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O lugar da educação física na construção da aprendizagem infantil

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO

RIO GRANDE DO SUL - UNIJUÍ

DHE-DEPARTAMENTO DE HUMANIDADE E EDUCAÇÃO

CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

THAÍS ORTAZ DA VEIGA

O LUGAR DA EDUCAÇÃO FÍSICA NA CONSTRUÇÃO DA

APRENDIZAGEM INFANTIL

IJUÍ 2016

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O LUGAR DA EDUCAÇÃO FÍSICA NA CONSTRUÇÃO DA

APRENDIZAGEM INFANTIL

por

THAÍS ORTAZ DA VEIGA

Trabalho de Conclusão de Curso/Monografia apresentado ao curso de Educação Física do Departamento de Humanidades e Educação (DHE) da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUI, como requisito parcial para a obtenção do título de Licenciado em Educação Física.

Orientadora: Ms.Cléia Inês Rigon Dorneles

IJUÍ 2016

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THAÍS ORTAZ DA VEIGA

O LUGAR DA EDUCAÇÃO FÍSICA NA CONSTRUÇÃO DA

APRENDIZAGEM INFANTIL

Trabalho de Conclusão de Curso/Monografia apresentado ao curso de Educação Física do Departamento de Humanidades e Educação (DHE) da Universidade Regional do Noroeste do

Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUI, como requisito parcial para a obtenção do título de Licenciado em Educação Física.

COMISSÃO EXAMINADORA

ProfªMs. Cleia Inês Rigon Dorneles - UNIJUÍ

__________________________________________

Profº Dr. Paulo Carlan- UNIJUÍ

__________________________________________

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Dedico este trabalho primeiramente a Deus, principalmente minha mãe e minha família, que estão sempre me incentivando a lutar pelo meu ideal; aos meus professores da graduação, pois sem suas influências não teria chegado até aqui; Muito obrigada a todos pelo apoio.

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AGRADECIMENTO

A Deus e aos meus familiares que de alguma forma sempre torceram por mim, meu muito obrigado!

Em especial a minha mãe, Santa Tereza (in memoriam) que muitas vezes, se fez presente, não de corpo, mas de espírito, em longas noites de agonia, me amparando e me dando forças para não desistir.

Aos meus irmãos que nunca deixaram de acreditar em mim, desde sempre me apoiando e ajudando de alguma forma para nunca desistir.

Ao namorado e companheiro Oli, por 8 anos de caminhada juntos, pela força, ajuda e compreensão em todos os momentos. Pelas noites em que o tive que trocar pelos Trabalhos acadêmicos. Sei que foi difícil esta caminhada, sei que sem seu apoio e incentivo eu não conseguiria, mas o que sempre prevaleceu foi o amor, meu eterno obrigado!

A minha querida Professora Cléia Dorneles, por ter me orientado muito bem nessa trajetória de ansiedade e desespero muitas vezes, pelo carinho, paciência e motivação, meu muito obrigado!

Aos demais Professores/Mestres do curso, por fazerem parte dessa bagagem de aprendizados que vou levar para vida toda e também pala participação do meu crescimento como pessoa e profissional. Meu muito obrigado!

Aos meus amigos e colegas, que durante essa trajetória conquistei meu carinho eterno! Por fim, a todos aqueles que de uma maneira ou de outra ajudaram e estiveram ao meu lado, sempre me amparando nos momentos difíceis, torcendo e festejando momentos alegres.

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O LUGAR DA EDUCAÇÃO FÍSICA NA CONSTRUÇÃO DA APRENDIZAGEM INFANTIL1

Thais Ortaz da Veiga2 RESUMO

A presente pesquisa tem como tema O lugar da Educação Física na construção da aprendizagem infantil. A pesquisa aborda aspectos relevantes para a formação da criança, tanto emocionalmente quanto na aprendizagem cognitiva. Desse modo, a pesquisa tem por objetivo norteador, analisar as contribuições do planejamento da Educação Física enquanto componente curricular no desenvolvimento psicomotor da turma do Pré B da Educação Infantil, de uma escola de São Nicolau-RS. A metodologia desta pesquisa é descritiva qualitativa, onde o delineamento a ser adquirido foi de uma pesquisa-ação, pois permitiu que a pesquisa tivesse uma maior flexibilidade nas respostas ao problema proposto. Ao coletar dados, o pesquisador teve contato direto com o sujeito, tornando-se mais familiarizado com o problema e os resultados. Os sujeitos analisados, são alunos da turma do Pré B da Educação Infantil, na faixa etária de 4 aos 5 anos. A turma é formada por oito (08) meninos e oito (08) meninas, totalizando 16 alunos. Os instrumentos utilizadosforam uma grade com registro das observações de cinco aulas sobre as atividades desenvolvidas pela professora regente da turma, outro instrumento foramas intervenções através de umaunidade didática com dez planos de aula, tendo como objetivos vivenciar atividades que contribuam para o desenvolvimento psicomotor dos alunos. Dessa forma podemos constatar que as atividades propostas no planejamento da unidade didática da Educação Física contribuíram para um melhor desenvolvimento psicomotor, estimulando a imaginação e a criatividade, bem como,os elementos psicomotores de estruturação corporal, noção de espaço-tempo, construindo o aprendizado da turma.

Palavra-chave: Psicomotricidade; Educação Infantil; Planejamento; Educação Física.

1Trabalho de Conclusão de Curso/Monografia apresentada ao Curso de Educação Física do departamento de

Humanidades e educação (DHE) da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUI

2Acadêmica do VIII semestre do curso de Educação Física do departamento de Humanidades e educação (DHE)

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ... 10

1. REFERENCIAL TEÓRICO ... 13

1.1 EDUCAÇÃO INFANTIL ... 13

1.1.1. Processo de adaptação das Crianças na Pré-escola ... 14

1.1.2. Características das crianças de 4 e 6 anos ... 16

1.1.3. Inserção e especificidade da Educação Física na Educação Infantil ... 17

1.2. EDUCAÇÃO FÍSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL ... 18

1.3. PSICOMOTRICIDADE... 21

1.3.1. Psicomotricidade percurso histórico na educação ... 22

1.3.2. Psicomotricidade e desenvolvimento infantil ... 23

1.3.3. Elementos da Psicomotricidade infantil ... 23

1.3.4. Psicomotricidade nas aulas de educação Física... 24

1.3.5. O brincar e a psicomotricidade ... 25 2. METODOLOGIA ... 27 2.1. TIPO DE PESQUISA... 27 2.2. SUJEITOS DA PESQUISA ... 27 2.2.1. CARACTERÍSTICAS DA ESCOLA ... 28 2.3. PROCEDIMENTOS ... 28 2.3.1. COLETA DE DADOS ... 28 2.3.2. INTRUMENTOS ... 29

3. ANÁLISE DOS RESULTADOS ... 30

3.1. CONSTRUINDO O DIAGNÓSTICO ... 30

3.1.1. DIAGNÓSTICO DA TURMA ... 31

3.3. EXPERIENCIANDO A UNIDADE DIDÁTICA ... 32

3.3.1. Análise e interpretação através do quadro avaliativo dos aspectos observados dos alunos frente às atividades desenvolvidas ... 66

3.2.2. Análise e interpretação através do quadro aprendizagens desenvolvidas pelos alunos. 67 3.4. CUIDADOS ÉTICOS ... 68

CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 69

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 71

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LISTA DE ILUSTRAÇÃO

Figura 1: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---34

Figura 2: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---34

Figura 3: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---34

Figura 4: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---38

Figura 5: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---38

Figura 6: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---38

Figura 7: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---38

Figura 8: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---41

Figura 9: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---41

Figura 10: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---41

Figura 11: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---45

Figura 12: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---45

Figura 13: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---45

Figura 14: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---48

Figura 15: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---48

Figura 16: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---48

Figura 17: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---51

Figura 18: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---51

Figura 19: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---51

Figura 20: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---51

Figura 21: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---52

Figura 22: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---52

Figura 23: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---55

Figura 24: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---55

Figura 25: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---55

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Figura 27: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---58

Figura 28: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---58

Figura 29: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---61

Figura 30: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---61

Figura 31: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---61

Figura 32: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---61

Figura 33: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---64

Figura 34: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.---64

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INTRODUÇÃO

A Educação Física tem um papel fundamental para que a aprendizagem seja efetuada com sucesso, tanto na Educação Infantil quanto nas demais séries que se estendem no decorrer do sistema escolar, independente da área de aprendizagem. Pois o que vem acontecendo é que outros professores de áreas diferentes estão atuando como profissionais de Educação Física que não possuem formação profissional e sim um substituto pela ausênciado Professor formado na área de Educação Física. De modo que o enfoque desta pesquisa é investigar e mostrar o quanto a prática de Educação Física é muito importante no crescimento e na fase de aprendizagem doaluno, pois enriquece o desenvolvimento psicomotor.

A pré- escola é a porta de entradadoaluno na vida escolar, pois é lá que ele passa ter contato com mundo, é mais que importante que exista dentro da sala de aula uma pessoa adequada para desenvolver cada área do saber. O desenvolvimento e aprendizagem é um processo que oaluno é testado de diversas formas, pois é a fase da vida que os movimentos possibilitam conhecer e dominar seu próprio corpo. “As crianças que freqüentam esse nível escolar se caracterizam basicamente, por exercitar intensamente suas funções simbólicas, uma vez que estão aprendendo a lidar com os símbolos” (FREIRE; SCAGLIA, 2009, p.14). Uma das características da Educação Física é o movimento humano, é aí que entra as funções simbólicas, pois é através do movimento do corpo, que o aluno descobre suas habilidades, seus limites e pode vivenciar novas oportunidades de aprendizagem.

Ao ingressar no curso de Educação Física, nós acadêmicos, através de estudos e experiências, nos tornamos capazes de levar esta realidade à sala de aula e verificar a importância de ter um profissional de Educação Física em contato semanalmente com as crianças.Portanto, destacamos como questões norteadorasquais as contribuições do planejamento de uma unidade didática nas aulas de Educação Física no desenvolvimento psicomotor da turma do Pré B da Educação Infantil, de uma escola de São Nicolau-RS?

Poderíamos afirmar que o planejamento de uma unidade didática nas aulas de Educação Física, quanto mais variada e completa, maior é sua contribuição para o desenvolvimento dapsicomotricidade dos alunos, refletindo em todas as áreas do saber, cognitivo, afetivo e motor da turma do pré-escolar da Educação Infantil.

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Essa pesquisa tem por objetivo norteador analisaras contribuições do planejamento de uma unidade didática nas aulas de Educação Física no desenvolvimento psicomotor da turma do Pré B da Educação Infantil, de uma escola de São Nicolau-RS.

Fomos a campo investigar as especificidades desta temática, para diagnosticar o desenvolvimento psicomotor dos alunos, com intuito de analisar as mudanças que ocorrem nessa fase de desenvolvimento psicomotor. A partir da intervenção com um planejamento de unidade didática, buscou-se avaliar as contribuições da Educação Física enquanto componente curricular na Educação Infantil. Nesse período também, buscou-se investigar e analisar a visão da professora regente sobre as contribuições da Educação Física enquanto componente curricular na Educação Infantil, bem como as mudanças percebidas pela professora regente, nos alunos, após a intervenção do planejamento da unidade didática de Educação Física.

Considerando os processos que ocorrem no desenvolvimento do ser humano, o desenvolvimento motor e cognitivosão fatores relevantes que devem ser amplamente trabalhado desde criança em um sujeito. Nos primeiros anos de vida, não se consegue aprender com facilidade a se movimentar, tudo é tão complexo e dificultoso, mas aos poucos a criança vai se tornando mais capaz. Então é na pré-escola que temos que mostrar osefeitos das práticas de Educação Física desde as series iniciais onde a criança vai garantir o seu desenvolvimento motor e ter experiências necessárias desenvolvendo todas as suas habilidades motoras fundamentais dentro do seu andamento normal, não perdendo nenhuma fase de crescimento. Dessa forma, através de jogos e brincadeira ainda desenvolve o emocional e o psicológico sendo uma criança feliz e realizada, Rosamilha (1979) ressalta que “aspectos psicomotores do comportamento da criança podem constituir condições para o desenvolvimento de determinados aspectos cognitivos”.

Essa pesquisa justifica-se em mostrar a contribuiçãoque as práticas de Educação Física proporcionam ao desenvolvimento do aluno, como um sujeito social capaz de interagir no meio em que vive, construindo a sua própria aprendizagem. Também conhecer melhor as formas de como estimular e acrescentar no aprendizado do aluno nesta idade em que se encontra, ou seja, a fase infantil, entre 4 e 6 anos incompletos, pois sendo esse um processo que é muito importante para que esse aluno tenha um crescimento com saúde em primeiro lugar e que possa descobrir todas as coisa que seu corpo como um todo pode oferecer no seu crescimento psicomotor, pois é através da minha experiência durante o curso que mostro interesse em desenvolver minha pesquisa científica.

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Esta pesquisa foi organizada em três capítulos, no primeiro capítulo apresentamos o referencial teórico acerca dos principais temas que alicerçam nosso processo de pesquisa, tais como, Educação Infantil, Processo de adaptação das Crianças na Pré-escola, Características das crianças de 4 e 6 anos, Inserção e especificidade da Educação Física e Educação Infantil, Educação Física na Educação Infantil, Psicomotricidade, Psicomotricidade percurso histórico na educação, Psicomotricidade e desenvolvimento infantil, Elementos da Psicomotricidade infantil, Psicomotricidade nas aulas de educação Física, O brincar e a psicomotricidade. Na seqüência segue o capítulo dois, a metodologia que conta o tipo da pesquisa, após os sujeitos que fizeram parte da pesquisa, as características da escola, os procedimentos que foram usados para elaboração da mesma, as coletas de dados com os instrumentos usados na pesquisa. Após contamos com o capítulo três as análises dos resultados que consta com os tópicos construindo o diagnóstico, diagnóstico da turma. Em seguida experienciando a unidade didática com as análises e interpretação através do quadro dos aspectos observados dos alunos frente às atividades desenvolvidas e aprendizagens desenvolvidas pelos alunos e os cuidados éticos. E por fim as considerações finais, referências bibliográficas e anexos.

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1. REFERENCIAL TEÓRICO

1.1 EDUCAÇÃO INFANTIL

A educação infantil é o primeiro contato do ser humano com o conhecimento, e o profissional envolvido nessa atividade é o responsável pela organização das propostas da implantação do conhecimento nos alunos. A forma como o aprendizado vai ser proposto a um grupo é muito importante, atender a necessidade de cada individuo respeitando a individualidade do grupo é necessária. A infância é numa fase de descobertas e o despertar para o conhecimento de experiências individuais, culturais e educativas. O espaço e o grupo onde as crianças são inseridas influenciam no seu desenvolvimento, proporcionando a elas a possibilidade de imaginar, descobrir e criar coisas novas. “Por meio do brincar e do se-movimentar elas sentem o mundo com toda sua riqueza de detalhes, o que oportuniza que construam, criem, briguem e se relacionem significativamente com tudo a sua volta” (KUNZ, 2015, p.87).

Segundo Kunz (2015, p.87), em “relação à construção, emerge o seu se-movimentar próprio e único, o seu movimento humano que produz sempre algo novo como uma expressão artística ou, talvez, uma obra de arte”, pois através da curiosidade, da interação com brincadeiras e de muitas outras atividades é que o aluno produz movimentos que nos encantam, nos permitindo ver o seu crescimento no meio social onde vive. O educador precisa estar atento para que essas atividades não se tornem uma rotina mecanizada e que os alunos nunca percam o interesse pela prática do aprendizado, mas se envolvam em cada atividade se divertindo e absorvendo o conhecimento em cada prática.

Ao referirmos à construção que o aluno faz em sua vida, Freire e Scaglia (2009, p.16), “acreditam que, se a habilidade de representação mental é importante e se ela é construída no período correspondente à educação infantil, a escola deve investir no exercício dessa habilidade por meio de uma atividade simbólica por excelência: o jogo”.

Por exemplo, quando as crianças brincam de bolinha de gude, elas não estão preocupadas com a coordenação manual que desenvolvem no exercício de jogar a bolinha. Elas vão experimentando formas diferentes de jogá-la até acharem a mais adequada para a jogada que desejam fazer. Esta experiência de jogar de diferentes formas produz um repertório de movimentos que só pode ser conquistado pela própria experiência de jogar. Não faz sentido para as crianças somente jogar a

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bolinha para “adquirir” coordenação manual, como deseja muitos/as especialistas, fazendo-as repetir os movimentos até “acertar” (SAYÃO, 2002, p. 58).

Desde os primórdios sabe-se que os jogos são importantes instrumentos para contribuir no desenvolvimento da criança como um todo, principalmente na área da aprendizagem cognitiva, bem como a compreensão dos limites do seu corpo.

E por isso é importante a observação no meio em que envolve o aluno, seus interesses, seus hábitos, sua família, o que mais desperta interesse, a fase de desenvolvimento de cada faixa etária, deste modo é possível implantar da melhor forma as atividades sem impactar de forma negativa o desenvolvimento de cada um, pois este é o primeiro momento em que o aluno tem o contato com a sociedade longe de casa.

A educação infantil é o caminho que auxilia o desenvolvimento das capacidades de conhecimento de potenciais corporais, emocionais e afetivas, assim o educador precisa proporcionar brincadeiras, situações que contribua para o desenvolvimento das capacidades infantis de se descobrir e de estar com os outros descobrindo juntos, mas cada um de sua forma a sociedade.

1.1.1. Processo de adaptação das Crianças na Pré-escola

O processo de adaptação é difícil para qualquer pessoa, por “isso exige uma boa preparação de toda a equipe envolvida” (TEODORO, 2013, p.81), pois se agrava mais quando se trata de crianças, e estas estão diariamente passando por experiências novas de aprendizagem e descobertas, quem esta diretamente ligado a criança precisa tomar cuidado por que apresentar algo novo pode ser ameaçador para quem ainda esta se formando emocionalmente.

Os pais, profissionais cuidadores ou educadores são responsáveis pela formação de cada descoberta por isso é preciso estar preparado, que exista tranqüilidade no momento de se distanciar dos pais para passar o dia na escola, que estejam preparados emocionalmente com relação ao período de adaptação longe de casa, longe dos familiares e da rotina até então vivida.

Da mesma forma que os educadores precisam estar esperando as crianças de forma acolhedora e prazerosa para que o dia deles seja interessante e exista o despertar de cada um individualmente para participar de cada atividade com curiosidade e intensidade, pois desta forma será possível apresentar as crianças um jeito agradável de conhecer e se adaptar ao

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novo e desconhecido, além de promover o entrosamento uma com as outras.“A criança está diante de uma situação nova, desconhecida, que a ameaça num momento em que a mãe lhe falta” (TEODORO, 2013, p.80), por isso os educadores são de supra importância estar com esta espera.

Segundo Teodoro, é preciso estar preparado para situações como choro, irritação, dificuldade para alimentar-se, timidez e resistência para brincar, além de problemas com fundo emocional como febre, vômito, cólica, alergias, reações comuns durante o período de separação.

“É importante lembrar que a criança precisa de tempo para se acostumar com o novo ambiente, com educadores com coleguinhas” (TEODORO, 2013, p.81) desta forma é possível encontrar formas de tornar este momento mais fácil, algumas ideias como apresentar o lugar a criança, permitir que ele traga objetos de sua casa, que ele tenha mais familiaridade ou que leve alguma coisa da escolinha para casa para criar vinculo devolvendo como combinado pode ser bastante válido, garantindo assim que ela tenha mais interesse em vir e ficar o tempo estipulado na escolinha por livre espontânea vontade.

Assim como se corre o risco de que algumas crianças não tenham tanta facilidade e seja preciso respeitar o tempo delas, “as atitudes agressivas entre os alunos e a má adaptação são exemplos que precisam de atenção especial” (TEODORO, 2013, p.82).

Segundo Teodoro o trabalho pode ser dificultado pelo despreparo de uma equipe, onde aspectos simples, mas importantes passem despercebidos, inclusive aquelas crianças agressivas podem ser resultado do despreparo ou da falta de atividades, programas que envolvam as crianças, não tornando uma rotina monótona e cansativa ainda a mais a estes que tem muita curiosidade e descobrir as novidades.

Estes, no entanto são problemas que podem ser diminuídos ou até evitados, propõe-se que seja montado um programa de adaptação com especificações dos procedimentos a serem executados. É provável que a adequação do processo adaptativo e a formação de bons vínculos precisam ser compostas de acolhimento e de confiança, que tornem o trabalho mais leve e agradável tornando o serviço mais harmonioso (TEODORO, 2013).

Conforme o autor Teodoro cita em seu texto, algumas ações podem ajudar no processo adaptativo, com os pais, é importante não dificultar a despedida, conhecer aos educadores que ficarem com a criança, ter a oportunidade de participação nas atividades propostas pelos educadores, jamais sair às escondidas sempre deixar claro quando voltam e cumprir com isto.

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Aos educadores, nunca forçar a saída da criança do colo dos pais, mas conquistá-la para que ela se sinta a vontade para ficar na instituição por conta própria, estar atento aos choros e reações ao desprendimento de casa, ajudar a criança criar seu espaço dentro da instituição mais confortável possível.A criança é interessante que participe de todo o processo desde compra de material para a escolinha até mesmo a organização de rotina, ambiente.

1.1.2. Características das crianças de 4 e 6 anos

Segundo Teodoro, nesta faixa etária as crianças começam a despertar mais o interesse pelos jogos e brincadeiras proporcionando uma prática mais efetiva que influência efetivamente no desenvolvimento motor, sendo marcado pelo aperfeiçoamento das habilidades de subir e descer escadas, pular com um pé só, arremessar, pedalar. Junto com isto vem o aprimoramento da coordenação motora fina, que irá contribuir com atividades escolares como recortar, escrever, colar, pintar. “No período compreendido entre 4 e 6 anos, muitos educadores já se preocupam com a introdução de atividades que envolvem a preparação para a alfabetização” (TEODORO, 2013, p. 74).

Outro aspecto importante nesta fase é a conectividade, onde a criança ainda está enquadrada na fase pré-operacional que é possível observar “características como o egocentrismo e a falta de reversibilidade” (TEODORO, 2013, p. 72), no entanto esse já é o momento final desta fase e logo começará a se mostrar em transição para o estágio de operações concretas, onde termina aos 12 anos no estágio de operações formais.

A principal característica nesta fase é a capacidade de compreender as operações como a soma, multiplicação e subtração, além das ordenações seriais criando a noção de reversibilidade. “O desenvolvimento da linguagem também se encontra muito ligado ao pensamento da criança, estando mais coerente e sintonizado com o mesmo” (TEODORO, 2013, p.74). Na linguagem a criança tem dificuldade no uso de algumas palavras, mas já entende e consegue se comunicar muito bem.

O desenvolvimento afetivo é marcado pela descoberta da sexualidade,onde “a criança experimenta importantes sentimentos que o ajudarão a criar a identidade sexual” (TEODORO, 2013, p.73), nesta fase é possível observar a curiosidade pelas partes do próprio corpo e dos coleguinhas, é preciso entender que essa curiosidade acontece de maneira ingênua e muitas vezes pela repressão dos pais e educadores que despertam mais interesse pelo “proibido”, pois conforme o autor comenta, estes precisam entender que é normal da faixa

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etária em que se encontram. Com esta idade é o momento de implantar a escrita com atividades preferencialmente em forma de socialização usando recursos como histórias, músicas e brincadeiras que tornem a atividade encantadora e jamais monótona.

Existe um fator que deve ser levado em conta, que o educador tenha cuidado ao administrar a alfabetização para que esta não seja precoce. Pois o mundo está muito competitivo e as escolas estão cada vez mais introduzindo de forma atropelada o conhecimento nas crianças principalmente quando se trata de alfabetização.

Exigir de uma criança mais do que ela é capaz no momento pode gerar estranheza e sentimento de incapacidade, resultando apenas no possível fracasso escolar e de problemas de cunho emocional como a baixa estima.

A alfabetização neste momento deve vir de forma curiosa da própria criança e não aceita simplesmente da forma como lhe é oferecida, pois só despertando o interesse é que será possível tornar o momento válido, baseado no momento de cada criança de forma individual e baseado no que lhe desperta interesse e que também tem importante função na formação cultural e histórica do ser humano.

Durante o processo do desenvolvimento segundo Teodoro, a escrita da criança passa normalmente por quatro fases evolutivas: Pré-silabico é quando a criança ainda não faz ligação entre o som e a escrita, só existindo rabiscos ainda primitivos reconhecendo as palavras através de desenhos. Silábico neste momento já é possível entender a relação entre a grafia e o som. Silábico alfabético agora já é possível perceber que cada som esta relacionado com uma grafia diferente. Alfabético agora já existe a diferença entre a grafia e os fonemas, isto é o que se escreve com o som que a reproduz.

É preciso levar em consideração que cada criança reage de uma forma, algumas pulando fases com muita facilidade outras permanecer numa mesma fase por um tempo maior, a passagem de uma fase para outra acontece no tempo de intervalo aproximado de dois a três meses.

1.1.3. Inserção e especificidade da Educação Física na Educação Infantil

Atendendo as determinações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96) que estabelece, pela primeira vez na história de nosso país, que a Educação Infantil é a primeira etapa da educação básica e foi conquistada a partir de 1996 onde ficou definida que a primeira etapa da educação básica se daria até seis anos de idade, decisão esta que se

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deu em maio de 2005 com sansão presidencial á Lei Federal nº 11.114, que define que as crianças com seis anos completos devem ser matriculadas no primeiro ano do Ensino Fundamental.

No mundo contemporâneo, com as novas configurações da família e do trabalho, a freqüência dos pequenos à educação infantil tornou-se uma necessidade do grupo familiar e da criança. Se, por um lado, esta etapa de ensino não pode ser entendida como a solução para os problemas da primeira infância, por outro, não é possível desprezar os importantes papéis que ocupa na vida da criança: social, educacional e cultural (CORSINO apud CAVALARO, MULLER, 2009).

A conquista da educação infantil é de grande importância, e para este contexto foi necessário leis para regulamentar e organizar essa etapa educacional, assim foi desenvolvido um guia para servir de base para a melhoria da qualidade, do cuidado e educação para as crianças.

Vejamos alguns dos principais objetivos deste guia citado por CAVALARO e MULLER (2009):

-Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidados com saúde e bem-estar.

-Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades. -Utilizar as diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita) ajustadas a cada situação de forma a compreender e ser compreendido, expressar suas ideias, sentimentos, necessidades e desejos e avançar no seu processo de construção de significados enriquecendo cada vez mais sua capacidade expressiva(VOLUME 1, p.63).

Ainda pensando no bem estar das crianças a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) possibilita o amparo aos educadores e os sistemas de ensino, inclusive inserindo a Educação Física na Educação Infantil, primeira etapa da educação básica já socializando a criança e permitindo a ela conhecer suas capacidades motoras e as mais diversas áreas do conhecimento treinando-as para as fases futuras (CAVALARO, MULLER, 2009).

1.2.EDUCAÇÃO FÍSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

O movimento humano significa muito mais do que o simples deslocamento do corpo no espaço e no tempo. Ele exerce um papel de fundamental importância para o deslocamento da criança e isso se inicia na educação infantil.

Nos estudos de Sayão (2000) nos dizem que:

Numa perspectiva de educação infantil que considera a criança como sujeito social que possui múltiplas dimensões, as quais precisam ser evidenciadas nos espaços

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educativos voltados para a infância, os objetos de trabalho não deveriam ser compartimentados em funções ou especializações profissionais. Entretanto, a questão não esta no fato de vários profissionais atuarem no currículo da Educação Infantil. O problema está na concepção de trabalho pedagógico desses profissionais que geralmente fragmentam as funções de uns e de outros se isolando em seus próprios campos.

O professor de Educação Física deve ser mais um adulto com quem as crianças estabelecem interações na escola, no entanto só se justifica a necessidade de um profissional dessa área na educação infantil e as propostas educativas que dizem respeito ao corpo e ao movimento estiverem plenamente integradas ao projeto da instituição, de forma que o trabalho dos adultos envolvidos se complete e se amplie visando possibilitar cada vez mais experiências inovadoras que desafiem as crianças.

“A vivencia em espaços coletivos com outras crianças e adultos possibilita aos meninos e meninas e mesmo aos adultos a ampliação de seus conhecimentos em inúmeras dimensões como a ética, mimética, sensível, oral e escrita, artística e rítmica entre outras” (SAYÃO, 2000, p. 2).Assim a brincadeira foi preparada como eixo principal do trabalho e da linguagem, pois as características dos alunos pequenos percorrem a todos os momentos do trabalho e não deve ser utilizada de maneira funcionalista e sim que o aluno encare como uma atividade que serve simplesmente para que ele brinque.

A infância como já diz Perrotti (1995, apud. SAYÃO, 2000, p. 2):

“... é o tempo lúdico no qual a atividade determina o tempo e não o tempo determina a atividade. Sendo assim a educação física organiza como a “hora de...” assim como as disciplinas escolares, não tem sentido para as crianças pequenas que pensam, agem e sentem como uma totalidade complexa. A disciplina como organização racional de conteúdo fragmenta tanto o conhecimento, quanto o sujeito-criança”. A criança em um processo pedagógico passa a ser não somente o sujeito que aprende, mas sim aquele que aprende junto com os outros, produzindo valores, linguagens, signos, símbolos, sinais e um conhecimento grandioso, isso tudo com o seu grupo social (BASEI, 2008).É a partir da socialização de atividades em grupos que as crianças começam a se relacionar com os demais, conhecer o meio social e o seu físico. Com as práticas das atividades certas para cada faixa etária é possível que a criança descubra e respeite seus limites de forma prazerosa.

Com as brincadeiras as crianças tem a oportunidade de desenvolver a imaginação, respeitar as regras o espaço e a limitação própria e dos demais. Dessa forma o profissional de Educação Física que acompanha o grupo deve observar e respeitar cada estágio durante o desenvolvimento das atividades para que haja o estímulo correto das etapas.

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O brincar na sala de aula é encarado como meio ou processo para se ensinar alguma coisa. O brincar tem de ter objetivo, como ensinar a Matemática, a ler, a escrever. A professora ensina aos alunos a brincadeira para se chegar a um fim proposto por ela. Então, podemos concluir que o que existe é um ensino das regras de uma brincadeira, mas o brincar com um fim em si mesmo, quando se pode criar, imaginar e sentir sem pensar no resultado (KUNZ, 2015, p.90).

Assim, percebe-se a importância do ato de brincar para que o processo de desenvolvimento psicomotor e intelectual da criança aconteça de forma integral permitindo a compreensão e satisfação da criança, de modo a favorecer a aprendizagem.

Em uma perspectiva de educação, a criança é considerada como um sujeito social que possui muitas grandezas e que precisam ser demonstrados nos ambientes educativos que sejam voltados para a infância, pois as atividades e os materiais que servem de trabalho, não devem ser compartilhados em funções de professores que não atuam no currículo da Educação Infantil.

“Em projetos de trabalho coletivo na educação infantil; brincadeira, interação e linguagens são formas privilegiadas de manifestação das culturas infantil” (SAYÃO, 2000, p. 5), pois neste caso, o melhor é que todos que trabalham com crianças da Educação Infantil, se englobem e se programem, adequadamente com atividades que ampliam estas referências com as crianças.

Segundo Sayão (2000, p. 5):

-Brincar de diferentes formas, criar brinquedos, brincar em diferentes espaços, utilizar objetos culturais durante as brincadeiras alterando pela imaginação ou pela ação transformadora em brinquedos, favorecendo a imaginação e as múltiplas formas de criar, favorecer a linguagem oral e expressiva durante as brincadeiras exercitar a observação dos espaços onde as crianças circulam, recriar espaços para as brincadeiras são algumas formas possíveis de inclusão da educação física atrelada com a imaginação e o trabalho pedagógico.

-Interagir com as outras crianças do grupo, com adultos com crianças de outros grupos etários, com as famílias com a comunidade de forma que cada individuo conheça a si mesmo e aos demais do grupo, trocando experiências sociais, culturais e de conhecimento com todos os que o cercam.

-Manifestar-se através de diferentes linguagens significa permitir e reconhecer que a oralidade, a escrita o desenho a dramatização, a brincadeira, a música, a dança, o toque, o jogo e tantas outras inúmeras formas de movimentos corporais são todas elas expressão das crianças que não podem ficar limitadas a um segundo plano.

Torna-se cada vez mais evidente e necessário à articulação entre a Educação Física e a Educação Infantil, as bases teóricas utilizadas acerca do conceito de infância mostra que nesta fase da vida necessita-se hoje ser compreendida como categoria social e cultural, pois a criança é criadora de cultura e capaz de transformar o que acerca.

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Para se ter êxito no desempenho da Educação Física com o desenvolvimento da criança na fase da Educação Infantil é necessário que os pedagogos estejam em sintonia e abertos a associar os conhecimentos com o profissional de Educação Física, encontrando assim, a melhor forma de usar a prática da Educação Física em forma de brincadeiras, associada com a pedagogia infantil, ler, escrever. Encontrando assim o melhor caminho para a criança conseguir associar os conhecimentos e formar sua personalidade usando tudo o que lhe for proposto pelos educadores.

1.3.PSICOMOTRICIDADE

A psicomotricidade tem como objetivo estudar o desenvolvimento da criança, como exemplo o movimento do corpo, pode ser dividida em três partes: motor, cognitivo e afetivo.

Psicomotricidade é a ciência que tem como objeto de estudo o homem através do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo interno e externo. Está relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas. È sustentada por três conhecimentos básicos: o movimento, o intelecto e o cognitivo. (GALVÂO apud ROSSI, 2012, p. 10).

Como o autor mesmo diz, a psicomotricidade é uma ciência, pois cuida da criança a partir do seu corpo e de seus movimentos. Ela põe em jogo as funções intelectuais e educa os movimentos.

Com o domínio e o conhecimento do próprio corpo, a criança se desenvolverá, economizará energia, pensará em seus gestos para aperfeiçoar o seu equilíbrio, normalizando seu comportamento e possibilidades de troca de comunicação para o exterior. O papel da psicomotricidade é levar a criança a sentir o seu próprio corpo como um todo, em busca de percepção global, total, do esquema corporal.

Esse processo da psicomotricidade tem como definir o que a criança está passando, pois “a criança é por natureza curiosa, tem desejo de conhecer, de tocar, experimentar” (KUNZ, 2015, p.103) descobrir o diferente, por que segundo Kunz (2015, p.103) “desde de muito pequena a crianças quer saber, insiste em determinados objetos, questiona, examina”. A criança começa a ter uma personalidade própria, pois necessita de espaço-tempo para desenvolver suas habilidades motoras, cognitivas e afetivas, descobrindo através de brincadeiras que somente ela sabe como funciona.

A importância de um profissional formado em Educação Física trabalhando com crianças que estão em uma fase de aprendizagem, onde que “a chave para o incentivo da

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curiosidade das crianças parece estar no “Brincar e Se-movimentar”, pois o brincar livre de um objetivo pré-determinado” (KUNZ, 2015, p.110) ajuda muito para o desenvolvimento das habilidades motoras e cognitivas.

“O estímulo dado pelos adultos, sejam eles pais ou professores, de um modo geral, para que a criança “movimentar-se”, continua obedecendo à lógica da valorização de movimentos isolados” (KUNZ, 2015, p.123) ou da perfeição de gestos técnicos bem feitos.

1.3.1. Psicomotricidade percurso histórico na educação

A psicomotricidade é um assunto recente e “era abordado esporadicamente no inicio do século XX” (AQUINO, BROWNE, SALES, DANTAS, 2012, p. 246), sendo que na primeira fase a pesquisa fixou-se no desenvolvimento motor da criança, em seguida começou buscar a relação entre o desenvolvimento motor e intelectual.

É diante de fatores cognitivos, afetivos e sociais, que o ato motor deve atuar surgindo assim alguns conceitos para essa nova ciência, como já diziam Caron(2010, apud AQUINO, BROWNE, SALES, DANTAS, 2012) que a “Psicomotricidade é definida como a relação do pensamento e a ação envolvendo as emoções”.

O objeto de estudo da psicomotricidade é o corpo em movimento do homem relacionado com o seu mundo exterior e interior em como as possibilidades de perceber, atuar e agir com o outro, com objetos e consigo mesmo, pois o corpo é a origem das aquisições afetivas, orgânicas e cognitivas (AQUINO, BROWNE, SALES, DANTAS, 2012).

Segundo os autores, a Educação Física possibilita desenvolver o potencial da criança e preparar a criança para todo o aprendizado futuro, visando o equilíbrio e o desenvolvimento motor e intelectual da criança contribuindo assim para o desenvolvimento global, ou seja, físico, afetivo e cognitivo (AQUINO, BROWNE, SALES, DANTAS, 2012).

É possível associar a psicomotricidade a todas as atividades que desenvolvem a motricidade da criança, assim contribuindo para o conhecimento e domínio do seu corpo, todo esse processo de aprendizagem, a estruturação espacial, lateralidade, orientação temporal e pré-escrita são utilizados com frequência, sendo assim importante para a associação de tempo, espaço, enfim adquirir conhecimentos.

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1.3.2. Psicomotricidade e desenvolvimento infantil

A criança que apresenta o desenvolvimento psicomotor malconstituído poderá apresentar problemas na escrita, na leitura, na direção gráfica, na distinção de letras, na ordenação das sílabas, no pensamento abstrato e lógico, na análise gramatical (ROSSI, 2012).

O papel da escola para a prevenção destes problemas é de grande importância no desenvolvimento do sistema psicomotor da criança, principalmente nas séries iniciais, pois é nesta fase, durante a educação infantil que a criança busca experiências em seu próprio corpo formando e organizando o esquema corporal.

As atividades lúdicas e os jogos conscientizam a criança sobre seu corpo despertando seu desenvolvimento motor, afetivo e psicológico e é necessário que toda criança passe por todas as etapas deste desenvolvimento.

Le Boulch destaca a importância da psicomotricidade na idade infantil:

A educação psicomotora deve ser enfatizada e iniciada na escola primária. Ela condiciona todos os aprendizados pré-escolares e escolares; leva a criança a tomar consciência de seu corpo, da lateralidade, a situar-se no espaço, a dominar o tempo, a adquirir habilmente a coordenação de seus gestos e movimentos, ao mesmo tempo em que desenvolve a inteligência. Deve ser praticada desde a mais tenra idade, conduzida com perseverança, permite prevenir inadaptações, difíceis de corrigir quando já estruturadas (1984, apud. ROSSI, 2012, p. 8).

1.3.3. Elementos da Psicomotricidade infantil

Os autores AQUINO, BROWNE, SALES, DANTAS (2012)explicam que na psicomotricidade é possível desenvolver o que chamados elementos psicomotores, são eles:

-Coordenação motora ampla, que é a primeira condição a ser desenvolvida no espaço infantil, é o trabalho que aperfeiçoa os movimentos dos membros superiores e inferiores.

-Coordenação motora fina: a coordenação viso-motor e a motricidade fina iniciam no primeiro ano e terminam ao final da educação infantil. Ocorre apartir da reação conjunta do olho e da mão dominante, ou seja, é a capacidade de realizar movimentos coordenados utilizando pequenos grupos musculares das extremidades.

-Lateralidade: é a dominância lateral de um lado em ralação a outro, noção que se adquire durante atividade de deslocamento, qual lado do corpo esta sendo trabalhado.

-Equilíbrio: é a habilidade da criança de manter controle no corpo utilizando ambos os lados ao mesmo tempo, apenas um alternando ou os dois.

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-Estruturação Espacial: é a noção de como se deve agir, movimentar-se em um determinado lugar adaptando-se as limitações do espaço.

-Orientação temporal: situar-se em função da sucessão dos acontecimentos antes, após, durante e da duração dos intervalos.

-Ritmo: é a capacidade da criança de perceber um fenômeno que acontece em uma determinada duração, acontecendo de forma individual e espontânea.

-Esquema corporal: o conhecimento que a criança adquire do próprio corpo e suas partes, com esse conhecimento consegue se relacionar com o meio ambiente.

“Neste momento é importante trabalhar a psicomotricidade, uma vez que esta auxilia o educando na assimilação do conteúdo bem como no seu desenvolvimento integral” (Oliveira apudAQUINO, BROWNE, SALES, DANTAS, 2012).

1.3.4. Psicomotricidade nas aulas de educação Física

“Entendemos que a educação psicomotora, aplicada na Educação Infantil, é preponderante para o sucesso no sistema escolar” (ROSSI, 2012, p. 10). Para isso é indispensável que o professor como pesquisador, especialmente nos assuntos vinculados a psicomotricidade se interesse sobre essa prática pedagógica.

“Conhecer a estrutura, o desenvolvimento psicomotor, as implicações do sistema nervoso e a importância da maturação neurológica, compreender como ocorre o desenvolvimento infantil” (ROSSI, 2012, p. 10), pois as atividades psicomotoras, as dificuldades de aprendizagem presente no ambiente escolar, para que seja feito uma organização e um planejamento acadêmico.

“O termo psicomotricidade se divide em duas partes: a motriz e o psiquismo que constituem o processo de desenvolvimento integral da pessoa” (2004, apud. ROSSI, 2012, p. 11).Esses dois termos quer dizer que na ação a criança se articula toda a sua afetividade, todos seus desejos, mas também todas suas possibilidades de comunicação e articulação de conceitos.

Segundo Rossi (2012, p. 11), “é através da psicomotricidade que se pode estimular e reeducar os movimentos da criança” que apresenta alguma deficiência, transtorno ou atraso no desenvolvimento, “pois o movimento é um suporte que ajuda a criança adquirir o conhecimento do mundo que a rodeia através de seu corpo de suas percepções e sensações”

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(2012, p 12), por este motivo a prática tem sido aplicada em crianças de fases iniciais que estão descobrindo a si mesmas e ao meio em que estão.

1.3.5. O brincar e a psicomotricidade

Brincar não é mais apenas um ato de diversão, usando a psicomotricidade é possível observar o comportamento das crianças, através das atividades pedagógicas a criança pode demonstrar inúmeras reações e sensações a que é exposta reagindo com a emoção.

Cada criança tem características únicas que estão disponíveis a adaptações e que dependendo da situação emocional em que se encontra reagirão e cabe ao educador encontrar o caminho para associar dinamicamente cada criança e sua particularidade.

Brincar possibilita as crianças a construir sua personalidade, é através da experimentação que cada individuo descobre a melhor forma de aprender, conhecer o que a rodeia, permite também que o professor ou os pais percebam a criança e estimulam o que ela precisa aprender e se desenvolver.

Quando a brincadeira é inserida no momento em que a criança esta descobrindo e formando sua personalidade ela descobre um mundo particular dela, da idade dela, da realidade dela, nesse mesmo momento o adulto, educador consegue se inserir e aplicar o aprendizado da melhor forma, a forma que a criança demonstra interesse.

A psicologia já diz que a brincadeira acentua as emoções, então podemos entender que as crianças brincam para resolver, diminuir ao menos temporariamente um conflito, um distúrbio do momento, a partir do momento que a brincadeira vira seu refugio ela torna a repetir. A brincadeira não vai resolver os problemas emocionais da criança, mas sem duvida auxilia para encontrar uma forma adequada para a solução e evitar que este vire um problema futuro na personalidade quando adulto.

Brincar deve ser uma atividade permitida a todos, crianças, jovens e adultos, pois possibilita que num momento de descontração durante um jogo, uma atividade se perceba algumas dificuldades da rotina, do dia-dia, e assim de uma forma leve, se consiga encontrar uma saída para aqueles problemas do mundo sério de trabalho, estudo de família num mundo lúdico, de imaginação, sonho e fantasia.

Entendemos a partir das leituras sobre a temática desta pesquisa que a psicomotricidade é um elemento pedagógico, pois possibilita aos alunos a se articular toda sua

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afetividade, desejos e suas possibilidades de comunicação, possibilitando também a integração das funções motoras e psíquicas.

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2. METODOLOGIA

2.1.TIPO DE PESQUISA

A metodologia adotadaé de pesquisa descritiva qualitativa onde que o delineamento é de pesquisa-ação, poisa escolha do tipo desta pesquisa permitiu tivesse uma maior flexibilidade nas respostas ao problema proposto, pois ao coletar dados, o pesquisador teve contato direto com o sujeito, tornando-se mais familiarizado com o problema e os resultados. A integração com o universo/população facilitou o desenvolvimento das atividades propostas pelo pesquisador, pois como Gil salienta em seu texto (2002), a pesquisa não se encaixa como modelo de pesquisa científica, pois o propósito é que proporcione conhecimentos claros, precisos e objetivos.

A pesquisa-ação pode ser definida como (GIL, 2002, p.150):

[...] “um tipo de pesquisa com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo”.

A metodologia que foi utilizada vai ser a partir de atividades que venham a ter resultados em problemas e dificuldades dos alunos, estas, que através de aulas observadas serão anotadas, apontadas e depois de ter estes documentos em mãos, será feito um plano de unidade.

A pesquisa foi desenvolvida em três momentos, em que o primeiro foi coletado dados através das observações, apontamentos e com isso realizado uma leitura sobre os dados, posteriormente na segunda fase teve uma unidade didática com dez planosde aulas na turma do pré B da Educação Infantil com idade de 4 e 5 anos de uma escola localizada no município de São Nicolau-RS, momento em que foi desenvolvida atividades práticas junto a turma e no terceiro momento houve as análises dos dados coletados durantes as intervenções.

2.2.SUJEITOS DA PESQUISA

A turma escolhida para a realização da pesquisa, foi o Pré-B, que tem o total de 16 alunos, tendo 8 meninas e 8 meninos, estes com idade de 4 e 5 anos, a turma não consta nenhum aluno com necessidades especiais, a maioria dos alunos moram na cidade e a minoria é do interior que utiliza o transporte escolar.

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A professora regente da turma, é formada em pedagogia à 08 anos e à 10 em magistério (curso normal), e atua desde da formação do curso normal, sua situação funcional é de contrato.

2.2.1. CARACTERÍSTICAS DA ESCOLA

A escola em que foi desenvolvida a pesquisa é a Escola Municipal de Ensino Fundamental Pe. Cristovão de Mendonça localiza-se no município de São Nicolau- a 1ª Querência do Rio Grande do Sul- Município que se situa na Região das Missões. O total de alunos da Educação Infantil é de 41 alunos, dividida em três turmas, o total de professores da Educação Infantil é quatro professores, Cladir, Izabel, Carmem e Lúcia. A escola possui no pátio um gramado com brinquedos(balanço, gangorra, escorregador, etc), que se encontra nos fundos da escola. Existe uma parte de calçada na frente da escola, uma quadra de esportes em construção. Os materiais se encontram na sala de aula, como bambolês, bolas, pés de lata, pneus, cordas e muitos outros materiais que podem ser usados em atividades educativas.

2.3.PROCEDIMENTOS

 Contatar a escola para a escolha da turma;

 Encaminhar o Termo de Consentimento, Autorização para a participação na pesquisa;  Realização de 05 aulas de observação com atividades desenvolvidas pela professora

regente;

 Realização de 10 aulas com a proposta de aplicar o planejamento de uma unidade didática nas aulas de Educação Física;

 Coletar dados através de fotografias e documentos;  Análise dos resultados da Unidade Didática.

2.3.1. COLETA DE DADOS

 A coleta de dados ocorreu com a entrega da carta de apresentação a diretora da escola, em seguida a apresentação e conversa com a professora regente, foi verificada a disponibilidade da turma e horários para que se realizassem as atividades propostas.

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Coletar o número de alunos, as características de cada um, bem como se há algum aluno com necessidades especiais na turma. Organizar o cronograma de observação;

 Encaminhar o Termo de Consentimento, Autorização para a participação da para a pesquisa;

 Realização de 05 aulas de observação com atividades desenvolvidas pela professora regente;

 Realização de 10 aulas com a proposta de aplicar o planejamento de uma unidade didáticaEducação Física;

 Coletar dados através de fotografias e documentos;  Análise dos resultados da Unidade Didática.

2.3.2. INSTRUMENTOS

O instrumento de coleta de dados durante a pesquisa-ação foi feito através de fotografias, vídeos e documento da entrevista com a professora regente.

As planilhas foram importantes para as observações feitas nas aulas da professora regente, pois esta permitiu realizar um diagnóstico mais elaborado da turma e suas necessidades para o planejamento da Unidade Didática.

Unidade didática de 10 aulas com a proposta de aplicar o planejamento didático de Educação Física.As práticas desenvolvidas foi em dez encontros de 60 minutos cada, com atividade de Educação Física, utilizando de jogos, brincadeira e atividade que desenvolvam os elementos psicomotores.

As fotografias serviram como registro do que foi desenvolvido em cada aula. Todas essas observações e análises tiveram como objetivo observar a reação (desenvolvimento) dos alunos em cada atividade e a construção da aprendizagem.

Os instrumentos fundamentais que são indispensáveis que evidenciou essa pesquisa são as bibliografias dos autores AQUINO, BROWNE, SALES, DANTAS (2012), BASEI (2008), CAVALARO, MULLER (2009), FREIRE (1989), FREIRE e SCAGLIA (2009), KUNZ (2015), ROSAMILHA (1979), ROSSI (2012), SAYÃO (2000), SAYÃO (2002), TEODORO (2013). As atividadescitadas como sugestões, foramfundamentais para o planejamento da unidade didática, assim como novas atividades foram acrescentadas durante a pesquisa.

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3. ANÁLISE DOS RESULTADOS

A partir da pesquisa de campo o desenvolvimento do planejamento de uma unidade didática sobre os elementos psicomotores, analisando os quadros de observação, a fim de verificar o desempenho dos alunos frente às atividades propostas. Iremos apresentar as análise e discussão dos dados, posteriormente a fim de mostrar que a Educação Física contribui naconstrução da aprendizagem infantil nos aspectos do desenvolvimento psicomotor, cognitivo e no que diz respeito à sociabilização entre colegas e professor.

As análises foram feitas através das planilhas de observações chamada quadro 1: aspectos observados nos alunos frente as atividade desenvolvidas e outra planilha denominada quadro 2: aprendizagens desenvolvidas pelos alunos.

As planilhas foram de fundamental importância para uma melhor compreensão dos resultados coletados em cada encontro com a turma, pois possibilitou constatar que as atividades desenvolvidas contribuem para a aprendizagem do aluno, possibilitando a pesquisadora ver com clareza os resultados da pesquisa.

3.1.CONSTRUINDO O DIAGNÓSTICO

Para início das atividades precisaria conhecer melhor os alunos, foi proposta uma roda de conversa com questões elaboradas para ter um melhor entendimento de seus gostos, dificuldade e do que não gostavam. As questões são as seguintes: Gostaria de saber se gostam de participar das aulas de educação física? Do que mais gostam de brincar nas aulas, de jogos com bola ou brincadeiras realizadas no pátio (brincadeiras de rodas, ovo choco, coelho sai da toca, etc)?O que vocês fazem quando estão em casa, quais as brincadeiras? Vocês consideram importantes as brincadeiras nas aulas de Educação Física? Quando vocês estão fazendo as atividades que a professora propõe no momento da educação física, o que vocês aprendem? Nessa roda foi proposto aos alunos falarem sobre as questões citadas acima, justificando suas respostas. Essa atividade foi muito importante porque permitiu saber o que os alunos pensavam a respeito das brincadeiras, das aulas de Educação Física e das demais atividades citadas por eles mesmos. Os alunos foram muito espontâneos todos diziam gostar de Educação Física, ainda que não saibam justificar bem. Muitos disseram “porque é bom", outros “porque sim” e outros ainda “porque eu gosto”. Alguns alunos apenas respondiam quando chamava pelo nome ou apenas sinalizam com a cabeça que sim ou que não, por serem

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pouco tímidos. No fim da roda sobre o questionamento, expliquei a eles o trabalho que iria desenvolver com a turma deles e todos aceitaram bem a proposta e prometeram participar das atividades.

3.1.1. DIAGNÓSTICO DA TURMA

3.2.1.1.Rotina da turma

A turma do Pré-B fica somente na parte da tarde na escola, os horários de chegada e saída são 13:15hs e 16:50 hs, o horário da merenda é as 14:30 hs até as 14:45 hs, após a merenda é higienização bucal, depois da higienização os aluno tem atividades propostas pela professora dentro da sala de aula e a partir das 16:00 eles saem no pátio para brincar até o horário de sair.

3.2.1.2.Perfil da Turma

A Tuma do Pré B e composta por 16 alunos, sendo 8 meninos e 8 meninas com a faixa etária entre 4 e 5 anos, não possui nenhum aluno com deficiência. A vida social dos alunos esta presente no bairro onde a escola se localiza e também de outros bairros, alguns são de classe baixa e outros de classe média, os familiares são bem presentes na vida escolar dos alunos, são poucos os que não participam. Os alunos se encontram em um estágio de desenvolvimento e aprendizagem, onde ainda não há domínio da linguagem, jogos simbólicos, habilidades motoras. Alguns alunos que apresentam dificuldade com a lateralidade, masalguns alunos tem noção de direita e esquerda, os alunos que moram na zona rural apresentam pequenas dificuldades em noções de espaço-tempo, cores, formas, fila/coluna, círculo, a turma inteira se mostra lento em questão de pegar as regras de jogos educativos, de brincadeiras. Toda turma é carismática, participativa, carinhosa e muito educada.

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3.3. EXPERIENCIANDO A UNIDADE DIDÁTICA

Para análise e interpretação dessa unidade didática aplicada na turma do Pré-B, foram usadas as planilhas dos quadros 01 e 02, servindo de importante ferramenta para uma melhor interpretação dos resultados e também melhor compreensão, permitindo a partir da observação direta, um acompanhamento mais eficaz e eficiente.

Inicialmente foram realizados cinco encontros de observações nas aulas da professora regente, devido não ter uma professora e nem um dia específico para as atividades de Educação Física, após a observação foi feito um diagnóstico da turma e um planejamento de unidade didática.

A unidade didática constitui-se de dez encontros, aulas estas compostas de atividades de Educação Física,com duração mínima de uma hora e máxima de uma hora e quinze minutos. Todos os encontros foram realizados na sala de aula e o pátio reservado apenas para turmas da Educação Infantil, separadamente de turmas do Ensino Fundamental.

AULA-nº1

Tema da aula: Elementos Psicomotores

Objetivo geral: Desenvolver o esquema corporal, a capacidade de expressão, a criatividade e imaginação, perceber o seu próprio corpo e promover a sociabilização entre colegas.

Materiais: Aparelho de som, CD.

Desenvolvimento da aula:

1ª Atividade: Espelho Humano: Em duplas, uma das crianças fala: “vou ver minha orelha no espelho” e a outra faz o papel de espelho fazendo os mesmos movimentos (e assim com todas as partes do corpo).

2ª Atividade: Estátua em três planos: Podemos nos movimentar em três planos: o alto (de pé) o médio (de joelhos ou agachados) e o baixo (no chão). Propor então, a brincadeira da estatua só que agora só “vale” se movimentar e fazer a estátua no plano pedido pelo professor.

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RELATO DA AULA:

Como era a primeira aula de intervenção após as observações, os alunos estavam muito eufóricos e curiosos para começar as brincadeiras divertidas, por que era assim que professora regente explicou a eles, ao explicar o porquê estava a observar as aulas, para eles a Educação Física é brincadeira. No inicio percebi que teria que conquistar como amigos primeiro, pois alguns como pude perceber nas observações eram meio arredios com a minha presença, comecei com uma conversa explicando o que iria desenvolver nas aulas e que gostaria de ser amiga deles e poder contar com suas participações nas atividades, a professora regente me deu uma ajudinha nesta conversa. Ao explicar a primeira atividade, o A1 que é um pouco arredio como percebi nas observações, não gostou muito, fez uma carinha de quem não gostou da atividade, o restante achou novo e estranho ao mesmo tempo, pois a A2 comentou por alto que não haviam brincado dessa brincadeira antes, na primeira tentativa não deu muito certo, porque percebi que estavam com vergonha do coleguinha, ao notar essa questão, expliquei que não precisavam ter vergonha, que todos somos colegas e amigos em primeiro lugar que era apenas uma atividade como outra, com mais algumas tentativas consegui que perdessema vergonha e que conseguissem desenvolver a atividade. Os meninos A1, A13, A3 eram os que mais apresentaram ter vergonha de estar frente ao colega, até mesmo o A13 quis parar de brincar dessa maneira, deixei a vontade, pois não quis forçá-lo. Na segunda atividade foi um pouco mais fácil a compreensão dos alunos, porque já haviam brincado de “Estátua”, mas também foi um pouco novo, porque não sabiam como funcionava a brincadeira Estátua em três planos, expliquei a atividade e gostaram muito, acharam até engraçado a maneira de como ficava cada estátua. Ao iniciar todas as meninas fizeram com certa facilidade, souberamtrabalhar muito bem seu esquema corporal, tendo criatividade nas estátuas formadas, os meninos também mostraram muita criatividade e imaginação nas estátuas, mas o A1 que é meio arredio e um pouco bravo, se mostra emburrado, não fazia estátua alguma, porque achava difícil fazer a estátua no plano baixo, pois expliquei que não precisava se jogar no chão, mas que tenta-se, já era um avanço, mas que não precisava ficar chateado se caso não conseguisse, pois não era obrigado fazer e sim que professora gostaria que ele tentassem, não tive muito sucesso com o A1, pois devido ele não praticar muito atividades que desenvolvam habilidades fundamentais. A música que trabalhos os membros superiores e inferiores, os alunos adoraram dançar essa música, perguntei há eles qual parte do corpo é que não falava na música, todos queriam falar ao mesmo tempo, acalmei todos e cada um falou de

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uma vez, surgiu variar partes do corpo, o que mais eles acharam engraçado foi ter dito bumbum, pois nenhum havia comentado essa parte do corpo.

Figura 1: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016. Figura 2: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.

Figura 3: VEIGA, Thaís. Atividades. Maio de 2016.

QUADRO 1: ASPECTOS OBSERVADOS NOS ALUNOS FRENTE AS ATIVIDADE DESENVOLVIDAS ASPECTOS OBSERVADOS NOS ALUNOS NUNCA ALGUMAS VEZES QUASE SEMPRE SEMPRE COMPREENDERAM AS ATIVIDADES PROPOSTAS NA UNIDADE X

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35 RESPEITARAM E COMPREEENDERAM AS REGRAS DAS ATIVIDADES X RESPEITARAM E INTERAGIRAM COM O GRUPO X PARTICIPARAM DAS ATIVIDADES X

QUADRO 2: APRENDIZAGENS DESENVOLVIDAS PELOS ALUNOS:

ALUNOS DESENVOLVIMENTO NOS ASPECTOS MOTORES, COGNITIVOS E AFETIVOS. ALUNO 1 I ALUNO 2 B ALUNO 3 R ALUNO 4 R ALUNO 5 R ALUNO 6 R ALUNO 7 B ALUNO 8 B ALUNO 9 B ALUNO 10 R ALUNO 11 R ALUNO 12 B ALUNO 13 B ALUNO 14 R ALUNO 15 I ALUNO 16 I

LEGENDA1: I=INSUFICIENTE, R=REGULAR, B=BOM

AULA-nº2

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Objetivo geral: Relembrar as atividades da aula anterior, bem como, explorar, compreender as diferentes possibilidades de vivenciar o espaço entre os objetos seu corpo, de seus colegas e perceber a ocupação dos mesmos nos espaços dasala estimulando a socialização.

Materiais: Bambolês, gravuras, jornais, aparelho de som, CD.

Desenvolvimento da aula:

1ª Atividade: Círculo de mãos dadas, testar diferentes maneiras de passar o bambolê no corpo sem soltar as mãos.

2ª Atividade: Dança do Jornal: um sinal do professor, devem dançar (se movimentar) ao som de uma música sobre uma folha de jornal sem rasgá-la ou sair fora dela. Os pares que saírem ou rasgarem a folha de jornal vão saindo da brincadeira. Ganha a dupla que não rasgar e nem sair do jornal.

3ª Atividade: Brincadeira do robozinho: em duplas onde um colega está na frente do outro. O que está na frente é o robô e o de trás o que comanda. As regras deverão ser explicadas antes do começo da brincadeira. Ex: se o colega de trás encostar no meio das costas do colega da frente, o robô anda. Se encostar no ombro esquerdo, anda para a esquerda. Se encostar na cabeça, o robô para de caminhar (podendo variar os comandos).

4ª Atividade: Dividir a turma em dois grupos, depois espalhar gravuras com imagens de animais. Quando isso acontecer terá que expressar através de mímica os animais das imagens, sem som. Os outros participantes (grupo) vão tentar descobrir. Para auxiliar os alunos, cada professor fica com um grupo para poder dar uma assistência.

RELATO DA AULA

Na primeira atividade expliquei como seriamdesenvolvidas as atividades, os alunos fizeram carinhas de surpresa, mas ao desenvolver foi uma diversão só, pois quando um coleguinha tentava passar pelo bambolê, os outros ficavam torcendo para que conseguisse passar, alguns que tentavam passar, acabavam esquecendo e soltando a mão do colega e outros tentavam de uma e de outra maneira até que conseguiam ocupar o espaço do bambolê, mas no fim acharam muito divertido e foi repetido mais de duas vezes a atividade. Na segunda atividade percebi que ao dividir em duplas, os que tinham mais afinidades se escolheram, mas para que isso não aconteça, eu mesma organizei as duplas, alguns não

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