Reserva Natural das Dunas de São Jacinto
Plano de Atividades e Orçamento 2021
São Jacinto, 21 de maio de 2021
Índice
1. Enquadramento ... 3
1.1 A Reserva Natural das Dunas de São Jacinto ... 3
1.2 Valores naturais de relevância ... 8
1.3 Implementação do modelo de cogestão ... 9
2. Objetivos ... 11
3. Ações a desenvolver... 12
3.1 Elaboração do plano de cogestão ... 13
3.2 Conservação da Natureza e da Biodiversidade ... 14
3.2.1 Ações de Restauro Ecológico e de Conservação de Habitats ... 14
3.2.1.1 Ações de controlo de invasoras ... 15
3.2.1.2 Ações de plantação de flora autóctone ... 16
3.2.1.3 Ação de manutenção da pateira pequena ... 17
3.2.2 Ações de monitorização e caracterização de espécies classificadas ... 18
3.2.3 Ações complementares às ações de restauro ecológico ... 18
3.2.3.1 Criação de um viveiro pedagógico ... 18
3.2.3.2 Manutenção das caixas-ninho ... 19
3.2.3.3 Limpeza da praia ... 19
3.3 Visitação à RNDSJ ... 19
3.4 Atividades de educação ambiental ... 20
3.4.1 Cursos de identificação e outros cursos temáticos ... 21
3.4.1.1 Curso de identificação micológica (T+P) ... 21
3.4.1.2 Entre trilhos e peludos (P) ... 22
3.4.1.3 Cursos de preparação para sobrevivência em campo (T+P) ... 22
3.4.1.4 O que são plantas invasoras? (T+P) ... 23
3.4.1.5 Os voadores noturnos (T+P) ... 24
3.4.1.6 Os agentes secretos da polinização com criação de estruturas para polinizadores (T+P) ... 24
3.4.1.7 Ilustração da natureza para crianças (P) ... 25
3.4.1.8 Programas de fim-de-semana e team building ... 25
3.4.2 Ateliers de atividades ... 25
3.4.2.1 Os decompositores à lupa (P) ... 25
3.4.2.2 O ciclo do azoto: Observação de bactérias fixadoras de azoto (T+P) ... 26
3.4.2.3 Os diferentes tipos de reprodução nas plantas (T+P) ... 26
3.4.2.4 Regurgitações?? O que é isso? (P) ... 27
3.4.2.5 Vamos observar e conhecer as plantas! ... 28
3.5 Ações de comunicação e promoção ... 28
3.5.1 Elaboração de publicações referentes aos valores naturais da RNDSJ... 28
3.5.2 Melhoria da divulgação dos serviços da RNDSJ ... 29
3.5.3 Criação de uma biblioteca ... 29
3.6 Infraestruturas ... 29
3.6.1 Passadiço sobrelevado de acesso ao cordão dunar frontal ... 30
3.6.2 Painel informativo para o passadiço sobrelevado ... 31
3.6.3 Observatório da pateira pequena ... 32
3.6.4 Observatório da pateira grande ... 32
3.6.5 Pontes de madeira dos percursos pedestres ... 33
3.6.6 Placas de identificação da Flora: ... 34
3.6.7 Centro de Interpretação ... 34
3.6.8 Centro de recuperação de aves ... 34
3.6.9 Sinalética... 35
4. Orçamento ... 37
4.1 Materiais e custos ... 37
4.2 Fontes de Financiamento ... 41
5. Calendário de atividades ... 42
1. Enquadramento
O Plano de Atividades e Orçamento da Reserva Natural das Dunas de São Jacinto para 2021 constitui o primeiro exercício de planeamento da respetiva comissão de cogestão, designada no Despacho n.º 3024/2021 do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e do Secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 55, de 19 de março de 2021.
A circunstância de este plano anual de atividades e orçamento anteceder a elaboração e aprovação do plano de cogestão da área protegida, determina uma formulação singular marcada pela precedência àquele referencial estratégico.
O plano de cogestão é o instrumento primordial de gestão da área protegida, que
“determina a estratégia a implementar com vista a valorizar e promover o território, sensibilizar as populações locais e melhorar a comunicação com todos os interlocutores e utilizadores, devendo integrar um programa de medidas e ações que concretizam essa estratégia” (al. a), n.º 1, art.º 12.º do DL 116/2019, de 21/08).
Não obstante aquela circunstância, entendeu a Comissão de Cogestão elaborar e aprovar um plano anual de atividades e orçamento para enquadrar as ações a concretizar no ano em curso, nas quais se inscreve também a elaboração do plano de cogestão.
1.1 A Reserva Natural das Dunas de São Jacinto
A Reserva Natural das Dunas de São Jacinto (RNDSJ) integra-se na Rede Nacional de Áreas Protegidas com o estatuto de Reserva Natural. Como área protegida de âmbito nacional e tratando-se de uma área pública do domínio privado do Estado, encontra-se sob jurisdição do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P. (ICNF, I.P.), integrando, ainda, a Rede Natura 2000 designadamente na Zona de Proteção Especial da Ria de Aveiro (PTZPE0004) e na Zona Especial de Conservação da Ria de Aveiro (PTCON0061). Uma parte substancial da RNDSJ está também classificada como Mata Nacional, no âmbito do Regime Florestal.
A RNDSJ foi criada em 1979 pelo Decreto-Lei nº 41/79, de 6 de março, com o objetivo de proteger as formações dunares e o património faunístico da área, nomeadamente a colónia de garças que existia na altura, era a mais setentrional do país, visando também a conservação do património florístico das dunas, consideradas das mais bem conservadas da Europa.
A publicação do Decreto-Lei n.º 19/93, de 23 de janeiro, que criou um novo quadro de classificação das áreas protegidas nacionais, determinou a reclassificação da RNDSJ segundo os critérios aí estabelecidos, que foi publicada com o Decreto Regulamentar n.º 46/97, de 17 de novembro, que estabelece os seguintes objetivos específicos da Reserva Natural:
Proteger o ecossistema dunar e o património natural a ele associado, incluindo a sua flora e fauna;
Promover ações de sensibilização ambiental;
Promover e divulgar os seus valores naturais, estéticos e científicos.
Em 1999, o Decreto-Lei n.º 140/99, de 24 de abril, procedeu à revisão da transposição para o direito interno das diretivas comunitárias – Diretiva Aves e Diretiva Habitats – tendo nesse mesmo ano sido criada, pelo Decreto-Lei n.º 384-B/99, de 23 de setembro, a Zona de Proteção Especial da Ria de Aveiro (PTZPE0004).
O Decreto Regulamentar n.º 24/2004, de 12 de julho, procedeu, na sequência dos estudos para a elaboração do plano de ordenamento e da integração da RNDSJ na Zona de Proteção Especial da Ria de Aveiro, à alteração dos limites da área protegida e à conciliação dos objetivos específicos da Reserva Natural com os objetivos da ZPE.
A Resolução do Conselho de Ministros n.º 76/2005, de 21 de março, aprovou o Plano de Ordenamento da Reserva Natural das Dunas de São Jacinto e o respetivo Regulamento.
Neste instrumento de gestão territorial foram constituídos os seguintes objetivos específicos:
Promover a conservação do ecossistema dunar e dos seus habitats e espécies;
Assegurar a conservação e a valorização do património natural da área protegida e da zona de proteção especial em que se encontra integrada;
Promover a investigação científica e o conhecimento sobre o património natural da zona em que se insere, bem como a monitorização de espécies, habitats e ecossistemas;
Assegurar a informação, sensibilização, formação e participação do público, bem como incentivar e mobilizar a sociedade civil para a conservação dos ecossistemas dunares e zonas húmidas litorais.
O Plano de Ordenamento da RNDSJ identifica as áreas de proteção na sua área de intervenção, e são regulamentados os atos e as atividades interditos na área da RNDSJ (anteriormente determinados pelo Decreto-Lei n.º 41/79, de 6 de março e pelo Decreto Regulamentar n.º 46/97, de 17 de novembro):
As áreas de proteção total correspondem a espaços onde os valores naturais assumem um carácter de excecionalidade do ponto de vista da conservação da natureza e são caracterizadas por elevada sensibilidade ambiental. Estas áreas destinam-se à proteção de entidades biológicas e de habitats essenciais para a conservação da biodiversidade com elevado risco de degradação ou destruição perante a atividade humana, devendo garantir-se a manutenção dos processos naturais em estado de perturbação mínima.
As áreas de proteção total integram o cordão dunar frontal e as lagoas naturalizadas, onde a intervenção humana é fortemente condicionada, sendo somente admitida a presença humana se integrada em ações de investigação científica, monitorização, recuperação, sensibilização ambiental e ainda em situações de risco ou calamidade. As atividades de sensibilização ambiental estão restringidas à utilização do percurso interpretativo em passadiço sobrelevado e dos observatórios de fauna.
As áreas de proteção parcial correspondem a espaços onde os valores naturais assumem um significado e importância relevante do ponto de vista da conservação da natureza e apresentam um grau moderado de sensibilidade ecológica. Estas áreas destinam-se a garantir a preservação de habitats naturais e seminaturais de potencial interesse ao nível da preservação das espécies da flora e da fauna, bem como do património paisagístico.
Estas áreas incluem a mata dunar e a área marítima, limitada pela batimétrica dos – 6 m de profundidade, sendo a acessibilidade pública e a atividade humana admitidas em ações que contribuam para a valorização e manutenção dos valores naturais e paisagísticos presentes e que visem a investigação científica, a monitorização ambiental, a manutenção e valorização dos ecossistemas; a sensibilização ambiental, a conservação e proteção costeira.
As atividades de sensibilização ambiental restringem-se aos percursos interpretativos da natureza e observatórios de fauna devidamente identificados.
As áreas de proteção complementar correspondem a espaços de enquadramento, transição e amortecimento de impactes gerados pela atividade humana, necessários à proteção das áreas adjacentes, que, por serem mais importantes para a conservação da natureza, têm níveis de proteção mais elevados. Estas áreas têm por objetivo compatibilizar as atividades de lazer e recreio admitidas com os valores naturais e paisagísticos existentes e compreendem a área entre a Estrada Nacional 327 (a nascente) e o traçado da atual linha de alta tensão (a poente) e a área entre o limite sul da RNDSJ e o alinhamento do antigo estradão da areia.
A RNDSJ engloba a Mata Nacional das Dunas de São Jacinto, dotada de Plano de Gestão Florestal (2016 -2026), aprovado em janeiro de 2016.
No âmbito Programa do POLIS Litoral Ria de Aveiro - Sociedade para Requalificação e Valorização da Ria de Aveiro, S.A., foi executado o projeto denominado “Requalificação dos Espaços de Usufruto Público da Reserva Natural das Dunas de São Jacinto”, que requalificou os espaços de acesso público na área protegida, nomeadamente, a requalificação do Centro de Acolhimento, a construção do Centro de Interpretação, a requalificação da Área de Atendimento, o reordenamento dos espaços exteriores deste
Figura 1– Planta de síntese do PORNDSJ
Legendas: ____ - Limite da área de Intervenção do Plano de Ordenamento da RNDSJ; Área a Cinzento escuro – Área de Proteção Total; Área a Cinzento claro – área de Proteção Parcial; Área com Riscas – Área de Proteção Complementar
conjunto construído, bem como a instalação de um percurso interpretativo, adaptado para a acessibilidade universal.
1.2 Valores naturais de relevância
A área da RNDSJ abrange vários habitats, que constam do Anexo B-I do Decreto-Lei n.º 140/99, de 24 de abril, na sua redação atual, alguns dos quais prioritários em termos de conservação, designadamente:
Areias de praia:
Praia alta e dunas móveis embrionárias (Código 2110);
Duna Primária:
Dunas móveis do cordão litoral com Ammophila arenaria (Código 2120);
Espaço interdunar:
Dunas cinzentas (Código 2130); Dunas litorais com Juniperus spp. (Código 2250);
Depressões húmidas intradunares (Código 2190) Mata dunar e areias estabilizadas pós-dunares:
Dunas fixas descalcificadas atlânticas (Calluno-Ulicetea) (Código 2150); Dunas com floresta de Pinus pinae e ou Pinus pinaster (Código 2270); Dunas litorais com Juniperus spp. (Código 2250); Dunas com vegetação esclerófila da Cisto-Lavanduletalia (Código 2260); Florestas aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion incanae, Salicion albae) (Código 91E0); Florestas-galerias de Salix alba e Populus alba (92A0); Dunas interiores com prados abertos de Corynephorus e Agrostis (Código 2330);
Matos halófilos mediterrânicos e termoatlânticos (Sarcocornietea fruticosae) (Código 1420); Dunas com Salix repens ssp. argentea (Salicion arenariae) (Código 2170);
Matagais arborescentes de Laurus nobilis (Código 5230); Pradarias húmidas mediterrânicas de ervas altas da Molinio-Holoschoenion (Código 6420) e Prados salgados mediterrânicos (Juncetalia maritimi) (Código 1410)
Lagoas naturalizadas ou pateiras:
Lagos eutróficos naturais com vegetação da Magnopotamion ou da Hydrocharition (Código 3150).
Em relação à fauna, a RNDSJ alberga 128 espécies de vertebrados, 105 espécies de aves, 10 espécies de mamíferos, 9 espécies de anfíbios e 4 espécies de répteis. Destas, 25 espécies pertencem à fauna de conservação prioritária, sendo 19 espécies da avifauna protegida pelo Anexo A-I do Decreto-Lei nº 140/99, de 24 de abril, na sua redação atual, pela Convenção de Berna e Convenção de Bona e incluídas no Livro Vermelho dos Vertebrados Portugueses, e 6 espécies de anfíbios de conservação prioritária, protegidos pela Convenção de Berna e constando do Anexo B-II do Decreto-Lei nº 140/99, de 24 de abril, na sua redação atual.
Das espécies com maior valor ecológico, definidas como de conservação prioritária para a área da RNDSJ destacam-se as seguintes: Águia sapeira (Circus aeruginosus), Andorinha-do-mar-anã (Sterna albifrons), Rã-de-focinho-pontiagudo (Dicoglossus galganoi), Sapo-parteiro (Alytes obstetricans), Milhafre-preto (Milvus migrans), Sapo- de-unha-negra (Pelobates cultripes), Borelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus), Zarro-castanho (Aythya nyroca), Açor (Accipiter gentilis), Andorinha-do- mar-comum (Sterna hirundo), Felosa-do-mato (Sylvia undata), Gaivota-do- mediterrâneo (Larus melanocephalus), Tarambola dourada (Pluvialis apricaria), Salamandra-de-costelas-salientes (Pleurodeles walti), Frisada (Anas strepera), Borelho- grande-de-coleira (Charadrius hiaticula), Pilrito-escuro (Calidris maritima), Sapo- corredor (Epidalea calamita), Gavião (Accipiter nisus), Toutinegra-de-cabeça-preta (Curruca melanocephala), Marreco (Anas querquedula), Pato-de-bico-vermelho (Netta rufina), Tritão-marmoreado (Triturus marmoratus), Garça-branca (Egretta garzetta), Pilrito-da-areia (Calidris alba).
1.3 Implementação do modelo de cogestão
De acordo com a Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade 2030, e em cumprimento do previsto na Lei n.º 50/2018, de 16 de agosto, que estabelece o quadro da transferência de competências para as autarquias locais e para as entidades intermunicipais, foi aprovado pelo Decreto-Lei n.º 116/2019, de 21 de agosto, o modelo de cogestão das áreas protegidas que concretiza o princípio de participação dos órgãos municipais na respetiva gestão. No âmbito deste quadro
legislativo, a 9 de março de 2020, o Município de Aveiro formalizou ao ICNF, I.P o pedido de implementação do modelo de cogestão da Reserva Natural das Dunas de São Jacinto.
Para apoio à implementação do modelo de cogestão da Reserva Natural das Dunas de São Jacinto e ao abrigo do n.º 5, Quadro 4, do Despacho n.º 2269-A/2020, de 14 de fevereiro, publicado no Diário da República, 2.ª série – 1.º Suplemento, n.º 33, de 17 de fevereiro de 2020, alterado pelo Despacho n.º 6559/2020, de 16 de junho, publicado no Diário da República, 2.ª série – 1.º Suplemento, n.º 120, de 23 de junho de 2020, foi celebrado o Protocolo de Colaboração Técnica e Financeira entre o Fundo Ambiental, o Município de Aveiro e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P., por um período de 36 meses (3 anos) com início imediato à data de assinatura, 28 de agosto de 2020.
São entidades envolvidas na cogestão, a comissão de cogestão da área protegida e o respetivo presidente e o conselho estratégico, previsto na alínea c) do artigo 8.º do RJCNB (Decreto-Lei n. º 142/2008, de 24 de julho, na redação dada no Decreto-Lei n.º 242/2015, de 15 de outubro), com a composição e regras de funcionamento fixadas no artigo 9.º do Decreto-lei n.º 43/2019, de 29 de março, que funciona junto de cada área protegida, com as responsabilidades específicas em matéria de cogestão que lhe são cometidas pelo Decreto-lei n.º 116/2019, de 21 de agosto.
A Comissão de Cogestão é constituída pelo município integrante da Área Protegida e participantes com conhecimento técnico-científico e saberes aplicados nessas áreas, que possam contribuir para a aplicação das políticas de conservação, valorização e competitividade do território, sempre com o fito de gerir, dar valor e perenidade aos ativos territoriais que as diferentes realidades do país concedem.
Constituída através do Despacho nº 3024/2021, 19 de março, a comissão de cogestão para a Reserva Natural das Dunas de São Jacinto tem a seguinte composição:
a) O presidente da Câmara Municipal de Aveiro, que preside à comissão de cogestão;
b) O diretor regional da Conservação da Natureza e Florestas do Centro, sendo substituído, nas situações de impedimento ou ausência, pelo chefe de divisão de Cogestão de Áreas Protegidas do Centro;
c) Representante da Universidade de Aveiro;
d) Representante de organizações não-governamentais de ambiente e equiparadas designado pela Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente;
e) Representante da Associação Florestal do Baixo Vouga;
f) Representante da Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos;
g) Representante do RAIZ — Instituto de Investigação da Floresta e Papel.
A Portaria n.º 67/2021, de 17 de março, veio aprovar um conjunto mínimo obrigatório de indicadores de realização a integrar nos planos de cogestão das áreas protegidas para a monitorização da concretização da cogestão nas diferentes áreas protegidas.
2. Objetivos
O plano anual de atividades e orçamento da RNDSJ para 2021 observa os princípios estabelecidos no respetivo plano de ordenamento e na Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade para 2030 (ENCNB 2030), que prossegue:
Assegurar que as espécies (flora e fauna) e os habitats protegidos melhoram o seu estado de conservação ou tendência populacional;
Programar e executar intervenções de conservação e de recuperação de espécies (fauna e flora) e habitats ao nível nacional;
Reforçar a prevenção e controlo de espécies exóticas invasoras a nível nacional e no quadro da EU;
Reforçar a investigação e inovação orientada para as prioridades de política conservação da natureza, incluindo para a colmatação de lacunas de conhecimento de base;
Garantir a estruturação de um sistema coerente e útil de monitorização continuada do estado de conservação dos valores naturais;
Aumentar a visibilidade e perceção pública do valor do património natural e dos serviços de ecossistemas;
Promover a oferta e qualificação dos serviços no domínio do Turismo de Natureza, que concorram para a gestão sustentável dos territórios e salvaguardem o património natural e identidade cultural.
O presente plano, assume como principais objetivos:
A promoção dos valores naturais da Reserva Natural de São Jacinto;
A dinamização de atividades de educação ambiental;
A comunicação dos valores naturais da área protegida;
A melhoria das infraestruturas danificadas e da sinalética da área protegida;
A dinamização da visitação à RNDSJ;
A elaboração do plano de cogestão e a identificação de fontes de financiamento.
3. Ações a desenvolver
As ações a desenvolver no âmbito do presente Plano de Atividades serão enquadradas pelos diplomas legais que regem a RNDSJ, nomeadamente o Plano de Ordenamento da RNDSJ, bem como pelo Regime Jurídico da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, respeitando a proteção dos valores naturais existentes, assegurando que as gerações futuras terão oportunidade de desfrutar e compreender o valor das zonas que permaneceram pouco alteradas pela atividade humana durante um prolongado período de tempo.
Estas ações contarão com a colaboração dos parceiros da Cogestão da RNDSJ, no âmbito das suas competências, numa dinâmica partilhada de valorização da área protegida, tendo por base a sua sustentabilidade, estabelecer procedimentos concertados, que visem um melhor desempenho na salvaguarda dos valores naturais e na resposta às solicitações da sociedade, bem como gerar uma relação de maior proximidade aos cidadãos e às entidades relevantes para a promoção do desenvolvimento sustentável da RNDSJ.
Deste modo, o presente Plano de Atividades foi estruturado em cinco eixos de ação:
1. Elaboração do Plano de Cogestão
2. Conservação da Natureza e da Biodiversidade:
2.1 Ações de Restauro Ecológico e de Conservação de Habitats 2.2 Ações de Monitorização e caracterização de espécies classificadas 2.3 Ações complementares às ações de restauro ecológico
3. Visitação da RNDSJ
4. Ações de educação ambiental:
4.1 Cursos de identificação e outros cursos temáticos 4.2 Ateliers de atividades
5. Ações de comunicação e promoção
5.1 Elaboração de publicações sobre os valores naturais da RNDSJ 5.2 Melhoria na divulgação dos serviços da RNDSJ
5.3 Criação de uma biblioteca 6. Infraestruturas
3.1 Elaboração do plano de cogestão
O Plano de Cogestão é um instrumento de gestão para o modelo de Cogestão. Este plano, a elaborar pela Comissão de Cogestão, tem como objetivo determinar a visão e a estratégia a aplicar no modelo de cogestão, assim como as parcerias de outras entidades. Neste devem constar os seguintes princípios:
valorizar e promover o território;
sensibilizar as populações locais;
melhorar a comunicação com todos os interlocutores e utilizadores;
integrar um programa de medidas e ações;
deve definir medidas e ações para a prossecução dos objetivos de desenvolvimento sustentável da área protegida;
identificar os instrumentos e linhas de financiamento;
articular com o programa especial da respetiva área protegida.
O plano de cogestão deve ser elaborado e aprovado no prazo de um ano, após a designação da Comissão de Cogestão e deve considerar um horizonte temporal mínimo de três anos para a sua execução.
Assim, o ano de 2021 será marcado pela elaboração do Plano de Cogestão da RNDSJ e pelos procedimentos tendentes à sua aprovação.
3.2 Conservação da Natureza e da Biodiversidade
As ações que se pretendem desenvolver visam promover a conservação do ecossistema dunar e dos seus habitats e espécies, assegurar a conservação e a valorização do património natural da área protegida e da zona de proteção especial em que se encontra integrada, promover a investigação científica e o conhecimento sobre o património natural da zona em que se insere, bem como a monitorização de espécies, habitats e ecossistemas.
Em termos de áreas da RNDSJ e ecossistemas abrangidos, as ações a desenvolver podem ser subdivididas em:
- Ações a desenvolver na área da mata nacional, que corresponde ao ecossistema florestal das dunas estabilizadas,
- Ações a desenvolver na área litoral da RNDSJ, que corresponde ao ecossistema dunar das dunas frontais e zona interdunar,
- Ações a desenvolver nas lagoas naturalizadas (pateiras).
3.2.1 Ações de Restauro Ecológico e de Conservação de Habitats
No âmbito do Plano de Gestão Florestal da Mata Nacional das Dunas de S. Jacinto, são preconizadas ações que visam o controlo de plantas exóticas invasoras, a gestão de combustível e medidas de defesa da floresta contra incêndios, a beneficiação da galeria ripícola das valas de drenagem, a proteção do solo, promoção e o aproveitamento da regeneração natural de Pinheiro-bravo (Pinus pinaster), a plantação de espécies florestais nativas adaptadas às condições edafoclimáticas locais.
As ações de restauro ecológico a desenvolver no âmbito deste Plano de Atividades pretendem ser um complemento ao Plano de Gestão da Mata Nacional das Dunas de S.
Jacinto, designadamente, através da realização de ações de manutenção (arranque e corte de invasoras) nas áreas intervencionadas no âmbito do Plano de Gestão
Simultaneamente, pretende-se desenvolver ações de conservação do mosaico de habitats existentes na mata da RNDSJ, com a proteção da vegetação autóctone que os compõe.
Nas dunas frontais e zona interdunar, áreas não abrangidas pelo Plano de Gestão da Mata de Nacional das Dunas de S. Jacinto, pretende-se realizar ações de restauro ecológico nas zonas afetadas pelas espécies invasoras e ações de conservação das espécies autóctones aqui existentes.
Nas lagoas naturalizadas serão efetuadas ações de controlo de invasoras e de manutenção e conservação do habitat.
3.2.1.1 Ações de controlo de invasoras
A Mata Nacional na RNDSJ foi alvo de diversos projetos de controlo de espécies invasoras, nomeadamente corte e destruição de acácias (Acacia spp.) e de outras espécies vegetais invasoras, como o Carpobrotus edulis e a Cortaderia selloana.
Em 2015, foi libertado na mata da RNDSJ um agente de controlo biológico, um inseto (Trichilogaster acaciaelongifoliae) galhador da Acácia-de-espigas (Acacia longifolia), no âmbito de um projeto a nível nacional para controlo desta espécie exótica invasora, liderado pelo Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra e pela Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra.
Como suprarreferido, as ações de controlo de invasoras no âmbito deste Plano de atividades serão desenvolvidas em complemento do Plano de Gestão Florestal da Mata Nacional das Dunas de S. Jacinto e em áreas não abrangidas por este plano, nomeadamente nas dunas frontais, onde as acácias e outras invasoras ocupam uma extensa área. As intervenções a realizar terão em conta os resultados obtidos na monitorização da progressão do agente galhador. Sendo uma área protegida, as
medidas e ações para o controlo destas espécies têm de ser efetuadas por mão-de-obra especializada, para que o impacto nas espécies nativas seja o menor possível.
Proposta: desenvolver ações de recuperação do ecossistema dunar e de manutenção na mata com ações de controlo de invasoras, das diversas espécies de acácias, de Chorão (Carpobrotus edulis) e de Erva-das-pampas (Cortaderia selloana). Avaliar quais as espécies e zonas com necessidade de intervenção de mão de obra especializada e planeada. Em zonas que poderá haver arranque, descasque ou corte sem necessidade de atuação controlada, poderá ser feito como atividade de cariz educacional.
Atividade: julho-outubro
3.2.1.2 Ações de plantação de flora autóctone
No seguimento das ações de controlo das espécies invasoras serão realizadas ações de plantação de espécies autóctones. As plantas a utilizar serão provenientes do viveiro pedagógico a criar na RNDSJ, e de viveiros do ICNF. Na área das dunas frontais, na duna primária, será efetuada a plantação de estorno (Amophila arenaria), para permitir a fixação da areia, na duna secundária serão plantadas espécies mais tolerantes à salinidade como o cordeiro-da-praia (Otanthus maritimus), o cardo- marítimo (Eryngium maritimum), a morganheira-das-praias (Euphorbia paralias), entre outras e na zona interdunar, será plantada Camarinheira (Corema album) e outras espécies, adaptadas a um solo mais evoluído e à estabilidade das areias como, por exemplo, a madorneira (Artemisia campestres), a Assembleia (Iberis procumbens), a Perpétua-das-areias (Helichrysum italicum subsp. Picardii).
Na área da mata florestal, em consonância com as ações de gestão da biodiversidade incluídas no Plano de Gestão Florestal da Mata Nacional das Dunas de S. Jacinto, serão efetuadas plantações de espécies como a Camarinheira (Corema album), a Sabina-das- areias (Juniperus phoenicea), o Pinheiro-manso (Pinus pinea), adaptadas aos terrenos arenosos mais secos, e espécies ripícolas, nas margens das valas de drenagem e depressões dunares, como o Salgueiro-anão (Salix repens arenaria), o Salgueiro-preto (Salix atrocinerea), o Amieiro (Alnus glutinosa), o Choupo-negro (Populus nigra), o Freixo
(Fraxinus excelsior), para além de outras espécies arbóreas como o Medronheiro (Arbutus unedo), Carvalhos (Quercus sp.) mas também de espécies arbustivas, como o Murta (Myrtus communis), o Lentisco-bastardo (Phillyrea angustifolia), a Gilbardeira (Ruscus aculeatus), o Rosmaninho (Lavandula pedunculata), o Folhado (Viburnum tinus).
Atividade: novembro-dezembro
3.2.1.3 Ação de manutenção da pateira pequena
A pateira pequena é uma das duas pateiras que integram o Trilho de Descoberta da Natureza, a qual requer manutenção constante. Atualmente, as margens encontram-se repletas de vegetação alta, principalmente Caniço (Phragmites australis), o que impossibilita a observação de aves. Na pateira grande, existem atividades de manutenção, a limpeza é realizada anualmente, no âmbito dos trabalhos de investigação, coordenados pelo Professor Doutor David Rodrigues da Escola Superior Agrária, Instituto Politécnico de Coimbra.
Proposta: Proceder à manutenção, com periodicidade anual, da vegetação da pateira pequena. As ações de manutenção devem ser feitas no início de setembro, para não haver perturbação da chegada das aves invernantes e também para não perturbar as aves durante a época de muda das plumagens, da plumagem de verão para a plumagem de inverno. Pretende-se incluir os parceiros da Cogestão, na gestão da limpeza das duas pateiras, na pateira grande, articular e complementar os trabalhos que já estão em curso.
Manutenção: 1 limpeza por ano entre setembro-outubro
Figura 2 e Figura 3 – Janelas do observatório da pateira pequena. A vegetação das margens da pateira impede a observação das aves na pateira.
3.2.2 Ações de monitorização e caracterização de espécies classificadas
Alguns dos estudos que existem da fauna e flora da RNDSJ datam da década de 80 ou posterior, podendo já estar desatualizados. Atualmente estão a decorrer os censos para a reedição do Livro Vermelho dos Vertebrados, mas o ideal seria alargar a monitorização a outras espécies que não constam neste estudo.
Proposta: Atualização da caracterização dos mamíferos, anfíbios e répteis. Na altura da nidificação do Borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus), dar continuidade, de uma forma mais sistemática, à monitorização já existente. Proceder à monitorização dos passeriformes, com intuito de perceber se é necessário aumentar o número de caixas-ninho.
Atividade: Ao longo de todo o ano
3.2.3 Ações complementares às ações de restauro ecológico
3.2.3.1 Criação de um viveiro pedagógico
Criar um viveiro pedagógico de plantas, no âmbito da Educação Ambiental, especialmente vocacionado para as espécies existentes na RNDSJ, nomeadamente a flora dunar autóctone, a Camarinheira (Corema album), a Sabina-das-areias (Juniperus phoenicea) e para espécies ripícolas como o Salgueiro-anão (Salix repens ssp. arenaria), entre outras. As espécies cultivadas seriam utilizadas nas ações de recuperação do ecossistema dunar e de bosques ripícolas, limitadas ao concelho de Aveiro e limítrofes, para salvaguardar o património genético.
Salienta-se que espécies como a camarinheira têm importância cultural na região e que a sua plantação pode ter um papel no desenvolvimento da economia local e das tradições locais.
Proposta: Criação de um viveiro pedagógico de diversas espécies autóctones, como a Sabina-das-areias (Juniperus phoenicea ssp. turbinata), Camarinheira (Corema album), Salgueiro-anão (Salix repens ssp. arenaria), entre outras, este viveiro tem como
objetivos salvaguardar estas espécies, realizar atividades de educação ambiental e ainda de reflorestação.
3.2.3.2 Manutenção das caixas-ninho
São observáveis as caixas-ninho colocadas pela mata, que, devido ao seu mau estado de conservação, somente algumas se encontram ocupadas por passeriformes.
Proposta: Remoção das caixas-ninho e substituição por novas, de preferência em cortiça, porque têm maior longevidade e não requerem tanta manutenção como as caixas de madeira. Averiguação da necessidade de aumentar o número de caixas-ninho.
Atividade: novembro-janeiro
3.2.3.3 Limpeza da praia
Ao longo da costa é visível a grande quantidade de lixo que vem encaminhado pelo mar.
Proposta: Realizar ações de manutenção e limpeza periódica da zona do areal e cordão dunar frontal, fora da época de nidificação do Borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus) e ações de limpeza para sensibilização para diferentes públicos alvos.
Público-alvo: todos, com foco para atividades escolares e de team-building;
Atividade: Abril-setembro
3.3 Visitação à RNDSJ
De acordo com os diplomas legais que regem a RNDSJ e com o Regime Jurídico da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, a visitação na RNDSJ é condicionada a um regime que garanta níveis mínimos de perturbação do ambiente natural.
As visitas guiadas são marcadas antecipadamente, têm restrição quanto ao número máximo de pessoas por grupo (25 pessoas), de dias e horários de visita.
As visitas guiadas têm um carácter pedagógico e didático, visam educar e alertar para a importância dos sistemas dunares, da floresta autóctone, dos valores naturais da RNDSJ e da Ria de Aveiro, e para a conservação da natureza num âmbito global.
O local de início da visita guiada é o Centro Interpretativo, onde será feita uma introdução sobre a RNDSJ, referido o “Código de Conduta do Visitante”, entre outras informações, com uma duração aproximada de 30 minutos.
Após a introdução da visita no Centro Interpretativo, o guia acompanhará os visitantes ao longo do percurso pedestre, fazendo paragens para interpretação da natureza nos pontos mais relevantes ou sempre que se considere oportuno.
As visitas livres não necessitam de marcação prévia. Os visitantes têm um horário de visita entre as 9-12h e 13h-15horas.
No âmbito do Plano de Atividades para 2021 será desenvolvido um regulamento para a visitação na RNDSJ.
3.4 Atividades de educação ambiental
A Educação Ambiental é uma aprendizagem multidisciplinar incorporada em todas as faixas etárias e formas de educação, incluindo no contexto escolar, laboral, económico e de consumo.
Figura 4– Trilhos do percurso à Descoberta da Natureza
A Estratégia Nacional de Educação Ambiental (ENEA), torna possível conjugar experiências, agregar prioridades e partilhar recursos, visando uma cidadania plena e interveniente, com conhecimento e poder decisivo.
A Estratégia assume três eixos temáticos:
Descarbonizar a sociedade;
Tornar a economia circular;
Valorizar o território.
Para a sua implementação, a ENEA prevê 16 medidas enquadradas por três objetivos estratégicos:
Educação Ambiental + Transversal
Educação Ambiental + Aberta
Educação Ambiental + Participada
Indo de encontro aos objetivos propostos pela ENEA 2030, serão desenvolvidas ações de Educação Ambiental e ateliers dirigidos a várias faixas etárias e contextos.
3.4.1 Cursos de identificação e outros cursos temáticos
Legenda: P- Prática T-teórica
3.4.1.1 Curso de identificação micológica (T+P)
Promover anualmente cursos de identificação micológica na reserva.
Recursos humanos: Técnico especialista na área convidado e/ou parceiros de Cogestão Público-alvo: Adultos
Objetivos:
✔ Conhecer os diferentes tipos de cogumelos que existem na RNDSJ;
✔ Identificar quais os cogumelos comestíveis e não comestíveis;
✔ Impulsionar o conhecimento e a importância dos cogumelos para o ecossistema;
✔ Atrair público e fomentar o interesse por micologia.
Atividade: outubro-novembro
3.4.1.2 Entre trilhos e peludos (P)
A atividade consiste em procurar indícios da presença de mamíferos pelos percursos pedestres do Trilho de Descoberta da Natureza, como tocas, excrementos e vestígios de algum comportamento específico como, por exemplo, pinhas roídas por esquilos e micromamíferos.
Recursos humanos: Técnicos da RNDSJ e/ou parceiros de Cogestão Público-alvo: Todos
Objetivos:
✔ Conhecer a biodiversidade dos mamíferos: comportamentos, dietas e relação com o ecossistema;
✔ Sensibilizar para a preservação das espécies e do ecossistema;
✔ Interagir e perceber o meio envolvente;
✔ Incutir o respeito pela fauna e comportamentos a ter na presença de mamíferos.
Atividade: abril-setembro
3.4.1.3 Cursos de preparação para sobrevivência em campo (T+P)
Vocacionado para militares e outros interessados em aprender normas de sobrevivência e comportamentos em campo.
Quando se está a caminhar em locais com pouca densidade populacional, como zonas florestais e mato, é muito fácil perder a orientação e não saber o que esperar. Este curso pretende informar quais as plantas, fungos, frutos comestíveis, como é que os líquenes e as plantas ajudam na orientação, quais os bioindicadores que existem e ainda
conhecer a fauna e os seus perigos, assim como as medidas a tomar, em caso de mordedura ou ferimentos provocados por animais.
Recursos humanos: Técnicos RNDSJ e convidados e/ou parceiros de Cogestão Público-alvo: ≥12 anos
Objetivos:
✔ Saber identificar os vários riscos que existem em campo;
✔ Conhecer os procedimentos a ter em alguns casos;
✔ Perceber a importância da biodiversidade;
✔ Conhecer a fauna e flora de Portugal.
Atividade: setembro-outubro
3.4.1.4 O que são plantas invasoras? (T+P)
Sessão de sensibilização e identificação sobre as plantas invasoras que existem na RNDSJ: explicação das consequências do crescimento destas plantas invasoras nas plantas nativas e no habitat. Abordagem e debate de quais as medidas que estão a ser tomadas para mitigar a dispersão destas plantas e ainda a possibilidade de ajudar na prática na mitigação da proliferação destas espécies, com arranque, corte e desbaste.
Recursos humanos: Técnicos RNDSJ e/ou parceiros de Cogestão
Público-alvo: Todas as faixas etárias, com foco nos alunos do 2º, 3º ciclos e secundário;
Objetivos:
✔ Identificar quais são as plantas invasoras;
✔ Conhecer as estratégias de combate às plantas invasoras;
✔ Saber os efeitos que estas plantas trazem para a biodiversidade e o ecossistema dos locais;
✔ Saber a importância de preservar a biodiversidade local.
Atividade: julho-outubro
3.4.1.5 Os voadores noturnos (T+P)
Sessão de sensibilização para a proteção e importância das espécies voadoras noturnas:
as aves de rapina e os morcegos. Ainda na mesma sessão, os participantes podem ajudar na criação das caixas-abrigo para morcegos e aves de rapina.
Recursos humanos: Técnicos RNDSJ e/ou parceiros de Cogestão
Público-alvo: Todas as faixas etárias, com foco do Pré-escolar até ao 3º ciclo Objetivos:
✔ Conhecer as diferentes espécies de morcegos e de rapinas noturnas residentes na RNDSJ;
✔ Enumerar as vantagens dos morcegos e das aves rapinas noturnas para o ecossistema;
✔ Saber quais as causas da diminuição das populações destas espécies;
✔ Sensibilizar para a conservação dos voadores noturnos.
Atividade: maio-outubro
3.4.1.6 Os agentes secretos da polinização com criação de estruturas para polinizadores (T+P)
A atividade consiste numa sessão de aprendizagem em que o tema são os “agentes secretos” que ajudam a polinizar as plantas. Falar dos agentes polinizadores não é só falar de abelhas, mas também de outros animais, como os morcegos, as formigas, as borboletas e outros insetos. A necessidade de mudar comportamentos parte de cada um, e ajudar os polinizadores também é ajudar o planeta. Criar “hotéis para polinizadores” e colmeias para abelhas pode ser o início.
Recursos humanos: Técnicos da RNDSJ e/ou parceiros de Cogestão
Público-alvo: Todas as faixas etárias, com foco nos alunos do pré-escolar até ao secundário
Objetivos:
✔ Saber as interações que existem num ecossistema entre animais e plantas para a conservação da biodiversidade;
✔ Perceber a importância dos agentes polinizadores para o ecossistema;
✔ Enumerar os fatores que podem afetar os agentes polinizadores e as plantas;
✔ Conhecer como se pode proceder para a proteção dos agentes polinizadores.
Atividade: maio-outubro
3.4.1.7 Ilustração da natureza para crianças (P)
A atividade consiste em, após a visita à RNDSJ, os visitantes mais novos desenharem o que mais gostaram ou mais os marcou durante a visita. O objetivo é ilustrar um mural com os desenhos das crianças.
Público-alvo: Crianças que visitem a RNDSJ
3.4.1.8 Programas de fim-de-semana e team building
Para grupos de visitantes ou empresas que pretendam conciliar um fim-de-semana com várias atividades na RNDSJ já existentes, podendo o grupo ficar alojado no Centro de Acolhimento.
3.4.2 Ateliers de atividades
3.4.2.1 Os decompositores à lupa (P)
Atividade prática, com o auxílio de uma lupa binocular, em que o objetivo é descobrir quais os seres vivos que vivem num tronco de madeira aparentemente morto e já em decomposição. Há ainda muita vida depois das árvores morrerem, com ajuda da lupa os participantes podem ver como os decompositores ajudam a transformar a matéria orgânica em sais minerais.
Recursos humanos: Técnicos RNDSJ e/ou parceiros de Cogestão
Público-alvo: Todas as faixas etárias, com foco alunos do 1º até 3º ciclo
Objetivos:
✔ Estabelecer a importância destes seres para a evolução da cadeia alimentar e para o ecossistema;
✔ Conhecer os diferentes decompositores desde os visíveis a olho nu até aos mais pequenos observáveis à lupa;
✔ Entender que um tronco de madeira morto pode ser o refúgio e o alimento de vários seres vivos.
Atividade: setembro-dezembro
3.4.2.2 O ciclo do azoto: Observação de bactérias fixadoras de azoto (T+P)
O Azoto é o composto maioritário da constituição do ar que respiramos. Como é que se forma o azoto? Está só presente na atmosfera?
Durante a atividade prática os participantes aprendem o ciclo do azoto e com ajuda de uma lupa binocular, podem observar os nódulos feitos pelas bactérias do género Rhizobium, bactérias fixadoras de azoto, durante a associação com as raízes.
Recursos-humanos: Técnicos RNDSJ e/ou parceiros de Cogestão Público-alvo: Todas as faixas etárias, com foco nos alunos do 3º ciclo Objetivos:
✔ Aprender o ciclo do azoto numa forma prática e simplificada;
✔ Relacionar as cadeias alimentares com a produção de azoto atmosférico;
✔ Perceber as relações bióticas e abióticas no ciclo do azoto e como se relacionam.
Atividade: setembro-dezembro
3.4.2.3 Os diferentes tipos de reprodução nas plantas (T+P)
As plantas não são todas iguais, umas dão flores e outras não, as folhas e os frutos também não são iguais. Nesta atividade prática o objetivo é explorar a reprodução assexuada e sexuada das plantas, com casos práticos existentes na RNDSJ, e entender a
importância dos bancos de sementes para a conservação das espécies, assim como para a gestão e planeamento do ordenamento.
Recursos-humanos: Técnicos RNDSJ e/ou parceiros de Cogestão Público-alvo: Todas as faixas etárias, com foco alunos do 2º e 3º ciclo Objetivos:
✔ Conhecer os diferentes tipos de plantas e sua reprodução;
✔ Perceber que as flores não são todas iguais;
✔ Entender que os frutos têm várias formas e texturas;
✔ Apreender a importância da reflorestação e dos bancos de sementes.
Atividade: maio-junho
3.4.2.4 Regurgitações?? O que é isso? (P)
Atividade prática de análise de regurgitações e identificação das presas de corujas. As egagrópilas ou peladas são expelidas pelas aves de rapina, quando as aves não conseguem digerir os pelos, as penas e os ossos das presas. As egagrópilas são importantes para os estudos da dieta das aves de rapina, das adaptações que existam à alimentação local e à estação do ano, ajudando no conhecimento das populações de micromamíferos.
Recursos-humanos: Técnicos RNDSJ e/ou parceiros de Cogestão Público-alvo: Crianças dos 8 aos 12 anos
Objetivos:
✔ Ter contacto com uma regurgitação;
✔ Entender a importância das regurgitações para o estudo da dieta das aves e dos seus comportamentos;
✔ Identificar a diversidade de espécies existentes nas regurgitações.
Atividade:maio-outubro
3.4.2.5 Vamos observar e conhecer as plantas!
Elaboração de um herbário, em que os participantes fazem a colheita de exemplares e aprendem a catalogar e a identificar os espécimes de plantas.
Um herbário pode concentrar muita informação sobre a flora de uma região, ou de um local, ou até mesmo de um país. Com o armazenamento por catálogo, é possível guardar a informação recolhida durante muito tempo, ocupando pouco espaço e sendo de fácil atualização, podendo o participante dar-lhe continuidade ao longo da sua vida.
Recursos-humanos: Técnicos RNDSJ e/ou parceiros de Cogestão Público-alvo: Todas as faixas etárias
Objetivos:
✔ Conhecer a biodiversidade da flora portuguesa;
✔ Caracterizar e conhecer as plantas endémicas e sua importância económica;
✔ Saber efetuar um herbário e perceber a sua valia para os estudos científicos.
Atividade: maio-junho
3.5 Ações de comunicação e promoção
Atualmente, a informação da RNDSJ e sua visitação encontra-se no site da Natural.pt, promovido pelo ICNF, também em forma de aplicação para dispositivos móveis.
Contudo, a informação que consta neste site pode estar já desatualizada em alguns tópicos, nomeadamente em temas científicos. Numa forma de atualizar e manter a informação correta é necessário proceder à análise dos dados existentes.
3.5.1 Elaboração de publicações referentes aos valores naturais da RNDSJ
Apesar da imensa riqueza da flora da RNDSJ, não existe nenhuma publicação de acesso ao público em geral com as espécies de flora da mata e flora dunar que existem na RNDSJ. Em relação às aves, foi publicado um guia em 2013, existindo atualmente poucos exemplares disponíveis para venda.
Proposta: Editar um guia da flora da RNDSJ e reeditar o guia das aves, com atualização das espécies.
3.5.2 Melhoria da divulgação dos serviços da RNDSJ
Atualmente existe pouca divulgação de informação sobre a RNDSJ. O site da RNDSJ está bem estruturado, embora careça de atualização, in loco as publicações disponibilizadas aos visitantes contêm informação insuficiente sobre o seu património natural, o seu estatuto e a relevância para a conservação do património natural da área.
Proposta: Divulgação dos Serviços que a RNDSJ oferece aos visitantes
Melhorar as estratégias de divulgação, proceder à atualização do site, e à edição de um livrete para as visitas, em que constem: mapas com o trajeto do Trilho de Descoberta da Natureza, o código de conduta a manter nos percursos pedestres e durante a visita, comportamentos a ter durante a observação de aves e conteúdo sobre a RNDSJ, a sua importância e valores naturais, nomeadamente a fauna e flora observáveis durante a visita à RNDSJ.
3.5.3 Criação de uma biblioteca
Rentabilizando o espaço da cafetaria/bar, que funcionaria em simultâneo como biblioteca, dedicada à conservação da natureza, tendo ao dispor dos visitantes uma estante com publicações sobre o património natural, doadas para o efeito pela autarquia de Aveiro e pelo ICNF.
Proposta: Colocação de estantes na zona do bar, com estudos e publicações sobre a RNDSJ e o património natural da região de Aveiro, para consulta no local. Adquirir guias de aves, árvores e outros guias, dando ao visitante a possibilidade de os requisitar durante a sua visita, assim como binóculos.
3.6 Infraestruturas
A RNDSJ dispõe de determinadas infraestruturas de apoio à visitação: o Centro de Interpretação, o Centro de Acolhimento e o Trilho da Descoberta da Natureza, este último composto pelos percursos pedestres e por infraestruturas complementares: os
observatórios, passadiço sobrelevado de acesso ao cordão dunar e os painéis de interpretação da biodiversidade.
No âmbito do POLIS Litoral Ria de Aveiro, foi efetuada a requalificação do Centro de Acolhimento, a construção do Centro de Interpretação, a requalificação da Área de Atendimento, o reordenamento dos espaços exteriores deste conjunto construído e a instalação de um Percurso Interpretativo, adaptado para a acessibilidade universal.
Contudo, algumas destas infraestruturas complementares do trilho da Descoberta da Natureza encontram-se em mau estado de conservação e com necessidade de intervenção requalificativa. No âmbito deste plano de atividades, pretende-se avaliar o estado de conservação para posteriormente proceder à requalificação das infraestruturas e, em paralelo, à avaliação das necessidades para a reativação do Centro de Recuperação de Aves, atualmente desativado.
3.6.1 Passadiço sobrelevado de acesso ao cordão dunar frontal
O passadiço encontra-se em mau estado de conservação, tem muitas tábuas partidas e as próprias estruturas de suporte estão muito danificadas, correndo o risco de colapsarem, facto pelo qual se encontra atualmente interdito o acesso aos visitantes.
No final do passadiço, é possível os visitantes saírem do percurso e acederem indevidamente à praia, porque parte do mesmo está submerso por areia;
Proposta: Avaliação da requalificação ou da construção de um novo passadiço sobrelevado, com observatório elevado, tipo torre, que se situe no extremo do passadiço, para observação de aves e impedimento da passagem dos visitantes para as dunas.
3.6.2 Painel informativo para o passadiço sobrelevado
No passadiço, não existe nenhum placard de informação sobre a formação do cordão- dunar, espécies da flora existentes na duna e fauna observável.
Proposta: Elaborar um placard informativo sobre a formação do cordão dunar, espécies de plantas e fauna observável e reforço do código de conduta das dunas.
Figura 4 – Passadiço sobrelevado Figura 5 – Passadiço sobrelevado
Figura 7 – Passadiço sobrelevado:
Submersão do piso pela areia Figura 6 – Passadiço sobrelevado:
Estrutura de suporte partida e piso danificado
3.6.3 Observatório da pateira pequena
O observatório da pateira pequena, tem paredes formadas com ripas de madeira que não obstroem a passagem da luz, pelo que, quando a luz solar incide sobre o seu interior os observadores ficam expostos, podendo assustar as aves mais sensíveis.
Proposta: Avaliar a estrutura das paredes, para obscurecer o interior do observatório, ocultando os visitantes.
3.6.4 Observatório da pateira grande
O observatório da pateira grande é o observatório com mais afluência de visitantes. A entrada do observatório e as janelas de observação são demasiado largas o que, com a incidência da luz solar, torna os visitantes, as lentes de aparelhos eletrónicos e das máquinas fotográficas visíveis às aves, causando uma grande perturbação nas aves mais sensíveis. A paliçada lateral ao observatório encontra-se bastante degradada.
Proposta: Avaliar a diminuição das dimensões das janelas e da entrada. No acesso ao observatório, é necessário melhorar a acessibilidade, principalmente para pessoas com mobilidade reduzida, alterando a estrutura dos degraus e construindo uma rampa.
Substituir a paliçada lateral ao observatório.
Figura 8– Observatório da pateira pequena.
3.6.5 Pontes de madeira dos percursos pedestres
As pontes de madeira, existentes nos percursos pedestres, que permitem atravessar as valas existentes para escoamento das águas, estão expostas aos elementos e, principalmente, à humidade, fatores que levam à alteração do estado de conservação da madeira e à sua degradação, aumentando o perigo de rutura e podendo causar acidentes com os visitantes.
Proposta: Avaliar a construção de pontes novas e manter um stock de madeiras que permita proceder à sua manutenção contínua.
Figura 10 e Figura 11 – Pontes de madeira sobre as valas de drenagem.
Figura 9 – Observatório da Pateira Grande
3.6.6 Placas de identificação da Flora:
Algumas placas de identificação da flora, com caracter importante, estão danificadas ou mal sinalizadas.
Proposta: Com o intuito de melhorar a informação referente à flora que pode ser observada na RNDSJ, propõe-se a colocação de novas placas de identificação, junto a alguns exemplares das espécies existentes, e a remoção das placas de identificação atuais que se encontrem em mau estado de conservação.
3.6.7 Centro de Interpretação
O Centro de Interpretação destina-se a proporcionar, aos visitantes, informações diversas sobre a RNDSJ e a região. É composto por uma sala de exposição, com painéis que abordam diversas temáticas respeitantes aos valores naturais e outros que podem ser encontrados na área e na região, por uma sala de apoio, para realizar sessões de educação ambiental, e por um auditório, para realização de palestras. O Centro Interpretativo não apresenta um painel informativo que relacione a formação geológica dunar com a flora existente, nem sobre a formação da Ria de Aveiro.
Proposta: Elaboração de painéis informativos sobre a formação das dunas e a flora dunar e sobre a formação da Ria de Aveiro.
3.6.8 Centro de recuperação de aves
Na década de 90 foi construído um Centro de Recuperação de Animais Selvagens. Teve algumas utilizações pontuais, mas nunca funcionou em pleno.
Este centro é constituído por várias infraestruturas:
Clínica;
Câmaras de muda e túnel de voo para aves de rapina;
Câmaras de muda e túnel de voo para aves aquáticas;
Biotério.
Proposta: Elaboração de uma avaliação prévia das condições necessárias para a reativação do Centro de Recuperação de Animais Selvagens, a integrar a Rede Nacional de Recolha e Recuperação de Animais Selvagens, para as seguintes funções:
Prestação de cuidados médicos e cirúrgicos a animais que não necessitem de grandes intervenções cirúrgicas;
Receção, prestação de primeiros socorros e encaminhamento dos animais que necessitem de grandes intervenções cirúrgicas;
Recuperação de pós-operatório, da capacidade de voo e de caçar.
Para o centro de recuperação funcionar em pleno é necessário avaliar as condições das infraestruturas existentes e proceder à manutenção das 6 câmaras de muda e jaulas, alteração das redes das câmaras de voo, reconstrução do biotério e construção de uma câmara de quarentena. Posteriormente, há necessidade de adquirir material para equipar a clínica, de material cirúrgico e de alguns meios de diagnóstico complementar.
3.6.9 Sinalética
Algumas das placas sinalizadoras da delimitação da Reserva e de interdição de acesso encontram-se degradadas e em mau estado.
A melhoria da sinalização nos limites da área da Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto tem por objetivo torná-la mais visível e efetiva no condicionamento de entrada na área, face à constatação da circulação e permanência de visitantes fora do horário autorizado e em zonas não autorizadas, como aceiros, arrifes, áreas de proteção parcial, áreas de proteção total (duna frontal e areal).
De realçar que os limites da zona do areal e dunas frontais, zonas de especial sensibilidade à perturbação humana, não apresentam qualquer placa de sinalização de zona de proteção total, nem placas de interdição de acesso, pelo que se constata a entrada não autorizada de pessoas, principalmente pelo limite sul do areal e dunas frontais da RNDSJ, que confrontam com o limite norte da praia de S. Jacinto.
Proposta: Colocação de placas novas de informação/identificativas da Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto nos limites da área da RNDSJ: Ao longo da E.N. 327, nos limites da área de proteção total (areal e cordão dunar frontal);
Colocação de placas novas de “Acesso Interdito” (interdição da circulação de pessoas e veículos), nos limites da área da RNDSJ: Ao longo da E.N. 327; nos limites da área de proteção total (areal e cordão dunar frontal);
Colocação de placas de informação “Não Fazer Lume, Não Caçar, Não Acampar, Não Depositar Lixo”, nos limites da área da RNDSJ: Ao longo da E.N. 327; Nos limites da área de proteção total (areal e cordão dunar frontal);
A colocação de mais placas informativas, junto ao Centro de Interpretação, com os dias e horários de visita e o “Código de Conduta dos Visitantes”
Colocação de mais “placas de localização”, para além das existentes (letras “A” a “H”), por exemplo na entrada dos talhões, permitindo uma melhor localização dos visitantes.
Figura 14 – Sinalização derrubada Figura 13 – Exemplo de placa a
necessitar de manutenção.
Figura 12- Caminho no limite da RNDSJ, sem placas identificativas e de “Acesso Interdito”.
4. Orçamento
4.1 Materiais e custos
Ação Material Necessário Quantidade
1. Ações de Conservação da Natureza e da Biodiversidade
Controlo de plantas invasoras
Luvas de jardinagem 30
Tesouras de poda 10
Tesourão de poda para cortar ramos 1
Serrote 1
Custo estimado 300,00 €
Manutenção da pateira pequena Sob Avaliação dos serviços operacionais
Monitorização da flora e fauna (Atualização)
Câmaras de armadilhagem fotográfica com
infravermelhos para a noite, para carnívoros 5
Armadilhas Sherman para micromamíferos 30
Morcegos: designar um técnico para estudo. Avaliação
Rede camaroeiro: 1
Balde 1
Pitfalls Avaliação
Custo estimado 3 000,00 €
Criação de um viveiro
Regador 5 L 5
Canteiros
Avaliar consoante
espaço Infraestrutura tipo estufa
Sistema de rega
Pás 5
Luvas para terra vários tamanhos 30
Enxadas 5
Custo estimado 150 €
Manutenção das caixas-ninho
Tábua de madeira não tratada de pinho ou outra madeira resistente para exterior, com 130 cm x 15 cm x 1,5 cm
Q.B.
Parafusos de madeira 1
Dobradiças em aço 2
Parafusos para madeira com 1,5 cm de
comprimento Q.B.
Fechos em aço 1
Cabo de aço 1
Cerra-cabos de aço 2
Parafusos de 12cm Q.B.
Ferramentas: Parafusadora, berbequim e jogo
de chaves 1
Custo estimado por caixa-ninho 140,00 €
Limpeza da praia: Sob Avaliação dos serviços operacionais 3. Atividades de educação ambiental e ateliers
Material necessário para o auditório
Projetor Portátil 1
Suporte para projetor 1
Computador portátil 1
Tela elétrica suspensa 1
Câmara fotográfica para registo das atividades 1
Colunas de som por Wi-fi 1
Custo estimado 5 000,00 €
Curso de identificação micológica (T+P)
Material informático
Material auditório Técnico especializado
Entre trilhos e peludos (P) Não é necessário material Cursos de preparação para
sobrevivência em campo (T+P) Material informático O que são plantas invasoras? (T+P)
Material informático
Material descrito em Controlo de plantas invasoras
Os voadores noturnos (T+P)
Material informático
Tábua de Madeira 140 cm comprimento x 15 cm
de largura x 1,5 cm de espessura 1
Ripa de madeira 110cm comprimento x 2,5 cm
largura x 2,5 cm espessura 1
Ripa de madeira 50 cm comprimento x 1,5 cm de
largura x 1,5 cm de espessura 1
Parafusos para madeira Q.B.
Tinta preta de esmalte aquoso 1
Ferramentas: Parafusadora, martelo e pinceis
Custo estimado por atividade 30,00 €
Os agentes secretos da polinização (T+P):
Material informático Material
auditório tábuas de madeira (20 cm de profundidade x 30
cm de altura x 30 cm de largura) 1
Tábua para dividir em 4 1
Compartimento para abelhas: troncos ou ramos de madeira espessos com furos longitudinais de 2mm a 10 mm de diâmetro
Mata da RNDSJ Compartimento para borboletas: Ramos finos Mata da RNDSJ Compartimento para joaninhas: galhos de
árvores amarrados com um cordel Mata da RNDSJ
Compartimento para crisopas: cartão canelado 1
Parafusos de madeira Q.B.
Tesoura de pontas redondas 1
Cola branca 1
Cordel 1
Custo estimado por atividade 40,00 €
Ilustração da natureza para crianças (P)
Folhas brancas 1
Canetas de cor 2
Lápis de cor 2
Massa Fixadora tipo pastilha (pack 80 unidades) 2
Custo estimado 50,00 €
Material necessário para equipar a oficina do centro interpretativo
para as seguintes atividades:
Os decompositores à lupa (P) O ciclo do azoto: Observação de bactérias fixadoras de azoto (T+P) Os diferentes tipos de reprodução
Cadeiras (para uma turma completa); 30
Mesas 8
Lupa binocular 1
Microscópio com ampliação de 400x 1