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Finanças Exponenciais I

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(1)

Finanças

Exponenciais

Parte I

Mercados e

Risco

Financeiro

(2)

Ligação com a Ficha de

Unidade Curricular

Pontos do Programa

2. Gestão de Instrumentos Financeiros.

3.1. Problema da dívida pública e crises

financeiras.

3.2. Sistema financeiro global e risco político.

3.3. Gestão do risco financeiro e gestão

(3)

Finanças Exponenciais

Sistema financeiro em transformação acelerada

decorrente do desenvolvimento, também ele

acelerado, das TICs e da Inteligência Artificial

aplicada às transacções financeiras:

Transacções de alta frequência;

Automação das transacções;

Ciberfinanças;

Ligação a economias virtuais.

Potencial disruptor dos Estados, do poder da

(4)

Mercados Financeiros:

Estrutura e Evolução

 Mercado de Capitais: acções e obrigações (papel de

financiamento da Economia);

Mercado de Commodities: mercado de mercadorias;

 Mercado de Futuros e Derivados: gestão do risco, apostas

sofisticadas, fortemente ligado à inovação financeira no caso dos derivados financeiros;

 Mercado de Seguros: gestão do risco;

 Mercados Cambiais: mercado para a compra e venda de moeda

em que operam grandes bancos internacionais (principais agentes que operam neste mercado), especuladores e Governos.

(5)

Década de 1980 e 1990

As décadas de 1980 e de 1990 marcam transformações

aceleradas do sistema financeiro global, principalmente

em torno de três vectores centrais:

 Informatização;

 Internacionalização;

 Inovação financeira (principalmente ligada ao mercado de

derivados financeiro).

A

globalização

financeira

marca

transformações

estruturais na natureza e papel dos mercados.

(6)

Novo Milénio

Novas

transformações,

expansão

e

afirmação em pleno da Geofinança

conectada ao Sistema Financeiro Global.

Organização em quatro níveis;

Expansão da Ciberfinança;

(7)

Organização dos Mercados

Financeiros

Primário

Secundário

Outros mercados:

Outros Mercados Secundários

(Ciberfinança)

Terceiro mercado

Quarto mercado

(8)

Mercado Primário e Mercado

Secundário: Tradicionalmente

Mercado

Características Centrais

Primário

- Mercado da emissão de títulos

- Agentes:

entidade

emissora,

banco(s)

que

organiza(m) a emissão investidores.

- Financiamento de longo prazo: IPO (mercado de

capitais), emissão de obrigações, emissão de

dívida pública (envolve rating prévio nas emissões,

podendo influenciar as taxas de juro e a

procura.).

Secundário

- Mercado de transacções: compra e venda de

títulos (mercados financeiros).

- Bolsas

de

valores,

constituem

o

principal

representante.

(9)

Terceiro e Quarto Mercado

Terceiro mercado:

 OTC (Over-the-Counter);

 Permitem a investidores institucionais transaccionarem blocos

de títulos e outros produtos financeiros directamente.

Quarto mercado:

 Mercado directo, instituição para instituição, sem

intermediação financeira (sem forma de controlo contabilístico, evitam os custos de transacção).

(10)

Outros Mercados

Outros Mercados Secundários:

SecondMarket: mercado online para a compra e

venda de activos ilíquidos e outros activos:

Títulos restritos em empresas públicas;

Mercado de auction-rate securities (CDOs, MARS, SLARS).

Bankrupcy Claims Market

Limited Partnership (LP) Interests

Produtos estruturados (CDO, MBS).

Whole Loans Markets (inclui carteiras de empréstimos)

Mercado accionista para empresas privadas.

IOUs (Promessas de Pagamentos) de governos

Bitcoins: rede de pagamentos e de moeda electrónica

(11)

Mercado Secundário da

Dívida Pública Portuguesa

“O

mercado

secundário

da

dívida

pública

portuguesa sofreu uma profunda alteração em 2010,

com a admissão de mais duas plataformas

eletrónicas, a BroketTec e eSpeed, juntando-se à já

existente MTS, garantindo assim um ambiente

competitivo nas plataformas de negociação de

títulos de dívida pública”

(12)

Três Segmentos

Segmento

de

negociação

por

grosso

entre

especialistas a funcionar em plataformas eletrónicas.

Segmento dirigido principalmente para as transações

de retalho, a funcionar também como mercado

regulamentado, onde estão admitidas à negociação a

maioria das OT emitidas – Eurolist by Euronext (mercado

de cotações oficiais) gerido pela Euronext Lisbon

Segmento de operações realizadas fora de mercado

regulamentado (OTC).

(13)

Plataformas Electrónicas

MTS (http://www.mtsmarkets.com/)

EBS BrokerTec

(http://www.ebsbrokertec.com/)

(14)

Dark Pools

Rede que permite aos investidores transaccionar volumes

elevados de activos sem que os restantes investidores

consigam tirar partido da ordem fazendo subir ou baixar o

preço.

O preço pré-transacção (preço a que os títulos são

colocados a transacção) não é visível

para os

intervenientes.

O preço final da transacção é apenas revelado após a

transacção se ter finalizado.

A dark pool tem um sistema interno automático para fazer o

(15)

Dark Pools

Grandes investidores utilizam as dark pools.

Em 2013 representava 13% do volume das

transacções, com um crescimento de cerca de

50% nos três anos precedentes

(16)

Dark Pools

Avanços tecnológicos ao nível das redes

das comunicações e da Inteligência

Artificial (I.A.):

Investidores institucionais evitam as I.A.

Programadas

para

identificarem

e

explorarem ordens de bolsa de elevado

volume.

Os avanços tecnológicos têm, também,

(17)

Dark Pools

Evitam os custos de transacção e o efeito

de distorção dos preços de mercado.

São caracterizadas por uma elevada

falta de transparência.

Poderão permitir livrar-se de activos.

(18)

Estrutura Global

Geoeconomia e Economias paralelas (redes

globais).

Papel

dos

mercados

financeiros

enquanto

garantes de fluxos de dinheiro, activos e risco

ligando economia global às redes globais de

empresas, Estados e organizações criminosas.

(19)

Definição de Sistema Financeiro Global

“Definition of global financial system

This is the interplay of financial companies, regulators and institutions operating on a supranational level. The global financial system can be divided into regulated entities (international banks and insurance companies), regulators, supervisors and institutions like the European Central Bank or the International Monetary Fund.

The system also includes the lightly regulated or nonregulated bodies -this is known as the “shadow banking” system. Mainly, -this covers hedge funds, private equity and bank sponsored entities such as off-balance-sheet vehicles that banks use to invest in the financial markets.

Example

As banks lend money to governments, hedge funds and private equity firms, and central banks lend money to commercial and investment banks, the interrelationship between these loans creates the global “systemic” risk, which explains why a “local” crisis such as the US subprime meltdown in 2007 translated into a global financial crisis.”

(20)

Estrutura Global

Global

Financial

System

Light Global Economy Dark Global Economy

Offshore

systems

Financial

Markets’ Levels

Cyberfinance

(21)

Sistema Financeiro e Ciberespaço

Desenvolvimento do sistema financeiro

global

foi

possível

graças

ao

desenvolvimento das TIC e potenciado

pela Internet.

A World Wide Web e a Inteligência

Artificial estão a transformar o sistema

financeiro global.

(22)

Questão das Economias Paralelas

Se não se integrar as economias paralelas, a

modelação será sempre incompleta.

Emergência da Ciberfinança

Importância do ciberespaço e da dark net.

Transformações centrais do Sector Bancário e

(23)

Questão da Liquidez e do Risco

Assumpção do risco de crédito pelos bancos

e necessidade de captação de fundos ao

nível global para manter os rácios.

Securitization do risco de crédito e estrutura dos

mercados

financeiros

conduz

a

uma

complexificação deste ponto.

Vitalidade dos sistema financeiro e níveis de

transacções.

(24)

Questão da Liquidez e do Risco

Instabilidade económica, financeira e

política decorrentes de fugas de capitais

em países sob “stress” financeiro:

Estimulam movimentos especulativos e

ataques a esses países.

Caso do financiamento do complexo

(25)

Chave do Jogo Financeiro

Velocidade: para ganhar o jogo da alta

frequência:

Sinergização das TIC e I.A.:

Inteligências Artificiais analisam os dados e investem

Dimensão humana:

 (Operacional): Humanos gerem os sistemas informáticos

para garantir que tudo funciona bem;

 (Estratégica): Humanos desenvolvem as Inteligências

Artificiais.

(26)

Conceito de Ecologia

Financeira Híbrida

Ecologia de Investidores: conceito das finanças

evolucionárias que analisa os diferentes tipos de

investidores em termos de populações;

Ecologia

financeira

híbrida:

os

mercados

financeiros

contêm

uma

tecno-hibridez

consubstanciada em termos de:

Agentes Financeiros Humanos;

Agentes Financeiros Artificiais construídos por

agentes humanos (transacionam para as

instituições financeiras);

(27)

Conceito de Cyborg Finance

Os mercados financeiros são dominados

por Humanos e I.A.s em interacção

(sinergização entre os pilares Info e

Cogno têm vindo a amplificar esta

dinâmica):

http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstr

act_id=2227498&download=yes

(28)

Conceito de Cyborg

Cyborg = Cybernetic Organism:

Conceito introduzido por Manfred Clynes e Nathan S. Kline no

artigo Cyborgs and Space publicado no jornal Astronautics em

Setembro de 1960, a propósito da questão da exploração do

espaço e da indústria aeroespacial: necessidade de adaptar

o homem para viver no espaço.

Sistemas homem-máquina auto-reguladores: o cyborg foi o

termo introduzido pelos autores para se referirem a um

complexo

organizacional

exogenamente

expandido

funcionando

inconscientemente

enquanto

sistema

homestático integrado.

Expande-se as funções auto-reguladoras do organismo para o

(29)

Conceito de Cyborg Finance

Over the last quarter century, computerization and

artificial intelligence have revolutionized finance,

and they continue to fundamentally transform

finance from an industry dominated by humans to

one in which humans and machines share dominion.

Modern finance is cyborg finance, an industry in

which the key players are part human and part

machine.” (Lin, 2013, p.687).

(30)

Conceito de Cyborg Finance

“increased reliance on computerization and

artificial intelligence in finance has fundamentally

transformed modern finance into cyborg finance,

an industry that is faster, larger, more global, more

interconnected, and less human than its previous

iterations.” (Lin, p.693)

(31)

Conceito de Cyborg Finance

Cognição cooperativa entre humano e

máquina:

Os humanos utilizam as máquinas como

ferramentas para se orientarem nas suas

decisões: as máquinas avaliam o risco e

formulam as propostas decisionais;

As máquinas têm também autonomia

decisional: podem investir.

(32)

Argumento do Investidor Cyborg

Apoiante de Lin: o suporte para o argumento de Lin

é que a (co)cognição humano/máquina produz a

síntese cognitiva

deliberativa que conduz

à

transacção, logo, se aceitarmos o argumento,

podemos admitir estarmos a lidar com uma forma

específica de cyborg.

Crítico de Lin: a agente não é um cyborg mas sim

usa as máquinas como ferramentas de apoio à

tomada de decisão.

(33)

Argumento do Investidor Cyborg

Apoiante de Lin: as máquinas alteram a dinâmica cognitiva do agente.

Crítico de Lin: as máquinas não alteram a dinâmica cognitiva do agente, no

sentido de causa próxima a que se segue o respectivo efeito, as dinâmicas cognitivas dos agentes expandem-se naturalmente durante o processo evolutivo, em que se inclui as dinâmicas de aprendizagem com consequências ao nível da capacidade de produção da própria tecnologia, o esforço de pensamento tecnológico é que pode expandir a capacidade cognitiva dos agentes, a níveis do uso e da interpretação com que dotaram as suas ferramentas, nomeadamente em termos dos critérios decisionais, não é a ferramenta que faz mudar o agente, mas é o próprio agente que expande cognitivamente através do seu trabalho, das suas acções e da interacção com aquele que é o resultado do seu trabalho, neste caso, as tecnologias.

(34)

Argumento do Investidor Cyborg

Apoiante de Lin: quando o humano decide com base na cognição produzida

pela máquina e se torna dependente da mesma no exercício da sua capacidade cognitiva, este pode ser considerado enquanto sistema híbrido: o agente investidor torna-se o coproduto sistémico evolutivo do humano e da máquina logo o “investidor” é este sistema humano & máquina e, assim, um cyborg.

Crítico de Lin: as tecnologias não têm capacidade de auto-determinação, a

auto-determinação é dos agentes, até mesmo para a construção e uso das suas tecnologias, que ou permanecem se forem eficazes, ou se rejeitam e se constroem outras mais eficazes. O agente é uma natureza humana, não é um cyborg, mesmo que tente alienar nas máquinas aquilo que é o seu trabalho e responsabilidade.

(35)

Questões em Torno do

Conceito de Cyborg

Sistemas homem-máquina auto-reguladores: o cyborg

foi o termo introduzido pelos autores para se referirem a

um

complexo

organizacional

exogenamente

expandido funcionando inconscientemente enquanto

sistema homestático integrado.

Expande-se as funções auto-reguladoras do organismo

(36)

Tendência Futura

Tecnologias Quânticas:

I.A. Quântica é mais rápida e mais eficiente

podendo conduzir a um amplificar exponencial

das aplicações da I.A. às finanças.

(37)

Incerteza e Risco

Consequências

da

trajectória

tecnológica

exponencial:

Aumento acelerado da incerteza;

Fim dos modelos do risco fixo calculável;

Limite à previsão de tendências, necessidade de

cenarização ágil;

Falência dos modelos vindos da teoria financeira

tradicional que assumem estabilidade probabilística

(dificuldade em avaliar o risco: risk pricing problem)

(38)

Transformações Exponenciais

Análise de Cenários vs Análise de Tendências

(Vinge):

Cenarização

independentemente

da

probabilidade

Listagem de Sintomas

Referências

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