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tecnologias e midias conteporaneas na educação

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Academic year: 2021

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Licenciatura em Artes Visuais

módulo

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AUTORES DO PROJETO

Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Universidade de Brasília (UnB)

Universidade Federal de Goiás (UFG) Universidade de Brasília (UnB)

Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) Universidade de Brasília (UnB) /

Secretaria de Estado da Educação do DF (SEDF)/ Universidade de Brasília (UnB)

Universidade de Brasília (UnB) Itamar Alves Leal dos Santos

José Mauro Barbosa Ribeiro Leda Maria de Barros Guimarães Lygia Maria Maurity Sabóia Raquel Helena de Mendonça e Paula

Sheila Maria Conde Rocha Campello Suzete Venturelli Terezinha Maria Losada Moreira

Leda Maria de Barros Guimarães Sheila Maria Conde Rocha Campello

Universidade de Brasília (UnB) Universidade de Brasília (UnB) /

Secretaria do Estado da Educação do DF (SEDF) ORGANIZADORAS

Teresa Kátia Albuquerque Nely Matter Sheila Maria Conde Rocha Campello

Tiago Franklin Rodrigues Lucena Suzete Venturelli

Universidade Federal de Roraima (UFRR) Universidade Federal de Rondônia (UNIR) Universidade de Brasília (UnB) /

Secretaria do Estado da Educação do DF (SEDF) Universidade de Brasília (UnB)

Universidade de Brasília (UnB) AUTORES DO MÓDULO

Eny Arruda Barbosa Isabel Mota Costa Leda Maria de Barros Guimarães Nely Matter Sheila Maria Conde Rocha Campello

Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Universidade Federal de Goiás (UFG)

Universidade Federal de Rondônia (UNIR) Universidade de Brasília (UnB) /

Secretaria do Estado da Educação do DF (SEDF) COORDENADORES DO CURSO

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módulo

Licenciatura em Artes Visuais

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Módulo 12: Tecnologias contemporâneas na escola 2 / Organizadoras: Sheila Maria Conde Rocha Campello e Leda Maria de Barros Guimarães

1. Tecnologias 2. Mídias 3. Redes Sociais na Internet 4. Cartografias Colaborativas

Rio de Janeiro: Duo Print, 2009 132p.

Autores: Teresa Kátia Albuquerque, Nely Matter, Sheila Maria Conde Rocha Campello, Tiago Franklin Rodrigues Lucena e Suzete Venturelli

ISBN

FICHA CATALOGRÁFICA EQUIPE EDITORIAL Projeto gráfico: Mario Luiz Belcino Maciel Coordenação de programação visual: Bruno Ribeiro Braga Equipe de programação visual: Amanda Priscilla Moreira André Felipe Ramalho Maciel Daniela Pereira Barbosa Lauro Gontijo Mariana Rausch Chuquer Ronaldo Ribeiro da Silva Série GTArtes Organizadoras: Sheila Maria Conde Rocha Campello Leda Maria de Barros Guimarães Conselho editorial: Eny Arruda Izabel Costa Mota Lilian Ucker Maria de Fátima Borges Burgos Nely Matter Suzete Venturelli Execução Financeira: Suzete Venturelli Natália Campolina Brasil Design Educacional: Susy Batista Dias de Araújo Revisão: Marina Macêdo Mendes Colaboradoras: Ana Maria Pinto de Lemos Verônica Moreira Neto

Impresso no Brasil Duo Print Com. Mat. Gráfico e Informática Ltda. Rua Marialva, 28 Higienopolis - Rio de Janeiro/RJ

CEP: 21061-150 Telefone: (21) 2561-3574

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SUMÁRIO

8 UNIDADE 1 - TECNOLOGIAS E MÍDIAS CONTEMPORÂNEAS NA EDUCAÇÃO

10 EVOLUÇÃO DAS TECNOLOGIAS

10 IMPACTO SOCIAL: MUDANÇAS 17 TECNOLOGIAS E MÍDIAS

21 NOVO PERFIL DE USUÁRIO: NOVAS NECESSIDADES, NOVAS FUNÇÕES

25 MÍDIA: RECURSOS DIDÁTICOS

25 RECURSOS DIDÁTICOS MIDIÁTICOS: SIGNIFICADOS E FUNÇÃO 26 MÍDIA: UM POUCO DE HISTÓRIA

27 FERRAMENTAS COMPUTACIONAIS COMO RECURSO DIDÁTICO 33 EDUCADOR NA ERA DIGITAL

35 EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA: UM RECURSO A MAIS 38 ALGUNS RECURSOS DIGITAIS ON-LINE

38 PORTAL DO PROFESSOR 41 PORTA CURTAS

42 PORTAL DOMÍNIO PÚBLICO 44 EXERCÍCIOS EXPLORATÓRIOS

49 REFERÊNCIAS

55 REDES SOCIAIS NA INTERNET

56 IDENTIDADE CULTURAL NA ERA DA INTERNET

62 NOVA ESTRUTURA TECNO-SOCIAL NA PÓS-MODERNIDADE 66 TEMPO, ESPAÇO E LINGUAGEM MULTIMÍDIA

76 A ARTE E A REDE

82 COMUNIDADES, MUNDOS VISUAIS E JOGOS

90 POSSIBILIDADES DE APLICAÇÃO AO ENSINO E APRENDIZAGEM DA ARTE

92 REFERÊNCIAS

54 UNIDADE 2 - REDES SOCIAIS NO CIBERESPAÇO: POSSIBILIDADES DE APLICAÇÃO NO ENSINO DA ARTE

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97 APRESENTAÇÃO

98 CARTOGRAFIAS COLABORATIVAS E MÍDIAS LOCATIVAS

100 GEOTAGS SUBJETIVAS

103 CARTOGRAFIA COLABORATIVA: O VERBETE

105 ALGUNS EXEMPLOS DE CARTOGRAFIAS COLABORATIVAS

105 NO BRASIL

118 NO EXTERIOR

122 DO “ESPECTADORISMO”AO “PARTICIPARISMO”

124 MAPEAMENTOS FLUÍDOS E ATIVISMO NA CARTOGRAFIA COLABORATIVA

128 REFERÊNCIAS

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Unidade 1

Tecnologias e mídias

contemporâneas na educação

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M ó d u l o 1 2 t e c n o lo g ia s c o n te m p o n e a s n a e sc o la 2 9 PREZADO ESTUDANTE!

Estamos começando mais uma etapa de estudo, com inúmeros de-safios, com acesso a novas informações, resultando em diversas atividades práticas, com aplicação no contexto escolar, contribuin-do no desenvolvimento de habilidades e competências específicas, uma vez que iremos conhecer diversas tecnologias que represen-tam recursos e ambientes com os quais será possível construir no-vos conhecimentos, enriquecendo um pouco mais a bagagem em nossas mochilas.

Neste momento, na condição de argonauta, outra vez você é o via-jante de maior importância. Para tanto, será necessário um planeja-mento bem estruturado, garantindo a elaboração de seu cronogra-ma secronogra-manal de estudo, compatível com suas atribuições funcionais, viabilizando o aproveitamento de todas as etapas desta Unidade. Não se esqueça, estamos juntos. Além disso, ainda contamos com a participação dos colegas e tutores, garantindo que a interação será o eixo de todo o trabalho.

Como já vem nesta nau há mais tempo e já conhece a dinâmica da matriz humanizante, não negligencie, aplique-a em todas as circunstâncias, mantendo um alto o grau de responsabilidade na execução das tarefas, um coleguismo admirável e, principalmente, o compromisso de estender a mão ao colega que porventura se encontrar alguns passos atrás de você.

Mantenha-se firme nessa caminhada.

No módulo Tecnologias Contemporâneas na Escola I, conhecemos os programas implantados pelo governo federal na rede pública de ensino brasileira, como TV Escola, Proinfo, Mídia na escola, en-tre outros, bem como outras propostas significativas que objeti-vam implantar e dinamizar o uso das tecnologias nos contextos escolares. Daremos continuidade aos nossos estudos analisando a evolução das inovações tecnológicas e os impactos sociais que elas trazem, e estaremos atentos à construção do novo perfil dos usu-ários. Além disso, iremos experimentar possibilidades de aplicação de diferentes tipos de tecnologias em propostas desenvolvidas nas escolas. Esperamos que vocês apreciem essas experiências e que elas sejam úteis em suas práticas pedagógicas. Nós nos sentiremos muito felizes e orgulhosas, caso os estudos realizados neste mó-dulo sejam significativos para ampliar as possibilidades metodo-lógicas que vocês utilizam em suas escolas. Alcançando seus alu-nos, sentiremos que nosso trabalho não terá sido vão. Essa é nossa grande pretensão.

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EVOLU

ÇÃO DAS

TECNOLOGIAS

Teresa Kátia Albuquerque e Nely Matter

Convidamos você para que juntos retrocedamos um pouco na história da humanidade, conferindo a evolu-ção do homem, analisando aspectos que caracterizam marcos significativos na comunicação entre as pesso-as, apoiada pelos recursos tecnológicos. Nessa cami-nhada, buscaremos alcançar os seguintes objetivos: Identificar elementos que contribuem na mudan-ça de comportamento com o desenvolvimento das tecnologias.

Compreender a importância da apropriação do co-nhecimento que envolve os recursos tecnológicos que integram as mídias.

Valorizar a construção de competências e habilida-des no manuseio dos recursos tecnológicos pelos usu-ários na era digital.

IMPACTO SOCIAL: MUDANÇAS

A cada ano que passa, o homem acrescenta mais in-formações na construção de sua história, uma vez que é fundamental para sua sobrevivência o estabe-lecimento de estratégias que possibilitem interagir com o ambiente e com o outro.

Desta forma, diferentes saberes se constituem com base nos hábitos e costumes da sociedade em que ele vive, interferem na formação de sua identidade e de sua própria cultura, o que obviamente contribui tam-bém para a construção de conhecimentos científicos, repassados de geração em geração.

Desde os primeiros agrupamentos sociais, diversos utensílios e ferramentas vêm sendo aprimorados, fa-cilitando a vida do homem, trazendo-lhe benefícios operacionais e conforto.

Por meio de sucessivos acréscimos aos saberes já exis-tentes, tem sido possível aprimorar diferentes tecno-logias, interferindo diretamente no modo de viver do homem. Hábitos de moradia, alimentação, vestu-ário, lazer e trabalho vão, gradativamente, tomando novas formas e perspectivas.

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Com o passar do tempo, o homem percebeu a neces-sidade de registrar certos conhecimentos, deixando viva a história para as futuras gerações, ao perceber que a oralidade não era a garantia definitiva para a permanência de certos saberes no contexto social. “Os seres humanos são a única espécie que inten-cionalmente acumula cultura e valores e dedica um enorme esforço em passá-los para outros elementos da comunidade” (SALGADO, 2008, p.36).

Assim, aos poucos surgem os primeiros registros escritos, os quais passam por diversas etapas, ma-terializando-se por meio de símbolos, signos co-nhecidos universalmente.

E o que ocorreu com a Arte?

A arte acompanhou o desenvolvimento das novas sociedades, na medida em que ocorreu o aperfeiço-amento dos utensílios e materiais, o desenvolvimen-to das técnicas de subsistência, dos modos de pro-dução e do sistema de crenças. Desta forma, a Arte retrata a sociedade e seu modo de vida por meio de diferentes estéticas, em diversas épocas e civiliza-ções. [...] O homem das cavernas, entre 10 mil a 15 mil anos atrás, desenhou cenas de seu cotidiano (a caça, os animais e outros seres que o cercavam), uti-lizando pedaços de carvão e terras coloridas sobre as paredes das cavernas. (PAIS, 2000, p.2)

E mais adiante...

Os movimentos importantes do começo do século XX, como dadaísmo, surrealismo, futurismo, cubis-mo, pontilhiscubis-mo, etc., surgem em um movimento de plena transformação da sociedade. A revolução industrial traz a noção de um mundo moderno, ve-loz, em que aparecem as máquinas industriais, os primeiros carros e novos modos de produção. Nesse período, marcado também pelo advento da foto-grafia e da luz elétrica, os artistas se uniram em tor-no de movimentos artísticos muitas vezes apoiados em manifestos literários, que apresentavam suas in-tenções. (PAIS, 2000, p.22)

A determinação e a criatividade do homem resultam em inovações constantes, determinando diferentes fases oriundas de revoluções nas formas de viver e conviver e de produzir bens e serviços. Podemos destacar alguns marcos relacionados com essas ino-vações nos modos de produção de bens. Entre tais modos de produção destacamos os seguintes:

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t Artesanal – transformação da matéria-prima pelo artesão, que controla as diversas fases da produção.

t Manufaturas – oficinas que concentram vários artesãos, que executam tarefas manuais, com o uso de ferramentas e por meio de um processo de divisão de trabalho.

t Maquinafatura – produção mecanizada – de-senvolvimento de avanços técnicos, criação de máquinas industriais, promovendo o aperfeiço-amento dos métodos produtivos.

SAIBA MAIS:

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL – Conseqüências sociais ao trabalhador nas primeiras fábricas: urbanização, divisão do trabalho – trabalho assalariado, produção em série e desenvolvimento dos transportes e da comunicação.

1ª ETAPA – (1760-1860) “O maior destaque foi o desenvolvimento da indústria de tecidos de algodão, com a utilização do tear mecâ-nico. [...] o aperfeiçoamento das máquinas a vapor...”

2ª ETAPA – (1860-1900) Neste período, “as principais inovações técnicas foram a utilização do aço (superando o ferro), o apro-veitamento da energia elétrica e dos combustíveis petrolíferos, a invenção do motor a explosão, da locomotiva e do barco a vapor e o desenvolvimento de produtos químicos. Além disso, foram in-ventados meios de comunicação, como o telégrafo, o telefone, o rádio e o cinema. O processo tecnológico foi de tal modo significa-tivo que este momento costuma ser caracterizado como Segunda Revolução Industrial.”

3ª ETAPA – Da metade do século XX, houve grande avanço tec-nológico que influenciou a evolução sócio-econômica. “Alguns historiadores e analistas contemporâneos denominaram essas transformações de Terceira Revolução Industrial, que se traduz no impacto das novas tecnologias, como o microcomputador, a mi-croeletrônica, a robótica, a engenharia genética, a telemática (uso combinado dos computadores e meios de telecomunicações, como fax, celular, internet, televisão). Um dos aspectos dessa Terceira Revolução Industrial é o aumento da produtividade com a utiliza-ção de um número cada vez menor de trabalhadores. O resultado dessa equação é o aumento generalizado do desemprego em todo o mundo.” (COTRIM, 2007, p.280).

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E o que é concernente à era digital?

Para entendermos melhor a era digital, é essencial identificarmos algumas características que diferen-ciam este período, atingindo o ser humano de tal maneira que o envolve, incondicionalmente, mesmo que de forma alheia à sua vontade.

Atualmente vivemos um período de grandes transfor-mações em todos os segmentos da sociedade, mudan-ças estas provocadas pela evolução tecnológica, perce-bidas especificamente na forma como a comunicação entre as pessoas se efetiva, promovendo o surgimento de novas possibilidades de registro e interação. “A comunicação é algo inerente ao homem, independen-te do meio que utilizamos para realizá-la. É uma ex-pressão que passa pelo uso dos cinco sentidos e pela cognição. A visão, a fala, o olfato, o tato e a audição sendo usados em conjunto.” (PAIS, 2000, p. 3)

Nas últimas décadas, o homem se viu às voltas com inúmeros recursos tecnológicos, os quais apresen-tam benefícios diversificados. A comunicação sofreu transformações ousadas, uma vez que várias mídias apareceram sofisticando a veiculação e o intercâm-bio de informações entre as pessoas.

A inserção dos recursos tecnológicos na vida das pes-soas acontece em graus diferenciados, compatíveis com o nível de conhecimento individual, de aspectos do contexto em que vivem e, também, de interesse do próprio indivíduo.

Considerando a questão sobrevivência e, conseqüen-temente, a necessidade de explorar os recursos na-turais existentes, o homem buscou soluções para suas necessidades, inventando e re-inventando pos-sibilidades. Desta forma somos submetidos constan-temente às influências de novas ideologias, o que requer adaptação às novas situações, contribuindo para novos aprendizados e promovendo mudanças, como destaca Fiorentini (2008): “Vivemos em um cenário sociocultural que afeta e modifica nossos hábitos, nosso modo de trabalhar e aprender, além de introduzir novas necessidades e desafios relacio-nados à utilização das tecnologias da informação e comunicação.” Verificamos que a sociedade como um todo está a mercê das transformações provoca-das pela evolução tecnológica, a qual constantemen-te impõe atualizações, exige novas adaptações, se-duzindo para o ingresso e possível permanência dos indivíduos no processo de inclusão digital.

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Vivemos numa época onde a especificidade da di-versidade humana é considerada um elemento de-terminante para a projeção de novas possibilidades, enriquecendo a construção de novas tecnologias que ampliam significativamente possibilidades e podem representar importantes soluções para diferentes si-tuações impostas às pessoas. Como exemplo, citamos a ampliação de possibilidades proporcionada a indi-víduos que apresentam algumas restrições ou limita-ções “congênitas ou adquiridas” ao longo da vida. (MOTA, 2001, p. 40) Com o avanço científico e o su-cesso de estudos e pesquisas, antigas concepções de deficiências estão perdendo certas rotulações, impri-mindo novos valores na sociedade. Ainda na opinião de Mota, “A repercussão do sucesso das novas téc-nicas e métodos e a credibilidade na capacidade das pessoas cegas...” (MOTA, 2001, p.27) e outras limita-ções, trouxeram novos ânimos e perspectivas de vida aos Portadores de Necessidades Educativas Especiais (PNEEs). Soluções para problemas de locomoção, de audição e de visão são desenvolvidas, ampliando ex-pectativas e possibilidades.

É fundamental que as instituições educacionais aten-tem para as implicações éticas e políticas, contri-buindo para a formação de uma cultura a partir da comunidade escolar, “...de respeito e valorização da diversidade, que conduza ao respeito aos direitos hu-manos” (PEREIRA et al, 2007, p.34).

Estamos no final do século e, mais do que nunca, as-sistimos ao avanço de mobilizações em prol da não valorização dos direitos já assegurados e, ainda, para garantir a ampliação de tantos outros direitos ainda não contemplados [...] O que se pretende, na verda-de, “é reconhecer a existência de cidadãos em condi-ções diferentes da maioria e adequar as leis de modo a permitir uma melhor convivência” (Folha de S. Pau-lo, 1997) avançando, assim, no processo de democra-tização da sociedade. (BAUMEL, 1998, pp.129-130) A comunicação foi outro fator que obteve enor-mes benefícios, viabilizando o acesso à informação e aos sistemas de comunicação. Na opinião de Va-lente (1991, p.28), “Com o avanço da tecnologia de computadores é quase impossível imaginar alguém que ainda se mantenha incomunicável ou que não se beneficie dos processos educacionais por falta de capacidade de comunicação”.

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Se, por um lado, os recursos tecnológicos podem ser utilizados como meios de comunicação entre seres humanos, a arte representa, por outro lado, forma de expressão que poderá ser utilizada para poten-cializar tais interações. Sobre o assunto, Pais (2000, p.14) afirma:

Da mesma maneira que surdos e mudos podem se comunicar por gestos, o ser humano pode se comuni-car por meio de imagens. Na Idade Média, a Arte já servia como linguagem: a evangelização dos analfa-betos era feita através de baixos relevos, vitrais e pin-turas (Arte Sacra) nas Igrejas, que representavam pas-sagens da vida de Jesus Cristo. Da mesma forma que os antigos e medievais transmitiam suas mensagens através de esculturas e pinturas, o homem moderno também pode expressar seus sentimentos, anseios, alegria e frustrações através da Arte. As artes plásti-cas sevem como linguagem, expressando mensagens, opiniões, sensações, da mesma forma que a língua falada, gestual, ou escrita. Elas permitem que uma pessoa com dificuldades de expressão (por exemplo, um mudo ou uma paciente de clínica psiquiátrica) possam estabelecer comunicação com o mundo que

os cerca através de símbolos, cores e formas.”1

E na educação? De que forma a tecnologia se apre-senta frente ao novo contexto?

1 Considerando a mudança do termo de identificação dos portadores de limitações

audi-tivas, esclarecemos que atualmente não mais se utiliza a expressão “surdos e mudos”, uma vez que a Comunidade Surda estabeleceu que serão chamados apenas como surdos.

VOCÊ SABIA QUE ...

O Brasil apresenta uma riqueza cultural extraordinária – “Os índios não são o passado do Brasil, eles vivem aqui, hoje. São 227 povos, falantes de mais de 180 línguas diferentes. [...] Várias aldeias indíge-nas estão conectadas à WEB: “O universo dos cyberíndios em torno do Índios Online é de cerca de 60 mil pessoas. [...] Antes do Índios Online não tínhamos contato com outros povos indígenas e não co-nhecíamos a cultura de nossos parentes. Depois começamos a ver as igualdades e diferenças em nossas culturas, rituais e crenças.” (ARede, Ano 4, n° 42 nov./2008 p. 26-27)

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Para entendermos com mais clareza a dimensão da evolução tecnológica, focamos nossa atenção nas mudanças. Segundo Nevado, Carvalho e Menezes (2007 p.137):

A virada do último milênio foi marcada pela popu-larização das novas tecnologias de informação e co-municação (NTICs) – computadores, internet, web e tantos outros recursos que suportam o trânsito de imensos e contínuos fluxos de informação, redes de pessoas, produtos e serviços, a criação e divul-gação de produtos e manifestações culturais. Tudo isso acontecendo em espaços virtuais e flutuantes, desvinculados das antigas noções de tempo, espaço, status social e econômico. Os sistemas e ferramen-tas informatizados são mais que simples veículos de transmissão de informações, porque transcendem os convencionais dispositivos e espaços de comuni-cação, e oferecem maior poder de interação entre os participantes dos processos comunicativos.

Tudo isso determina grandes mudanças nos valores e atitudes das pessoas, pois passam à posição de usu-ários contínuos desses benefícios, desprezando inú-meros procedimentos que nortearam as ações do ho-mem até pouco tempo.

Estas transformações são visíveis em todos os segmen-tos da sociedade sendo que o setor industrial e comer-cial aderiu rapidamente, inserindo diferentes recur-sos, principalmente os computacionais, nas operações de produção e comercialização. Na área educacional, Nevado, Carvalho e Menezes (2007, p. 157) destacam:

Atualmente, deparamo-nos com diversas situações nas quais as tecnologias sinalizam mudanças em vá-rias dimensões de nossa vida. No campo da educa-ção, o contexto não é tão diferente, porém as tec-nologias de informação e comunicação (TICs) não mudam necessariamente a relação pedagógica. As TICs tanto servem para reforçar uma visão conserva-dora, individualista, quanto uma visão progressista. Assim, é fundamental que tenhamos clareza nas im-plicações do processo educacional, uma vez que a própria sociedade elegeu a escola como a instituição oficial, como local de transmissão de informações e ambiente propício para a construção de novos conhe-cimentos. Desta forma, a construção de novos sabe-res está atrelada à aprendizagem, a qual se processa

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constantemente, uma vez a aprendizagem ao longo da vida do indivíduo, no contexto atual, tornou-se um imperativo de sobrevivência.”

Considerando a intensa evolução tecnológica nas úl-timas décadas, os atores dos ambientes educacionais são influenciados a estabelecer parcerias, criar redes de colaboração, benefícios estes que surgem com a característica interativa das mídias. O momento atual é de grandes inovações, e a arte não somente acom-panha os acontecimentos, como também colabora para que as inovações aconteçam.

Novas tecnologias permitem o surgimento de no-vas formas de arte, como a fotografia, o cinema, a televisão e, mais recentemente, a arte digital, multimídias, e arte via internet. Os horizontes e as possibilidades para a manifestação artística ó estão restritos pela nossa própria capacidade de criação. (PAIS, 2000, p.22)

TECNOLOGIAS E MÍDIAS

Mas afinal o que são tecnologias e mídias?

Tecnologia vem do grego “ofício” e “estudo”. Em geral o termo é usado para designar atividades de domínio humano na tentativa de construir utensílios, ferramentas que lhe beneficiem, facilitando sua vida e obtendo soluções para inúmeros impasses. A sofis-ticação de diversos equipamentos tecnológicos, que ganharam autonomia, impondo ao próprio homem dependências. Tais dependências são perceptíveis nos mais diversos equipamentos que apresentam, em sua operacionalização, comandos previamente insta-lados, oriundos de fábrica, característicos de inúme-ros aparelhos eletrodomésticos e equipamentos de informação e comunicação.

Assim, o usuário está a cada dia mais submisso à tec-nologia, mas para se beneficiar destas potencialida-des é fundamental que conheça os procedimentos tecnológicos para dominar sua operacionalização, facilitando assim suas tarefas, usufruindo do confor-to e sofisticação, além da possibilidade de visualizar novos aprimoramentos.

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Segundo Giusta e Franco (2003, p.89), mídia significa Meio ou veículo de comunicação, englobando, prin-cipalmente, os meios impressos (livros, manuais, jornais, revistas, outdoors, panfletos, cartazes, en-cartes, malas diretas etc.), o cinema – que poderí-amos classificar como foto-mecânico –, os eletrôni-cos, como o rádio a TV e o eletrônico-digital, como a Internet.

A evolução tecnológica vive um ritmo acelerado, promovendo inovações constantes. Em todas as par-tes do mundo, existem pessoas que investem inten-samente no aprimoramento de novas possibilidades, sofisticando os recursos tecnológicos, beneficiando todas as áreas de conhecimento. Segundo Soares (2008, p. 50) “foi a técnica que possibilitou ao ho-mem sua própria racionalidade e a possibilidade de sua sobrevivência sobre a Terra.”

Constantemente, o papel do professor, que é media-dor e promotor de novas possibilidades de aprendi-zagem nos ambientes educacionais, é aprimorado, modificado continuamente, uma vez que a docência conta com características interativas semelhantes às promovidas pelas ferramentas das tecnologias de in-formação e comunicação. É tempo de aprender. Mas o que é este aprender? Na concepção de Salgado e Amaral (2006, p.89) “aprender significa o aprendiz ser capaz de utilizar sua experiência de vida e conhe-cimentos já adquiridos na atribuição de novos signi-ficados e na transformação da informação obtida, convertendo-a em conhecimento”.

Com a inserção de diversas tecnologias nos ambien-tes educacionais, é possível observar sua contribuição nas transformações do processo pedagógico, desde que os encaminhamentos desprezem a mediação da simples transmissão de informações. Segundo Neva-do, Carvalho e Menezes (2007 p.93):

A tecnologia pode provocar profundas transforma-ções no processo pedagógico, desde que seu uso seja condizente a uma prática pedagógica que propicie a construção de conhecimento e não a mera trans-missão. Para tanto, é necessário um sujeito capaz de lidar com diferentes situações, de resolver proble-mas imprevistos, de ser flexível e estar em constante processo de formação.

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Entendemos que prática pedagógica, ou seja, a prá-tica do professor, consiste no “conjunto de saberes utilizados pelos profissionais da educação em seu es-paço de trabalho cotidiano para o desempenho de todas as suas atividades.” (FIORENTINI, MEDEIROS & CAIAFA, 2008, p. 65)

Atualmente o foco educacional está na efetivação dos processos pedagógicos que favoreçam ambien-tes de construção, o que impõe novas atribuições aos profissionais da educação.

Segundo Prata e Nascimento (2007, p.50) “a constru-ção do conhecimento é a essência do trabalho do-cente, portanto esse profissional tem de mudar o seu perfil, redefinir o seu papel, ampliando suas compe-tências para poder lidar com as transformações da ciência e da tecnologia”.

Desta feita, os encaminhamentos didáticos com su-porte tecnológico precisam contemplar ao máximo o processo de ensino-aprendizagem, explorando as potencialidades dos recursos, beneficiando tanto os usuários, como enriquecendo todo o processo educa-cional nas diversas áreas de conhecimento. Diversos projetos são executados nas instituições educacionais em parceria com setores externos da sociedade, sen-do que é possível verificar esta proximidade através de iniciativas diversas. “Hoje em dia, existem vários programas sociais que usam a arte como forma de educação, valorização do indivíduo e integração so-cial.” (PAIS, 2000, p.16)

Convém ressaltar ainda que a era digital/tecnológica impõe mudanças inusitadas no setor educacional, re-duzindo significativamente os procedimentos arcai-cos, arraigados há décadas. Estas transformações têm sustentação na sociedade, que busca incessantemen-te aprimorar sua comunicação, modernizando a in-teração, o atendimento ao cliente, enfim, ao usuário de diferentes serviços.

Segundo Matínez (1988 in Nevado, Carvalho & Me-nezes, 2007, p.159), “não estamos numa época de mudanças, estamos numa mudança de época.” É pre-ciso construir novos caminhos, uma vez que este é um período de transição onde tudo está em constante transformação, o que induz todos a assumir continu-amente papel de aprendizes. “Na sociedade do co-nhecimento todas as pessoas deverão ser capazes de continuar a aprender ao longo da vida e, ao mesmo

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tempo, atuar como agentes de aprendizagem.” (SAL-GADO & AMARAL, 2008, p.42)

Por meio dos diversos meios de comunicação (im-prensa falada, escrita e televisiva) é possível consta-tar que a mudança é globalizada, atingindo todos os segmentos da sociedade.

As mudanças que estão acontecendo são de tal mag-nitude que implicam reinventar a educação como um todo, em todos os níveis, de todas as formas. Elas são de tal ordem que afetam a tudo e a todos: ges-tores, professores, alunos, empresas, sociedade, me-todologias, tecnologias, espaço e tempo. (MORAN, 2008, p. 47)

Atualmente, o grande foco de interesse da sociedade está nos benefícios das tecnologias no formato di-gital. “As pessoas que estão hoje em qualquer tipo de serviço, sabem que devem estar se aprimorando constantemente como forma de se manterem atua-lizadas e de vencerem novos desafios” (SALGADO & AMARAL, 2008, p. 34).

Mas o que é concernente à era digital?

Com a diversidade de linguagens expostas à socieda-de, as pessoas usuárias das TICs ficam em situação vul-nerável quanto à evolução de informações, pois quem ontem dominava certo conhecimento, hoje necessa-riamente precisa primar pela atualização. E quanto aos que ainda se encontram excluídos do processo digital, obviamente estarão reforçando estatísticas. “Quem não pode ter acesso às múltiplas formas cultu-rais de representação simbólica socialmente constru-ídas (numéricas, artísticas, científicas, gráficas, etc.) está socialmente, economicamente e culturalmente empobrecido.” (SALGADO & AMARAL, 2008, p.32) Considerando a estatística de usuários digitais e/ou conectados, ainda é muito expressivo o número de pessoas que estão fora do processo de inclusão digital. Estar digitalmente incluído não significa somente ser um usuário de alguns procedimentos computacionais, mas além de dominar o manuseio de ferramentas, ter possibilidades de interferir no contexto de tal forma que possa propor alterações, sugerir novas constru-ções, implementando procedimentos computacionais.

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Mas tudo isto requer motivação e interesse suficiente para que os indivíduos busquem novas informações, as quais precisam estar condizentes com o grau de signi-ficados elencados por ele. Pois na opinião de Giusta e Franco (2003, p.56), “Sem atribuição de significado não há produção de conhecimento, nem aprendizagem...”

NOVO PERFIL DE USUÁRIO:

NOVAS NECESSIDADES,

NOVAS FUNÇÕES

Utilizar os benefícios das tecnologias vem desper-tando o interesse da maioria dos indivíduos da co-munidade escolar, mas obviamente existe um longo percurso a ser percorrido, até se alcançar certa auto-nomia nos procedimentos e manuseio de ferramen-tas tecnológicas.

Visando o desenvolvimento de várias competências que habilitam o indivíduo a ser efetivamente um usuário digital, é fundamental entender que com a chegada das tecnologias de informação e comunica-ção nos ambientes educacionais, a rotina do traba-lho sofre interferências, uma vez que novos desafios e problemas surgem, provocando decisões e ajustes, contribuindo na elaboração de novas estratégias que favoreçam a utilização dos benefícios que as novas tecnologias proporcionam.

Portanto, ser um usuário dos recursos tecnológicos em plena era digital requer do aprendiz o desenvol-vimento de habilidades e competências específicas, além de induzir a construção de ambientes virtuais de aprendizagem.

Assim, precisamos ter clareza de como ocorre o pro-cesso de aprendizagem, entender “como o ser huma-no constrói significados e desse modo indicar cami-nhos para a elaboração de estratégias pedagógicas que facilitem uma aprendizagem significativa.” (Pra-ta & Nascimento, 2007, p.123)

Mas o que é aprendizagem significativa?

É natural do ser humano dedicar tempo e empenho naquilo que lhe dá prazer, logo, tem-se muito mais disposição para assuntos familiares, ou motivadores. Assim, o interesse pessoal possivelmente poderá ser

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um dos fatores determinantes para o sucesso de qual-quer atividade que se irá desenvolver.

A aprendizagem significativa obviamente poderá re-sultar de atividades onde permeiam a curiosidade e o desafio, viabilizando a construção de novos conhe-cimentos. Segundo Moran (2008, p. 48): “O conheci-mento se constrói a partir de constantes desafios e atividades significativas que excitem a curiosidade, a imaginação e a criatividade.”

Se o aprendiz estabelece relação entre o que apren-de intelectualmente e as situações reais apren-de seu con-texto, realizando experiências, executando ações práticas, possivelmente a aprendizagem será muito mais significativa.

Atualmente, no cenário social, estão presentes os re-presentantes do povo, também envolvidos no pro-cesso de evolução, que investem na implementação de diversas ações através das políticas públicas, para garantir a participação dos brasileiros menos favore-cidos no processo de inclusão digital.

Assim, vários programas de inclusão digital estão em execução, viabilizando o acesso ao cidadão brasileiro, uma vez que este processo está latente na sociedade. Mas participar do processo de inclusão digital requer certa preparação, um período de alfabetização, que nos conduz ao termo letramento digital.

Letramento é um processo que vai além da alfabeti-zação ou da capacidade de decodificar o sistema al-fabético, e incorpora a compreensão dos usos sociais da escrita. Letramento digital, portanto, significa não apenas saber como usar as tecnologias digitais; mas entrar em contato com essas tecnologias de maneira significativa e entender seus usos e possibilidades na vida social. (ARede, Ano 4, n° 42 nov./2008 pág.23) Na medida em que mais usuários valorizam a informa-ção, contextualizando-a, desenvolvem competências, ampliam seus conhecimentos, apresentam ciência dos benefícios que os recursos das tecnologias da informa-ção e comunicainforma-ção contribuem para o surgimento de novas necessidades, influenciando novas tendências. Para promover a inclusão digital, o Governo Federal incentiva amplamente o uso de Software Livre,

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Que designa um movimento mundial pela liberdade de conhecimento, produção e distribuição de sof-tware [...] sofsof-tware livre não é gratuito. Pode até ser gratuito também, mas não é isso que o caracteriza. O que caracteriza um software livre é a liberdade que seu usuário tem de usá-lo, modificá-lo. [...] A liberdade para executar o programa. [...] Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberda-de. (TORNAGHI, 2008, p.36).

Segundo o mesmo autor, os programas livres são desenvolvidos por diversos usuários, reconhecidos por Comunidades. Os usuários que utilizam os pro-gramas livres podem realizar modificações, as quais quando submetidas à avaliação da “Comunidade do Software Livre”, sendo aprovadas, poderão ser dis-ponibilizadas em rede para outros usuários.

Desta forma, os programas livres são resultados de vários autores e desenvolvedores, sendo que “nin-guém detém o direito de propriedade intelectual”. (TORNAGHI, 2008, p.37).

Assista ao Vídeo: Software Livre (ITI – Instituto Nacional de Tecnologia da Informação)

Disponível no CD e também no site:

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.do Para baixar o vídeo, siga os passos:

1 Em Tipo de Mídia, escolha a opção Vídeo. 2 Em Categoria, clique em Documentário. 3 Clique em Pesquisar.

4 Escolha o Link Software Livre

VOCÊ SABIA QUE...

Caixa eletrônico livre no BB – O primeiro terminal de auto-atendimen-to com software livre começou a funcionar em 18 de setembro, no Complexo Central de Tecnologia em Brasília. Pioneiro no uso de códi-go aberto em caixas-eletrônicos, o Banco do Brasil informa que até o final do ano haverá mais nove caixas no mesmo padrão. O Banco esti-ma, até final de 2009, ter todos os 39 mil terminais utilizando o novo sistema. A opção pelo sistema operacional Linux (versão 10.2 Open Suse) vai facilitar a instalação de novas opções como menu personali-zado por segmento de clientes e visualização em touch screen (sensível ao toque). Além de modernizar o sistema, o banco não terá custos com aquisição de licença. Um dos principais desafios do projeto é a diversi-dade de equipamentos que devem ser suportados. A atualização será automatizada, sem a necessidade de intervenção em cada máquina. (ARede, Ano 4, n° 41 out/2008 pág.48)

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VOCÊ SABIA QUE ...

DIÁRIO OFICIAL ONLINE - versão eletrônica no Paraná, desenvolvi-da basicamente em software livre (LINUX)

“...assinaturas digitais no conteúdo publicado, o que garante a in-tegridade e a autenticidade das informações, disponíveis no for-mato PDF. Esta certificação digital vale para os documentos publi-cados a partir de dezembro de 2007. [...] O sistema acompanha a trajetória dos documentos desde seu recebimento pela Imprensa Oficial, o servidor utiliza um protocolo que permite a transmissão por meio de conexões criptografadas e a verificação do servidor e do cliente por meio de certificados digitais. O sistema também realiza a indexação das informações para que possam ser consul-tadas por um programa de buscas, e coloca tudo na internet. As consultas sobre contratos, nomeações e outros atos governamen-tais podem ser feitas pelo número da publicação, por texto, por período ou pela combinação dessas opções.” (ARede, Ano 4, n° 42 nov./2008 pág.38)

DIÁRIO OFICIAL ONLINE EM SÃO PAULO

“Em São Paulo, a consulta grátis e a pesquisa de todas as edições do DO desde a primeira em 1891, se tornou possível somente a partir de outubro deste ano. [...] Diminui gastos (energia elétrica, tinta, materiais gráficos como filmes, chapas e papel...”

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MÍDIA: RECURSOS DIDÁTICOS

Neste tópico estudaremos vários elementos que fa-cilitam a aprendizagem do indivíduo. Entre estes é fundamental entendermos o significado e a função dos Recursos Didáticos utilizados no processo educa-cional, dos quais o educador lança mão para mediar o processo de aprendizagem.

Assim, iremos conferir diversos equipamentos/ mate-riais que o professor inclui em seu planejamento, na função de suporte para a diversificação das ativida-des, que oportunizam aos seus aprendizes a concre-tização e a sedimentação da aprendizagem visando alcançar os seguintes objetivos:

t Analisar a função dos recursos didáticos midiá-ticos no processo de ensino-aprendizagem. t Compreender a importância dos recursos

compu-tacionais como um recurso didático e tecnológico. t Conhecer os recursos digitais na formação do professor e como ferramenta pedagógica de apoio ao processo educativo.

RECURSOS DIDÁTICOS MIDIÁTICOS:

SIGNIFICADOS E FUNÇÃO

Mas afinal o que é o recurso didático?

Antes de efetivamente abordarmos os diferentes tipos de recursos didáticos, é fundamental entendermos o papel desse importante elemento na ação educativa. Para o estabelecimento do ato educativo, é neces-sária a presença do aprendiz e do mestre, os quais baseiam a sua interação sob os estudos dos conte-údos/assuntos, por meio de inúmeros materiais que servem de sustentação para viabilizar maior clareza à mensagem, ampliando o entendimento.

Como recurso didático, compreende-se todos os ma-teriais que contribuem para manter o interesse, a atenção e o equilíbrio entre os atores aprendiz e mes-tre. Baseado nos estudos de Piaget, Nevado, Carvalho e Menezes (2007, p.160) entendem que:

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O sujeito aprendiz é concebido como um ser dinâmi-co, que a todo momento interage com a realidade, operando ativamente com os objetos e pessoas. Essa interação no ambiente faz com que construa estru-turas mentais. A interação é um conceito fundamen-tal na compreensão do processo de construção do conhecimento, pois o conhecimento não acontece a partir do sujeito nem do objeto, mas exatamente na interação entre os dois.”

MÍDIA: UM POUCO DE HISTÓRIA

Desde a pré-história a tecnologia tem sido utiliza-da como meio para viabilizar a comunicação entre indivíduos. Considerando a evolução dos meios de comunicação podemos dizer que os primeiros ha-bitantes do planeta já demonstravam preocupação quanto ao registro de sua história. Na pintura rupes-tre são encontrados sinais de caça e sobrevivência, possivelmente registrados “para poderem visualizar a estratégia a ser adotada (o que chamamos de pla-nejamento), ou simplesmente para contarem uma história que se passou com eles ou com sua comuni-dade.” (PAIS, 2000, p.2)

Analisando as possibilidades técnicas e materiais uti-lizados para viabilizar a comunicação e a dar susten-tabilidade ao processo de alfabetização, visando à leitura e à escrita, poderemos citar as famosas pedras encontradas no Egito, os hieróglifos2, com registros desde antes de 3000 a.C. até 394 d.C. Vale salientar que apenas os religiosos tinham acesso aos hieró-glifos. O domínio técnico da leitura e da escrita era, portanto, um privilégio de poucos.

Novas tecnologias foram agregadas após a utilização do papiro, do pergaminho, como suporte para a es-crita. O aprimoramento dessa nova tecnologia possi-bilita o surgimento de elementos fundamentais para a comunicação entre os homens e para os registros de nossa história.

Ao tratar de tecnologias que viabilizaram a comuni-cação entre os homens é importante destacar, ainda,

2 Hieróglifo é um termo que junta duas palavras gregas: (hierós) “sagrado”, e (glýphein)

“escrita”. Apenas os sacerdotes, membros da realeza, altos cargos e escribas conheciam a arte de ler e escrever esses sinais “sagrados”. Fonte: http://www.symbolom.com.br/wiki/ index.php?title=Hier%C3%B3glifo

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o papel da arte. Como exemplo, mencionamos o pa-pel da imagem utilizada na Idade Média como forma de comunicação, de narrativa e até mesmo de ensi-no dos valores da época. De maneira própria, com base na tecnologia desenvolvida para concretizar a representação dessas narrativas e de acordo com os cânones vigentes, artistas representavam sua visão de mundo e as mensagens de interesse da Igreja. Sobre o assunto, Pais (2000, p.15) observa que “a arte me-dieval também tinha uma finalidade educativa, mora-lizante. A pintura era feita nas igrejas como um meio para ensinar as noções religiosas a um povo que, na sua maioria, não sabia ler nem escrever.” Com rela-ção à técnica utilizada nesses registros, o mesmo au-tor completa sua análise observando que “em alguns retábulos e ícones, as personagens se destacavam dos fundos de cor lisa e chapada, possuindo muitas vezes dourações com folhas de ouro.” (PAIS, 2000, p.3). Não iremos nos aprofundar neste importante assun-to, pretendemos apenas nos situar no tempo e na história da escrita, para compreender o papel das diferentes tecnologias para viabilizar a comunicação no processo de aprendizagem. Daremos um grande salto nessa história, para alcançar o momento atual e para refletir a respeito do papel das tecnologias contemporâneas no processo de ensino e aprendiza-gem, visando discutir possibilidades e, nosso objetivo maior, preparar o terreno para que possamos refletir a respeito do uso de tais recursos no processo educa-cional, buscando, por fim, direcionar nosso foco para o ensino da arte.

FERRAMENTAS COMPUTACIONAIS

COMO RECURSO DIDÁTICO

No aspecto educacional, a preocupação com a de-finição de recursos tecnológicos adequados atinge maior intensidade, uma vez que a comunicação e o registro fazem parte dos procedimentos didáticos, materializando o processo de ensino-aprendizagem. Todo processo de ensino aprendizagem requer pre-parativos de várias ordens, sendo que os recursos hu-manos são os articuladores de oportunidades, além disso, é necessário contar com espaços adequados e materiais de apoio.

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Nos últimos anos, o Ministério da Educação – MEC – tem investido intensamente na inserção dos recursos tecnológicos nas escolas públicas do Brasil. De acor-do com daacor-dos acor-do Ministério da Educação, “Em 2002, somente 11,43% das 188 mil escolas públicas então existentes no país dispunham de laboratório de in-formática.” (ARede, Ano 4, n° 42 nov./2008 p.22). Atualmente o debate sobre o uso de recursos tec-nológicos na educação tem sido realizado, tanto na mídia como em seminários, encontros, congressos, etc., onde os estudiosos e pesquisadores buscam ca-minhos para melhor aproveitamento desses recur-sos nos ambientes educacionais. Segundo Moran (p. 41): “Tecnologias na educação, num sentido amplo, abrangem tudo o que nos ajuda a aprender e a ensi-nar: a voz, os gestos, a linguagem, o quadro de giz, os livros, os jornais, a TV, o computador, a Internet.” A inserção destas e de tantas outras tecnologias no processo educacional interferem diretamente na or-ganização das escolas.

A utilização de ferramentas computacionais como recurso didático torna necessária a alfabetização para que as pessoas possam se beneficiar, exploran-do ao máximo o potencial tecnológico em favor da aprendizagem. É oportuno entendermos um pouco a respeito das implicações desse processo de alfabe-tização. Segundo Barbosa (2005, pp.27-28), “Não se alfabetiza fazendo apenas as crianças juntarem as le-tras. Há uma alfabetização cultural sem a qual a letra pouco significa. A leitura social, cultural e estética do meio ambiente vai dar sentido do mundo de leitura verbal.” Desta forma, entendemos que é fundamen-tal o aprendiz compreender o contexto em que vive e perceber o valor que isto representa.

Considerando a diversificação de possibilidades re-sultante da evolução e da inserção das ferramentas computacionais na rotina das pessoas, Valente (1991, p.64) argumenta que:

Existe muita criatividade sendo usada nesta área, combinando o computador com diversos dispositi-vos adaptatidispositi-vos originando inúmeras maneiras de como o computador pode ser usado como próte-se de comunicação para indivíduos portadores dos mais diferentes tipos e graus de deficiência física, sensorial ou mental.

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É oportuno compreender a relação necessária entre o indivíduo com limitações e os equipamentos com-putacionais. Esta comunicação/interação atualmente é reconhecida como interface. Giusta e Franco (2003, p.98) entendem que “a interface homem-máquina representa a reunião de programas e aparelhos ma-teriais que possibilitam a comunicação entre o usuá-rio e um sistema informático”.

A exploração adequada do potencial das tecnolo-gias computacionais em ambientes de aprendizagem exige que o professor esteja preparado para intera-gir com a interface de acordo com seu interesse e conteúdo, apresentando habilidades de manuseio e aplicabilidade. Assim, o desafio de ser um eterno aprendiz fica cada vez mais evidente. O aprendiz da era digital vive num mundo globalizado em que os humanos se encontram cada vez mais próximos, cada vez mais conectados, apesar da separação física. Num mundo onde de minuto em minuto um novo fato espoca na mídia, influenciando o aprendiz a novas seleções, para que possa fazer escolhas, com possibi-lidades interativas.

O aceleramento na comunicação e na interação fa-vorece o desenvolvimento de novas competências e habilidades, intensificando as diferenças entre os docentes, distanciando cada vez mais o fazer pe-dagógico do professor que se encontra envolvido no processo de inclusão digital daqueles que ainda não despertaram para as possíveis inovações a que o processo educacional poderá ser submetido com a inserção e a usabilidade dos recursos viabilizados pelo conjunto de ferramentas oriundas das tecnolo-gias da informação e comunicação. Segundo Prata e Nascimento (2007, p.71), “Usuários que mudam seu perfil mais rapidamente, sua forma de lidar com as informações, meta-informações e mesmo seus rela-cionamentos têm a cada dia mais dificuldade ao se depararem com os métodos ortodoxos encontrados em quase todas as escolas.”

Entendemos que esta variedade de atitudes e pro-cedimentos no processo educacional contribui para novas reflexões, discussões entre a classe docente, estabelecendo conflitos que podem promover avan-ços frente ao leque de opções que se abre, para ser absorvido pelo ato educativo.

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Para Valente (1991, p.17),

As novas modalidades de uso do computador na educação apontam para uma nova direção: o uso desta tecnologia não como “máquina de ensinar” mas como uma nova mídia educacional. O compu-tador passa a ser uma ferramenta educacional, uma ferramenta de complementação, de aperfeiçoamen-to e de possível mudança na qualidade de ensino. É extremamente importante que os profissionais da educação conheçam frequentemente novas tecnolo-gias e novos procedimentos pedagógicos, além do estabelecimento e da inclusão de novas parcerias, para ampliar as possibilidades de seleção, no ato do planejamento das atividades relativas ao conteúdo curricular, uma vez que

A prática profissional comum de professores da es-cola de educação básica é da comunicação oral e não escrita. Autoria e produção de inserções de for-ma sistemática e regular e a troca com pares além muros são competências que estão por ser desenvol-vidas. (TORNAGHI, 2008, p. 10.).

Nesse contexto o computador torna-se uma importan-te ferramenta de aprender e ensinar, pois, além de ser compatível com outras mídias, ele gera possibilidades de integrar professores e alunos, gerando relações mais sólidas e produtivas (TORNAGHI, 2008, p.19). O estabelecimento de parcerias e a permanente bus-ca de novas informações geram novas oportunidades e possibilidades de práticas que se tornam terreno fértil para germinar inovações tecnológicas, como observa Pais (2000, p.3) ao afirmar que “recentemen-te a computação nos permitiu desenhar e modelar em três dimensões, através dos programas de dese-nho, modelagem e animação tridimensionais, que podem colaborar na compreensão do espaço”. É importante considerar, entretanto, que o processo de inserção das diversas mídias (como televisão, com-putador, cinema, teatro, etc.) nas instituições escola-res impõe diversas alterações, não somente em suas estruturas físicas, tornando necessária uma reorgani-zação espacial, arquitetônica, como também uma re-formulação dos serviços e dos recursos humanos que a integram e a atendem (SILVA, 2003).

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O processo de re-reconstrução dos diversos ambien-tes educacionais acontece concomitantemente com a qualificação dos profissionais e pessoas da comuni-dade escolar, pois “a nova cultura de aprendizagem exige um novo perfil de aluno e de professor, exige novas funções discentes e docentes, as quais só se tornarão possíveis se houver uma mudança de men-talidade, uma mudança nas concepções” (SALGADO, 2008, p.32).

Estabelecer novas parcerias, envolvendo novos cola-boradores no processo, poderá fortalecer a execução das ações, além de resultar em atividades educativas mais prazerosas a todos os aprendizes, uma vez que na atual sociedade contemporânea a inclusão digi-tal é direito de todos os cidadãos, mas na maioria das vezes a escola é “a única referência positiva da sociabilidade e formação disponível para crianças e jovens.” (TORNAGHI, 2008, p. 6).

Cabe ao segmento educacional das três esferas (mu-nicipal, estadual e federal) fortalecer as equipes pe-dagógicas para enfrentar tais desafios, oferecendo fomento e sustentabilidade para a realização de di-versas ações, através de idéias novas, criativas, em-preendedoras, para abrir as portas da escola, levando a escola além do muro, conquistando a comunidade como novos aprendizes e colaboradores, pois “a es-cola que reproduz conhecimento produzido além de seus muros, produz conhecimentos intramuros e os troca além muros” (TORNAGHI, 2008, p. 7).

Com base nas teorias de Piaget, Nevado, Carvalho e Menezes, (2007, p.122) afirmam que o ato educati-vo requer associações para ultrapassar limites indi-viduais pois,

Para existir cooperação deve haver interação e co-laboração, objetivos comuns, atividades e ações conjuntas e coordenadas. A cooperação, nesta pers-pectiva, caracteriza-se pela coordenação de pontos de vista diferentes, pelas operações de correspon-dência, reciprocidade ou complementaridade e pela existência de regras autônomas de condutas funda-mentadas de respeito mútuo.

Assim, a escola, professores, alunos, gestores e demais envolvidos no processo educacional são os protago-nistas que trocam, negociam, planejam, decidem, se-lecionam os caminhos do dia-a-dia. Para tanto, o do-cente precisa submeter-se à capacitação permanente

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e ter consciência de que está sempre em processo de aprendizagem, não somente na condição de apren-diz em formações, mas também no próprio proces-so de ensino e aprendizagem. Em resumo: ele está sempre na condição de professor/aprendiz e, nessa articulação, enquanto ensina ele também aprende. Para atender a função de mediador da aprendizagem, o professor deverá visualizar com clareza que “Educar com qualidade implica organizar e gerenciar ativida-des didáticas na formação e na prática docente em diferentes espaços e tempos.” (MORAN, 2008, p. 42). Construir sua própria formação profissional induz o professor a mudar sua postura e a maneira de con-duzir a mediação pedagógica com seus aprendizes, concretizando-se disto, na medida em que é “capaz de perceber o papel das tecnologias de informação e co-municação nos setores da cultura contemporânea e de situar sua importância para a educação.” (FIORENTINI, MEDEIROS & CAIAFA, 2008, p. 67).

É característica de o processo educacional estar em constante mutação, evolução. Mas atualmente, na era digital, mais do que nunca o momento é de cons-trução. Estamos construindo uma nova identidade profissional para os docentes. Se estivermos edifican-do, estruturando novas possibilidades, obviamente, nosso horizonte precisa incluir experiências alheias, analisando outros olhares. Neste momento, cientes do principal foco deste Curso, Licenciatura em Artes Visuais, lembramos que, em 1928, Oswald de Andra-de escreveu o Manifesto Antropofágico (concepção do fazer artístico e cultural brasileiro dos modernis-tas), que consiste na assimilação de todas as manifes-tações culturais dos diferentes povos, para a projeção de produções locais. De acordo com Tornaghi (2008, p.17), “Faz quase um século que nos ensinaram que o fazer brasileiro não é europeu, não é indígena, nem negro: é tudo isso ao mesmo tempo”. Portanto, é tempo de construirmos uma nova educação. As tec-nologias são importantes aliadas nessa missão.

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EDUCADOR NA ERA DIGITAL

O educador da era digital deverá desenvolver com-petências para utilizar adequadamente os recursos digitais, portanto precisa “conhecer diferentes mí-dias com que se pode trabalhar usando tecnologia digital, identificar novas linguagens trazidas por es-sas mídias e compreender o respectivo potencial para o ensino e a aprendizagem, situando-as no contexto da escola em que atua.” (SALGADO, 2008, p.18). Assim, a prática pedagógica consiste numa perma-nente busca de novos desafios, com o intuito de de-senhar novos caminhos a serem percorridos, e poste-riormente explorados pelos aprendizes.

As tecnologias oferecem inúmeros serviços e nos apresentam importantes espaços que integram a so-ciedade. Dessa forma, como observa Moran (2006), elas revestem-se de um significativo papel como fon-tes de pesquisa, observações, mapeamentos em uma diversidade de fontes, tais como em museus, centros culturais, cinemas, teatros, parques, praças, ateliês, planetários, zoológicos, centros esportivos, centros comerciais, centros produtivos. Além disso elas viabi-lizam compartilhamento de informações de diversas ordens, inclusive ao oferecer ambientes virtuais de aprendizagem, servindo com instrumentos funda-mentais na capacitação dos profissionais, e que po-derá provocar mudanças significativas na educação. A presença de tecnologias nos ambientes educa-cionais poderá flexibilizar os processos de ensinar e aprender, desde que os alunos sejam “protagonistas do próprio aprendizado e construtores de seu co-nhecimento, de acordo com sua disponibilidade e ritmo.” (ARede, Ano4, n° 42, nov.2008, p. 23)

Atribui-se aos docentes o papel de orientadores, com competências para reconhecer mídias, identificar lin-guagens, reconhecendo seu potencial de criar “novas formas de distribuir socialmente o conhecimento, que estamos apenas começando a vislumbrar, mas que, se-guramente, tornam necessárias novas formas de alfabe-tização (literária, gráfica, informática, científica, etc.).” (POZO, 2001 in SALGADO & AMARAL, 2008, p.30). Como estas competências obviamente ainda estão em construção na formação da maioria dos profissio-nais que atuam no setor educacional, se faz necessá-rio constantemente conferir novas informações, que contribuam para a ampliação de seus conhecimentos.

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Uma das grandes promessas tem sido o desenvolvi-mento dos aparelhos celulares, contribuindo excep-cionalmente para a expansão das tecnologias da informação e comunicação. Tudo isto amplia a inter-ferência no dia-a-dia, transformando todo o contex-to, deixando a sociedade interconectada, alterando a rotina, os interesses e as ocupações dos usuários, uma vez que é possível acessar as informações de qualquer lugar e a qualquer hora, ultrapassando tempo e espaços, interagindo coletivamente na rede mundial, resultando num construir coletivo, numa produção em grupo.

Assim, utilizar os recursos das tecnologias da informa-ção e comunicainforma-ção, no processo educacional, requer muito mais do que dominar o manuseio das ferra-mentas digitais, é fundamental tanto “saber manejar o computador e utilizar os recursos que a web ofere-ce quanto atuar de modo reflexivo, examinando te-mas e situações-problema concretos, que desafiem a busca de encaminhamentos e soluções de forma con-junta entre os participantes” (BASTOS, 2008, p. 226). Para garantir o acompanhamento da evolução tec-nológica, é necessário que os docentes ingressem em cursos de capacitação continuada de professores. “Assim, é preciso que se organizem para estudar, re-conheçam suas próprias necessidades e dificuldades de aprendizagem e realizem ações adequadas para solucioná-las de modo efetivo, exercendo o controle e imprimindo o ritmo que lhes assegurem aprender o que lhes foi proposto, no tempo acordado” (FIOREN-TINI, MEDEIROS & CAIAFA, 2008, p. 67).

A condição de eterno aprendiz contribui para que os docentes possam compreender e auxiliar com mais propriedade os seus alunos, atendendo as diversas li-mitações e especificidades dos mesmos. O professor necessariamente precisa de uma formação planeja-da, continuada e inovadora para utilizar articulada-mente as tecnologias, e propor o desenvolvimento de atividades que desafiam o aprendiz. Desta forma, se justifica “a importância da atuação do professor e respectivas competências em relação à mobilização e emprego das mídias, subsidiado por teorias edu-cacionais que lhe permitam identificar em que ati-vidades essas mídias têm maior potencial e são mais adequadas.” (ALMEIDA, 2003, p.49).

Hoje, a tendência mundial da educação sugere que os profissionais desta área ingressem em cursos na modalidade a distância, favorecendo a capacitação

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em serviço, além de encurtar espaços e tempo, ultra-passando fronteiras, onde as “.Comunidades Virtu-ais de Aprendizagem promovem um novo modo do ser, de saber e de aprender, onde cada novo sistema de comunicação da informação cria novos desafios, que implicam novas competências e novas formas de construir conhecimento.” (COSTA, 2005, p. 4).

Uma das maiores contribuições das tecnologias da informação e comunicação na educação é vista no ensino quando se analisa as modalidades de ensino presencial e a distância. Na opinião de Giusta e Franco (2003, p.11), “com as tecnologias cada vez mais rápi-das e integrarápi-das, o conceito de presença e distância se altera profundamente e as formas de ensinar e apren-der também.” Na atual sociedade do conhecimento, a ordem primordial induz o estabelecimento de asso-ciações. Através das possibilidades interativas e da ra-pidez com que as tecnologias processam informações, distribuindo-a para qualquer continente, os usuários aprendizes estão entendendo que as comunidades co-laborativas vêem sendo o caminho para o desenvolvi-mento pessoal e coletivo. Desta forma, “os diferentes estilos, personalidades e especializações são valoriza-dos no ato coletivo, favorecendo o respeito mútuo e as relações de reciprocidade, que se geram no âmbito da comunidade.” (COSTA, 2005, p. 4).

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA:

UM RECURSO A MAIS

Na qualidade de estudantes de uma Licenciatura ofe-recida a distância, vocês sabem bem como funciona a Educação a Distância, não é mesmo? A EAD é uma modalidade de ensino onde o professor e os alunos estão separados no espaço e/ou tempo e a comunica-ção é mediada por documentos impressos ou por al-guma forma de tecnologia (Internet, vídeo conferên-cia, etc.) que vem se apresentando como um grande desafio para o professor, acostumado ao modelo clássico de ensino da sala de aula presencial, onde os aprendizes podem ser co-autores da comunicação e da aprendizagem, considerando que o controle do aprendizado é realizado mais intensamente pelo alu-no do que pelo instrutor distante.

A educação a distância, é a modalidade de ensino que mais se beneficia da diversidade de recursos oriundos da evolução das tecnologias, como o desenvolvimento

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da multimídia e de hipertextos, além da ampliação dos espaços interativos na internet, como blogs, videologs, fotologs, listas de discussão, orkut, MSN e a formação de comunidades virtuais, plataformas de ensino denomi-nadas Ambientes Virtuais de Aprendizagem – AVA, tor-nam-se ferramentas corriqueiras na medida em que os aprendizes avançam no seu processo de inclusão digital. No ambiente on-line o professor terá que modificar sua velha postura, inclusive para não subutilizar a dis-posição à interatividade própria do virtual. No lugar da memorização e da transmissão centradas no seu falar-ditar, o professor propõe a aprendizagem aos estudantes modelando os domínios do conhecimen-to como espaços aberconhecimen-tos à navegação, manipulação, colaboração e criação. Ele propõe o conhecimento em teias (hipertexto) de ligações e de interações, permitindo que os alunos construam seus próprios mapas e conduzam suas explorações. Cabe ao tutor, a quem compreende a função de ser facilitador e me-diador da aprendizagem, motivar, estimular, orien-tar e avaliar todo o desenvolvimento do curso. Essa modalidade de ensino exige a formação de equipes coesas, que possam exercer as diversas funções para que o trabalho on-line seja bem aproveitado. O tra-balho em conjunto da equipe técnica e operacional e da coordenação é fundamental para o bom desen-volvimento do curso, na solução dos problemas que possam surgir no ambiente virtual de aprendizagem. Em cursos a distância é recomendável um período ini-cial de capacitação tecnológica para os participantes, o que contribui para o desenvolvimento progressivo da autonomia do aprendiz. Segundo, Giusta e Franco (2003, p.82)

É fundamental a compreensão dos fatores interve-nientes nos processos de comunicação e de intera-ção on line. Dificuldades e problemas relativos à tec-nologia, por exemplo, podem inviabilizar não só a relação professor-aluno, como também a interação entre os estudantes.

É nesses impasses que se percebe a importância da participação de tutores presenciais e/ou a distância, monitores e/ou até outros profissionais ligados ao cur-so, durante todo o processo de ensino, acompanhan-do e assessoranacompanhan-do o alunos nas suas limitações, quer de ordem pessoal ou tecnológica. Observa-se, nos dias atuais, que há um número crescente de organizações e instituições oferecendo cursos em várias áreas. No

Referências

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