UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO
A IMPORTÂNCIA DO JOGO LÚDICO NO 1º CICLO DO ENSINO BÁSICO:
UM ESTUDO EFETUADO A PARTIR DAS ATIVIDADES DE ENRIQUECIMENTO
CURRICULAR
RELATÓRIO DE EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL COM FEIÇÃO DISSERTATIVA DO MESTRADO EM ENSINO DO 1º E 2º CICLOS DO ENSINO BÁSICO
(Ao abrigo da recomendação CRUP).
PROJETO DE INVESTIGAÇÃO
VÍCTOR MANUEL TEIXEIRA BOTELHO
Trabalho realizado sob a orientação do
Professor Doutor Agostinho da Costa Diniz Gomes
UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO
2º CICLO EM ENSINO DO 1º E 2º CICLOS EM ENSINO BÁSICO
A IMPORTÂNCIA DO JOGO LÚDICO NO 1º CICLO DO ENSINO
BÁSICO:
UM ESTUDO EFETUADO A PARTIR DAS ATIVIDADES DE
ENRIQUECIMENTO CURRICULAR
PROJETO DE INVESTIGAÇÃO
(Ao abrigo do CRUP)VÍCTOR MANUEL TEIXEIRA BOTELHO
Trabalho realizado sob a orientação do
Professor Doutor Agostinho da Costa Diniz Gomes
I
Relatório Profissional apresentado à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, como requisito para a obtenção do grau de Mestre em Ensino de 1º e 2º Ciclos em Ensino Básico, cumprindo o estipulado no ponto 5 do artigo 10º do regulamento CRUP da UTAD, sob a orientação do Professor Doutor Agostinho da Costa Diniz Gomes
III
DEDICATÓRIA
V
AGRADECIMENTOS
A primeira palavra de agradecimento é dirigida ao meu orientador, Professor Doutor Agostinho da Costa Diniz Gomes, sem a qual este estudo não teria sido concluído. Para além de orientador, revelou-se amigo, disponível, crítico e sempre com uma palavra de incentivo. Por tudo ficar-lhe-ei sempre grato.
A UTAD, pela oportunidade que me proporcionou de frequentar o mestrado.
Aos meus pais, pelo apoio constante em todos os momentos e pelo exemplo de vida que são para mim.
A todos os meus amigos que de uma forma ou de outra contribuíram para que a concretização deste trabalho se tornasse uma realidade.
VII
RESUMO
O presente estudo pretende evidenciar as contribuições dos jogos lúdicos nas aulas do 1º Ciclo do Ensino Básico, bem como, a sua importância no desenvolvimento das crianças do 1º Ciclo do Ensino Básico, através da pesquisa de fontes bibliográficas e de campo. Afim de reflectir sobre a temática no âmbito educacional.
Nesta perspectiva, propõe-se conhecer as percepções dos professores de Educação Física, acerca da importância dos jogos lúdicos e simultaneamente analisar até que ponto o jogo é um factor de desenvolvimento global da criança.
O nosso grupo de estudo é constituído por 10 professores (7 género feminino 3 do género masculino ) em atividade no 1º Ciclo do Ensino Básico e nas actividades de enriquecimento curricular nas várias escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico, localizadas no Agrupamento de Escolas Francisco Arruda, Lisboa. A metodologia adoptada para esta pesquisa foi qualitativa. Através de entrevistas semi-estruturadas procedemos à recolha de dados, os quais posteriormente examinados através de uma análise de conteúdo.
As conclusões apontam no sentido que os jogos lúdicos, nas aulas do 1º Ciclo do Ensino Básico é de suma importância para o desenvolvimento cognitivo, motor, afectivo e social da criança e que os professores reconhecem essa importância, apesar de entenderem que é preciso valorizar e utilizar mais as actividades lúdicas nas suas aulas, como também considerando necessário que haja uma maior consciencialização de outros agentes educativos sobre o papel do jogo lúdico na aprendizagem da criança.
Palavras-Chave: Atividades de Enriquecimento Curricular, Ensino Básico, Educação para a Jogo, Jogos lúdicos, Professores, Perceções.
IX
ABSTRACT
This study aims to highlight the contributions of educational games in the classes of the 1st cycle of basic education, as well as its importance in the development of children in the 1st cycle of basic education, through bibliographic sources and field research. In order to reflect on the subject in the educational field.
In this perspective, it is proposed to know the perceptions of the physical education teachers about the importance of educational games and simultaneously analyze to what extent the game is a global factor of development of the child.
Our study group consists of 10 teachers (7 females 3 males) in activity in the 1st cycle of basic education and the curriculum enrichment activities in various schools of the 1st cycle of basic education, located in the School Group Francisco Arruda , Lisbon. The methodology adopted for this research was qualitative. Through semi-structured interviews carried out a data collection, which later examined by a content analysis.
The findings point towards the educational games, the classes of the 1st cycle of basic education is critical for cognitive, motor, emotional and social child and teachers recognize this importance, although deem it necessary to value and use more ludic activities in their classes, as well as considering there needs to be greater awareness of other educators about the playful role play in children's learning.
Keywords: Enrichment activities Course, Basic Education, Education Game, entertainment games, Teachers, Perceptions.
XII INDICE GERAL DEDICATÓRIA ... III AGRADECIMENTOS ... V RESUMO ... VII ABSTRACT ... IX ABREVIATURAS ... XVII
CAPITULO I – RELATÓRIO DE EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL ... 1
CAPITULO II – ESTUDO DESENVOLVIDO ... 30
Introdução ... 31
1. REVISÃO DA LITERATURA ... 33
1.1. O ENSINO BÁSICO ... 33
1.2 AS AEC NO ENSINO BÁSICO ... 36
1.3 O JOGO ... 37
1.3.1. Os conceitos ... 37
1.3.1. Classificação do Jogo ... 39
1.3.2 Natureza e Carateristicas ... 41
1.4 DIDÁTICA DO JOGO ... 45
1.5 O JOGO LÚDICO COMO ESTRATÉGIA METODOLÓGICA ... 47
1.5.1 Aspetos Metodológicos para a Intervenção Didática ... 48
1.5.2 Critérios para a Seleção e Elaboração de um jogo ... 50
2. METODOLOGIA ... 55
2.1 O GRUPO DE ESTUDO ... 56
2.1.1 Critérios de escolha do grupo ... 56
2.1.2 Caraterização do grupo ... 56
2.2 ELABORAÇÃO E VALIDAÇÃO DOS INSTRUMENTOS ... 58
2.3 RECOLHA DE DADOS ... 59
2.3.1 O questionário ... 59
2.3.1.1 Aplicação, recolha e análise dos questionários ... 59
2.3.2 A entrevista ... 59
2.3.2.1 Marcação das entrevistas ... 59
2.3.2.2 Realização das entrevistas ... 60
XIII
3. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DE RESULTADOS ... 66
3.1 A IMPORTÂNCIA DO JOGO ... 66
3.2 AS ATIVIDADES LÚDICAS MAIS UTILIZADAS ... 68
3.3 REAÇÃO DOS ALUNOS EM RELAÇÃO ÀS ATIVIDADES LÚDICAS REALIZADAS ... 70
3.4 O JOGO E O DESENVOLVIMENTO EDUCATIVO DA CRIANÇA ... 71
3.5 PLANEAMENTO DO JOGO NO ENSINO BÁSICO ... 73
4. CONCLUSÕES ... 78
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 83 ANEXOS ... XIX
XIV
INDICE DE FIGURAS
XVI
INDICE DE QUADROS
XVIII
ABREVIATURAS
AEC – Atividade de Enriquecimento Curricular ATL – Atividades de Tempos Livres
UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a
XIX
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Introdução
Este documento constitui o Relatório da Atividade Profissional, desenvolvido no âmbito do Mestrado em Ensino do 1º e 2º Ciclo do Ensino Básico, na Universidade de Trás os Montes e Alto Douro.
O Relatório da Atividade Profissional tem como finalidade a reflexão e descrição da experiência profissional e pessoal, quando se olha para o passado e para o futuro, como professor.
A perceção da organização escolar e da comunidade educativa nas escolas onde lecionamos, bem como a partilha de conhecimentos e informações do Projeto Educativo de Escola, dos Projetos Curricular e de Avaliação do 1º Ciclo do Ensino Básico constituiu-se sempre um objetivo prioritário, no início de cada ano letivo.
Numa prática profissional cada vez mais exigente, como professores cometemos e continuamos, a cometer alguns erros, consciente de que, a avaliação e reflexão constante do nosso trabalho produz melhores resultados, permitindo encontrar novos caminhos e diferentes abordagens diante um problema.
No meio escolar a lecionação dos objetivos individuais e de escola têm sido transversais. Como agentes educativos, não perder o foco nestes objetivos, tem sido, um dos fatores mais importantes para a redução do abandono escolar e da indisciplina, como por exemplo: A implementação de novas estratégias de atuação definidas em grupo, oferecendo um maior apoio a todos os alunos, promovendo o seu desenvolvimento e o sucesso escolar.
A elaboração deste relatório, terá como ponto de partida uma contextualização da Dimensão Profissional, Social e Ética e os respetivos Domínios do Relatório de Autoavaliação do Processo de Avaliação de Professores, uma vez que a conduta de um professor e os valores morais e éticos inerentes à sua profissão são transversais a todos os seus campos de ação.
Na Dimensão do Ensino e da Aprendizagem será analisada, a organização e preparação das atividades letivas, a realização das atividades escolares, relação pedagógica entre professor e aluno e a avaliação das aprendizagens dos alunos.
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Relativamente à Dimensão Participação na Escola e Relação com a Comunidade Educativa, será feita uma reflexão sobre o contributo do professor no cumprimento dos objetivos e metas do Projeto Educativo e dos Planos Anual de Atividades, bem como, da cooperação nas estruturas de coordenação educativa e nos órgãos de administração e gestão.
Por fim, na Dimensão Desenvolvimento e Formação Profissional ao Longo da Vida, será feita uma reflexão ao desenvolvimento profissional, às iniciativas e atividades que contribuíram para um aperfeiçoamento do desempenho profissional através da aquisição e consolidação de competências.
Na abordagem destas temáticas, será adotada uma análise crítica, fundamentada sempre que possível, na revisão bibliográfica adequada.
2. Caracterização e Análise da Atividade Profissional Desenvolvida
Para que a escola possa ser melhor entendida, é importante que as tomadas de decisão sejam fundamentadas e conscientes, com base num conhecimento correto, com a máxima de abrangência possível de todas as suas dimensões. No contexto escolar o professor deverá conhecer muito bem o meio onde está inserido, para que possa agir a três níveis - “Nível Macro: tarefas de interação com o contexto sociocultural; Nível Meso: tarefas no contexto da instituição (Escola); Nível Micro: tarefas relacionadas com o ensino” (UNESCO, 1980).
Na sua atividade profissional o professor do 1º ciclo do Ensino Básico deve ter a capacidade de refletir sobre o modo como desenvolve o seu trabalho, através de um bom conhecimento científico e pedagógico, melhorando assim a eficácia do seu trabalho (Onofre, 1996). É de acordo com esta conceção que neste capítulo apresento uma análise reflexiva e a descrição do meu desempenho profissional nas diversas dimensões.
2.1. Dimensão Vertente Profissional Social e Ética
A prática profissional do professor presente nesta dimensão tendo em atenção as orientações da Comissão de Coordenação da Avaliação de Desempenho, conjuga-se com as outras dimensões. Na dimensão do desenvolvimento e formação profissional ao
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Longo da Vida através da elaboração do conhecimento profissional. Na dimensão do desenvolvimento do ensino e da aprendizagem com a promoção da aprendizagem e do desenvolvimento pessoal e cívico dos alunos. Na dimensão participação na escola e relação com a comunidade educativa, no decorrer da interação do professor com outros elementos da comunidade educativa (colegas, famílias, responsáveis educativos, autarcas, outros alunos).
De acordo com o exposto referido acima, no que refere aos vários Domínios desta Dimensão, será apresentada uma reflexão mais global e menos específica
Ao longo da carreira profissional o investimento na formação, teve como compromisso a obtenção de novos conhecimentos, através de Ações de Formação dentro e fora da escola, bem como no Mestrado em Ensino do 1º Ciclo e 2º Ciclo do Ensino Básico atenuando as lacunas de algumas matérias que não tinham sido objeto de estudo na Licenciatura.
Para que as aulas respondessem de forma eficaz, quer aos objetivos e metas da escola, quer ao desafio de obtenção de sucesso dos alunos, procuramos atualizarmos constantemente, através da partilha de um variado leque de materiais, tais como sequências pedagógicas, progressões, grelhas de observação, bem como a observação de aulas e a discussão de conhecimentos entre colegas sendo uma prática cultivada desde o primeiro ano da profissionalização, permitindo saltos qualitativos no ensino de algumas matérias.
Na escola sempre se manteve uma atitude interventiva e construtiva nos vários projetos de Departamento, de Grupo, de Conselho de Turma e outros, apresentando propostas para o seu bom funcionamento, agindo-se sempre com educação e respeito com todos os elementos da comunidade escolar.
A título de exemplo, destacamos a cooperação na criação da primeira feira da saúde realizada na Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe, Açores sendo visitada pelo senhor secretário regional da saúde dos Açores e que passou a ser adotada nos anos seguintes.
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No que diz respeito à relação com a comunidade educativa, sempre se manifestou numa relação cordial, tranquila e pacífica com todos os elementos da comunidade escolar, cooperando de forma positiva em todos os projetos e atividades realizadas.
No sentido de incentivar um maior envolvimento dos encarregados de educação na vida escolar dos seus educandos e nas atividades promovidas pela escola, foram estabelecidas relações cordiais com os pais dos alunos, usando sempre que necessário o contacto via telefone, caderneta do aluno ou presencialmente.
A título de exemplo, no decorrer de uma aula um aluno mostrava tristeza e desmotivação. No final, foi chamado e estabeleceu-se uma conversar na a sala de aula, acabando por chorar e confessar que no processo de divórcio dos pais ele era usado como “arma de arremesso” , levando e trazendo recados do pai e da mãe.
Diante esta situação, de descontrolo emocional e consequente baixa de rendimento escolar, provocado pelo modo como estavam agir com o seu educando, achamos conveniente dar ao conhecimento desta situação telefonando à mãe. De uma forma educada, a mãe informou-nos que o aluno em casa não se queixava e se mostrava forte, nunca tendo reparado o quanto ele sofria com estes “recados”, depois agradeceu-nos imenso pela nossa atitude. Após esta minha intervenção, a mudança no aluno fez-se notar muito pela positiva com o melhoramento seu rendimento escolar, tendo terminado algumas disciplinas com uma boa classificação.
Envolvemos também de uma forma ativa na defesa dos valores da Educação e dos jogos lúdicos através da participação em vários Congresso de Educação e ações de formação, sobre esta temática ajudando à sua divulgação, pelo grupo do 1º Ciclo do Ensino Básico em várias Escola, procurando sempre novas formas de motivar as crianças para a prática da atividade física.
2.2. Dimensão Desenvolvimento do Ensino e da Aprendizagem
A principal finalidade da atividade do professor é verificar se as decisões tomadas foram as melhores ao nível do planeamento e das estratégias, ajudando os alunos no sucesso das suas aprendizagem, tal como refere Onofre (1995), é necessário organizar e estruturar para que qualquer intervenção seja produtiva e real.
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A Dimensão Desenvolvimento do Ensino e da Aprendizagem contém quatro Domínios: Preparação e Organização das Atividades Letivas; Realização das Atividades Letivas; Relação Pedagógica com os Alunos e Processo de Avaliação das Aprendizagens dos Alunos que serão analisados de acordo com os domínios do relatório de autoavaliação do processo de avaliação de professores nas escolas.
2.2.1. Preparação e Organização das Atividades Letivas
Diante as várias realidades concretas do ensino, os modelos de organização curricular, estão sujeitas à evolução ou adaptação, permanecendo sempre a hipótese de invenção de novos tipos de estrutura curricular (Ribeiro,1999).
Tendo conta limitações e vantagens dos modelos disponíveis, em vez de este se restringir a um único tipo de organização foi benéfico e equilibrado utilizar diferentes estruturas de um currículo adotado no sistema escolar, algo que na prática, tende a acontecer.
Tendo em atenção a avaliação contínua e a recolha de novos dados da população-alvo, os alunos. A planificação e todos os documentos produzidos puderam sempre ser alvo de adaptações.
Ao longo dos anos letivos, a transição do ensino por blocos para o ensino por etapas foi acontecendo, através do diálogo com os colegas e da partilha de conhecimentos, bem como, da leitura do Programa Nacional do 1º Ciclo do Ensino Básico.
Ao refletir sobre a nossa prática docente, aquilo que acabamos por fazer é um modelo misto, pois as escolas ainda não oferecem espaços verdadeiramente polivalentes e uma liberdade de atuação que nos permitam usar os aspetos positivos do ensino por blocos e colmatar alguns dos defeitos do ensino por etapas.
Para a planificação das aulas sempre se teve em consideração, as experiências anteriores, as dificuldades dos alunos, o interesse, a maturidade, sendo indispensável, a avaliação diagnóstica. Sempre em estreita colaboração com os colegas de grupo disciplinar e de departamento, a planificação teve em conta a lógica vertical de ciclo letivo inerente à disciplina de Educação Física.
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Tivemos como base de trabalho, as especificidades das várias turmas, para a planificações, das unidades didáticas e de ensino a longo prazo, as de médio, e as próprias planificações das aulas propriamente ditas adaptando-as à realidade.
Para os alunos com mais dificuldades, sempre que necessário tive especial cuidado com as matérias lecionadas, elaborando planos de recuperação, mantendo o nível alto de motivação dos alunos.
A planificação é fulcral, uma vez que as aulas não são apenas ações pedagógicas planeadas de forma individual, isoladas ou improvisadas no momento (Bossle,2002).
Contemplando as limitações do meio social e escolar os Programas Nacionais em cada escola são um guia orientador para o planeamento, sujeitos a adequações.
Em cada escola as minhas aulas são geralmente poli-temáticas investido mais no planeamento semanal das Unidades de Ensino decorrentes do próprio projeto curricular das disciplinas em concordância com as condições e os espaços físicos que a escola oferece, bem como, o contexto da turma e o seu desenvolvimento, permitindo desta forma uma adaptação mais rápida e um desenvolvimento multilateral e harmonioso do aluno melhorando as sua capacidades, aptidões, atitudes e valores.
Desta forma, deve-se adaptar os Programas de ensino a cada realidade escolar tendo como referência fundamental a manutenção dos objetivos gerais de cada ciclo de escolaridade. As escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico referenciadas neste relatório apresentam diferenciação ao nível dos conteúdos para cada matéria, do Projeto Curricular. A grande mudança reside na avaliação Inicial que vai definir as aptidões e dificuldades de cada aluno, bem como, as adequações a determinar de forma que o aluno possa aprender possibilitando o seu de desenvolvimento.
Consoante as intenções do professor, o percurso de aprendizagem dos alunos e o Plano de Turma deve estar estruturado em Etapas, o ensino por Etapas é o mais adequado, através de aulas poli-temáticas para cada grupo de nível, permitindo aprendizagens de uma forma progressiva e diferenciada, facilitando o processo de ensino-aprendizagem (Rosado, 2003).
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Pelas escolas por onde lecionamos o planeamento das várias Etapas teve em atenção as características das instalações disponíveis e as condições climatéricas previstas ao longo do ano, o nível inicial dos alunos, o nível final pretendido. Na maioria das escolas a rotação de espaços está sempre presente, embora se afigure como uma desvantagem, nas aulas semelhantes pode-se apresentar como principal vantagem, aproveitando algum do material já montado, diminuindo os tempos de organização e instrução dos alunos.
Assim ao mesmo tempo, que fazemos uma revisão das aprendizagens anteriores, consolidamos outras, relembrando e criando rotinas de aula, formando um clima favorável à aprendizagem com regras e comportamentos adequados dos alunos ao programa de Educação Física do respetivo ano de escolaridade, de forma a terminar o ano letivo cumprindo o que está previsto no Plano Curricular de Educação Física da escola e nos Programas Nacionais de Educação Física.
A título de exemplo, sendo o nosso primeiro ano na Escola Básica Integrada de Lagoa, o cuidado em perceber o seu contexto através da consulta do Projeto Educativo de Escola e o Projeto Curricular e Protocolo de Avaliação da Educação Física, bem como, a partilha de conhecimentos e informações tornou-se relevante para traçarmos como objetivo principal da nossa prática profissional, o desenvolvimento de um trabalho com posturas pró-ativas, a diferenciação pedagógica e a reflexão dos resultados.
Tendo em vista o empenhamento dos alunos e a sua felicidade na disciplina e os resultados obtidos por estes, vemos que o objetivo foi realizado.
Pelo que foi exposto, considero que ao longo destes anos a preparação e organização das atividades letivas sempre se fez de forma coerente, tendo sempre o cuidado de fazer uma reflexão e análise ao trabalho produzido.
Assim posto, consideramos que em cada escola temos contribuído para que os Objetivos e as Metas do Projeto Educativo fossem alcançados promovendo um maior sucesso dos alunos.
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Tendo como base Siedentop (1998), a instrução, gestão e clima são três dimensões que deverão estar sempre presentes na realização da aula de Educação Física para que o professor não tenha que recorrer a ações negativas ou punitivas.
Na fase de instrução é fundamental o aperfeiçoamento da apresentação do professor para que se crie um “feedback” pedagógico positivo com o aluno otimizando o seu sucesso. A gestão da aula é também indispensável na condução e controlo da aula de Educação Física, estabelecer sinais de reunião, atenção, e transição, a utilização do elogio, a verificação do material necessário, bem como, propiciar ao aluno mais tempo para as tarefas de aprendizagem, possibilitam manter a turma em atividade sem paragens, com alunos interessados e motivados na execução das suas tarefas.
Na aula de Educação Física criar um bom clima de sala de aula é de fulcral importância. A alegria dos alunos e do professor na aula é uma das formas de fomentar um clima positivo.
A base na nossa experiência como professores tem mostrado que a geração de um clima de aula positivo, alegre, de rigor e de trabalho, uma relação professor-aluno baseada na confiança mútua, honestidade e justiça barram os comportamentos desviantes.
Em todas as escolas esteve sempre presente, o acompanhamento diferenciado, o uso de estratégias de estimulação, adaptadas ao desenvolvimento individual de cada aluno, estimulamos a autonomia e o trabalho em equipa envolvendo os alunos mais avançados no apoio aos que mostram mais dificuldades. Ao longo de todo o ano letivo, no contexto da avaliação formativa e sumativa utilizamos a auto e hétero avaliação, que ao longo do tempo se mostraram muito benéficos, por parte de cada aluno, na perceção das suas reais aptidões e dificuldades, bem como, ao nível da relação professor/aluno.
Na transmissão dos conteúdos, sempre esteve presente a preocupação do uso correto da língua portuguesa de forma clara e objetivo.
No desenvolvimento do Plano de Turma, damos sempre o nosso contributo, com uma postura pró-ativa e interventiva na construção de equipa do Conselho de Turma. Sendo este um fator determinante para o sucesso educativo dos alunos e o controlo da indisciplina, este trabalho devia ser mais desenvolvido na escola.
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Sempre nos disponibilizamos para encaminhar e incentivar os nossos alunos na melhoria das suas aprendizagens, ajudando no crescimento da sua formação cívica e sócio afetiva.
Por outro lado, tendo em atenção o meio social e cultural de cada aluno procuramos elogiar e valorizar o trabalho de cada um, desenvolvendo a sua autoestima, colmatando as dificuldades através de um ensino diferenciado.
Na Escola Básica Infante D. Henrique onde lecionamos, após uma avaliação inicial evidenciou entre os alunos uma grande heterogeneidade. Perante este cenário, partimos para a criação de planos educativos que fossem ao encontro das necessidades de aprendizagem de cada aluno. O plano de intervenção formulado revelou-se muito eficaz. Um caso de sucesso, foi o de um aluno que por indicação médica afastava a sua participação nos jogos coletivos, por motivos de pânico e desorientação. Ao longo do ano letivo através de exercícios simples e individuais o aluno foi superando o problema, conseguindo gradualmente trabalhar em grupo, tornando-se numa conquista fundamental para a sua plena integração escolar.
Ao longo destes anos letivos a aposta tem sido em aulas multidisciplinares recorrendo a diferentes estratégias, como a formação de grupos heterogéneos com uma pedagogia diferenciada, bem como, o uso do ensino cooperativo que é particularmente eficaz e motivador. Um exemplo é a construção de uma pirâmide em ginástica, com recurso à fotografia funcionando como um bom “feedback” pedagógico, motivando os alunos a realizar o exercício com autonomia, corrigindo certos pormenores pelo fato de querem “ficarem bem na fotografia”.
Por outro lado, a nossa experiência tem demonstrado que a lecionação por estações constitui-se uma forma de adequar os exercícios às necessidades de cada aluno, embora haja exercícios que resultam muito bem com uma turma, mas podem não resultar bem, com a outra. Ao longo dos anos temos procurado em cada grupo de alunos ou aluno que o tempo de aula, seja um tempo de trabalho, respeito, alegria e de conhecimento mútuo.
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Ao longo dos anos letivos, observando os resultados nas várias turmas das escolas onde lecionamos, concluímos que as expectativas iniciais foram atingidas, onde alguns alunos tiveram sucesso à disciplina.
2.2.2. Relação Pedagógica com os Alunos
Ao longo do processo de ensino-aprendizagem, o professor não deve reduzir a sua atuação a uma simples transmissão de conteúdos, deverá também garantir a transmissão de valores, importantes para a formação integral do aluno (Bento, 1999).
Ao longo do tempo, a relação pedagógica estabelecida com os alunos quer na aquisição de competências da disciplina, quer ao nível pessoal e social consideramos muito boa com todos os alunos. Sem esquecer, a exigência e a responsabilização dos resultados escolares, a relação com os alunos, sempre se caracterizou pelo respeito mútuo, simpatia e boa disposição. Sempre procuramos conhecer o meio social, económico e afetivo de cada aluno, criando um clima de abertura e diálogo, sobre os problemas pessoais de cada um, os seus interesses e necessidades, em várias momentos da vida escolar os alunos se dirigiram a mim, pedindo um conselho, uma orientação, um apoio ou apenas desabar.
Apesar deste tipo clima na aula envolver alguns riscos sobretudo quando os alunos tendem a confundir proximidade com permissividade ao longo do tempo estas atitudes têm-se mostrado responsável pela motivação da turma em aprender.
Recorda-mos de uma situação, que aconteceu na Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe, que realça bem o que referimos acima: Um aluno do 6º ano pede para entrar na aula duma turma do 5º ano, sem falar mais nada, sem dizer porquê. Consentimos o aluno entrar na sala de aula, e fomos procurando desenvolver um diálogo enquanto lesionávamos a nossa aula, com o passar do tempo, acabamos por compreender que o aluno só queria uma orientação, um ombro amigo, alguém de confiança para partilhar o seu problema, de não estar a conseguir ter sucesso na disciplina de Matemática. Tentamos orientá-lo no sentido de não ter medo de enfrentar as seus problemas e fazer tudo para os superar, falando com a sua professora da disciplina de Matemática, para rever os métodos de estudo, falar com os pais e também com a psicóloga da escola tentando corresponder às suas expectativas. Mais tarde,
13 reportamos a situação ao Diretor de Turma.
Na verdade, a conquista do respeito dos alunos não faz por ação do medo, mas sim, por intermédio de uma relação baseada no respeito e amizade.
A intervenção do professor junto dos seus alunos de forma preventiva é mais eficaz, quando realizada com a participação de todos (Onofre, 1995).
No decorrer das primeiras aulas do ano transmitimos de forma simples e clara aos alunos que apesar de haver momentos de descontração, a sala de aula é um local de trabalho, onde devem mostrar interesse e empenho pelas atividades e de respeito para com os colegas da turma.
Ao longo dos anos, a experiência tem-nos mostrado que agir de uma forma antecipada às situações que perturbam o bom ambiente da sala de aula, relembrando os alunos sobre o seu comportamento, tem demonstrado claramente que os alunos depressa aprendem a “saber estar” na aula e a usufruir da mesma, permitindo que a aula decorra num clima favorável.
2.2.3. Processo de Avaliação das Aprendizagens dos Alunos
Segundo o autor referido acima, a Avaliação Diagnóstica desempenha um importante papel, no sentido de fornecer informações ao professor, sobre o desempenho dos alunos nas aprendizagens antecedentes, constituindo-se um ponto de partida para o professor na preparação das unidades didáticas, bem como, adaptação das unidades de ensino às características e níveis de desenvolvimento dos alunos, estabelecendo uma variedade de estratégias de diferenciação pedagógica, adaptadas aos seus educandos.
A Avaliação Formativa, no processo de ensino-aprendizagem segundo Ribeiro (1999), permite ao professor ao longo das aulas observar e verificar se o aluno está a atingir os objetivos previstos, bem como, a recolha de informações que permitam adaptar e aperfeiçoar a sua ação pedagógica. Por sua vez, a avaliação sumativa possibilita ao professor sintetizar o desempenho do aluno, avaliando a progressão das aprendizagens dos alunos ao longo das unidades didáticas e a utilidade de aperfeiçoar o processo de ensino. Decidindo também, quando o aluno está capaz a aprender um nível
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mais exigente do programa de ensino. Outro papel importante desta avaliação é permitir ao professor avaliar o seu próprio trabalho (Arends, 1995).
Nas escolas onde tivemos a lecionar a classificação final atribuída a cada aluno teve por base a avaliação por domínios: psicomotor, cognitivo e afetivo embora haja escolas em que a avaliação da Educação Física é feita por áreas (Atividades Físicas, Aptidão Física e Conhecimentos), recorrendo aos programas para integrar as suas áreas na avaliação por domínios.
Em várias escolas o valor atribuído a cada domínio é determinado de várias formas, consoante o professor.
Daqui se pode concluir que no processo de avaliação das turmas, mesmo que todos os professores tenham a intenção em ser justos, não haverá justiça pela ausência de uniformidade de critérios e rigor na avaliação entre turmas, outra das consequências deste método de avaliação, é a dificuldade dos alunos em compreenderem as nota que lhe são atribuídas, atrapalhando a sua aprendizagem e autonomia.
Por este fato, nas reuniões da Escola Básica 2/3 e Secundária de Tarouca, o grupo de professores de Educação Física conscientes desta realidade adequavam o processo avaliativo e as normas de referência aos programas nacionais.
Para que as decisões tomadas, sobre as avaliações em Educação Física, sejam o mais objetivas possíveis, sentimos que devem ser baseadas através de um registo rigoroso de todo que é observado.
Apesar da avaliação formativa, ser um procedimento contínuo ao longo de todo o ano letivo, observando os nossos alunos, consideramos ser uma atuação benéfica dos professores para com os alunos. Consideramos que a avaliação é fundamental nas aprendizagens dos alunos envolvendo-os e corresponsabilizando-os pelo seu trabalho, bem como, a superação de novos desafios.
No domínio da avaliação dos alunos, cooperamos sempre com o grupo de educação física de forma responsável e profissional no aperfeiçoamento e aferição dos critérios de avaliação, acatando sempre os critérios definidos pelo grupo disciplinar.
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No decorrer de cada período letivo, em várias ocasiões recorremos à avaliação diagnóstica. No sentido de chamar a atenção dos alunos para a importância da aquisição de conhecimentos, utilizamos a avaliação formativa. Para constatar se os objetivos foram adquiridos recorremos à avaliação sumativa. Por fim, utilizamos a autoavaliação e heteroavaliação, como forma de corresponsabilizar os próprios alunos.
Com recurso às novas Tecnologias de Informação e Comunicação criamos grelhas de observação e registo de competências com várias figuras ilustrativas da técnica específica de algumas modalidades, servindo como instrumentos práticos de avaliação no contexto de sala de aula, facilitando a auto e heteroavaliação dos alunos.
No início de cada ano letivo, na aula de apresentação aos alunos e encarregados de educação é sempre entregue um documento sobre a avaliação, explicando como é feita toda a sua avaliação, sobretudo as três áreas em que são avaliados (Atividades Físicas - Matérias, Aptidão Física e Conhecimentos) bem como, os critérios de avaliação e de referência param o sucesso da disciplina.
Ao longo das aulas, os alunos tem a possibilidade de consultar fichas de registo das matérias abordadas e as fichas que mencionam as várias competências que o aluno deve atingir nos vários níveis. Desta forma, incutimos no aluno a perceção das competências que já alcançou e as que estão por alcançar, indo ao encontro do que está indicado no Programa Nacional de Educação Física.
Assim, indo ao encontro dos estudos realizados por Ribeiro (1999), que ao analisar a evolução do conhecimento pedagógico de professores-estudantes, a avaliação passou a ser um instrumento de controlo da turma, para um meio de aprendizagem.
Acreditamos, que uma avaliação de caráter formativo e constante ao longo do ano letivo, torna a escola num local onde todos os alunos possam ter sucesso, se sintam empenhados, felizes, autónomos e responsáveis, participando de forma ativa no seu processo de avaliação, desenvolvendo o seu espírito crítico e cooperativo, a solidariedade, o sentido de justiça e o respeito pelos outros.
No decorrer do ano letivo, os saberes dos alunos são avaliados de várias formas, através de testes escritos, de trabalhos individuais ou de grupo. Reservamos algum
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tempo da aula, para interrogar os alunos e inserir novos conceitos. Ao longo das aulas o aluno tem que evidenciar o que faz na prática, sabe prenunciar como se faz.
Ao olharmos para as avaliações iniciais realizadas ao longo destes anos letivos, podemos testemunhar que a evolução das aprendizagens foi sempre positiva. Em relação aos resultados finais obtidos, foram alcançados e equiparados com o ano letivo anterior. No final de cada período dentro do grupo de Educação Física, das disciplinas e turmas em sede de departamento, estes fatos foram verificados. Dada a natureza específica da disciplina de Educação Física constatamos, que nem todos os alunos atingiram níveis de excelência, mas em relação a outras disciplinas, a nota desta disciplina era a mais elevada.
2.3. Dimensão Participação na Escola e Relação com a Comunidade Educativa
2.3.1 Dimensão Participação na Escola e Relação com a Comunidade Educativa
Para entender o que é a escola é necessário conhecermos o conceito de comunidade educativa, como um conjunto de duas ou mais pessoas, que realizam tarefas em grupo ou individualmente, para atingir um objetivo pré-determinado através diversos meios e recursos disponíveis (Teixeira, 1995).
2.3.2. Contributo para a Realização dos Objetivos e Metas do Projeto Educativo e dos Planos Anual e Plurianual de Atividades
Os objetivos individuais delineados de acordo com o projeto educativo, os planos anuais e plurianual de atividades foram cumpridos, aceites e aprovados pela direção escolar.
Ao nível da componente letiva e não letiva sempre cumprimos com o serviço que nos foi distribuído. Fomos assíduos e pontuais. As faltas de aulas foram previstas e devidamente justificadas, facultando sempre um plano para a aula de substituição. Garantimos sempre as horas de estudo que nos foram destinadas e a substituição de professores.
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Com o objetivo da melhoria das relações na comunidade educativa, o enriquecimento e a integração dos alunos na vida da escola, cooperamos e participamos nos vários projetos previstos no Plano Anual de Atividades.
Tal como na Educação Física, com Desporto Escolar sempre ambicionamos ajudar os alunos no desenvolvimento integral do grupo-equipa, semeando valores como, a amizade, o respeito pelo próximo, o espírito de entreajuda, a solidariedade, a autonomia, a resiliência, a coragem, a autossuperação, o desportivismo e o fair-play, valores que estão sempre presentes na nossa base de atuação.
Na Escola Infante D. Henrique no âmbito do Projeto Escolinhas do Desporto, da Secretaria Regional do Desporto dos Açores, dinamizamos o andebol e a patinagem, respeitando sempre o programa de treinos e o calendário desportivo. Durante o ano letivo em que tivemos nesta escola no âmbito do Projeto Escolinhas do Desporto, organizamos e dinamizamos, em vários encontros oficiais de equipas, constituindo-se numa forma dos nossos alunos usarem o Desporto Escolar como atividade física.
No âmbito das Atividades Extra Curriculares organizamos e dinamizamos em grupo, o encontro desportivo, de Jogos Tradicionais aberto a todas as escolas do 1º ciclo do ensino básico do município de Tarouca, cumprindo sempre o programa de aulas e o plano anual de atividades da Escola Básica 2/3 e S. de Tarouca. Estes jogos tradicionais, graças à estreita comunicação e articulação entre a escola e o município permitiram que todos os alunos do 1º ciclo do ensino básico participassem, destacando-se a inclusão e integração harmoniosa dos alunos com Necessidades Educativas Especiais, onde participaram com a ajuda dos professores em todos os jogos. Os encarregados de educação também estiveram presentes e envolveram-se, com seus educandos nos jogos. Com o apoio do grupo de Educação Física da Escola Prof. António da Natividade, no âmbito das atividades extra curriculares do 1º ciclo do ensino básico. Preparamos e impulsionamos, com muito sucesso, encontros de Desporto Escolar entre escolas do 1º ciclo. Este tipo de acontecimento desportivo contribuiu para a afirmação e implementação de um espírito de grupo, fomentando a adoção de atitudes positivas dos alunos em relação a todo o universo escola, bem como, enriquecimento da imagem de cada escola do 1º ciclo junto da comunidade. Os encarregados de educação, por sua vez, também foram abrangidos, acompanhando sempre os seus educandos aos jogos.
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Estes tipos de encontros desportivos, proporcionam aos alunos a exploração das suas capacidades levando a escola apostar a longo prazo que numa cultura desportiva, através da integração de diversos projetos desportivos, como por exemplo o Desporto Escolar.
Estes encontros desportivos, por parte dos alunos representam um forte contributo para o reconhecimento da importância da escola.
Consideramo-nos pessoas envolvidas na vida da Escola, cooperando e contribuindo em múltiplas atividades desenvolvidas pelos diversos Departamentos. Neste sentido, na dinamização e organização de todas as atividades previstas no Plano Anual de Atividades do grupo de Educação Física, participamos de forma ativa, dentro e fora da escola. A destacar: O Festival do Desporto, de Angra do Heroísmo, no Complexo Desportivo João Paulo II, com a presença de todas as escolas e clubes de desporto, de várias modalidades desportivas; Interturmas Giravolei- 1ºC; Interturmas de Basquetebol - 1º ciclo; Interturmas Futebol -1º ciclo; Corrida de Precisão -1º ciclo; Dia Desportivo na Praia; Interturmas do Mata - 1º ciclo; Dia Radical 1º/2º/3º ciclos;
Fizemos parte da equipa do Departamento de Expressões que delineou, dinamizou e organizou o Dia das Expressões. Sendo um dia aberto a toda a comunidade escolar, contou com a presença e participação dos encarregados de educação, familiares e amigos dos alunos da escola.
De forma individual, projetamos e dinamizamos, alguns projetos que envolveram toda a comunidade educativa do Município de Mesão-Frio: Jogos Sem Fronteiras entre as escolas do 1º ciclo do ensino básico. Participamos em diversas visitas de estudo, em diversos locais, tais como: Pavilhão do Conhecimento Parque das Nações, Centro Cultural de Belém; Museu do Pão, Seia; Museu da Água, Parque da cidade, Porto; Participei, com o grupo de professores e alunos, no Dia Radical na Praia, Vila Nova de Gaia, grupo. Oceanário do Porto;
No domínio da disciplina de Formação Cívica, constituímos trabalhos e debates de grupo, com recurso a dramatizações de textos diversificados, feitos pelos alunos e a projeção de filmes com respetiva ficha de visionamento.
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Com recurso às novas Tecnologias de Informação e Comunicação fomos responsáveis pela conceção de um cartão de Natal da Escola, para desenvolvimento do espírito natalício, envolvendo os alunos e outras áreas disciplinares em todo o processo.
Uma constante reflexão sobre todas estas atividades desenvolvidas, bem como, profundo conhecimento do Projeto Educativo de Escola, do contexto escolar são essenciais para a construção de projetos e atividades que sejam realmente pertinentes e apropriados a cada população escolar.
Deste modo, em cada escola conseguimos alcançar os valores e a missão dos projetos educativos, potenciando o sucesso educativo de cada aluno.
2.3.3. Participação nas Estruturas de Coordenação Educativa e Supervisão Pedagógica e nos Órgãos de Administração e Gestão
Na Escola Básica Integrada de Angra do Heroísmo e na Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe fomos nomeados para Coadjuvante, Corretor e Relator de provas nacionais do 1º Ciclo do Ensino Básico.
Consideramos que estas nomeações importantes e de grande responsabilidade constituíram-se como num reconhecimento do nosso trabalho, competência e profissionalismo.
Nas reuniões de Departamento, dos Conselhos de Turma, e de grupo disciplinar. No bom funcionamento das estruturas escolares onde estivemos inseridos, temos manifestado uma atitude participativa, assertiva e responsável, apresentando opiniões, ideias e sugestões, no desenvolvimento e implementação do Projeto Educativo de Escola e do Plano Anual de Atividades. No sentido de contribuir para o enriquecimento e integração dos alunos na vida escolar, bem como, a melhoria das relações com a comunidade educativa.
Todas as tarefas que nos foram destinadas, tanto pelo Departamento, como pelos Conselhos de Turma foram realizadas. Mantendo um constante contacto com os
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Diretores de Turma, por diversos motivos, para que estes comunicassem aos encarregados de educação informações pertinentes sobre os seus educandos.
No nosso quarto ano a lecionar, na Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe, demonstrando confiança nas nossas capacidades e reconhecendo a nossa competência foi-nos lançado o desafio de fazer parte da equipa que iria implementar o Projeto Crescer+, dirigido a alunos com Necessidades Educativas Especiais. Para tal desafio sentimos honrados e aceites. O projeto abrangeu ações pedagógicas criativas, como por exemplo, a obtenção de competências linguísticas e sociais através da música que culminou numa apresentação musical na sala de professores.
Ainda no contexto do Projeto Crescer+ foram envolvidos alunos externos ao projeto que mostraram vontade em participar na mesma, através da Dança. Este tipo de atividade converteu-se numa verdadeira ação de inclusão e integração, finalizando no auditório da freguesia de Rabo de Peixe, com uma apresentação à comunidade escolar,
A avaliação final deste projeto foi muito positiva, ajudando os alunos a uma melhor integração na escola, melhorando as suas competências motoras e sociais, elevando também a sua autoestima.
Para uma melhor inclusão de todos os alunos cooperamos e colaboramos com os Conselhos de Turma e com os encarregados na aplicação de estratégias.
Assim como, nos Conselhos de Turma sempre colaboramos no desenvolvimento do Projeto Educativo de Escola, Plano Anual de Atividades e no bom cumprimento de todas as suas funções, levando assuntos a discussão e votação, promovendo e participando nas visitas de estudo.
A título de exemplo, na Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe: levamos a Conselho de Turma o caso de um aluno que aparentava estar a viver uma situação de pobreza escondida, o que resultou num maior apoio da escola e dos serviços sociais a esta criança e à sua família.
Enquanto professores titulares de turma, os bons resultados escolares dos alunos foram alcançados através da implementação de um sistema rigoroso de responsabilização junto dos mesmos e dos seus filhos e o contacto permanente com os
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pais. Todos os “desvios comportamentais”, grandes ou pequenos foram apreciados e tratados com rapidez e eficácia. O êxito deste trabalho conjunto foi importante para a implementação de um clima positivo entre escola, turma e encarregados de educação e o desenvolvimento de uma relação pedagógica sólida e de confiança.
Sempre consideramos importante para o sucesso educativo dos alunos o trabalho de equipa, através da sua mobilização e participação na construção e desenvolvimento do Projeto Curricular de Turma.
Deste modo na vida escolar dos educandos sempre estabelecemos relações cordiais com todos os encarregados de educação da turma, envolvendo-os em todos os projetos educativos.
Nas questões disciplinares, os alunos e os encarregados de educação sempre tiveram envolvidos nos processos de decisão e em alguns casos, com rapidez e eficácia. A nossa atitude teve sempre uma influência positiva na conduta escolar destes alunos.
Através de uma atitude voluntária e dinâmica sempre usamos os nossos conhecimentos de informática em prol do grupo e da escola. Elaboramos cartazes de divulgação, editamos fotografias, gravamos diversos CDs, fizemos montagens de áudio para coreografias e inserimos os conteúdos nos sítios da Internet. Esta área tem sido frágil em alguns grupos disciplinares onde tencionamos continuar a trabalhar em equipa contribuindo para o sucesso dos vários projetos educativos.
2.4. Dimensão Desenvolvimento e Formação Profissional ao Longo da Vida 2.4.1. Formação Contínua e Desenvolvimento Profissional
No que respeita à atualização dos nossos conhecimentos científicos e pedagógicos, no que concerne à Educação Física vamos pesquisando sobre novos estudos, novas publicações, ações de formação, conferência.
No desenvolvimento da nossa prática docente, sempre sentimos a necessidade de nos atualizar, de nos aperfeiçoar e reciclar os nossos conhecimentos orientadores. Ao longo do tempo, temos investido no desenvolvimento e formação profissional, no Treino de Competição na modalidade de Natação, na qual fomos vários anos
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professores de Natação e Hidroginástica, nas Piscinas Municipais de Mesão-Frio e Vila Real, e como treinadores no clube de Natação TAC, Angra do Heroísmo.
Todas estas experiências e formações têm aplicação direta na nossa atividade docente, adquirindo e desenvolvendo algumas das competências, enriquecendo profissionalmente.
A nossa formação e experiência profissional na Área da Educação Especial, foi essencial para a melhoria do Projeto Crescer+, já referido no ponto anterior. Isto leva-nos a deduzir, da necessidade de professores especialistas nas escolas, de forma que os seus conhecimentos sejam capazes de responder aos novos desafios da educação.
Concluímos uma Pós Graduação em Educação Especial que nos possibilitou profundar, ainda mais, os conhecimentos que já contínhamos nesta área.
Participamos numa Ação de Formação, promovida pela escola sobre a Educação Sexual e dos Afetos para crianças. Esta ação de formação foi relevante para se ter um melhor conhecimento sobre esta nova área disciplinar.
Com o objetivo de melhorar o desempenho dos alunos nas aulas, participa-mos na Ação de Formação como ensiná-los a estudar com a Utilização da Plataforma E-Learning “Moodle”.
De forma a tornar as aulas mais apelativas, participamos numa formação interna da escola sobre Quadros Interativos, com apresentações em formato digital das aulas teóricas, de vídeos e demonstrações. É preciso lembrar, quando as condições atmosféricas são menos favoráveis, a solução à prática desportiva em algumas escolas com menos recursos, é a sala de aula.
Estivemos presentes em formações internas de Voleibol, Futebol e de Planeamento em Educação Física, desenvolvidas pelo grupo disciplinar. Estas formações são de todo pertinentes para dar uma maior coerência às práticas letivas de todo o grupo disciplinar.
Participamos na Semana do Desporto Juvenil, organizado pelo Centro de Formação Desportiva, do Ministério da Juventude e Desporto, que decorreu em novembro de 2001.
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No sentido de colmatar algumas matérias que não tinham sido abordadas na Licenciatura, matricularmo-nos no Mestrado em Ensino da Educação Física nos Ensino Básico e Secundário, mostrando um verdadeiro compromisso com a construção do conhecimento profissional.
Esta conduta de investimento no conhecimento tem aumentado o nosso leque de soluções pedagógicas sobre várias matérias. Temos partilhado ideias, opiniões e conhecimentos, sempre que solicitadas com a devida humildade.
Estas ações de formação internas nas escolas são muito vantajosas para a união do grupo disciplinar e das suas práticas pedagógicas levando os professores a uma reflexão e melhoria das suas ações.
Em função das características de personalidade, o seu pensar relativamente à educação, a formação recebida, o trajeto profissional e ainda a sua filosofia de vida, cabe a cada professor preferir as metodologias de ensino que mais se adaptam aos seus alunos.
No futuro pretendemos abordar as nossas aulas com uma variante pedagógica, na modalidade de Bitoque Râguebi e Râguebi, apesar de não ter sido alvo de matéria curricular na faculdade costuma-mos adquirir formação nesta área, como forma de motivar os alunos para a prática desportiva.
Na nossa opinião, o Râguebi é um jogo é completamente diferente de todos os outros desportos coletivos, consideramos ser um desporto de grande valor pedagógico para o desenvolvimento psicomotor e cognitivo dos alunos.
Pretendemos também, frequentar ações de formação, relacionadas com outras áreas de ensino específicas, pois parece-nos importante contribuir para o melhoramento do nosso desempenho profissional, como o desempenho de cargos e das tarefas não letivas, favorecendo o desempenho do docente.
4. Reflexão Final
A experiência que temos acumulado ao longo do tempo nas várias escolas, tem vindo a comprovar que à medida que os alunos se vão sentindo felizes, integrados e identificados com a escola, o sucesso escolar é alcançado.
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As nossas Avaliações de Desempenho Docente, nas escolas onde lecionamos, quer ao nível da componente letiva, quer ao nível da não letiva foram todas de “Bom”, cumprindo sempre o serviço que nos foi distribuído. De um modo geral, os objetivos individuais e de escola foram alcançados, administrando o tempo e recursos com grande responsabilidade, inteligência e flexibilidade.
Ao longo destes anos letivos, a nossa experiência como professores da disciplina de Educação Física, tem vindo a comprovar que as aulas enquadradas num clima de respeito, disciplina e trabalho são potenciadoras do sucesso escolar, reduzindo a maior parte das dificuldades que encontramos, investimento cada vez mais, na promoção de relações pessoais e coletivas na sala de aula. É no desenvolvimento destas relações entre professor e aluno que se criam compromissos saudáveis e comportamentos positivos, sentindo o dever de cumprir e não de defraudar.
Nos últimos anos as frequentes e complexas alterações do sistema educativo têm vindo alterar a vida dos professores e dos próprios alunos, que não entendem o porquê, de tantas de transformações e “discussões”. Porém, entendemos que os professores ao longo do tempo se têm resguardado da burocracia imposta pela política de educação, centralizando cada vez mais a sua atividade profissional no processo ensino-aprendizagem, nos alunos, na aula, na partilha e entreajuda.
Segundo Casassus (2008), um grande especialista na área da educação entre 1988 e 2003, da UNESCO. Considera a educação das crianças, como uma relação entre a razão, a emoção e o corpo. Não é só relevante o que se ensina, mas também a forma como se ensina, sendo necessárias ao professor competências essenciais, como a sensibilidade e a criatividade, de modo que o aluno seja visto numa perspetiva de interação, entre a razão, a emoção e o corpo.
Há 12 anos atrás, o nosso professor orientador de estágio, deu-nos um conselho que no decorrer das primeiras aulas de uma turma devíamos ter uma abordagem com muito rigor, muita segurança e intransigência para com os comportamentos desviantes. Posteriormente, com o passar do ano letivo à medida que a turma correspondesse, fosse-mos desenvolvendo mais o aspeto afetivo e informal. Hoje na nossa atividade profissional tentamos compreender exatamente à abordagem do nosso professor orientador, e o trabalho com as várias turmas de alunos tem resultado lindamente.
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Desta forma, a educação não deixa de estar ligada à Arte de ensinar do Professor, quer pela sua criatividade e personalidade. A Educação é considerada uma Ciência entre várias Ciências, mas Ensinar é uma Arte!
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INTRODUÇÃO
Desde que foram implementadas as actividade de enriquecimento curricular no primeiro ciclo do ensino básico, a importância da presença do jogo lúdico nas mais diversas faixas etárias das crianças do primeiro ciclo, tornou-se fundamental.
Porque jogar é algo muito especial. No jogo as crianças vivem situações de “ faz de conta”, dando liberdade à imaginação. São levadas a assumir riscos que na vida real seriam impensáveis. A entrega à fantasia e ás situações imaginárias que os jogos oferecem, permitem à criança conhecer e compreender o mundo social que a cerca, desenvolvendo uma autoconfiança que a pode ajudar a coexistir melhor com a realidade do quotidiano (Wiertsema,2001).
A actividade escolar por parte das crianças, nas mais diversas escolas do primeiro ciclo, torna-se por vezes limitada pela oferta dos espaços físicos e materiais dai a busca da motivação das crianças, através do jogo, mostrou-se uma constante, que motivou a realização deste trabalho.
Neste sentido, parece oportuna uma reflexão no âmbito da importância do jogo lúdico nas aulas do 1º Ciclo do Ensino Básico e cujo os objectivos estão definidos no programa do primeiro ciclo do ensino básico, bem como, da sua preservação e continuidade ao longo dos ciclos do ensino básico.
Esta necessidade é tão forte, que a escola através do uso de jogos lúdicos deve desempenhar um papel de destaque elevado em todo este processo, e em colaboração com as várias disciplinas, promover uma verdadeira educação (Maia e Lopes,2003).
Os professores do Ensino Básico através das suas aulas devem assumir um destaque ímpar perante os variados desafios que as sociedades modernas colocam, procurando alcançar através do jogo metas voltadas para o sucesso da educação, no ensino básico (Guedes, 2006).
Apesar das constantes mudanças sócio políticas que aconteceram nas últimas décadas, na defesa do valor da educação, o cenário presente nas escolas surge ainda bastante sombrio. Segundo Darido (2003) um dos principais motivos parece ser, o fato de tais mudanças não terem chegado à prática pedagógica.
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Hoje em dia, continua a ser reclamado politicamente, academicamente e profissionalmente acerca do papel e da importância que se atribui ao jogo na promoção da educação no seio das sociedades industrializadas (Green e Thurston, 2002).
Ao desenvolver este trabalho proponho analisar a perspetiva dos professores do Ensino Básico relativamente à importância dos jogos na promoção da Educação Básica, centradas não apenas nas suas opiniões, mas também olhando ás suas relações sociais passadas e presentes. Propõe-se perceber como, a seu ver, a promoção do jogo é ou podia ser, melhor conseguida através das atividades de enriquecimento curricular, partindo do pretexto que para melhor compreender as suas ações é necessário observá-los como agentes educativos portadores de crenças, juízos de valor que dirigem a sua atividade profissional (Smith e Green, 2005).
Neste sentido, formula-se o problema deste estudo, colocando a seguinte pergunta de partida:
Terão os professores do 1º Ciclo do Ensino Básico a preocupação de, nas suas aulas, definirem metas voltadas para a educação através do jogo?
No sentido de encontrar respostas, foi elaborado o seguinte objetivo geral: Conhecer a perspetiva de um grupo de professores do Ensino Básico, no que se refere ao trabalho desenvolvido na sua atividade docente e as suas preocupações com a educação através do jogo.
Com o intuito de aprofundar o conhecimento deste objetivo, foram formulados os seguintes objetivos específicos:
1. Conhecer as perceções dos professores do Ensino Básico acerca da promoção da educação básica através dos jogos lúdicos.
2. Analisar até que ponto a promoção dos jogos lúdicos são uma preocupação dos professores do Ensino Básico no decorrer das suas aulas.
Do ponto de vista organizativo e de enquadramento teórico dos diversos conceitos presentes, após a contextualização e pertinência do estudo, dá-se início a uma revisão da literatura.
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O paradigma desta investigação e estudo progride com um capítulo dedicado à metodologia, onde se dá a conhecer o caminho efetuado ao longo de toda a investigação, em termos de métodos e procedimentos utilizados, prosseguindo com a apresentação e discussão de resultados, adquiridos através de uma metodologia qualitativa onde de uma forma sistematizada, irão ser organizados em categorias, efetuando depois uma análise e discussão parcelar de acordo com os objetivos propostos.
Após a relevância da metodologia irá-se focar toda a atenção na apresentação das conclusões, resultados de análise e confluência dos dados da revisão da literatura e dos discursos proferidos dos professores entrevistados.
Finalmente as referências e os instrumentos utilizados serão expostos na bibliografia e anexos.
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33 REVISÃO DA LITERATURA
1.1 O ENSINO BÁSICO
Na atual sociedade moderna o objetivo prioritário para a escola tem sido baseado numa educação formal e sobretudo produtiva, visando apenas o desenvolvimento cognitivo da criança, sem tentar perceber a complexidade do ser humano, na atual sociedade (Foucault, 1990). No 1º ciclo do Ensino Básico, a divisão do conhecimento em disciplinas ocorreu com a aplicação do despacho nº 19 575/2006, excluindo da criança a vertente lúdica do processo de ensino/aprendizagem, dando importância apenas ao desenvolvimento intelectual. Numa sociedade cada vez mais ligada ao fator produtivo, os interesses das crianças muitas vezes não são considerados, devendo a escola por esse motivo, dar mais oportunidades de participação aos alunos.
Neste processo educativo de relacionamento complexo, inseparável e recíproco entre as várias dimensões, outro caminho está a ser construído para as crianças incutindo no seu processo de ensino e aprendizagem, o carácter lúdico. No entanto, urge a necessidade de reconhecer qual o papel e a influência das atividades de enriquecimento curricular no desempenhado relações motoras, socializadoras e cognitivas das crianças.
Ao considerarmos a educação básica como obrigatória para as crianças e o modo como a escola contribui para a sua integração social, devemos questionar sobre o que é especialmente relevante na educação, bem como, os conteúdos e as condições em que se processa a educação básica.
Para cada criança, o modo como a escolaridade obrigatória é vivida pode determinar o modo como a criança vive as suas experiências pessoais e sociais mas também o modo como enfrenta as aprendizagens ao longo da vida. O tempo que a criança passa na escola deve ser um tempo onde possa usufruir de uma educação global, onde as diferentes dimensões das aprendizagens não devem estar desligadas entre si, mas sim, interligadas. Promovendo o se desenvolvimento através do saber e do conhecimento.
A atividade letiva de uma escola gira sobretudo em volta de conteúdos pré-estruturados e denominados, reunindo estes conteúdos em programas disciplinares ou unidades didáticas lecionados por professores de acordo com a sua área de formação. Perante, a Lei de Bases do Sistema de Ensino, os conteúdos abordados na escola devem ser
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complementados com atividades curriculares ou extra escolares de modo a enriquecer os tempos livres das crianças, havendo assim uma preocupação de coordenação entre os objetivos destas atividades com os objetivos da escola de forma que os objetivos e os seus conteúdos estejam relacionados entre si. A Lei de Bases do Sistema de Ensino (1986, art.º 48) considera essencial para a formação integral e a realização pessoal das crianças, a utilização de atividades criativas e formativas na ocupação dos tempos livres. Neste contexto, cada escola ou grupo de escolas pode apresentar iniciativas de atividades culturais, cívicas, desportivas, artísticas e de inserção na comunidade de forma a fomentar o enriquecimento das várias componentes do processo do ensino e aprendizagem. Destaca ainda a importância de envolver as crianças na organização, desenvolvimento e avaliação destas atividades.
Para o Ensino Básico, esta reestruturação dos planos curriculares fez-se cumprir com o decreto-lei n.º 286/89. Com este diploma foram distinguidas diferentes áreas, como uma área curricular disciplinar e não disciplinar (art.º 6) e uma área de complemento curricular (art.º 8) alcançando os princípios definidos pela Lei de Bases, inserindo também o conceito de formação transdisciplinar (art.º 9), constituindo-se como um objetivo de todas as componentes curriculares. Desta forma, atividades de complemento curricular, como o desporto escolar passaram a ser organizadas pelas escolas, passando a ser acessível a todos os alunos. Apesar de serem referidas as atividades de complemento curricular pelo decreto-lei n.º 286/89 na definição dos planos curriculares dos Ensinos Básicos e Secundário, esta não realça a importância para o ensino básico desta oferta de atividades.
Também, no ano 2000, na Reorganização Curricular para o Ensino Básico é publicado um parecer pelo Conselho Nacional de Educação considerando entre as várias componentes, o ponto oito, alínea g) “as atividades de enriquecimento”, constituindo-se de particular interesse no âmbito deste trabalho.
A entrada deste novo século coincidiu com a mudança de postura pela escola provocada por questões relacionadas com a política educativa nacional, implementada e orientada pelo Programa da Escola a Tempo Inteiro, levando à necessidade das escolas se organizarem e oferecerem atividades de enriquecimento curricular aos seus alunos. Por outro lado a valorização da ocupação dos tempos livres e do papel que a escola tem na educação e f o r m a ç ã o d a s crianças que compõem uma determinada comunidade, como b a s e d a s