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Pericarditis. Clinical Presentation and Characteristics of a Pediatric Population

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Academic year: 2021

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www.revportcardiol.org

Revista

Portuguesa

de

Cardiologia

Portuguese

Journal

of

Cardiology

ARTIGO

ORIGINAL

Pericardite

---

apresentac

¸ão

e

características

numa

populac

¸ão

pediátrica

Catarina

Perez-Brandão

,

Conceic

¸ão

Trigo,

Fátima

F.

Pinto

Servic¸odeCardiologiaPediátrica,HospitaldeSantaMarta,CentroHospitalardeLisboaCentral,EPE,Lisboa,Portugal

Recebidoa19denovembrode2017;aceitea13demaiode2018 DisponívelnaInterneta12demarçode2019

PALAVRAS-CHAVE Pericardite; Pericárdio; Crianc¸a; Adolescente; Agentes anti-inflamatórios Resumo

Introduc¸ãoeobjetivo: Apericarditeéumadoenc¸ainflamatóriaqueocorredeformaisolada ou em contexto de doenc¸a sistémica.Neste trabalho pretende-se caracterizar a formade apresentac¸ão,orientac¸ãodiagnóstica eterapêutica,eoseguimentodosdoentesinternados comestediagnóstico.

Métodos: AnálisedescritivaretrospetivadedoentesinternadosnumúnicoServic¸ode Cardio-logia Pediátrica,comodiagnósticodepericardite,entre2003e2015.Ascaracterísticas da populac¸ãosãoexpressasemfrequênciaepercentagemnasvariáveiscategóricaseemmediana epercentisnasvariáveiscontínuas.

Resultados: Identificaram-secinquentadoentes,sendopredominanteosexomasculino(80%)e comumamedianadeidadesde14anos.Apericarditeagudafoiodiagnósticomaisfrequente (80%). Naavaliac¸ão inicial,35 doentes(70%) apresentaram toracalgiae 13 (26%)relataram febre. Em11 doentes(22%)verificou-secardiomegálianaradiografiadotórax, em 30(60%) registaram-sealterac¸õesdoECGeem44(88%)observaram-sealterac¸õesnoecocardiograma transtorácico. Em 17 casos(34%) foi diagnosticadamiopericardite.A etiologiamaiscomum foi ainfeciosa(48%), comagenteidentificado em metade doscasos. Houvecinco casosde SíndromePós-Pericardiotomia.Aprimeiralinhaterapêuticafoioácidoacetilsalicílico(50%).Em 12doentes(24%)realizou-sepericardiocentese.Adurac¸ãodointernamentoteveumamediana denovedias.Emsetecrianc¸as(14%)houverecorrênciadossintomasapósoepisódioinaugural. Conclusões: Nestacasuísticaverificou-sequeacausamaisfrequentedepericarditefoia infe-ciosa.Emumterc¸odosdoentesdecorreucomcomponentedemiocarditeearecidivanãoé desprezívelcomaterapêuticaclássica.

©2019SociedadePortuguesa deCardiologia.PublicadoporElsevierEspa˜na,S.L.U.Todosos direitosreservados.

Autorparacorrespondência.

Correioeletrónico:[email protected](C.Perez-Brandão).

https://doi.org/10.1016/j.repc.2018.05.017

(2)

KEYWORDS Pericarditis; Pericardium; Child; Adolescent; Anti-inflammatory agents

Pericarditis--- Clinicalpresentationandcharacteristicsofapediatricpopulation

Abstract

Introduction:Pericarditisisaninflammationofthepericardium.Itmaybeinfectiousor secon-darytoasystemicdisease.Theaimofthisstudywastoanalyzetheclinicalfindings,course, treatmentandfollow-upofchildrendiagnosedwithpericarditisatourcenter.

Methods:Weperformedaretrospectiveanalysisofallchildrenadmittedtoourpediatric car-diologyunitwithpericarditisbetween2003and2015.Patientcharacteristicsweresummarized usingfrequenciesandpercentagesforcategoricalvariablesandmedianswithpercentilesfor continuousvariables.

Results:Fifty patientswere analyzed (40male,10 female)withamedian ageof14years. Themostcommondiagnosiswasacutepericarditis(80%).Thirty-fivepatients(70%)presented withchestpainand26%reportedfever.CardiomegalywasidentifiedonchestX-rayin11 pati-ents(22%),30patients(60%)hadanabnormalECGand44patients(80%)hadalterationson thetransthoracicechocardiogram.In17cases(34%)therewasmyocardialinvolvement. Forty--eightpercentofpatientspresentedwithinfectiouspericarditisandthepathologicagentwas identifiedinhalfofthem.Postpericardiotomysyndromewasdiagnosedinfivecases.The first--linetherapywasaspirinin50%ofcases.Pericardiocentesiswasperformedin12patients.The medianlengthofstaywasninedays.Therewassymptomrecurrenceinsevenchildren. Conclusions:In this study,acuteinfectious pericarditis was themostcommon presentation andaboutonethirdofpatientsalsohadmyocarditis.Thesymptomrecurrenceratewasnot negligibleandisprobablyrelatedtothetypeoftherapyemployed.

©2019SociedadePortuguesadeCardiologia.PublishedbyElsevier Espa˜na, S.L.U.Allrights reserved.

Introduc

¸ão

O pericárdio é constituído por uma dupla membrana que envolveo corac¸ãoe a raizdos grandesvasose temcomo func¸ões a fixac¸ão do corac¸ão ao mediastino e a protec¸ão no contexto de infec¸ão1,2. A pericardite corresponde ao

processo inflamatório que envolve o pericárdio, podendo

ocorrercomaformac¸ãodederramepericárdico.Éuma

enti-dade poucofrequenteem idadepediátrica e corresponde

a cercade 5% das queixas de dor torácicaobservadas no

servic¸ode urgência1,3.Alguns episódios podemser

autoli-mitados,peloqueaverdadeiraincidênciaédesconhecida.

Assim,é importantehaverumaltoíndice desuspeic¸ãode

pericarditenascrianc¸as, jáque ossintomas podem,

tam-bém,serinespecíficos4.

Com este estudo pretende-secaracterizar a populac¸ão

decrianc¸asreferenciadasaumServic¸odeCardiologia

Pediá-tricaeinternadascomodiagnósticodepericardite.

Métodos

Estudoobservacionalquereportaumaanálisedescritivae

retrospetivadosdadosdetodososdoentesinternadoscom

odiagnósticodepericardite(ICD9),noperíodo

compreen-didoentre1dejaneirode2003e31dedezembrode2015,

noServic¸odeCardiologiaPediátricadeumhospital

terciá-rio. Foram analisados dados demográficos, manifestac¸ões

clínicas,examescomplementaresdediagnóstico,bemcomo

terapêutica instituída e seguimento subsequente, obtidos

através dos registos que constam do processo clínico dos

doentesselecionados. Procedeu-seàanálisedescritivadas

variáveis.Asvariáveiscategóricassãoexpressasem

frequên-ciaepercentagemeasvariáveiscontínuassãoexpressasem

medianaepercentis.

Resultados

Foram admitidos 50 doentes no período descrito, nove

através do ambulatório, 14 através do servic¸o de

urgên-cia pediátrica do nosso centro hospitalar e os restantes

foram transferidos de hospitais abrangidos na área de

referenciac¸ão do nosso hospital. Quarenta doentes (80%)

eram do sexo masculino e 10 (20%) do sexo feminino.

A mediana de idadescalculada foi de 14 anos, com uma

amplitude interquartil entreos 9e os 15anos. Dos

ante-cedentes pessoaisrelevantes,destacam-seascardiopatias

congénitas, presentes em sete (14%) casos, a patologia

imunológica, presente em seis (12%) casos, a patologia

metabólica e genética, ambas com três (6%) casos e um

doentecompatologianeoplásica(tabela1).

Aformadeapresentac¸ãomaisfrequentefoiador

torá-cica em 35 doentes (75%), seguida da febre em 13 casos

(26%),docansac¸oemnovecasos(18%)edadispneiaemseis

casos(12%).Prostrac¸ãoe sintomasgastrointestinais, como

recusaalimentarevómitosforamrelatadospontualmente.

Os resultados dos exames complementares realizados

paraorientac¸ãodiagnósticaencontram-seapresentadosnas

tabelas2,3e4.

Na avaliac¸ão laboratorial, 36 doentes (72%) tinham

elevac¸ão dos parâmetros de infec¸ão/inflamac¸ão e em

(3)

Tabela1 Antecedentespessoais

Patologia Diagnóstico n

Cardiopatia congénita

Atrésiadapulmonarcomsepto intacto

1 Comunicac¸ãointerauricular 2 Corac¸ãouniventriculartipo

direito

1 Comunicac¸ãointerventricular 1 Canalarterialpatente 1 Estenosesubvalvularaórtica 1

Imunológica VIH2 1

Asma 5

Metabólica Mixedema 1

Uremia(lesãorenalcrónica) 1

Anorexia 1

Neoplásica LinfomadeHodgkin 1 Genética Síndromepolimalformativo 1 SíndromeKleine-Levin 1 SíndromedeGreig 1

Tabela2 Radiografiadetórax

Resultado n(%)

Normal 34(68%)

Cardiomegália 11(22%)

Derramepleural 7(14%)

Calcificac¸ões 1(2%)

Tabela3 Eletrocardiogramade12derivac¸ões

Resultado n(%)

Normal 20(40%)

Alterac¸õesdarepolarizac¸ão 27(54%) ComplexosQRSdebaixavoltagem 3(6%)

Tabela4 Ecocardiogramatranstorácico

Resultado n(%)

Normal 6(12%)

Derramepericárdico 35(70%) Hiperecogenicidadedopericárdio 13(26%)

miocárdica (troponina I e CK), indicando o envolvimento concomitantedomiocárdionoprocessopatológico.

Da pesquisa etiológica, foiatribuída umacausa infeci-osa em 24 casos (48%), tanto através de uma anamnese detalhada com história de infec¸ão respiratória ou gas-trointestinal recente, bem como através da identificac¸ão do microrganismo associado, por exames laboratoriais (tabela 5). Em oito doentes (16%) foi encontrada uma

etiologia não infeciosa, sendo que em cinco crianc¸as foi

diagnosticadaSíndromePós-Pericardiotomia,duascrianc¸as

tinhamcausasmetabólicassubjacenteseemumacrianc¸aa

etiologiafoiatribuídaàdoenc¸aneoplásica.Em18doentes

(36%)foiconsideradoapresentaremumadoenc¸aidiopática.

Quanto àscomplicac¸ões,oitodoentes (16%)

apresenta-ramtamponamentocardíaco,quatrodoentes(8%)evoluíram

Tabela5 Etiologiainfeciosa

Microrganismosidentificados n Enterovírus 3 VírusParainfluenza 2 VírusEpstein-Barr 1 Mycobacteriumtuberculosis 2 Neisseriameningitidis 1 Tabela6 Diagnósticos Diagnóstico n(%) Pericarditeaguda 40(80%) Pericarditecrónica 3(6%) Pericarditerecorrente 7(14%) Miopericardite 17(34%)

com constric¸ão pericárdica e em sete casos (14%) houve recorrênciadossintomasapósoepisódioinaugural.

Aterapêuticamédicainstituídacentrou-senousode fár-macoscomefeitoanti-inflamatório,nomeadamenteoácido acetilsalicílicoem25casos(50%)eoibuprofenoem21casos (42%).Em casosselecionados,utilizou-se terapêuticacom corticoides(quatro doentes) e comcolchicina(dois doen-tes).

Em 14 doentes (28%) houve necessidade de recorrer a terapêuticacirúrgica, nos quais foram efetuadas 12 peri-cardiocenteseseduaspericardiectomias.

O diagnóstico de pericardite aguda foi feito na maio-ria dos doentes, 40 (80%), com base na avaliac¸ão global. Nodecorrerdoseguimentodosdoentes alongoprazo,foi estabelecidoodiagnósticodefinitivo,listadonatabela6.

Discussão

Apericarditepodeterumacausainfeciosa,sendoaetiologia

viralamaisfrequenteemidadepediátrica1.Nesteestudo,

42%dascrianc¸astiveramodiagnósticodepericarditeviral,

comidentificac¸ãodoagenteinfeciosoemmaisdeumquarto

dosdoentes. Osagentesbacterianos sãoetiologias menos

comuns de pericardite1. Nesta série verificaram-se dois

casosdepericarditetuberculosa,sendoqueumocorreuem

contextodeimunodeficiênciasecundáriaporinfec¸ãoVIH2.

Apericardite tuberculosa apresentauma forteassociac¸ão

com a infec¸ão por VIH, sobretudo nos países em vias de

desenvolvimento,sendo quea evoluc¸ão paraconstric¸ão é

menoscomumnogrupodedoentesimunodeprimidos5.

Ape-sardeemambososcasosterocorridoderramepericárdico

comnecessidadedepericardiocentese,nenhumevoluiucom

pericarditeconstritiva.

Em 36% dos casos não foi possível atribuir uma causa,

estandodeacordocomosdadosdeShakti,etal.6,emque

cercade37-68%dosdoentessãoconsideradosdecausa

idi-opática.

Nanossasérie,apericarditeviralouidiopáticafoia

eti-ologiamaisfrequentedurante o períododaadolescência,

compredominância dosexomasculino, sendo estas,

tam-bém,ascausasrelatadascomomaisfrequentespordiversos

(4)

A pericardite pode, ainda, ocorrer em contexto não

infecioso,subjacenteaumadoenc¸asistémica2ouem

doen-tescomcardiopatiasubmetidos acirurgiacardíaca6,8.Dos

sete doentes com cardiopatia congénita, cinco tiveram

o diagnóstico de Síndrome Pós-Pericardiotomia no

pós--operatório. Em idade pediátrica, existe umaprevalência

maiordestaentidaderelativamenteà idadeadulta,

parti-cularmentenoscasosdeencerramentodedefeitosdosepto

interauricular8,9, o que se verificou em dois casos deste

estudo.A probabilidade derecorrência é, também,

supe-riornestassituac¸ões8,10,masnogrupoestudadoapenasum

doentedesenvolveucronicidade.

A miopericardite ocorre quando existe algum grau de

envolvimento do miocárdio no processo inflamatório

sub-jacente à pericardite, uma vez que ambas as entidades

partilham agentes etiológicos comuns, nomeadamente os

vírus cardiotrópicos, como os enterovírus1,11. O quadro

caracteriza-sepelos critérios clínicos da pericardite,com

aumentodosmarcadoresdelesão cardíaca(Ex.troponina

I)1,12. A incidência de miopericardite neste estudo foi de

34%,superioraodescritoporImazio,etal.13querefereuma

incidênciade10-15%,oquepodeestar relacionadocomo

aumentodasensibilidadedaanálisedatroponinaIdealta

sensibilidade1, oucom enviesamento dereferenciac¸ãode

doentesparaumcentroterciáriodecardiologiapediátrica.

Ataxadecomplicac¸õesnãofoidesprezível,com30%das

crianc¸asadesenvolveremalgumtipodeevoluc¸ão

desfavo-rável.Amaioriadoscasosrecorrentesocorreunocontexto

de pericardite idiopática. A incidência de complicac¸ões

variaconsoantea etiologiadapericarditeeexistem

parâ-metros clínicos que predizem pior prognóstico, como a

temperaturasuperior a 38◦C,início subagudo dadoenc¸a,

presenc¸adetamponamentocardíacoeausênciaderesposta

aosanti-inflamatóriosnãoesteroides,apósumasemanade

terapêutica14.

A abordagem terapêutica assenta na causa subjacente

de pericardite. Nos casos de etiologia viral, idiopática e

nãocomplicada,otratamentoé sintomáticoeconsistena

administrac¸ão de anti-inflamatórios não esteroides como

fármacosdeprimeira linha1. Duranteo período que

com-preendeuesteestudo,oácidoacetilsalicílicoeoibuprofeno

foram prescritos em percentagens muito semelhantes e

como primeira linha terapêutica. Dos casos em que foi

prescrito corticoide sistémico, dois foram em contexto

de pericardite aguda e dois no contexto de pericardite

recorrente. A colchicina foi usada num caso de

pericar-dite recorrente e num caso de pericardite crónica, sem

efeito significativo.Parece haverevidência deque a

col-chicina,comoterapêuticaadjuvanteaosanti-inflamatórios,

diminui a persistência de sintomas a curto-prazo e

dimi-nuioriscoderecidiva,nosdoentescompericarditeaguda

ou recorrente15. As últimas recomendac¸ões pediátricas1

sugeremousodeibuprofenoemdetrimentodoácido

ace-tilsalicílicoparao tratamentode primeiralinhaem idade

pediátrica, bem como a prescric¸ão de colchicina, como

agenteadjuvante, nos casosrefratários ourecorrentes1,2.

Apesar das recomendac¸ões, a falta de consistência nos

resultados relativamente ao uso da colchicina demonstra

anecessidadedeestudoscontrolados ealeatorizados16.A

corticoterapiadeveráserevitadaemcrianc¸as,pelosefeitos

secundários,nomeadamenteasalterac¸õesnocrescimento,

ficandorestritaaoscasosassociadosapatologiaautoimune1.

Comonovaopc¸ãoterapêutica,oanakinra,umantagonista

dorecetorhumanodainterleucina-1,temdemonstrado

efi-cáciaemcasosdepericarditerecorrenteedependentede

corticoide1,17.

Nos casos complicados com tamponamento cardíaco

ou constric¸ão miocárdica, é necessária uma abordagem

cirúrgica para controlo dos sintomas. Os casos de

tam-ponamento habitualmente resolvem com a realizac¸ão de

pericardiocentese.Relativamenteàpericarditeconstritiva,

estápreconizadaapericardiectomiacomoúnicotratamento

definitivo18.

Conclusões

Apericarditeéumaentidadepoucofrequenteemcrianc¸as,

sendoescassososestudospublicadosem idadepediátrica,

peloqueénecessárioumelevadoíndicedesuspeic¸ãopara

fazerodiagnóstico.

Oenvolvimento domiocárdioe aavaliac¸ãodograu de

persistência das lesõesserão importantes para definirum

valorprognósticonoscasosdemiopericardite.

Aintroduc¸ão dasnovasopc¸õesterapêuticas poderáter

umimpactosignificativonarecorrênciadosepisódios.

Conflito

de

interesses

Osautoresdeclaramnãohaverconflitodeinteresses.

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Imagem

Tabela 3 Eletrocardiograma de 12 derivac ¸ões

Referências

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