Panorama Econômico
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da equipe de economistas do Banco do Brasil, não refletindo
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tratados. Os dados são informativos e altamente dependentes das
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Alerta
Agosto/2015
Economia Internacional
Agost
o
/20
Indicador antecedente da indústria
Agost o /20 154
O indicador antecedente da produção industrial manufatureira dos Estados Unidos (ISM manufaturas) recuou em julho.
Es tados U nidos
+
-
Evolução dos componen-tes de produção e novas encomendas.
• Deterioração dos
componentes de estoques. • Recuo do Emprego, mas
com o indicador ainda em patamar que indica
crescimento.
• Preços em retração.
• Queda do barril de petróleo. Destaques do período:
A maior parte dos indicadores macroeconômicos norte-americanos continuam sugerindo crescimento sustentado da atividade de curto prazo no país. Contudo, o dólar apreciado, o fraco desempenho da economia global e os baixos preços dos combustíveis continuam pesando negativamente sobre a indústria do país.
Indicador antecedente de serviços
Agost o /20 15 Es tados U nidosO indicador antecedente do setor de serviços dos Estados Unidos (ISM não-manufaturas) teve crescimento expressivo em julho, saindo de 56 pontos no mês de junho para 60,3.
+
-
• Atividade negocial • Novas encomendas • Emprego • Entrega dos fornecedoresDentre os quatro componentes que formam o índice, atividade negocial (64,9), novas encomendas (63,8) e emprego (59,6) atingiram as máximas em 10 anos. Enquanto isso, entrega dos fornecedores também apresentou crescimento (53,0), mas em ritmo mais comedido que os demais.
Após a divulgação do indicador, aumentaram as expectativas do mercado quanto a um iminente início do processo de aperto monetário por parte do Federal Reserve.
China reduz taxa básica de juros e compulsório bancário
Chi na Agost o /20 156
O Banco do Povo da China (PBoC) adotou mais medidas de estímulo monetário para a economia. No último dia 25, a autoridade monetária reduziu a taxa básica de juros e a taxa de depósitos. Cabe destacar que esse foi o quinto corte de juros desde novembro de 2014. Além disso, o PBoC reduziu em 0,50 p.p. a taxa do depósito compulsório bancário, que alcançou 18%. A expectativa é que essa redução represente uma injeção de US$ 105,7 bilhões na economia chinesa.
As medidas visam, principalmente, estimular a economia e evitar um processo de brusca desaceleração na atividade econômica (hard-landing). Além disso, a medida do governo foi uma resposta às pressões internas por mais estímulos para economia após o acúmulo de perdas generalizadas no mercado acionário chinês e ao redor do globo.
Ademais, o governo tem permitido leves depreciações do renmimbi a fim de alinhar as taxas praticadas no país (onshore) e no exterior (offshore).
Produção industrial arrefece em julho
Chi na Agost o /20 15O dado divulgado pela Agência Nacional de Estatística, que mostrou um crescimento interanual de 6,0%, se situou abaixo das expectativas de mercado, cuja expectativa era de um avanço relativamente maior (6,6%). Em junho, a produção industrial havia apresentado uma variação de 6,8%. Na comparação mensal, também se verificou desaceleração, passando de 0,62% em junho para 0,32% em julho.
Destaque:
queda de -11,2% na produção de
automóveis
As vendas no varejo também mostraram desaceleração no período. Os investimentos em ativos fixos, que possuem grande impacto na formação do PIB chinês, apresentaram crescimento de 11,2% entre janeiro e julho na comparação com o mesmo período do ano passado. Em igual período do ano passado, o indicador havia variado 17,0% no mesmo termo de comparação.
PBoC provoca desvalorização cambial
Chi na Agost o /20 158
No dia 11/08, o PBoC promoveu uma desvalorização de 1,9% do yuan ante o dólar americano, a maior variação em mais de duas décadas. Segundo o movimento, que teve repercussão nos mercados financeiros internacionais, visou alinhar as taxas de câmbio negociadas domesticamente (onshore) às negociadas no exterior (offshore).
Cabe destacar que o regime cambial chinês se caracteriza pela ancoragem em relação ao dólar norte-americano, seu principal parceiro comercial. Com a apreciação do dólar no mercado internacional, o yuan vinha se valorizando ante às demais moedas de seus competidores no mercado mundial. Com essa medida, a segunda maior economia mundial deve aumentar a competitividade das suas exportações e, consequentemente, contribuir para o nível de atividade doméstico, que vem dando sinais mais claros de desaceleração.
Brasil
9
B
rasi
l
Agost o /20 15PIB recua pelo segundo trimestre consecutivo...
Br asi l Agost o /20 1510
Queda de 1,9% na passagem do 1º para o 2º triPIB
Demanda Agregada Os investimentos recuaram pelo oitavo trimestre consecutivo Pior desempenhodesde mar/09
Consumo das famílias recuou pelo segundo trimestre consecutivo
Consumo representa mais de 60% do cálculo do PIB
PIB recua pelo segundo trimestre consecutivo...
Br asi l Agost o /20 15 Destaque negativo para a queda do PIBindustrial (-4,3%)
Contribuição negativa adveio da construção civil,
que recuou 8,4% (pior resultado da série histórica)
O setor de serviços apresentou retração pelo segundo trimestre
consecutivo (pior sequência de dados desde o início da série
histórica iniciada em 1996) Todos os setores apresentaram retração
PIB
Oferta Agregada Serviços corresponde a mais de 60% do PIB pelo...e tendência ainda permanece negativa
Br asi l Agost o /20 1512
Consumo e investimentos estão em trajetória de desaceleração há 5 anos
Esgotamento do modelo baseado no consumo, com
ampliação do crédito e da renda
Ambiente econômico interno e internacional incerto, com impacto negativo sobre as intenções de investimento dos empresários
explicado por vários fatores, tais como:
Comércio Varejista em queda pelo 5º mês consecutivo
Br asi l Agost o /20 15 Em queda pelo 5º mês consecutivoEquipamentos e material para escritório e comunicação
Móveis e eletrodomésticos
Tecidos, vestuário e calçados
Vendas
comércio
varejista
-1,5%
-1,2%
-0,8%
Acumulado em 12 meses: -0,8% Maiores quedas (junho) Acumulado no ano: -2,2%Inflação recua na margem
Br asi l Agost o /20 1514
Os dois indicadores de inflação
divulgados (IPCA e IGP-DI)
apresentaram crescimento em
julho inferior ao observado em
junho. Porém a variação
acumulada em 12 meses
permanece em tendência de alta
IPCA
em julho:
0,62%
IGP-DI em
julho:
0,58%
aceleração da alimentação no domicílio reajuste de energia em SP
aceleração produtos agrícolas descompressão da mão de obra
Mercado de trabalho: sinais de deterioração mais rápida
Br asi l Agost o /20 15 Pior resultado registrado desde março de 2010
Pelo crescimento da População Economicamente Ativa (PEA) e pela queda da população Ocupada (PO)
4º mês consecutivo de destruição de postos de trabalho
É o pior resultado desde 1999 no acumulado do ano
Pela continuidade da destruição de vagas nos setores chaves da indústria, comércio e construção civil e enfraquecimento mais intenso do setor de serviços.
Explicado
Explicado
Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
Processo de ajuste do setor externo continua
Br asi l Agost o /20 1516
IMPORTAÇÕES EXPORTAÇÕES US$ 18,5 bi US$ 16,3 bi=
US$ 2,1 biO saldo em transações correntes foi deficitário em US$ 6,1 bilhões em julho, contra saldo negativo de US$ 9,2 bilhões em julho de 2014;
Em 12 meses, as transações correntes acumulam um deficit de US$ 89,4 bilhões (4,3% do PIB).
-
A melhora no saldo em transações correntes foi explicada, em parte, pelo resultado positivo na balança comercial, que em julho registrou saldo de US$ 2,1 bilhões, influenciado pela redução do total importado em maior velocidade se comparado as exportações.
Em relação às contas capital e financeira, os investimentos diretos no país totalizaram US$ 5,9 bilhões. Em 12 meses, o IED totalizou US$ 78,4 bilhões.
Deterioração das contas públicas continua
Br asi l Agost o /20 15 A manutenção de um ambiente de baixodinamismo econômico tem refletido diretamente nas receitas líquidas do setor público.
Por outro lado, a
manutenção do crescimento das despesas tem
sobrecarregado os
resultados fiscais de 2015
Diante disso, a dívida bruta do Governo Geral (Governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais), incluindo o endividamento interno e externo, atingiu em julho R$ 3,684 trilhões (64,6% do PIB).
Governo Central - R$6 bilhões Governos Regionais - R$3,1 bilhões
- R$10
bilhões
Empresas estatais - R$ 810 milhõesDéficit primário do setor público consolidado não financeiro em julho/15
Moody’s rebaixa rating do Brasil
Br asi l Agost o /20 1518
Fonte: Bloomberg Elaboração: Direm
Segundo o relatório da Moody’s “o
desempenho econômico mais fraco que o esperado, a tendência de alta das despesas do governo e a falta de consenso político sobre as reformas fiscais impedirão as autoridades de atingir superávits primários elevados o suficiente para conter e reverter a tendência de aumento da dívida este ano e no próximo”.
Essa perspectiva de deterioração da dívida pública no próximo biênio e a dificuldade de
estabilizá-la afasta o Brasil de outros pares com classificação Baa, representando uma ameaça à manutenção da condição de país grau de investimento.
Crédito: ainda sem sinais de recuperação
Br asi l Agost o /20 15Os dados divulgados pelo Bacen mostraram que o saldo total das operações de crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN)
avançou em julho.
A alta verificada na concessão de crédito direcionado foi o
principal motivo para esse avanço no mês.
Os destaques negativos ficaram por conta da elevação das taxas de juros cobradas e também pela ampliação da taxa de inadimplência.
Expectativas do mercado
Br asi l Agost o /20 1520
As últimas projeções de mercado, divulgadas pelo Boletim Focus, revelaram o prosseguimento de uma visão menos favorável acerca da economia nacional. Destaque para a piora das expectativas de crescimento do país. As projeções do PIB recuaram de -1,80% para -2,26% em 2015 e de 0,2% para -0,40% em 2016.
Da mesma forma, houve leve deterioração do quadro inflacionário.
Os valores projetados pelos analistas para o IPCA do ano foram revisados, saindo de 9,25% para 9,28%.
Por sua vez, a expectativa da taxa de juros Selic permaneceu constante em 14,25% a.a. e 12,00% a.a. para 2015 e 2016, respectivamente.
Regional
Agost
o
/20
IPCA – Curitiba teve a maior inflação no mês de julho
R eg iona l22
Agost o /20 15 Curitiba Goiânia Porto Alegre São Paulo Curitiba Goiânia Porto Alegre Rio de Janeiro Maiores variações mensais Acima de 2 dígitos no acumulado em 12 meses DestaquesConsiderando que a maioria das regiões metropolitanas pesquisadas já teve significativos reajustes nos preços administrados, é esperada certa acomodação na variação mensal no nível de preços.
ES e PA se destacam pelo avanço na indústria extrativa
R eg iona l Agost o /20 15Os indicadores regionais da Produção Industrial Mensal, relativos a junho de 2015, mostraram leve recuperação em seis unidades da federação em relação a maio.
Em decorrência, principalmente, da forte retração nas vendas de eletrodomésticos e eletrônicos no país, o estado do Amazonas exibiu o maior recuo na indústria no acumulado em 12 meses.
Com forte dependência da indústria extrativa mineral (basicamente petróleo e minério de ferro), Espírito Santo e Pará acumularam robusto crescimento no acumulado em 12 meses.
Safra agrícola deve crescer 8,1% em 2015
R eg iona l24
Agost o /20 15De acordo com o sétimo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), todas as regiões brasileiras devem registrar expansão em relação à safra de 2014, com destaque para o crescimento esperado para o Norte e Nordeste.
Rio de Janeiro -57%
Espirito Santo -49%
Rio Grande do Norte -45%
Paraíba 180%
Alagoas 69%
Amazonas 61%
Vendas no varejo recuaram na maioria das unidades da federação em junho
R eg iona l Agost o /20 15A inflação mais pressionada, o crédito mais caro, o mercado formal de trabalho enfraquecido e os níveis de confiança em queda livre ajudam a explicar o fraco desempenho do comércio varejista no país.
No acumulado em 12 meses, os quatro primeiros destaques estaduais pertencem à região Norte, com crescimento bem acima da média nacional. Em relação às localidades com piores desempenhos no comércio, as duas UF’s com maiores recuos pertencem à região Centro-Oeste.
Crédito
R eg iona l26
Agost o /20 15Em relação ao segmento PF, nota-se que a maioria das UF’s com melhores indicadores de crédito (maior crescimento e menor inadimplência) que a média Brasil são do Sul e Centro Oeste.
Em relação ao crédito PJ, DF, RJ e CE
registraram elevadas taxas de crescimento e baixa inadimplência, sinalizando melhor
qualidade das respectivas carteiras em relação às demais.
SP registra o maior recuo na atividade nacional
R eg iona l Agost o /20 15 Altamente dependente do minério de ferro e do petróleo. Crescimento explicado pelo significativoavanço da indústria extrativa, que possui elevada participação no PIB desses
estados.
O Ceará tem conseguido manter a maioria dos indicadores de atividade em níveis melhores que a média nacional.
Com ênfase para o crescimento no setor de serviços (6,5% em 12 meses) e na agricultura (crescimento de 22,4% na produção de grãos em relação à última safra).
São Paulo registra a maior queda na atividade nacional. O forte recuo verificado na indústria de transformação é o principal motivo para esse desempenho.
Taxa de desocupação eleva na maioria das UF’s
R eg iona l28
Agost o /20 15 2T/2014 R$ RN 11,5 11,6 1.321 6,3 BA 10,1 12,7 1.204 0,7 AL 9,7 11,7 1.234 -0,5 DF 9,2 9,6 3.425 2,9 AP 9,9 10,1 1.747 -0,8 AM 8,3 9,5 1.614 0,3 PA 7,0 8,9 1.247 -1,6 PB 8,8 9,1 1.216 -0,1 RR 5,2 7,8 2.054 10,1 MA 7,2 8,8 941 -0,1 AC 9,6 8,7 1.572 7,1 TO 7,7 7,6 1.584 6,8 SE 9,6 9,1 1.377 -3,4 SP 7,0 9,0 2.407 2,0 PE 7,9 9,1 1.551 -4,0 MG 6,8 7,8 1.644 0,3 CE 7,5 8,8 1.144 -0,7 PI 7,0 7,7 1.078 -0,6 GO 5,4 7,3 1.787 -1,7 ES 6,5 6,6 1.733 -3,5 RJ 6,4 7,2 1.983 3,2 MS 3,9 6,2 1.735 -1,3 MT 3,9 6,2 1.832 -1,4 RS 4,9 5,9 1.981 -0,1 PR 4,1 6,2 2.062 -0,3 RO 4,1 4,9 1.545 0,6 SC 2,8 3,9 2.053 -0,5 Brasil 6,8 8,3 1.840 0,8Fonte: IBGE - Pnad Contínua
Taxa desocupação (%) Rendimento médio real 2T/2015 Var. acum. 12 meses (%) UF
Os dados regionais da Pnad Contínua referentes ao segundo trimestre deste ano revelaram que a taxa de desocupação aumentou em quase todas as unidades da federação em relação ao mesmo período do ano anterior.
Acre, Sergipe e Tocantins foram os únicos estados que que tiveram queda na taxa de desocupação, sendo que somente nos dois primeiros houve aumento na população ocupada.
Em relação à renda, o Distrito Federal é a
unidade da federação com o maior patamar de rendimento. Já Roraima e Acre demonstram as maiores taxas de crescimento real no salário médio.