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KORYO NO TRATAMENTO DE PACIENTES COM ESPONDILITE ANQUILOSANTE

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FACULDADE DE TECNOLOGIA EBRAMEC

ESCOLA BRASILEIRA DE MEDICINA CHINESA

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ACUPUNTURA

ANA CAROLINA DE FALCO

KORYO NO TRATAMENTO DE PACIENTES COM

ESPONDILITE ANQUILOSANTE

SÃO PAULO 2018

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ANA CAROLINA DE FALCO

KORYO NO TRATAMENTO DE PACIENTES COM

ESPONDILITE ANQUILOSANTE

Trabalho de Conclusão de Curso de Pós-Graduação em Acupuntura apresentado à Faculdade de Tecnologia EBRAMEC - Escola Brasileira de Medicina Chinesa, sob orientação do Prof. Esp. Sérgio Antônio Pavliuk, e Co-orientação do Prof. Dr. Reginaldo de Carvalho Silva Filho.

SÃO PAULO 2018

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ANA CAROLINA DE FALCO

KORYO NO TRATAMENTO DE PACIENTES COM

ESPONDILITE ANQUILOSANTE

BANCA EXAMINADORA

______________________________________ ______________________________________ ______________________________________

Prof. Esp. Sérgio Antônio Pavliuk Orientador

_______________________________________ Prof. Dr. Reginaldo de Carvalho Silva Filho Co-orientador

Ana Carolina de Falco Aluna

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AGRADECIMENTOS

Primeiramente agradeço à EBRAMEC, onde passei uma boa parte do meu tempo nesses 2 anos, estudando e aprendendo e onde pretendo continuar frequentando, para acrescentar mais aos meus conhecimentos sobre a Medicina Chinesa, esta que tanto me encanta e fascina.

Agradeço aos meus orientadores, Reginaldo Filho e Sérgio Pavliuk, pela paciência, apoio e confiança para realização desse trabalho.

Ao meu marido, Tércio, pelo apoio e incentivo incondicional, em tudo o que me dedico a fazer.

E aos meus pais que me criaram, educaram e sempre me incentivaram a correr atrás dos meus sonhos, o que fez com que me tornasse a pessoa que sou hoje.

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RESUMO

A Espondilite Anquilosante traz, para os indivíduos diagnosticados com a doença, dor e limitação na amplitude de movimento impactando de maneira significativa sua qualidade de vida.

Esse trabalho teve como objetivo fazer um estudo sobre a Espondilite Anquilosante na Medicina Ocidental Convencional e na Medicina Chinesa, analisando os benefícios da associação dos métodos convencionais de tratamento com a técnica de Koryo da Acupuntura, na qualidade de vida, na movimentação e alívio das dores em indivíduos acometidos pela doença. Enquadrar a Espondilite Anquilosante na visão oriental, para uma melhor compreensão do seu diagnóstico e tratamento na Medicina Chinesa. O estudo proposto nesse trabalho foi de criar um protocolo de tratamento com uso da técnica de Acupuntura Koryo para ser aplicada em indivíduos diagnosticados com Espondilite Anquilosante. Conclusão: A criação de um protocolo de tratamento tem como objetivo ampliar a resolutividade, facilitando e otimizando o atendimento durante as sessões de acupuntura na aplicação do método de Koryo, e servindo como subsídio para a qualificada tomada de decisão por parte dos acupunturistas, de acordo com aspectos essências para o tratamento de pacientes portadores de Espondilite Anquilosante.

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ABSTRACT

The Ankylosing Spondylitis brings to individuals diagnosed with the disease, pain and limiting the movements impacting significantly their quality of life.

This paper aims to make a study of the context of Ankylosing Spondylitis in Conventional Western Medicine and Chinese Traditional Medicine, analyzing the benefits of the association of conventional methods of treatment and Koryo Acupuncture technique, quality of life, movement and relief of in individuals affected by the disease. Frame the Ankylosing Spondylitis within each system of the Eastern view to a better understanding of their diagnosis and treatment of Traditional Chinese Medicine.

The study proposed in this work will be to create a treatment protocol using the Koryo Acupuncture technique to be applied in individuals diagnosed with Ankylosing Spondylitis.

Conclusion: The creation of a treatment protocol aims to increase the resolution, facilitating and optimizing the care during the acupuncture sessions in the application of the Koryo method, and serving as a subsidy for qualified decision making by acupuncturists, according to with essential aspects for the treatment of patients with Ankylosing Spondylitis.

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SUMÁRIO

1 –INTRODUÇÃO 8

2 - OBJETIVO 10

3 - A ESPONDILITE ANQUILOSANTE - VISÃO OCIDENTAL 11

3.1 - Epidemiologia ....12 3.2- Etiologia 12

3.3- Sintomas 1​3

3.4- Diagnóstico 1​5

3.5- Tratamento 16

4 - A ESPONDILITE ANQUILOSANTE - VISÃO DA MEDICINA CHINESA 18

4.1 – Sintomas18

4.2 – O Diagnóstico na Medicina Chinesa 18

4.3 –Diagnóstico da Espondilite Anquilosante 21

5 - RECURSOS E TRATAMENTOS PARA A ESPONDILITE ANQUILOSANTENA

MEDICINA CHINESA 22

5.1 – Koryo Sooji Chim – Acupuntura Coreana nas Mãos 22 5.1.1 –Diagnóstico na Koryo 25

5.1.2 – Instrumentos Básicos para o Tratamento na Koryo 26

5.1.3 –Aplicação das Agulhas na Koryo 27

5.1.4 –Tonificação e Sedação na Técnica da Koryo 27 5.1.5 – Tratamento na Técnica da Koryo 28

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5.2.1 – Protocolos de Tratamento da Espondilite Anquilosante com a Técnica da Koryo 32 6 - MATERIAS E MÉTODO...33 7 - DISCUSSÃO...34 8 - CONCLUSÃO...35 9 - REFERÊNCIAS...37 ANEXO...39

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1 –INTRODUÇÃO

A Espondilite Anquilosante (EA) é uma doença inflamatória crônica, hereditária, que afeta inicialmente a coluna lombar e as estruturas adjacentes. Se caracteriza por dor e rigidez na parte inferior das costas; posteriormente ocorre perda da lordose lombar e diminuição da flexão e extensão da coluna (RIVAS, 1997).

Essa doença traz diversas complicações físicas, sociais, econômicas e emocionais para os seus portadores. Os indivíduos com EA apresentam na maioria das vezes sintomas desagradáveis como uma intensa dor aguda que altera sua qualidade de vida (REVISA UNINGÁ REVIEW, 2012).

A EA é um tipo de inflamação que afeta os tecidos conjuntivos, caracterizando-se pela inflamação das articulações da coluna e das grandes articulações. Embora não exista cura para a doença, o tratamento precoce e adequado consegue tratar os sintomas, como inflamação e dor, estacionar a progressão da doença, manter a mobilidade das articulações acometidas e manter uma postura ereta (SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA, 2012).

O tratamento desses indivíduos pode ser de duas maneiras: através de medicamentos (tratamento farmacológico) onde os pacientes utilizam-se de drogas sintomáticas, paliativas ou anti-inflamatórios não hormonais (AINHs), que minimizam a dor ou interrompem a evolução da doença, ou através de tratamento não-farmacológico, que incluem a fisioterapia, piscina terapêutica, acupuntura, além de outros que mantêm e melhoram a mobilidade da coluna e a postura,

diminuindo as incapacidades físicas do paciente (SOCIEDADE BRASILEIRA DE

REUMATOLOGIA, 2012).

Um número crescente de pacientes busca modalidades de tratamento não convencionais para alívio sintomático na EA. ​Pesquisas vêm sendo realizadas pela Medicina Chinesa (MC) sobre técnicas mais eficazes de tratamento da EA e ​demonstraram que 39 de 65 pacientes com EA utilizam algum tipo de tratamento não tradicional; a Acupuntura foi o tratamento de escolha para 15 pacientes (CURDA et al, 2000). Há alguma evidência de que o uso da Acupuntura para lombalgia crônica (LEIBING et al, 2002) e também foi demonstrado seu benefício para a artralgia entre pacientes com artrite reumatoide (CASIMIRO et al, 2005).

Na Acupuntura Coreanas nas Mãos, Koryo Sooji Chim, a mão corresponde a todo o corpo, desta forma estão representados todos os meridianos e pontos da Acupuntura Sistêmica, sendo eles susceptíveis de tratamento, é de fácil acesso não havendo necessidade de o paciente despir-se ou posicionar-se deitado, isto é essencial para o tratamento de pacientes portadores da EA, que

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algumas vezes podem apresentar limitações físicas que dificultam ou impossibilitam o tratamento na Acupuntura Sistêmica (KIM, 2014).

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2 - OBJETIVO

O objetivo proposto nesse trabalho foi o de criar um protocolo de tratamento com uso da técnica de Acupuntura Coreana nas Mãos – Koryo Sooji Chim para ser aplicada em indivíduos diagnosticados com Espondilite Anquilosante.

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3 - A ESPONDILITE ANQUILOSANTE - VISÃO OCIDENTAL

A EA é definida como uma das espôndilo artropatias ou espondiloartrites soronegativas que mais apresentam implicações psico-familiares. As espôndilo artropatias pertencem a uma família de artropatias inflamatórias crônicas, de etiologia autoimune, que acomete as articulações axiais e as articulações apendiculares principalmente dos membros inferiores. São um grupo de distúrbios que compartilham algumas características clínicas e apresentam uma determinada associação ao antígeno HLA-B27 (SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA, 2012).

No início, antes de conhecer os fatores que causavam a EA, esta, era frequentemente confundida com dores nas costas causadas por má postura corporal, tensão emocional, hérnia de disco ou até mesmo dores ciáticas. Porém, através de estudos realizados, comprovou-se que a EA é uma doença inflamatória crônica reumática, e progressiva que acomete preferencialmente a coluna vertebral, envolvendo as articulações esternocostais e costovertebrais, ocasionando a restrição da mobilidade e a EA também pode acarretar sequelas osteomusculares, déficit funcional e dor. Além de comprometer as articulações esternocostais e costovertebrais essa doença é caracterizada por acometer também, de uma forma progressiva às articulações sacroilíacas e esqueleto axial, resultando em imobilidade e rigidez, com envolvimento pulmonar que leva a um padrão ventilatório restritivo, normalmente assintomático (AZEVEDO, MEIRELLES, 2009).

As alterações patológicas inflamatórias, traumáticas e degenerativas que ocorrem na EA afetam principalmente as fixações dos ligamentos ou tendões ao osso. Essas alterações patológicas desempenham um papel principal no processo de calcificação do ligamento, o que resulta em dor. Ela pode levar a redução da flexibilidade da coluna, e eventualmente perda completa de mobilidade da coluna vertebral, a destruição, bem como anquilose (fusão) da coluna vertebral e articulações sacrilíacas (RADIOL, 2015).

Os tratamentos voltados para portadores da doença até o momento também não estão completamente definidos, sendo algumas medicações utilizadas com o intuito de bloquear o desenvolvimento da doença, as terapias realizadas pela associação de exercícios em solo e na água, através da fisioterapia, são consideradas um tratamento eficaz na diminuição da dor causada pela EA. Em suma, estudos buscando o esclarecimento sobre meios inovadores de tratamentos para indivíduos espondilíticos são necessários para que essas pessoas tenham uma qualidade de vida digna como qualquer outro ser humano que possui uma vida normal (REVISA UNINGÁ REVIEW, 2012).

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3.1 – Epidemiologia

A incidência da doença desde 1935 é de 7,3 em cada 100 mil pessoas por ano e não parece ter se modificado. A doença acomete ambos os sexos, no Brasil, ocorrem em dez homens para uma mulher. A grande maioria dos pacientes desenvolve os sintomas entre 20 e 35 anos. Nas mulheres, o quadro tende a ser mais ameno. A EA é rara em negros africanos e asiáticos (REVISA UNINGÁ REVIEW, 2012).

A EA acomete, principalmente, indivíduos caucasianos, possivelmente pela maior incidência de HLA-B27 nessa amostragem e é enfermidade relativamente comum, surgindo em cerca de 0,1 a 0,2 % da população geral (ANEA- ASSOCIAÇÃO NACIONAL DA ESPONDILITE ANQUILOSANTE, 2009).

Estima-se que apenas 10% dos filhos de um portador de EA apresentam a probabilidade de desenvolver a doença (AZEVEDO, MEIRELLES, 2009).

3.2 – Etiologia

Sua etiologia permanece desconhecida, porém, estudos realizados vêm comprovando que a EA mantém uma estreita vinculação com o antígeno de histocompatibilidade HLA-B27.A patogenia da EA não está totalmente esclarecida, porém, estudos comprovam que é quase certamente desencadeada por mecanismos imunes. Não foi identificado evento algum ou agente exógeno específico capaz de desencadear o início da doença, embora certas características de superposição com a artrite reativa e a doença inflamatória intestinal (DII) sugiram que a presença de bactérias entéricas pode desempenhar algum papel. Acredita-se que o desenvolvimento da EA é muito mais comum em indivíduos positivos para o HLA-B27 e entre parentes de primeiro grau (REVISA UNINGÁ REVIEW, 2012).Cerca de 95% dos pacientes com EA apresentam positividade para um glóbulo branco e marcador genético HLA-B27 (AZEVEDO, MEIRELLES, 2009).

Apesar de existir forte relação entre o HLA-B27 e a espondilite, já se conhece pacientes com espondilite nos quais o HLA-B27 não está presente (5 a 10% dos casos). Assim, observa-se que sua presença não é obrigatória para o desenvolvimento da doença. Acredita-se na possibilidade de existir outros marcadores genéticos, diferentes do HLA-B27, que, quando em associação com agentes ambientais, estariam associados ao desenvolvimento da espondilite. Conclui-se, após a discussão acima, que a origem da espondilite é multifatorial e depende da inter-relação de fatores genéticos e ambientais (AZEVEDO, MEIRELLES, 2009).

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A espondilite anquilosante não é transmitida por contágio ou por transfusão sanguínea (SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA, 2012).

3.3–Sintomas

Na EA é frequente o acometimento da coluna vertebral, das articulações sacro-ilíacas (sacroileíte), das articulações periféricas (principalmente nos membros inferiores) e das regiões onde os tendões encontram os ossos (enteses), causando entesites. Na mulher, a doença tende a um envolvimento articular mais periférico do que axial, sendo mais brando (AZEVEDO, MEIRELLES, 2009).

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Além das apresentações clínicas já descritas, os pacientes com EA podem apresentar outros acometimentos, tais como: oculares, gastrintestinais, pulmonares, cardiovasculares, renais, pele e neurológicos (SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA, 2012).

Figura 2 – Outros acometimentos da Espondilite Anquilosante (EA). Fonte:http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4585948/figure/F2/

Os sintomas, que indicam a presença da EA, são observados pela primeira vez no final da adolescência ou no início da idade adulta, esses sintomas são caracterizados primeiramente por febre, perda de peso, fadiga, além de queixa de dor surda, insidiosa na região lombar baixa e na parte inferior da região glútea; rigidez matinal ou após o repouso que apresenta um certo grau de melhora quando o portador se movimenta ou realiza exercícios, é mais um dos sintomas aparentes na EA (REVISA UNINGÁ REVIEW, 2012).

A inflamação das articulações entre as costelas e a coluna vertebral pode causar dor no peito, que piora com a respiração profunda, sentida ao redor das costelas, podendo ocorrer diminuição da expansibilidade do tórax durante a respiração profunda. Os indivíduos que apresentam limitação significativa da expansibilidade do tórax não devem de forma alguma fumar, pois seus pulmões,

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que já não expandem normalmente, estariam ainda mais suscetíveis a infecções (SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA, 2012).

A redução da mobilidade da coluna pode provocar espasmos musculares, contratura do tecido mole ou anquilose de áreas da coluna além de uma intensa dor aguda. A EA pode alterar em grande proporção a qualidade de vida do indivíduo espondilítico, dependendo de sua gravidade e atividade, a mesma acarreta diferentes graus de incapacidade física, social, econômica e/ou psicológica (REVISA UNINGÁ REVIEW, 2012).

3.4- Diagnóstico

Sobre os critérios diagnósticos ainda não há um consenso mundial e inicialmente se

aplicam vários testes com o intuito de aumentar a especificidade do diagnóstico, sendo os mais importantes a ressonância magnética da coluna e das articulações sacroilíacas, a presença do HLA-B27, a dor lombar inflamatória, as manifestações extra-articulares, incluindo a uveíte e a boa resposta ao uso dos anti-inflamatórios não-hormonais (AZEVEDO, MEIRELLES, 2009).

A presença ou positividade do grupo sanguíneo HLA-B27 certamente não fará o

diagnóstico, embora possa ajudar em determinados pacientes, visto que cerca de 90% dos pacientes com EA são HLA-B27 positivos. Atualmente se considera que os exames de imagem (radiografia, mapeamento, tomografia e ressonância magnética), são aqueles que poderiam mais precocemente, detectar a inflamação das articulações sacrilíacas, que normalmente ocorre na fase inicial da EA (SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA, 2012).

Os critérios diagnósticos se aplicam a um paciente individual e são úteis para o reumatologista realizar correta e precocemente o diagnóstico de EA em cada paciente atendido por ele com suspeita de ser um portador. Os critérios mais utilizados para o diagnóstico de EA são:

1) Dor lombar de mais de três meses de duração que melhora com o exercício e não é aliviada pelo repouso;

2) Limitação da coluna lombar nos planos frontal e sagital;

3) Expansibilidade torácica diminuída (corrigida para idade e sexo);

4) Sacroileíte bilateral, grau 2, 3 ou 4; ou Sacroileíte unilateral, grau 3 ou 4.

O diagnóstico é feito na presença de um critério clínico (1, 2 ou 3) e um critério radiográfico (4) (AZEVEDO, MEIRELLES, 2009).

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Figura 3 – Fusão da coluna e Sacroileíte bilateral. Fonte: ESPONDILITE ANQUILOSANTEONTEM E HOJE - Manual do Portador - 1.ª Edição.

3.5 – Tratamento

Não há cura para a espondilite anquilosante e, embora a doença tenda a ser menos ativa conforme a idade avança, o paciente deve estar consciente de que o tratamento deve durar para sempre. O tratamento objetiva o alívio dos sintomas e a melhora da mobilidade da coluna onde estiver diminuída, permitindo ao paciente ter uma vida social e profissional normal. O tratamento engloba uso de medicamentos, fisioterapia, correção postural e exercícios, que devem ser adaptados a cada paciente (SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA, 2012).

Os remédios podem ser sintomáticos como os analgésicos e os relaxantes musculares, ou então modificadores da evolução da doença. Como existem estudos indicando que o uso contínuo de anti-inflamatórios não-hormonais (AINHs) pode reduzir a progressão radiológica da EA, estes medicamentos também são considerados modificadores de doença (AZEVEDO, MEIRELLES, 2009). Terapias biológicas representam um significativo avanço no tratamento dos portadores de EA, que não responderam ao tratamento convencional. A terapia biológica consiste em injeções subcutâneas ou intravenosas de medicações que combatem a dor, inflamação e as alterações da imunidade (SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA, 2012).

Como alternativa, o paciente pode utilizar o calor que, em todas as suas variadas formas, ajudará no alívio dador e rigidez. Um banho quente, uma bolsa de água quente ou um cobertor elétrico podem ser suficientes. A Acupuntura também por ser utilizada como tratamento, já que

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existem evidências de que essa terapia, desde que realizada por profissional habilitado, apresenta bons resultados no alívio da dor crônica (SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA, 2012).

A Acupuntura é uma técnica que vem sendo utilizada desde os tempos mais antigos até o atual, esse tipo de tratamento tem por objetivo diagnosticar doenças e promover a cura através da estimulação da força de auto cura do corpo. Esse processo se dá pelo realinhamento e redirecionamento da energia, por meio da estimulação de pontos de Acupuntura por agulhas finas metálicas, laser, pressão e outras formas de abordagem (REVISA UNINGÁ REVIEW, 2012).

Atualmente as perspectivas de tratamento para portadores de EA são muito melhores do que há pouco mais de uma década. É necessário que a abordagem de pacientes espondilíticos seja feita de forma multiprofissional. Da equipe de atendimento devem fazer parte fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, dentre outros profissionais da área de saúde (AZEVEDO, MEIRELLES, 2009).

A intervenção cirúrgica é indicada quando a progressão da EA leva a deformidades no esqueleto axial ou quando há fratura na região toracolombar. Também pode ser indicada quando há deformidades na região cervical ou sacrilíaca (RADIOL, 2015).

Figura 4 – A indicação de correção cirúrgica é maior quanto maior o ângulo ente A e B. Fonte: ESPONDILITE ANQUILOSANTE: ONTEM E HOJE - Manual do Portador - 1.ª Edição.

4 - A ESPONDILITE ANQUILOSANTE – VISÃO DA MEDICINA CHINESA

Na Medicina Chinesa (MC), a grande maioria das patologias reumatológicas ocidentais se enquadram dentro da grande categoria de Síndromes Bi, Síndromes Obstrutivas, onde basicamente

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temos uma situação de fluxo inadequado de ​Qi e/ou Sangue (​Xue​) pelo corpo. A EA está dentre estas patologias chamadas Síndromes Bi, de Obstrução.

Independentemente da patogenia, a causa inicial da EA é uma Deficiência do Rim ( ​Shen​), normalmente uma Deficiência Constitucional. Nesta Síndrome temos uma invasão crônica do Agente Patogênico Vento, combinado com Frio e Umidade. Estes Agentes ao longo do tempo causam uma condição de Estagnação de Sangue (​Xue​), que vem a ser responsável pelas deformidades articulares, condição esta conhecida com Bi Ósseo (EBRAMEC – APOSTILA DE REUMATOLOGIA, 2017).

4.1 – Sintomas

A EA é caracterizada na MC como uma Síndrome Bi que geralmente apresenta sintomas como inflamação, entorpecimento, sensação de peso, distensão, inchaço, dor e limitação dos movimentos articulares (EBRAMEC – APOSTILA DE REUMATOLOGIA, 2017).

4.2 – O Diagnóstico na Medicina Chinesa

Na elaboração de um diagnóstico, é preciso antes de tudo, discernir o ​Yin do ​Yang​, para definimos a causa fundamental do aparecimento e do desenvolvimento das doenças. Os aspectos

Yin e ​Yang abrangem todas as categorias de sintomas que distinguem o Fora e o Dentro (​Biao Li​), o Frio e o Calor, o Vazio e a Plenitude (AUTEROCHE, NAVAILH, 1992).

Um dos princípios fundamentais do diagnóstico na MC é de que o aspecto exterior do paciente, o pulso e os sintomas, refletem a desarmonia interna. O diagnóstico é baseado na observação da compleição e da língua, sentir o pulso e fazer perguntas. Outro princípio fundamental do diagnóstico chinês é a relação entre uma parte e o todo, ou seja, o pulso e a língua que tem sua correspondência a uma parte do corpo e seus respectivos Órgãos Internos (MACIOCIA, 2006).

O diagnóstico na MC possui tradicionalmente quatro partes principais: diagnóstico por meio da observação, inspeção ("olhar"), por meio da anamnese, interrogatório ("perguntar"), por meio da palpação ("tocar") e por meio da auscultação ("ouvir e cheirar") (MACIOCIA, 2004).

Na inspeção observa-se o aspecto geral como expressão do rosto ( ​Shen​), cor da pele, e o aspecto geral do corpo (forma, postura, movimentos). Inspeciona-se também a língua, onde examina-se a textura (cor, forma e mobilidade) e o revestimento lingual (cor, estado de umidade, de secura, espessura, forma e divisão). E por fim a inspeção das outras diferentes partes do corpo como cabeça, cabelos, orelhas, olhos, nariz, lábios, dentes, garganta, unhas, pele e das excreções

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(AUTEROCHE, NAVAILH, 1992; MACIOCIA, 2004; EBRAMEC – APOSTILA DE DIAGNÓSTICO I E II, 2015).

Em um sentido geral, o interrogatório é a conversa entre o médico e o paciente, a fim de investigar como o problema presente surgiu, as condições de vida e de trabalho do paciente, e o ambiente emocional e familiar, pergunta-se a respeito do estilo de vida, trabalho, emoções, dieta, etc. para determinar a causa da doença. Em um sentido específico, o interrogatório tem como objetivo identificar o padrão de desarmonia dos Órgãos Internos, de acordo com os Canais, de acordo com os Quatro Níveis, etc. (MACIOCIA, 2006).

Especificamente pergunta-se sobre manifestações clínicas, queixa principal, sintomas presentes para determinar esses padrões da desarmonia como febre e calafrios, transpiração, cefaleia e dores, urina e fezes, sono e sonhos, apetite, alimentação e sabores, sensações no peito, vista, sede, tomada de pulso, observação, audição e olfação (AUTEROCHE, NAVAILH, 1992; EBRAMEC – APOSTILA DE DIAGNÓSTICO I E II, 2015).

O exame de palpação divide-se em duas partes: exame do pulso e palpação do corpo. O exame do pulso permite analisar o estado e as modificações da doença (AUTEROCHE, NAVAILH, 1992). E a palpação do corpo investigar a presença de pontos doloridos ou sensíveis à pressão,

textura, umidade e temperatura da pele (MACIOCIA, 2006; EBRAMEC – APOSTILA DE

DIAGNÓSTICO I E II, 2015).

O diagnóstico por auscultação inclui ouvir o som da voz, da tosse, da respiração, do vômito, do soluço, do borborigmo, do gemido e, de fato, qualquer outro som emitido por uma pessoa (MACIOCIA, 2004).

Quando se fala do diagnóstico por olfação, existem dois aspectos bastante distintos a serem analisados. O primeiro é o odor do corpo do paciente propriamente dito (odor das secreções corporais, inclusive hálito, suor, esputo, urina e fezes, secreção vaginal e lóquios, assim como gases intestinais), que pode transmitir uma ideia, não apenas do padrão predominante da desarmonia, mas também do tipo constitucional da pessoa. O segundo é o odor de certas secreções corporais, que são usados apenas para identificar o padrão predominante da desarmonia (MACIOCIA, 2006).

Outro método de diagnóstico da MC é o dos “Oito Princípios” ( ​Ba Gang​) que designam a oito categorias: ​Yin-Yang​, Interior-Exterior, Vazio-Plenitude, Frio-Calor. Este método diagnóstico consiste em classificar os sintomas pelo tipo de localização, natureza da doença e a relação de força entre a energia correta (​Zheng Qi​) e a energia perversa (​Xie Qi​) (AUTEROCHE, NAVAILH, 1992).

As enfermidades da Energia (​Qi​), do Sangue (​Xue​), e dos Líquidos Orgânicos (​Jin Ye​) podem ser causa de alterações no funcionamento dos Órgãos e das Vísceras ( ​Zang Fu​) e as doenças

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dos Órgãos e das Vísceras ( ​Zang Fu​) podem acarretar em modificações patológicas ao nível da Energia (​Qi​), do Sangue (​Xue​), e dos Líquidos Orgânicos (​Jin Ye​), sendo assim outra forma de diagnóstico de Síndromes na MC (AUTEROCHE, NAVAILH, 1992).

Outra teoria útil como diagnóstico e tratamento de Síndromes é a teoria dos Cinco Elementos que tem como base o Fogo (Órgão ( ​Zang​), Coração (​Xin​) e Víscera (​Fu​), Intestino Delgado (​Xiao Chang​)), Terra (Órgão, Baço (​Pi​) e Víscera, Estomago (​Wei​)), Metal (Órgão, Pulmão (​Fei​) e Víscera, Intestino Grosso (​Da Chang​)), Água (Órgão, Rim (​Shen​) e Víscera, Bexiga (​Pang Guang​)) e Madeira (Órgão, Fígado (​Gan​) e Víscera, Vesícula Biliar (​Dan​)) que interagem entre si num ciclo de Geração e Dominância (HICKS, HICKS, MOLE, 2007).

Figura 5 - Teoria dos Cinco Elementos. Fonte: (http://acupuncturamtc.blogspot.com.br/p/os-5-elementos.html).

4.3 – Diagnóstico da Espondilite Anquilosante

Não é possível definir um padrão único de diagnóstico da EA em todos os pacientes, o tratamento mais eficaz será ditado pelo diagnóstico individualizado. No entanto, a caracterização da EA como Síndrome Bi, na MC, permite que se tenha um diagnóstico característico, através de um conjunto de sintomas (Síndromes) sendo assim possível estabelecer um tratamento.

As Síndromes Bi são caracterizadas pela obstrução no fluxo do ​Qi e Sangue (​Xue​) através dos Canais e Colaterais ( ​Jing Luo​) devido a invasão de Fatores Patogênicos Externos, com destaque para Vento, Frio e Umidade, nos próprios Canais e Colaterais ( ​Jing Luo​), nos músculos e nas

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articulações. É causada basicamente pela invasão dos Agentes Patogênicos Externos e pela constituição corporal deficiente do paciente (EBRAMEC – APOSTILA DE MISCELÂNIA, 2017). Particularmente na EA a causa inicial da patogenia é constitucional que caracteriza a Deficiência do Rim (​Shen​). O Rim (​Shen​) controla os Ossos e quando encontra-se deficiente pode resultar em excesso de Frio-Umidade, os Ossos tornam-se assim mais suscetíveis à invasão por influências Patogênicas Exteriores que por sua vez pode obstruir a circulação de ​Qi e Sangue (​Xue​), causando dor e desnutrição dos Ossos (JIRUI, WANG, 2008).

Em estágios mais avançados (doenças crônicas) das Síndromes Bi, podemos encontrar, Deficiência geral de ​Qi e Sangue (​Xue​); Mucosidade nas articulações; Estagnação de Sangue (​Xue​); Deficiência do Fígado (​Gan​) e do Rim (​Shen​) (EBRAMEC – APOSTILA DE MISCELÂNIA, 2017).

A Síndrome Bi classifica-se em quatro tipos básicos:

● Bi migratório com a predominância do Vento ​: Dor migratória nas articulações, com destaque para punhos, cotovelos, joelhos e tornozelos, limitação do movimento, alternância de frio e febre, língua com saburra fina e pegajosa, pulso superficial e tenso ou superficial e lento.

● Bi doloroso com a predominância do Frio ​: Dor aguda e forte do tipo punhalada nas articulações, aliviada com calor e agravada pelo frio, o paciente consegue determinar exatamente o local dolorido, língua com saburra fina e branca, pulso em corda e tenso.

● Bi fixo com a predominância da Umidade ​: Dor fixa e aumento da sensibilidade nas articulações acompanhada de sensação de peso e formigamento nos membros, com tendência a piorar em dias nublados ou chuvosos, língua com saburra branca e pegajosa, pulso escorregadio.

● Bi quente com a predominância do Calor ​: Dores articulares com presença dos sinais inflamatórios característicos (dor, calor, rubor e turgor), limitação de movimento, normalmente acompanhado de febre e sede, língua com saburra amarelada, pulso escorregadio e rápido.

As Síndromes Bi também podem ser classificadas de acordo com a localidade onde está presente a obstrução e onde estão os sintomas, como Bi da Pele – Pulmão ( ​Fei​); Bi do Músculo – Baço (​Pi​); Bi do Tendão – Fígado (​Gan​); Bi dos Vasos – Coração (​Xin​); Bi dos Ossos – Rim (​Shen​). Nessa classificação a EA é uma Síndrome Bi dos Ossos e esse fator é responsável pelas deformações ósseas diagnosticadas nos pacientes com essa patologia (EBRAMEC – APOSTILA DE MISCELÂNIA, 2017).

5 –RECURSOS E TRATAMENTOS PARA A ESPONDILITE ANQUILOSANTENA MEDICINA CHINESA

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O tratamento da EA, patologia caracterizada como Síndromes Bi, é realizado de acordo com o local afetado e são identificadas de acordo com as queixas e referências do paciente, assim como as características das dores. Para o tratamento normalmente são indicados Pontos Distais, Pontos Locais e Pontos Regionais, acrescidos de Pontos Específicos para cada Síndrome, como os pontos para eliminar os Agentes Patogênicos que foram responsáveis pela obstrução (EBRAMEC – APOSTILA DE MISCELÂNIA, 2017).

São inúmeros os recursos da MC que podem ser utilizados para tratamento da EA, entre eles podemos citar Acupuntura Sistêmica, Fitoterapia, Moxaterapia, Craniopuntura de Yamamoto (INSA), Acupuntura Koryo Sooji Chim (Acupuntura Coreana nas Mãos), Acupuntura Escalpeana Chinesa, Auriculoterapia, Dietoterapia, Ventosaterapia, Eletroterapia, Laserterapia, Shiatsu, Qi Gong, Tai Ji Quan, Tui.

5.1–Koryo Sooji Chim – Acupuntura Coreana nas Mãos

Koryo Sooji Chim é uma técnica coreana de Acupuntura aplicada nas mãos, criada em 1971, pelo PHD Dr. Tae Woo Yoo. Por meio de pesquisas, ele identificou 14 canais e 345 pontos de Acupuntura somente nas mãos, os quais estão relacionados com diversos órgãos, representando um microcosmo de todo o corpo humano. Sendo apresentada sua teoria no boletim da Sociedade Coreana dos Especialistas em Acupuntura e Moxabustão. Em pouco tempo o método se espalhou para o Japão e para 50 países. A cada dia mais estudos são realizados e novos materiais de tratamento são desenvolvidos. Hoje, existe uma variedade de instrumentos terapêuticos e de

diagnósticos (​EBRAMEC – APOSTILA DE KORYO, 2017​).

Por ser considerado um Microssistema, quando surge uma doença no nosso corpo, as mãos apresentaram sensibilidade maior nos pontos correspondentes ao órgão adoentado. Portanto, o tratamento consiste em estimular os pontos em questão para obter alívio de dores. Além dessa técnica de estimular os Pontos Correspondentes, a Acupuntura Coreana também, segue o padrão de tratamento milenar da Acupuntura Chinesa Sistêmica. Com isso podem-se associar todos os conhecimentos de Acupuntura Chinesa na Mão (KIM, 2014).

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Figura 6 – Órgãos Correspondentes na Palma da Mão. Fonte: http://www.barrasvirtual.com.br/conheca-melhor-a-sua-palma-da-mao

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já reconheceu a importância da Koryo Sooji Chim em 47 tipos de doenças. A Koryo Sooji Chim tem sido utilizada cada vez mais no tratamento de dores no corpo, problemas gastrointestinais, alergias, reumatismos, tromboses, câncer, insônia, problema na parte genital, dor de cabeça, enxaqueca, emagrecimento, tireoide e outras enfermidades (KIM, 2014).

Figura 7 – Koryo. Fonte:

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Na Koryo, de acordo com o princípio de correspondência, a mão representa o corpo humano, assim, a parte frontal da mão corresponde à parte frontal do corpo e aparte dorsal da mão corresponde à parte dorsal do corpo. A ponta do dedo médio corresponde ao topo da cabeça. O rosto se localiza na parte frontal entre a articulação interfalangeana distal e aponta do dedo médio. Consequentemente, a parte dorsal do dedo médio, acima da articulação interfalangeana distal, corresponderá à parte posterior da cabeça. Na figura abaixo, dedo indicador e o anular representam as extremidades superiores, esquerda e direita, respectivamente. O polegar e o dedo mínimo, as extremidades inferiores esquerda e direita, respectivamente (KIM, 2014).

Figura 8 – Princípio de Correspondência. Fonte: KIM, 2014

As partes doloridas do corpo se localizam na mão e se tratam diretamente nela. Deve-se prestar especial atenção as alterações que se apresentam na mão, que podem ser importantes no diagnóstico de enfermidades. O corpo influencia as mãos e as mãos ao corpo. Então, pressionar nas mãos os pontos correspondentes às partes do corpo que estão doentes é tratar-se com a terapia de correspondência Koryo (YOO, 2003).

Muitas são as vantagens desta técnica de Koryo, que por ter seu tratamento todo voltado nas mãos, é possível evitar os efeitos secundários da Acupuntura Sistêmica como, por exemplo, agulhas muito compridas que podem causar lesões internas de qualquer órgão ou estrutura vital do corpo; a aplicação não prejudica a pele, a veia e o nervo, pois é aplicada na fina camada da pele através de uma pequena agulha; possui efeitos rápidos com poucas estimulações, já que a mão possui muitas terminações nervosas, caso não ocorra melhora logo após o estímulo do Ponto Correspondente na mão, houve falha na seleção dos pontos, na avaliação, no diagnóstico ou falha no estímulo;

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apresenta-se como uma modalidade terapêutica fácil de aprender pois é possível a rápida memorização da localização da grande maioria dos pontos; mesmo com as agulhas inseridas, o paciente pode se movimentar livremente e executar alguns exercícios terapêuticos; pode ser utilizada junto com outras técnicas de tratamento; possui muitos instrumentos terapêuticos que auxiliam o tratamento: agulhas, ímãs, erva de Artemísia para Moxabustão, massageadores, Ap-bongs (adesivos com esferas de alumínio), sementes, anéis de Acupuntura entre outros ( ​YOO,

2003; ​EBRAMEC – APOSTILA DE KORYO, 2017).

5.1.1 –Diagnóstico na Koryo

Nesta terapia os métodos de diagnóstico se resumem na busca dos Pontos Correspondentes, na diferenciação dos estados de Falta ou Excesso e na identificação do agente causador da doença (Frio, Calor, Umidade ou Secura). Posteriormente seguimos para a anamnese, onde realizamos a identificação de Pontos Dolorosos, através de pressão dos pontos existentes, avaliação do pulso, observação da língua, e a inspeção dos dedos e da mão para identificação de possíveis alterações dos Órgãos, uma vez que cada dedo controla o funcionamento de cada Órgão (YOO, 2003).

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Figura 9 – Pontos correspondentes as partes do corpo. Fonte: EBRAMEC – APOSTILA DE COMPLEMENTO DE KORYO 2, 2017.

5.1.2 – Instrumentos Básicos para o Tratamento na Koryo

• Agulhas de 7 a 8 mm;

• Aplicador de agulhas, para na posição vertical introduzir a agulha na pele; • Lancetas para Sangria;

• Apalpador para a localização dos pontos estimulados nas mãos;

• Massageador de mão para estimular a circulação, melhorando a sensibilidade da região; • Pastilhas de imã magnetizadas, utilizadas para equilíbrio do Fluxo Energético;

• Ap-bongs, círculos adesivos com esfera metálica, aplicados para estimular o ponto; • Moxa botão, que preservam as mesmas funções da Moxa convencional.

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5.1.3 – Aplicação das Agulhas na Koryo

- As mãos do terapeuta e do paciente deverão estar lavadas com rigorosa assepsia; - Massagear a pele das mãos;

- Aplicar as agulhas de 1 a 2 mm de profundidade; - Durante 30 a 40 minutos.

5.1.4 – Tonificação e Sedação na Técnica da Koryo

A Tonificação e Sedação de pontos na terapia Koryo, baseia-se nos Princípios da Acupuntura Sistêmica, utilizando-se de seus métodos de aplicação de diferentes formas (YOO, 2003).

- ​Tonificação e Sedação com agulha​: Este método pode ser aplicado em qualquer Meridiano, aplique a agulha inclinada no sentido do Meridiano quando se deseja Tonificar e contra o sentido do Meridiano quando se deseja Sedar, com profundidade entre 2 e 3 mm e tempo médio de 20 minutos. - ​Tonificação e Sedação com imãs (Magnetoterapia)​: Consiste na aplicação de imãs obedecendo a sua polaridade em pontos específicos da Koyo Sooji Chim ou em pontos de reação, sempre observando, pólo Sul em contato com a pele promove tonificação e pólo norte em contato coma pelo promove Sedação.

- ​Tonificação e Sedação com ouro, prata ou cobre (esfera ou agulhas)​: Descobriu-se que metais coloridos (ouro e cobre) liberam íons positivos (potencialmente Tonificantes), e metais incolores (prata e alumínio) liberam íons negativos (potencialmente Sedativos).

- ​Tonificação e Sedação com fricção dos dedos​: Se friccionarmos a superfície da pele com o dedo indicador no sentido do Meridiano estaremos Tonificando e se friccionarmos no sentido oposto promoveremos Sedação, está aplicação deve ter uma frequência aproximada de 15 a 20 vezes.

Na estimulação dos Meridianos, quando não houver certeza do estado de Falta ou Excesso, utiliza-se o método de introdução em ângulo reto (estimulação simples).

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Tabela 1 – Tabela de Pontos da Tonificação e da Sedação na Koryo. Fonte: EBRAMEC – APOSTILA DE KORYO, 2017.

5.1.5 – Tratamento na Técnica da Koryo

As formas de tratamento podem ser escolhidas de acordo com a Deficiência apresentada pelo paciente, e então o terapeuta escolherá a técnica mais adequada para trata-la, uma vez que na terapia Koryo pode-se utilizar as mesmas técnicas da Acupuntura Sistêmica, por exemplo, tratamento através dos Cinco Elementos, Pontos de sintomatologia local e Eletroacupuntura (KIM, 2000).

Todos os Microssistemas têm potencial de realizar funções dos pontos da Acupuntura Sistêmica. O Microssistema Koyo Sooji Chim, possui 14 Micro-canais nas mãos, os ​Ki Mek​, cuja identificação e correlação destes pontos com os pontos da Acupuntura Sistêmica é feita por letras, em ordem alfabética de A até N (​YOO, 2003; ​EBRAMEC – APOSTILA DE KORYO, 2017).

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Ki Mek Canais Quantidade de Pontos A VC (Vaso Concepção) 33 B VG (Vaso Governador) 27 C P (Pulmão) 13 D IG (Intestino Grosso) 22 E E (Estômago) 45 F BA (Baço) 22 G C (Coração) 15 H ID (Intestino Delgado) 14 I B (Bexiga) 39 J R (Rim) 38 K PC (Pericárdio) 15 L TA (Triplo Aquecedor) 12 M VB (Vesícula Biliar) 32 N F (Fígado) 18

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5.2 – Tratamento da Espondilite Anquilosante com a Técnica da Koryo

Na Acupuntura Coreana nas Mãos, Koyo Sooji Chim, utiliza-se somente as mãos para equilibrar a Energia do corpo, desta forma temos representados nelas todos os Meridianos e pontos da Acupuntura Sistêmica, sendo eles susceptíveis de tratamento. Essa técnica possibilita um tratamento de fácil acesso, não havendo a necessidade de o paciente despir-se ou posicionar-se deitado, isto é essencial para o tratamento de pacientes portadores da EA, que algumas vezes podem apresentar limitações físicas que dificultam ou impossibilitam o tratamento na Acupuntura Sistêmica (KIM, 2014).

Na MC a EA pertence ao grupo de Síndromes Bi Ósseo, Síndromes de Deficiência de ​Yang e doenças crônicas, que independente da patogenia inicial tem como base uma Deficiência de Rim (​Shen​), normalmente uma Deficiência Constitucional, portanto deve ser tratada com o objetivo de Tonificar o ​Yang do Vaso Governador (​Du Mai​), fortalecer o ​Qi Primário (​Yuan Qi​), fortalecer o Rim (​Shen​) e suas funções, equilibrar o ​Yin e o ​Yang​, promover o fluxo de ​Qi e Sangue (​Xue​) e eliminar as invasões crônicas de Agentes Patogênicos como Vento, combinado com Frio e Umidade (EBRAMEC – APOSTILA DE REUMATOLOGIA, 2017).

5.2.1 – Protocolos de Tratamento da Espondilite Anquilosante coma Técnica da Koryo

Protocolos de atendimento da Acupuntura Sistêmica na EA já foram criados e seguramente testados comprovando sua eficácia. Visto que conhecemos a correlação da Acupuntura Sistêmica na Técnica de Koryo Sooji Chim, podemos criar protocolos de atendimento igualmente seguros para esse tipo técnica.

Um protocolo importante para ser aplicado todos os dias em pacientes com EA, associando Koryo e Moxabustão, visa aumentar a capacidade imunológica e aumentar a energia (usar de 2 a 3 botões de Moxa por ponto) (YOO, 2003):

● Em homens: ​A1, A3, A6, A8, A12.

● Em mulheres: ​A1, A4, A6, A8, A12.

Outros pontos aplicados, empregando o método de combinação dos pontos de Koryo com Moxabustão, comprovado pela Acupuntura Sistêmica que melhoram as dores, reduzem o uso de anti-inflamatórios, melhoram a amplitude de movimento articular e melhoram as funções renais (EBRAMEC – APOSTILA DE REUMATOLOGIA, 2017):

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Quando há, na fase aguda da EA, sintomas de dor nas articulações com presença de edema e sinais inflamatórios (KIM, 2014):

A4, A12, E39, F6, I10, I16, I19.

Conforme estudo de caso realizado para o tratamento da EA, os principais pontos utilizados foram (EBRAMEC – APOSTILA DE REUMATOLOGIA, 2017):

H2, I8, J3, J5, J7.

Neste estudo de caso alguns pontos adicionais também foram utilizados (EBRAMEC – APOSTILA DE REUMATOLOGIA, 2017):

A33, B7, B12, B17, B19, B24.

Visto que o tratamento da EA tem como objetivo tonificar o ​Yang do Vaso Governador (​Du

Mai​), fortalecer o ​Qi Primário (​Yuan Qi​), fortalecer o Rim (​Shen​) e suas funções, equilibrar o ​Yin e o ​Yang​, promover o fluxo de ​Qi e Sangue (​Xue​) e eliminar as invasões crônicas de Agentes Patogênicos como Vento, combinado com Frio e Umidade outros pontos podem ser utilizados (EBRAMEC – APOSTILA DE REUMATOLOGIA, 2017):

A5, A12, A18, A33, B24, D3, D7, E39, F6, H2, I3, L4, M5, M31, N4.

Para definir o tempo do Agulhamento, o capítulo 18 do ​Ling Shu diz que ​Qi e ​Xue correm pelo corpo todo 50 vezes por dia. Um dia tem 1440 minutos, portanto 28 minutos e alguns segundos é o tempo que o ​Qi e o ​Xue levam para percorrer o corpo todo uma vez. É o próprio ​Ling Shu que orienta 30 minutos de tempo de atendimento (EBRAMEC – APOSTILA DE KORYO, 2017).

Alguns cuidados devem ser tomados após a aplicação da Técnica de Koryo Sooji Chim (EBRAMEC – APOSTILA DE KORYO, 2017):

● Friccione e massageie as mãos, apertando-as bem; ● Não praticar atividades físicas em excesso;

● Evitar tocar água fria ou objetos sujos;

● Não permanecer em lugares frios;

● Cuidado com a alimentação;

● Evitar o estresse.

6 – MATERIAIS E MÉTODO

Tratou-se de revisão da literatura sobre o tema, abrangendo o período de setembro de 2016 a setembro de 2017, período no qual foram levantados dados em livros, artigos científicos,

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dissertações de mestrado e sites da internet, tendo sido registradas as produções relacionadas ao tema, incluindo artigos de língua portuguesa, inglesa e espanhola.

Os artigos científicos e as dissertações de mestrado foram extraídos de bancos de dados das seguintes bases – PUBMED, LILACS, SCIELO, utilizando-se as palavras-chave: Espondilite Anquilosante; Acupuntura; Koryo; Tratamentos. Outras fontes importantes da pesquisa foram os sites da Sociedade Brasileira de Reumatologia e da Associação Nacional da Espondilite Anquilosante.

7 – DISCUSSÃO

Na Medicina Chinesa a Espondilite Anquilosante pertence ao grupo de Síndromes Bi Ósseo, Síndromes de Deficiência de ​Yang e de doenças crônicas. A Síndrome de Deficiência ​Yang​, diagnosticada na Espondilite Anquilosante, tem como base a Síndromes de Deficiências de Rim (​Shen​) e de Baço (​Pi​), normalmente uma Deficiência Constitucional (EBRAMEC – APOSTILA DE REUMATOLOGIA, 2017).

Uma das funções do Rim (​Shen​) na Medicina Chinesa é o de controle dos Ossos, os quais num estado de Deficiência do Rim ( ​Shen​) ficarão suscetíveis a influência de Fatores Patogênicos Externos, principalmente do Frio, assim como o Baço ( ​Pi​) e o Estômago (​Wei​) que são fontes de ​Qi e Sangue (​Xue​) que, num estado de Deficiência, também deixam o organismo suscetível as influências de Fatores Patogênicos Externos (JIRUI, WANG, 2008).

O tratamento da Espondilite Anquilosante a partir da Técnica de Koyo Sooji Chim é um caminho bastante prudente visto as indicações clínicas e vantagens da utilização dessa técnica em paciente espondilíticos:

● Microssistema com correspondências na Acupuntura Sistêmica;

● Tratamento de fácil acesso, não havendo a necessidade de o paciente despir-se ou posicionar-se deitado;

● Tratamento todo voltado nas mãos, é possível evitar os efeitos secundários da Acupuntura Sistêmica como, por exemplo, agulhas muito compridas que podem causar lesões internas de qualquer órgão ou estrutura vital do corpo;

● A aplicação não prejudica a pele, a veia e o nervo, pois é aplicada na fina camada da pele através de uma pequena agulha;

● Possui efeitos rápidos com poucas estimulações, já que a mão possui muitas terminações nervosas;

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● Apresenta-se como uma modalidade terapêutica fácil de aprender pois é possível a rápida memorização da localização da grande maioria dos pontos;

● Mesmo com as agulhas inseridas, o paciente pode se movimentar livremente e executar alguns exercícios terapêuticos;

● Pode ser utilizada junto com outras técnicas de tratamento;

● Possui muitos instrumentos terapêuticos que auxiliam o tratamento (​YOO, 2003). Visto tudo isso, a Espondilite Anquilosante deve ser tratada com o objetivo de Tonificar o

Yang do Vaso Governador ( ​Du Mai​), fortalecer o ​Qi Primário (​Yuan Qi​), fortalecer o Rim (​Shen​) e suas funções, principalmente a de nutrir a Medula e o Cérebro, equilibrar o ​Yin e o ​Yang​, promover o fluxo de ​Qi e Sangue (​Xue​) e eliminar as invasões crônicas de Agentes Patogênicos como Vento, combinado com Frio e Umidade (MACIOCIA, 2006). Dentre os diversos pontos da técnica de Koryo Sooji Chim, os que mais se destacaram de acordo com as suas funções (ANEXO), correspondentes na Acupuntura Sistêmica, para o tratamento dos pacientes com Espondilite Anquilosante foram os selecionados para os protocolos deste trabalho.

8 - CONCLUSÃO

A Koryo Sooji Chim é uma técnica excelente para auxiliar os terapeutas acupunturistas no tratamento regular da Espondilite Anquilosante, uma vez que utiliza somente o Microssistema nas mãos para a execução do tratamento, possibilitando assim um tratamento de fácil acesso, sem a necessidade do paciente espondilítico despir-se ou posicionar-se deitado, uma vez que podem apresentar limitações físicas que dificultam ou impossibilitam o posicionamento para o tratamento na Acupuntura Sistêmica.

A revisão da literatura feita para a elaboração dos protocolos de atendimentos para o tratamento da EA com a Técnica de Koryo proposto nesse trabalho sugere que essa técnica, devido sua correspondência com a Acupuntura Sistêmica comprovadamente eficaz, pode ser utilizada, juntamente com o tratamento realizado pela medicina ocidental, como coadjuvante ao tratamento da EA, proporcionando alívio de sintomas que melhoram a qualidade de vida dos pacientes espondilíticos.

Quando combinada com outras técnicas da Medicina Chinesa, os conhecimentos da Koryo Sooji Chim, apresentam resultados terapêuticos mais amplos e eficazes. Porém como sugestão para trabalhos futuros, novos estudos práticos com ênfase nos Protocolos de Atendimento para o Tratamento da EA usando a Técnica de Koryo proposto neste trabalho devem ser aplicados,

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testados e realizados para verificar e comprovar com mais exatidão a eficácia desta técnica no tratamento de paciente espondilíticos.

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9 – REFERÊNCIAS

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em:<​https://www.anea.org.pt/​>. Acesso em: 03 de setembro de 2017.

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Clínica Multidisciplinar Dragão Divino Shen Long. Disponível em:

<​http://www.dragaodivino.com.br/index.php/departamentos/medicina-tradicional-chinesa/acupuntu ra-na-mao-koryo-sooji-tchim​>. Acesso em: 12 de agosto de 2017.

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EBRAMEC, CIEFATO. Apostila de Complemento de Koryo 1. São Paulo. 2017. EBRAMEC, CIEFATO. Apostila de Complemento de Koryo 2. São Paulo. 2017.

EBRAMEC, CIEFATO. Apostila de Reumatologia: Acupuntura Aplicada a Reumatologia. São

Paulo. 2017.

EBRAMEC, CIEFATO. Apostila de Diagnóstico I: Interrogatório e Palpação de Pontos. São Paulo. 2015.

EBRAMEC, CIEFATO. Apostila de Diagnóstico da Medicina Chinesa II: Inspeção e Pulsologia. São Paulo. 2015.

EBRAMEC, CIEFATO. Apostila de Koryo. São Paulo. 2017. EBRAMEC, CIEFATO. Apostila de Miscelânia. São Paulo. 2017.

Focks, Cláudia; Marz, Ulrich. Guia Prático de Acupuntura. Editora Manole. São Paulo. 2008. Hicks, Angela; Hicks, John; Mole, Peter. Acupuntura Constitucional dos 5 elementos. Editora Roca. São Paulo. 2007.

Jirui, Chen; Wang, Nissi. Casos Clínicos de Acupuntura da China. Editora Roca. São Paulo. 2008. Kim, ​Choo H. Acupuntura Coreana da Mão: passo a passo. Editora Ícone. São Paulo. 2014.

(41)

Kim, Daniel Son. Korea Suji Tim: Tratamento Por Acupuntura para Mão. Editora Roca. São Paulo. 2000.

Leibing E, Leonhardt U, Köster G, Goerlitz A, Rosenfeldt JA, Hilgers R, et al. Acupuncture treatment fchroniclow-backpain: a randomized, blinded, placebo-controlledtrialwith 9-month follow-up. Pain. 2002;96(1-2):189-96.

Maciocia, G. Canais de Acupuntura: Uso Clínico dos Canais Secundários e dos Oito Vasos Extraordinários. Editora Roca. São Paulo. 2008.

Maciocia, G. Diagnostico na Medicina Chinesa: Um Guia Geral. Editora Roca. São Paulo. 2006. Maciocia, G. Os Fundamentos da Medicina Chinesa: Um texto abrangente para Acupunturistas e Fitoterapeutas. Editora Roca. São Paulo. 2004.

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<​http://www.reumatologia.com.br/PDFs/Cartilha_Espondilite_Anquilosante.pdf​>. Acesso em: 07 de abril de 2017.

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ANEXO–GUIA DE PONTOS NA KORYO CITADOS NESTE TRABALHO - AS CORRESPONDÊNCIAS NA ACUPUNTURA SISTÊMICA E SUAS AÇÕES

A1​ (VC1 – ​Huiyin​: nutre o ​Yin​);

A3 (VC3 – ​Zhongji​: Ponto Mu (coleta) da Bexiga, fortalece o Rim, nutre a essência (​Jing​), promove a transformação do ​Qi​ pela Bexiga);

A4 (VC4 – ​Guanyuan​: Ponto ​Mu (coleta) do Intestino Delgado, nutre o sangue (​Xue​), fortalece o Rim, fortalece a recepção do ​Qi​ do Rim);

A5 (VC5 – ​Shimen​: Ponto Mu (coleta) do Triplo Aquecedor, regula o ​Qi no aquecedor inferior, fortalece o ​Qi​ Original (​Yuan Qi​));

A6 (VC6 – ​Qihai​: tonifica o ​Qi Original (​Yuan Qi​) e o ​Yang​, restaura o ​Qi​, regula o ​Qi no aquecedor inferior);

A8​ (VC8 – ​Shenque​: fortalece o Baço, tonifica o ​Qi​ Original (​Yuan Qi​));

A12 (VC12 – ​Zhongwan​: Ponto ​Mu (coleta) do Estômago, Ponto ​Hui (conexão) das Vísceras (​Fu​), tonifica Baço e Estômago, resolve umidade e fleuma);

A18 (VC17 – ​Danzhong​: Ponto ​Mu (coleta) do Pericárdio, Ponto ​Hui​(influência) do ​Qi​, tonifica o ​Qi​);

A33​ (VG20 – ​Baihui​: Mar da Medula, extingue Vento interno, eleva o ​Yang​);

B7 (VG4 – ​Mingmen​: tonifica o ​Yan​g do Rim, tonifica o ​Qi Original (​Yuan Qi​), expele frio, fortalece o Vaso Governador, fortalece a lombar, beneficia a essência ( ​Jing​), extingue Vento interno);

B12​ (VG8 – ​Jinsuo​: extingue Vento exterior, relaxa os tendões);

B17​ (VG12 – ​Shenzhu​: elimina Vento interior);

B19 (VG14 – ​Dazhui​: libera o exterior, expele Vento-Calor exterior, regula o ​Yin Qi (nutritivo) e ​Wei Qi​ (defensivo), tonifica ​Yang​);

B24 (VG16 – ​Fengfu​: Ponto Janela do Céu, extingue Vento interior, expele Vento exterior, nutre o mar da medula);

D3 (IG4 – ​Hegu​: Ponto ​Yuan (fonte), expele Vento exterior, libera o exterior, regula o ​Qi Defensivo (​Wei Qi​), analgesia, interrompe a dor, remove obstrução do canal, tonifica o ​Qi​, harmoniza a subida e descida do ​Qi​);

D7​ (IG11 – ​Quchi​: Ponto ​He​ (mar), Ponto de Tonificação, remove as obstruções);

E39 (E36 – ​Zusanli​: Ponto ​He (mar), Ponto Mar do Alimento, beneficia o Estômago e o Baço, tonifica o ​Qi e o Sangue (​Xue​), tonifica o ​Qi Original (​Yuan Qi​), regula o ​Qi Nutritivo e Defensivo (​Wei Qi​), expele Vento e Umidade, expele Frio, resolve edema, recupera ​Yang​);

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F6 ​(Ba6 –​Sanyinjiao​: Ponto de encontro dos 3 ​Yin da perna, fortalece o Baço, resolve umidade, estimula a função do Fígado, tonifica o Rim, nutre o Sangue ( ​Xue​) e o ​Yin​, move o Sangue (​Xue​) e elimina a estase, interrompe a dor, analgesia);

H2 (ID3 – ​Houxi​: Ponto ​Shu (riacho), Ponto de Tonificação, regula o ​Du Mai (Vaso Governador), extingue Vento interior, expele Vento exterior, beneficia tendões, resolve Umidade);

I3​ (B10 – ​Tianzhu​: Ponto Janela do Céu, extingue Vento, remove obstrução do canal);

I8 (B11 – ​Dazhu​: Ponto Mar do Sangue (​Xue​), Ponto de Influência (​Hui​) dos Ossos, nutre o sangue (​Xue​), expele vento exterior, fortalece os ossos);

I10 (B13 – ​Feishu​: Ponto ​Shu dorsal do Pulmão, expele Vento externo, regula o ​Yin Qi e o Wei Qi​);

I11​ (B14 – ​Jueyinshu​: Ponto ​Shu​ dorsal do Pericárdio, abre o tórax, interrompe a dor);

I12​ (B15 – ​Xinshu​: Ponto ​Shu​ dorsal do Coração, revigora o Sangue (​Xue​));

I16 (B20 – ​Pishu​: Ponto ​Shu dorsal do Baço, tonifica o Baço e Estômago, resolve umidade, eleva o ​Qi​ do Baço, nutre o Sangue (​Xue​));

I18 (B22 – ​Sanjiaoshu​: Ponto ​Shu dorsal do Triplo Aquecedor, resolve a umidade, tonifica o Sangue (​Xue​));

I19 (B23 – ​Shenshu​: Ponto ​Shu dorsal do Rim, tonifica o ​Qi​, ​Yang e ​Yin do Rim, nutre a essência (​Jing​) do Rim, fortalece a lombar, nutre o Sangue (​Xue​), beneficia os ossos e a medula, resolve umidade, beneficia a bexiga);

J3 (R3 – ​Taixi​: Ponto ​Shu (riacho), Ponto ​Yuan (fonte), tonifica o ​Yin e o ​Yang do Rim, beneficia a essência, fortalece a lombar e os joelhos);

J5 (R7 – ​Fuliu​: Ponto ​King (rio), Ponto de Tonificação, tonifica o Rim, resolve Umidade, abre a via das águas no aquecedor inferior, resolve edema, fortalece a lombar);

J7 (R10 – ​Yingu​: Ponto ​He (mar), resolve Umidade no aquecedor inferior, tonifica o ​Yin do Rim);

L4 (TA5 – ​Waiguan​: Ponto ​Luo (conexão), expele Vento-Calor, remove obstrução do canal);

M5 (VB20 – ​Fengchi​: subjuga ​Yang do Fígado, elimina Vento externo e interno, nutre a medula);

M31 (VB41 – ​Zulingi​: Ponto ​Shu (riacho), suaviza o ​Qi do Fígado, remove Calor-Umidade, regula o ​Dai Mai​ (Vaso da Cintura);

N4 (F3 – ​Taichong​: Ponto ​Shu (riacho), Ponto ​Yuan (fonte), extingue Vento interior, suaviza o fluxo do ​Qi​ do Fígado, resolve Umidade, revigora o ​Xue​ (sangue)).

Referências

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