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(1)

Análise de

Investimento e

Indicadores de

(2)

CONTABILIDADE FINANCEIRA

CONTABILIDADE FINANCEIRA

x

x

CONTABILIDADE GERENCIAL

CONTABILIDADE GERENCIAL

(3)

BALANÇO PATRIMONIAL

BALANÇO PATRIMONIAL

BALANÇO PATRIMONIAL 31/Dez/94 31/Dez/95 31/Dez/96 31/Dez/97 31/Dez/98

ATIVO

CIRCULANTE $8.750 $9.164 $11.832 $14.647 $17.277

Disponível e aplicações financeiras $5.000 $5.888 $8.522 $11.298 $13.897 Duplicatas a receber $2.000 $1.669 $1.689 $1.719 $1.745 Estoques $1.750 $1.608 $1.621 $1.630 $1.635 PERMANENTE $36.250 $35.125 $33.700 $31.975 $29.950 TOTAL DO ATIVO $45.000 $44.289 $45.532 $46.622 $47.227 PASSIVO CIRCULANTE $10.200 $8.531 $9.278 $10.368 $10.973 Fornecedores $1.500 $1.608 $1.621 $1.630 $1.635 Impostos a pagar $200 $222 $225 $229 $233 Salários e encargos a pagar $500 $510 $520 $531 $541 Imposto de renda a pagar $3.000 $2.359 $2.445 $2.633 $2.826 Dividendos a pagar $5.000 $3.832 $4.467 $5.345 $5.738

EXIGÍVEL DE LONGO PRAZO $7.500 $7.500 $7.500 $7.500 $7.500

PATRIMÔNIO LÍQUIDO $27.300 $28.258 $28.754 $28.754 $28.754

TOTAL DO PASSIVO $45.000 $44.289 $45.532 $46.622 $47.227

(4)

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS (PERDAS E GANHOS)

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS (PERDAS E GANHOS)

(5)

CONTABILIDADE FINANCEIRA

CONTABILIDADE FINANCEIRA

 Registro

Segue os princípios geralmente aceitos

 Livro razão

(6)

Tendo-se uma visão global e estratégica do

negócio a gestão financeira deve compreender

as seguintes áreas:

• Análise de registros e informações contábeis

• Projeção do movimento de fundos

• Aplicação de fundos excedentes

• Fornecimento à alta administração de

informações sobre s perspectivas financeiras

futuras da empresa

• Elaboração de planos para fontes e usos de

fundos, a curto e a longo prazos

CONTABILIDADE GERENCIAL

CONTABILIDADE GERENCIAL

(7)

DADOS, INFORMAÇÕES E INDICADORES

DADOS, INFORMAÇÕES E INDICADORES

Qual

diferença

entre

dados,

informações

e

indicadores?

Os indicadores são relações úteis extraídas através da

combinação de dados das demonstrações financeiras

(balanço, demonstração de resultados e fluxo de caixa).

Atenção!

A utilização de indicadores não se resume a simples

aplicação de fórmulas

matemáticas às contas ou

grupos de contas obtidas das demonstrações

financeiras.

(8)

EXEMPLOS DE INDICADORES

EXEMPLOS DE INDICADORES

•Indicadores de Liquidez;

•Indicadores Endividamento;

•Indicadores Operacionais;

•Indicadores de Lucratividade.

(9)

Indicadores de Liquidez

Liquidez corrente = Ativo Circulante / Passivo Circulante

Liquidez Seca = Ativo Circulante Disponível / Passivo

Circulante

(10)

Indicadores de Endividamento

Dívidas sobre o Ativo Total= (Passivo Total – Patrimônio

Líquido(CP)) / Ativo Total

Alavancagem Financeira = (Passivo Total – CP) /

Patrimônio Líquido(CP)

(11)

Indicadores Operacionais

Rotação do Estoque = Custos dos produtos vendidos /

Estoque Médio

Dias de Estoque = (Estoque / Custos dos produtos

vendidos) / 365

Dias que leva para receber = (Contas a receber/ Vendas

líquidas) / 365

Giro do Ativo = Vendas Líquidas /AOL

(12)

Indicadores de Lucratividade

Retorno sobre Vendas (ROS)= Lucro Líquido / Vendas

Líquidas

Retorno sobre o Ativo (ROI) = Lucro Operacional Liquido /

Ativo Operacional Líquido

Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE)= Lucro Líquido/

Patrimônio Líquido

(13)

Como concluir baseado em indicadores?

Existem três maneiras de se analisar e concluir sobre a

situação econômica e financeira de uma empresa com base em

indicadores:

1. Comparativamente

Média do setor 1,5

Empresas ILC Situação A 1,1 INFERIOR B 0,8 INFERIOR C 1,8 SUPERIOR D 2,4 SUPERIOR E 1,5 MÉDIA F 1,6 SUPERIOR G 1,3 INFERIOR ILC = Índice de liquidez corrente

(14)

2. Série temporal

Alguns objetivos de uma análise temporal:

• Permitir que a empresa compare seu desempenho atual com seu desempenho passado, verificando se está regredindo ou progredindo.

• As comparações plurianuais permitem que possíveis tendências em desenvolvimento sejam detectadas. O conhecimento destas tendências pode ajudar a empresa na atualização do planejamento.

• Possibilita que se verifique se as demonstrações financeiras projetadas da empresa são razoáveis. Uma comparação entre indicadores projetados e indicadores realizados pode revelar, por exemplo, otimismo ou pessimismo exagerado.

Sem uma adequada comparação de indicadores, o analista "poderá" ter a qualidade de sua análise comprometida, evidenciando conclusões erradas ou imprecisas.

Como concluir baseado em indicadores?

(15)

2. Série temporal

Análise de uma variação temporal do ILC da empresa A

Podemos perceber que ele cai de 1994 até 1996, volta a se recuperar em 1997 e permanece estável em 1998.

ILC tem poral da em presa A

0 0,5 1 1,5 ILC 1,2 1,3 0,9 1,1 1,1 1994 1995 1996 1997 1998

Como concluir baseado em indicadores?

(16)

3. Significado intrínseco

Nos exemplos anteriores, pudemos perceber que a média do

setor é de 1,5 e que a empresa D teve um ILC de 2,4.

Nada podemos concluir sobre se este indicador é bom

intrinsecamente. O setor pode estar passando por uma grande

queda e ter seu ILC médio reduzido, quando o ideal seja de,

por exemplo, 3. Então a empresa D, que a priori tinha um ILC

alto para o setor, na realidade é a menos ruim de todas elas, já

que o setor está indo mal.

Qual o volume de indicadores econômicos e financeiros

adequado para um trabalho de análise ?

A experiência mostra que não deve exceder a 10 (dez) o número

de indicadores necessários e suficientes para um adequado

trabalho de análise.

Como concluir baseado em indicadores?

(17)
(18)

PONTO DE EQUILÍBRIO

PONTO DE EQUILÍBRIO

(19)

Ponto de Equilíbrio

Visão “Oferta x Demanda”

p

p

Q

Q

Qe

Qe

oferta

oferta

demanda

demanda

Na OFERTA: p = f( Q ofertada)

(20)

0

0,5

1

1,5

2

2,5

3

3,5

4

4,5

5

1

2

3

4

Custo Fixo

Custo Variável

Custo Total

Receita

Qe

Q

p

Ponto de Equilíbrio

(21)

Ponto de Equilíbrio

R = Receita = p x Q

onde:

p = preço do produto

Q = Quantidade vendida; Qe = Qt. no equilíbrio

CF = Custo Fixo; CV = Custo Variável; CVm= CVmédio

se:

CT = CV + CF

CV = CVm x Q , temos: CT = CF + CVm x Q

no equilíbrio:

R = CT; logo: p x Qe = CF + CVm x Qe

teremos:

Qe = CF

(p - CVm)

(22)

Ponto de Equilíbrio

L = Lucro = R - CT

teremos:

(23)

BUSCAR AUMENTO DE

BUSCAR AUMENTO DE

PREÇOS OU DE VOLUME

(24)

Uma empresa que fabrica apresentou o seguinte

Uma empresa que fabrica apresentou o seguinte

resultado consolidado em 2004:

resultado consolidado em 2004:

Receitas: $100.000

Receitas: $100.000

Impostos sobre as receitas: $10.000 (10% das receitas)

Impostos sobre as receitas: $10.000 (10% das receitas)

Gastos variáveis: $60.000

Gastos variáveis: $60.000

Contribuição marginal: $30.000 ($100.000 - $10.000 -

Contribuição marginal: $30.000 ($100.000 - $10.000 -

$60.000)

$60.000)

Margem de contribuição em %: 30% ($30.000 /

Margem de contribuição em %: 30% ($30.000 /

$100.000).

$100.000).

Importante

Importante

: Vamos assumir que todos os produtos, na

: Vamos assumir que todos os produtos, na

média, também têm uma margem de contribuição

média, também têm uma margem de contribuição

em % de 30%.

em % de 30%.

Gasto fixo anual: $20.000

Gasto fixo anual: $20.000

Lucro anual: $10.000 ($30.000 - $20.000)

(25)

Do lucro de $10.000, $3.400 (34%) foram destinados

Do lucro de $10.000, $3.400 (34%) foram destinados

para pagamento do IR/CSLL. Os restantes $6.600

para pagamento do IR/CSLL. Os restantes $6.600

($10.000 - $3.400) pertencem aos acionistas.

($10.000 - $3.400) pertencem aos acionistas.

Assuma que os gastos fixos aumentarão 10% em 2005,

Assuma que os gastos fixos aumentarão 10% em 2005,

passando de $20.000 para $22.000 ($20.000 x 1,10).

passando de $20.000 para $22.000 ($20.000 x 1,10).

Obs: os gastos variáveis permanecerão constantes

Obs: os gastos variáveis permanecerão constantes

em 2005.

em 2005.

A empresa deseja preservar como meta um lucro de

A empresa deseja preservar como meta um lucro de

$10.000.

$10.000.

Para tanto, a empresa terá três opções:

Para tanto, a empresa terá três opções:

Buscar uma compensação no aumento do volume de

Buscar uma compensação no aumento do volume de

vendas;

vendas;

Buscar uma compensação no aumento dos preços

Buscar uma compensação no aumento dos preços

de venda ou,

de venda ou,

Buscar uma compensação mista: compensação de

Buscar uma compensação mista: compensação de

volume e de preços de venda.

(26)

Opção um

Opção um

: Compensação no aumento do volume de

: Compensação no aumento do volume de

vendas

vendas

Vamos buscar apoio para solução deste problema na

Vamos buscar apoio para solução deste problema na

fórmula do ponto de equilíbrio em volume (PEV).

fórmula do ponto de equilíbrio em volume (PEV).

PEV=Gasto Fixo + Lucro

PEV=Gasto Fixo + Lucro

PVU – IU – GVU

PVU – IU – GVU

PVU = Preço de Venda Unitário

PVU = Preço de Venda Unitário

IU = Impostos sobre o preço de venda unitário

IU = Impostos sobre o preço de venda unitário

GVU = Gasto variável unitário

(27)

10.000=$20.000 + $10.000$10 - $1 - $610.000 são as

10.000=$20.000 + $10.000$10 - $1 - $610.000 são as

unidades vendidas do

unidades vendidas do

“único produto”

“único produto”

.

.

$10 é o PVU ($100.000 / 10.000).

$10 é o PVU ($100.000 / 10.000).

$1 é o IU ($10.000 / 10.000).

$1 é o IU ($10.000 / 10.000).

$6 é o GVU ($60.000 / 10.000).

$6 é o GVU ($60.000 / 10.000).

10.000=$30.000$3

10.000=$30.000$3

Nota um

Nota um

: $30.000 é a margem de contribuição total

: $30.000 é a margem de contribuição total

(MCT) = Gasto Fixo + Lucro = $20.000 + $10.000.

(MCT) = Gasto Fixo + Lucro = $20.000 + $10.000.

Nota dois

Nota dois

: $3 á a margem de contribuição unitária ($10 -

: $3 á a margem de contribuição unitária ($10 -

$1 - $6).

(28)

Como calcular a compensação volume?Como calcular a compensação volume?

PEV=$22.000 + $10.000

PEV=$22.000 + $10.000

$10 - $1 - $6$10 - $1 - $6

Notem que o PVU e a contribuição marginal unitária não se

Notem que o PVU e a contribuição marginal unitária não se

alteram. alteram. PEV=$32.000/$3 PEV=$32.000/$3 PEV=$10.667 (10.666,666667) PEV=$10.667 (10.666,666667)

Em relação às 10.000 unidades vendias em 2004, há a

Em relação às 10.000 unidades vendias em 2004, há a

necessidade de aumentar o volume de vendas para 2005

necessidade de aumentar o volume de vendas para 2005

em 6,67%.

(29)

Opção dois

Opção dois: Compensação no aumento do preço de venda: Compensação no aumento do preço de venda

Nesta opção, será mantida a estimativa de volume de vendas de

Nesta opção, será mantida a estimativa de volume de vendas de

10.000 unidades também para 2005.

10.000 unidades também para 2005.

10.000=$22.000 + $10.000

10.000=$22.000 + $10.000

PVU – 0,10PVU - $6PVU – 0,10PVU - $6

10.000PVU - 1.000PVU - $60.000 = $32.000 10.000PVU - 1.000PVU - $60.000 = $32.000 9.000PVU = $92.000 9.000PVU = $92.000 PVU = $92.000 / 9.000 = $10,22 ($10,222222) PVU = $92.000 / 9.000 = $10,22 ($10,222222)

Em relação ao preço de venda unitário de $10 em 2004, haverá a

Em relação ao preço de venda unitário de $10 em 2004, haverá a

necessidade de aumentar o preço de venda em 2,22% para 2005.

(30)

Opção mista

Opção mista

: Um pouco de compensação no aumento

: Um pouco de compensação no aumento

do volume de vendas e um pouco de aumento do

do volume de vendas e um pouco de aumento do

preço de venda

preço de venda

A empresa fez a seguinte avaliação:

A empresa fez a seguinte avaliação:

No Brasil, a estimativa de crescimento anual do PIB

No Brasil, a estimativa de crescimento anual do PIB

para 2005é de 3,7%.

para 2005é de 3,7%.

Historicamente, o crescimento das vendas da empresa

Historicamente, o crescimento das vendas da empresa

tem acompanhado a evolução no PIB.

tem acompanhado a evolução no PIB.

Portanto, estima-se que o volume de vendas para seja

Portanto, estima-se que o volume de vendas para seja

de 10.370 unidades para 2005 (10.000 x 1,037).

de 10.370 unidades para 2005 (10.000 x 1,037).

Consequentemente, o aumento no preço de venda

Consequentemente, o aumento no preço de venda

unitário poderá ser inferior a 2,22%. De quanto?

(31)

10.370=$22.000 + $10.000

10.370=$22.000 + $10.000

PVU - 0,10PVU - $6

PVU - 0,10PVU - $6

10.370PVU - 1.037PVU - $62.220 = $32.000

10.370PVU - 1.037PVU - $62.220 = $32.000

9.333PVU = $94.220

9.333PVU = $94.220

PVU = $94.220 / 9.333 = $10,10 ($10,095361)

PVU = $94.220 / 9.333 = $10,10 ($10,095361)

Em relação ao preço de venda unitário de $10, há

Em relação ao preço de venda unitário de $10, há

necessidade de aumentar o preço de venda em

necessidade de aumentar o preço de venda em

aproximadamente 1%.

aproximadamente 1%.

Com uma inflação estimada para 2005 de 5,5%, há

Com uma inflação estimada para 2005 de 5,5%, há

indícios de que este aumento do preço de venda

indícios de que este aumento do preço de venda

possa ser absorvido pelo mercado.

(32)

ELASTICIDADE DE DEMANDA

ELASTICIDADE DE DEMANDA

(33)

% PORCENTAGEM DE MUDANÇA DA QUANTIDADE VENDIDA % PORCENTAGEM DE MUDANÇA NO PREÇO DE VENDA

E

=

=

ELASTICIDADE DE DEMANDA

ELASTICIDADE DE DEMANDA

E > 1 –> ELÁSTICO

E = 1 –> UNIFORME

E < 1 –> INELÁSTICO

(34)

Estimação do

Estimação do

Fluxo de Caixa

(35)

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

O fluxo de caixa é um método de aferição e interpretação das variações dos saldos do “Disponível” da empresa. É o produto final da integração do Contas a Receber com o Contas a Pagar, de tal forma que, quando se olha para traz e se compara as contas recebidas com as contas pagas tem-se o fluxo de caixa

realizado e quando se compara as contas a receber com as contas a pagar,

tem-se o fluxo de caixa projetado. Ao contrário do que acontece com a contabilidade;O fluxo de caixa não está sujeito a interpretações. Ou o dinheiro entrou ou não

entrou. Ou saiu ou não saiu. Isto significa que o fluxo de caixa reproduz um retrato sem distorções da realidade da empresa. Daí se dizer que o lucro é uma

opinião e o fluxo de caixa é um fato.

O fluxo de caixa é imediato, ou seja, pode ser tirado diariamente, o que proporciona ao administrador um radiografia permanentemente atualizada de sua empresa;

 O fluxo da caixa tanto olha para trás como olha para frente, o que permite ao administrador projetar, dia a dia, dentro de determinados limites, a evolução de seu disponível de forma a que possa tomar, com a devida antecedência, as medidas que se façam necessárias para enfrentar a escassez ou o excesso de recursos.

(36)

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

No entanto o fluxo de caixa tem sido usado, quase que exclusivamente, como instrumento de avaliação de investimentos. Muito pouco tem sido dito ou escrito acerca o fluxo de caixa como o poderosíssimo instrumento de gestão financeira que ele é. Daí as empresas, de um modo geral, fazerem um uso tão limitado de suas possibilidades.

O que vemos, quase sempre, é que as empresas olham para o fluxo realizado apenas para verem se o saldo no período foi positivo ou não. Quanto ao fluxo projetado, este tem sido usado, quase que exclusivamente, para verificar se a empresa terá recursos suficientes para pagar suas contas. E no entanto o fluxo de caixa pode informar isto e muitíssimo mais.

O fluxo de caixa é o resultado final da integração das contas a receber com as

contas a pagar . Assim é que, quando se olha para trás, ou seja, quando se

compara as contas recebidas com as contas pagas em um determinado período, tem-se o fluxo de caixa realizado. Quando, ao contrário, olha-se para frente e se compara as contas a receber com as contas a pagar, tem-se o fluxo de caixa

projetado.

(37)

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

(38)

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

Os principais relatórios de monitoramento do fluxo de caixa são:  O Fluxo de Caixa Realizado

Para a direção geral da empresa, duas são as principais questões a serem respondidas por qualquer programa de fluxo de caixa:

 Como se comportou o fluxo de caixa no período que passou?

 Como vai ser comportar o fluxo de caixa no(s) próximo(s) período(s)?

O controle do “Fluxo de Caixa Realizado” responde à primeira destas questões. Este controle deve estar disponível em reais ou em moeda estrangeira. Fornece as situações do saldo inicial, das entradas, das saídas e o saldo final do período (geralmente o mês), relacionando as contas, sub contas, clientes e fornecedores. Nos relatórios em moeda estrangeira, apresenta ainda os ganhos ou as perdas de tradução no período.

(39)

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

(40)

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

Caixa Realizado (dia a dia)

02/01/97 03/01/97 06/01/97 07/01/97 08/01/97 Quinta-Feira Sexta-Feira

Segunda-Feira Terça-Feira Quarta-Feira Saldo Inicial $ 21.561,99 $ 20.739,17 $ 20.848,53 $ 8.087,03 $ 6.244,22 Entradas Recebido de Clientes $ 4.286,35 $ 1.501,95 $ 3.719,25 $ 824,96 $ 1.453,77 Receitas Financeiras $ 3,57 Operações Financeiras $ 2,10 Receitas Patrimoniais Receitas Eventuais $ 42,90 Total de Entradas $ 4.286,35 $ 1.501,95 $ 3.719,25 $ 828,53 $ 1.498,77 Saídas Despesas Administrativas $ 988,78 $ 591,10 $ 14,25 $ 429,77 $ 322,10 Despesas Comerciais Despesas Financeiras $ 5,61 $ 7,40 $ 262,56 $ 13,74 Material de Revenda $ 2.359,22 $ 711,59 $ 4.560,09 $ 1.240,94 $ 858,50 Despesas do Pessoal $ 10.041,44 Encargos $ 1.734,00 $ 450,44 Serviços Prestados $ 1.602,41 $ 250,00 $ 100,00 Impostos e Taxas $ 21,56 Despesas Patrimoniais $ 82,50 Saídas Diversas $ 286,45 $ 130,10 Totais de Saídas $ 5.109,17 $ 1.392,59 $ 16.480,75 $ 2.671,34 $ 1.410,70 Saldo Final $ (822,82) $ 109,36 $ (12.761,50) $ (1.842,81) $ 88,07 Saldo Acumulado $ 20.739,17 $ 20.848,53 $ 8.087,03 $ 6.244,22 $ 6.332,29

(41)

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

O Fluxo de Caixa Projetado

Em se tratando do fluxo de caixa projetado de curto prazo, este importantíssimo controle deve informar como comportará o fluxo de caixa da empresa em um período futuro definido pelo Tesoureiro, apresentando sua evolução dia a dia. Comparando o projetado com o realizado, permite verificar dados importantes, tais como:

 quais os recebimentos previstos que não entraram  quais os recebimentos não previstos que entraram

 quais os pagamentos previstos que não foram realizados  quais os pagamentos não previstos que foram realizados

A curva dos saldos projetados permite que se planeje as aplicações e as operações financeiras.

Em se tratando do fluxo de caixa projetado de longo prazo, este relatório fornece os dados que serão utilizados no relatório de fluxo projetado vs. fluxo realizado.

(42)

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

Fluxo Projetado vs. Fluxo Realizado

Este relatório controla o orçamento de caixa, ou seja, compara o fluxo projetado com o realizado. No que diz respeito ao fluxo de caixa projetado de curto prazo, esta comparação pode ser feita dia a dia de forma a acompanhar a evolução do fluxo.

Exemplo:

O relatório do 10º dia do mês compara o que já foi recebido e pago até aquela data com o que se esperava receber e gastar até aquele dia. Pode-se ainda comparar o que se gastou até uma determinada data com o que se projetou gastar em todo o período.

Normalmente este relatório é tirado no final do mês e compara o fluxo projetado de longo prazo com o fluxo realizado. O objetivo deste relatório é avaliar os desvios observados entre o planejamento de caixa inicial e sua execução.

(43)

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

Caixa Realizado no Ano

Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Saldo Inicial 21.561,89 19.980,74 28.010,90 21.962,61 5.064,74 3.583,37 4.816,31 7.315,64 1.412,88 2.152,66 2.959,40 Entradas Recebido de Clientes $ 82.052,80 $ 66.190,79 $ 66.569,55 $ 56.579,36 $ 38.436,12 $ 58.065,98 $ 59.417,07 $ 52.907,96 $ 59.672,49 $ 54.464,43 $ 76.121,56 Receitas Financeiras $ 9,32 $ 7,07 $ 21,37 $ 3,86 $ 2,85 $ 8,57 $ 8,58 $ 5,48 $ 0,75 $ 13,17 $ 11,90 Operações Financeiras $ 9,77 $ 28,25 $ 7,48 $ 7.000,84 $ 9.037,21 $ 10.364,87 $ 12.137,20 $ 16.048,22 $ 12.107,10 $ 11.017,40 $ 9.021,20 Receitas Patrimoniais $ 9.000,00 $ 3,05 Receitas Eventuais $ 695,33 $ 4.380,34 $ 1.319,38 $ 1.735,20 $ 734,43 $ 1.066,74 $ 1.460,18 $ 3.881,78 $ 1.713,84 $ 1.218,91 $ 1.652,34 Total de Entradas $ 82.767,22 $ 70.606,45 $ 67.917,78 $ 65.319,26 $ 48.210,61 $ 69.506,16 $ 73.023,03 $ 72.843,44 $ 82.494,18 $ 66.713,91 $ 86.810,05 Saídas Despesas Administrativas $ 7.456,00 $ 8.952,85 $ 6.934,43 $ 8.790,11 $ 6.986,06 $ 6.654,26 $ 9.630,38 $ 10.198,39 $ 9.610,40 $ 9.400,23 $ 10.432,25 Despesas Comerciais $ 80,00 $ 279,00 $ 873,86 $ 774,25 $ 1.163,51 $ 357,70 $ 194,27 $ 779,99 $ 211,50 $ 2.598,24 $ 2.880,99 Despesas Financeiras $ 576,55 $ 156,41 $ 88,74 $ 321,81 $ 735,59 $ 687,58 $ 846,42 $ 611,51 $ 983,24 $ 2.469,33 $ 8.221,94 Material de Revenda $ 44.109,03 $ 28.554,97 $ 43.612,33 $ 51.817,68 $ 18.054,02 $ 37.254,85 $ 35.578,13 $ 40.009,79 $ 41.648,50 $ 31.020,31 $ 35.578,15 Despesas de Pessoal $ 13.908,81 $ 10.143,76 $ 10.943,26 $ 9.395,99 $ 12.398,47 $ 13.537,03 $ 12.707,44 $ 11.017,64 $ 12.973,66 $ 12.184,74 $ 17.110,97 Encargos $ 2.184,44 $ 2.120,85 $ 2.140,21 $ 2.239,17 $ 2.213,56 $ 1.968,75 $ 1.859,28 $ 1.787,44 $ 1.667,33 $ 405,83 $ 4.811,73 Serviços Prestados $ 3.282,41 $ 2.850,45 $ 2.425,67 $ 3.352,27 $ 2.221,55 $ 2.896,54 $ 2.682,68 $ 2.078,92 $ 1.507,82 $ 2.359,67 $ 4.005,67 Impostos e Taxas $ 9.128,94 $ 4.266,11 $ 5.502,40 $ 2.259,86 $ 4.853,82 $ 3.712,27 $ 4.482,52 $ 4.746,12 $ 432,86 $ 920,42 $ 1.306,21 Despesas Patrimoniais $ 882,50 $ 82,50 $ 400,00 $ 475,08 $ 4.071,23 $ 10.135,99 $ 2.246,47 $ 1.934,73 Saídas Diversas $ 2.739,69 $ 5.169,39 $ 1.445,17 $ 3.265,99 $ 665,40 $ 1.204,24 $ 2.067,50 $ 3.445,17 $ 2.583,10 $ 2.301,93 $ 1.437,86 Total das Saídas $ 84.348,37 $ 62.576,29 $ 73.966,07 $ 82.217,13 $ 49.691,98 $ 68.273,22 $ 70.523,70 $ 78.746,20 $ 81.754,40 $ 65.907,17 $ 87.720,50

Saldo Final ($1.581,15) $ 8.030,16 ($6.048,29) ($16.897,87) ($1.481,37) $ 1.232,94 $ 2.499,33 ($5.902,76) $ 739,78 $ 806,74 ($910,45)

Saldo Acumulado $ 19.980,74 $ 28.010,90 $ 21.962,61 $ 5.064,74 $ 3.583,37 $ 4.816,31 $ 7.315,64 $ 1.412,88 $ 2.152,66 $ 2.959,40 $ 2.048,95

Evolução Mensal

Este controle é muito útil à alta administração da empresa pois compara mês a mês, as entradas, as saídas e os saldos. A análise desta evolução permite identificar quais as contas que estão apresentando descontrole. Esta análise fica ainda mais simples quando o relatório é em moeda estrangeira porque, neste caso, os efeitos da inflação são anulados.

(44)

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

Gráfico do Fluxo de Caixa

Uma das grandes vantagens do fluxo de caixa reside no fato de ele poder ser representado em um gráfico. Isto dá ao administrador financeiro a oportunidade de apresentar ao menos um esboço da situação da empresa em uma única folha de papel. O gráfico mais comum é o que mostra a evolução dos saldos do fluxo de caixa ao longo de um período. Se o período for o mês, o gráfico exibirá a evolução diária do saldo. Se o período for o ano, o gráfico exibirá a evolução mensal do saldo.

Fluxo de Caixa Realizado

0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 02/0 1/97 04/0 1/97 06/0 1/97 08/0 1/97 10/0 1/97 12/0 1/97 14/0 1/97 16/0 1/97 18/0 1/97 20/0 1/97 22/0 1/97 24/0 1/97 26/0 1/97 28/0 1/97 30/0 1/97 Dias S a ld o A c u m u la d o e m R e a is

(45)

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

CASO PRÁTICO

(46)

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

CASO PRÁTICO

(47)

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

CASO PRÁTICO - ANEXO I

SALDO INICIAL ENTRADAS Recebido de Clientes Vendas a Vista Vendas a Prazo Aplicações Financeiras Juros Recebidos Receitas Patrimoniais Aporte de Capital Venda de Imobilizado Receitas Eventuais Reembolsos Diversos

Total das Entradas

(48)

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

CASO PRÁTICO - ANEXO I

(49)

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

CASO PRÁTICO - ANEXO I

Encargos INSS FGTS Serviços Prestados Contabilidade Externa Advogados Serv.de Segurança Diversos Impostos e Taxas IPTU IRPJ ICM Cofins PIS CONTRIBUICAO SOCIAL Diversos

Despesas com Veículos

Combustíveis e Lubrificantes Manutenção de Veículos IPVA Seguro de Veículos Multas de Transito Aluguel de Garagem Despesas Patrimoniais Obras Estruturais Compra de Equipamentos Diversos

Total das Saídas

(50)

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

CASO PRÁTICO - ANEXO II

Cliente / Fornecedor Descrição Valor

A Alimentar Notas Fiscais diversas ref. comestíveis $15.000,00 Administradora

Patrimônio Aluguel de vaga de garagem $95,00 Agência Carrão Recebido ref. venda de veículo $5.700,00 Agencia de Publicidade Anuncio veiculado no jornal "O Diário" $5.800,00 Armarinho Elegante Div. N.F.'s ref. uniformes profissionais $250,00 Banco do Brasil Juros recebidos ref. aplicação financeira $3.950,00 Banco do Brasil Aplicação em Fundos de liquidez imediata $100.000,00 Bar do Zé Café e açúcar para o escritório $100,00 Cia. Estadual de Água conta ref. 08/95, $275,00 Cia. Estadual de Energia conta ref. 08/95 $610,00 Cia. estadual de Gás conta ref. 08/95 $120,00 Cia. Estadual de

Telefone

conta ref. 08/95, $650,00 Clientes Diversos Recebido em cheque e dinheiro $39.600,00

Cofins ref. 08/95 $1.200,00

Conservadora Sigma Manutenção dos computadores $250,00

Contr. Social ref. 08/95 $600,00

DETRAN Multa por estacionamento irregular $80,00 EBCT Despesas de postagem de cartas $100,00 Elevadores Gama Manutenção dos elevadores $170,00 Engarrafadora XYZ Notas Fiscais diversas ref. refrigerantes $5.000,00 Equipamento "O Bom" Ref. compra de câmara frigorífica $2.400,00 Esc. Advocacia Serviços prestados no mês 08/95 $250,00 Esc. de Contabilidade Serviços Prestados no mês 08/95 $1.200,00

(51)

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

CASO PRÁTICO - ANEXO II

Funcionário João Recebido ref. devolução de adiantamento $1.000,00 Funcionários Adiantamento quinzenal de salários $5.000,00 Funcionários Saldo de Salários $5.400,00 Funcionários Rescisão de Contrato de Trabalho $450,00 Funcionários Vale Transporte $760,00 Funcionários Prêmios de produção pagos a funcionários $500,00 ICMS ref. 2ª quinzena de 08/95 $7.200,00 INSS ref. 08/95 $1.500,00 IPTU ref. 09/95 $450,00 IPVA ref. ano '95 $410,00 IRPJ ref. 08/95 $430,00 IRRF Ref. folha 8/95 $1.050,00 Jornal "O Clarín" Assinatura. Prest. 01/06 $35,00 Lojas Prática Materiais diversos para as lojas $1.500,00 Oficina Caprichosa Concerto do Veículo Placa XX-00.00 $150,00 Papelaria Beta Materiais diversos para escritório $780,00 Pinturas Pi Serviço de pintura da loja 1 $250,00 PIS ref. 08/96 $390,00 Posto de Gasolina Diversas notas ref. forn. de combustíveis $90,00 Seguradora Alfa Apólice seg. contra fogo. Prest. 05/07 $450,00 Seguradora Alfa Seguro compreensivo do carro. prest.

05/07

$380,00 Seguradora Alfa Seguro Saúde dos Funcionários $650,00 Serv. Técnicos Epsilon Manutenção dos aparelhos telefônicos $250,00 Ticket Refeição Recebido ref. borderô entregue em

30/08/95

$15.470,00 Transforte Serviço de segurança das lojas $360,00 Transportes Urbanos Despesas de condução urbana $50,00 Xerox Pago ref. aluguel de máquina copiadora $180,00

(52)

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

CASO PRÁTICO RESOLVIDO

(53)

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

CASO PRÁTICO RESOLVIDO

2. O dinheiro recebido em pagamento de uma duplicata dada em garantia de um empréstimo ficará retido na conta caução até a data de vencimento do contrato. Neste caso, este dinheiro não está disponível para a empresa, ou seja, não possui liquidez imediata. Sendo assim, não provoca alteração no saldo da conta “Disponível” e portanto não deverá constar como “Entrada” do fluxo de caixa.

No dia do vencimento do contrato de empréstimo, a empresa deverá dar entrada no fluxo de caixa do dinheiro retido na conta caução e, ao mesmo tempo, saída no valor do montante pago ao banco para a liquidação da operação.

3. Não. O fluxo de caixa não pode jamais apresentar um saldo negativo, da mesma maneira que a conta “disponível” não pode apresentar um saldo negativo. Um fluxo de caixa com saldo negativo indicaria que a conta corrente da empresa “virou, ou seja, que ela emitiu cheques sem provisão suficiente de fundos.

(54)

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

SOLUÇÃO

(55)

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

(56)

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

ESTIMAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

(57)

SELEÇÃO E

SELEÇÃO E

PLANEJAMENTO

PLANEJAMENTO

DOS INVESTIMENTOS

DOS INVESTIMENTOS

(58)

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

Caixa versus Lucro

Fluxo de Caixa Incremental

Custumeiramente o fluxo de

caixa

é

composto

de

3

elementos:

• Investimentos em capital de giro

e capital fixo;

• Superávits ou Déficits

durante a vida útil do

investimento (o superávit

é presumível), e

• Valor residual (é o valor do

investimento

no último período de análise,

geralmente o ano).

CONCEITOS FUNDAMENTAIS

(59)

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

CONCEITOS FUNDAMENTAIS

Métodos de Avaliação de Investimentos

São critérios para se decidir se um projeto de

investimento deverá ser aceito ou não.

Os métodos mais tradicionais para avaliação de um

projeto de investimento são:

• Método do Payback;

• Método da Taxa Interna de Retorno, e

• Método do Valor Presente Líquido.

(60)

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

MÉTODO DO PAYBACK – ( O QUE É E SUAS LIMITAÇÕES)

O exemplo apresentado a seguir elucidará nossa exposição:

Payback é um método de avaliação de projetos de

investimento que aponta o tempo de recuperação do capital

investido.

Receber $4.000 no momento 1 vale mais do que receber

$4.000 no momento 2. Portanto, com os dados acima o

projeto A é superior ao projeto B.

(61)

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

MÉTODO DO PAYBACK – ( O QUE É E SUAS LIMITAÇÕES)

Esta limitação é facilmente corrigida. Todavia permanece a

segunda limitação, esta sim a mais importante e não corrigível. Vejamos a seguir:

Pelo método do payback o projeto A é melhor que o projeto B.

Todavia, o payback não leva em consideração o fluxo de caixa após o período de payback. Do ano 3 em diante o projeto B continua gerando um caixa de $4.000 e o projeto A um caixa de $1.000. É fácil perceber que o projeto B vale mais do que o projeto A.

(62)

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR)

Taxa Interna de Retorno (TIR) significa a taxa de juros que

iguala os fluxos de entrada e saída de dinheiro de um

investimento em zero.

(63)

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR)

E o que significa uma TIR de 10% ? Será que ela é boa ou

ruim ?

Definições da TIR:

• Taxa de juros que iguala os fluxos de entrada e saída

de dinheiro em zero, e

• Produtividade estimada do investimento

(64)

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL)

Valor Presente Líquido (VPL) representa a diferença entre o

fluxo de entrada menos o fluxo de saída. O bom senso nos

diz que todo projeto de investimento que tiver um fluxo de

entrada superior ao fluxo de saída deverá ser aceito.

Voltando ao exemplo anterior:

(65)

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL)

O Valor Presente Líquido (VPL) é calculado no momento

zero, início do fluxo de caixa.

Para calcular o VPL deveremos trazer o valor de $1.100

deste fluxo de caixa da operação pelo CMPC de 6%, já

calculado. Teremos $1.037,74 ($1.100/1,06).

O VPL é de $37,74 ($1.037,74 - $1.000).

A relação entre $40 e $37,74 é de 6%, que é o CMPC

($40/$37,74).

Portanto VFL e VPL têm o mesmo significado, estando

apenas calculados em momentos diferentes.

O projeto de investimento deverá ser aceito porque o

VPL de $37,74 aponta que o fluxo de caixa de entrada é

superior ao fluxo de caixa de saída.

(66)

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

CASO PRÁTICO PROPOSTO 1

Calcule o VPL e a TIR de um projeto com as seguintes

características:

Investimentos totais: $2.000.000. 50% feito com capital

próprio (custando 12% a.a.) e 50% com capital de

terceiros (custando 8% a.a.).

Vida útil econômica para o projeto: 4 anos

Vendas anuais estimadas: 10.000 unidades

Preço de venda unitário: $ 150

Custos operacionais anuais: $ 750.000

Ao final do projeto, a empresa irá se desfazer dos ativos

restantes por $1.000.000 e pagar o empréstimo de

$1.000.000.

(67)

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

CASO PRÁTICO PROPOSTO

Questão 1: Verificar se há atratividade para o projeto

pelo método da TIR e VPL. Considere o fluxo de caixa

projetado para a operação para fazer esta análise.

Questão 2: Comente o problema à luz da TIR e do VPL

do acionista.

ATENÇÃO! Esqueça aspectos como depreciação e

imposto de renda. Trabalhe apenas com os dados

mencionados no problema.

CASO PRÁTICO PROPOSTO 1

(68)

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

CASO PRÁTICO PROPOSTO

Dispondo os dados na tabela a seguir temos:

CASO PRÁTICO PROPOSTO 1

(69)

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

CASO PRÁTICO 1 RESOLVIDO

Calcule o VPL e a TIR de um projeto com as seguintes

características:

Investimentos totais: $2.000.000. 50% feito com capital

próprio (custando 12% a.a.) e 50% com capital de

terceiros (custando 8% a.a.).

Vida útil econômica para o projeto: 4 anos

Vendas anuais estimadas: 10.000 unidades

Preço de venda unitário: $ 150

Custos operacionais anuais: $ 750.000

Ao final do projeto, a empresa irá se desfazer dos ativos

restantes por $1.000.000 e pagar o empréstimo de

$1.000.000.

(70)

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

CASO PRÁTICO 1 RESOLVIDO

Questão 1: Verificar se há atratividade para o projeto

pelo método da TIR e VPL. Considere o fluxo de caixa

projetado para a operação para fazer esta análise.

Ano Entradas totais

Saídas Totais Caixa Final

0 ($2.000.000)

1 $1.500.000 $750.000 $750.000

2 $1.500.000 $750.000 $750.000

3 $1.500.000 $750.000 $750.000

4 $1.500.000 $750.000 $750.000

4 $1.000.000 $1.000.000 (pagamento do principal do empréstimo) $0

(71)

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

CASO PRÁTICO 1 RESOLVIDO

Questão 1: Verificar se há atratividade para o projeto

pelo método da TIR e VPL. Considere o fluxo de caixa

projetado para a operação para fazer esta análise.

(72)

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

CASO PRÁTICO 1 RESOLVIDO

Prova do VPL:

VPL = ($2.000.000) + $750.000/1,10 + $750.000/(1,10)

2

+

$750.000/(1,10)

3

+$750.000/(1,10)

4

VPL = ($2.000.000) + $681.818 + $619.835 + $563.486 +

$512.260

VPL = $377.399

Prova da TIR:

$2.000.000 = $750.000/1,1845 + $750.000/(1,1845)

2

+

$750.000/(1,1845)

3

+$750.000/(1,1845)

4

$2.000.000 = $633.176 + $534.549 + $451.285 + $380.990

(73)

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

CASO PRÁTICO 1 RESOLVIDO

Em nosso caso prático, o projeto gerou uma TIR de

18,45% e um VPL de $377.399. Isto significa que o

projeto deverá ser aceito, pois gerou um VPL positivo e

uma TIR maior do que o CMPC.

Neste caso, significa que o projeto gerou recursos

suficientes para pagar os juros e o principal deste

empréstimo e o custo do capital próprio (acionistas),

“sobrando” um retorno extra para o acionista, que ficará

portanto mais rico depois da realização deste

investimento.

(74)

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

CASO PRÁTICO 1 RESOLVIDO

Questão 2: Comente o problema à luz da TIR e do VPL do

acionista.

Teríamos então um fluxo de caixa do acionista de:

Ano Entradas Totais Saídas Totais Caixa Final

0 ($1.000.000) 1 $1.500.000 $750.000 + $80.000 $670.000 2 $1.500.000 $750.000 + $80.000 $670.000 3 $1.500.000 $750.000 + $80.000 $670.000 4 $1.500.000 $750.000 + $80.000 $670.000 4 $1.000.000 $1.000.000 $0

Período Fluxo de Caixa Prova da TIR Prova do VPL 0 ($1.000.000) ($1.000.000) ($1.000.000) 1 $670.000 $430.708 $598.214 2 $670.000 $276.880 $534.120 3 $670.000 $177.991 $476.893 4 $670.000 $114.421 $425.797 FCL (*) ////////////////////////// $0 $1.035.024 TIR 55,56% //////////////////////// ///////////////////////// VPL $1.035.024 //////////////////////// ///////////////////////// CCP 12,00% //////////////////////// /////////////////////////

(*) FCL = Fluxo de Caixa Líquido, é o valor dos Fluxos de Caixa trazidos a valores do momento zero pelo CCP,

(75)

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

CASO PRÁTICO 1 RESOLVIDO

Neste caso, a TIR do acionista seria de 55,56% e o VPL do acionista seria de $1.035.024, significando um valor criado para o acionista de $1.035.024. Prova do VPL: VPL = ($1.000.000) + $670.000/1,12 + $670.000/(1,12)2 + $670.000/(1,12)3 +$670.000/(1,12)4 VPL = ($1.000.000) + $598.214 + $534.120 + $476.893 + $425.797 VPL = $1.035.024 Prova da TIR: $1.000.000 = $670.000/1,5556 + $670.000/(1,5556)2 + $670.000/(1,5556)3 +$670.000/(1,5556)4 $1.000.000 = $430.708 + $276.880 + $177.991 + $114.421

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SELEÇÃO E PLANEJAMENTO DOS INVESTIMENTOS

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CASO PRÁTICO 2

Lançamento de um novo produto Gastos de instalação da nova linha Investimentos fixos: $ 550.000,00 Capital de Giro: $ 50.000,00

Investimento total: $ 600.000,00

Vida útil econômica do projeto: 10 anos Vendas anuais estimadas: 5000 unidades Preço de venda unitário: $ 100

Custos operacionais anuais: $ 350.000,00 (sem depreciação) Alíquota de depreciação: 10% a.a.

Valor residual estimado para o ano 10: $ 50.000,00 Alíquota do I.R.: 35%

CMPC: 10% a.a. após o I.R.

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CASO PRÁTICO 2

1. Verificar se há atratividade para o projeto a um CMPC de 10% a.a. pelo método TIR e VPL. Considere o fluxo de caixa projetado para a operação para fazer a análise.

Resposta da questão 1:

cálculos Vendas/ano

(-) Custos anuais (sem depreciação): (-) Depreciação:

(=) Lucro tributável

(-) Imposto de renda: (=)Lucro após IR: (+) Depreciação:

(=) Fluxo de caixa após IR:

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CASO PRÁTICO 2

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CASO PRÁTICO 2

2. Assuma que o CMPC de 10% a.a. representa que 50% do investi-mento foi feito com CT custando 8% a.a. e 50% com CP custando 12% a.a.. Ambos os custos já estão ajustados ao IR.

Comente o problema a luz da TIR e do VPL. Resposta da questão :

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CASO PRÁTICO 3

Uma empresa, que faz navegação marítima turística, está analisando está analisando dois contratos de aquisição de barcos.

Ambos os contratos gerarão as mesmas receitas, a empresa irá decidir pelo contrato que apresente menor custo.

Analise, usando o VPL, para CCP anuais de 12%, 15%, 20%, 30% e 40%.

•Opção A: Aquisição de 2 barcos novos

Valor de aquisição: R$ 2.500.000,00 cada (100% CP) Vida útil estimada: 25 anos

Gastos mensais com manutenção: R$ 3.000,00 cada barco Gastos mensais com combustíveis:

Consumo: 9,5 l/km

Distância percorrida por trecho: 1200 km Quantidade de trechos por mês: 10

Valor do combustível: R$ 0,30

Valor residual de cada barco: R$ 1.000.000,00

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CASO PRÁTICO 3

Resposta:

Cálculo da manutenção

manutenção /mês XNúmero de barcos X12 meses = Manutenção anual

Cálculo do combustível

consumo de comb. Xdistância por trecho Xtrechos/mês X valor do comb. X12 meses Xnum. de barcos = gastos com comb/ano

Cálculo da depreciação

valor do investimento / vida útil Xnum. de barcos = depreciação anual

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CASO PRÁTICO 3

Resposta:

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CASO PRÁTICO 3

•Opção B: Aquisição de 3 barcos usados

Valor de aquisição: R$ 1.500.000,00 cada (100% CP) Vida útil estimada: 25 anos

Gastos mensais com manutenção: R$ 10.000,00 cada barco Gastos mensais com combustíveis:

Consumo: 10 l/km

Distância percorrida por trecho: 1200 km Quantidade de trechos por mês: 10

Valor do combustível: R$ 0,30

Valor residual de cada barco: R$ 500.000,00 Alíquota do IR: 37%

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CASO PRÁTICO 3

Resposta:

Cálculo da manutenção

manutenção /mês XNúmero de barcos X12 meses = Manutenção anual

Cálculo do combustível

consumo de comb. Xdistância por trecho Xtrechos/mês X valor do comb. X12 meses Xnum. de barcos = gastos com comb/ano

Cálculo da depreciação

valor do investimento / vida útil Xnum. de barcos = depreciação anual

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CASO PRÁTICO 3

Resposta:

Fluxo de caixa do projeto:

manut. comb. deprec. v. residual L. antes IR IR L. após IR investim. deprec. FCA 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25

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EVA

EVA

EVA é a abreviação da expressão americana

ECONOMIC VALUE ADDED (Valor Econômico

Adicionado).

EVA é considerado por muitos como a melhor

metodologia para avaliar negócios. o EVA serve para

identificar o quanto foi efetivamente criado de valor

para os acionistas em um determinado período de

tempo (mês, ano, etc.)

EVA é o lucro operacional após o imposto de

renda menos o custo de todo o capital empregado

pela empresa na operação (capital próprio e capital

de terceiros).

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Expressão Matemática do EVA

Expressão Matemática do EVA

EVA = (

RAOL

-

CMPC

) x

AOL

RAOL - Retorno sobre o Ativo Operacional Líquido

CMPC - Custo Médio Ponderado de Capital

AOL - Ativo Operacional Líquido

EVA =

Lucro Oper Líq

- (

CT

+

CP

) x CMPC

Lucro Oper Líquido - Lucro Operacional - Impostos

CT

- Capital de Terceiros

CP

- Capital Próprio

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EVA

EVA

Criar valor para o acionista significa, na essência, elevar o

valor da empresa para seus acionistas, deixá-los mais ricos.

Para entendermos melhor o que seja EVA, devemos entender o princípio da riqueza:

“Somente ficamos mais ricos quando possuímos

ativos que valem mais do que o capital investido”

EVA é sempre calculado em relação a uma unidade de tempo (mês, trimestre, ano, etc.)

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EVA

EVA

Principais estratégias:

• Aumento da margem operacional (componente do RAOL). Para tanto procuramos elevar os preços de vendas e/ou reduzir os gastos operacionais,

• Aumento do giro sobre os ativos (componente do RAOL). Procuramos aumentar as vendas em volume e, se possível, reduzir os investimentos em ativos operacionais e

• Aumento da alavancagem financeira (elevação da relação dívida / capital próprio). Como o capital de terceiros estrutural custa menos que o capital próprio, toda vez que utilizamos mais

capital de terceiros e menos capital próprio estamos reduzindo o custo médio ponderado de capital.

Atenção! Esta relação capital de terceiros sobre o capital próprio tem limites impostos pelo mercado de crédito. Uma relação dívidas

/ patrimônio muito agressiva poderá fazer subir a taxa de juros ou até restringir o acesso ao crédito.

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EVA

EVA

CASO PRÁTICO RESOLVIDO

Para acompanhar melhor os conceitos e procedimentos

apresentados, vamos analisar o caso prático apresentado a seguir. Eis os demonstrativos financeiros.

Alíquota de IR e CSLL = 33%

Custo de Capital Próprio = 18% ao ano líquido Custo dos empréstimos = 10,05% ao ano líquido

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EVA

EVA

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EVA

EVA

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EVA

EVA

Vamos elaborar a demonstração de resultados resumida destacando o EVA.

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EVA

EVA

Acompanhe o cálculo do CCP (Custo do Capital Próprio) do quadro acima para 2005, 2006 e 2007: Em 2005 CCP = 18% x $27.300 / Patrimônio Líquido de 1994 = $4.914 Em 2006 CCP = 18% x $28.258 / Patrimônio Líquido de 1995 = $5.086 Em 2007 CCP = 18% x $28.754 / Patrimônio Líquido de 1996 = $5.176

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EVA

EVA

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EVA

EVA

Vamos realizar os cálculos dos indicadores para o período de 2005. As contas para os demais períodos são iguais. Sugerimos ao leitor que faça estas contas como exercício.

1.RAOL

Margem = (Lucro operacional Líquido/ Vendas Líquidas)

Margem = ($5.544 / $32.482) = 17,0679 = 17,07%

Giro = (Vendas Líquidas / AOL)

Giro = ($32.482 / $34.800) = 0,9333 = 0,93

RAOL = Margem x Giro

RAOL = 0,1707 x 0,93 = 15,9294 = 15,93%

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EVA

EVA

2.CMPC

CCT = Custo do Capital de Terceiros = 10,05% (Dado do exemplo)

Participação do Capital de Terceiros = Capital de Terceiros (CT) / AOL

Participação do Capital de Terceiros = = $7.500 / $34.800 = 21,55%

CCP = Custo do Capital Próprio = 18,00% (Dado do exemplo)

Participação do Capital Próprio = Capital Próprio / AOL

Participação do Capital Próprio = $27.300 / $34.800 = 78,45%

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EVA

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EVA

EVA

3. EVA

a) EVA = (RAOL – CMPC) x AOL

EVA = (0,159294 – 0,162866) x $34.800

EVA = -124

b) EVA = Lucro Oper Líq - (CT +CP) x CMPC

EVA = 5.544 – (7.500 + 27.300) x 0,162866

EVA = -124

OBS: (CT+CP) = ATIVO TOTAL – PASSIVO SEM JUROS = AOL

 Cavalcante & Associados S/C Ltda

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EVA

EVA

Análise dos indicadores de 2005 para 2006

Vamos analisar ano a ano os indicadores da empresa procurando descobrir seus problemas e sugerindo soluções.

Não temos os indicadores calculados para 2004, portanto, temos que iniciar nossa análise comparando a evolução dos indicadores de 2005 para 2006.

Em 2006 a empresa apresentou EVA negativo ($123), ou seja, destruiu valor. Isto aconteceu porque o custo de todos os capitais emprestados foi de 16,33% (CMPC em 2006) e o retorno obtido foi de apenas 15,99% (RAOL em 2006).

Observe que a evolução na margem (17,07% em 12/05 para

17,34% em 12/06) foi suficiente para compensar a queda no giro (0,93 em 12/05 para 0,92 em 12/06) . O resultado foi um

crescimento no RAOL de 15,93% em 1995 para 15,99% em 2006.

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EVA

EVA

Mas então qual foi a causa do EVA negativo encontrado em 2006?

Uma análise mais cuidadosa revela que houve aumento na participação de capital próprio nos financiamentos totais da empresa (78,45% em 12/95 para 79,03% em 12/96). Isto aconteceu porque a empresa obteve lucro líquido de $4.790 em 2005 e distribuiu apenas uma parte ($3.832) como dividendo. A diferença foi retida, provocando aumento no patrimônio líquido. Veja que o custo do capital próprio (18%) é superior ao custo do capital de terceiros (10,05%).

O que a empresa poderia ter feito para melhorar esta situação?

Uma resposta possível seria justamente reduzir a utilização do capital próprio. Este procedimento levaria a uma diminuição do CMPC e consequentemente ao aumento do EVA.

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EVA

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CONFERINDO

Referências

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