LETICIA
sANTos
DE
FREITAS
RUPTURA
PRQLONGADA
DE
MEMBRANAS
E
EVoLUÇÃo Do
RECÉM-NAsc1Do
Trabalho apresentado à Universidade Federal de
Santa Catarina para a conclusão no Curso de
Graduação
em
Medicina.FLORIANÓPOLIS
LETÍCIA
SANTOS
DE
FREITAS
RUPTURA
PROLONGADA
DE
MEMBRANAS
E
EVOLUÇÃO DO
RECEM-NASCIDO
Trabalho apresentado à Universidade Federal de Santa Catarina para a conclusão no Curso de
Graduação
em
Medicina.PRESIDENTE
DO
COLEGIADO:
Prof. Dr.Edson
JoséCardoso
ORIENTADOR:
Prof”. Drg. Clarice BissaniFLORIANÓPOLIS
Nunca diga às pessoas
como
fazer as coisas.Diga-lhes o que deve ser feito e elas
surpreenderão você
com
sua engenhosidade.George Patton
AGRADECIMENTOS
~
À
D1?
Clarice, quecumpriu
com
muita competência a sua funçao de orientadora.Soube
serfinne,
sem
ser rude; souber orientar,sem
impor; soubeser coerente,
sem
tirar a espontaneidade.A
ela,meus
sinceros agradecimentos e admiração.Aos meus
pais, pelo incentivo e compreensão,que
possibilitarammeu
crescimento
como
pessoa, suportandominha
ausência esempre
me
apoiando.Ao
meu
Amor,
pelo carinho e apoio nas horasmais
dificeis..Aos
meus
colegas, por sua amizade, afetividade,boa
vontade e paciência.Aos
fimcionáriosdo
Serviço de Prontuáriodo
Paciente,que
anonimamente
contribuíram para este trabalho.~
ÍNDICE
INTRODUCAO
... ..OBJETIVOS
... ..MÉTODO
... ..RESULTADOS
... .. . . ‹ . . . . . - . . . . . . . . . - . . .. . . . . ..DISCUSSÃO
... ..CONCLUSÕES
... ..REFERÊNCIAS
... ..NORMAS
ADOTADAS
RESUMO
SUIvIMARY
APÊNDICE
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ¢ . . .. IVi.
INTRODUÇÃO
1.1.
RUPTURA
DAS
MEMBRANAS
AMNIÓTICAS
A
ruptura prematura demembranas
édefinida
como
a ruptura das~
membranas
ovulares antesdo
início das contraçoes, independentementeda
idadegestacional”.
E
a ruptura prolongada demembranas
é consideradaquando
o período de latência entre a ruptura dasmembranas
e o nascimento formaior que
24
horas”.Ambas
estão geralmente associadas àmaior
morbidade
matema
e. . . . 6
perinatal, variando
conforme
a idade gestacional eo
peso ao nascer .A
incidência de ruptura prematura demembranas
é variável,segimdo
alguns autores é varia de 5 a10%
do
total de partos7”8; outros trabalhos indicamque
esses valorespodem
atingir até18%
dos partos9. Se considerados apenas osnascimentos ocorridos antes de
37 semanas
de gestação, a incidênciachega
a- -
O 9,10
atingir
30
a40
Á› .Sua
etiologia é ampla,onde
muitas variáveis estão associadasz.Fisiopatologicamente, o processo envolve fatores
matemos
e fetais, tantoendógenos
quanto exógenosó.As
causas maisfiequentemente
associadas à ruptura prematura dasmembranas
são a incompetência cervical, cirurgias e2
tabagismo. Entretanto,
em
muitas situaçõesnenhuma
dessas variáveis clinicas é ¡‹1emifi‹zzóa2.Existem
também
diversos fatores epidemiológicos associados, que devido àestrutura
econômica
e socialdo
Brasil,um
paísem
desenvolvimento,tomam-se
extremamente
importantes,como
as infeçõesdo
trato urogenital e reprodutivomatemos
(vaginite bacteriana, tricomoníase, gonorréia,chlamydia
ecorioamnionites ocultas)6.
A
principal consequênciada
ruptura prematura demembranas
é a prematuridade, sendo esta responsável por várias alterações relacionadas ao~
recém-nascido (RN), incluindo infecçao, hipoplasia pulmonar, defonnidades
restritivas, hemorragia intra-ventricular e enterocolite necrosante7.
A
rupturaprematura das
membranas
pode
também
levar ao sofrimento fetal porcompressão ou
prolapso de cordão e placenta abruptag.A
infecção perinatal é a complicação mais importanteda
ruptura prematura demembranas.
O
recém-nascido possuiuma
grande tendência à infecção devidoa sua imaturidade imunológica, tanto celular quanto humoral. Este fato é particularmente evidente
em
RN
pré-termomz
_A
incidência geral de infecçõesno
recém-nascido éem
tomo
de0,5%
dos nascidos vivos.Quando
ocorre a ruptura prematura dasmembranas,
este riscoaumenta
consideravelmente,chegando
a1%
com
ruptura superior a24
horas”.No
casoda
mãe
estarcom
demonstrando
a importânciado
tempo
decorrido entre a ruptura dasmembranas
e o nascimento
do
feto3.1.2.
INFECÇAO
BACTERIANA
NEONATAL PRECOCE
A
sepsis neonatal éuma
síndrome clínica caracterizada por sinais sistêmicosde infecção.
A
incidência geralmente é baixa, l a 8 casos por1000
nascidosvivos e a mortalidade
tem
variadoem
tomo
de25%.
O
diagnóstico é baseadona
presença dos fatores de risco, manifestações clínicas de infecção e
exames
delaboratório, sendo
que
ométodo
definitivo consistena
identificaçãodo
agentena
hemocultura12”14.O
meio
ambiente fetal dentro dasmembranas
amnióticas énormalmente
estéril antesdo
iníciodo
trabalho de parto.Depois da
ruptura dasmembranas,
ofeto
toma-se
colonizado pelosmicroorganismos do
trato genitalmaternoms
_Fatores
matemos
e neonataispodem
ser citadoscomo
de risco para infecção bacteriana neonatal. Entre os fatoresmatemos
mais
importantes estão a rupturaprolongada de
membranas,
a ruptura prematura dasmembranas
antes de 37semanas
de gestação, febre e corioamnionitez. Usualmente, o diagnóstico deinfecção intra-amniótica é baseado
na
presença de febre materna e de outros sinais taiscomo
sensibilidade uterina, odor fétidodo
líquido amniótico e4
sepsis neonatal
em
até 6 vezes7.Caso
esteja associada à ruptura dasmembranas
superior a24
horas, esse riscopode aumentar
em
até ll vezes, pois os fatores derisco são considerados aditivos3.
Prematuridade, baixo peso (peso de nascimento
<
2500
g), sexo masculino eescore de
Apgar
do
5°minuto
<
6 são fatores de risco relacionados aorecém-
nascido”.
As
manifestações clinicas iniciais de infecção neonatal precoce geralmente são inespecíficas, taiscomo
desconforto respiratório, cianose, apnéia, sucçãodébil e apatia. Sinais mais evidentes incluem instabilidade térmica (hipertermia
ou
hipotermia), vômitos, diarréia, alteraçõeshemodinâmicas
(hipotensão, perfusão diminuída e pulsos finos), letargia e icterícia2°12°14.A
etiologiada
infecção bacteriana neonatal precoce varia de tunacomunidade
para a outra.As
diferenças provavelmenterefletem
as características culturais, hábitos de vida, práticas obstétricas e uso deantimicrobianos
da
população estudadaló.Os
microorganismosmais
comuns
geralmente são aqueles
que habitam o
trato genital materno2°15. Estudos recentesmostram
uma
predominânciado
Streptococcus B-hemolíticodo
grupo B,uma
bactéria grarn-positiva, seguida pela Escherichia colí,
um
bacilo gram-negativo,quando
considerarmos a infecção neonatal transmitida verticalmente.O
Staphylococcus coagulase negativo aparece
como
o
principal responsável pelas infecções adquiridas nas unidades neonataisna
primeirasemana
de vidado
recém-nascido. Ele geralmente coloniza as vias aéreas superiores e
o
coto umbilicaldo
neonatolz”W748.
1.3.
CONDUTA NA MATERNIDADE
DO HU
-UFSC
Na
Matemidade
do
Hospital Universitárioda
Universidade Federal de SantaCatarina, a conduta diante de gestantes
com
diagnóstico de ruptura prematura demembranas,
em
fetoscom
idade gestacional superior a 34 semanas, é de aguardaro
período de latência até 12 horas.Caso
não
se inicie o trabalho departo após esse período,
promove-se
a induçãodo
parto.A
cesáreasomente
é indicadaquando
houver contra-indicações para a indução.Nas
gestações entre24
e34
semanas, a conduta é expectantena
ausência de corioamnionite e sofrimento fetal”.O
objetivo é prolongar a gestação até atingir a maturidadepulmonar
fetal,que
ocorre maisprecocemente no
caso de ruptura prolongada demembranas”.
E
nos fetoscom
idade gestacional inferior a24
semanas, discute-se
com
a paciente a conduta a ser tomada,informando
amesma
quanto àmorbiletalidade fetal e neonatal e a
morbidez
matemalg.Em
relação ao recém-nascido, se otempo
de rupturada
bolsa arrmiótica for inferior a24
horas ena
ausência de sinais de infecção, apenas observa-se a criança.Se o
tempo
for superior a24
horas, coleta-sehemograma
do
sanguedo
6
recém-nascido para hemocultura e
hemograma
e, líquor para citologia, bioquímica e cultura.Nos
recém-nascidoscom
mais
de34
semanas
ehemograma
normal, observa-se por72
horas; noscom
idade gestacional inferiora
34
semanas, coleta-se osexames acima
e inicia-se antibioticoterapia”.Quando
há
diagnóstico de infecçãomatema
e/ou fisometria (odor fétidodo
líquido amniótico), independentemente
do
período de rupturada
bolsa, coleta-seos
exames
do
recém-nascido e inicia-se antibioticoterapia”.Após
a coleta dos exames, inicia-se ampicilina,na
doserecomendada
parameningite, e gentamicina.
Se o
resultadodo
líquor for normal, diminui-se a dose de ampicilina.Em
RN
com
idade gestacional superior a34
semanas,tempo
debolsa rota superior a
24
horas, fisometria,hemograma
normal
e culturasnegativas (sangue e líquor), faz-se antibioticoterapia por 5 dias.
Nos
recém- nascidos atermo
e pré-termo,com
tempo
de bolsa rota superior a24
horas,hemograma
alterado e culturas negativasou
positivas, faz-se antibioticoterapiapor 10 dias.
E
nos recém-nascidos demãe
com
corioamnionite,independentemente
do
resultado das culturas, faz-se antibioticoterapia por 10 dias.Com
hemocultura positiva, antibioticoterapia é feita por 10 a 14 dias,dependendo da
evoluçãodo
RN.
Com
diagnóstico de meningite bacteriana, faz- seo
antibiótico por 21 diaszo.2.
OBJETIVOS
Os
objetivosdo
presente trabalho são:0 verificar a incidência de infecção e as manifestações clínicas e laboratoriais
comuns
em
neonatos após ruptura prolongada demembranas;
0 verificar a positividade das culturas de sangue e líquor
nos
recém-nascidos3.
MÉToDo
3.1.
AMOSTRA
Realizou-se
um
estudo retrospectivo longitudinal descritivo,não
controladodos recém-nascidos de
mães
com
diagnóstico de ruptura prolongada demembranas (RPM),
definido
como
ruptura dasmembranas
superior a24
horas,entre
março
de 1998 e fevereiro de 1999, nascidosna
Matemidade
do
Hospital Universitárioda
Universidade Federal de Santa Catarina(HU-UFSC).
Os
dadosforam
obtidos através de revisão de prontuáriosno
SPP
(Serviço de Prontuáriodo
Paciente)do
HU-UFSC.
3.2.
PROCEDIMENTO
Após
a seleção dos pacientesno
estudo,em
todos os casosforam
obtidosdados
sobre antecedentes matemo-fetais, parto e evoluçãodo
recém-nascido atéa sua alta.
Todas
as infonnações obtidasforam
registradasem
protocolo deinvestigação (Apêndice).
Os
recém-nascidosforam
então divididosem
dois grupos baseando-sena
9
Capurrozl nos recém-nascidos a
tenno
e pré-termo;em
alguns recém-nascidos pré-termotambém
foi feita a avaliação somato-neurológica simplificada de Ballard”.Foram
classificadascomo
pré-termo as crianças nascidas antes de 37semanas
completas e recém-nascidos a termo, as crianças nascidas entre 37semanas
completas e 41semanas
e 6 dias de gestação”.As
informações verificadasforam
as seguintes:0 Características dos recém-nascidos: sexo, idade gestacional
(em
semanas), peso ao nascer (g) e escore deApgar
do
5° minuto.0 Características das
mães
dos recém-nascidos:- Idade:
em
anos;- Paridade: verificou-se o
número
de partos (contandocom
o
atual) jáocorridos;
- Assistência pré-natal:
número
de consultas de pré-natal realizadas durantea gestação até o
momento
da
ruptura dasmembranas;
-
Tabagismo:
se amãe
fumou
durante a gestaçãoou
não;- Infecção
do
trato urinário: verificou-se se tinha história de infecção dasvias urinárias durante a gestação;
-
Uso
de corticóideou
antibiótico durante a gestação; -Via do
parto: distribuídosem
vaginalou
cesárea;10
-
Duração do
período de rupturada
bolsa: corresponde ao período deruptura das
membranas
aminióticas atéo
momento
do
parto,definido
em
dias.
Após
a averiguação dessas informações, procurou-se verificar e analisar:Os
sinaismatemos
de infecção: febre, sensibilidade uterina, odor fétidodo
líquido amniótico, leucocitoseou
sofrimento fetal.As
manifestações clínicas de infecçãono
recém-nascido: instabilidadetérmica (hipotermia
ou
hipertermia), desconforto respiratório (taquipnéia, dispnéia, cianose), alteraçõeshemodinâmicas
(hipotensão, perfusãolentificada
ou
pulsos finos), vômitos, icterícia, apatia, sucção débil ehipoatividade.
Análise laboratorial através de
hemograma,
hemocultura e líquor: verificou- se a positividade das culturas de líquor céfalo-raquidiano e de sangue.E
foi feita a análisedo
primeirohemograma
do
recém-nascido. Para análisedo
mesmo,
compararam-se
os valores obtidos quanto aonúmero
total deleucócitos (S
5000/mm3
ou
2
30000/mm3), o
número
total depolimorfonucleares (S
7000/mm3
ou
2
14000/mm3),
onúmero
de células imaturas (21400/mm3),
a relação de neutrófilos imaturoscom
neutrófilosmaduros
(2 0,3), a relação de neutrófilos imaturos sobre neutrófilos totais (2tóxicas”.
Os
casos quepossuíam
escore hematológico2
3, isto é, pelomenos
três destes indicadores hematológicos alterados
em
qualquer dosexames
realizados nas primeiras
24
horas de vida,foram
considerados portadores dehemo
grama
alterado”. '0
Evolução do
recém-nascido:com
curaou
óbito.3 2.1.
DEFINIÇÃO
Dos
CRITÉRIOS
DE
INFECÇÃO
Após
a revisão dos casos, os recém-nascidosforam
classificadosem
trêscategorias:
Infecção
confirmada:
os recém-nascidos que apresentaram hemoculturae/ou cultura de líquor céfalo-raquidiano positivo para crescimento bacteriano.
Infecção suspeita:
Os
recém-nascidoscom
trêsou mais
manifestaçõesclínicas de infecção e/ou alterações
no
primeirohemograma
(escorehematológico
2
3)foram
consideradoscomo
caso de infecção suspeita.Sem
indicadorespara
diagnósticode
infecção bacteriana: osrecém-
nascidosque não
seenquadram
em
nenhuma
das duas classificações4.
RESULTADOS
Na
figura
l,podemos
observarque
durante o período demarço
de 1998 efevereiro de 1999,
nasceram
vivas 1594 criançasna
Matemidade
do
Hospital Universitárioda
Universidade Federal de Santa Catarina. Destes,208 (13,05%)
eram
recém-nascidos pré-termo(RNPT)
e1386
(86,95%), atenno
(RNAT).
Em
34
(2,13%) destas crianças, asmães
tiveram o diagnóstico confirmado deruptura prolongada de
membranas
aminióticas, sendoque 26
(1,63%)eram
RNPT
e 8 (0,52%)eram
RNAT.
FIGURA
1 - Frequência deRuptura
Prolongada deMembranas
(RPM)
nosrecém-nascidos pré-termo
(RNPT)
e atermo
(RNAT),
em
relação ao total de nascidos vivos
na
Matemidade
do
HospitalUniversitário
no
período demarço
de1998
a fevereiro de 1999.RNAT=1 378(86,5%)
RNPT
cl RPM=26(1,63%)4.1.
CARACTERÍSTICAS
DA
Po1>ULACÃo
As
características dos recém-nascidos atenno
e pré-terrnono
estudo estãoapresentadas nas tabelas I e II respectivamente.
TABELA
I - Caracterização dos recém-nascidos atermo
(RNAT) com
rupturadas
membranas
anmióticas>
24
horas quanto à idade gestacional(semanas), peso ao nascer (g) e escore de
Apgar
do
5°minuto
RN
de Sexo Idade Gestacional Peso ao nascer Apgar 5° min1 S
E
9 ~q c×zn à u›po A.A.I. . H.A.C. . L.G. . Z.C.S. . R.M.C. šššššfišš 39,28 39,71 38,57 37,86 39,28 40,42 38,57 41 14 3470 2930 2845 2480 3090 3160 3360 4260 9 ~4\o~o E§oo 8 , 9MÉD1A(DP*)
39,36 (1,1) 3200 (528) 8,62 (o,9)*DP =
desvio padrãoTABELA
II - Caracterização dos recém-nascidos pré-termo(RNPT)
com
ruptura das
membranas
amnióticas>
24
horas quanto à idade gestacional (semanas), peso ao nascer (g) e escore deApgar
do
5° minuto.RNde
1
_\ooo_\¡o\u¬.|>wN 10. 11 12. 13 14 15 16 17. 18 19 20 21 22 23 IS. FJA. CIPÍVCJK
1?b1S. 1Al2(lh4 I)IšF. IIRH ALCLC. RALIS. Sil IALS. .h4J&S. hdlmli A.TÍ(l AÂÃS. BIS. \Ã(1S. Clƒälí S]RJ& BÁJXS. RÇV. h4J&S. 24.h4lIJ. 25.ELS. 26.lh4(lF
F fiššššššššfififiššššššfiššfišfi 31,28 31 33 33 33,14 32,43 34,57 35 35 34,28 32 33,57 33,14 30,57 35,71 34,28 32 32 33,57 34 35,71 33,14 33,14 35,71 34,28 36,28 1955 1880 1460 1740 1675 2090 1750 1830 1830 1280 1670 1960 945 2500 1510 1050 1500 1540 1315 2350 2075 1885 2520 1430 2650Sexo Idade Gestacional Peso ao nascer Apgar 5°
mm
1715 \o\o ~J\o~o ×J×o maoozš m›oo\o c›oo\a ‹>\o~o z§oo×o m›oo×o 9
MÉDIA
(DP*) 33,53 (1,5) 176o (433) 8,65 (o,7)*DP =
desvio padrãoA
tabela III mostra a distribuição das características neonatais. Pode-seobservar
que
a maioria das crianças nascidas demãe
com
ruptura prolongada demembranas eram
pré-termo(76%)
e masculinas (71%).A
média
da
idadegestacional para os
RNPT
foi de 33,53semanas
e de 39,36semanas
para as crianças nascidas a termo.O
peso dos recém-nascidos pré-termo foi de1769
i
433g
(médiai
1 desvio padrão) e dosRNAT
foi de3199
i
528g, sendoque o
15
apresentaram escore de
Apgar
do
5°minuto
2
7,não
havendo
diferençasignificativa
na média do
escore dosRNPT
(8,65) eRNAT
(8,62).TABELA
III - Distribuição dos recém-nascidos pré-termoG{NPT)
e a termo(RNAT)
quanto aonúmero
de casos, sexo,média
de idade gestacional (semanas),média
de peso (g) e escore deApgar
do
5° minuto.RNPT
RNAT
TOTAL
Número
de casos (%) 26 (76) 8 (24) 34 (100)sexo
M
(%) 17 (65,4) 7 (37,5) 24 (71)F (%) 9 (34,6) 1 ( 12,5) 1o (29)
Média Idade gestacional (DP*) 33,53 (1,53) 39,36 (1,07) 34,90 (2,88) Média peso (DP) 1769 (433) 3199 (523) 2076 (751)
Média do Apgar 66 5° min. (DP) 3,65 (o,74) 3,62 (o,92) 3,64 (o,77)
*DP =
desvio padrãoAs
características maternas dos recém-nascidos atermo
e pré-termo estãonas tabelas
IV
eV
respectivamente.TABELA
IV
- Caracterização dasmães
dos recém-nascidos atermo
(RNAT)
quanto à idade (anos), paridade,
número
de consultasno
pré-natal, tabagismo, presença de infecção
do
trato urinário (ITU),uso de coiticóide
ou
antibiótico(ATB),
viado
parto etempo
debolsa rota (dias).
Mãe do Idade Paridade Pré- Tabagismo
RNAT
natalITU Uso de Uso de Via do Tempo de
corticóide
ATB
pano Bolsa Rota1 16 2 2 26 Sim 24 Não 20 Sim 39 Sim 30 Não 21 Não 8 30 5 Não \lO\Ln-hu) ›-lr-fl›-^|\)›-|bJ›-I O0\OO0U|OO\\I Não Não Não Sim Não Não Não Não Sim Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Não Sim Não Não Vaginal Vaginal Vaginal Vaginal Vaginal Cesárea Vaginal Vaginal 2 1,04 2 2 2 1 1,12
MÉDIA
25,7 1,37 5,6 (DP*) (7,2) (L46) (3,2) 1,04 1,52 (0,5) *DP = desvio padrão16
TABELA
V
- Caracterização dasmães
dos recém-nascidos pré-termo(RNPT)
quanto à idade (anos), paridade,
número
de consultasno
pré-natal, tabagismo, presença de infecção
do
trato urinário (ITU),uso de corticóide
ou
antibiótico(ATB),
viado
parto etempo
debolsa rota (dias).
Mãe do Idade Paridade Pré- Tabagismo ITU Uso de Uso de Via do Tempo de
RNPT na corticóide
ATB
parto Bolsa Rota;3aa::s:5@w‹@w›-~ ›--Lul~J›fl›-‹!~)<›J›-flU|›fl›-U\I\>›-flpúlzàlv-¡>›-›-‹I~2›-›-›-›-H 5-t›w‹.»u.m-|›oo›-c›r×›-|>u~o-|›u›uzoi~.›r~›:×›o-|› ›-‹::\w-|›*"""\¡~N‹››-|>-:›uzuz*'^""'*"~""~"°oouz'“oo ooo .... oo×oo\×l.¡>. to tal
23 1 Não Não Sim Não Cesárea 18 16 4 Sim Não Sim Não Vaginal 2,8
35 Não Não Sim Não Vaginal 6
16 Não Não Sim Não Vaginal 26 Não Não Sim Não Cesárea
27 Sim Não Sim Não Vaginal
13 Não Não Sim Não Vaginal 30 Sim Não Sim Não Vaginal 25 Sim Não Não Não Cesárea 26 Não Sim Sim Sim Cesárea 26 Não Não Sim Sim Vaginal
19 Não Não Sim Não Cesárea 26 Não Não Sim Não Vaginal 37 Não Não Sim Não Vaginal
18 Sim Não Sim Sim Vaginal
19 Não Não Sim Não Vaginal 33 Sim Não Sim Sim Vaginal
31 Não Não Não Não Vaginal
19 24 Não Sim Sim Sim Vaginal 20 33 Sim Não Sim Não Cesárea 21 18 Não Não Sim Não Cesárea 22 18 Sim Não Sim Não Cesárea 23 3 1 Não Não Sim Não Cesárea
24 21 Não Não Não Sim Cesárea 25 19 Não Sim Sim Sim Vaginal 2 Não Não Não Não Cesárea 26 29
MÉDIA
24,6 (DP*) (6,5) (1,24) (23) (6,4) `:_l eo eo DJ “oo DJ *DP = desvio padrãoNa
tabela VI, observa-seque
amédia
de idade dasmães
foi de 24,8i
6,6anos e de paridade 1,88 sendo
que
a maioria (55,9%) era primigesta.Ainda
observamos que
11 (32,4%) dasmães
referiram tabagismo durante a gestação eapenas 5 (14,7%), infecção
do
trato urinário.A
grande maioria dasmães
com
gestação pré-termofizeram
uso de corticóide apóso
diagnóstico de ruptura das17
apresentarem diagnóstico de infecção
do
trato urinário (3mães) ou
dasmembranas
aminióticas (4 mães).A
viado
partoque predominou
foi a vaginal (64,7%)com uma
maior
frequência nas gestações a termo (87,5%).
A
média do
tempo
de bolsa rota foide 8,3
i
6,4 dias nasmães
deRNPT
e de 1,52i
dias nosRNAT.
TABELA
VI
- Distribuição dos fatoresmatemos
dos recém-nascidos pré-termo(RNPT)
e a termo(RNAT)
em
relação àsmédias
de idade(anos), paridade e
número
(n°) de consultas de pré-natal,tabagismo, infecção
do
trato urinário (ITU), uso de corticóideou
antibiótico, via
do
parto emédia do
tempo
de bolsa rota (dias).RNPT
RNAT
TOTAL
Média idade materna (DP*) 24,6 (6,5) 25,7 (7,2) 24,8 (6,6) Média paridade (DP) 1,88 (1,24) 1,87 (1,46) 1,88 (1,27) Média do n° de consultas de pré-natal (DP) 3 (2,3)
Tabagismo Sim (%)
Não
(%)ITU
Sim (%)Não
(%)Uso de corticóide Sim (%)
Não
(%)Use
deATB
sim (%)Nâe
(%) Via do parto Vaginal (%)Cesárea (%)
Média do tempo de bolsa rota (DP)
8 (30,8) 18 (69,2) 3 (l 1,5) 23 (88,5) 22 (84,6) 4 (l5,4) 7 (26,9) 19 (73,l) 15 (57,7) ll (42,3) 8,3 (6,4) 5,6 (3,2)
3913
5 (62,5) 2 (25) 6 (75) o (o) 8 (ioo) 1 (12,5)7mm»
7 (87,5) 1 (12,5) 1,52 (o,5) 3,6 (2,7) ll (32,4) 23 (67,6) 5 (l4,7) 29 (85,3) 22 (64,7) 12 (35,3) 8 (23,6) 26 (76,4) 22 (64,7) 12 (35,3) 6,72 (6,3)DP*
=
desvio padrão18
Na
tabela VII, observa-seque
asmães
dosRNPT
apresentarammaior
frequência de sinais de infecção materna
do que
asmães
dosRNAT.
Enquanto
que
nenhuma
mãe
com
gestaçãoa termo
apresentou leucocitose e/ou desvio paraa esquerda
no
hemograma,
em
65,4%
dasmães
com
gestação pré-termo foiobservado esse dado.
TABELA
VII - Sinais de infecçãomatemos
em
relação à idade gestacional, pré-termo
ou
a termo.Sinais de infecção Gestação pré-termo Gestação a termo
TOTAL
Febre (%) 2 (7,7) l (l2,5) 3 (8,8)Leucocitose e/ou desvio 17 (65,4) 0 (0) 17 (50)
para esquerda (%)
Taquicardia fetal ou 6 ( 23) 0 (O) 6 ( 17,6)
sofrimento fetal (%)
Fisometria (%) 5 (19,2) 1 (12,5) 6 (l7,6)
4.2.
INCIDÊNCIA
DE
INFECÇÃO
NOS RNPT
E
RNAT
As
tabelas VIII eIX mostram
os principais sinais clínicos e laboratoriais deinfecção neonatal precoce, respectivamente, nos
RNAT
eRNPT.
Nos
RNAT,
não
se observouem
nenhum
dos casos positividadena
hemocultura e/ou cultura de líquor céfalo-raquidiano, sendo assim
nenhum
teve diagnósticoconfirmado
de infecção neonatal precoce. Observou-seporém, que
quatroRNAT
(50%)
apresentaram alteraçõesno
primeirohemograma
(escore2
3) e/ou pelo
menos
três manifestações clínicas de infecção, sendo assimclassificados
como
tendo infecção suspeita.Nos
RNPT,
observou-se positividadeem
três hemoculturas.As
culturas delíquor
foram
todas negativas. Esses três (l2,5%) recém-nascidosforam
consideradoscomo
casos de infecçãoconfirmada.
Observou-se aindaque
8 dos19
RNPT
apresentaramhemograma
com
escore hematológico2
3 e 6 apresentavamtrês
ou mais
manifestações clínicas de infecção, sendoque
ao todo9
RNPT
(34,6%)
foram
consideradoscom
suspeita de infecção.Dos
três recém-nascidoscom
hemocultura positiva, apenasum
deles apresentava manifestações clínicasou
hemograma
com
escore2
3.Um
RNPT
(número
ll)com
suspeita deinfecção foi a óbito devido à insuficiência respiratória por apresentar
doença da
membrana
hialina grau III.As
três hemoculturas positivas apresentaram crescimento, cadauma
delas,para Peptostreptococcus, Staphylococcus coagulase negativo e para
Candida
sp.TABELA
VIII - Sinais clínicos e laboratoriais de infecção nos recém-nascidos atermo
(RNAT).
RNAT
Manifestações clínicas Escore do 1° hemoculturanúmero hemograma
Cultura do
LCR
l
O0\IO'\U|-IäUJl\)
Desconforto respiratório, instabilidade térmicae
icterícia Assintomático Desconforto respiratório Instabilidade térmica Icterícia, hipoativo Desconforto respiratório Assintomático
Instabilidade térmica e vômitos
4 QJIQO-lñb¬)OO Negativa Não realizou Negativa Negativa Negativa Não realizou Não realizou Negativa Negativa Não realizou Negativa Negativa Não realizou Não realizou Não realizou Não realizou
TABELA
IX
- Sinais clínicos e laboratoriais de infecção nos recém-nascidospré-termo
(RNPT).
20
RNPT Manifestações clinicas Escore do 1° Hemocultura
número hemograma
Cultura do
LCR
1 Icterícia
2 Desconforto respiratório e icterícia Icterícia
Desconforto respiratório (PN*), icterícia,
instabilidade térmica e sucção débil
Desconforto respiratório e icterícia Icterícia e instabilidade térmica
Desconforto respiratório e icterícia Desconforto respiratório e icterícia
Assintomático Assintornático
Desconforto respiratório (DMH** III), enfisema,
alterações hemodinâmicas, apatia, icteríciae
instabilidade térmica
12 Desconforto respiratório e icterícia
13 Desconforto respiratório, alterações hemodinâmicase hipoativo
14 Desconforto respiratório, icterícia, instabilidade
térmica e alterações hemodinâmicas
15 Desconforto respiratório e icterícia
16 Alterações hemodinâmicas e sucção débil
17 Desconforto respiratório
(DMH
H), icterícia,instabilidade térmica e sucção débil
18 Desconforto respiratório e icterícia
19 Desconforto respiratório e icterícia 20 Desconforto respiratório, icterícia, instabilidade
térmica e alterações hemodinâmicas
21 Icterícia
-Iäbz)
:5~ooo×1c\u.
22 Desconforto respiratório e instabilidade ténnica
23 Desconforto respiratório e icterícia 24 Icterícia
25 Desconforto respiratório e icterícia 26 Desconforto respiratório 0 1 UIC OOOK\>O©›-A O 3 6 1 3 3 0 0 O 3 IQ-POOL» Negativa Negativa Negativa Negativa Negativa Negativa Não realizou Candida sp. Não realizou Não realizou Negativa Negativa Negativa Negativa Peptostreptococcus Negativa Negativa Negativa Negativa Negativa Staphylococcus coagulase negativo Negativa Negativa Não realizou Negativa Não realizou Negativa Negativa Negativa Negativa Negativa Negativa Não realizou Negativa Não realizou Não realizou Negativa Negativa Negativa Negativa Negativa Negativa Negativa Negativa Negativa Negativa Negativa Negativa Negativa Não realizou Negativa Negativa
*PN = pneumonia;
**DMH
= doença da membrana hialinaNa
tabelaX, observamos que
18 (69,2%) dosRNPT
apresentaramdesconforto respiratório, 19
(73%)
icterícia, 7(26%)
instabilidade térrnica, 5(l9,2%) alterações
hemodinâmicas
e 5 (l9,2%) outros sinais clínicos deTABELA
X
- Distribuição das principais manifestações clínicas, escorehematológico, hemocultura e cultura de líquor céfalo
raquidiano
(LCR)
positivas nos recém-nascidos pré-termo(RNPT)
e a termo(RNAT).
RNPT
RNAT
TOTAL
Desconforto respiratório (%) Icterícia (%) Instabilidade térmica (%) Alterações hemodinâmicas (%) Sucção débil, hipoatividade, apatia ou vômitos (%) Escore hematológico 2 3 (%) Hemocultura positiva (%) Cultura deLCR
positiva (%) is (õ9,2) 19(73) 7 (2ó,9)sua»
sua»
søqw
3 (11,s) o (o)3619
2(25)3019
o(o)luas
4 (so) o (0) 0 (0) 21 (61,8) 21 (6l,8) 10 (29,4) 5 (14,7) 6 (17,6) 12 (35,2) 3 (s,s) o (0)5.
DISCUSSÃO
A
ruptura prolongada demembranas
(RPM)
está associada aum
maior
riscode infecção neonatal precoce. Estudos recentes
mostram
uma
incidênciavariando entre 1,1 a
2,7%
de neonatos demães
com
história de ruptura dasmembranas
superior a24 horas”
.A
incidência de ruptura prolongada demembranas
neste estudo foi de2,13%, mostrando
taxa semelhante a dos últimosestudos apresentados.
Quando
considera-se apenas os nascimentos ocorridosantes de
37
semanas, essa incidênciaaumenta
consideravelmente (l2,5%).A
colonização inicialdo
feto inicia após a ruptura dasmembranas,
pelosmicroorganismos do
canal de parto.Se o
partodemora
para ocorrer, as bactériaspodem
ascender e produzir infecção dasmembranas
fetais,do
cordão eda
placenta.
A
infecçãotambém
pode
resultar de aspiraçãodo
líquido amnióticopelo feto,
o
que explicao maior
número
depneumonias na
infecção neonatal deinício precoceló.
A
infecção perinatalou
sepsis de início precoceque
se manifesta antes de 72 horas de vida, está relacionada geralmente à gestação e ao parto, causadageralmente por
microorganismos do
trato genital materno, e se apresentacom
evolução fuhninante,
com
comprometimento
multissistêmico ecom
taxa de mortalidade entre 15 e50%”.
Dois
estudosmostram
uma
positividade das hemocultura dosrecém-
nascidos para
microorganismos
responsáveis por infecção neonatal precoceem
tomo
de8,2%
após diagnóstico de ruptura prolongada demembranas”.
Três (8,8%) das hemoculturas neste estudo apresentaram-se positivas,mostrando
valores
próximos
ao dos estudos apresentados, apesar de a amostra terum
23
Entre os recém-nascidos deste trabalho,
não houve
crescimento bacterianono
líquorem
nenhum
deles.A
meningite ocorre mais frequentementeem
recém-nascidos
com
sepsis de início tardio, após os três primeiros dias de vida, sendoassociada
com
transmissão horizontal16°15. Isso explicaria a negatividade de todas as culturas de líquor céfalo-raquidiano, pois asmesmas
foram
coletadasnas primeiras
24
horas de vida.A
etiologiada
sepsis neonatal varia deum
hospital para outro e deuma
comunidade
para outra.As
práticas obstétricas e pediátricas e o padrão de uso deantimicrobianos interferem
no
perfil microbiológico das unidadesló.Os
microorganismos mais
comuns
responsáveis pela infecção neonatal precoce são aquelesque
habitamo
trato genital materno.Os
microorganismos
responsáveispor este processo são
predominantemente o
Streptococcus ,B-hemolíticodo
grupo B, a Escherichia coli, Staphylococcus aureus, Klebsiella
pneumoniae
eenterococosló.
Os
agentes isolados nas hemoculturas deste estudoforam
o Staphylococcus coagulase negativo,Candida
sp e Peptostreptococcus, sendo os dois primeiros microorganismoscomuns
no
canaldo
paito ecom
associação significante à infecção neonatal, apesar denão aparecem
como
os maisfrequentes
em
estudos realizados”.O
Peptostreptococcus,um
coco gram-
positivo anaeróbio, está significantemente associadocom
corioamnioniteem
partos pré-termos, infecção e óbitos neonataiszs.
O
recém-nascidocom
isolamentodo
Peptostreptococcus apresentoudesconforto respiratório nas primeiras horas,
com
rápida melhora, e icterícia, evoluindo favoravelmente.Recebeu
ampicilina e gentamicina por 10 dias.Uma
segimda
cultura foi negativa.Sepsis e meningite bacteriana adquiridas
no
parto são significativamentemais
comuns
em
meninos.A
predominânciada
infecção neonatalno
sexo masculino sugere a possibilidade deum
fator ligado ao sexona
susceptibilidadedo
hospedeiroló. Este estudomostrou
uma
predominânciado
sexo masculino24
(71%)
nos recém-nascidos demãe
com
ruptura prolongada demembranas;
essevalor foi ainda
maior
quando
considerados apenas os casoscom
infecção neonatal suspeitaou
confirmada (81,25%).Os
sinais clínicos encontrados nos recém-nascidoscom
infecção neonatalprecoce são geralmente inespecíficos e
costumam
ser os seguintes: hipertennia(51%), hipotermia (15%), desconforto respiratório (22%), icterícia (35%),
letargia
(25%)
evômitos
(25%)16. Outros estudosmostram
sinais clínicosparecidos, adicionando outros mais,
mas
com
algumas
diferençasna
frequênciade cada
uma
dessas manifestações clínicas".Observamos
uma
frequênciaelevada de dois desses sinais clínicos
em
nossos recém-nascidos:o
desconfortorespiratório e a icterícia,
ambas
aparecendocom
uma
taxa de61,8%
do
total dos neonatos, ecom uma
taxamuito maior
se considerados apenas os recém-nascidos pré-terrno. Isso deve-se provavelmente aos dois sinais aparecerem
frequentemente
nos
recém-nascidos pré-termosem
estarem associados àinfecção. Observou-se
em
neonatos suspeitos de infecção alteraçõeshemodinâmicas
(14,7%), instabilidade térmica (29,4%) e outros sinais taiscomo
sucção débil, hipoatividade, apatia e vômitos.Considerando-se então
que
os altos valores encontrados de icterícia edesconforto respiratório
podem
ser manifestações de outros distúrbios nos recém-nascidos pré-termo, a instabilidade térmica (hipotermiaou
hipertermia) apresenta-secomo
um
dos indicativos de infecçãomais
frequente neste trabalho.A
hipotermia é associadacom
aumento
significativoda
incidência de sepsis, meningite,pneumonia
e outras infecções bacterianas.Em
muitos casos,não
é claro se a hipotermia é manifestaçãoou
se resultada
infecçãoló.O
recém-nascido pré-termo n°4
com
escore hematológico igual a 5 ecom
ruptura das
membranas
8 dias antesdo
parto apresentou desconforto respiratóriopor
pneumonia,
instabilidade térmica, sucção débil e icterícia.A
hemocultura foi25
fortemente
o
diagnóstico de sepsis,não
confirmada pela cultura.Sua
mãe
não
recebeu antibiótico. Esperava-se o isolamento
do
agente, portanto a hemoculturafoi considerada falso-negativa.
No
recém-nascido pré-terrno n° 14,com
5 dias de bolsa rota, escorehematológico
=
6 e manifestações de sepsis,também
a hemocultura foi negativa.Oito
maes
estavam
recebendo antibióticos antesdo
nascimentodo
feto, trêspor infecção
do
trato urinário e 5 por corioamnionite suspeitaou
comprovada.
~Os
RNPT
n° ll e 17 apresentaram manifestações clínicas de infecçao,mas
não
houve
crescimento bacterianona
hemocultura.É
possívelque
tenha sido inibidopelo uso
do
antiinicrobianona
mãe.Apesar do
desconforto respiratório e as alteraçõeshemodinâmicas
poderem
ser atribuídas àdoença da
membrana
hialina, que
ambas
apresentavam, a apatia e a instabilidade térmicasugerem o
diagnóstico de infecção.
Neste estudo,
em
8 recém-nascidos atermo houve
ruptura prolongada demembranas,
sendoque
em
quatro deles, o períododa
ruptura até a horado
parto foi de dois dias.Quatro recém-nascidos a
termo
apresentaram manifestações clínicas e escorehematológico
2
3.Apesar
denão
haver crescimento bacteriano nas culturas,provavelmente eles apresentavam sepsis neonatal.
Os
riscos de infecçãoaumentam
após 12 horas de ruptura dasmembranas.
No
recém-nascido a termo,não há
benefíciosem
se prolongar a gestação.A
resoluçãoda
gravidez deve ser6.
CONCLUSÕES
As
conclusões obtidasforam
as seguintes:0
A
incidência de infecção neonatal precoce confirmada,ou
sepsis neonatal,foi de 8,8%, os três casos
em
recém-nascidos pré-termo.0
50%
dos recém-nascidos atermo
e34,6%
dos recém-nascidos pré-tennoforam
considerados suspeitos de infeção neonatal por apresentarem alteraçõesno
hemograma
ou
sinais clínico de sepsis, sendoque
ao todo38,2%
dos recém- nascidos tiveram suspeita de infecção neonatal precoce.0
As
manifestações clínicas e/ou laboratoriais mais frequentes encontradasnestes
RN
foram: desconforto respiratório (61,8%), icterícia (61,8%),hemograma
com
escore hematológico2
3 (35,2%), instabilidade térmica(24,9%) e alterações
hemodinâmicas
(l4,7%).Nenhuma
cultura de líquor7.
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neonataloutcomes
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NORMAS
ADOTADAS
Foram
adotadas asnormas
editadas pelo Colegiadodo Curso
deGraduação
em
Medicina da
Universidade Federal de Santa Catarina,conforme
resolução ng 001/97.RESUMO
A
ruptura prolongada demembranas
(RPM)
está associada àmaior
morbidade
materna e perinatal, variandoconforme
a idade gestacional e o peso ao nascer.Sua
incidência varia de 1,1 a 2,7%.A
infecção perinatal apresenta-secomo
sua complicaçãomais
importante, tendouma
incidênciaem
tomo
de 8,2%.Neste
estudoforam
analisados34
recém-nascidos(RN)
demães
com
RPM
durante o período demarço
de1998
a fevereiro de1999
nascidosna
Maternidade
do
Hospital Universitárioda
Universidade Federal de SantaCatarina, sendo
que 26
(76%)
eram
pré-termos(RNPT)
e 8(24%)
atermo
(RNAT).
A
média do
tempo
de ruptura dasmembranas
amnióticas foi de 8,3dias nos recém-nascidos pré-termo e de 1,52 dias nos recém-nascidos a termo.
Na
hemoculturaem
trêsRN
(8,8%)foram
isolados agentes responsáveis porinfecção neonatal, sendo estes considerados
com
diagnóstico de sepsisconfirmada;
e treze crianças (38,2%)com
suspeita de infeção neonatal precoce manifestada por alteraçõesno
hemograma
das primeiras24
horas e/ouapresentando sinais clínicos sugestivos de sepsis, apresentaram hemocultura
negativa.
As
manifestações clínicas e/ou laboratoriaismais
fiequentesencontradas nestes
RN
foram: desconforto respiratório (61,8%), icterícia (61,8%),hemograma
com
escore hematológico2
3 (35,2%), instabilidadetérmica (24,9%) e alterações
hemodinâmicas
(14,7%).Nenhuma
cultura delíquor céfalo-raquidiano foi positiva.
As
três hemoculturas positivasforam
para Staphylococcus coagulasenegativo,
Candida
sp. e Peptostreptococcus,microorganismos
comuns
no
canalSUMMARY
The
prolonged ruptureof
themembranes
(PROM)
is associated withmatemal
and
neonatal morbidity,depending
on
gestational ageand
birth weight.Its incidence is
between
1,1 to 2,7%.The
perinatal infection is themost
important consequence, the overall incidence indicates a rate of
8,2%
fiom
PROM
ofmore
than24
hours.This retrospective study analyses 34
newbom
infantswhose
mothers hashad
PROM
from
march
1998
to february1999
thatwas
bom
at HospitalUniversitário-UFSC,
26
(76%)
pretennand
8(24%)
fullterm infants.The
mean
durationof
PROM
was
8,3 days for pretermgroup and
1,52 days for fulltermgroup.
Three infants (8,8%) has
had
positive blood culture.These were
considered to
have
early onset neonatal sepsis. Thirteen infants (38,2%) withearly infection suspected
due
to clinics signsand abnormal
white blood counthad
negative blood culture.The commonest
findingswere
respiratory distress (61,8%), jaundice (61,8%),abnormal
white blood count with score2
3 (35,2%),temperature instability (24,9%)
and
cardiovascular dysfunction (14,7%).The
cerebrospinalfluid
culturewas
negative in every infants.The
pathogens identified in the three infantswere
Coagulase-negativestaphylococcus,
Candida
sp.and
Peptostreptococcus, usually presents in the birth canal mother, with significant association to neonatal infection.APÊNDICE
PROTOCOLO DA
BOLSA
ROTA
E
INFECÇÃO
NEONATAL
Nome:
Registro: Data de nascimento:
Sexo: Cor: Peso ao nascer:
G
P
A
C
Idade gestacional -
DUM:
semanas+
dias-
Ultra-som:_*_
semanas+
dias (+/-___ semanas) - Cirurgias pélvicas anteriores (incluir curetagem)Idade materna: anos Profissão matema Pré-natal: El sim
E
não n° de consultas:Intercorrências na gestação:
~ ~
Manifestaçoes matemas de infeçao:
Fumo:
Ú
não [1 até 5 cigarros/dia El 5-10 cigarros/diaU >
10 cigarros/diaMedicação na gravidez: E1 corticóide E antibióticos
quais:
Parto - El vaginal El cócoras C1 fórceps E cesárea
- duração do trabalho de parto: horas - tempo de bolsa rota:
____
dias+
__
horasAPGAR:
1° 'I 5° ': 10° ':Capurro: semanas e dias
Ballard: semanas e dias
Diagnóstico:
Uso
de surfactante: E sim El não n° de doses:Exames -
Hemograma
do cordão- Ht: - leucócitos: - Hb: - neutrófilos: ~ - bastoes: segmentados: - eosinófilos: - linfócitos: - monócitos: - plaquetas: - alterações morfológicas: Escore hematológico:
Indicação de antibiótico: E sim Ú não
Qual?
Hemograma
doRN
- idade na coleta:E O-4horas
E
4-8horas E 8- 12 horas E12-24
horas [Í]>24
horas- Ht:
~
- leucócitos: - Hb: - neutrófilos: - bastões: - segmentados: - eosinófilos: -linfócitos: - monócitos: - plaquetas: - alterações morfológicas: Escore hematológico:Líquor: - células -
í___
%
neutrófilos -___
%
mononucleares - proteínas:mg%
- glicose:í__
mg%
-GRAM:
Culturas - sangue: - líquor: - se +, antibiograma: Antibióticos no início: 0Tempo
de uso: 0 Doses:Troca de antibióticos: E1 sim El não 0 motivo:
Sinais clínicos de infecção:
Evolução do RN:
N-Chflflh TCC UFSC PE 0383 _
TCC
UFSC
Autor: 'tu ' Freitas, Letíciatu rolongada S de membranfifw
“
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