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Comunidade de Papilionoidea  Hesperioidea (Lepidoptera) e plantas do Parque Nacional do Catimbau, PE: Composição, Sazonalidade e Diversidade 

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Academic year: 2021

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(1)                                                                         .        . Universidade Federal de Pernambuco                 .        .   Centro de Ciências Biológicas                            Departamento de Zoologia       .    .      . Mestrado em Biologia Animal . Comunidade de Papilionoidea – Hesperioidea  (Lepidoptera) e plantas do Parque Nacional do  Catimbau, PE: Composição, Sazonalidade e  Diversidade . Carlos Eduardo B. Nobre de Almeida     .    .    .  .  .  . Recife 2007.  .  .  .  .  .

(2) Carlos Eduardo B. Nobre de Almeida . Comunidade de Papilionoidea – Hesperioidea  (Lepidoptera) e plantas do Parque Nacional do  Catimbau, PE: Composição, Sazonalidade e  Diversidade . Orientador: Prof. Dr. Clemens Schlindwein. Dissertação  apresentada  ao  Curso  de  Mestrado  em  Biologia  Animal  da  Universidade  Federal  de  Pernambuco,  como parte dos requisitos para obtenção  do  grau  de  Mestre  em  Ciências  Biológicas na área de Biologia Animal.   . Recife 2007.

(3) Almeida, Carlos Eduardo B. Nobre de Comunidade de Papilionoidea – Hesperioidea (Lepidoptera)e plantas do Parque Nacional do Catimbau, PE: composição, sazonalidade e diversidade / Carlos Eduardo B. Nobre de Almeida. – Recife: O Autor, 2007. vi, 67 folhas : il., fig., tab. Dissertação (mestrado) – Universidade Pernambuco. CCB. Biologia Animal, 2007.. Federal. de. Inclui bibliografia. 1. Lepidoptera 2. Borboleta – Fauna – Parque Nacional do Catimbau 3. Plantas – Parque Nacional do Catimbau 4. Insetofauna I. Título.. 595.78 595.78. CDU (2.ed.) CDD (22.ed.). UFPE CCB – 2007-060.

(4) Data de Aprovação: 26.02.2007  Recife, 2007 .

(5) Agradecimentos    À minha família e à Georgia Guimarães pelo apoio, carinho e compreensão.    A Clemens Schlindwein, que aceitou trabalhar com um grupo fora de sua especialidade, o  que  não  o  impediu  de  ser  um  grande  mestre.  Obrigado  pelo  incentivo  e  conversas  estimulantes ao longo desses dois anos de convívio.    A  João  da  Silva,  guia  e  amigo,  sem  o  qual  meu  trabalho  teria  sido  muito  mais  difícil  e  à  Dona Maria pelas conversas e excelentes jantares‐almoço no final de cada dia de trabalho  no Catimbau.     Aos  Drs.  Olaf  Mielke,  Mirna  Casagrande,  André  Victor  Freitas,  Keith  Brown  Jr,  Curtis  Callaghan,  Marcelo  Duarte  e  Alfred  Moser  pela  identificação  das  borboletas.  Em  especial  ao  professor  Mielke  e  a  André  Freitas  pelo  incentivo  e  por  terem  me  propiciado  grande  aprendizado sobre o grupo.    A Marcondes Oliveira e o pessoal do Herbário Geraldo Mariz – UFP, Raquel Pick e Débora  Coelho pelo auxílio e identificação de grande parte das plantas.    Aos integrantes do grupo de trabalho Plebeia pela ajuda prestada tanto em campo como no  laboratório,  em  especial  a  Carlos  Eduardo  Pinto,  Artur  Maia,  Airton  Torres,  Paulo  Milet,  Fábia Andrade, Maise Santos e Raquel Pick.    À  professora  e  grande  amiga  Luciana  Iannuzzi  por  ter  me  “iniciado”  na  pesquisa  dos  insetos e pelo apoio, fofocas e brincadeiras durante toda minha vida acadêmica. Ainda, aos  integrantes do seu grupo de trabalho, Carolina Liberal e Bruno Filgueiras.    À professora Maria Eduarda Larrazábal, sempre pronta a ajudar, pelo carinho e orientações    Ao  pequeno  mas  extraordinário  grupo  de  amigos  que  contribuíram  direta  ou  indiretamente  com  este  trabalho:  Artur  Maia,  Filipe  Sotero,  Bruno  Arrais,  Ivo  Frazão,  Gustavo Oliveira e aos Três Irmãos.    Ao Ibama pela concessão de autorização de coleta.    Ao Projeto de Pesquisa em Biodiversidade do Semi‐árido (PPBIO) e à fundação O Boticário  pelo apoio financeiro.    A CAPES pela bolsa concedida na vigência do Mestrado.    . I.

(6) Resumo    O  Parque  Nacional  do  Catimbau  está  inserido  no  semi‐árido  nordestino,  onde  pouco  se  conhece  a  respeito  da  fauna  de  lepidópteros.  Entre  setembro/2005  e  agosto/2006  foi  realizado um levantamento das borboletas residentes no Parque, dividido em duas etapas,  cada  qual  com  objetivos  distintos.  A  primeira  consistiu  no  levantamento  de  borboletas  nectarívoras e das plantas visitadas, para caracterizar a estrutura dessa comunidade, assim  como  determinar  possíveis  estruturas  morfológicas  voltadas  à  polinização.  A  segunda  etapa teve como objetivo conhecer a diversidade e sazonalidade das borboletas frugívoras,  através do uso padronizado de armadilhas com iscas. No total, 120 espécies de borboletas  foram  registradas  para  o  Parque,  entre  as  quais,  79  em  visita  a  plantas  nectaríferas  de  43  espécies  e  15  atraídas  às  armadilhas.  As  quatro  espécies  mais  abundantes  de  borboletas  frugívoras  representaram  84%  do  total  de  indivíduos  dessa  guilda.  Correlações  significativas foram verificadas entre a abundância de frugívoras e a precipitação anual, a  riqueza  de  espécies  e  a  temperatura  média  mensal.  Um  padrão  altamente  sazonal  da  comunidade  de  borboletas  frugívoras  foi  estabelecido,  ditado  pela  disponibilidade  de  recursos  para  adultos  e  larvas.  As  borboletas  nectarívoras  mostraram  um  alto  grau  de  sobreposição de uso de recurso e amplo espectro de visitas, mas uma preferência a plantas  arbustivas com flores pequenas e claras que são comuns na paisagem local foi estabelecida.  Apenas Lantana spp. apresentaram características típicas de psicofilia. As partes do corpo  de  maior  deposição  de  pólen  foram as  peças  bucais  e  regiões  de  grande  deposição  foram  encontradas em Lycaenidae e Hesperiidae   . II.

(7) Sumário  Agradecimentos ................................................................................................................................. I  Resumo ...............................................................................................................................................  II  Lista de figuras .................................................................................................................................. V  Lista de tabelas .................................................................................................................................. VI  Apresentação ...................................................................................................................................... 1  Revisão da Literatura .......................................................................................................................  2  Objetivos .  . Objetivo geral ............................................................................................................................. 4  Objetivos específicos ................................................................................................................  4  Referências bibliográficas ............................................................................................................... 5  CAPÍTULO 1. As borboletas (Lepidoptera: Papilionoidea ‐ Hesperioidea) do Parque  Nacional do Catimbau, Pernambuco, Brasil .           . Resumo ......................................................................................................................................... 9  Abstract ........................................................................................................................................  10  Introdução ...................................................................................................................................  11  Materiais e Métodos .  . Área de Estudo .....................................................................................................................  11  Coletas ...................................................................................................................................  11  Resultados ...................................................................................................................................  13  Discussão ..................................................................................................................................... 18  Referências bibliográficas ........................................................................................................ 20  CAPÍTULO 2. Comunidade de borboletas nectarívoras e plantas relacionadas do Parque  Nacional do Catimbau, Pernambuco, Brasil. .          . Resumo ......................................................................................................................................... 24  Abstract ........................................................................................................................................  25  Introdução ...................................................................................................................................  26  Materiais e Métodos .  . Área de estudo ...................................................................................................................... 27  III.

(8) Metodologia .......................................................................................................................... 27  Resultados .  . Interações Borboletas‐Plantas.............................................................................................. 28  Deposição de Pólen............................................................................................................... 36  Discussão ..................................................................................................................................... 38  Referências bibliográficas ........................................................................................................ 42    CAPÍTULO 3. Seasonal and diversity patterns of fruit‐feeding butterflies (Lepidoptera,  Nymphalidae) in the Catimbau National Park, a Brazilian semi‐arid area .          . Resumo ......................................................................................................................................... 49  Abstract ........................................................................................................................................  50  Introduction ................................................................................................................................  51  Matherials and Methods .  . Study Area ............................................................................................................................. 52  Sampling Procedures ...........................................................................................................  53  Sample and Statystical Analyses ........................................................................................ 54  Results .......................................................................................................................................... 54  Discussion ...................................................................................................................................  58  References....................................................................................................................................  63 . IV.

(9) Lista de figuras  Capítulo 1 .  . Figura 1. Aspectos do Parque Nacional do Catimbau. a‐b: Vistas panorâmicas (...) ........................ 12  Figura 2. Composição taxonômica das borboletas do Parque Nacional do Catimbau (...) .............. 13 . Capítulo 2 .  . Figura 1. Número de espécies de borboletas que visitaram as 6 espécies de plantas mais  procuradas, incluindo proporções de cada família de borboletas ......................................... 28 . Figura 2. Plantas mais visitadas e seus visitantes. a: Leptotes cassius em Mimosa (...) .......................  29  Figura 3. Proporção de espécies de borboletas em relação à quantidade de espécies de plantas  visitadas ......................................................................................................................................... Figura 4. . Proporção de espécies de plantas em relação à quantidade de espécies de borboletas  visitantes ......................................................................................................................................... 30 . 30 . Figura 5. Proporções das espécies de plantas visitadas pelas borboletas quanto à forma de vida.  34 . Figura 6. Proporções das espécies de plantas visitadas pelas borboletas quanto à simetria floral.  35 . Figura 7. Proporções das espécies de plantas visitadas pelas borboletas quanto ao tipo floral......  35 . Figura 8. Proporções das espécies de plantas visitadas pelas borboletas quanto à cor (...).............. 35 . Figura 9. Locais de deposição de pólen nas borboletas. a: Total; b: Por família ..............................  36  Figura 10. Fotografias ao microscópio estereoscópio de grãos de pólen depositados nas  borboletas (...)................................................................................................................................ . Capítulo 3 . 37 .  . Figure 1. Figure 1. a: General aspect of Catimbau National Park; b: characteristic (...) ...................   52    Figure 2. Percentages of the six most abundant fruit feeding species recorded (...) .........................   56  Figure 3. Seasonal variation of total abundance, Fontainea halice moretta abundance and  56  precipitation during the sampling period (...) ……………………………….........................  Figure 4. Accumulated number of species recorded from September/2005 to August/2006 …......  57  Figure 5. Abundance in the rainy / dry seasons and total abundance of the five sample units .....  58 . V.

(10) Lista de tabelas  Capítulo 1 .  . Tabela 1. Espécies de borboletas registradas no Parque Nacional do Catimbau do Catimbau (...) 11 . Capítulo 2 .  . Tabela 1. Composição da fauna de borboletas visitantes florais e plantas nectaríferas (...) ............ 31 . Tabela 2. Principais borboletas visitantes florais e plantas visitadas por elas(...) ............................. 31 . Tabela 3. Espécies de borboletas visitantes florais e plantas visitadas (...) ........................................  32 . Capítulo 3 .  . Table 1. Fruit feeding butterflies sampled in Catimbau National Park (...) ....................................... 55  Table 2. Pearson’s linear correlation coefficients between each of the five most abundant  species (...) .................................................................................................................................................... . 56 . Table 3. Richness values and Diversity indexes of the five Sample Units …..................................... 58 . Table 4. Surveys of fruit feeding butterflies in Central and South America (...) ............................... 59        .  . VI.

(11) Apresentação      O  presente  estudo  é  o  resultado  de  um  ano  de  coletas  realizadas  no  Parque  Nacional do Catimbau, conhecido localmente como Vale do Catimbau. Em sua essência, é  um levantamento da fauna de borboletas que se aprofunda em questões relacionadas aos  hábitos  alimentares  e  variação  temporal  desses  insetos  na  fase  adulta.  Portanto,  ainda  permanecem  desconhecidas  localmente  as  interações  entre  as  suas  larvas  e  plantas  hospedeiras.  A  dissertação  está  dividida  em  três  capítulos  organizados  em  forma  de  artigos  a  serem  enviados  a  periódicos  científicos.  A  formatação  foi  padronizada  e  baseia‐se  nas  normas da revista Ecological Entomology.  O primeiro capítulo: ‘As borboletas (Lepidoptera: Papilionoidea ‐ Hesperioidea) do  Parque  Nacional  do  Catimbau,  Pernambuco,  Brasil’  é  o  levantamento  propriamente  dito,  onde é apresentada de maneira geral, a composição taxonômica e a sazonalidade do grupo,  estudadas  mais  detalhadamente  nos  capítulos  seguintes.  O  manuscrito  deste  capítulo  foi  submetido ao periódico Zootaxa.  O  segundo  capítulo:  ‘Comunidade  de  borboletas  nectarívoras  e  plantas  relacionadas do Parque Nacional do Catimbau, Pernambuco, Brasil’ destaca a estrutura da  comunidade  das  borboletas  que  possuem  o  néctar  como  principal  fonte  energética,  o  padrão  de  utilização  das  plantas  nectaríferas  utilizadas  pelos  adultos  e  a  deposição  de  pólen no seu corpo. O manuscrito deste capítulo será submetido ao periódico Insect‐Plant  Interactions.  O  terceiro  capítulo:  ‘Seasonal  and  diversity  patterns  of  fruit‐feeding  butterflies  (Lepidoptera, Nymphalidae) in the Catimbau National Park, a Brazilian semi‐arid area’ foi escrito  em  inglês  e  formatado  de  acordo  com  as  normas  do  periódico  ‘Ecological  Entomology’  ao  qual  será  submetido.  Este  aborda  a  variação  sazonal  e  a  diversidade  das  borboletas incluídas na guilda trófica dos frugívoros, através da utilização de metodologia  de coleta padronizada durante o ano de estudo.                         . 1.

(12)   Introdução Geral    As superfamílias Papilionoidea e Hesperioidea    As  borboletas  constituem  uma  pequena  fração  dentro  da  ordem  Lepidoptera,  a  segunda maior do reino animal, a qual possui cerca de 150.000 espécies registradas. Estão  representadas  pelas  superfamílias  de  Macrolepidoptera:  Hesperioidea  (Hesperiidae)  e  Papilionoidea  (Papilionidae,  Pieridae,  Lycaenidae  e  Riodinidae)  (Kristensen  &  Skalski  1999).  Características  marcantes  são  as  antenas  clavadas  e  hábitos  diurnos para  a  maioria  das  espécies.  Apesar  das  ‘apenas’  18.000  espécies  conhecidas,  estão  entre  os  artrópodes  mais  bem  estudados  do  planeta  e  formam  um  grupo  de  taxonomia  e  sistemática  relativamente  bem  resolvidas  em  comparação  com  outros  insetos.  Isto  se  deve  provavelmente às asas cobertas de escamas que formam padrões espetaculares de cores e  formatos,  o  que  desperta  interesse  de  leigos  e  naturalistas  há  tempos  (Grimaldi  &  Engel  2005).   Para  o  Brasil,  Brown  (1996)  estima  cerca  de  3.300  espécies  de  borboletas.  A  sua  fauna  encontra‐se  bem  documentada  para  os  principais  ecossistemas  do  país  (Brown  &  Mielke 1967a, 1967b, ver Brown 1996, Brown & Freitas 2000, Emery et al. 2006), à exceção da  Caatinga.    Interações Lepidoptera‐Plantas    Os lepidópteros constituem o maior grupo de insetos herbívoros (Grimaldi & Engel  2005).  Durante  a  fase  larval,  a  grande  maioria  das  espécies  utiliza  algum  tecido  vegetal  como fonte alimentar e devido a isto, diversos são os casos de pragas de cultivares (Costa  Lima  1923).  Quando  adultos  utilizam  néctar,  pólen,  líquidos  de  frutos  e  exudatos  de  plantas  como  recurso  energético.  Outros  alimentos  adicionais  são  excrementos  e  carniça  (DeVries, 1983, 1987).  As borboletas adultas são divididas em duas principais guildas tróficas, de acordo  com o tipo principal de alimento utilizado, como frugívoras ou nectaríferas (DeVries 1987).  O  primeiro  grupo,  formado  pelos  Nymphalidae  das  subfamílias  Charaxinae,  Biblidinae,  Morphinae,  Satyrinae  e  Nymphalinae  –  Coeini,  vem  sendo  bastante  utilizado  em  estudos  biogeográficos,  ecológicos  e  conservacionistas,  devido  à  possibilidade  de  coletas  padronizadas através da aplicação de armadilhas com iscas (Daily & Ehrlich 1995, DeVries  et  al.  1997,  Hughes  et  al.  1998,  Shahabuddin  &  Terborgh  1999,  DeVries  &  Walla  2001,  Uehara‐Prado 2005, 2007).   Fazem  parte  do  segundo  grupo,  todas  as  outras  subfamílias  de  Nymphalidae  e  demais  famílias.  Apesar  de  possuírem  outras  fontes  de  alimento,  a  principal  é  o  néctar  floral. Devido a este fato, diversas espécies de borboletas podem desempenhar importante  função como polinizadores (Scoble 1992). . 2.

(13) Dada  a  importância  da  fertilização  cruzada,  Richards  (1997)  ressalta  que  todos  os  aspectos  reprodutivos  das  angiospermas  zoófilas  (polinizadas  por  animais)  estão  relacionados  à  necessidade  de  obtenção  de  polinizadores  adequados.  Dessa  maneira,  o  aparecimento de estruturas florais como pétalas e nectários em angiospermas, reflete essa  necessidade (Endress, 1996). O processo co‐evolutivo entre flores e polinizadores resultou  numa  grande  diversidade  de  síndromes  florais,  nas  quais  gêneros  e  espécies  de  uma  mesma  família  podem  exibir  diferentes  estratégias  de  polinização  ligadas  a  um  ou  mais  tipos de polinizadores (Richards, 1997).    A fusão de componentes do perianto (conjunto de estruturas estéreis que envolvem  os  órgãos  férteis  da  flor)  é  característica  marcante  em  flores  polinizadas  por  insetos  de  glossas  e  probóscides  longas,  como  borboletas  e  mariposas  (Herrera,  1996;  Proctor  et  al,  1996). Esses animais estão associados a flores hipocrateriformes e tubulares (Faegri e Van  der Pijl 1971), geralmente possuindo odor adocicado ou fresco (Proctor et al, 1996). Flores  polinizadas por mariposas e borboletas diferem na cor, horário de antese e intensidade de  perfumes florais. Aquelas polinizadas por mariposas (esfingófilas) são brancas ou pálidas,  possuem  antese  noturna  e  cheiro  bastante  forte,  enquanto  que  as  flores  polinizadas  por  borboletas  (psicófilas)  são  caracterizadas  por  apresentarem  um  amplo  espectro  de  cores,  antese  diurna,  perfume  delicado  e  plataforma  de  pouso  (Faegri  &  van  der  Pijl,  1971;  DeVries, 1983; Proctor et al, 1996).  Algumas  espécies  ou  gêneros  vegetais  são  bem  conhecidos  pelas  adaptações  voltadas à polinização por borboletas, como Primula (Tremaye & Richards 1993), Caesalpina  pulcherrima L. (Cruden & Hermann‐Parker 1979), Dianthus (Jennersten 1984, Erhardt 1990)  Lantana  (Barrows  1976),  Hirtella  (Arista  et  al.  1997)  e  Lippia  (Gottsberger  &  Siberbauer‐ Gottsberger  2006).  Até  o  momento,  são  desconhecidas  plantas  que  possuem  flores  com  estreita relação com borboletas na Caatinga.   . 3.

(14) Objetivos    Geral    Conhecer as interações entre as comunidades de borboletas e plantas do Parque Nacional  do Catimbau e ampliar o conhecimento da lepidopterofauna do semi‐árido brasileiro.    Específicos    ‐ Levantar a fauna de borboletas do Parque;    ‐ Determinar a estrutura e composição da comunidade de borboletas nectarívoras e plantas  do Parque;    ‐  Caracterizar  a  comunidade  de  borboletas  frugívoras  do  parque  e  identificar  os  efeitos   sazonais sobre sua riqueza, abundância e diversidade.         . 4.

(15) Referências Bibliográficas    Arista,  M.,  Oliveira,  P.  E.  de,  Gibbs,  P.  E.  &  Talavera,  S.  (1997)  Pollination  and  breeding  system  of  two  co‐occurring  Hirtella  species  (Chrysobalanaceae)  in  Central  Brazil.  Botanica  Acta, 110, 496‐502.    Barrows,  E.  M.  1976.  Nectar  robbing  and  pollination  of  Lantana  camara  (Verbenaceae).  Biotropica, 8, 132–135.    Brown  Jr.,  K.  S.  (1996)  Diversity  of  Brazilian  Lepidoptera:  history  of  study,  methods  for  measurement and use as indicator for genetic, specific and system richness. Biodiversity in  Brazil,  a  first  approach  (ed.  por  C.  E.  M.  Bicudo  &  N.  A.  Menezes),  pp.  222‐252.  CNPq  /  Instituto de Botânica, São Paulo.    Brown Jr., K. S. & Freitas, A. V. L. (2000). Atlantic forest butterflies: indicators for landscape  conservation. Biotropica, 32(4), 934‐956.    Brown Jr., K. S. & Mielke, O. (1967) Lepidoptera of the central Brazil Plateau. I. preliminary  list of Rhopalocera: Nymphalidae, Libytheidae. Journal of the Lepidopterists’ Society, 21(2), 77‐ 106.     Brown Jr., K. S. & Mielke, O. (1967) Lepidoptera of the central Brazil Plateau. I. preliminary  list of Rhopalocera (continued): Lycaenidae, Pieridae, Papilionidae, Hesperiidae. Journal of  the Lepidopterists’ Society, 21(3), 145‐168.     Costa‐Lima,  A.  M.  (1923)  Catálogo  systemático  dos  insectos  que  vivem  nas  plantas  do  Brasil  e  ensaio  de  bibliografia  entomológica  brasileira.  Archivos  da  Escola  Superior  de  Agricultura e Medicina Veterinária, 6, 107‐276. Niterói, Rio de Janeiro.    Cruden,  R.  W.  &  Hermann‐Parker,  S.  M.  (1979)  Butterfly  pollination  of  Caesalpina  pulcherrima, with observation on a psychophilous syndrome. Journal of Ecology, 67, 155‐168.    Daily, G. C. & Ehrlich, P. R. (1995) Preservation of biodiversity in small rainforest patches:  rapid evaluations using butterfly trapping. Biodiversity and Conservation, 4, 35‐55.    DeVries,  P.  J.  (1983)  Checklist  of  Butterflies.  Costa  Rican  Natural  History  (ed.  por  D.  H.  Janzen), pp. 654‐655. The University of Chicago Press, Chicago.    DeVries,  P.  J.  (1987)  The  Butterflies  of  Costa  Rica  and  their  Natural  History.  Volume  I:  Papilionidae, Pieridae and Nymphalidae. Princeton University Press, New Jersey.   . 5.

(16) DeVries,  P.  J.  &  Walla,  T.  R.  (2001)  Species  diversity  and  community  structure  in  neotropical fruit‐feeding butterflies. Biological Journal of the Linnean Society, 74, 1‐15.    DeVries, P. J., Murray, D. & Lande, R. (1997) Species diversity in vertical, horizontal, and  temporal  dimensions  of  a  fruit‐feeding  butterfly  community  in  an  Ecuadorian  rainforest.  Biological Journal of the Linnean Society, 62(3), 343‐364.    Erhardt,  A.  (1990)  Pollination  of  Dianthus  gratianopolitanus  (Caryophyllaceae).  Plant  Systematycs and Evolution, 170, 125‐132.    Emery,  E.  O.,  Brown,  K.  S.  Jr.  &  Pinheiro,  C.  E.  G.  (2006)  As  borboletas  (Lepidoptera,  Papilionoidea) do Distrito Federal, Brasil. Revista Brasileira de Entomologia, 50(1), 85‐92.    Endress,  P.  K.  (1996)  Diversity  and  evolutionary  biology  of  tropical  flowers.  Cambridge  University Press, Cambridge.    Faegri,  K.  &  Pijl,  L.  Van  der.  (1971)  The  Principles  of  Pollination  Ecology.  2nd  edition.  Pergamon Press, Germany.    Gottsberger,  G.  &  Siberbauer‐Gottsberger,  I.  (2006)  Life  in  the  Cerrado,  a  south  American  tropical  seasonal  ecosystem.  Vol.  II:  Pollination  and  Dispersal.  AZ  Druck  und  Datentechnik  GmbH, Kempten, Germany.    Grimaldi,  D.  &  Engel,  M.  S.  (2005)  Evolution  of  the  Insects.  1a  ed.  Hardcover.  Cambridge,  Cambridge University Press.    Herrera,  C.  H.  (1996)  Floral  traits  and  plant  adaptation  to  insect  pollinators:  a  devil´s  advocate  approach.  Floral  Biology  (ed.  por.  D.  G.  Loyd  &  S.  C.  H.  Barrett),  pp.  65‐87.  Chapman & Hall. London.      Hughes, J. B., Daily, G. C. & Ehrlich, P. R. (1998) Use of fruit bait traps for monitoring of  butterflies (Lepidoptera: Nymphalidae). Revista de biología tropical, 46(3) 697‐704.    Jennersten, O. (1984) Flower visitation and pollination efficiency of some North European  butterflies. Oecologia, 63, 80‐89.    Kristensen,  N.  P.  &  Skalski,  A.  W.  (1999)  Phylogeny  and  Paleontology.  Handbuch  der  Zoologie/Handbook of Zoology, Volume IV: Arthropoda: Insecta. Lepidoptera: Moths and Butterflies  Vol. I: Evolution, Systematics and Biogeography (ed. por N. P. Kristensen), pp. 263‐300. Walter  De Gruyter Inc., New York.     . 6.

(17)   Proctor,  M.;  Yeo,  P.;  Lack,  A.  (1996)  The  Natural  History  of  Pollination.  Timber  Press.  Portland, Oregon.    Richards, A. J. (1997) Plant Breeding Systems. 2nd edition. Chapman & Hall. London.    Scoble,  M.  J.  (1992)  The  Lepidoptera,  Form,  Function  and  Diversity.  Oxford  University  Press,  New York.    Shahabuddin  G.  &  Terborgh,  J.  W.  (1999)  Frugivorous  butterflies  in  Venezuelan  forest  fragments: abundance, diversity and the effects of isolation. Journal of Tropical Ecology, 15,  703‐722.     Tremayne, M. e Richards, A. J. (1993) Homostyly and herkogamous variation in Primula L.  section Muscarioides Balf. Evolution Trends of Plants, 7, 15‐20.    Uehara‐Prado, M., Brown, K. S. Jr. & Freitas, A. V. L. (2005) Biological traits of frugivorous  butterflies  in  a  fragmented  and  a  continuous  landscape  in  the  south  Brazilian  atlantic  forest. Journal of the Lepidopterists’ Society 59(2), 96–106.    Uehara‐Prado, M., Brown, K. S. Jr. & Freitas, A. V. L. (2007) Species richness, composition  and  abundance  of  fruit‐feeding  butterflies  in  the  Brazilian  Atlantic  Forest:  comparison  between . a . fragmented . and . a . continuous . landscape. . Global . Ecology . and . Biogeography 16(1), 43‐54.     . 7.

(18)      . Capítulo 1                     . “As borboletas (Lepidoptera: Papilionoidea ‐ Hesperioidea) do  Parque Nacional do Catimbau, Pernambuco, Brasil”                                          Enviado ao periódico Zootaxa .

(19) Nobre, C. E. B.                                                                                            1. As borboletas (Lepidoptera: Papilionoidea ‐ Hesperioidea)... .   Resumo:  Neste  trabalho  são  relatadas  a  primeira  lista  de  borboletas  para  a  caatinga  e  informações  sobre  sua  estrutura  temporal.  O  estudo  foi  realizado  no  Parque  Nacional  do  Catimbau,  Pernambuco,  situado  no  semi‐árido  nordestino.  Para  isso,  foi  realizado  um  levantamento  de  borboletas  de  setembro/2005  a  agosto/2006  durante  5  dias  por  mês,  percorrendo‐se  trilhas  com  plantas  em  floração  e  utilizando‐se  armadilhas  com  iscas  de  banana  fermentada.  Foram  registradas  121  espécies  de  borboletas,  metade  registrada  apenas  na  estação  chuvosa,  42%  em  ambas  as  estações  e  7%  na  estação  seca.  A  baixa  riqueza de espécies já era esperada para a região, determinada principalmente pelo clima  semi‐árido.  A  fauna  é  dominada  por  espécies  típicas  de  áreas  abertas  e  de  ampla  distribuição geográfica e ainda não há confirmação de endemismos.     Palavras‐chave: Inventário, insetofauna, caatinga, sazonalidade, savana. . 9.

(20) Nobre, C. E. B.                                                                                            1. As borboletas (Lepidoptera: Papilionoidea ‐ Hesperioidea)... . Abstract.  The  first  butterfly  checklist  for  the  caatinga  region  and  information  about  the  seasonal  structure  of  these  butterflies  are  presented.  This  study  was  conducted  in  the  Catimbau  National  Park,  located  in  the  NE  ‐  Brazilian  semi‐arid.  The  butterflies  were  collected  between  September/2005  to  August/2006  during  5  days  per  month,  in  trails  exhibiting flowering plants and by the use of fruit‐bait traps. A total of 121 butterfly species  was  registered,  half  of  them  only  in  the  rainy  season, 42%  in  both  seasons  and  7%  in the  dry  season.  The  low  species  richness  was  already  expected  for  this  region,  determined  mainly by the semi‐arid conditions. The butterfly fauna is dominated by typical open areas  species of wide geographical distribution. No endemism was confirmed. The proportion of  Ithomiinae followed the general Neotropic tendency, with 5% of the total butterfly species,  consequence of the wet areas with permanent water courses, an atypical condition for the  caatinga.    Keywords: Checklist, insect fauna, caatinga, seasonality, savanna. . 10.

(21) Nobre, C. E. B.                                                                                            1. As borboletas (Lepidoptera: Papilionoidea ‐ Hesperioidea)... . Introdução    O inventário da biota local constitui o primeiro passo para o conhecimento de sua  biodiversidade e entendimento das interações que ocorrem entre as espécies do grupo de  interesse. É de especial valia para ambientes ainda pouco estudados e que vêem sofrendo  acelerado processo de degradação. É o caso da caatinga, a região natural brasileira menos  protegida por unidades de conservação e altamente suscetível à alteração (Leal et al. 2003,  Leal et al. 2005).  Pouco  se  conhece  sobre  a  Lepidopterofauna  da  caatinga  (Silva  et  al.  2002)  e  levantamentos  sistematizados  só  são  conhecidos  para  a  família  Sphingidae  (Duarte  et  al.  2001, Gusmão & Creão‐Duarte 2004 e Duarte & Schlindwein 2005).   O Parque Nacional do Catimbau está inserido no semi‐árido nordestino mas não  constitui  uma  caatinga  ‘típica’.  A  vegetação  local  é  considerada  de  extrema  importância  biológica (Silva et al. 2002) e é caracterizada por uma mistura predominante de elementos  de  caatinga,  campos  rupestres  e  cerrado  (Andrade  et  al.  2004.  Informações  sobre  a  fauna  local de borboletas (Papilionoidea e Hesperioidea) são inexistentes.  Aqui fornecemos a primeira lista de borboletas para uma área inserida no domínio  da  caatinga  e  informações  sobre  a  composição  taxonômica  e  estrutura  temporal  da  comunidade desses insetos.    Materiais e Métodos    Área de Estudo    O estudo foi realizado no Parque Nacional do Catimbau, situado a 285 quilômetros  do  Recife.  Abrange  uma  área  de  62.554  hectares  e  faz  parte  dos  municípios  de  Buíque,  Ibimirim  e  Tupanatinga,  na  região  chamada  Sertão  do  Moxotó  (8°24ʹ00ʹʹ  e  8°36ʹ35ʹʹ  S  e  37°09ʹ30ʹʹ  e  37°14ʹ40ʹʹ  W).  A  região  apresenta  clima  tropical  semi‐árido,  com  temperatura  média  anual  de  23°C,  precipitação  média  variando  de  700  a  1100  mm  por  ano  e  chuvas  concentradas nos meses de março a julho (ITEP 2006).  A  altitude  varia  de  600  a  1000  metros  e  o  relevo  é  irregular  com  partes  planas,  afloramentos rochosos e encostas íngremes (Figura 1).     Coletas    O  levantamento  das  borboletas  foi  realizado  de  setembro/2005  a  agosto/2006  durante  5  dias  por  mês.  Para  isso,  utilizaram‐se  redes  entomológicas  e  foram  percorridas  diversas trilhas, em diferentes tipos de paisagem do Parque, priorizando‐se locais de maior  abundância de plantas em floração a cada mês. As coletas concentraram‐se nos horários de  maior atividade das borboletas, entre 9:00 e 15:00 h.    . 11.

(22) Nobre, C. E. B.                                                                                            1. As borboletas (Lepidoptera: Papilionoidea ‐ Hesperioidea)... .            . a . b . c  Figura  1.  Aspectos  do  Parque  Nacional  do  Catimbau.  a‐b:  Vistas  panorâmicas,  mostrando  chapadas  e  morros‐testemunhos; c: vegetação arbustiva característica do Parque. . 12.

(23) Nobre, C. E. B.                                                                                            1. As borboletas (Lepidoptera: Papilionoidea ‐ Hesperioidea)... .   Para o levantamento das borboletas frugívoras, foram estabelecidas cinco unidades  amostrais  em  áreas  distintas  do  Parque.  Em  cada  unidade,  cinco  armadilhas  com  iscas  foram  montadas,  a  uma  distância  mínima  de  20  m  entre  elas.  A  isca  utilizada  foi  uma  mistura de banana amassada com caldo de cana, fermentada por 48 horas. As armadilhas  eram  mantidas  durante  dois  dias  consecutivos  no  campo  e  as  iscas  eram  postas  entre  as  06:00 e 08:00 horas de cada dia de amostragem.  Para  cada  estação  do  ano  (seca  e  chuvosa),  as  espécies  de  borboletas  foram  categorizadas de acordo com a freqüência de captura ou registro, como raras (1 a 3 vezes),  incomuns (4 a 10 vezes) ou comuns (mais de 10 vezes).   As  borboletas  foram  depositadas  na  Coleção  Entomológica  da  Universidade  Federal de Pernambuco. A classificação sistemática seguiu Lamas (2004), com a exceção de  Hallonympha paucipuncta, incluída em novo gênero por Penz & DeVries (2006).    Resultados    No total, foram registradas 121 espécies de borboletas para o Parque (Tabela 1). A  família com o maior número de espécies foi Nymphalidae, correspondendo a 34% do total  (Figura 2).    Algumas  espécies  apresentaram  distribuição  restrita  a  determinados  tipos  de  hábitats ou somente um exemplar foi coletado. Como exemplos, indivíduos de 4 espécies  de  Ithomiinae,  somente  encontrados  em  áreas  de  ‘brejos’  ao  longo  de  cursos  d’água  permanentes  e  na  base  de  serras  areníticas,  4  espécies  de  Riodinidae  limitadas  a  um  pequeno trecho de trilha em meio a vegetação arbórea e alguns Lycaenidae sob a encosta  de um afloramento rochoso (Tabela 1).  Mais  da  metade  das  espécies  (61)  foi  registrada  apenas  nos  meses  da  estação  chuvosa, 51 espécies em ambas as estações e somente 9 foram registradas apenas na estação  seca. Destas últimas, 7 foram classificadas como raras ou restritas (Tabela 1).         . Lycaenidae 22%. Papilionidae 2%.  . Hesperiidae 28%.        . Riodinidae 7% Nym phalidae 34%. Pieridae 7%.    . Figura 2. Composição taxonômica das borboletas do Parque Nacional do Catimbau. .    . 13.

(24) Nobre, C. E. B.                                                                                            1. As borboletas (Lepidoptera: Papilionoidea ‐ Hesperioidea)... .  Tabela 1. Espécies de borboletas registradas no Parque Nacional do Catimbau, PE. Símbolos: Fl ‐ visitas . a flores; Ar – Armadilhas com iscas; Al – aleatório; ● – rara; ●● – incomum; ●●● – comum; * exemplares .  encontrados somente em determinado local do Parque: ¹Base da Pedra Solteira, ²Brejo São José, ³Paraíso    Selvagem, 4 Trilha da Pedra do Cachorro, 5Base da Pedra Solteira  Táxon    HESPERIIDAE  Pyrginae  Eudamini  Aguna asander asander (Hewitson, 1867)  Chioides c. catillus  (Cramer, 1779)  Epargyreus s.socus  Hübner, [1825]  Polygonus leo pallida  Röber, 1925  Polythrix roma  E. Y. Watson, 1893  Proteides m. mercurius  (Fabricius, 1787)  Typhedanus eliasi  Mielke, 1979  Typhedanus undulatus  (Hewitson, 1867)  Urbanus d. dorantes  (Stoll,1790)  Urbanus procne  (Plötz, 1880)  Urbanus p. proteus  (Linnaeus, 1758)  Pyrgini  Chiomara asychis autander  (Mabille, 1891)  Cycloglypha t. thrasibulus  (Fabricius, 1793)  Gesta g. gesta  (Herrich‐Schäffer, 1863)  Gindanes brontinus bronta  Evans, 1953  Heliopetes macaira orbigera  (Mabille, 1888)  Heliopyrgus domicella willi  (Plötz, 1884)  Mylon sp.  Pyrgus orcus  (Stoll, 1780)  Pyrgus veturius  Plötz, 1884  Timochares t. trifasciata  (Hewitson, 1868)  Timochreon doria  (Plötz, 1884)  Zopyrion evenor thania  Evans, 1953  Hesperiinae  Copaeodes jean favor  Evans, 1955  Hylephila phyleus phyleus  (Drury, 1773)  Lerodea erythrostictus  (Prittwitz, 1868)  Methionopsis ina  (Plötz, 1882)  Monca branca  Evans, 1955  Panoquina lucas  (Fabricius, 1793)  Saliana mathiolus  (Herrich‐Schäffer, 1869)  Synale hylaspes  (Stoll,1781)  Synapte malitiosa equa  Evans, 1955  Vehilius inca  (Scudder, 1872)  LYCAENIDAE  Theclinae  Eumaeini  Allosmaitia strophius  (Godart, [1824])  Arawacus ellida  (Hewiton, 1867)  Atlides polybe  (Linnaeus, 1763)  Atlides rustan  (Stoll, 1790) . Método de Coleta . Estação . Fl . Ar . Al . Seca . Chuvosa.       x  x  x    x  x    x  x  x  x    x    x  x    x  x  x  x  x  x  x    x  x  x    x  x  x  x    x        x    x  x .                                                                                          .       x  x    x      x    x    x    x  x  x    x  x    x            x      x  x  x      x            x     .         ●●●  ●●    ●  ●  ●    ●●    ●●●    ●●    ●●●  ●    ●●●    ●        ●                ●  ●                   .       ●●  ●●●  ●●●  ●      ●  ●  ●●●  ●  ●●●    ●●●  ●  ●●●    ●  ●●●  ●●●  ●●●  ●●●  ●●●  ●●  ●●●    ●  ●  ●●●  ●●●  ●●●  ●●●  ●    ●  ●●        ●●●  ●  ●●●  ● . 14.

(25) Nobre, C. E. B.                                                                                            1. As borboletas (Lepidoptera: Papilionoidea ‐ Hesperioidea)... . Táxon  Aubergina vanessoides  (Prittwitz, 1865)  Brangas silumena  (Hewitson, 1867)  Chlorostrymon simaethis  (Drury, 1773)  Cyanophrys herodotus  (Fabricius, 1793)  Electrostrymon ecbatana  (Hewitson, 1868)  Electrostrymon endymion  (Fabricius, 1775)  Michaelus jebus  (Godart, [1824])  Ministrymon azia  (Hewitson, 1873)  Ministrymon una  (Hewitson, 1873)  Pseudolycaena marsyas  (Linnaeus, 1758)  Rekoa marius  (Lucas, 1857)  Rekoa palegon  (Cramer, 1780)  Strymon astiocha  (Prittwitz, 1865)  Strymon bazochii  (Godart, [1824])  Strymon bubastus  (Stoll, 1780)  Strymon cestri  (Reakit, 1867)  Strymon crambusa  (Hewitson, 1874)  Strymon mulucha  (Hewitson, 1867)  Strymon rufofusca  (Hewitson, 1877)  Strymon sp.  Ziegleria syllis  (Godman & Salvin, 1887)  Polyommatinae  Hemiargus hanno  (Stoll, 1790)  Leptotes cassius  (Cramer, 1775)  NYMPHALIDAE  Biblidinae  Biblidini  Ageroniina  Hamadryas f. februa  (Hübner, [1823])  Hamadryas f. feronia  (Linnaeus, 1758)  Biblidina  Biblis hyperia nectanabilis  (Fruhstorfer, 1909) Callicorina  Callicore s sorana  (Godart, [1824])  Epicaliina  Eunica tatila bellaria  Fruhstorfer, 1908  Eubagina  Dynamine a. agacles  (Dalman, 1823)  Dynamine p. postverta  (Cramer, 1779)  Eurytelina  Mestra dorcas hypermestra  Hübner, [1825]  Cyrestini  Marpesia c. chiron  (Fabricius, 1775)  Charaxinae  Anaeini  Fountainea g. glycerium  (Doubleday, [1849])  Fountainea halice moretta  (H.Druce, 1877)  Hypna clytemnestra forbesi  Godman &  Salvin 1884  Zaretis isidora  (Cramer, 1779) . Fl    x  x  x  x  x  x  x  x  x  x  x  x  x    x  x  x  x  x  x    x  x                                  x    x         . Ar                                                          x  x    x    x    x      x              x  x . Al  x                      x      x        x        x  x          x      x    x        x  x    x          x  x . Seca            ●            ●  ●●            ●●●        ●●●  ●●●          ●●●  ●        ●●●    ●●●      ●              ●●●  ●●● . Chuvosa ●  ●  ●●●  ●  ●●  ●●●  ●●●  ●●  ●●  ●●●  ●●●  ●●●  ●●●  ●●●  ●  ●  ●  ●●  ●●●  ●●¹  ●●●    ●●●  ●●●          ●●●  ●●    ●●●    ●●●        ●●  ●●●    ●●●    ●      ●●●  ●●● .  . x . x . ●●● . ●●● .  . x .  . ● . ● . 15.

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