UNIVERSIDADE
FEDERAL
DE
SANTA
CATARINA
'FABIANA
LORENZETTI
INTERNET
BANKING
Florianópolis
INTERNET
BAN
KIN
G
Trabalho de Conclusão de Estágio apresentado à disciplina Estágio Supervisionado
-
CAD
5236,como
requisito parcial para obtençãodo
grau de Bacharelem
Administraçãoda
Universidade Federal de Santa Catarina, área de concentraçãoem
Tecnologiada
Informação.Professor Orientador:
Mário
deSouza
Almeida
Florianópolis
FABIANA
LORENZETTI
INTERNET
BANKING
Este Trabalho' de Conclusão de Estágio foi julgado
adequado
e aprovadoem
suaforma
finalpela Coordenadoria de Estágios
do Departamento
de Ciênciasda
Administraçãoda
Universidade Federal de Santa Catarina,
em
04/07/2003.Prof. Sinésio Stefano Dubiela Ostroski
Coordenador
de EstágiosApresentada à
Banca Examinadora
integrada pelos professores@,W@;z›L
Mário
deSouza Almeida
Orientador
›\ \
Sinésio Stefano ' la Ostroski
Membro
2
'
Mu
Qí
0\
Rosi átim arv o
da
SilvaAgradeço
aomeu
professor orientador pelo auxíliona
realização e conclusão deste trabalho, à
minha
avó
Terezinha por todo o apoio e carinho,
ao
meu
noivoRafael, aos
meus
futuros sogros Roberto e Teresinha, àminha
innã Cristiane e a todos osmeus
familiares eLORENZETTI,
Fabiana. InternetBanking.
2003. (61f.).Trabalho de Conclusão de Estágio(Graduação
em
Administração). Curso de Administração, Universidade Federalde
SantaCatarina, Florianópolis, 2003.
O
presente trabalhotem
como
objetivo analisar a utilizaçãodo
sistema de IntemetBanking
entre os alunos
do
curso de Administraçãoda
UFSC,
titulares de contas bancárias, a partir deum
estudo exploratório-descritivo, privilegiando aabordagem
quantitativa e o levantamento decampo,
atravésda
coleta de dados primáriosnuma
amostra probabilística e aleatória simples.Os
resultados alcançadoscom
a pesquisademonstram que
a maior parte dosestudantes
tem
utilizado raramente o atendimento pessoal das agências esemanalmente
os serviços de auto-atendimento. Entre os que utilizam 0 sistema de Intemet Banking, a maioriaencontra as informações necessárias
no
sitedo banco
para utilizar/adquirir serviços/produtos pela Internet, utilizando a maior parte dos serviçoson
line disponíveis, apesar de74,2%
nunca
ter adquirido
um
produto bancário pela Internet.Mais
de50%
costuma
utilizaro
InternetBanking semanalmente
eem
geral se sentem seguroscom
relação ao sistema.No
entanto, entre os estudantes quenão
utilizam o Intemet Banking, os principais motivos alegadosforam
a falta de
confiança na
segurançado
sistema e a preferência pela utilização dos caixaseletrônicos.
Dessa
forma, pode-se constatarque
o IntemetBanking
vem
sendo utilizadocomo
complemento
e nãocomo
substituto aos caixas eletrônicos.Além
disso, os bancos precisam estarmais
atentos para que os seus clientesconsigam
perceber a segurança oferecida pelossites,
bem
como
investigar os motivosque
fazem
com
que somenteuma
pequena
percentagem de estudantesadquiram
produtos bancários pela Intemet.LISTA
DE
GRÁFICOS
1
Freqüência de
utilizaçãodo
atendimento
pessoal --- --2
Freqüência de
utilização dos caixas eletrônicos ... .-3
Freqüência de
utilizaçãodo
I.B ... ... ..4 I.B. e freqüência
de
utilização dos caixas eletrônicos ... ..5
Freqüência de
utilizaçãodo LB.
e dos caixas eletrônicos6
Motivos de
não
utilizaçãodo
I.B. ..7
Segurança
na
utilizaçãodo
I.B. ,. ... ..8
Transações bancárias/Segurança
... ..; ... ..9
Informações
sobre serviços/produtosno
sitedo banco
,,,,,,M10 Serviços
mais
utilizados atravésdo
I-B. ... ..11 Aqllisíçãfl
de
PI'0<11l¢0S atravésdv LB-
... ..1
Tempo
de
Qonta bançária ... ..2
Tempo
de
utilizaçãodo
I.B. ... ..31
3
Tempo
de
conta bancária e utilizaçãodo LB.
... ..32
4
Freqüência
de
utilizaçãodo
atendimento
pessoal ... ..33
5
Freqüência de
utilizaçãodos
caixas eletrônicos ... ..34
6 Utilização
do
I.B. ... ..35
7
Freqüência de
utilizaçãodo
I.B. n M ... ..35
8 I.B. e freqüência
de
utilização dos caixas eletrônicos ... ..36
9
Freqüência de
utilizaçãodo
I-B. odos
caixas eletrônicos ... ..37
10
Motivos
da não
utilizaçãodo
LB.
... ..38
11
Segurança
no
utilizaçãodo
LB-
... ..40
12
Deixam
de
realiza' transações ba“°á"'aS ... ..41
13
Transações
bancários/Segurança ... ..41
14
Informações
sobre serviços/produtosno
sitedo banco
M43
15 S°“'¡9°5mais
“fil¡Zad°s atravésd°
LB'
... ..44
16
Aquisição de produtos
atravésdo
I.B.45
17 S°x°/A'l“¡S¡çã°de P'°d“t°S
ba“°á"¡°s. ... ..46
18
Iflf°fmfl¢õ°S
d°
W/Aquisição
de Produtos
bmáfifls
... _,46
19Freqüência de
utilizaçãodo
I.B./Aquisiçãode produtos
bancários __________ _ _47
20 Segurança/Aquisição de produtos
bancários47
21Renda
individual/Aquisiçãode produtos
bancários47
22
Serviços/produtos bancáriosnão
disponíveis48
23
Sexo
... ..48
24
... ..25
.... ...¢.,...›...›...›....›...»..26
Utilizaçãodo
I.B./Período
do
curso ...__
27 Fasg
dg
cursg ... ..28
Renda
individual ... .., ... ..1
INTRQDUÇÂQ
... s.10
1_1
Tgma
eprgblgma
de
pesquisa ... ..10
1,2 Objgtivgg ... ... .. 11
1.2.1 Objetivo geral ... 11
1.2.2 Objetivos específicos . . . . . . .. 11
1.3 Justificativa ... _. 12 2
FUNDAMENTAÇÃO
TEÓRICA
... ..13
2.1 Tecnologia
da
informação, Internet e o setor bancário ... . ... ._ 13 2.2Segurança
na
Internet ... .. . ... _.17
2.3Produtos
e serviçosna
Internet ... ..19
3
METODOLOGIA
... ..25
3.1
Delineamento
do
estudo ... . ... ..25
3-2
População
eamostra
... . ... ._26
3.3O
processode levantamento de dados
_____ ,,,, N28
3.4Processamento
e análisedos
dados
... N _ ____________ _,29
4APRESENTAÇÃO
E
ANÁLISE
DOS
DADÔS
... .. . ... ..30
4.1 Uiiiizaaaa
da
aiaiaaa «ia IaiaraafBanking
... .. . ... ..31
4.2
Segaiaaça
... ... .. .... ..39
4.3sawiçaa
apfadaiaa
.... ..42
4.4 ... ...›.. ... .. . ... .. 5CONSIDERAÇÕES
FINAIS
... ..54
REFERÊNCIAS
57
A
... ..10
1
INTRQDUÇÃO
1.1
Tema
eproblema
de
pesquisaNos
últimos anos, as organizaçõestêm
procurado utilizar-se cada vezmais da
Tecnologia
da
Informaçãocomo
uma
poderosa ferramenta empresarial, passando a ter seusprodutos e serviços
amplamente
apoiados nessa tecnologia.A
nova
realidadedo
mercado tem
exigido das organizações significativos investimentosem
tecnologia eum
grande esforço para a assimilação e utilização dastecnologias referentes a comércio eletrônico,
no
que diz respeito à sua operacionalidade e estratégia competitiva._
Segundo
Albertin (2000), a convergência de dinheiro, comércio e redes estáformando
um
mercado
deconsumo
global,onde
a questão primordialem
relação ao comércioeletrônico
não
,é mais se ele irá acontecer,mas
a velocidade e amplitudecom
que
ele irádifundir-se.
0
Nesse
contexto, o setor bancáriotambém
vem
adotando soluçõesWeb.
A
tecnologia parapagamento
de contas via InternetBanking
(I.B.), por exemplo, é infinitamentemais
sofisticadaque
qualquer aspectodo mercado
depoucos
anos atrás.'
Os
bancos brasileiros, pioneirosna ampla
utilização de comércio eletrônico, jáidentificaram que o futuro está
na
realização de negócioson
line.Assim
sendo, ao final deste estudo, espera-se responder à seguinte questão de*Como
o InternetBanking
vem
afetando a utilização dos caixas eletrônicos edo atendimento
pessoal das agências,no segmento
pessoa física,considerando
os alunosdo
cursode
Administração
da
UFSC
no
1° semestrede 2003?”
1.2 Objetivos
1.2.1 Objetivo geral
Analisar a
forma
como
o IntemetBanking
vem
afetando a utilização dos caixaseletrêriiçps _e
do
atendimento pessoal das agências,no segmento
pessoa física, considerando osalunos
do
curso de Administraçãoda
UFSC
no
1° semestre de 2003.1.2.2 Objetivos específicos
Para que seja alcançado o objetivo geral apresentado, torna-se necessário o
estabelecimento dos seguintes objetivos específicos:
a) Verificar se os estudantes
têm
deixado de utilizar o atendimento pessoal das agências e os caixas eletrônicos devido à disponibilidade de serviços e12
b) Constatar se os estudantes se sentem seguros
na
utilizaçãodo
sistema deInternet Banking;
c) Verificar se os produtos bancários
têm
sido adquiridos através da Internet e quais tipos de serviços/produtoscostumam
sermais
utilizados/adquiridos.1.3 Justificativa
Nos
últimos anos, inúmeras pesquisastêm
sido realizadasna
área de comércioeletrônico e tecnologias de informação.
No
entanto, apesar de já existir todoum
mercado
voltado parauo Internet Banking,
poucos
são os trabalhos acadêmicos quetêm
abordado esse assunto especificamente.Trata-se de
um
tema
ainda carente de investigações e, portanto, poderá ser útil apesquisadores e estudantes
em
geral,bem
como
a todos os gestoresdo
setor bancário.Este estudo caracteriza-se pela oportunidade de conhecer o
que
o investimentoem
tecnologiatem
proporcionado para os clientesdo
setor bancárioem
geralem
termosde
comodidade, segurança e rapidez.
Os
estudantesdo
curso de Administraçãoda
UFSC
foram
escolhidoscomo
público alvoda
presente pesquisa pela facilidade de acessoda
pesquisadora.2
1~¬UNDAMEN'rAÇÃo
TEÓRICA
2.1 Tecnologia
da
informação, Internet e 0 setor bancárioAtualmente, a informação possui
um
papel significativo nas organizações,desempenhando
fimções
fundamentais e estratégicas quanto àvantagem
competitiva.Rezende
eAbreu
(2000) conceituam a Tecnologiada
Informaçãocomo
recursos tecnológicos e computacionais para geração e usoda
informação ecomo
todo e qualquerdispositivo que tenha capacidade para tratar dados e/ou infonnações. Assim, a Tecnologia
da
Informação está
ftmdamentada
nos seguintes componentes:hardware
e seus dispositivos e periféricos, software e seus recursos, sistemas de telecomunicações e gestão de dados e informações.iSegundo Albertin e
Moura
(1995), a importânciada
Tecnologiada
Informação para as organizações é inegável, pois atualmente elatem
participado de toda atividade de negócio deuma
empresa
que ofereceum
produtoou
serviço-
desde a concepção, planejamento e produção até a comercialização, distribuição e suporte,tomando-se
um
componente
criticodo
planejamento estratégico corporativo eda
vantagem
competitiva. _ -Albertin (1999) afirma que
no novo
contexto empresarial de globalização, o setor bancário continua sendo consideradoum
dosque mais
investeem
Tecnologiada
Informação, tendo seus produtos e serviços fundamentalmente apoiados nessa tecnologia. Ela está14
comércio eletrônico é considerado
uma
forma
efetiva de estar presenteem
outros mercados, assimcomo
de aumentar sua presençano mercado
nacional.Para
Rezende
eAbreu
(2000), o grande benefícioque
as organizaçõespodem
tercom
a Internet é a possibilidade de expandir oçseu mercado.A
ligaçãoda empresa on
linecom
o resto
do
mundo
tem
um
efeito multiplicador de oportunidades, contatos etambém
na
aquisição de informações sobre avanços tecnológicos, a
um
custoextremamente
baixo. Issopode
ser crucial para a definição dos negóciosda
empresa.As novas tecnologias periodicamente resultam
em
significativas transformações nasociedade e causam grandes mudanças de hábitos e de comportamento. (...)
Verdadeiro fenômeno pelo curto espaço de tempo desde seu surgimento e pela
grande velocidade de sua disseminação
em
quase todo 0 mundo, a Internet éum
novo meio de comunicação de massa que rivaliza
com
a televisão, o rádio e outrosveículos de troca e difusão da informação. Oferecendo ainda entretenimento,
negócios e serviços, sendo global e ao
mesmo
tempo descentralizada, a rede permiteo recebimento maciço de informação por seus milhares de sites, ao
mesmo
tempoque propicia a comunicação entre as pessoas, de maneira individual, por meio do
correio eletrônico. (PINHO, 2000, pág. 37)
Conforme
Albertin (2000), a Intemet e seus serviços básicos, taiscomo
correio eletrônico eWeb,
têm
criadoum
novo
espaço para a realização de negócios. Essenovo
ambiente
tem
fornecido para os agenteseconômicos
-
tanto para empresascomo
indivíduos-
canais altemativos para trocar informações, comunicar, distribuir diferentes tipos de produtose serviços e iniciar transações comerciais.
Segundo
Pinho (2000),no
período de 1995 a 1998, a Intemet tornou-seno
paísum
dos maioresfenômenos
mercadológicos de todos os tempos.Em
apenas três anos, onúmero
de pessoas que acessam a rede mundial de suas casas edo
trabalho cresceumais
de4.000%.
A
Intemet se consolidouno
Brasilmais
rápidodo
queem
muitos outros países.Uma
pesquisado
Instituto Datafolha realizadaem
julho de 1998, coloca oramo
Estados Unidos, Japão, Canadá, Grã-Bretanha,
Alemanha,
Austrália e Suécia.O
Brasil é inclusive o 1° colocadono
número
de pessoas conectadas entre as naçõesem
desenvolvimentoe está à frente
de
outros paísesdo
PrimeiroMundo
que têm
larga participaçãona
Internetcomo
Itália, França e Espanha. 'De
acordocom
Albertin (1999), os bancos consideram que algumas dasnovas
aplicações
da
Tecnologiada
Informaçãocomo
o comércio eletrônico, são fortementefacilitadas e apoiadas pela infra-estrutura
da
Intemet. Elestambém
prevêem
que essasnovas
aplicações serão adotadas por urna grande quantidade
de
clientes eem
volumes
de transaçõesque justifiquem os investimentos
que
estão sendo realizados.No
entanto, as aplicaçõesda
Tecnologiada
Informação tradicional e o atendimento pessoal nas agências continuarão existindo, seja por motivos culturais dosclientes, seja por
modelo
de negócio.Não
haverá substituição completa,mas
sim
complementação
e agregação denovos
canais enovos
produtos.O
autorafirma
aindaque
a tecnologiado
comércio eletrônicovem
setransformando
num
novo
canal de vendas, principalmente para aqueles clientes queprocuram
formas de evitar sua presença física nas agências.
Os
bancostêm
procurado utilizar a infra- estrutura da Intemet para oferecer acesso a seus produtos e serviçossem
limite de localização e tempo, deforma mais
fácil e aum
custo mais baixo.Segundo
Vieira (2003), os bancos estão cobrando tarifas diferenciadas para atrairos clientes para a Intemet.
Um
DOC
no
Unibanco, por exemplo, custaR$
10,00no
caixada
agência e
R$
3,50na
Internet.Além
disso,com
o tempo, o cliente setoma
receptivo a produtosmais
complexos.Conforme Manzoni
Jr. (2003),um
estudoda
Federação Brasileira dosBancos
(Febraban) demonstra
que
a adesão dos clientes aos serviços financeiroson
line cresceu16
Banking no
finaldo
ano passado, contra 13 milhõesem
2001
e 6,8 milhõesem
2000.As
transações bancárias
também
tiveramum
avanço de l77,9%, passando de820
milhõesem
2001 para 2,7 bilhõesem
2002.Porto (2003) afirma
que
pelo fatodo
IntemetBanking
estar disponível “a qualquerhora
em
qualquer lugar”, seria lógico pensarque
todos os clientes aproveitassemda
mesma
forma
a conveniênciado
IntemetBanking
para realizar suas atividades bancárias.No
entanto,da
mesma
forma
como
ocorreuna
adoçãodo
auto-atendimento (caixas eletrônicos),não
é deuma
hora para outra que os clientes utilizarão todos os serviços disponiveisna
Web.
Segundo
a autora,em
qualquer processo de adoção, seja produto, serviçoou
tecnologia, os consumidorespodem
ser segmentadosem
diferentes categorias,mas
em
todosos
modelos
estão presentes os inovadores e os resistentes.Transportando estes dois segmentos para a análise do Internet Banking, poderíamos supor que os correntistas que já realizam várias transações, como por exemplo, pagamento de contas, envio de
DOC,
aplicações e resgates, sejam osinovadores e os que apenas consultam saldo e extrato, os resistentes. É exatamentea
partir do entendimento do comportamento destes opostos que os bancos devem
trabalhar para incrementar a adoção dos serviços via Web.
Uma
forma de rompercom esta resistência é a implantação de sites com interfaces intuitivas e amigáveis,
ou seja, a usabilidade, focada na maneira como os clientes pensam e utilizam os
serviços, e não como os bancos acham que deveriam usar. (PORTO, 2003, p. 2)
Porto (2003)
afirma
ainda que, atualmente, grande parte dos correntistasacessam
os serviços
on
line apenas para consulta a saldos e extratos.O
grandedesafio que
se apresenta para os bancos é transformar estes clientesem
“realizadores de transações”.Além
disso, há, inclusive,uma
grande preocupaçãodo
setor bancáriocom
relação à segurança oferecida pelos sistemason
line, sendoque
novas soluções técnicastêm
surgido assimque
novas estratégias2.2
Segurança
na
InternetSegundo
Tittel e Stewart (1997), a segurança éum
aspecto importante para empresas e indivíduos, interessados particularmenteno
comércio eletrônico, transmitireminformações sensíveis
ou
manteruma
rede privada conectada à Intemet.A
segurança éo
meio, 0 processo e o
método
para conceder acesso satisfatório aum
sistema decomputador
esimultaneamente impedir o acesso por outros.
Todo
sistema decomputador ou
método
decomunicação
eletrônico requerum
conjunto exclusivo demedidas de
segurança econfigurações.
Pinho (2000)
afinna
que
a segurançana
Web
éuma
questãoda maior
importância,especialmente
no
que diz respeito às transações bancárias,compras
com
cartões de crédito e acesso a informações confidenciais, poisquando
uma
informação é enviada pela Intemet, elapassa por vários computadores antes de atingir o seu destino e está sujeita a ser vista por
outras pessoas.
As grandes corporações investem cada vez mais dinheiro
em
tecnologias desegurança para as redes internas e a Intemet, como firewall,
V
írtual Private Network,criptografia, certificação digital, controle de acesso por smart card e biometria, além
de criar
uma
cultura que envolva e comprometa todos os funcionárioscom
asegurança dos dados da empresa. (PINHO, 2000, pág. 252)
Conforme
Starlin eNovo
(1998), a garantiada
segurança éum
dos processosbásicos e prioritários para os usuários de
uma
rede corporativa e para os sistemas e aplicativos utilizados através desta. Esse processo apoia-seem
tecnologias emétodos
especificos,com
oobjetivo de preservar as três propriedades
que
definem
a segurança deuma
rede,ou
seja, a18
Os
autoresafirmam
ainda que o crescente interesse das empresasem
se conectar àIntemet, atraídas pela possibilidade de usá-la para expansão dos seus negócios,
tem
trazidouma
série de preocupaçõesem
relação à segurança dos dados.Na
atualidade,onde
ainformação se
tomou
um
bem
tão valorizado quanto o próprio patrimônio das organizações, todosquerem
saber, antes de ingressarna
Rede
Mundial, qual é o grau de proteção para manter suas redes longedo
alcance de intrusos, especialmente aquelesque
lidamcom
dados einformações confidenciais,
como
é o casodo
setor bancário.As redes e os sistemas individuais podem manter
um
alto nível de segurança pormeio do uso de firewalls, proxies e vários níveis de acesso por senha.
Há
muitofalatório sobre pirataria e hackers que entram
em
sistema de computação restritoseimportantes.
A
maioria dos eventos relatados é proporcional ao dano ou acesso realobtido por esses íntrusos. Mas,
mesmo
assim, para cada crime informado pela mídiamilhares de redes mantêm
um
perímetro de segurança impenetrável. (TITTELE
STEWART,
1997, p. 55) `Pinho (2000) destaca
que
as páginas segurasda
Web
trabalhamcom
browsers dotados de sistemas de segurança paraque não
seja possível ver a informação que está sendotransferida.
Um
servidor seguro mostra o desenho deum
cadeadoquando
conectado peloNetscape
ou
Explorer. Outra maneira de verificar se o servidor é seguro consisteem
observar o endereço: caso apareça https://em
vez de http://, o servidor usa o sistema de segurança Secure Sockets Layer (SSL). Esse tipo de protocolo foi criado pela Netscapeem
1994
e permite transações comerciais pelaWeb,
oferecendo três serviços de segurança: criptografia, autenticação e integridade das informações.De
acordocom
Albertin (2000, p. 174), a discussão sobre segurançano
comércioSegurança
em
cliente-servidor. Utiliza vários métodos de autorização para tercerteza de que somente os usuários e programas válidos terão acesso a recursos de
informações, tais como bases de dados. Mecanismos de controle de acesso precisam
ser estabelecidos para assegurar que os usuários autenticados apropriadamente terão
acesso a somente aqueles recursos a que são autorizados. Tais mecanismos incluem
proteção de senha, cartões inteligentes criptogxafados, biometria e ƒirewalls.
Segurança de dados e transmissão. Assegura a privacidade e confidencialidade
em
mensagens eletrônicas e pacotes de dados, incluindo a autenticação de usuários
remotos nas transações
em
rede para atividades, tais como pagamentos on line.O
objetivo é inviabilizar qualquer tentativa de assumir
uma
outra identidade, enquantoenvolvida
com
correio eletrônico ou outras formas de comunicação de dados.Medidas preventivas incluem codificação de dados utilizando vários métodos de
criptografia.
Conforme
Pinho (2000),do
ponto de vista técnico, muitos passos foram dadosno
sentido de resolver os problemas de segurança.
Os
números
deum
cartão de créditoou
de
uma
conta bancária por exemplo, precisam ser protegidos para quenão caiam
nasmãos
deaventtueiros e criminosos eletrônicos.
A
mensagem
enviada pelo gerente deuma
filial para amatriz
também
não
pode
correr o risco de chegar ao conhecimento de estranhos.Assim,
osmétodos
de segurançavisam
garantirque
somente pessoas autorizadastenham
acesso a informações reservadas.No
entanto, a questão mais importante é construirno consumidor
a percepção desegurança, fazendo
com
que
os clientesconfiem
efetivamentena
segurança dos sites.Se
asorganizações
não
conseguirem fazercom
que seus clientespercebam
a segurança oferecida, avenda
de produtos atravésda
Web
pode
setomar
mais dificil.2.3
Produtos
e serviçosna
InternetSegundo
Tapscott (1999), a possibilidade decomprar
produtossem
sair de casa, está diminuindo a participação demercado
dos canais de distribuição tradicionais.Os
sites20
interativos
desafiam
osmodelos
convencionais de ponto-de-venda.Os
bancos, assimcomo
osetor de entretenimento, por exemplo,
conseguem
captar e realizarum
grandenúmero
de
transações financeiras
no
mundo
conectado à rede.De
acordocom
Chleba
(2000), a tecnologia interativa altera a maneiracomo
asempresas se relacionam, devido à disponibilidade de serviços
on
line aos clientes e àintegração cada vez
maior
entre seus sistemas de informação e os sistemas baseados nastecnologias desenvolvidas para a Internet.
Quando
me
refno à TI, falo dos meios que experimentamos no dia-a-dia, como celulares, laptops e, é claro, a Intemet.O
resultado é que as pessoas podem enviarereceber informações a qualquer momento. Isso muda o
modo
de selecionarmos,compararmos e comprarmos produtos; agora é o cliente quem inicia o processo de
seleção, e ele pretende informar-se de maneira simples e imediata. Portanto, é
preciso criar
uma
experiência para as compras on line e outra para os locais devenda... (SCHMITT, 2000, p. 82)
Conforme
Nonnann
(1993),um
produto fisicopode
ser claramente descritoem
termos de seus atributos (se não de suas funções): tamanho, partes, materiais e assim por diante. Já
um
serviçonão pode
ser tão facilmente especificadonem
realmente demonstradoantes
da
compra.Polloni (2000)
afirma
que qualquer varejista sabeque
um
produtobem
apresentado sai
mais
rápidoda
prateleira.Na
Web
isso significa boas imagens, preços clarose informações completas dos produtos expostos.Também
não
sepode
ignorar a localização dosprodutos.
Os
clientes entram nas lojas atraídos pelos produtos expostosna
vitrine.Na
Web,
esses produtos
ficam
na
primeira página.De
acordocom
Rapp
e Collins (1996),um
serviço, seja o de oferta para investir dinheiro, fazerum
seguro de vidaou
trocar o óleodo
carro,não pode
serembalado
e colocadonuma
prateleira. Ele exigeum
tipo de marketing diferente daquele geralmente adotado porum
Muitas indústrias de serviço importantes
-
bancos, varejistas,companhias de
seguros,
companhias
aéreas, empresas de telecomunicações-
já transformaram totalmente a maneiracomo
interagemcom
seus clientes. Seus bancos de dados controlamum
fluxo
constante de comunicações que
maximizam
vendas e contatoscom
seus melhores clientes,por
meio da
World
Wide Web.
Para os autores,
há
três tipos de anunciantesna
Web:
osque
vendem
um
produtoou
um
catálogo de produtos diretamente, osque
buscam
consolidaruma
marca, e osque
combinam
as duas funções(como
Lunacompanhia
aérea, por exemplo,que
está aomesmo
tempo
consolidando suaimagem
demarca
evendendo
passagens).Para ter sucesso nas vendas, é necessária
uma
equipe de vendedores bem treinadaemotivada.
Na
Web, isso pode ser feito com muito mais consistência e menos custo.Os produtos e serviços oferecidos devem apresentar informações detalhadas,
bem
como seus principais diferenciais
em
relação aos concorrentes, análises de jomalístasou consumidores sobre sua qualidade e outras informações que possam ajudar o
cliente a decidir a compra mais rapidamente...Todo pós-venda deve estar disponivel
para consulta na Web, incluindo nonnas para a troca ou devolução de produtos,
dados cadastrais da rede de assistência técnica, perguntas e respostas mais freqüentes
(FAQ) e informativos periódicos por e-mail sobre novidades, lançamentos etc.
(POLLONI, 2000, p. 219)
Segundo Steme
(2001),mn
Web
sitebem
construídopode
fornecer a informaçãoque
um
cliente deseja,quando
eno
detalhe que desejar.Os
clientespodem
responder às suas próprias perguntas,em
seu própriotempo
e por seus conteúdos preferidos.A
princípio, aeconomia
de despesas seria a grande vantagem.No
entanto, a verdadeira maravilhavem
da
sensação intensificada
da
satisfação percebida pelo cliente, criando-seum
laço mais forte delealdade e assegurando
uma
participação maior nos negóciosdo
cliente. Afinal,um
bom
serviço adiciona valor a qualquer produto, especiahnente
um
serviço automatizadocomo
aWeb
proporciona.Cespedes (1996) afirrna
que
o valor deuma
compra
e o nível de satisfaçãodo
cliente são determinados por muitos elementos.
Algims
se relacionam diretamente ao produto,22
como
preço, características dedesempenho,
padrão de qualidade e especificaçõesem
relação às exigênciasdo
mercado.Os
outros elementos são as atividades pré e pós-venda queagregam
valor ao item,
mas
não
são intrínsecas ao produto.Para o autor, o produto
que
aempresa
oferece é o conjunto total de benefíciosque
os clientes
recebem
ao comprar. Esses beneficios incluem o próprio relacionamento pessoalque se desenvolve entre fornecedores e consumidores, possuindo valor intangível,
mas
real.No
entanto, o conjunto de benefícios envolvidosem
determinadas situaçõestambém
pode
significar a ausência de contatos pessoais, pois atualmente, diversas transações são realizadas
de
modo
mais
eficiente pormeio
de sistemas automatizadoscomo
aWeb.
Assim, estarpróximo do
clientenão
significa necessariamente o contatohumano
cortêsou
a proximidadefísica. Neste contexto, o benefício
do
bom
atendimento significamenos
interação emais
valoreconômico
para as organizações e seus clientes.H
Para Riley, Laiken e Williams (2001), grande parte
da
capacidadeda
Intemetde
transformar os negócios e mercados,
vem
do
poderque
eladá
aos consumidores~
poder decomparar
produtos e preços deforma
rápida e abrangente, de configurar produtos e serviços aseu gosto e
de comprar na
horaque
quiser.Ao mesmo
tempo, ao automatizarou
deslocar para o cliente muitas atividades previamente executadas por funcionários, a Intemet reduzdrasticamente os custos de transação.
Conforme
Steme
(2001),tomar
aempresa mais
fácil para fazer negócio é a grandevantagem
competitiva de hoje.Os
clientesesperam
omelhor
preçocom
um
serviço rápido. Elesesperam
conseguir respostasem
vez deficarem
esperando até o amanhecer.A
razãomais
importante
do
serviço a clientes baseadona
Web
é a possibilidade de oferecer disponibilidadeem
tempo
integral.Novas
tendênciasem
negóciospedem
acesso24
horas. Fornecer serviço significativo otempo
todo é muito caro se ele depender completamentedo
serhumano.
O
serviço a clientes bem-sucedido sempre implica olhar para seus produtos, sua empresa e seus métodos de serviço a clientes através dos olhos de seus clientes.O
cliente não se importa se sua empresa é organizada por linha de produto, unidade de negócio ou âmbitos de influência política.
O
cliente só quer sua pergunta respondida ou problema resolvido.A
tarefa mais importante paraum
construtor de serviço aclientes na
Web
empreender é compreender o que o cliente desejará ver, perguntar eobter da experiência. (STERNE, 2001, p. 39)
De
acordocom
Porto (2003),com
a crescente utilizaçãoda
Intemet paracomprar
mercadorias e realizar transações bancárias, falou-se muito
em
desintermediação,que
as lojas e as agências bancárias estavam próximasdo
fim.
Entretanto,como
em
outros setores, a Intemettem
sido encarada pelos constnnidorescomo
complementar
aos outrosmeios
deacesso a produtos e serviços.
A
principal razão para a continuidade dos canais de marketing existentes e aintrodução de novos, como a Internet, é o fato de os clientes possuírem necessidades
diferentes, portanto buscam produtos e serviços diferentes e precisam de diferentes
formas para terem acesso a eles. (...)
A
nova estrutura de canal de marketing quesurgiu
com
a aplicação comercial da Intemet, deve ser encarada como complementaràs já existentes. Isto sugere que os bancos desenvolvam estratégias integradoras das
agências bancárias com o Internet Banking. Outro fator importante para a aceitação é
a confiança. Negócios são baseados na confiança entre duas partes, não importando se são conduzidos pessoahnente, por telefone ou através da rede. Se o banco usara
Web
como mais do queuma
ferramenta de comunicação, a confiança I e acredibilidade entre as duas partes continuará a ser estabelecida, mantida e, até
reforçada, fora da rede. (PORTO, 2003, p. 2-3)
Ticoll (2001)
afirma
que não
é o preço quedomina
a Intemet; é a confiança.Quando
os clientesconfiam
num
site de compras, ficam muitomais
propensos a compartilharinformações pessoais
com
aempresa
que o administra. Essas infonnaçõespermitem
àempresa
estabelecerum
relacionamento mais intimo e oferecer serviços adequados às preferências individuais de cada comprador; o que, por sua vez, reforça aconfiança
e a fidelidade dos clientes.Um
círculo virtuoso desse tipopode
transformar-senuma
vantagem
duradoura sobre os concorrentes.
Segundo
o autor, muitas empresas se viram tentadas a separar seus negóciosde
24
nas empresas ponto.
com, ou
afim
de
captar o talento exigido para realizar atividadesna
rede.No
entanto,quando alguém
se relacionacom
uma
empresa,não
distingueuma
transaçãona
lntemet de
uma
realizadanum
ponto-de-venda fisico;ambas
fazem
parteda
mesma
experiência
com
essa empresa.O
que
mudou
é a velocidadecom
a qual as empresasdevem
melhorar seus produtos e serviços para conquistar a fidelidade dos clientes. 'Porto (2003) destaca
que
em
qualquer tipo de mercado, seja físicoou
virtual, é importante manter o focono
cliente.Não
basta a implantaçãodo
Internet Banking,seo
banco
continua a oferecer os
mesmos
velhos serviços,sem
preocupaçãocom
a qualidadeno
atendimento.
No
passado, a falta de informações faziacom
que os clientes fossem fiéis pornecessidade,
não
por escolha. Agora, graças à Intemet,podem
comparar
as ofertas dos fomecedores de bens e serviçosem
tempo
real.Devido
a isso, conquistar sua fidelidadenão
éapenas
uma
maneira de aumentar a rentabilidade,mas
sim, tuna estratégia fundamental para3
METODOLOGIA
Um
trabalho científico requer tratamento metodológico consistente, através de procedimentos planejados, direcionando a busca de respostas aoproblema
de pesquisa. Este capítulo contempla as orientações e procedimentos metodológicos nos quais a -presente pesquisa está baseada.3.1
Delineamento
do
estudoEsta pesquisa caracteriza-se
como
um
estudo descritivo-exploratório.Segundo
Mattar(1997), a pesquisa exploratória é particularmente útil
quando
setem noção
muitovaga do
problema
de pesquisa.Os estudos exploratórios não elaboram hipóteses a serem testadas no trabalho,
restringindo-se a definir objetivos e buscar maiores informações sobre determinado
assunto de estudo. Tais estudos têm por objetivo familiarizar-se com o fenômeno ou
obter nova percepção do
mesmo
e descobrir novas idéias.A
pesquisa exploratóriarealiza descrições precisas da situação e quer descobrir as relações existentes entre
os elementos componentes da mesma.
(CERVO
E BERVIAN,
1996, p. 49)Quanto
ao fato de ser descritiva, justifica-se,conforme Cervo
e Bervian (1996), porobservar, registrar, analisar e correlacionar fatos
ou fenômenos
(variáveis)sem
manipulá-los.Ela procura descobrir,
com
a precisão possível, a freqüênciacom
queum
fenômeno
ocorre, sua relação econexão
com
outros, sua natureza e características.26
Mattar (1997) destaca que neste tipo de pesquisa
o
pesquisador precisa saberexatamente o
que
pretende,ou
seja,quem
e (ou) o que deseja medir,quando
eonde
0 fará,como
o farárwe porque
deverá fazê-lo.A
pesquisa descritiva é utilizadacom
o propósito dedescrever as características de grupos, estimar a proporção de elementos
numa
populaçãoespecífica que
tenham
determinadas característicasou
comportamentos
e_ descobrirou
verificar a existência de relação entre variáveis.
Esta pesquisa privilegia ainda, a
abordagem
quantitativa, realizando-se sob aforma de
levantamento de
campo,
atravésdo
qual procura-se ter dados representativosda
população deinteresse, tanto
em
relação aonúmero
de casos incluídosna
amostra, quanto àforma
de suainclusão.
Segundo
Albrecht e Bradford (1992), a pesquisa quantitativa utiliza amedição
estatística, permitindo verificar,
com
amostras representativas, as tendências e fatoressubjetivos que
aparecem
na
pesquisa qualitativa, a qual tenta descobrir oesquema
dereferências
da
população de pesquisa, atravésdo
retrato de seus valores e expectativas.3.2
População
eamostra
Para a coleta de dados desta pesquisa utilizou-se amostras
da
população.Segundo
Mattar (1997), a população
de
pesquisapode
serdefinida
como
todos os casosque
seenquadram
num
conjunto de especificações previamente estabelecidas. Já a amostra équalquer parte de
uma
população.A
idéia básica deamostragem
estáem
que a coleta de dadosem
alguns elementosda
população (unidades sobre as quais procura-se obter os dados) e suaA
população desta pesquisa inclui todos os alunosdo
curso de Administraçãoda
UFSC
no
1” semestre de2003
(482 alunosno
período matutino e517 no
períodonotumo,
totalizando
999
alunos,conforme
dados fornecidos peloDAE).
No
que diz respeito à amostra, ela édo
tipo probabilística (aquelaem
que cada
elemento
da
populaçãotem
uma
chance conhecida e diferente de zero de ser selecionado) e aleatória simples (todos oscomponentes da
populaçãotêm
chances iguais deserem
selecionados).
Seu
tamanho
define-se atravésda
fórmula para populações finitas apresentadapor Mattar (1997, p. 322), sendo
que
a distribuição dos dados são delineadasem
proporções de ocorrênciaou
não-ocorrência, considerando-seum
nível de confiabilidade de95%,
l
n
à
ZINS2/ [¢2(N-1)+z=s2]onde:
n
=
tamanho da
amostraZ
=
valorque depende do
nível de confiabilidade adotado~
para95%,
Z
=
2N
=
número
de elementosda
população_
S2 == variância
da
amostra, estimadorada
variânciada
populaçãoe
=
erromáximo
admitidoComo
foi estimado admitirum
erromáximo
de5%,
tem-se:'\
28
3.3
O
processode levantamento de
dados
Segundo
Kotler (1998),uma
pesquisa exige o levantamento de dados secundários, primáriosou
ambos.Os
dados secundários consistem de informações que já existemem
algum
lugar, coletadoscom
outro propósito. Já os dados primários são informações originais reunidascom
propósito específico.O
presente estudo vale-se, basicamente, de dados primários e o instrumento utilizado para a coleta desses dados é o questionário.A
forma
escolhida para registrar a maioria dasrespostas é a fechada
com
múltipla escolha. Mattar (1997) ressalta que as perguntascom
respostas múltiplas facilitam a aplicação dos questionários e o processamento e a análise dosdados,
além
dos pesquisados considerarem essas perguntas fáceis e rápidas de responder,apresentando assim,
menos
possibilidade de erros.É
importante ressaltarque
realizou-seum
pré-testedo
instrumento de coleta de dadosantes
do
inícioda
pesquisa.O
modelo do
questionário foi analisado pelo professor orientadordo
trabalho de conclusão de estágio, por dois ex-alunosdo
curso de Administraçãoda
UFSC
epor
um
funcionáriodo
setor bancário. Entretanto, as opiniões não alteraram a essência daspergtmtas e respostas.
Foram
propostos apenas a correção de erros ortográficos e o ordenamento dealgumas
respostas.3.4
Processamento
e análise dosdados
A
pesquisa realizou-seno
período de 12/05 a 21/05 eo
processamento dos dados apósa aplicação de todos os questionários.
H
Para a transcrição dos dados da pesquisa desenvolveu-se
uma
planilha eletrônicaem
Excel.A
partir desta planilhaforam
realizadas as tabulações simples e cruzadas.Assim,
foipossível gerar gráficos e tabelas que facilitaram a análise dos dados coletados,
como
poderá30
4
APRESENTAÇÃO
E
ANÁLISE
DOS
DADOS
Os
resultadosda
pesquisa realizada entre os alunosdo
curso de Administraçãoda
UFSC,
no
que diz respeito à utilizaçãodo
sistema de Intemet Banking, serão apresentados aseguir sob a
forma
de tabelas e gráficos.Alguns
dados estão destacadoscom
a corvermelha
nas tabelas, devido à sua relevância.
É
importante ressaltar que para o cálculo dos dados percentuais considerou-se, nasquestões de 1 a
4
e de 15 a 19, o total de alunos entrevistadosna
pesquisa (290). Já nas questões de 5 a 12, considerou-se apenas aqueles que utilizamo
sistema de IntemetBanking
(151 alunos).
_
Na
questão 13, o cálculode
percentuais baseou-se nos entrevistados quenão
utilizam o Internet
Banking
(139 alunos),somando-se
a estes, 11 estudantes que utilizamraramente o sistema,
conforme
a questão 9, eque
por estemotivo
responderamtambém
à questão 13, totalizando assim, 150 entrevistados para esta questão.O
modelo do
questionário aplicado entre os alunos encontra-se disponívelno
Na
questão 1, relacionada aotempo
de conta dos estudantes,pode
se observarque a maior parte deles possui conta bancária
no
periodo de 1 a 5 anos,conforme
demonstrado
na
tabela 1.Na
questão 5,que
se refere aotempo
de utilizaçãodo
Internet Banking, observa seque a
maior
parte dos estudantesque
utilizamo
sistema, concentra-seno
periodode
1 a 5anos, sendo considerável
também
a percentagem dosque
utilizamha
menos
de 1 ano,como
apresentado
na
tabela 2.Tabela
1-
Tempo
de
conta bancáriaRespostas
%
Menos
de 1 anoDe
1 a 5 anosMais
de 5 anos 14,1 59,0 26,9Fonte: Dados primários
Tabela
2-
Tempo
de
utilizaçãodo
I.BRespostas
%
Menos
de 1 anoDe
1 a 5 anosMais
de 5 anos 29,8 65,6 4,6Estabel
b
la 3que
entreecendo-se
um
cruzam
os
que
possueento
da
questão lcom
a 5,m
conta de 1 a 5 anos, amaio
32
verifica-se através
da
ria utiliza o I.B.
no
mesmo
ta e
' ` '
os de l ano. Já os que
possuem
intervalo de tempo,
mas
granconta
há mais
de 5 anos, utilizamo
I.B. amenos
tempo.N
utilizado esses serviços, ap
conforme
deTabela 3
-
Tempo
ede percentagem o utiliza
ha
men
d
contabancária
e utilizaçã odo
I.B.Conta
aConta
aConta
de
nos
de
1 1 a 5anos
mais de
5Questão
5/1me
ano
aIl0S Utiliza I.B.há
7,3%
menos
de
1ano
UtilizaLB. de
1 a0,0%
5anos
Utiliza I.B.há
0,0%
mais de
5anos
18,5%
42,4%
0,0%
4,0%
23,2%
4,6%
Fonte: Dados primários
a questão 2, relacio
fla
do
caixa), pode-se observarq
agências (incluindo a 1tilizarem
semanalmente
ou
mensalmente, monstradona
tabela 4 eno
gráficoesar de alguns ainda os
u
1.
nada
à freqüência de utilizaçãod
o atendimento pessoal das ue raramente os estudantestêm
Tabela
4-
Freqüência
de
utilizaçãodo
atendimento
pessoal Respostas%
Semanalmente
1 1,4 Quinzenahnente 6,2Mensalmente
14,1Raramente
60,3Nunca
7,9Fonte: Dados primários
20,0%
4
I
SemanalmenteI
QuinzenalmenteE
Mensalmente RaramenteI
NuncaIGráfico 1: Freqüência de utilização do atendimento pessoal
Fonte: Dados primários
Na
questão 3,que
aborda a freqüência de utilização dos serviços de auto- atendimento, os dados representamuma
significativa utilização dos caixas eletrônicos pelos estudantes,confonne
pode
ser observadona
tabela 5 eno
gráfico2.34
Tabela
5-
Freqüência
de
utilizaçãodos
caixas eletrônicosRespostas
%
Semanalmente
74,5 Quinzenalmente 13,1Mensahnente
6,9Raramente
5,5Nunca
0,0Fonte: Dados primários
I Semanalmente
I
Quinzenalmente MensalmenteI
RaramenteI
Nunca|Gráfico 2: Freqüência de utilização dos caixas eletrônicos
Fonte: Dados primários
Na
questão 4, relacionada à utilizaçãodo
sistema de Intemet Banking, verifica-seuma
diferença deaproximadamente
4 pontos percentuais entre osque
utilizam e osque não
Tabela 6
-
Utilizaçãodo
I.B.Respostas
%
Utilizam I.B. 52,1
Não
utilizam I.B. 47,9Fonte: Dados primários
Já a questão 9 aborda a freqüência de utilização
do
LB., sendoque
amaior
partedas respostas concentra-se
na opção
“semanalmente”,conforme
a tabela 7 e o gráfico 3.Tabela
7-
Freqüência
de
utilizaçãodo
I.B.Respostas
%
Semanalmente
63,6Quinzenalmente 9,9
Mensalmente
1 3,9Raramente
12,6Fonte: Dados primários
I
I
SemanalmenteI
Quinzenalmente!
MensalmenteI
RaramenteGráfico 3: Freqüência de utilização do I.B.
36
Estabelecendo-se
o
cruzamentoda
questão 3 (freqüência de utilização dos caixas eletrônicos)com
a questão4
(utilizaçãodo
I.B.) verifica-se atravésda
tabela 8 edo gráfico
4,que
amaior
parte dos estudantes utiliza os caixas eletrônicos semanalmente, independentemente de utilizaremou
não o sistema de I.B.Tabela
8-
I.B. e freqüênciade
utilizaçãodos
caixas eletrônicosQuestão
4/3Sem.
Quinz.
Mens.
Raram.
Nunca
Utilizam I.B.
41,0%
6,9%
3,1%
1,0%
0,0%
Não
utilizam I.B.33,4%
6,2%
3,8%
4,5%
0,0%
Fonte: Dados primários
Sem. Quinz. Mens. Raram. Nunca
} Iuúiizamin. INâ‹› uú1izzmI.B. l
Gráfico 4: I.B. e freqüência de utilização dos caixas eletrônicos
Fonte: Dados primários
Através
do
cruzamentoda
questão 3 (freqüência de utilização dos caixas eletrônicos) e 9 (freqüência de utilizaçãodo
I.B), é possível observar nitidamente na tabela 9emaioria
também
utiliza os caixas eletrônicosno
mesmo
intervalo de tempo. Essa freqüência se repetetambém
entre aquelesque
utilizam o I.B. quinzenalmente,mensalmente
e raramente.Dessa
forma, é possível constatar que o I.B. ainda é usadocomo
um
complemento
e
não
como
um
substituto aos serviços bancários de auto-atendimento.Tabela
9-
Freqüência
de
utilizaçãodo
I.B. edos
caixas eletrônicosQuestão
9/3 Utilizam Utilizam Utilizam Utilizam Utilizam Cxs. Elet. Cxs. Elet. Cxs. Elet. Cxs. Elet. Cxs. Elet.Sem.
Quinz.
Mens.
Raram.
Nunca
Acessam
LB.
52,3%
7,3%
2,0%
2,0%
0,0%
Semanalmente
Acessam
I.B.6,0%
2,6%
1,3%
0,0%
0,0%
Quinzenalmente
Acessam
LB.
10,6%
0,7%
2,6%
0,0%
0,0%
Mensalmente
Acessam
I.B.9,9%
2,6%
0,0%
0,0%
0,0%
Raramente
Fonte: Dados primários
Utilizam Cxs. Utilizam Cxs. Utilizam Cxs. Utilizam Cxs. Utilizam Cxs.
Elet. Sem. Elet.Quinz. Elet. Mens. Elet.Raram. Elet. Nunca
II Acessam I.B. Semanalmente
I
Acessam I.B. QuinzenalmenteI
Acessam I.B. Mensalmente Acessam I.B. RaramenteGráfico 5: Freqüência de utilização do I.B. e dos caixas eletrônicos
38
A
questão 13,com
o objetivo de investigar os principais motivos pelos quaismuitos estudantes
não
costumam
utilizar o I.B., foi respondida por aquelesque
não utilizamoI.B.,
confonne
apresentadona
questão 4, e por 11 estudantesque
utilizam “raramente” osistema, de acordo
com
a questão 9.Pode-se verificar através da tabela 10 e
do
gráfico 6, que os dois principaismotivos apontados foram: a falta de
confiança na
segurançado
sistema e a preferência pela utilização dos caixas eletrônicos.É
importante ressaltar que o somatório das respostas ultrapassa100%,
pois cadaentrevistado poderia assinalar mais de tuna alternativa.
Tabela
10-
Motivos de não
utilizaçãodo
LB.
Respostas
%
Não
confia na
Segurança 34,7Não
tem
acesso à Internet 2,7Desconhece o
sistema 14,0 Prefere o atend. pessoal 13,3 Prefere usar os cxs eletron. 55,3Outros 12,0
INäo
confia na segurançaINão
tem acesso à IntemetI
Desconhece o sistemaE
Prefere o atend. pessoalI
Prefere usar os cxs. eletrônicosI
OutrosGráfico 6: Motivos de não utilização do I.B.
Fonte: Dados primários
4.2
Segurança
No
que
diz respeito à segurança oferecida pelo sistema de Intemet Banking, é possível observar que aomesmo
tempo
em
que
muitos entrevistadosdeixam
de utilizaro
sistema por se sentirem inseguros,
conforme
apresentado anteriormente, a maior parte dosestudantes
que
utilizam o sistema se sentem segurosou
muito seguros, de acordocom
a40
Tabela
11-
Segurança
na
utilizaçãodo
I.B.Respostas
%
Muito
seguro 21,2Seguro 68,2
Pouco
seguro 7,9 Inseguro 2,6Fonte: Dados primários
‹IMuito seguro Seguro Pouco segfiuro
E
lnseguroI
Gráfico 7: Segurança na utilização do I.B.
Fonte: Dados primários
Na
questão ll,com
o objetivo de verificar se os estudantesdeixam
de realizaralguma
transação atravésdo
I.B.,com
receioda
segurança, pode-se observarque
a maior partenão deixa de realizar
nenhuma
transação,conforme
a tabela 12.Entre os
13,2% que
responderam “sim”, a transaçãomais
citada foi a de “transferência bancária”.Tabela
12- Deixam
de
realizar transações bancáriasRespostas
%
qSim
13,2Não
86,8Fonte: Dados primários
Estabelecendo-se
o
cruzamento entre as questões 10 e 11, verifica-seque
amaior
parte dos estudantesque não deixam
de realizarnenhuma
transação atravésdo
I.B. sesentem
seguros
ou
muito seguros, enquanto ocorre o inverso entre aquelesque deixam
de realizaralguma
transação-
a maior parte destes se sentem insegurosou pouco
seguros,conforme
demonstrado
na
tabela 13 eno
gráfico 8.Tabela
13-
Transações bancárias/Segurança
Questão
11/10Muito
Seguro
Pouco
Inseguro
Seguro
Seguro
Sim
2,0%
2,0%
6,6%
2,6%
Não
19,2%
66,2%
1,3%
0,0%
42
Muito Seguro Seguro Pouco Seguro inseguro
I
Sim IINão Gráfico 8: Transações bancárias/SegurançaFonte: Dados primários
4.3 Serviços e
produtos
Na
questão 6,que
se refere à freqüênciacom
que
os estudantes encontram asinformações necessárias
no
sitedo
banco para utilizar/adquirir serviços/produtos pela Internet,observa-se
que
a grande maioriacostuma
encontrar as informações necessárias,de
acordocom
o que
se apresentana
tabela 14 e gráfico9.Tabela
14-
Informações
sobre serviços/produtosno
sitedo banco
Respostas%
Sempre
29,1 Geralmente 45,0Às
vezes 15,2Raramente
5,3Nunca
5,3Fonte: Dados primários
›
I
SempreI
Geralmente Às vezes RaramenteI
NuncaIGráfico 9: mformações sobre serviços/produtos no site do banco
Fonte: Dados primários
Na
questão 7, constata-se os serviços bancáriosmais
utilizados pelos estudantes atravésda
Intemet,conforme
demonstradona
tabela 15 eno
gráfico 10.Os
3%
que responderam “outros”, referem-se à recarga de celular pré-pago.Assim
como
na
questão 13, 0 somatório das respostas ultrapassa100%.
Tabela
15-
Serviçosmais
utilizados atravesdo
IB
Respostas%
Saldos/Extratos Pgto de contas Transferências Desbloqueio talão Outros 94,0 39,7 49,0 8,6 2,6Fonte: Dados primários
l
I
Saldos/ExtratosI
Pgto de contas TransferênciasE
Desbloqueio talãoI
OutrosGráfico 10: Serviços mais utilizados através do I.B.
Fonte: Dados nrimários
Na
questão 8, referente à aquisição de produtosbancános
atravesda
Internet, verifica-seque
a maior parte dos estudantes (74,2%)mmca
adquiriu produtos,conforme
pode
Tabela
16-
Aquisiçãode produtos
atravésdo
I.B. Respostas%
Título de Capitalização 5,3 Seguro 2,6 Previdência Privada 0,0Empréstimo
5,3 Aplicações 1 8,5 Outros 0,0Nunca
adquiriram prod. 74,2Fonte: Dados primários
I
Tit. CapitalizaçãoI
SeguroI
Prev. Privada EmpréstimoI
AplicaçõesI
OutrosI
Nunca adquiriram prod.Gráfico l l: Aquisição de produtos através do I.B.
Fonte: Dados primários
Devido
à expressiva percentagem constatada realizou-se diversos cruzamentosdesta questão
com
questões relacionadas aotempo
de conta, a freqüência de utilização dos caixas eletrônicos, às infonnaçõesque
os sites bancários disponibilizam, a fieqüência de46
entanto,
em
nenhum
destes cruzamentos surgiu informação relevanteque
pudesse explicar os motivos pelos quais os estudantes nãocostumam
adquirir produtos bancários pela Internet.No
que
diz respeito àquelesque adquirem
produtos, é importante ressaltarque
a maior parte dos estudantes sãodo
sexo masculino (questão 15); geralmente encontram asinfonnações necessárias
no
sitedo
banco (questão 6); utilizamsemanalmente
o I.B. (questão9); sentem-se seguros
ou
muito segurosem
relação ao sistema (questão 10) epossuem
rendaacima
deR$
400,00 (questão 19),conforme
demonstrado nas tabelas 17, 18, 19,20
e 21, respectivamente.Assim
como
nas questões 13 e 7, o somatório das respostas ultrapassa100%.
Tabela
17-
Sexo/Aquisiçãode produtos
bancáriosQuestão
15/8 TítuloSeguro
Prev.Emprést.
Aplic.Outros
Nunca
Capitaliz.
Privada
adquiriuMasculino
2,6%
2,6%
0,0%
4,6%
15,9%
0,0%
37,1%
Feminino
2,6%
0,0%
0,0%
0,7%
2,6%
0,0%
37,1%
Fonte: Dados primários
Tabela
18-
Informações
do
site/Aquisiçãode produtos
bancáriosQuestão
6/8 TítuloSeguro
Prev.Emprêst.
Aplic.Outros
Nunca
Capitaliz.