Universidade Federal de
Santa Catarina
Departamento de Inform´
atica e Estat´ıstica
Bacharelado em Ciˆ
encias da Computac
¸˜
ao
Esta¸
c˜
ao de Telemedicina e
Telessa´
ude de Baixo Custo
Alunos:
Eduardo Beckhauser
Vin´ıcius Andre´
oli Petrolini
Orientador:
Prof. Dr. rer. nat. Aldo von Wangenheim
Coorientador:
Msc. Harley Miguel Wagner
Agradecimentos
Em especial as nossas fam´ılias, que sempre deram todo o suporte necess´ario em todos os anos de gradua¸c˜ao e que sempre estiveram ao nosso lado nos momentos mais dif´ıceis.
Ao professor Aldo, por ter sido nosso orientador durante todo o processo de cria¸c˜ao deste trabalho e por ter dados conselhos t˜ao valiosos durante a jornada.
Aos nossos amigos Rodrigo R. P. de Mello, Gabriela B. Colonetti, Jo˜ao M. Alves e demais amigos do Laborat´orio de Telemedicina e do curso em si, que nos ajudaram na caminhada di´aria, sempre estando ao nosso lado.
A Alexandre Savaris, nosso maior mentor durante todo o per´ıodo de de-senvolvimento do projeto, tanto no trabalho de conclus˜ao de curso como nas atividades di´arias do laborat´orio, que com muita paciˆencia e for¸ca de vontade nos guiou pelos caminhos da pesquisa cient´ıfica e nos motivou a continuar at´e o fim.
´
Indice
1 Resumo 12 1.1 Palavras-Chave: . . . 13 2 Introdu¸c˜ao 14 2.1 Contextualiza¸c˜ao . . . 14 2.2 Descri¸c˜ao do Problema . . . 15 2.3 Objetivos . . . 16 2.3.1 Objetivo Geral . . . 16 2.3.2 Objetivos Espec´ıficos . . . 162.3.3 Cen´arios de Aplica¸c˜ao . . . 18
2.3.4 Delimita¸c˜oes . . . 23
2.4 M´etodo de Pesquisa . . . 23
2.4.1 Revis˜ao Sistem´atica da Literatura . . . 23
2.4.2 Estado da Arte . . . 24
2.4.3 Estudo sobre Single-Board Computer . . . 24
2.4.4 Desenvolvimento do Prot´otipo da Esta¸c˜ao de Baixo-Custo . . . 25
3 Fundamenta¸c˜ao Te´orica 26 3.1 Telemedicina . . . 26
3.2 Telessa´ude . . . 27
3.3 Esta¸c˜ao de Telemedicina e Telessa´ude . . . 28
3.4 Sistema Catarinense de Telemedicina e Telessa´ude (STT) . . . 28
4 Estado Da Arte 31 4.1 Defini¸c˜ao do Protocolo de Revis˜ao: . . . 31
4.1.2 Crit´erios de Qualidade . . . 33
4.2 Execu¸c˜ao da busca . . . 33
4.3 Extra¸c˜ao da Informa¸c˜ao e An´alise dos Resultados . . . 34
4.4 Discuss˜ao dos Resultados . . . 34
4.4.1 Amea¸cas `a Validade da Revis˜ao . . . 53
4.5 Compara¸c˜ao das tecnologias e metodologias utilizadas nos ar-tigos supracitados . . . 54
5 A modelagem, idealiza¸c˜ao e constru¸c˜ao da esta¸c˜ao de baixo-custo 55 5.1 Casos de Uso . . . 55
5.2 Perfis de Usu´arios do Sistema . . . 72
5.3 Diagrama de Casos de Uso . . . 74
5.4 Resultados da Constru¸c˜ao da Esta¸c˜ao . . . 75
6 Valida¸c˜ao do Prot´otipo Desenvolvido 81 6.1 Valida¸c˜ao com Usu´arios . . . 81
6.2 Resultados Obtidos . . . 83
6.2.1 Testes com Usu´arios Reais do Sistema . . . 86
6.2.2 Testes com Usu´arios que Trabalham no LabTelemed . . 93
6.2.3 Apanhado Geral de Todos os Usu´arios . . . 99
6.2.4 Discuss˜ao dos Resultados Obtidos . . . 106
7 Conclus˜ao 109
8 Referˆencias 110
9.1 Anexo A - Manual de Instru¸c˜oes para a Utiliza¸c˜ao da Esta¸c˜ao
de Telessa´ude . . . 114
9.2 Anexo B - Manual de Instru¸c˜oes para a Utiliza¸c˜ao da Esta¸c˜ao de Telemedicina . . . 118
9.3 Projeto CEPSH . . . 122
9.4 TCLE CEPSH . . . 131
Lista de Figuras
1 Teleconsultorias . . . 19
2 Webconferˆencias . . . 20
3 Realiza¸c˜ao de Webconferˆencia . . . 21
4 Telediagn´osticos . . . 22
5 M´edico realizando videoconferˆencia [Chang et al., 2004] . . . . 38
6 Estrutura do sistema de educa¸c˜ao de profissionais da sa´ude `a distancia [Chang and Trelease, 2001] . . . 41
7 Diagrama do fluxo de cria¸c˜ao do documento de requisitos [Kondo et al., 2006] . . . 43
8 Tela de cadastro de pacientes [Chang and Trelease, 1999] . . . 45
9 Realiza¸c˜ao de uma cirurgia assistida [Shimizu et al., 2009] . . 47
10 Realiza¸c˜ao de um ultra-som [Cone et al., 2007] . . . 50
11 Tela de cadastro de pacientes [Kyriacou et al., 2003] . . . 52
12 Perfis de Usu´arios da Telemedicina . . . 72
13 Perfis de Usu´arios do Telessa´ude . . . 73
14 Diagrama de Casos de Uso da Esta¸c˜ao de Telessa´ude . . . 74
15 Tela inicial da esta¸c˜ao de telemedicina . . . 75
16 Tela interna da esta¸c˜ao de telemedicina . . . 76
17 Tela de solicita¸c˜ao de exames de dermatologia . . . 77
18 Tela de envio de exames de dermatologia . . . 78
19 Tela de visualiza¸c˜ao de exames . . . 79
20 Tela inicial da esta¸c˜ao de telessa´ude . . . 79
21 Tela interna da esta¸c˜ao de telessa´ude . . . 80
22 Tela de pesquisa de teleconsultorias . . . 80
23 Pontua¸c˜ao das Subcaracter´ısticas para Usu´arios Reais do Sis-tema . . . 86
24 Estat´ısticas Descritivas para Usu´arios Reais do Sistema . . . . 89 25 Pontua¸c˜ao das subcaracter´ısticas para usu´arios do LabTelemed 93 26 Estat´ısticas descritivas para Usu´arios do LabTelemed . . . 96 27 Pontua¸c˜ao das subcaracter´ısticas para todos os usu´arios . . . 99 28 Estat´ısticas Descritivas para todos os usu´arios . . . 102
Lista de Tabelas
1 Tabela de Sinˆonimos e Tradu¸c˜oes dos Termos de Busca . . . . 31 2 Tabela de Strings de Busca . . . 32 3 Tabela de Resultados Preliminares das Buscas . . . 34 4 Tabela de pontua¸c˜ao das subcaracter´ısticas para is usu´arios
reais do sistema. . . 88 5 Tabela de estat´ısticas descritivas das subcaracter´ısticas para
os usu´arios reais do sistema. . . 92 6 Tabela de pontua¸c˜ao das subcaracter´ısticas para os usu´arios
da LabTelemed. . . 95 7 Tabela de estat´ısticas descritiva das subcaracter´ısticas para os
usu´arios do LabTelemed. . . 98 8 Tabela de pontua¸c˜ao das subcaracter´ısticas para todos os usu´arios.101 9 Tabela de estat´ısticas descritivas das subcaracter´ısticas para
Lista de Siglas e Abreviaturas
ACM Association for Computing Machinery.
AdEQUATE QuestionnAire for Evaluation of QUAlity in Telemedicine and TElehealth systems.
API Application Programming Interface.
CEPSH Comitˆe de ´Etica em Pesquisa com Seres Humanos.
DVTS Digital Video Transport System.
ECG Eletrocardiograma.
ETT Esta¸c˜ao de Telemedicina e Telessa´ude.
IEEE Institute of Electrical and Electronics Engineers. INCod Instituto Nacional para Convergˆencia Digital. INE Departamento de Inform´atica e Estat´ıstica. IPsec IP Security Protocol.
LabTelemed Laborat´orio de Telemedicina.
PDA Personal Digital Assistant.
REST Representational State Transfer.
SARS Severe Acute Respiratory Syndrome. SBC Single-Board Computer.
SES/SC Secretaria do Estado da Sa´ude de Santa Catarina. STT/SC Sistema Catarinense de Telemedicina de Telessa´ude. SUS Sistema ´Unico de Sa´ude.
TCLE Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
1
Resumo
O STT/SC (Sistema Catarinense de Telemedicina e Telessa´ude) atual-mente disponibiliza um vasto n´umero de op¸c˜oes de servi¸cos que s˜ao utilizados para o cumprimento das atividades realizadas pelos centros de sa´ude por todo o estado. Para que as principais fun¸c˜oes dentro do sistema sejam realizadas, os funcion´arios contam com um conjunto de softwares tanto internos, cria-dos pelo pr´oprio STT/SC, como softwares de terceiros, que disponibilizam de ferramentas j´a consolidadas e altamente utilizadas no mercado. O que por vezes se vˆe neste cen´ario ´e a m´a utiliza¸c˜ao ou configura¸c˜ao do software uti-lizado e dos perif´ericos, como microfone, fones de ouvido, etc. Essa situa¸c˜ao gera a necessidade da cria¸c˜ao de uma ferramenta que auxilie na organiza¸c˜ao e f´acil utiliza¸c˜ao dos softwares ent˜ao disponibilizados, onde o sistema fosse configurado e montado de acordo com as necessidades de quem o use.
Visando atender estas necessidades, est´a sendo proposta a cria¸c˜ao de uma esta¸c˜ao de telemedicina e telessa´ude de baixo custo onde, `a partir da an´alise dos principais modelos de SBC’s encontrados no mercado, ser´a desenvolvido um software que inclua, al´em da comunica¸c˜ao entre funcion´arios, a realiza¸c˜ao de teleconsultorias, webconferˆencias e telediagn´osticos.
O resultado desse estudo foi o desenvolvimento de uma esta¸c˜ao que atenda as principais fun¸c˜oes da Telemedicina e Telessa´ude, segundo o cen´ario atual visto no STT/SC. A esta¸c˜ao foi constru´ıda exatamente com a propor¸c˜ao proposta, ou seja, a mesma n˜ao tem um custo elevado como no cen´ario atual, mas que atende `a tudo que foi idealizado como objetivo.
Com isso em mente, a esta¸c˜ao desenvolvida atende as principais fun¸c˜oes inerentes ao STT/SC, que realiza de forma confi´avel a comunica¸c˜ao entre usu´arios e que, no aspecto geral de portabilidade e performance, ´e de uso mais acess´ıvel e de f´acil entendimento e configura¸c˜ao (instala¸c˜ao) , podendo ser transportada de maneira r´apida entre os postos onde ser´a utilizada, caso haja necessidade.
1.1
Palavras-Chave:
telemedicina, telessa´ude, esta¸c˜ao, esta¸c˜ao de baixo custo, sistema catari-nense de telemedicina e telessa´ude, esta¸c˜ao de telemedicina.
2
Introdu¸
c˜
ao
2.1
Contextualiza¸
c˜
ao
O setor da sa´ude, assim como v´arias outras ´areas que demandem verba e treinamento profissional, pode estar entrando em crise. Os aumentos nos custos com a sa´ude, o baixo n´ıvel de educa¸c˜ao e conscientiza¸c˜ao da popula¸c˜ao pela sa´ude em geral e as dificuldades sofridas pelo pa´ıs nos ´ultimos anos levam `
a um quadro onde investimentos nessa ´area podem n˜ao ser t˜ao grandes quanto em outros tempos. Pelo avan¸co da tecnologia, entretanto, diversas ´areas da medicina est˜ao sendo privilegiadas. [Shortliffe and Cimino, 2013]. Apesar da falta de rela¸c˜ao direta entre m´edico e paciente e dos problemas que isso pode gerar, a telemedicina apresenta benef´ıcios substanciais devido `a melhoria no acesso `a informa¸c˜ao, redu¸c˜ao de custos na sa´ude e controle da qualidade em programas de sa´ude [Hjelm, 2005].
Telemedicina, por defini¸c˜ao, ´e um campo que utiliza de tecnologias da informa¸c˜ao e telecomunica¸c˜ao para fornecer servi¸cos de sa´ude `a distˆancia [Daniel and Sulmasy, 2015], incorporando em suas atividades modalidades como telediagn´osticos, atendimento remoto `a rec´em-nascidos, teleconsulto-rias e educa¸c˜ao cont´ınua para profissionais da sa´ude. Um exemplo existente de uma aplica¸c˜ao bem sucedida de telemedicina ´e o Sistema Catarinense de Telemedicina e Telessa´ude (STT/SC). O STT/SC cobre uma ampla varie-dade de modalivarie-dades de exames, desde exames de alta complexivarie-dade (Res-sonˆancia Magn´etica – MRI, Raio-X, TC – Tomografia Computadorizada) `a dermatologia e an´alise cl´ınica (como HIV e hepatite), como tamb´em educa¸c˜ao `
a profissionais da sa´ude e servi¸cos de suporte. [von Wangenheim et al., 2012]; [Currell et al., 2000] Dispon´ıvel desde 2005 para todos os munic´ıpios do
es-tado de Santa Catarina, o STT/SC vem sendo utilizado por centenas de usu´arios incluindo m´edicos, enfermeiros, agentes de sa´ude comunit´arios e bi-oqu´ımicos. At´e a metade de 2016, STT/SC j´a realizou mais de seis milh˜oes de exames de diversas especialidades [von Wangenheim et al., 2012].
Com o objetivo de reduzir ainda mais os custos e simplifica¸c˜oes do sis-tema do STT/SC, a Secretaria de Sa´ude de Santa Catarina (SES/SC) est´a propondo o desenvolvimento de uma Esta¸c˜ao de Telemedicina e Telessa´ude ETT – conceitualmente, ´e uma esta¸c˜ao de trabalho multimodal, s´ıncrona e ass´ıncrona desenvolvida para disponibilizar um conjunto de funcionalidades presentes em um sistema [Rizou et al., 2009]. No contexto do STT/SC, uma ETT visa facilitar o acesso aos servi¸cos atualmente disponibilizados via inter-face web e aplicativos m´oveis, incluindo webconferˆencias, teleconsultorias e telediagn´osticos [Nobre and von Wangenheim, 2012]; [Shimizu et al., 2009]. Devido `a natureza de servi¸cos oferecidos pelo STT/SC, a ETT deve ter uma robustez suficiente para suportar processamento de imagens digitais e strea-mings de v´ıdeo (especialmente webconferˆencias, onde o hardware ser´a mais utilizado); al´em disso, deve ter um custo-benef´ıcio satisfat´orio (o custo de instala¸c˜ao de manuten¸c˜ao deve ser compat´ıvel com o pequeno or¸camento dispon´ıveis em diversos munic´ıpios). Single-Board Computers (SBCs) – com-putadores pequenos e completos – s˜ao considerados como uma solu¸c˜ao para conseguir tanto a robustez como o baixo-custo, primordiais para a constru¸c˜ao desta esta¸c˜ao.
2.2
Descri¸
c˜
ao do Problema
Quando falamos de Telessa´ude e Telemedicina, normalmente enxergamos um cen´ario onde o ve´ıculo de intera¸c˜ao com as plataformas existentes ´e um
computador do tipo desktop conectado `a internet. Esse ve´ıculo, por muitas vezes, pode custar caro para os cofres de onde sai a verba para compra de equipamento, al´em de desvirtuar o trabalho final do computador e ser de dif´ıcil mobilidade.
Para enfrentar esta situa¸c˜ao, estamos promovendo a cria¸c˜ao de um sistema de baixo custo, montado sobre um SBC para facilitar tanto a mobilidade como a praticidade em se utilizar as ferramentas atualmente dispon´ıveis. A cria¸c˜ao desta esta¸c˜ao resultar´a numa maior portabilidade e facilidade com o uso das plataformas existentes, j´a que as fun¸c˜oes atualmente utilizadas ser˜ao refeitas para esta plataforma, tornando o trabalho exigido um simples fluxo de telas que o usu´ario dever´a acompanhar para finalizar uma a¸c˜ao. Al´em disso, haver´a uma maior mobilidade e diminui¸c˜ao no custo de aquisi¸c˜ao do aparato exigido, j´a que o conte´udo da esta¸c˜ao ser´a um SBC, monitor e perif´ericos, muito abaixo do valor de mercado de um desktop completo.
2.3
Objetivos
2.3.1 Objetivo Geral
Criar uma esta¸c˜ao de comunica¸c˜ao entre funcion´arios da ´area da sa´ude, ´
a qual ´e composta de um Single-Board Computer (SBC) executando um software web para o controle dessa comunica¸c˜ao.
2.3.2 Objetivos Espec´ıficos
• Pesquisar os melhores modelos de SBC vendidos no mercado brasileiro. • Realizar o levantamento de requisitos de ambas as esta¸c˜oes.
• Analisar, segundo m´etricas de avalia¸c˜ao, qual SBC atende os requisitos levantados em ambas esta¸c˜oes.
• Desenvolver uma esta¸c˜ao de Telemedicina.
– Desenvolver um m´odulo para a solicita¸c˜ao de exames do tipo der-matologia.
– Desenvolver um m´odulo para o envio de exames do tipo dermato-logia.
– Desenvolver um m´odulo para a visualiza¸c˜ao de exames `a partir de um protocolo.
– Desenvolver um m´odulo para a visualiza¸c˜ao da produtividade do estabelecimento.
• Desenvolver uma esta¸c˜ao de Telessa´ude.
– Desenvolver um m´odulo para a visualiza¸c˜ao de webconferˆencias gravadas.
– Desenvolver um m´odulo para a visualiza¸c˜ao de teleconsultorias. – Desenvolver um m´odulo para a solicita¸c˜ao de teleconsultorias. – Desenvolver um m´odulo para a avalia¸c˜ao de teleconsultorias. • Realizar uma rotina de testes b´asicos `a partir das necessidades e das
funcionalidades desenvolvidas no SBC escolhido.
• Validar a esta¸c˜ao criada atrav´es de testes de usabilidade junto aos usu´arios do STT/SC e de funcion´arios que participaram no desenvol-vimento do sistema.
2.3.3 Cen´arios de Aplica¸c˜ao
Aqui s˜ao idealizados e descritos os sistemas ideais aos quais o trabalho ser´a direcionado. No caso deste trabalho, trˆes principais cen´arios ser˜ao o foco de trabalho, mostrados a seguir:
Utiliza¸c˜ao da esta¸c˜ao a fim de realizar uma teleconsultoria
Um usu´ario do sistema de Telessa´ude est´a com uma d´uvida em um exame qualquer. Ele envia, ent˜ao, uma solicita¸c˜ao de teleconsultoria para sanar esta d´uvida. Esta teleconsultoria pode ser s´ıncrona, com hora e data mar-cadas, ou ass´ıncrona, em que a d´uvida vai para o servidor e depois ´e sanada por outro profissional que entenda da ´area da mesma. Enviada, ent˜ao, a d´uvida, um regulador entra no sistema para repass´a-la para um profissional competente ou invalid´a-la em caso de incoerˆencia. Por fim, o funcion´ario re-ceptor da d´uvida (teleconsultor) entra no sistema e a responde, seja esta de forma s´ıncrona, com hora e data marcadas, ou ass´ıncrona, de forma textual (podendo ter ou n˜ao envio de anexos, como documentos, fotos, etc).
Utiliza¸c˜ao da esta¸c˜ao a fim de realizar uma webconferˆencia
O n´ucleo de Telessa´ude de Santa Catarina cria no sistema j´a existente uma agenda de webconferˆencias para um determinado mˆes. Quando uma webcon-ferˆencia ´e criada, a mesma ´e enviada ao servidor e disposta na agenda aos interessados. No dia de ocorrˆencia dessa webconferˆencia, os interessados po-dem entrar na p´agina de visualiza¸c˜ao da mesma para assistirem e interagirem com outros usu´arios que tamb´em a est˜ao assistindo.
`
A seguir, ´e apresentado um storyboard dando como exemplo a execu¸c˜ao completa de uma webconferˆencia. O objetivo desse cartoon ´e fazer com que o usu´ario tenha uma ideia menos abstrata do cen´ario de aplica¸c˜ao em quest˜ao.
Utiliza¸c˜ao da esta¸c˜ao a fim de realizar uma solicita¸c˜ao e/ou envio de exames de teledermatologia
Um paciente, atendido por um m´edico, realiza um exame em alguma uni-dade de sa´ude do estado. Este m´edico ent˜ao, cadastra uma nova solicita¸c˜ao de exame pela esta¸c˜ao, entrando com informa¸c˜oes sobre o paciente e dados do exame realizado. Neste momento um t´ecnico abre a lista de solicita¸c˜oes afim de adicionar anexos `a um exame j´a solicitado a partir de uma lista de imagens. Esses anexos s˜ao inseridos e salvos no banco para, por fim, serem verificados e laudados por um m´edico laudador.
2.3.4 Delimita¸c˜oes
Neste trabalho, ´e visada a cria¸c˜ao de uma esta¸c˜ao de baixo custo que atenda `as principais necessidade da Telemedicina e Telessa´ude no contexto do STT/SC. Por conta disso, o escopo do trabalho se restringir´a `a manipula¸c˜ao de teleconsultorias, webconferˆencias e telediagn´osticos, n˜ao abordando temas de car´ater importante, mas n˜ao relevantes para o tema proposto, como mo-nitoramento remoto de pacientes, conectividade desta esta¸c˜ao com aparelhos de execu¸c˜ao de exames, etc.
2.4
M´
etodo de Pesquisa
Para o desenvolvimento deste trabalho foi realizada uma pesquisa explo-rat´oria, ou seja, uma revis˜ao liter´aria que visa o aprofundamento do conhe-cimento das ´areas onde os autores n˜ao possuam experiˆencia, para que seja poss´ıvel realizar o desenvolvimento de uma esta¸c˜ao que atenda `as principais fun¸c˜oes na ´area de telemedicina e telessa´ude.
2.4.1 Revis˜ao Sistem´atica da Literatura
Nesta etapa, foi realizada uma an´alise sistem´atica da literatura, que tinha como tema o desenvolvimento de softwares e utiliza¸c˜ao de hardwares na ´area da sa´ude, explorando principalmente aqueles que tratavam de telemedicina e telessa´ude. Al´em disso, temas que tinham como base esta¸c˜oes de trabalho de baixo custo fazem parte desta an´alise. Os principais conceitos existentes den-tro do STT/SC, bem como suas funcionalidades, tamb´em foram analisados e descritos nesta etapa.
2.4.2 Estado da Arte
A an´alise do estado da arte foi realizada segundo a t´ecnica de revis˜ao sis-tem´atica de literatura [Kitchenham, 2004]. Como explicado mais profunda-mente no cap´ıtulo de revis˜ao da literatura, foram criados crit´erios de inclus˜ao e exclus˜ao dos artigos envolvidos, os quais foram revisados de maneira apro-fundada, a fim de retirar desse meio os trabalhos de maior relevˆancia ao estudo. Estes artigos formar˜ao, ent˜ao, a base de conhecimento que regir´a as diretrizes do desenvolvimento da esta¸c˜ao.
2.4.3 Estudo sobre Single-Board Computer
Com o intuito de facilitar a instala¸c˜ao, realoca¸c˜ao f´ısica (quando necess´aria) e redu¸c˜ao de custos na compra e manuten¸c˜ao de equipamentos, os compu-tadores do tipo SBCs ser˜ao utilizados como uma alternativa para os atuais computadores desktop(usados atualmente pelas unidades de sa´ude de Santa Catarina).
A sele¸c˜ao deste tipo de equipamento se d´a pelo baixo pre¸co de aquisi¸c˜ao, pelo tamanho reduzido do hardware e a capacidade de suportar streaming de ´audio/v´ıdeo (um pr´e-requisitos obrigat´orio para o atendimento `as video-conferˆencias, webconferˆencias e teleconsultorias s´ıncronas), disponibilizando tamb´em entradas (slots) para a conex˜ao de hardware perif´ericos (mouse, te-clado, cˆamera e microfone).
Outra motiva¸c˜ao levantada para a utiliza¸c˜ao de um SBC como plataforma-base da esta¸c˜ao foi a simplicidade em quest˜oes relacionadas `a configura¸c˜ao de dispositivos perif´ericos. Experiˆencias anteriores com desktops tentando utili-zar os servi¸cos streaming de ´audio/v´ıdeo se mostraram dif´ıceis de configurar,
principalmente para usu´arios mais leigos do sistema, envolvendo quest˜oes relacionadas ao n˜ao funcionamento dos equipamentos perif´ericos. Esta pro-posta de esta¸c˜ao visa a utiliza¸c˜ao de um kit do tipo ligar-e-usar (plug-and-play), permitindo aos usu´arios preocupar-se ´unica e exclusivamente com os servi¸cos disponibilizados pela aplica¸c˜ao.
Baseando-se em [Beckhauser et al., 2016] chegamos `a conclus˜ao que o SBC a ser utilizado para a esta¸c˜ao de Telemedicina e Telessa´ude deve ser o Rasp-berry Pi 2. Isso se deve ao fato de o RaspRasp-berry pi 2 cumpre os requisitos m´ınimos para esta¸c˜ao, oferecendo ainda o melhor desempenho dentre os equi-pamentos utilizados nos testes.
2.4.4 Desenvolvimento do Prot´otipo da Esta¸c˜ao de Baixo-Custo As esta¸c˜oes propostas foram desenvolvidas `a partir do hardware escolhido. A fatia do trabalho desenvolvida diretamente com o laborat´orio foi a API REST, importante recurso utilizado para o acesso as informa¸c˜oes dos pacien-tes/funcion´arios do sistema. Finalizado o desenvolvimento da API, passamos ent˜ao para o desenvolvimento da esta¸c˜ao de fato, `a partir dos casos de uso j´a anteriormente criados.
A constru¸c˜ao das esta¸c˜oes foi realizada tendo como base as linguagens PHP e JavaScript, tendo seu desenvolvimento feito tomando como base o c´odigo que j´a existia na vers˜ao desktop do sistema.
3
Fundamenta¸
c˜
ao Te´
orica
Esta se¸c˜ao apresenta a fundamenta¸c˜ao te´orica por tr´as da ´area de estudo. Ser˜ao tratadas das ´areas de telemedicina e telessa´ude perante os interesses promovidos pelo STT/SC.
3.1
Telemedicina
Pode-se considerar Telemedicina como o uso de tecnologia da informa¸c˜ao para que dados e servi¸cos m´edicos sejam entregues em locais distintos. Para que isso se concretize, existe a necessidade da existˆencia de meios de co-munica¸c˜ao `a distˆancia. Quando servi¸cos como telediagn´ostico de exames, realiza¸c˜ao de exames de telecardiologia ou teleradiologia, entre outros s˜ao aplicadas corretamente, a telemedicina traz vantagens ao paciente, que pos-sui um acesso aos servi¸cos e dados sem a necessidade de se locomover por grandes distˆancias e vantagens aos governos que contam com a redu¸c˜ao do n´umero de pacientes nas filas de hospitais e unidades de sa´ude, al´em da redu¸c˜ao de custos.
Segundo Rafael S. Maia [Maia et al., 2006], podemos dividir a hist´oria da telemedicina em trˆes grandes momentos.
• Era da Telecomunica¸c˜ao: considerada a etapa inicial da telemedi-cina, que compreende as d´ecadas de 1970 e 1980. Podemos consider´a-lo como o momento onde a telemedicina era dependente de meios de co-munica¸c˜ao pouco confi´aveis e altamente custosos.
• Era Digital: este momento se iniciou por volta do final dos anos 80 at´e o final da d´ecada de 90. Nesse momento, a comunica¸c˜ao por telecon-ferˆencias, acesso `a distancia de dados m´edicos e pesquisas cient´ıficas se
tornaram poss´ıveis. Al´em disso os servi¸cos eram ofertados com maior confiabilidade e menor custo.
• Era da Internet: iniciado com a populariza¸c˜ao da internet `a partir do final da d´ecada de 90, juntamente com a populariza¸c˜ao dos compu-tadores. Este momento na hist´oria da telemedicina tornou o acesso `a informa¸c˜ao mais r´apido, barato e globalizado.
3.2
Telessa´
ude
Telessa´ude, citando o conceito geral do termo, ´e o uso de tecnologia de comunica¸c˜ao e informa¸c˜ao para a realiza¸c˜ao de atividades `a distˆancia. Vol-tada para a ´area da sa´ude, a mesma possibilita a comunica¸c˜ao entre os pro-fissionais desta ´area e o acesso remoto `a recursos disponibilizados em lo-cais onde o acesso ´e dificultoso ou muito longe da localidade de referˆencia. [Schmitz and Harzheim, 2012]
Segundo o site do Telessa´ude Brasil [Schmitz and Harzheim, 2012], as ati-vidades de telessa´ude prevista na portaria GM/MS 2.5546/11 s˜ao as seguin-tes:
• Teleconsultoria: tipo de consultoria onde um profissional da sa´ude re-aliza, por meio do cadastro de uma pergunta, o envio de uma d´uvida que o mesmo n˜ao est´a seguro de sua resposta. Um teleconsultor da ´
area pode ent˜ao, responder essa pergunta caso tenha sido escolhido por um regulador para responder a mesma.
• Tele-educa¸c˜ao: educa¸c˜ao `a distˆancia que possibilita a aprendizagem, com a media¸c˜ao humana de recursos did´aticos sistematicamente or-ganizados, apresentados em diferentes suportes de informa¸c˜ao. Esses
recursos podem ser utilizados isoladamente ou combinados e veiculados pelos diversos meios de comunica¸c˜ao.
• Telediagn´ostico: utiliza¸c˜ao de tecnologias da informa¸c˜ao e comunica¸c˜ao para realiza¸c˜ao de diagn´osticos `a distancia. Este servi¸co tem como caracter´ıstica principal a emiss˜ao de laudos de exames sem que o m´edico especialista esteja presente no momento da execu¸c˜ao do exame.
3.3
Esta¸
c˜
ao de Telemedicina e Telessa´
ude
Quando falamos de esta¸c˜ao de telemedicina e telessa´ude, devemos partir do conceito de que uma esta¸c˜ao deve ser um componente f´ısico, geralmente mais barato e simples de ser instalado e utilizado se comparado ao modo con-vencional. Uma esta¸c˜ao, enfim, deve concentrar um conjunto de a¸c˜oes com a finalidade de cobrir um determinado sistema de maneira facilitada, onde, no aspecto deste trabalho, deve englobar as principais fun¸c˜oes referentes `a telemedicina e telessa´ude, anteriormente citadas.
3.4
Sistema Catarinense de Telemedicina e Telessa´
ude
(STT)
Em Santa Catarina existe o chamado Sistema Catarinense de Telemedicina e Telessa´ude [de Souza Inacio et al., 2014], criado em 2010 com a inten¸c˜ao de unificar os servi¸cos acima citados: Telemedicina (oferecido desde 2005) e Telessa´ude (oferecido desde 2007). Este sistema oferece servi¸cos de tele-consultoria, webconferˆencia, cursos `a distˆancia, telemedicina nos hospitais e tele-diagn´osticos.
A teleconsultoria dentro do STT/SC pode ser vista como sendo um acesso consultivo `a um profissional da sa´ude com intuito de tratar de problemas m´edicos e de metodologias no processo de trabalho. Pode ser realizado tanto s´ıncrona como assincronamente, onde, se realizado de modo s´ıncrono, o pro-fissional que providenciou a solicita¸c˜ao da teleconsultoria ter´a uma conversa online previamente agendada, enquanto que assincronamente receber´a uma resposta de um profissional em at´e 3 dias (72 horas) depois do envio do pedido. Todas as opera¸c˜oes e pedidos s˜ao realizados atrav´es de um sis-tema Web ou por dispositivos de uso m´ovel, desenvolvidos pelo grupo Cy-clops/INCod, em parceria com a Secretaria do Estado da Sa´ude de Santa Catarina (SES/SC).
O STT/SC oferece ainda o servi¸co de webconferˆencia. Nele o n´ucleo de Telessa´ude de Santa Catarina agenda mensalmente uma s´erie de webcon-ferˆencias com temas pertinentes de interesse, disponibilizando-os ao p´ublico. No dia em que uma determinada webconferˆencia ser´a realizada, grupos de usu´arios interessados no tema poder˜ao assistir `a palestra dada por algum pro-fissional da sa´ude, tendo ainda que preencher uma lista de presen¸ca. Outro ponto relevante ´e a possibilidade de se assistir `a webconferˆencias passadas, j´a que estas s˜ao gravadas e tamb´em disponibilizadas ao p´ublico.
No ˆambito da telemedicina, o STT/SC disponibiliza tamb´em o servi¸co de telediagn´ostico de exames, dando a possibilidade de moradores de regi˜oes onde o n´umero de m´edicos ´e reduzido tenham seus exames laudados de forma mais r´apida, sem a necessidade de sair de sua regi˜ao. Este servi¸co oferece o amiss˜ao de laudos `a distˆancia para exames de ECG (Eletrocardiograma) e dermatologia.
Outra funcionalidade fornecida ´e o acesso aos dados de exames previa-mente realizados, a extra¸c˜ao destes dados pode ser utilizado por exemplo para levantamento da situa¸c˜ao epidemiol´ogica do estado.
4
Estado Da Arte
4.1
Defini¸
c˜
ao do Protocolo de Revis˜
ao:
`
A seguir ser˜ao listados os termos de busca que podem ser utilizados nos principais sites de busca por artigos (IEEE, ACM Digital Library, Google Scholar ).
Termos Sinˆonimos Tradu¸c˜ao (Inglˆes) Telemedicina - Telemedicine
Telessa´ude - Telehealth
Telemedicina de Baixo Custo - Low-Cost Telemedicine Monitoramento de Baixo Custo - Low-Cost Monitoring
Raspbian - Raspbian
Raspberry Pi - Raspberry Pi
Single-Board Computer - Single-Board Computer Tabela 1: Tabela de Sinˆonimos e Tradu¸c˜oes dos Termos de Busca
4.1.1 Crit´erios de Inclus˜ao/Exclus˜ao
A coleta e an´alise de dados para a realiza¸c˜ao da revis˜ao da literatura seguiu os seguintes passos:
1. Leitura explorat´oria do material selecionado.
2. Leitura geral, verificando os pontos principais dos trabalhos levantados, afim de selecionar os mais adeptos e os que s˜ao de relevˆancia para o trabalho.
Reposit´orio Campos de Busca
Science Direct (”raspberry pi”or ”single-board computer”) and (te-lemedicine or telehealth or ”low-cost monitoring”) MedLine (”raspberry pi”or ”single-board computer”) and
(te-lemedicine or telehealth or ”low-cost monitoring”) IEEEXPLORE (”raspberry pi”) AND (telemedicine or telehealth or
”low-cost monitoring”)
Google Scholar (Inglˆes)
((”telemedicine”OR ”telehealth”OR ”low-cost tele-medicine”OR ”low-cost monitoring”) AND ”rasp-bian”OR ”raspberry pi”OR ”single-board compu-ter”)
Google Scholar (Portuguˆes)
(telemedicina OR telessaude OR telemedicina de baixo custo OR monitoramento de baixo custo)
Tabela 2: Tabela de Strings de Busca
3. Leitura seletiva: leitura mais aprofundada das partes que interessam em cada um dos artigos pesquisados.
Depois de levantado uma boa gama de artigos referentes ao tema proposto ou que supostamente atenderia aos requisitos para se encaixar como um trabalho relevante, foi realizado um filtro para retirar os artigos que por ventura n˜ao se encaixassem na tem´atica de estudo.
Os seguintes crit´erios de inclus˜ao foram adotados:
• Citar em sua pesquisa equipamentos de baixo custo, como PDAs e hardwares acess´ıveis.
he-althcare e telemedicina, com foco em solu¸c˜oes que visam a melhoria ou economia da utiliza¸c˜ao de recursos.
• Citar solu¸c˜oes j´a desenvolvidas na ´area em quest˜ao, para que o mesmo artigo seja usado como embasamento para melhoria da qualidade dos recursos.
Os seguintes crit´erios de exclus˜ao foram atendidos:
• N˜ao faziam parte do escopo estudado, ou seja, n˜ao tinham relevˆancia para a ´area da sa´ude, com foco em telemedicina ou telessa´ude.
• N˜ao tinham como foco a utiliza¸c˜ao e desenvolvimento de esta¸c˜oes de baixo custo para a resolu¸c˜ao do problema proposto no trabalho. • N˜ao tinham como foco a minimiza¸c˜ao do hardware/custo no
desenvol-vimento do problema proposto no trabalho, sendo que n˜ao havia limite de custo ou espa¸co para a solu¸c˜ao do problema no referido projeto.
4.1.2 Crit´erios de Qualidade
A referida pesquisa n˜ao utilizou crit´erios de qualidade para abstrair arti-gos.
4.2
Execu¸
c˜
ao da busca
A busca foi realizada no per´ıodo de julho de 2014 at´e junho de 2015, utilizando as strings apresentadas na tabela acima. Ap´os a realiza¸c˜ao das buscas, teve-se um n´umero preliminar de artigos retornados, estes n´umeros podem ser conferidos na tabela abaixo.
Reposit´
orio
Resultados da Busca
Science Direct
7
MedLine
1
IEEEXPLORE
245
Google Scholar (Inglˆ
es)
222
Google Scholar (Portuguˆ
es)
1750
Tabela 3: Tabela de Resultados Preliminares das Buscas
4.3
Extra¸
c˜
ao da Informa¸
c˜
ao e An´
alise dos Resultados
´
A partir da busca realizada, explanada no item supracitado, foram encon-trados 83 artigos ao todo, sendo que 16 artigos foram de extrema relevˆancia para o levantamento de ideias. Como se trata de uma ´area ainda em ex-pans˜ao, houve dificuldade em se encontrar artigos que abordassem a tem´atica atual, principalmente porque o hardware requerido para esse projeto ´e de ma-terial ainda muito recente e poucos trabalhos fizeram uma utiliza¸c˜ao direta do equipamento no desenvolvimento de seus trabalhos.
4.4
Discuss˜
ao dos Resultados
Artigos que conseguiram ser aproveitados na interpreta¸c˜ao dos resultados foram analisados e discutidos mediante a tem´atica de estudo. `A partir dos estudos previamente realizados citados nos artigos, foi realizado um levanta-mento e uma discuss˜ao do material a ser utilizado na constru¸c˜ao da requerida esta¸c˜ao, al´em da melhor maneira de se resolver o problema proposto neste trabalho com o que nos ´e disponibilizado de tecnologia at´e o momento da cria¸c˜ao desta esta¸c˜ao. Com isso, v´arios pontos foram discutidos e retirados
destes artigos. Aqui, os dividimos em necessidades de hardware, necessidade de software e necessidade de acessibilidade, elencados `a seguir:
• Aspectos de software: – Foram discutidos:
∗ Ferramentas de software j´a dispon´ıveis e utilizadas para a cria¸c˜ao e desenvolvimento dos trabalhos nos requeridos arti-gos.
∗ Ferramentas de software do tipo open source para que se possa alter´a-las conforme as necessidades visadas nesse tra-balho. Foram tratados como foco dessa discuss˜ao os navega-dores e sistemas operacionais, al´em de ferramentas de stream de ´audio/v´ıdeo e de integra¸c˜ao de hardware, como drivers. ∗ Ferramentas utilizadas para a cria¸c˜ao do trabalho, como
ferra-mentas para desenvolvimento, de integra¸c˜ao, de acessibilidade aos usu´arios, de prototipa¸c˜ao, testes, etc.
• Aspectos de hardware: – Foram discutidos:
∗ Capacidade do hardware de operar de forma condizente con-forme o requerido para este trabalho, tratando-se de quest˜oes de performance, manuten¸c˜ao e qualidade do material utilizado nos referidos artigos.
∗ Capacidade do hardware de sofrer mudan¸cas e do qu˜ao vol´atil o mesmo se apresenta, ou seja, foram desconsideradas ferra-mentas em fase inicial de desenvolvimento ou que apresenta-vam um grande numero de vers˜oes em pouco tempo.
∗ Capacidade do hardware de receber e se integrar com diferen-tes tipos de perif´ericos, como mouse sem fio, teclado sem fio e ferramentas utilizadas por profissionais da sa´ude na realiza¸c˜ao de exames e consultas, afim de preservar a escalabilidade do sistema como um todo, visando trabalhos futuros.
• Necessidade de acessibilidade: – Foram discutidos:
∗ Ferramentas utilizadas para a intera¸c˜ao humano-m´aquina. ∗ A facilidade de instala¸c˜ao/desinstala¸c˜ao do hardware citado. ∗ A facilidade de acoplamento de perif´ericos que ser˜ao utilizados
para outros fins em projetos a posteriori.
∗ A facilidade de entendimento do sistema e de sua utiliza¸c˜ao por parte dos usu´arios nos testes feitos a partir dos artigos levantados para estudo.
Para criarmos uma base te´orica forte em torno do que ´e considerado hoje como tecnologia atual, quando ´e tratado como tem´atica de estudo a cons-tru¸c˜ao de esta¸c˜oes de baixo n´ıvel, ser´a realizado um ep´ıtome de cada pu-blica¸c˜ao considerada importante para o desenvolvimento deste trabalho afim de que o leitor tenha uma boa no¸c˜ao do que ´e desenvolvido ao redor do mundo com respeito `as ´areas de interesse do estudo desenvolvido.
• The Telemedicine and Teleconsultation System Application in Clinical Medicine[Chang et al., 2004]
O estudo realizado por este artigo tratou da viabilidade financeira e tecnol´ogica para a utiliza¸c˜ao de teleconsultas e telemedicina, entre o local site(local onde o paciente est´a localizado) e o expert site(local onde o m´edico especialista est´a localizado). Duas aplica¸c˜oes deste sistema s˜ao debatidos. O sistema localizado em cada um dos locais(local e expert ) possuem uma esta¸c˜ao de trabalho (workstation) acompanhada de conex˜ao com a Internet, monitor, cˆamera, caixas de som, microfone e o software NetMeeting. Na primeira aplica¸c˜ao, o estudo tem o fim de desenvolver um sistema de interven¸c˜ao escolar para crian¸cas em ´areas com altos riscos de terremoto.
O resultado preliminar deste estudo levou os pesquisadores `a con-clus˜ao de que o sistema de telemedicina e teleconsultas ´e mais efetivo do que o m´etodo tradicional de consultas, enquanto o custo e tempo das viagens entre os locais ´e poupado. O segundo caso de estudo tratou da aplica¸c˜ao da telemedicina para o pacientes com SARS (S´ındrome respirat´oria aguda grave): neste caso, objetivando teleconsultas com m´edicos e psic´ologos. Os primeiros resultados obtidos neste estudo mostraram aos pesquisadores que os pacientes tiveram uma melhora no seu quadro psicol´ogico, al´em da redu¸c˜ao da taxa de infec¸c˜ao da equipe m´edica.
• An Innovative System that Runs on a PDA For a Continu-ous Monitoring Of People[Bagues et al., 2006]
Um dos fatores que mais aumentam a qualidade de vida das pes-soas, principalmente idosos e aqueles que necessitam de cuidados espe-ciais, ´e o monitoramento cont´ınuo dos seus sinais vitais. Isso ´e poss´ıvel devido ao uso de PDAs e a comunica¸c˜ao wireless, facilitadora do de-senvolvimento de novos sistemas de monitoramento que poder´a prover assistˆencia necess´aria aos pacientes de diferentes localiza¸c˜oes. O sis-tema consiste em basicamente um PDA com alguns sensores wireless respons´aveis por duas fun¸c˜oes principais:
– Monitoramento do paciente:
O paciente tem seus sinais vitais monitorados, tudo de forma port´atil e facilitada, pois o dispositivo ´e de pequeno porte e ´e f´acil de ser vestido e utilizado.
– Comunica¸c˜ao entre o PDA e a central de controle:
Afim de enviar mensagens `a quem est´a cuidando daquele pa-ciente. Por exemplo, temos a presen¸ca de um bot˜ao de pˆanico que o usu´ario pode apertar a qualquer hora que sentir mal-estar, enviando um sinal para a central de controle.
´
E discutido amplamente no artigo como os dados s˜ao capturados, enviados e analisados por esse dispositivo, al´em das suas ´areas de aplica¸c˜ao, como em tele-assistˆencia, monitoramento de arritmias e no alerta aos respons´aveis em situa¸c˜oes de emergˆencia.
• Can Telehealth Technology Be Used for the Education of Health Professionals? [Chang and Trelease, 2001]
Atualmente, existe uma grande preocupa¸c˜ao na ´area de educa¸c˜ao de profissionais da sa´ude, buscando-se cada vez mais uma melhor ca-pacita¸c˜ao dos futuros m´edicos, enfermeiros, entre outros profissionais. Uma das grandes ideias e solu¸c˜oes que vem sendo aplicadas nos ´ultimos anos ´e a utiliza¸c˜ao de tecnologias da informa¸c˜ao para dar a estes alunos uma melhoria na estrutura de ensino e aprendizado. Visando uma me-lhor educa¸c˜ao a estes futuros profissionais, este artigo busca verificar a real aplicabilidade e utilidade da tecnologia em favor da educa¸c˜ao (Telessa´ude).
A proposta utilizada para solucionar o problema proposto foi o teste de softwares de ´audio/videoconferˆencia no hospital Burke Clinic (uma das maiores clinicas gratuitas do Estados Unidos). Para estes testes foram criadas esta¸c˜oes de trabalho que suportam este tipo de tecno-logia. Para isto, estas esta¸c˜oes devem suportar sistemas operacionais Windows-based, suporte `a conex˜ao com a internet e entrada para este-tosc´opios de alta qualidade. Al´em disso, foram realizados testes de au-las virtuais com alunos e profissionais do hospital, via videoconferˆencia. Para a avalia¸c˜ao e obten¸c˜ao dos resultados, a equipe pesquisadora criou um question´ario contendo 7 perguntas, que podiam ser respondidas com a nota 0 (ruim), 1 (mediano) e 2(´otimo).
Atrav´es das pontua¸c˜oes obtidas com os testes realizados com os alu-nos e profissionais do hospital, a equipe pesquisadora pode concluir que
o uso de tecnologia de informa¸c˜ao na sa´ude foi menos positiva com os alunos, que tiveram maior dificuldade no aprendizado quando compa-rados com uma experiˆencia real. Foi poss´ıvel ainda concluir que o uso da tecnologia se d´a para complementar o ensino tradicional.
Figura 6: Estrutura do sistema de educa¸c˜ao de profissionais da sa´ude `a distancia [Chang and Trelease, 2001]
• Estudo de Requisitos do Software Embarcado no Segmento da Telemedicina[Kondo et al., 2006]
Em muitas atividades atuais o uso de softwares embarcados ´e de essencial e indispens´avel importˆancia, tendo seu hardware e software criados especificamente para o servi¸co que ser´a utilizado; v´ıdeo-games, celulares e rel´ogios s˜ao exemplos de produtos com softwares embar-cados. A ´area da Telemedicina n˜ao ficou fora disso, e cada vez mais vem atraindo os olhares dos pesquisadores ao redor do mundo que de-sejam melhorar as plataformas de Telemedicina j´a existentes. ´E com este enfoque que este artigo visa definir melhores maneiras de coletar-se requisitos para hardwares/softwares para sistemas de Telemedicina.
Dentro do contexto da Telemedicina, o artigo cita algumas t´ecnicas de modelagem que serviriam para o desenvolvimento do sistema, como: casos de uso, DFD, CORE, QFD, UML, entre outros. Com suas carac-ter´ısticas espec´ıficas, cada um destes modelos poderia ser usado para este tipo de aplica¸c˜ao mas no entanto os pesquisadores, depois de muito estudo, perceberam que o m´etodo conhecido como Volare seria a me-lhor op¸c˜ao quando se trata de sistemas de Telemedicina. Algumas das motiva¸c˜oes para a escolha deste m´etodo foram: etapas bem definidas, utiliza¸c˜ao dos casos de uso, al´em do uso da t´ecnica de QFD e diagrama de contexto. Logo, a jun¸c˜ao destes m´etodos contribuiram para que os requisitos fossem atendidos mais facilmente e por completo.
Figura 7: Diagrama do fluxo de cria¸c˜ao do documento de requisitos [Kondo et al., 2006]
• Education Of Health Professionals Using A Proposed Te-lehealth System [Chang and Trelease, 1999]
Atualmente h´a um crescente movimento no que diz respeito aos hos-pitais para com a comunidade. Este artigo fundamenta sua ideia num projeto colaborativo entre as escolas de enfermagem e medicina para o aprendizado de estudantes de enfermagem como um todo, utilizando para isso a tecnologia disponibilizada na ´area de telessa´ude. Um dos principais objetivos do estudo ´e o de supervisionar estudantes traba-lhando em ´areas distantes sem que seja necess´ario a realiza¸c˜ao de via-gens, al´em de verificar dados de pacientes e de realizar consultas com profissionais de maneira remota.
O experimento como um todo provou que ´e poss´ıvel realizar educa¸c˜ao cl´ınica utilizando a tecnologia dispon´ıvel nos dias atuais no que diz res-peito `a telemedicina. Os resultados, como eram de se esperar, n˜ao fo-ram t˜ao positivos quanto os feitos de maneira presencial, numa cl´ınica, mas houveram pontos positivos, como o maior conforto em realizar o aprendizado de ´areas distantes ou com dif´ıcil acesso.
• One Hundred Case Studeis of Asia-Pacific Telemedicine Using a Digital Video Transport System over a Research and Education Network [Shimizu et al., 2009]
O uso de tecnologias da informa¸c˜ao para a educa¸c˜ao tem se mos-trado de alta importˆancia nos dias atuais, especialmente na medicina. Embora a tecnologia tenha seu alto potencial e a telemedicina tradici-onal continua muito popular, poucos resultados satisfat´orios tem sido apresentados com respeito `a utiliza¸c˜ao de v´ıdeos.
Este artigo vem com a proposta de estudar tecnologias que possam suprir essa deficiˆencia, tecnologia esta j´a existentes na regi˜ao Pac´ıfico-Asi´atica. Iniciando os estudos sobre a DVTS (Sistema de Transporte de V´ıdeo Digital), os pesquisadores testaram o envio de v´ıdeo em alta resolu¸c˜ao e informa¸c˜oes de pacientes. Para manter a privacidade das informa¸c˜oes, os pesquisadores utilizaram o software C4S-VPN ou IPsec. Para que a comunica¸c˜ao ocorresse entre m´ultiplas esta¸c˜oes com DVTS foi utilizado o sistema QualImage/Quatre.
Com o uso destas tecnologias, os pesquisadores conclu´ıram que as te-leconferˆencias m´edicas analisadas tiveram melhoras em suas realiza¸c˜oes devido principalmente ao aumento da qualidade das imagens. Contudo ao necessitar de uma conex˜ao com a internet de no m´ınimo 30Mbps, lo-calidades que n˜ao atendem este requisitos, se mostraram problem´aticas.
• The Benefits and Limitations of Reference Function on PDA Use in Medical Education: A case study [Luanrattana, 2010]
Um dos usos mais comuns dos PDAs ´e no tratamento de sa´ude e trei-namento m´edico. Estes dispositivos tem se mostrado muito uteis para os profissionais da sa´ude, sejam eles m´edicos, alunos ou professores, a facilidade que os mesmos trazem ´e muito grande, especialmente com o acesso a internet. Os PDAs tamb´em possibilitam o uso dos cl´assicos livros de medicina eletronicamente.
Com a utiliza¸c˜ao deste tipo equipamento, os pesquisadores puderam concluir, que o acesso a informa¸c˜oes m´edicas se tornou mais r´apida e eficiente, tudo isso atrav´es da palma da m˜ao, isso ainda permitiu maior conectividade entre m´edicos e pacientes que est˜ao em fase de trata-mento prolongado. No entanto alguns dos usu´arios que testaram o sis-tema, reclamaram de dificuldades na leitura de informa¸c˜oes em peque-nas telas, outro ponto levantado foi a limita¸c˜ao do hardware/software utilizados no PDA.
• Implementation and Evaluation of low-cost Telemedicine Sta-tion in The Remote Ecuadorian Rainforest [Cone et al., 2007]
O tratamento m´edico em ´areas mais afastadas normalmente ´e base-ado no uso da papelada, contudo, com a constante redu¸c˜ao dos pre¸cos dos produtos eletrˆonicos e uma consistente melhora no desempenho destes equipamentos, ´e aberta uma nova gama de possibilidades na medicina.
Foi com este pensamento que o pesquisadores deste artigo desenvolve-ram uma esta¸c˜ao cl´ınica para atender `a servi¸cos b´asicos de telemedicina na Clinica Luxemburgo em Macas no Equador. Este sistema provˆe vi-deoconferˆencias e acesso `a dados m´edicos em espanhol. A esta¸c˜ao conta ainda com webcam, microfone e outros perif´ericos.
Durante os 6 (seis) meses de testes, a esta¸c˜ao n˜ao apresentou proble-mas de hardware/software e os pesquisadores puderam concluir ainda que o acesso aos resultados dos exames foram bastante agilizados, j´a que 81% dos 572 exames de novos pacientes foram enviados aos Estados Unidos para arquivamento e emiss˜ao de laudos.
• Multi-purpose HealthCare Telemedicina Systems with mo-bile communication link support [Kyriacou et al., 2003]
Muitas situa¸c˜oes vividas no cotidiano podem levar `a um quadro onde o risco de vida ´e alto, seja por um acidente de carro, por um AVC, uma parada cardiorrespirat´oria, todas essas sem o devido e r´apido atendi-mento. O intuito desse artigo ´e trazer `a tona o uso de medidas na ´area de telemedicina para tratar dessas emergˆencias, bem como do monito-ramento feto no lar do paciente, grandes aliados no que diz respeito `a eficiˆencia do aux´ılio `a rea¸c˜ao `a emergˆencias.
Com base nisso, foi criado um sistema que funciona em tempo real e consiste em uma unidade base e uma unidade de telemedicina que po-dem ser utilizadas em ambulˆancias, navios, etc, possibilitando tamb´em o uso da plataforma em casa para maior conforto no monitoramento dos sinais do paciente. Essa base foi criada em cima de um levanta-mento das necessidades atuais por Telemedicina, fazendo com que a esta¸c˜ao fosse a mais abrangente poss´ıvel e atendesse o maior n´umero de solu¸c˜oes nessa ´area.
O resultado do estudo, ent˜ao, ´e um sistema com ampla capacidade de atender `as mais diversas ocorrˆencias na ´area de telemedicina, nos mais variados locais, pelo fato do sistema ser port´atil. Pode ser utilizado em desde ambulˆancias e navios at´e hospitais e casas para tratamento do paciente, al´em de ser um sistema bem escal´avel para aprimoramentos futuros.
4.4.1 Amea¸cas `a Validade da Revis˜ao
Em meio `a tarefa de pesquisa de artigos `a respeito do tema, identificamos uma s´erie de amea¸cas com respeito `a validade do levantamento de trabalhos e seus resultados. Isso, aliado `a pequena por¸c˜ao de trabalhos desenvolvidos no ˆambito, gerou a obriga¸c˜ao de se realizar manobras para contornar esses obst´aculos, nuˆancias j´a previstas quando o trabalho foi idealizado. Essas amea¸cas s˜ao elencadas `a seguir:
• Algumas das pesquisas encontradas encontravam-se em ambiente pago, ou seja, cobravam pelo acesso e pela leitura do documento. Isso fez com que n˜ao inclu´ıssemos os referidos artigos, ignorando-os como fonte de conhecimento. A alternativa usada para contornar essa situa¸c˜ao foi a busca em outras plataformas por artigos que escrevessem sobre temas de car´ater semelhante, o que gerou resultados significativos com a maioria dos artigos.
• Algumas pesquisas que poderiam ser de cunho relevante est˜ao em bases separadas, o que fornece o risco da n˜ao anexa¸c˜ao das mesmas por erro do pesquisador. Essa situa¸c˜ao foi mitigada com a profunda pesquisa nos principais portais de busca de artigos cient´ıficos, o que aumentou a certeza de que todos os artigos pass´ıveis de serem utilizados foram encontrados.
• A classifica¸c˜ao dos artigos enquanto ´uteis ou n˜ao e como seria o crit´erio de classifica¸c˜ao dos mesmos tamb´em foi um ponto preocupante do es-tudo realizado. N˜ao se poderia restringir demais a busca pois assim nenhum artigo viria a surtir efeito, mas tamb´em n˜ao se poderia abran-ger demais o escopo de busca, pois assim o foco do trabalho seria des-virtuado. Esse impasse foi mitigado `a partir de uma s´erie de reuni˜oes
onde foram decididos devidamente os crit´erios de inclus˜ao e exclus˜ao, j´a citados neste texto. Isso fez com que o escopo de artigos selecionados se reduzisse de uma maneira que s´o o foco do trabalho foi mantido.
4.5
Compara¸
c˜
ao das tecnologias e metodologias
utili-zadas nos artigos supracitados
Com o apanhado de artigos acima citados, ´e not´avel que os pesquisadores e construtores das plataformas visavam a popula¸c˜ao mais carente e com menos condi¸c˜oes de acesso `a sa´ude. Muitos dos artigos tratam de temas como sa´ude no meio rural e cria¸c˜ao de novos projetos visando-o como objeto facilitador para o alcance `a tratamentos e realiza¸c˜ao de exames por parte dos pacientes.
Mesmo utilizando componentes de hardware menos modernos do que os utilizados atualmente e dos que foram planejados para serem utilizados nesse trabalho, todos os projetos atenderam o seu objetivo final, ou seja, todos atenderam ao planejamento inicial de seu projeto, seja pelo uso da video-conferˆencia, comunica¸c˜ao via voz, requisi¸c˜oes na internet, etc.
Fica evidente que, planejado o cen´ario de aplica¸c˜ao e estipulando as fun-cionalidades desejadas da esta¸c˜ao, medindo para isso a capacidade de pro-cessamento do hardware, juntamente com uma boa constru¸c˜ao de software, pode-se obter ´otimos resultados no que diz respeito `a minimiza¸c˜ao da ´area de trabalho, al´em da viabiliza¸c˜ao da mobilidade e do re-uso de tecnologias j´a existentes em prol da constru¸c˜ao de uma esta¸c˜ao que sirva para as fun¸c˜oes j´a desempenhadas por outros meios, s´o que de uma maneira mais concisa e intuitiva ao usu´ario.
5
A modelagem, idealiza¸
c˜
ao e constru¸
c˜
ao da
esta¸
c˜
ao de baixo-custo
5.1
Casos de Uso
• Login no Sistema:
– Descri¸c˜ao: Um funcion´ario da sa´ude entra com usu´ario e senha para fazer login no sistema. Ele pode utilizar o sistema pelo tempo necess´ario com as permiss˜oes que lhe foram concedidas.
– Atores: Funcion´ario da Sa´ude.
– Pr´e-Condi¸c˜oes: Usu´ario deve estar cadastrado no sistema. – P´os-Condi¸c˜oes: Usu´ario est´a conectado ao sistema.
– Requisitos Especiais (N˜ao-Funcionais):
∗ Confiabilidade: o sistema deve se comportar de forma con-sistente, n˜ao apresentando nenhum defeito.
∗ Usabilidade:
· Campos de login, senha e bot˜ao de acesso devem estar vis´ıveis e com claras inten¸c˜oes ao usu´ario.
· Mensagens de erro de login e senha devem aparecer de modo claro quando ocorrer um erro de login.
∗ Seguran¸ca: Sistema deve preservar a seguran¸ca dos dados do usu´ario, evitando o login errˆoneo feito por outros usu´arios. – Fluxo de Eventos:
∗ Fluxo B´asico:
2. O sistema solicita as informa¸c˜oes obrigat´orias para a au-tentica¸c˜ao (Usu´ario e senha).
3. O ator informa os dados de autentica¸c˜ao. 4. O sistema valida os dados de autentica¸c˜ao.
5. O sistema habilita as a¸c˜oes relacionadas ao tipo de perfil de usu´ario que o ator pertence.
6. O sistema informa que a autentica¸c˜ao foi realizada com sucesso.
∗ Fluxo Alternativo: no passo 4 do fluxo b´asico, caso haja al-gum erro de autentica¸c˜ao relacionado aos dados informados.
1. O sistema informa o erro ao autor.
2. O fluxo retorna ao passo 2 do Fluxo B´asico. ∗ Casos de Uso Inclusos: nenhum.
• Visualiza¸c˜ao da Lista de Teleconsultorias:
– Descri¸c˜ao: O usu´ario entra na se¸c˜ao de visualiza¸c˜ao de telecon-sultorias, que abre uma lista com as teleconsultorias dispon´ıveis `
aquele usu´ario com seu devido tipo. – Atores: Funcion´ario da Sa´ude.
– Pr´e-Condi¸c˜oes: Estar autenticado no sistema. – P´os-Condi¸c˜oes: nenhuma.
– Requisitos Especiais (N˜ao-Funcionais): ∗ Usabilidade:
· A lista de teleconsultorias deve aparecer de forma orde-nada por datas, com tamanho de fonte leg´ıvel e com seu
tipo definido por uma cor de fundo para facilita¸c˜ao no reconhecimento.
· O usu´ario deve poder abrir uma teleconsultoria espec´ıfica clicando em qualquer ponto da linha pertencente `a essa teleconsultoria.
∗ Seguran¸ca: As teleconsultorias destinadas `aquele funcion´ario n˜ao devem poder ser acessadas por outro funcion´ario que n˜ao tem autoriza¸c˜ao.
– Fluxo de Eventos: ∗ Fluxo B´asico:
1. O ator decide visualizar a lista de teleconsultorias. 2. O sistema retorna ao ator uma lista de teleconsultorias
pertencentes `aquele ator ou ao conjunto em que o ator est´a posicionado.
3. O ator pode rolar a lista para verificar as teleconsultorias remanescestes.
∗ Fluxo Alternativo: no passo 2, o sistema verifica que n˜ao h´a nenhuma teleconsultoria para ser listada.
1. O sistema informa que a lista est´a vazia, mantendo a tela de visualiza¸c˜ao de lista.
– Casos de Uso Inclusos: Login no sistema.
• Aplica¸c˜ao de Filtros na Lista de Teleconsultorias:
– O usu´ario pode filtrar por uma teleconsultoria desejada, estipu-lando nome, tipo, data ou local de realiza¸c˜ao da mesma.
– Pr´e-Condi¸c˜oes: Estar autenticado no sistema, ter acesso `a tela de listagem de teleconsultorias.
– P´os-Condi¸c˜oes: Listagem de teleconsultorias tˆem que condizer com os termos de pesquisa desejados.
– Requisitos Especiais (N˜ao-Funcionais):
∗ Confiabilidade: Sistema deve se comportar conforme o dese-jado, recebendo todos os dados do filtro e filtrando a lista de teleconsultoria esperando esses dados.
∗ N´umero de defeitos: O sistema deve estar preparado para n˜ao filtrar uma teleconsultoria que n˜ao condiz com os dados do filtro.
∗ Usabilidade:
· Campos do filtro devem ser disponibilizados de forma clara e objetiva.
· Campos de data devem tratar datas inv´alidas. – Fluxo de Eventos:
∗ Fluxo B´asico:
1. O ator decide filtrar uma teleconsultoria no sistema. 2. O sistema ent˜ao apresenta uma lista de dados de filtro
para que o usu´ario possa escolher entre esses dados, tais como: nome, cidade, data e etc.
3. O ator, ent˜ao, preenche os dados desejados e envia o pa-cote de dados escolhidos.
4. O sistema por sua vez, retorna uma lista de teleconsulto-rias referentes aos dados enviados pelo ator.
1. Em qualquer passo do caso de uso, o cliente pode desistir de utilizar o filtro, voltando para a lista de teleconsultorias completa.
2. No passo 4, o sistema pode n˜ao encontrar nenhuma tele-consultoria referentes aos dados que o usu´ario entrou. (a) O sistema ent˜ao retorna uma mensagem de nenhuma
teleconsultoria encontrada.
(b) O sistema ent˜ao retorna para a lista de teleconsultorias completa, gravando o estado do filtro.
– Casos de Uso Inclusos: ∗ Login no sistema.
∗ Visualiza¸c˜ao da lista de teleconsultorias. • Solicita¸c˜ao de Teleconsultorias:
– Descri¸c˜ao: O usu´ario pode criar uma nova teleconsultoria a partir de uma d´uvida pertinente.
– Atores: Funcion´ario da Sa´ude.
– Pr´e-Condi¸c˜oes: Usu´ario deve estar logado no sistema e deve estar na tela de visualiza¸c˜ao de teleconsultorias.
– P´os-Condi¸c˜oes: Teleconsultoria deve ter sido enviada com sucesso ao sistema e deve estar listada na lista de teleconsultorias do usu´ario.
– Requisitos Especiais (N˜ao-Funcionais):
∗ Usabilidade: O sistema deve apresentar os campos de preen-chimento de forma n´ıtida ao usu´ario.
∗ Confiabilidade: O sistema deve guardar com exatid˜ao os da-dos preenchida-dos pelo usu´ario, sem perda ou altera¸c˜ao de in-forma¸c˜ao.
– Fluxo de Eventos: ∗ Fluxo B´asico:
1. O ator decide enviar uma teleconsultoria com base em uma d´uvida pertinente.
2. O sistema retorna um conjunto de campos que o usu´ario deve preencher afim de enviar sua d´uvida, como nome da teleconsultoria, d´uvida, anexos, etc. . .
3. O sistema ent˜ao guarda os dados enviados e cria uma nova teleconsultoria, alocando-a na lista de teleconsultorias do ator.
∗ Fluxo Alternativo:
1. No passo 2, o ator pode n˜ao preencher todos os dados necess´arios para a cria¸c˜ao de uma teleconsultoria.
(a) O sistema mantˆem os dados j´a preenchidos e informa ao usu´ario o que est´a faltando.
2. Em qualquer passo do sistema, o ator pode desistir de criar uma nova teleconsultoria.
(a) O ator cancela a solicita¸c˜ao de uma nova teleconsulto-ria.
(b) O sistema retorna `a tela de listagem de teleconsultorias. – Casos de Uso Inclusos:
∗ Login no sistema.
• Visualiza¸c˜ao de uma Teleconsultoria:
– Descri¸c˜ao: O usu´ario pode querer visualizar os detalhes, anexos e outras informa¸c˜oes de uma teleconsultoria em espec´ıfico. O mesmo realiza esse procedimento clicando na linha correspondente `a te-leconsultoria desejada.
– Atores: Funcion´ario da Sa´ude.
– Pr´e-Condi¸c˜oes: O usu´ario deve estar logado no sistema, na tela de visualiza¸c˜ao da listagem de teleconsultorias.
– P´os-Condi¸c˜oes: Deve-se garantir a visualiza¸c˜ao correta e completa da teleconsultoria desejada.
– Requisitos Especiais (N˜ao-Funcionais): ∗ Usabilidade:
· O sistema deve apresentar as informa¸c˜oes da teleconsul-toria de forma clara e objetiva.
· Os campos de dados da teleconsultoria devem conter um label identificando o campo.
∗ Seguran¸ca:
· O sistema n˜ao deve mostrar informa¸c˜oes n˜ao autorizadas ao ator em quest˜ao.
∗ Eficiˆencia:
· O sistema deve dar prioridade ao carregamento da tele-consultoria, de modo que n˜ao demore mais que 30 segun-dos para o carregamento das informa¸c˜oes essenciais e 1 minuto para o carregamento dos anexos.
∗ Fluxo B´asico:
1. O ator seleciona uma teleconsultoria na listagem de tele-consultorias `a qual deseja visualizar os detalhes.
2. O sistema retorna ao usu´ario os detalhes da teleconsulto-ria desejada, juntamente com seus anexos.
– Fluxo Alternativo:
1. No passo 1, pode acontecer erros no carregamento da telecon-sultoria, como dados perdidos ou apagados e lixo no servidor. (a) O sistema avisa ao usu´ario de falhas que aconteceram na
visualiza¸c˜ao da teleconsultoria.
(b) O sistema retorna `a tela de listagem de teleconsultorias. – Casos de Uso Inclusos:
∗ Login no sistema.
∗ Visualiza¸c˜ao da listagem de teleconsultorias. • Avalia¸c˜ao da Resposta em Teleconsultorias:
– Descri¸c˜ao: O usu´ario, depois de visualizada a resposta da sua te-leconsultoria, dada por um outro funcion´ario, pode querer avaliar essa resposta como sendo ou n˜ao ´util para o seu trabalho.
– Atores: Funcion´ario da Sa´ude.
– Pr´e-Condi¸c˜oes: O usu´ario deve estar logado no sistema, visuali-zando uma teleconsultoria do tipo aguardando avalia¸c˜ao.
– P´os-Condi¸c˜oes: Deve-se garantir a visualiza¸c˜ao correta e completa da teleconsultoria desejada, al´em dos itens da resposta e de cam-pos adicionais de coment´arios.
– Requisitos Especiais (N˜ao-Funcionais): ∗ Usabilidade:
· O sistema deve apresentar as informa¸c˜oes da teleconsul-toria, incluindo sua resposta, de forma clara e objetiva. · Os campos de dados da teleconsultoria devem conter um
label identificando o campo. ∗ Seguran¸ca:
· O sistema n˜ao deve mostrar informa¸c˜oes n˜ao autorizadas ao ator em quest˜ao.
∗ Eficiˆencia:
· O sistema deve dar prioridade ao carregamento da ava-lia¸c˜ao da teleconsultoria, de modo que n˜ao demore mais que 30 segundos para o carregamento das informa¸c˜oes es-senciais.
– Fluxo de Eventos: ∗ Fluxo B´asico:
1. O ator fecha a teleconsultoria `a qual quer avaliar a res-posta.
2. O sistema gera uma lista de perguntas e respostas `a serem preenchidas pelo usu´ario.
3. Depois de preencher a lista, o usu´ario clica em Avaliar e avalia a resposta da teleconsultoria.
– Casos de Uso Inclusos: ∗ Login no sistema.
• Visualiza¸c˜ao da Lista de Webconferˆencias gravadas:
– Descri¸c˜ao: O usu´ario pode visualizar a lista de webconferˆencias gravadas a partir da tela inicial da esta¸c˜ao.
– Atores: Funcion´ario da Sa´ude. – Pr´e-Condi¸c˜oes:
-– P´os-Condi¸c˜oes: Deve-se garantir a visualiza¸c˜ao correta e completa da lista de webconferˆencias.
– Requisitos Especiais (N˜ao-Funcionais): ∗ Usabilidade:
· O sistema deve apresentar as informa¸c˜oes da lista de web-conferˆencias de forma clara e objetiva.
∗ Eficiˆencia:
· O sistema deve dar prioridade ao carregamento da lista de webconferˆencias, de modo que n˜ao demore mais que 30 segundos para o carregamento das informa¸c˜oes essenciais. – Fluxo de Eventos:
∗ Fluxo B´asico:
1. O ator abre a esta¸c˜ao de telessa´ude pelo ´ıcone da mesma. 2. O sistema carrega a tela inicial e o usu´ario pode ent˜ao
verificar todas as webconferˆencias presentes na lista. – Casos de Uso Inclusos:
-• Visualiza¸c˜ao de uma WebConferˆencia gravada:
– Descri¸c˜ao: O usu´ario pode querer visualizar os detalhes, anexos e outras informa¸c˜oes de uma webconferˆencia em espec´ıfico. O
mesmo realiza esse procedimento clicando no item correspondente `
a webconferˆencia desejada. – Atores: Funcion´ario da sa´ude. – Pr´e-Condi¸c˜oes:
-– P´os-Condi¸c˜oes: Deve-se garantir a visualiza¸c˜ao correta e completa da webconferˆencia desejada.
– Requisitos Especiais (N˜ao-Funcionais): ∗ Usabilidade:
· O sistema os detalhes da webconferˆencia bem como os mesmos aparecem na parte web, com todas as informa¸c˜oes e anexos.
– Fluxo de Eventos: ∗ Fluxo b´asico:
1. O ator entra no sistema afim de visualizar uma determi-nada webconferˆencia.
2. O ator escolhe uma webconferˆencia da lista para ser mos-trada.
3. O sistema ent˜ao abre uma nova ´area de texto com as in-forma¸c˜oes da webconferˆencia selecionada, seguida de seus anexos.
4. O ator pode ent˜ao visualizar os detalhes da web e seus anexos.
– Casos de Uso Inclu´ıdos: Visualiza¸c˜ao da Lista de Webconferˆencias • Aplica¸c˜ao de Filtros na Lista de Exames:
– Descri¸c˜ao: Um usu´ario pode buscar por um determinado exame utilizando diversos tipos de filtros.
– Atores: Funcion´ario da sa´ude com acesso a esta¸c˜ao de telemedi-cina.
– Pr´e-Condi¸c˜oes: O usu´ario deve estar logado na esta¸c˜ao de teleme-dicina.
– P´os-Condi¸c˜oes: Deve-se garantir a visualiza¸c˜ao completa e correta da lista de exames com os filtros aplicados.
– Requisitos Especiais (N˜ao-Funcionais): ∗ Usabilidade:
· O sistema deve mostrara lista de exames de acordo com o que ´e visto no sistema web, de forma clara e objetiva. · Campos do filtro devem ser exibidos de forma clara e
ob-jetiva. – Fluxo de Eventos:
∗ Fluxo b´asico:
1. O ator decide filtrar um exame no sistema. 2. O ator clica no bot˜ao filtrar exames.
3. O sistema exibe diversos campos de filtro, que o ator uti-liza para fazer sua busca.
4. O ator, ent˜ao, preenche os campos desejados e os envia para o sistema.
5. O sistema por sua vez, retorna uma lista de exames refe-rentes aos dados enviado pelo ator.
1. No passo 3, o ator pode cancelar a aplica¸c˜ao do filtro e n˜ao realizar busca alguma.
2. No passo 5, o sistema pode n˜ao encontrar nenhum exame com os filtros utilizados pelo ator, retornando ent˜ao uma mensagem de que nenhum exame foi encontrado.
– Casos de Uso Inclu´ıdos: Login no Sistema. • Visualiza¸c˜ao de um Exame:
– Descri¸c˜ao: Um usu´ario pode acessar informa¸c˜oes sobre um de-terminado exame de diversas modalidades j´a realizado em algum paciente.
– Atores: Funcion´ario da sa´ude com acesso a esta¸c˜ao de telemedi-cina.
– Pr´e-Condi¸c˜oes: O usu´ario deve estar logado na esta¸c˜ao de teleme-dicina.
– P´os-Condi¸c˜oes: Deve-se garantir a visualiza¸c˜ao completa e correta dos dados do exame requirido.
– Requisitos Especiais (N˜ao-Funcionais): ∗ Usabilidade:
· O sistema deve mostrar o exame de acordo com o que ´e visto no sistema web, de forma clara e objetiva.
– Fluxo de Eventos: ∗ Fluxo b´asico:
1. O ator entra no sistema afim de visualizar os dados e informa¸c˜oes sobre um determinado exame.
2. O ator escolhe um exame na lista de exames mostrada. 3. O sistema abre o exame.
– Casos de Uso Inclu´ıdos: Login no Sistema, Aplica¸c˜ao de Filtros na Lista de Exames.
• Visualiza¸c˜ao da Produtividade do Estabelecimento:
– Descri¸c˜ao: Um usu´ario pode acessar informa¸c˜oes de produtividade daquele estabelecimento (unidade de sa´ude).
– Atores: Funcion´ario da sa´ude com acesso a esta¸c˜ao de telemedi-cina.
– Pr´e-Condi¸c˜oes: O usu´ario deve estar na tela inicial da esta¸c˜ao de telemedicina.
– P´os-Condi¸c˜oes: Deve-se garantir a visualiza¸c˜ao completa e correta dos dados do exame requirido.
– Requisitos Especiais (N˜ao-Funcionais): ∗ Usabilidade:
· O sistema deve mostrar a produtividade do estabeleci-mento, de forma clara e objetiva.
– Fluxo de Eventos: ∗ Fluxo b´asico:
1. O ator entra no sistema afim de visualizar os dados e informa¸c˜oes sobre a produtividade do estabelecimento. 2. O ator clica no bot˜ao para visualiza¸c˜ao da produtividade. 3. O sistema abre as informa¸c˜oes de produtividade.