
para atender normas
ambientais estrangeiras
ambientais estrangeiras
Normas sociais
Normas sociais
Normas trabalhistas e
Normas trabalhistas e
ambientais passam a
ambientais passam a
ser exigidas em toda a
ser exigidas em toda a
cadeia produtiva.
cadeia produtiva.
Ex: fornecedores de
Ex: fornecedores de
Ex: fornecedores de
Ex: fornecedores de
gusa para a CVRD
gusa para a CVRD
Design e Marcas
Design e Marcas
Importância do design para exportações varia
Importância do design para exportações varia
conforme o setor: bens de consumo final, produtos
conforme o setor: bens de consumo final, produtos
embalados podem exigir redesenho para incorporar
embalados podem exigir redesenho para incorporar
design adaptado a cultura, padrões estéticos,
design adaptado a cultura, padrões estéticos,
hábitos dos consumidores, materiais e componentes
hábitos dos consumidores, materiais e componentes
hábitos dos consumidores, materiais e componentes
hábitos dos consumidores, materiais e componentes
exigidos pelos consumidores. Ex: vestuário e
exigidos pelos consumidores. Ex: vestuário e
acessórios, calçados.
acessórios, calçados.
Marcas fortes = quase
Marcas fortes = quase--monopolio
monopolio
Tecnologias de Processo
Tecnologias de Processo
–
– Fundamental para a competitividade de
Fundamental para a competitividade de
produtos fabricados em larga escala:
produtos fabricados em larga escala:
aço, automóveis, petroquímica,
aço, automóveis, petroquímica,
celulose.
celulose.
celulose.
celulose.
–
– Fontes de melhoramentos tecnológicos:
Fontes de melhoramentos tecnológicos:
engenharia de produção, experiência
engenharia de produção, experiência
operacional, fornecedores de
operacional, fornecedores de
equipamentos.
equipamentos.
–
Fontes de Tecnologia para
Fontes de Tecnologia para
Exportações
Exportações
a tecnologia desenvolvida internamente é considerada importante ou a tecnologia desenvolvida internamente é considerada importante ou
muito importante por mais de 80% das empresas entrevistadas nos muito importante por mais de 80% das empresas entrevistadas nos setores têxtil, vestuário e acessórios, couro e calçados, borracha e setores têxtil, vestuário e acessórios, couro e calçados, borracha e plásticos, máquinas e equipamentos, informática e equipamentos plásticos, máquinas e equipamentos, informática e equipamentos médico
médico--hospitalares.hospitalares.
A tecnologia estrangeira obtida sob licença, em contraste, é apontada A tecnologia estrangeira obtida sob licença, em contraste, é apontada
como importante para as exportações em apenas um setor (eletrônico), como importante para as exportações em apenas um setor (eletrônico), onde o nível de respostas foi superior a 50% (ver coluna 3). Neste
onde o nível de respostas foi superior a 50% (ver coluna 3). Neste onde o nível de respostas foi superior a 50% (ver coluna 3). Neste onde o nível de respostas foi superior a 50% (ver coluna 3). Neste setor, a forte presença de empresas multinacionais reforça o papel da setor, a forte presença de empresas multinacionais reforça o papel da tecnologia globalizada e da divisão de trabalho em diferentes
tecnologia globalizada e da divisão de trabalho em diferentes subsidiárias.
subsidiárias.
Para os demais setores analisados, a tecnologia licenciada não é Para os demais setores analisados, a tecnologia licenciada não é
considerada importante para as exportações por dois motivos: (i) considerada importante para as exportações por dois motivos: (i) restrições às exportações existentes explícita ou implicitamente em restrições às exportações existentes explícita ou implicitamente em muitos contratos de licenciamento. (ii) Produtos fabricados sob licença muitos contratos de licenciamento. (ii) Produtos fabricados sob licença geralmente não são competitivos no exterior, na medida que não
geralmente não são competitivos no exterior, na medida que não
apresentam originalidade de design e apresentam custos superiores aos apresentam originalidade de design e apresentam custos superiores aos produtos oferecidos pelos proprietários das licenças.
Esforços tecnológicos e
Esforços tecnológicos e
competitividade
competitividade
É possível identificar uma correlação
É possível identificar uma correlação
positiva entre desempenho comercial e
positiva entre desempenho comercial e
tecnológico para a indústria nacional,
tecnológico para a indústria nacional,
confirmando o sugerido por diversos
confirmando o sugerido por diversos
confirmando o sugerido por diversos
confirmando o sugerido por diversos
estudos teóricos e empíricos.
estudos teóricos e empíricos.
A participação setorial das exportações no
A participação setorial das exportações no
total mundial e os saldos comerciais
total mundial e os saldos comerciais
gerados são mais elevados, em geral, nos
gerados são mais elevados, em geral, nos
setores em que o esforço tecnológico
setores em que o esforço tecnológico
relativo é mais significativo.
Inovação
Inovação –
– privilegiar setores com vantagens
privilegiar setores com vantagens
competitivas potenciais
competitivas potenciais
O financiamento ao setor privado deve priorizar o O financiamento ao setor privado deve priorizar o
desenvolvimento experimental de novos produtos e processos desenvolvimento experimental de novos produtos e processos adaptados aos diferentes mercados no exterior.
adaptados aos diferentes mercados no exterior.
O apoio a inovação, seja através de financiamento às atividades O apoio a inovação, seja através de financiamento às atividades de P&D na empresa ou em instituições de pesquisa e/ou do
de P&D na empresa ou em instituições de pesquisa e/ou do apoio a formação de redes de pesquisa cooperativas, pode apoio a formação de redes de pesquisa cooperativas, pode também ajudar as empresas nacionais a se fortalecerem no também ajudar as empresas nacionais a se fortalecerem no apoio a formação de redes de pesquisa cooperativas, pode apoio a formação de redes de pesquisa cooperativas, pode também ajudar as empresas nacionais a se fortalecerem no também ajudar as empresas nacionais a se fortalecerem no
mercado interno. A exemplo do que ocorre no Japão, o mercado mercado interno. A exemplo do que ocorre no Japão, o mercado doméstico poderia servir de teste para novos produtos, para
doméstico poderia servir de teste para novos produtos, para posteriormente gerarem exportações.
posteriormente gerarem exportações.
O apoio a geração de patentes e marcas internacionais constitui O apoio a geração de patentes e marcas internacionais constitui outro elemento desta estratégia.
Conclusões
Conclusões
Crescente importância da tecnologia para exportações: não apenas Crescente importância da tecnologia para exportações: não apenas
em mercados dinâmicos mas também tradicionais. em mercados dinâmicos mas também tradicionais.
A visão tradicional sobre a eficiência dinâmica da industria enfatiza A visão tradicional sobre a eficiência dinâmica da industria enfatiza
variáveis políticas que são pouco relacionadas à tecnologia. variáveis políticas que são pouco relacionadas à tecnologia.
A eficiência dinâmica não segue automaticamente a aquisição de A eficiência dinâmica não segue automaticamente a aquisição de
A eficiência dinâmica não segue automaticamente a aquisição de A eficiência dinâmica não segue automaticamente a aquisição de
maquinaria importada incorporando novas tecnologias e a maquinaria importada incorporando novas tecnologias e a acumulação de know
acumulação de know--how operacional, pois depende fortemente da how operacional, pois depende fortemente da capacidade doméstica de gerar e administrar mudanças nas
capacidade doméstica de gerar e administrar mudanças nas tecnologias utilizadas na produção.
tecnologias utilizadas na produção.
Tal capacitação está baseada principalmente em recursos Tal capacitação está baseada principalmente em recursos
especializados (RH, P&D, TIB) que não estão necessariamente especializados (RH, P&D, TIB) que não estão necessariamente incorporados em bens de capital e know
Conclusões
Conclusões
Necessidade de políticas públicas: política tecnológica
Necessidade de políticas públicas: política tecnológica
não se articula com a de comércio exterior.
não se articula com a de comércio exterior.
A política tecnológica praticamente ignora a necessidade
A política tecnológica praticamente ignora a necessidade
de exportações. Um dos raros programas que combinam
de exportações. Um dos raros programas que combinam
tecnologia e exportações
tecnologia e exportações –
– o PROGEX
o PROGEX –
– tem foco na
tem foco na
tecnologia e exportações
tecnologia e exportações –
– o PROGEX
o PROGEX –
– tem foco na
tem foco na
micro e pequena empresa.
micro e pequena empresa.