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Palavras-chave: Exame colpocitológico; Câncer cervical; Prevenção.

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Academic year: 2021

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A IMPORTÂNCIA DO EXAME COLPOCITOLÓGICO COMO FORMA DE PREVENÇÃO DO CÂNCER CERVICAL EM MULHERES QUE RESIDEM EM PARNAÍBA – PIAUÍ.

Esley da Silva Santos1; Ana Patrícia Oliveira1; Simone de Araújo1; Kerolayne de Melo Nogueira1, Priscila Costa Silva1, Gabriella Pacheco1; Bruno Iles1, Bruna Novaes Costa1, Francisca Beatriz de

Melo Sousa1, Karina Oliveira Drumond2. Universidade Federal do Piauí – UFPI1,2

Laboratório da Farmacologia da Inflamação e Desordem Gastrintestinais – LAFID1 RESUMO

INTRODUÇÃO: O câncer do colo do útero (CCU) é o segundo tipo de neoplasia que mais afeta as mulheres, causando elevada mortalidade, apesar da existência do exame preventivo de Papanicolau e este ser realizado gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Brasil. Este exame detecta lesões precursoras do câncer, permitindo assim que as mulheres previamente diagnosticadas nas fases iniciais da doença iniciem imediatamente o tratamento, diminuindo o risco de desenvolvimento da neoplasia em suas formas avançadas, e mais difíceis de serem tratadas. O principal fator de risco para o desenvolvimento do CCU é a infecção recorrente pelo Papilomavírus Humano (HPV), vírus de transmissão sexual, que aliado a outros fatores de riscos aumentam consideravelmente a chance de desenvolvimento do câncer. OBJETIVO: Visto isso, este projeto teve como objetivo realizar palestras tanto sobre a importância da realização do exame de Papanicolaou, quanto sobre o CCU, para mulheres atendidas em UBS da cidade de Parnaíba-PI. METODOLOGIA: As palestras aconteceram durante o segundo semestre do ano de 2014 e o primeiro semestre do ano de 2015, e incluiu mulheres com a faixa etária entre 25 e 70 anos de idade, sendo 26 mulheres usuárias do SUS em Unidades Básicas de Saúde. Nas atividades de intervenções feitas, as mulheres responderam a questionários sobre o perfil socioeconômico e sobre atitudes sexuais, além de questões que avaliavam o conhecimento destas sobre o exame citopatológico preventivo e o câncer de colo de útero. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Com isto, observou-se que a maioria destas mulheres atendidas nas UBS estão expostas à outros fatores de risco para o desenvolvimento do câncer, e que a maioria delas mostrou pouco conhecimento sobre o assunto. Com relação às estudantes, observou-se também que muitas não tinham esclarecimento sobre a realização do exame preventivo. CONCLUSÃO: Assim, esse projeto foi de grande importância para a divulgação de informações e esclarecimento de dúvidas sobre o câncer do colo do útero e sobre a sua principal forma de prevenção, o exame de Papanicolau, podendo contribuir para a diminuição desta neoplasia, disseminando conhecimento, corroborando para uma maior adesão destas mulheres a este importante exame.

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ABSTRACT

Introduction: Cervical cancer (CCU) is the second type of neoplasm that affects women, causing high mortality, despite the existence of a Pap smear and free of charge at the Basic Health Units (UBS) in Brazil. This examination detects precursor lesions of the cancer, thus allowing women previously diagnosed in the early stages of the disease to start treatment immediately, reducing the risk of developing neoplasia in its advanced and more difficult to treat forms. The main risk factor for the development of CCU is recurrent human papillomavirus (HPV) infection, a sexually transmitted virus that, together with other risk factors, greatly increases the chance of developing cancer. Methodology: The lectures took place during the second half of

2014 and the first half of 2015, and included women aged between 25 and 70 years, with 26 women users of SUS in Basic Health Units. Results and Discussion: With this, it was observed that the majority of these women treated in the UBS are exposed to other risk factors for the development of cancer, and that most of them showed little knowledge on the subject. With regard to the students, it was also observed that many had no clarification on the performance of the preventive examination. Conclusions: Thus, this project was of great importance for the dissemination of information and clarification of doubts about cervical cancer and its main form of prevention, Pap smear, which may contribute to the reduction of this neoplasm, disseminating knowledge, corroborating for greater adherence of these women to this important examination.

Keywords: Colpocitological examination; Cervical cancer; Prevention.

INTRODUÇÃO

O câncer de colo de útero (CCU) é considerado um importante problema de saúde pública, atingindo todas as classes sociais e regiões geo-econômicas do país. É a terceira causa de morte em mulheres de países subdesenvolvidos, entre eles o Brasil, mesmo apresentando um dos mais altos potenciais de prevenção e cura, representando 10% de todos os tumores malignos incidentes. O CCU também apresenta associação com o Papilomas Vírus Humano (HPV), sendo este um fator importante na causa desta doença, podendo está relacionado com o inicio precoce da vida sexual, múltiplos parceiros, hábitos de higiene incorreto, tabagismo e acesso ao serviço de saúde. (DAVIM et al., 2005).

O exame de colpocitológico, conhecido como Papanicolau, é tido como um instrumento mais adequado, prático e barato para o rastreamento do câncer de colo de útero, e mais comumente referido como exame preventivo, quando diagnosticado precocemente em mulheres assintomáticas, as chances de redução de mortalidade chegam a 80%. Mesmo sendo um exame simples, a maioria das mulheres não possuem acesso, dificultando assim o diagnóstico correto de neoplasias malignas. Alguns profissionais da saúde recomendam a realização deste exame a partir dos 25 anos até os 59, ou antes disso, dependendo do inicio da vida sexual e com periodicidade anual. (DAVIM et al., 2005., SOUZA et al., 2012).

Visto isso, este projeto teve como objetivo realizar palestras tanto sobre a importância da realização do exame de Papanicolaou, quanto sobre o CCU, para mulheres atendidas em UBS da cidade de Parnaíba-PI.

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Foi realizada uma pesquisa descritiva com abordagem quantitativa, desenvolvida em Parnaíba, município do estado do Piauí, localizado na Região Nordeste do Brasil. Este estudo foi realizado durante o segundo semestre do ano de 2014 e o primeiro semestre do ano de 2015. Este projeto envolveu mulheres na faixa etária entre 25 e 70 anos. Sendo 26 mulheres usuárias do SUS em Unidades Básicas de Saúde. Os critérios de inclusão na pesquisa foram: ser atendida em uma das três UBS participantes e a faixa etária.

As atividades de intervenção foram realizadas por meio de palestras educativas que abordavam temas como a relação entre o HPV e o câncer cervical e a importância do exame de Papanicolaou na prevenção da doença.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

No período de agosto de 2014 a agosto de 2015 foram realizadas atividades de intervenções voltadas para o público feminino do município de Parnaíba, Piauí. O objetivo da intervenção foi informar a população feminina sobre a importância da realização do exame de Papanicolau no intuito de prevenir o câncer cervical. A primeira palestra foi realizada na Unidade Básica de Saúde (módulo 10), localizada na Rua Itaúna, no bairro Piauí. A amostra era composta por 7 mulheres que iriam se submeter ao exame preventivo para o câncer cervical na UBS, as mesmas preencheram todos os dados dos questionários aplicados, além destas outras 15 mulheres também assistiram às palestras. Todavia, tiveram que se ausentar e, assim, foram excluídas da avaliação.

Inicialmente, foi feito o convite e as mulheres foram conduzidas para uma sala adaptada para a apresentação do projeto. O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) foi lido e assim, as usuárias da UBS aceitaram participar da pesquisa. Antes da apresentação do tema, as participantes receberam um questionário de múltipla escolha que deveria ser respondido parte antes da palestra e outra parte somente ao final da apresentação. As perguntas a serem respondidas antes da atividade de intervenção eram referentes às características sociodemográficas, econômicas, sexuais e reprodutivas das participantes. Além disso, elas também responderam algumas questões que avaliavam o nível de conhecimento sobre HPV e o câncer do colo uterino. Em seguida, iniciava-se a palestra que tinha como destaque os seguintes temas:

- Definição sobre o Papilomavírus humano (HPV), -Vias de transmissão do HPV,

-Epidemiologia e correlação entre HPV e o câncer cervical -Cofatores de risco para a doença

-Sinais clínicos e sintomas do câncer cervical

-Exames preventivos para o câncer cervical, em destaque o exame de Papanicolau. -Formas de tratamento para a doença

-Além da importância da vacinação antes do início da vida sexual

Depois da palestra, as participantes respondiam a segunda parte do questionário, que tinha como objetivo avaliar o nível de conhecimento alcançado através do projeto. Outra palestra foi realizada na Unidade Básica de Saúde na Rua Oswaldo Cruz, localizada no bairro Pindorama, em Parnaíba-PI. Nesta UBS, a amostra foi composta por 10 mulheres que realizavam o exame de Papanicolau na unidade de saúde. No entanto, como citado anteriormente, as ouvintes da palestra

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representavam um numero maior, mas apenas 10 completaram os questionários. Este projeto também foi apresentado para as usuárias da UBS do Centro Estadual de Educação Profissional Ministro Petrônio Portela, um colégio localizado no Bairro Reis Velloso do município de Parnaíba, Piauí. A amostra foi composta por 9 mulheres que participaram ativamente da palestra e do preenchimento dos questionários.

Nas três UBS citadas, a amostra foi composta por 26 mulheres que eram usuárias dos serviços de saúde naqueles postos. Elas apresentaram uma média de idade de 44,35 anos, que variou entre 14 e 68 anos. Quanto ao estado civil, 53,85% (14) eram casadas, 34,61% (9) eram solteiras e apenas 11,54% (3) eram viúvas. Quanto ao grau de escolaridade, a maioria das usuárias das UBS (46,15%) tinham o ensino fundamental incompleto e apenas 7,70% (2) apresentaram ensino superior incompleto ou completo. As demais tinham ensino médio incompleto ou completo. Com relação à renda familiar, 80,76% (21) das usuárias das UBS viviam apenas com um salário mínimo e a maioria delas era desempregada e exercia somente atividades do lar. Apenas 15,38% (4) recebiam até dois salários mínimos e somente 3,85% tinham até três salários. Observou-se também que as mulheres que recebiam entre dois e três salários mínimos, eram as que tinham ensino médio completo e ensino superior incompleto ou completo.

De acordo com as características sexuais e reprodutivas, 15,38% (4) das mulheres responderam que tiveram a primeira relação sexual entre 12 e 15 anos e 46,15% (12) relataram o início da vida sexual entre 15 e 18 anos. De acordo com Borges et al. (2004) quanto mais precoce a primeira relação sexual, maior a chance de o HPV ser fator de risco para a ocorrência de lesões intraepiteliais de baixo e alto graus. Com isso, ao encontrar as células em constantes divisões, o vírus HPV as infecta e pode permanecer latente por décadas sem causar manifestações clínicas perceptíveis na paciente. Contudo, quando a mulher se expõe aos cofatores de risco como o fumo, o uso prolongado de anticoncepcionais orais, ou quando apresenta imunosupressão, o vírus HPV sai do estado de latência e começa a provocar alterações celulares que culminam com o desenvolvimento do câncer do colo uterino.

Durante as palestras foi bastante enfatizada a importância da realização do exame citopatológico de Papanicolau para se prevenir o câncer do colo do útero. A partir da introdução desse exame em programas de triagem para o câncer cervical em vários países, ficou evidenciada a efetividade desta técnica, com redução de 70% tanto na incidência quanto na mortalidade decorrente desta neoplasia (RIBEIRO, 2012). Quando perguntadas sobre a realização do exame de Papanicolau, 70% das mulheres relataram terem feito o exame pelo menos uma vez ao ano, 5% afirmaram que fizeram o exame mais de uma vez ao ano, e 10% não lembravam a data do último exame. Por outro lado, 15% delas nunca fizeram o exame de Papanicolau ou nunca foram ao ginecologista. Estes dados corroboram com os achados descritos na literatura, cujos pesquisadores afirmam que o aumento da frequência do exame de Papanicolau pode ser justificado pela possibilidade de um aumento real na sua cobertura, tendo em vista a ocorrência de divulgação da importância do exame na década de 80. Outra possibilidade pode ter sido pelo aumento do número de citologias cervicais realizadas em mulheres como procedimento de rotina durante o pré-natal e o planejamento familiar (DAVIM et al., 2005).

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Dentre os principais motivos elencados pelas mulheres para não irem ao ginecologista ou para não fazerem o exame de Papanicolau, foi a indisponibilidade do serviço de saúde, a longa fila de espera ou experiências negativas com os serviços anteriores. Apenas duas mulheres (idade de 14 e 32 anos) relataram que não frequentavam o ginecologista porque se sentiam envergonhadas.

Com relação aos fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento do câncer cervical, caso a mulher tenha sido previamente infectada, 9 mulheres (34,61%) relataram que não acham necessário o uso de preservativos nas relações sexuais após o casamento. E entre essas, apenas 2 afirmaram que utilizam outros métodos, considerados por elas como de “proteção” sexual, como anticoncepcionais ou o coito interrompido. Isso demonstra o baixo nível de conhecimento sobre as doenças sexualmente transmissíveis. Neste sentido, os anticoncepcionais podem prevenir a mulher de gravidez indesejada, mas não impedem que ocorra a transmissão de patógenos infectantes por via sexual.

Outro fator de risco associado ao desenvolvimento do câncer do colo uterino é a paridade elevada, ou seja, quando a mulher tem mais de um filho por meio de parto normal. Esse tipo de parto provoca modificações no canal endocervical e no orifício externo do colo uterino, que se distendem e ficam mais susceptíveis a infecções. Ao avaliar os questionários observou-se que 14 (53,85%) mulheres tinham mais de dois filhos, no entanto elas não foram perguntadas quanto ao tipo de parto, se normal ou cesáreo. Para avaliar o nível de conhecimento sobre o HPV e a sua relação com o câncer cervical, depois da palestra as mulheres responderam a segunda parte do questionário, que continha perguntas pertinentes ao que foi exposto durante a apresentação. Com isso, foram atribuídas notas de 0 a 10 para avaliar as questões de múltipla escolha.

CONCLUSÃO

De maneira geral, as participantes das palestras que ocorreram nas UBS da Rua Itaúna e da Rua Oswaldo Cruz apresentaram maior desempenho na avaliação sobre o conhecimento do tema, quando comparadas com as mulheres da UBS do colégio CEEP. Nessas UBS, a nota mais baixa foi 2,69 e a mais alta foi 8,04. Observou-se ainda que a nota obtida foi diretamente proporcional ao nível de escolaridade das participantes, sendo a menor nota de uma mulher de 57 anos que apresentava ensino fundamental incompleto. Por outro lado, a maior nota obtida foi de uma mulher de 28 anos e que tinha ensino superior incompleto.

BIBLIOGRAFIA

DAVIM, JMB.; Torres, GV.; Silva, RAR.; Silva, DAR. Conhecimento de mulheres de uma Unidade Básica de Saúde da cidade de Natal/RN sobre o exame de Papanicolau. Rev. Esc. Enferm. USP 2005; 39(3):296-302.

SOUZA, AF; Costa, LHR., Conhecimento de mulheres sobre HPV e câncer do colo do útero após consulta de enfermagem. Revista Brasileira de Cancerologia 2015; 61(4): 343-350. BORGES, S. C. V. et al. Taxa de detecção do papilomavirus humano pela captura híbrida II, em mulheres com neoplasia intra-epitelial cervical. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Rio de Janeiro, v.26, n. 2, p. 105-110, mar. 2004.

DE SOUSA RIBEIRO, Ana Maria; GARCIA, Túlia Fernanda Meira. Papiloma Vírus Humano– HPV percepção do risco por mulheres na maturidade. Cadernos ESP, v. 4, n. 1, p. Pág. 14-21, 2012.

Referências

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