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Sala do Empreendedor. Programa Empresa Fácil

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© 2010. Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná – SEBRAE/PR

Todos os direitos reservados.

A produção não autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui viola-ção dos direitos autorais (lei n. 9.610).

Informações e contato:

Sebrae/PR

Rua Caeté, 150 – Prado Velho CEP 80220-300 – Curitiba – PR Telefone: (41) 3330-5757 Internet: www.sebraepr.com.br

Presidente do Conselho Deliberativo

Jefferson Nogaroli

Diretoria Executiva

Allan Marcelo de Campos Costa Julio Cezar Agostini

Vitor Roberto Tioqueta

Coordenação Técnica do Desenvolvimento

Unidade de Desenvolvimento de Soluções - Educação

Márcia Valéria Paixão

Autoria

César Reinaldo Rissete

Cirineu do Nascimento Rodrigues Danieli Clemente Doneda Emerson Cechin

Juliana Marina Schvenger Marilea Rodrigues de Britto Rodrigo Melo Viana Orestes Hotz

Editoração e Projeto Gráfico

Ceolin & Lima Serviços Ltda.

Revisão de Texto

(3)

Sumário

05

Sala do Empreendedor e Programa Empresa Fácil Termo de Referência

07

1. Existência de Legislação Desburocratizante no Município

09

2. Integração dos Serviços Prestados Pelos Diversos Órgãos Municipais

10

3. Formalização de Parcerias com Entidades, Órgãos Públicos e Instituições de Ensino

12

4. Infraestrutura da Sala do Empreendedor e Capacitação

17

5. Procedimentos na Sala do Empreendedor em Relação ao Processo de Abertura de Microempresa e Empresa de Pequeno Porte – Passo a Passo

20

6. Procedimentos na Sala do Empreendedor em Relação ao MEI – Passo a Passo

25

7. Das Notas Fiscais

27

8. Do Termo de Adesão ao Programa Empresa Fácil

28

Anexos

30

Anexo I – Sala do Empreendedor

42

Anexo II – Modelo de Termo de Cooperação Técnica Para a Sala do Empreendedor

46

Anexo III – Quadro de Capacitação da Sala do Empreendedor

50

Anexo IV – Fluxo de Atendimento da Sala do Empreendedor

51

Anexo V – Processo de Atendimento da Sala do Empreendedor

52

Anexo VI – Lei Complementar Programa Empresa Fácil

(4)

60

Anexo VIII – Modelo de Termo de Cooperação Técnica Para o Programa Empresa Fácil

63

Anexo IX – Decreto da Nota Fiscal de Serviços do Microempreendedor Individual - MEI

66

Anexo Único

Modelo de Nota Fiscal do MEI

67

Anexo X – Decreto que Dispõe sobre Atividades Consideradas de Alto Risco

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Sala do Empreendedor e Programa Empresa Fácil

1

Termo de Referência

Nos últimos anos, nota-se um significativo avanço na desburocratização e simplifi-cação de procedimentos de abertura de empresas no Brasil. Mesmo organismos inter-nacionais classificando o país como um dos mais burocráticos e onerosos no mundo, a instituição da Lei Geral tem contribuído para a redução de prazos, procedimentos e custos da abertura e alterações de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.

Tal avanço foi notado com mais intensidade a partir da instituição do Microem-preendedor Individual que, de certa forma, induziu os órgãos públicos a repensarem procedimentos. No âmbito Federal, destaca-se a modernização a partir da adoção do Cadastro Sincronizado Nacional e da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim), esta última mais recente.

No Paraná, a experiência que o Sebrae/PR acumulou com a Central Fácil e o trabalho em alguns municípios na abertura da Sala do Empreendedor e Programas que tanto facilitam a abertura como garantem o atendimento necessário ao empreendedor, a exemplo do Programa Empresa Fácil nos municípios de Foz do Iguaçu e Cascavel, motivaram a elaboração deste Termo de Referência.

O presente Termo tem como principal função ser um documento referencial para as prefeituras municipais avançarem no processo de desburocratização e simplifi-cação de procedimentos de abertura de empresas, contribuindo de forma decisiva para a redução da informalidade e o apoio ao empreendedorismo.

Para isso propõem-se duas ações complementares:

Módulo I - Criação da Sala do Empreendedor: espaço físico

• em que a prefeitura,

em parceria com instituições locais, oferece serviços de abertura de empresa e informações importantes para os negócios.

Módulo II - Instituição do Programa Empresa Fácil: programa de apoio à forma-•

lização de empreendimentos, com incentivos tributários e não tributários, para que os empreendedores possam se formalizar por meio do Empreendedor In-dividual.

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7

1. Existência de Legislação Desburocratizante no

Município

Pode-se afirmar que é esse aspecto (legislação) que vai proporcionar o am-biente propício para a instalação e funcionamento da Sala do Empreendedor. Nesse âmbito, podemos apontar:

a) Como passo primeiro e essencial, o município deverá ter aprovada sua Lei Geral Municipal;

b) O capítulo de desburocratização dessa lei deverá estar regulamentado, nos seus aspectos essenciais, a saber:

b.1) criação da sala do empreendedor: criação de um local único na prefeitura, ou em outro local, que concentre todos os tipos de atendimento ao em-presário, seja para informação, orientação ou para a disponibilização de serviços. A sala do empreendedor deverá ter infraestrutura de informática e funcionalidade para prestar serviço de legalização e formalização do Mi-croempreendedor Individual – MEI e das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte1

2;

b.2) definição das atividades de grau de risco alto: com essa definição é pos-sível atender à legislação que dispõe sobre o procedimento especial para o registro e legalização do Microempreendedor Individual – MEI e das Mi-croempresas e Empresas de Pequeno Porte baixada pelo Comitê Gestor da Redesim e a implantação do Alvará de Funcionamento Provisório, bem como a fiscalização a posteriori;

b.3) criação do Alvará Provisório, com o funcionamento da empresa de imedia-to, sem a vistoria prévia, para as atividades de baixo risco.

Obs: recomenda-se a adoção da lista de atividades de alto risco para o

Mi-croempreendedor Individual e Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, baixada pela Resolução (REDESIM) nº 22, de 22 de junho DE 20103

3.

2- Caso a Sala do Empreendedor não tenha estrutura para fornecer os serviços de formalização das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, recomenda-se parceria com o Sindicato Local de contadores para disponibilizar este serviço aos interessados por meio do profissional contábil.

(8)

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Obs.: em muitos municípios pequenos já é uma realidade a concessão de

alvará de funcionamento em prazo médio de 48 horas. Em tais casos, seria dis-pensável a criação formal do alvará provisório. Mas, seja alvará provisório ou definitivo, o importante é que seja garantida pela legislação local a regra geral introduzida pelo artigo 7º do Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pe-queno Porte (LC 123/2006) que assegura ao empresário o início de operação do estabelecimento imediatamente após o ato de registro, exceto nos casos em que o grau de risco da atividade seja considerado alto. Por isso, é necessário que haja uma legislação local tornando isso bem claro, que expresse essas atividades, e os procedimentos de atuação dos órgãos municipais responsáveis pela vistoria e fiscalização.

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9

2. Integração dos Serviços Prestados Pelos Diversos

Órgãos Municipais

O objetivo básico da Sala do Empreendedor é a disponibilização de um es-paço único de atendimento aos empresários, proporcionando-lhes informação, orientação e serviços, de forma integrada, objetiva, simples e eficaz. É o servi-ço público proativo, saindo da passividade e indo ao encontro da população empreendedora do Município. Um objetivo desses só pode ser atingido com a integração de todas as Secretarias que, de alguma forma, envolvam-se com as atividades empreendedoras. Assim, é desejável que participem da Sala do Em-preendedor:

a) Secretaria da Fazenda ou Finanças;

b) Secretaria da Indústria e Comércio ou do Desenvolvimento Econômico ou similar;

c) Secretaria de Urbanismo;

d) Secretaria de Meio Ambiente;

e) Secretaria da Saúde;

f) Secretaria da Administração e Planejamento;

g) Secretaria da Agricultura ou similar;

h) Outras Secretarias, Empresas, Fundações ou Autarquias, que, de alguma forma, tenham envolvimento com as atividades empreendedoras.

Por se tratar de um envolvimento amplo de tantas Secretarias, é recomendável que sua coordenação seja realizada pelo Comitê Gestor Municipal1

4, criado pela

Lei Geral Municipal, que, por sua natureza, já é um órgão colegiado na qual essas secretarias são representadas e que tem a função de assessoria do próprio Prefeito.

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3. Formalização de Parcerias com Entidades, Órgãos

Públicos e Instituições de Ensino

A Sala do Empreendedor e o Programa Empresa Fácil estão abertos a par-cerias com diversos tipos de instituições e outros órgãos da esfera estadual ou mesmo federal.

No âmbito federal é desejável formalização de parceria com a Receita Federal do Brasil para tornar mais rápida a liberação do CNPJ.

É importante que a prefeitura faça convênio com a Agência Regional da Junta Comercial para que seja disponibilizada uma pessoa que se responsabilize pelos tramites necessários com este órgão. Caso seja inviável, recomenda-se que a Sala do Empreendedor assuma alguns serviços de intermediação entre esse órgão e o empreendedor, visando simplificar e agilizar os procedimentos de legalização das atividades.

Da mesma forma, seria necessário um Convênio com a Secretaria da Fazenda Estadual ou com a Delegacia Regional dessa Secretaria, para tornar mais simples o processo de autorização de Nota Fiscal para o MEI, principalmente, e também para a obtenção de Inscrição Estadual.

Também por convênio, poderia ser simplificado o trâmite para aprovação do Corpo de Bombeiros, quando do pedido de licença para funcionamento do es-tabelecimento, sendo ideal que haja um funcionário deste órgão na própria Sala do Empreendedor1

5.

Imprescindível a parceria com a representação local dos contabilistas e/ou com o Conselho Regional dos Contabilistas (CRC) para a abertura de empresa, e o necessário apoio técnico na escrituração, elaboração e controle das informa-ções econômico-fiscais do Microempreendedor Individual – MEI e das Microem-presas e EmMicroem-presas de Pequeno Porte.

Da mesma forma, é importante a parceria com o SEBRAE/PR, nos termos de-finidos em termo de cooperação técnica com o município.

Na linha de orientação empresarial, importante verificar a presença de en-tidades como Associação Comercial e Industrial, Sindicatos Patronais, além de entidades de financiamento, como Sicoob, Sicredi, Bancos Públicos e Privados que possam oferecer linhas de financiamento e orientação de como acessá-las.

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Em vários municípios, a presença de Instituições de Ensino e Pesquisa facilita

a oferta de serviços aos empresários de forma a reduzir os custos de operacio-nalização da Sala e do Programa e também promover a desejável integração Academia-Comunidade. Em instituições que tenham cursos ligados às Ciências Sociais Aplicadas (Administração, Ciências Contábeis, Economia), pode-se forma-lizar parcerias para orientação empresarial nos aspectos de gestão e contabilida-de. Naquelas que possuem curso de Direito, pode-se oferecer aos empresários serviços que facilitem o acesso à Justiça, como previsto na Lei Geral, instituindo mecanismos extrajudiciais de resolução de conflitos (Conciliação, Mediação e Arbitragem).

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4. Infraestrutura da Sala do Empreendedor e

Capacitação

4.1 Infraestrutura Física

Como um local único que o empreendedor deverá procurar para obter in-formação, orientação e serviços, deverá se situar em lugar de fácil acesso, pre-ferencialmente na própria prefeitura, ou, se houver convênio com o estado, na Agência do Trabalhador. É imprescindível infraestrutura de informática e funcio-nalidade para prestar os serviços requeridos, bem como espaço para abrigar fun-cionários da administração direta ou indireta do município ligados aos serviços eventualmente prestados, e eventualmente representantes da administração estadual ou federal conveniados e funcionários de entidades parceiras.

Além de ter infraestrutura de informática e funcionalidade para prestar serviço de legalização e formalização das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte e do Microempreendedor Individual – MEI, necessariamente deverá possibilitar o acesso ao Portal do Empreendedor (www.portaldoempreendedor.gov.br) para registro e legalização do MEI.

A amplitude da estrutura física dependerá, naturalmente, dos serviços que serão colocados à disposição dos empresários.

Uma configuração mínima pode ser a seguinte: computador com acesso à internet, impressora, fotocopiadora, linha telefônica, aparelho telefônico, mesa e cadeira, armário com arquivo, cadeira de espera, senha de atendimento e ma-terial de expediente. Desejável que tenha igualmente um endereço eletrônico para disponibilidade de serviços eletrônicos (e-mail: [email protected]).

Como ação de desenvolvimento, poderia se pensar em evoluir para a cons-tituição de um Portal do Empreendedor, onde seriam oferecidas as mesmas funcionalidades da Sala do Empreendedor, ou seja, informações, orientações e serviços, porém, evidentemente, de forma eletrônica.

4.2. Infraestrutura Operacional

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necessária para abertura e legalização da empresa, inclusive quanto aos órgãos

externos no âmbito estadual e federal, e outros órgãos ou entidades de controle, na conformidade da atividade exercida.

Para atender serviço de legalização e formalização do Microempreendedor In-dividual – MEI, necessariamente deverá possibilitar o acesso ao Portal do Empreen-dedor (www.portaldoempreenEmpreen-dedor.gov.br) para registro e legalização do MEI.

4.3. Infraestrutura Organizacional

Por se tratar de um envolvimento amplo de diversas Secretarias e Órgãos mu-nicipais, é recomendável que a coordenação da Sala do Empreendedor seja rea-lizada pelo Comitê Gestor Municipal, criado pela Lei Geral Municipal, que, por sua natureza já é um órgão colegiado na qual essas secretarias estão representadas e que já tem a função de assessoramento ao próprio Prefeito.

Sob a coordenação do Comitê Gestor, o Agente de Desenvolvimento Munici-pal poderá ser o responsável operacional e pela orientação técnica da Sala.

4.4. Capacitação

A Sala do Empreendedor deverá estar capacitada a atender, todos os serviços colocados à disposição dos empreendedores que a procuram, seja por meio dos funcionários permanentes ou por agentes das instituições parceiras.

Principalmente, deve ter pleno conhecimento do trâmite burocrático para a abertura e legalização de negócios que o empreendedor está obrigado nas três esferas de governo (Federal, Estadual e Municipal) e em outros órgãos ou enti-dades, a fim de informá-lo e orientá-lo desde o tipo jurídico mais adequado da perspectiva do empreendedor (empresário, sociedade limitada, sociedade sim-ples, etc.) até o início do funcionamento regular da empresa.

De modo geral, para os serviços de orientação e informação do registro e formalização de Empreendedores Individuais, Microempresas e Empresas de Pe-queno Porte, a Sala do Empreendedor deverá, no mínimo:

4.4.1 Conhecer a legislação municipal no que se refere a:

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b) concessão e baixa de alvará de funcionamento e os órgãos municipais envolvidos;

c) código tributário municipal, no que se relaciona com a inscrição munici-pal e a baixa do estabelecimento, e inscrição no cadastro de contribuintes municipal, se prestador de serviço;

d) vigilância sanitária, principalmente no caso de atividades industriais e ou-tras expressamente indicadas na legislação, como estabelecimentos de saúde (hospitais, clínicas, farmácias, etc.) e produção e comércio de bebi-das;

e) meio ambiente, e documentação exigida pelas diversas secretarias ou pe-los órgãos do seu município relacionados com a abertura e fechamento das empresas.

4.4.2 Conhecer a atuação dos demais órgãos e entidades

envolvidos na abertura e fechamento das empresas dos demais

entes da federação (União e Estado), como:

a) Junta Comercial;

b) Receita Federal;

c) Corpo de Bombeiros;

d) Secretaria da Fazenda Estadual;

e) Ibama, IAP e demais órgãos correlatos do Estado;

f) INSS - Instituto Nacional de Seguridade Social;

g) e, dependendo da atividade a ser desenvolvida, outros órgãos ou Conse-lhos, seja na esfera estadual ou na esfera federal.

4.4.3

Em especial deve conhecer a legislação que rege a condição de

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22/05/2007, que dispõe sobre os atos sujeitos à comprovação de quitação de

tributos e contribuições sociais federais para fins de arquivamento no Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins; e Instrução Normativa nº 112, de 12/04/2010 - DOU 1 de 22/05/2007, que dispõe sobre o processo de transformação de sociedades empresárias, contratuais, em empresário e vice-versa1

6.

4.4.4

Conhecer algumas das legislações que regem o SIMPLES NACIONAL,

tais como a Resolução CGSN no 4/2007, que dispõe sobre a opção pelo

Simples Nacional; Resolução CGSN no 6/2007, que dispõe sobre os códigos

de atividades econômicas previstos na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) a serem utilizados para fins da opção; Resolução CGSN no

10/2007, que dispõe sobre as obrigações acessórias relativas às microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional e Resolução CGSN 59/2009, que dispõe sobre a entrega da Declaração Anual2

7.

4.4.5

Quanto à orientação e informação do registro e formalização do

Microempreendedor Individual – MEI, seus funcionários deverão conhecer, no mínimo, todo o processo de registro, tanto o baixado pelo Comitê Gestor da Redesim, principalmente a Resolução no 16, de 17 de dezembro de 2009, como

as atividades permitidas pela Resolução CGSN no 58, de 27 de abril de 2009.

Deverão ser capazes de informar ao empreendedor:

a) quem pode ser MEI, como se registra e se legaliza, as obrigações, custos e periodicidade, qual a documentação exigida e quais os requisitos que deve atender perante cada órgão e entidade para seu funcionamento;

b) a necessidade de pesquisa prévia ao ato de formalização, para fins de ve-rificar sua condição perante à legislação municipal no que se refere à des-crição oficial do endereço de sua atividade e da possibilidade do exercício dessa atividade no local desejado;

c) o conteúdo do termo de Ciência e Responsabilidade com Efeito de Alvará de Licença e Funcionamento Provisório, que será transmitido eletronica-mente pelo Portal do Empreendedor e que permitirá o início de suas ativi-dades, salvo nos casos de atividade considerada de alto risco;

d) os benefícios outorgados pelo Programa Empresa Fácil, os direitos e as obrigações do MEI dentro desse Programa;

6 - As instruções normativas devem ser consultadas no site www.dnrc.gov.br

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5. Procedimentos na Sala do Empreendedor em

Relação ao Processo de Abertura de

Microempresa e Empresa de Pequeno Porte –

Passo a Passo

5.1. Consulta Prévia

Objetivo: fazer as pesquisas nos órgãos para sanar eventuais problemas antes do processo de constituição.

Documentos Necessários dos Empreendedores:

RG e CPF (todos os sócios) - cópia autenticada

• 1

8;

Certidão de casamento – cópia autenticada (Somente é necessário •

quando os sócios forem casados entre si)2

9.

Formulário de pesquisa cadastral na Receita Federal (um para cada •

sócio). A pesquisa deverá ser feita pelo empreendedor e está disponí-vel no site: https://cav.receita.fazenda.gov.br/scripts/CAV/login/login. asp

Certidão Negativa do CPF dos Sócios – Receita Estadual: http://www. •

fazenda.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=266 Carnê do IPTU (cópia da capa) - para fins da Consulta Comercial da •

Prefeitura Municipal;

Classificação Nacional de Atividade Econômica – CNAE da atividade •

pretendida pelo empreendedor: http://www.ibge.gov.br/concla/revi-sao2007.php?l=6

Consulta de Nome Comercial – Junta Comercial; •

Certificado de Regularidade do Contador (Caso o empreendedor não •

tenha um contador, não conseguirá solicitar o CNPJ na Receita Fede-ral do Brasil).

8- Não pode haver divergência no nome da pessoa que consta no RG e CPF. Por exemplo, se contraiu matrimônio ou dissolveu e não alterou no RG ou CPF, o processo não terá continuidade até que regularize a situação.

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Obs.: as pesquisas realizadas nos órgãos fazendários federal e estadual

infor-mam se os sócios não apresentam pendências que possam impedir a abertura da empresa.

5.1.1

Averiguar junto à prefeitura se a atividade a ser exercida é permitida no

local pretendido para o endereço comercial, conforme lei de Zoneamento do Município (Consulta Comercial).

5.1.2

Identificar o Grau de Risco da Atividade, conforme CNAE, para verificar

as vistorias prévias necessárias (Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária, Meio Ambiente e demais órgãos).

5.1.3

Verificar se o CNAE não é impedido de optar pelo Simples Nacional (Lei

Complementar 123/2006, Artigo 17)3

10.

5.2. Constituição de Microempresas e Empresas de

Pequeno Porte.

Esta fase é composta pelas seguintes etapas:

Registro do Contrato Social ou Requerimento de Empresário – Junta •

Comercial;

Solicitação de CNPJ – Receita Federal; •

Solicitação de Alvará – Prefeitura Municipal; •

Solicitações de Vistorias se necessário (Grau de Risco do CNAE); •

Solicitação da Inscrição Estadual – Receita Estadual (Comércio e In-•

dústria – deve ser feita pelo contador);

Solicitação de Inscrição no Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lu-•

cro Real (deve ser feita pelo contador);

Solicitação de Nota Fiscal (deve ser feita pelo contador); •

Inscrição em entidade de Classe se o CNAE exigir (deve ser feito pelo •

empresário);

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5.2.1

Elaborar ato de Constituição da Empresa Ltda. ou Empresário Individual –

Contrato Social ou Requerimento de Empresário. Modelo e Orientação de Contrato Social; • http://www.dnrc.gov.br/Servicos_dnrc/Orientacoes_e_modelos/ela-• boracao_contrato.htm Requerimento de Empresário; • http://www.dnrc.gov.br/Legislacao/normativa/anexo1_in95.htm •

5.2.2

Preencher e imprimir a capa do processo (Nome, CPF e Ato: 080 –

Inscrição para empresas individuais e o código 090 para empresas limitadas): http://www.jucepar.pr.gov.br/JuceparAutoV2/auto/ReqProcessos.asp

5.2.3

Recolher a Taxa e Protocolar na Agência Regional da Junta Comercial.

5.2.4

Após o registro (NIRE) da Empresa ou Empresário Individual na Junta

Comercial, acessar o site http://www.receita.fazenda.gov.br/PessoaJuridica/ ColetaWeb.htm, e solicitar o CNPJ.

5.2.5

Solicitar o Alvará de Funcionamento na Secretaria de Fazenda Municipal.

No caso das prefeituras conveniadas no Cadastro Sincronizado da Receita Federal, como Curitiba, o pedido é simultâneo à solicitação do CNPJ no site da Receita Federal do Brasil4

11. Se o CNAE for de grau de risco alto terá de

providenciar laudos antes de solicitar o alvará, conforme indicado na Consulta Comercial.

5.2.6

Encaminhar para o Contador fazer a Inscrição Estadual para empresas de

comércio, indústria, serviços gráficos e transporte no site: www.fazenda.pr.gov. br, solicitar a inscrição no Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, Notas Fiscais e Inscrição no Conselho de Classes (se cabível).

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6. Procedimentos na Sala do Empreendedor em

Relação ao MEI – Passo a Passo

6.1 Consulta Prévia

Obs.: o MEI deverá ter em mãos o RG e CPF (originais); o Comprovante de

Residência e o Carnê do IPTU (cópia da capa).

a) Antes de realizar o processo eletrônico de inscrição do MEI no Portal do Empreendedor, a Sala do Empreendedor deverá efetuar pesquisa prévia da descrição oficial do endereço onde será exercida a atividade desejada e da possibilidade de exercício dessa atividade no local. Nos municípios os quais já estão integrados ao Portal do Empreendedor essas informações deverão estar no próprio portal. Nos demais, há que se fazer essa pesquisa consultando as respectivas legislações internas:

Plano Diretor; Lei de Zoneamento; Lei do Parcelamento do Solo, etc. •

Pesquisa da Tabela de Atividades de alto risco. •

A descrição oficial do endereço dirá se a atividade pode ou não pode ser exercida no local. Se pode, em que condições. Se não pode, o MEI deverá ser informado de que não poderá se formalizar com base naquele endereço.

Na consulta à tabela de alto risco, será verificada se a atividade é considerada de alto risco perante a legislação municipal. Caso seja, será obrigatória a fiscali-zação prévia antes de ser concedida a licença de funcionamento e serão identi-ficados os órgãos que farão essa fiscalização (meio ambiente, vigilância sanitária, corpo de bombeiros, etc). Neste caso, de atividade considerada de alto risco, po-derá ser feita a formalização pelo Portal do Empreendedor, mas no Certificado da Condição de MEI (CCMEI) emitido pelo sistema, deverá ser aposto carimbo com os dizeres “ATIVIDADE DE ALTO RISCO. O MEI NÃO PODERÁ EXERCER A ATIVIDADE ENQUANTO NÃO HOUVER A FISCALIZAÇÃO PRÉVIA”.

Nesse caso, o processo interno para concessão do Alvará de Funcionamento Definitivo deverá ter trâmite interno prioritário, devendo ser concluído no prazo máximo de 20 (vinte) dias.

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6.2 Pesquisa prévia do nome da empresa:

Essa pesquisa mostrará se o nome da empresa a ser registrado está dispo-nível. No caso do MEI, essa pesquisa se torna dispensável, pois ela será feita no próprio processo eletrônico de inscrição, com base no nome do empreendedor e de seu CPF.

6.3 Do Processo de Registro e Legalização do MEI:

6.3.1

Efetuada a pesquisa prévia prevista no item 6.1 e sendo viável o registro

do MEI, deverá ser acessado o Portal do Empreendedor, no endereço: WWW.PORTALDOEMPREENDEDOR.GOV.BR

Obs.: o MEI deverá ter em mãos o RG e CPF (originais); o Comprovante de

Residência e o Carnê do IPTU (cópia da capa).

6.3.2 Durante o preenchimento do formulário eletrônico:

a) Serão efetuadas a validação do CPF e a verificação de existência de impe-dimento para ser MEI. Se houver alguma irregularidade, o MEI deverá ser informado e instruído, como segue:

a.1) Tratando-se de irregularidade no CPF, dirigir-se à Secretaria da Receita Fe-deral do Brasil e promover a sua regularização;

a.2) Tratando-se de impedimento para ser MEI, dirigir-se à Secretaria da Recei-ta Federal do Brasil para obtenção de informações complemenRecei-tares e de orientações quanto ao tratamento da questão.

b) Também durante o preenchimento do formulário eletrônico, o MEI dará sua conformidade com as seguintes declarações:

b.1) Declaração de Desimpedimento: declarando que não tem impedimentos para exercer a atividade empresarial e que não possui outro registro de empresário;

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b.3) Termo de Ciência e Responsabilidade com efeito de Alvará de Licença e Funcionamento Provisório: declaração de que conhece os requisitos da le-gislação estadual e municipal para emissão do Alvará de Licença e Funcio-namento, compreendidos os aspectos sanitários, ambientais, tributários, de segurança pública, uso e ocupação do solo, atividades domiciliares e restrições ao uso de espaços públicos.

6.3.3

Transmitidos os dados do formulário eletrônico para as bases de dados

da Junta Comercial e da Secretaria da Receita Federal do Brasil a inscrição será confirmada com o fornecimento para o MEI, respectivamente, do Número de Identificação do Registro de Empresa – NIRE e do número de inscrição no CNPJ.

6.4 Do Certificado da Condição de Microempreendedor

Individual – CCMEI

Após a inscrição, o sistema disponibilizará no Portal do Microempreendedor o documento Certificado da Condição de Microempreendedor Individual – CCMEI: esse documento será a identificação do MEI e comprovará sua condição ativa de empresário.

A emissão do Certificado da Condição de Microempreendedor Individual – CCMEI terá o efeito de Alvará de Licença e Funcionamento Provisório, com prazo de vigência de 180 (cento e oitenta) dias, e permitirá o início de suas atividades, exceto nos casos de atividades consideradas de alto risco.

A prefeitura, nesse prazo, deverá se manifestar sobre a regularidade em re-lação ao endereço e quanto à possibilidade de a atividade ser ali exercida, sob pena de conversão automática em Alvará de Funcionamento.

6.5 Do Carnê de Pagamento

Concluída a inscrição, o sistema disponibilizará no Portal do Microempreen-dedor o Carnê de Pagamento, no link PGMEI. Esse carnê poderá ser gerado mês a mês ou simultaneamente para todos os meses do exercício.

A Sala do Empreendedor fará a impressão do documento para o empresário para todos os meses do exercício.

Obs.: o pagamento deverá ser feito na rede bancária e casas lotéricas, até o

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6.6 Relatório Mensal de Receitas Brutas e Declaração

Anual do Simples Nacional – Microempreendedor

Individual

a) Resumo Mensal de Vendas /Receitas

O artigo 7º da Resolução CGSN nº 10, de 28/06/2007, diz que o MEI fará a comprovação da receita bruta, mediante apresentação do registro de vendas ou de prestação de serviços, que deverá ser preenchido até o dia 20 (vinte) do mês subsequente àquele em que for auferida a receita bruta.

O MEI deverá manter anexado a esse registro de vendas ou de prestação de serviços os documentos fiscais comprobatórios das entradas de mercadorias e dos serviços tomados referentes ao período, bem como os documentos fiscais relativos às operações ou prestações realizadas eventualmente emitidos.

O resumo não precisará ser enviado a nenhum órgão, mas deverá ser guar-dado por, no mínimo, 5 anos pelo MEI para apresentação ao fisco, quando so-licitado, e será utilizado para preenchimento da Declaração Anual do Simples Nacional – Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI).

b) Declaração Anual do Simples Nacional – Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI)

A Resolução CGSN nº 58, de 27 de abril de 2009, no seu artigo 7º, diz que o MEI deverá apresentar até o último dia útil do mês de janeiro de cada ano, à Receita Federal do Brasil (RFB), a Declaração Anual do Simples Nacional – Mi-croempreendedor Individual (DASN-SIMEI), em relação ao seu movimento do ano anterior. Essa Declaração será elaborada com base nos Resumos Mensais de Vendas/Receitas de cada mês.

ATENÇÃO: o DASN-SIMEI será elaborado eletronicamente via Portal do

Sim-ples Nacional (http://www8.receita.fazenda.gov.br/SimSim-plesNacional/mei/default. asp) até o último dia do mês de janeiro de cada ano, tão somente com as seguin-tes informações: receita bruta total; receita bruta sujeita ao ICMS; se contratou empregado.

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6.7 Contratação de Empregado pelo MEI:

A legislação admite que o MEI possa ter 1 único empregado que receba ex-clusivamente 1 salário mínimo ou o piso salarial da categoria profissional.

Nesse caso, serão suas obrigações:

a) Reter e recolher a contribuição previdenciária desse empregado, no per-centual de 8% do salário. Esse não é um custo do Empreendedor e sim uma retenção do salário do empregado;

b) Recolher contribuição patronal previdenciária de 3% sobre o salário desse empregado;

c) Recolher 8% do salário para o FGTS;

d) Preencher e entregar mensalmente à Caixa Econômica Federal - CEF a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP). http://www1.previdencia.gov.br/pg_secundarias/paginas_perfis/perfil_ Empregador_09.asp

Obs.: não haverá, em nenhuma hipótese, supressão de direitos trabalhistas

(13º salário, férias, vale transporte, aviso prévio, etc.).

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7. Das Notas Fiscais

Já formalizado, o MEI será instruído quanto à emissão de Notas Fiscais. Será orientado que:

7.1

Não precisarão emitir tais documentos nas vendas ou prestações de serviços a pessoas físicas.

7.2

Deverão emiti-las, no entanto, quando realizar vendas ou prestações de serviços a pessoas jurídicas, com CNPJ, devendo obedecer a legislação própria, ou do Estado ou do Município. Se for contribuinte do ISS (serviços) obedecerá a legislação do município. Se for contribuinte do ICMS (Indústria e Comércio), obedecerá a legislação do Estado.

Obs.: essa informação, ICMS ou ISS, está na Lista de atividades enquadradas

como Empreendedor Individual – Anexo único da Resolução CGSN 58, de 27 de abril de 2009.

7.3

Se o MEI for contribuinte do ICMS, deverá ser informado de que o Estado do Paraná acrescentou ao Regulamento do ICMS estadual, no Anexo VIII, pelo DECRETO Nº 5.566, de 14 DE OUTUBRO DE 2009, o “CAPÍTULO IV - DO MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL – MEI”, dispensando o MEI da inscrição no CAD/ICMS, desde que pratique apenas operações e prestações que estão dispensadas de emissão de Nota Fiscal segundo a Resolução CGSN nº 10, de 28/06/2007, ou seja:

a) Nas operações com venda de mercadorias ou nas prestações de serviços para consumidor final pessoa física;

b) Nas operações com venda de mercadorias para pessoa jurídica, desde que o destinatário emita Nota Fiscal de Entrada.

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A NPF em questão é a norma de procedimento fiscal N° 029/2010, que diz que a emissão de Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFAe) para o contribuinte MEI será realizada exclusivamente nas Agências da Receita Estadual-ARE, por Auditor Fiscal, no ambiente SEFANET.

Se houver convênio da Sala do Empreendedor com a Agência da Receita Es-tadual, deve proceder de acordo com o referido convênio.

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8. Do Termo de Adesão ao Programa Empresa Fácil

Como providência final de formalização, a Sala do Empreendedor deve ex-plicar ao MEI o Programa e os benefícios e compromissos do empreendedor dentro do Programa.

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Anexos

Módulo I - Sala do Empreendedor

Anexo I. Decreto que cria a Sala do Empreendedor.

Anexo II. Modelo de Termo de Cooperação Técnica para a Sala do Empreen-dedor

(Modelo de Termo de Cooperação Técnica entre o Município e o Sebrae/PR para a Sala do Empreendedor. Esse modelo pode ser utilizado para a adesão das entidades mencionadas no item 3 deste termo de referência)

Anexo III. Quadro de Capacitação da Sala do Empreendedor Anexo IV. Fluxo de Atendimento da Sala do Empreendedor Anexo V. Processo de Atendimento da Sala do Empreendedor

Módulo II – Programa Empresa Fácil

Anexo VI. Lei Complementar: Cria o Programa Empresa Fácil

(Como há renúncia fiscal no artigo 6º, a Lei Complementar 101/2000 (lei de responsabilidade fiscal) exige legislação específica. Importante destacar que esta renúncia não afeta as metas de receita da LDO, pois como se trata de informal, não havia receita estimada, portanto não há necessidade de eventuais medidas de compensação (redução de outras despesas ou aumento de receitas). Caso a prefeitura não queira conceder os benefícios tributários previstos no artigo 6º, não há necessidade de regulamentação por meio de lei, podendo ser por decreto).

Anexo VII. DECRETO: regulamenta o programa Empresa Fácil e oferece outras providências.

(Como já referido, não havendo benefício fiscal, não há necessidade de Lei, podendo o programa ser instituído pelo próprio decreto).

Anexo do Decreto: Anexo I – termo de adesão •

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(Modelo de Termo de Cooperação Técnica entre o Município e o Sebrae/PR

para o programa Empresa Fácil. Esse modelo pode ser utilizado para a adesão das entidades mencionadas no item 3 deste termo de referência.)

Módulo III – Atos Legais

(Utilizados tanto para a sala do empreendedor quanto para o progra-ma empresa fácil.)

Anexo IX. Decreto que institui Nota Fiscal de Serviços do Microempreendedor Individual – MEI.

Anexo X. Decreto que dispõe sobre atividades consideradas de alto risco. (Acolhe no Município a Resolução CGSIM no 22, de 22/06/2010)

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Anexo I – Sala do Empreendedor

DECRETO Nº DE DE DE 20 . Institui a Sala do Empreendedor.

O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE , no uso das suas atribui-ções legais,

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Capítulo I – Das Disposições Gerais

da Sala do Empreendedor

Artigo 1º Para assegurar ao contribuinte a entrada única de dados e

simpli-ficar os procedimentos de registro e funcionamento de empresas no município, fica criada a Sala do Empreendedor com as seguintes funcionalidades:

I – disponibilizar aos interessados as informações necessárias à emissão da inscrição municipal e alvará de funcionamento, mantendo-as atualizadas nos meios eletrônicos de comunicação oficiais;

II – emissão de certidões de regularidade fiscal e tributária;

III – orientação sobre os procedimentos necessários para a regularização de registro e funcionamento, bem como situação fiscal e tributária das em-presas;

IV – emissão da Certidão de Zoneamento na área do empreendimento;

V – analisar os expedientes necessários para viabilizar a implantação de em-preendimentos;

VI – deferir ou não os pedidos de inscrição municipal;

VII – atendimento preferencial ao Microempreendedor Individual – MEI, às Mi-croempresas e às Empresas de Pequeno Porte;

VIII – disponibilizar um local preferencial para uso, auxílio e orientação a todo o contribuinte dos benefícios, facilidades e respectiva legislação para aber-tura, desenvolvimento e encerramento de empresas e empreendimentos no município;

IX – outros serviços criados por ato próprio da Secretaria Municipal de Finan-ças ou de outras Secretarias, em ato conjunto, que tenha o objetivo de prestar serviços de orientação ou que facilite e agilize a implantação de empreendimentos no Município.

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§2º Para a consecução dos seus objetivos na implantação da Sala do Empre-endedor, a Administração Municipal poderá firmar parceria com outras instituições públicas ou privadas, para oferecer orientação sobre a aber-tura, funcionamento e encerramento de empresas, incluindo apoio para elaboração de plano de negócios, pesquisa de mercado, orientação sobre crédito, associativismo e programas de apoio oferecidos no Município.

§3º A Sala do Empreendedor poderá funcionar, nos termos de Convênio, como:

I – Agente Operacional do CNPJ junto à Secretaria da Receita Federal, com o objetivo de efetuar inscrição, baixa e alteração de ME e EPP no cadastro único daquela Secretaria, notadamente em relação ao empresário de pe-queno porte;

II – facilitador, junto a Agência Regional da Junta Comercial, nos processos de formalização e legalização das atividades junto a esse órgão.

Art. 2º A Sala do Empreendedor:

I – poderá ser instalada em local próprio da prefeitura ou em local disponibi-lizado por eventuais parceiros, que, para efeito deste decreto, também se denominará Sala do Empreendedor;

II – estará subordinada formalmente à Secretaria Municipal que presidir o Comitê Gestor Municipal e atuará sob a coordenação deste, cabendo a responsabilidade operacional ao Agente de Desenvolvimento Municipal;

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Capítulo II – Do Atendimento na Sala do

Empreendedor

Seção I – Da infraestrutura da Sala do Empreendedor e da Capacitação.

Art. 3º A Sala do Empreendedor deverá ser dotada de infraestrutura física e

técnica mínima para atendimento:

I – do Microempreendedor Individual – MEI, visando ao oferecimento de orientação e serviços, inclusive com acesso ao Portal do Empreendedor (www.portaldoempreendedor.gov.br) para seu registro e legalização:

II – das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.

§1º A Sala do Empreendedor deverá estar capacitada a atender todos os ser-viços colocados à disposição dos empreendedores que a procuram, seja por meio dos funcionários permanentes ou por agentes das instituições parceiras, devendo conhecer, no mínimo:

I – a legislação municipal relativa à concessão de alvarás, inscrição e baixa no cadastro municipal, e a documentação exigida pelas diversas Secretarias ou órgãos municipais, relacionados com a abertura e fechamento das em-presas;

II – a atuação dos órgãos e entidades envolvidos na abertura e fechamento das empresas das demais esferas de governo, seus órgãos ou entidades;

III – a legislação aplicável às microempresas e empresas de pequeno porte emanadas do Departamento Nacional do Registro do Comércio (DNRC);

IV – a legislação emanada do Conselho Gestor do Simples Nacional (CGSN), principalmente sobre a opção pelo Simples Nacional; os códigos de ati-vidades econômicas previstos na Classificação Nacional de Atiati-vidades Econômicas (CNAE) a serem utilizados para fins da opção; as obrigações acessórias relativas às microempresas e empresas de pequeno porte op-tantes pelo Simples Nacional e a que dispõe sobre a entrega da Declara-ção Anual.

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I – quem pode ser, como se registra e se legaliza, as obrigações, custos e pe-riodicidade; qual a documentação exigida; e quais os requisitos que de-vem atender perante cada órgão e entidade para seu funcionamento;

II – a necessidade de pesquisa prévia ao ato de formalização, para fins de ve-rificar sua condição perante a legislação municipal no que se refere à des-crição oficial do endereço de sua atividade e da possibilidade do exercício dessa atividade no local desejado;

III – o conteúdo do termo de Ciência e Responsabilidade com Efeito de Alvará de Licença e Funcionamento Provisório, que será emitido eletronicamen-te e que permitirá o início de suas atividades, salvo nos casos de atividade considerada de alto risco.

§2º Tratando-se de empreendedor que não atende aos requisitos para se qua-lificar como Microempreendedor Individual – MEI, a Sala do Empreende-dor o informará do fato, adicionando outras informações de interesse para orientação do empresário, tais como:

I – possibilidade de ser microempresa;

II – procedimentos para abertura de uma empresa, inclusive para a elabora-ção de um contrato social adequado, registro na Junta Comercial e obten-ção do CNPJ;

III – quais as legislações que terá de cumprir para a abertura e funcionamento do estabelecimento no âmbito municipal, estadual e federal, e institui-ções como conselhos e sindicatos;

IV – realização de consulta prévia para utilização do nome e para a verificação da possibilidade de funcionamento no endereço escolhido e em relação à atividade a ser desenvolvida.

Seção II – Da Pesquisa Prévia

Art. 4º Preliminarmente ao processo de inscrição do Microempreendedor

Individual – MEI e das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, obrigatoria-mente deverá ser realizada pela Sala do Empreendedor, pesquisa prévia na qual se informará ao interessado:

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II – todos os requisitos a serem cumpridos para obtenção de licenças de au-torização de funcionamento, segundo a natureza da atividade pretendida, o porte, o grau de risco e a localização.

§1º Para fins da Pesquisa Prévia, o empreendedor deverá ter em mãos, no mí-nimo, o RG e CPF (originais); o Comprovante de Residência e o Carnê do IPTU (cópia da capa).

§2º Havendo irregularidade no endereço apresentado ou sendo proibida a atividade no endereço indicado não será realizada a formalização e o em-preendedor será orientado quanto ao fato e quanto ao procedimento que deverá adotar.

§3º Sendo a atividade do MEI considerada de alto risco, poderá ser feita a for-malização pelo Portal do Empreendedor, mas no Certificado da Condição de MEI (CCMEI) emitido pelo sistema, deverá ser aposto carimbo com os dizeres “ATIVIDADE DE ALTO RISCO. O MEI NÃO PODERÁ EXERCER A ATIVI-DADE ENQUANTO NÃO HOUVER A FISCALIZAÇÃO PRÉVIA”.

§4º Na hipótese do parágrafo anterior, o processo interno para concessão do Alvará de Funcionamento Definitivo deverá ter trâmite prioritário, deven-do ser concluídeven-do no prazo máximo de 20 (vinte) dias.

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Capítulo III – Do Processo de Registro e Legalização

do MEI na Sala do Empreendedor

Seção I – Do processo de Registro

Art. 5º Se o resultado da pesquisa prévia apontar para a possibilidade de o

empreendedor obter o Alvará Provisório ou Definitivo segundo a legislação mu-nicipal, a Sala do Empreendedor deverá acessar o Portal do Empreendedor, no endereço http://www.portaldoempreendedor.gov.br/ e preencher o formulário eletrônico com os dados requeridos para a inscrição de Microempreendedor In-dividual – MEI e transmiti-lo eletronicamente.

§1º No caso de haver inconsistência na base de dados da Receita Federal, em relação ao CPF, ou da Junta Comercial, em relação a algum impedimento na opção de MEI, de acordo com informações do sistema eletrônico, o empreendedor deverá ser orientado quanto ao procedimento que deverá ser seguido para a regularização cabível, conforme segue:

I – tratando-se de irregularidade no CPF, dirigir-se à Secretaria da Receita Fe-deral do Brasil e promover a sua regularização;

II – tratando-se de impedimento para ser MEI, dirigir-se à Secretaria da Recei-ta Federal do Brasil para obtenção de informações complemenRecei-tares e de orientações quanto ao tratamento da questão.

§2º Não havendo irregularidade, a formalização será confirmada no final do processo eletrônico, com o fornecimento, para o Microempreendedor In-dividual – MEI, respectivamente, do Número de Identificação do Registro da Empresa – NIRE e do número de inscrição no CNPJ, que estarão incor-porados no Certificado da Condição de Microempreendedor Individual (CCMEI) que será impresso nesse momento.

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§4º A Sala do Empreendedor, se for o caso, em função da atividade a ser exer-cida pelo Microempreendedor Individual - MEI, orientá-lo-á quanto as pro-vidências que devem ser tomadas junto a órgãos de licenciamento federal ou estadual, tais como Instituto Ambiental do Paraná – IAP e Superinten-dência de Desenvolvimento dos Recursos Hídricos do Estado do Paraná – SUDERHSA, Corpo de Bombeiros, ou, ainda, junto a entidades de controle da atividade.

Art. 6º Concluída a inscrição, o sistema disponibilizará no Portal do

Microem-preendedor, o Carnê de Pagamento, no link PGMEI, e a Sala do Empreendedor poderá, a pedido do MEI, gerar o documento de arrecadação do mês ou de to-dos os meses do exercício.

Parágrafo. Único. O MEI será orientado de que o pagamento deverá ser feito na rede bancária e casas lotéricas, até o dia 20 de cada mês.

Seção II - Do Alvará Definitivo

Art. 7º Tratando-se de atividade considerada de baixo risco e para a qual a

legislação municipal já permita a concessão de Alvará Definitivo, o responsável pela Sala do Empreendedor dará ao Certificado da Condição de Microempre-endedor Individual (CCMEI), sem prejuízo da realização de vistorias a qualquer tempo, o efeito de Alvará de Licença e Funcionamento Definitivo, mediante a aposição do carimbo ”ATIVIDADE CONSIDERADA DE BAIXO RISCO - EFEITO DE ALVARÁ DE LICENÇA E FUNCIONAMENTO DEFINITIVO”.

Parágrafo. Único. A licença concedida compreende os aspectos sanitários, ambiental, tributário, uso e ocupação do solo, atividades domiciliares e restrições ao uso de espaços públicos.

Art. 8º O Microempreendedor Individual deve ser informado no sentido de

que:

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II – não havendo manifestação de qualquer órgão municipal no prazo referi-do no caput, o Termo de Ciência e Responsabilidade com Efeito de Alvará de Licença e Funcionamento Provisório do CCMEI se converterá em Alvará de Funcionamento;

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Capítulo IV – Do Atendimento Relativo ao Processo de

Registro e Legalização de Microempresas e de

Empresa de Pequeno Porte

Art. 9º Após o procedimento de pesquisa prévia previsto no artigo 4º e

tratan-do-se de empresa que possa se estabelecer no endereço indicado, a Sala do Em-preendedor dará prosseguimento ao processo de formalização, conforme segue:

I – Em relação à Junta Comercial do Paraná (JUCEPAR):

a) Se houver convênio de cooperação técnica firmado com a Junta Comer-cial do Paraná, obedecerá ao disposto nesse convênio em relação à con-sulta do nome comercial e à elaboração do Contrato Social ou do Reque-rimento de Empresário, recolhendo as taxas devidas e fazendo o controle do Processo;

b) Se não houver o convênio referido, apenas orientará o empreendedor a respeito dos serviços da Junta Comercial.

II – Em relação à Receita Federal:

a) Se houver convênio de cooperação técnica firmado com a Delegacia da Receita Federal, obedecerá ao disposto nesse convênio em relação à pes-quisa cadastral dos sócios e à obtenção do CNPJ;

b) Se não houver o convênio referido, apenas orientará o empreendedor a respeito dos serviços da Receita Federal.

III – após as etapas previstas nos incisos I e II [arquivamento do Contrato Social na Junta Comercial ou do Registro do Requerimento do Empresário e do respectivo Cadastro na Receita Federal (CNPJ)], prosseguirá com o trâmite interno na prefeitura municipal obedecido o seguinte:

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b) Sendo a atividade de alto risco, informará ao empresário que o Alvará de Funcionamento somente será fornecido após a vistoria prévia que os ór-gãos municipais farão, indicando ao empresário a legislação correspon-dente e as exigências requeridas e por quais órgãos.

Art. 10º Tratando-se de empresa que possa ser enquadrada como

microem-presa ou emmicroem-presa de pequeno porte, a Sala do Empreendedor, na conformidade dos serviços que dispuser, fará:

I – Em relação à Junta Comercial do Paraná (JUCEPAR), o enquadramento

como microempresa ou empresa de pequeno porte;

II – em relação à Receita Federal, a opção pelo Simples Nacional, se assim o

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Capítulo V – Das Disposições Finais

Art. 11º Aplicam-se ao Alvará de Funcionamento Provisório e ao Alvará de

Funcionamento Definitivo, as demais normas concernentes aos alvarás previstas na legislação do município, principalmente as relativas à interdição ou à desin-terdição do estabelecimento, cassação, nulidade e restabelecimento do alvará e a imposição de restrições às atividades dos estabelecimentos com Alvará de Funcionamento Provisório ou Definitivo, no resguardo do interesse público.

Art. 12º Este Decreto entra em vigência na data de sua publicação.

Paço Municipal, em de de 20 .

Prefeito Municipal

Chefe de Gabinete

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Anexo II – Modelo de Termo de Cooperação Técnica

Para a Sala do Empreendedor

Termo de Cooperação Técnica que, entre si, celebram o Município de XXXXXXXXXX e o SERVIÇO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DO ESTADO DO PARANÁ – SEBRAE/PR.

O MUNICÍPIO DE XXXXXXX, pessoa jurídica de direito público interno, ins-crito no CNPJ/MF sob nº 00.000.000/0000-00, com sede no (endereço), em Ci-dade, Estado do Paraná, neste ato representado por seu Prefeito Municipal, Sr.

XXXXXXXXX, brasileiro, estado civil, profissão, portador da carteira de identidade

nº 00000000, expedida pela SSP/PR, e CPF nº 000.000.000-00, residente e domi-ciliado em Cidade/PR, doravante denominado MUNICÍPIO, e o SERVIÇO DE

APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DO ESTADO DO PARANÁ – SE-BRAE/PR, entidade associativa de direito privado, sem fins lucrativos, inscrito no

CNPJ/MF sob nº 75.110.585/0001-00, com sede na Rua Caeté, nº 150, Prado Velho, em Curitiba, Estado do Paraná, neste ato representado pelo Gerente da Regional XXXXXXXXXX, Sr. XXXXXXXXXX, brasileiro, estado civil, profissão, portador da car-teira de identidade nº 00000000, expedida pela SSP/PR, e CPF n.º 000.000.000-00, e por seu Consultor, Sr. XXXXXXXXX, brasileiro, estado civil, profissão, portador da carteira de identidade nº 00000000, expedida pela SSP/PR, e CPF nº 000.000.000-00, ambos residentes e domiciliados em Cidade/PR, doravante denominado

SE-BRAE/PR, resolvem celebrar o presente convênio de cooperação técnica, em

conformidade com o artigo 116, da Lei Federal nº 8.666/93, e mediante as cláusu-las e condições seguintes e:

Cláusula Primeira – Do Objeto

O presente convênio tem por objeto a cooperação técnica entre os par-tícipes, visando desenvolver os serviços disponibilizados no âmbito do es-paço denominado Sala do Empreendedor, situado no seguinte endereço: XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX.

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Cláusula Segunda – das Obrigações

I – São obrigações do Município:

a) Disponibilizar o espaço físico para a instalação da Sala do Empreendedor;

b) Prover a Sala do Empreendedor de recursos humanos, materiais de consu-mo e equipamentos;

c) Manter e desenvolver os serviços disponibilizados na Sala do Empreende-dor;

d) Orientar na organização física e visual do local de atendimento;

e) Fiscalizar os serviços disponibilizados, sejam próprios ou dos parceiros;

f) Detectar a necessidade de capacitação dos atendentes, providenciando a eles treinamento de forma contínua e atualizada;

g) Divulgar e dar publicidade às ações desenvolvidas na Sala do Empreende-dor;

h) Na ausência de um técnico para o atendimento, disponibilizar um dos in-tegrantes do seu corpo técnico previamente treinado.

II – São obrigações do SEBRAE/PR:

a) Capacitar o corpo técnico para desenvolver o atendimento e repassar in-formações e processos de forma contínua e atualizada;

b) Fornecer material informativo para disponibilizar aos Empreendedores In-dividuais, Microempresas e Empresas de Pequeno Porte;

c) Auxiliar no desenvolvimento dos trabalhos para que sejam alcançados com eficiência e padrões técnicos usualmente recomendados e aplicá-veis;

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Cláusula Terceira – Dos Repasses e Custos

O presente Convênio de Cooperação Técnica não envolve transferência de recursos financeiros entre os partícipes, cabendo a cada um arcar com os custos inerentes ao desempenho de suas obrigações.

Cláusula Quarta – Do Vínculo

O pessoal que a qualquer título for utilizado na execução deste convênio, guardará a vinculação de origem, não implicando relação jurídica de qualquer natureza, inclusive trabalhista e social, para com o outro partícipe.

Cláusula Quinta – Do Prazo

O presente convênio entrará em vigor na data de sua assinatura e seu prazo será por tempo indeterminado.

Cláusula Sexta – Da Rescisão

O presente convênio poderá ser rescindido em caso de descumprimento de quaisquer das cláusulas aqui ajustadas, ou ainda por consenso entre os cele-brantes, cabendo à parte interessada manifestar sua vontade, expressamente, comunicando a outra, com antecedência de 30 (trinta) dias.

Parágrafo Único. Ocorrendo o descumprimento de qualquer das Cláusulas e condições ora estipuladas, será o Convênio de Cooperação Técnica dado por rescindido, independentemente de prévia interpelação judicial ou extrajudicial.

Cláusula Sétima – Dos Casos Omissos

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Cláusula Oitava – Do Foro

As partes elegem o Foro de , para dirimir controvérsias oriundas do presente instrumento, renunciando a qualquer outro por mais privi-legiado que seja ou que venha a ser.

E, por estarem justas e acordadas, firmam o presente convênio de cooperação técnica em duas vias de igual teor e forma, na presença de duas testemunhas.

, de de 20 .

Prefeito Municipal

SEBRAE/PR - Gerente Regional TESTEMUNHAS:

1. , CPF:

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SEBRAE-PR

Anexo III– Quadro de Capacitação da Sala do

Empreendedor

Quadro Geral do Registro e Legalização do Empresário e

das Empresas

(As especificações ou orientações aqui apresentadas apenas representam um padrão. As exigências ou procedimentos dependem da legislação, que varia de Estado para Estado e de Município para Município).

AÇÕES DESCRIÇÃO DOCUMENTOS NECESSÁRIOS

1. Tipo jurídico

Empresário: empresa constituída por apenas uma pessoa que se responsabiliza individual-mente pelo negócio. A desvantagem é que o empresário responde legalmente com o patrimônio pessoal pelas obrigações da em-presa. Tem seu registro na Junta Comercial. O MEI é este tipo jurídico.

Sociedade por Responsabilidade Ltda.: em-presa constituída por, no mínimo, duas pes-soas físicas ou jurídicas, que solidariamente se responsabilizam (de acordo com o que for estabelecido em contrato) pelo negócio. Tem o contrato social arquivado na Junta Comercial.

Sociedade Simples: sociedade constituída por, no mínimo, duas pessoas físicas, que exercem profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística e pertencem à mesma categoria de profissionais liberais. Tem o contrato social arquivado no Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas

O documento do empresário é o “REQUERI-MENTO DE EMPRESÁRIO”, será preenchido por meio de programa próprio, que pode ser baixado no site: http://www.dnrc.gov.br (vide mais detalhes no item 5)

O documento da Sociedade por

Responsabilidade Limitada e da Sociedade Simples é o Contrato Social.

No caso de Sociedade por Responsabilidade Limitada, o Contrato poderá obedecer o modelo padrão disponibilizado pela Junta Comercial no seguinte endereço (vide mais detalhes no item 5):

http://www.dnrc.gov.br/Servicos_dnrc/ Orientacoes_e_modelos/modelo_basico_ contrato.htm

2. Consulta Prévia de Localização – Consulta Comercial (prefeitura)

Tem por finalidade a aprovação, por parte da Prefeitura Municipal, do local de funcionamento da empresa. Para tanto, verifica-se a conformidade, em termos legais, das atividades a serem desenvolvidas com a área (bairro, rua, avenida) onde a empresa será instalada, segundo a legislação própria do município.

Anexar cópia da capa do carnê de IPTU do local pretendido (não precisa ser em seu nome).

Informar: Indicação Fiscal

Área do estabelecimento em m² Atividade a ser desenvolvida no local

3. Pesquisa do nome (Junta Comercial ou Cartório, no caso de Sociedade Simples)

Tem por finalidade verificar se existe alguma empresa registrada com o nome pretendido. Não há consulta de nome do

Microempreendedor Individual perante a Junta Comercial do Paraná. A diferenciação se faz pelo número de CPF do titular.

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AÇÕES DESCRIÇÃO DOCUMENTOS NECESSÁRIOS

4. Pesquisa do nome ou da marca (INPI)

Tem por finalidade verificar se o nome ou a marca que serão utilizados são de domínio de outra empresa. Há empreendimentos que se destacam em função do nome ou marca de produtos. Se o empreendedor criou uma marca de destaque ou seu produto é diferencial no mercado, é impor-tante que se registre, pois, a concorrência ou pessoas oportunistas poderão inviabili-zar seu negócio ao registrá-lo.

A consulta ao INPI é preventiva (não há obrigatoriedade) e deverá ser tomada antes de qualquer investimento, sob pena de prejuízos financeiros e até mesmo ações judiciais com pleitos de indenizações milionárias.

Para verificação da marca no INPI, pode-se fazer a consulta pela internet no site www. inpi.gov.br

5. Arquivamento do contrato social ou da Declaração de Empresa Individual (Junta Comercial ou Cartório, no caso de Socie-dade Simples)

Tais órgãos fazem a verificação junto à Receita Federal, com base no CPF dos ante-cedentes dos sócios ou empresário. Visto do advogado: para os atos constitu-tivos da microempresa e da empresa de pequeno porte, bem como da Declaração de Empresário, não há exigência de visto de advogados (LC 123/2006, art. 9º, § 2º).

1. Contrato Social ou Requerimento de Empresário - assinado em 3 vias. (obtidos conforme endereço abaixo).

2. Cópia autenticada do RG e CPF dos sócios.

3. Requerimento Padrão (Capa da Junta) em 1 via.

4. Cópia autenticada do RG do elaborador do contrato, quando Microempresa. 5. Cópia autenticada da OAB, quando necessário.

6. Recibo do pagamento das correspon-dentes taxas.

Ver a Instrução Normativa nº 105, de 16/05/2007 - DOU 1 de 22/05/2007, que dispõe sobre os atos sujeitos à comprova-ção de quitacomprova-ção de tributos e contribuições sociais federais para fins de arquivamento no Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins.

O “REQUERIMENTO DE EMPRESÁRIO” será preenchido por meio de programa próprio, que pode ser baixado no site: http://www. dnrc.gov.br.

O Contrato Social poderá ser elaborado conforme modelo o qual pode ser baixado no seguinte endereço: http://www.dnrc. gov.br/Servicos_dnrc/Orientacoes_e_mod-elos/modelo_basico_contrato.htm, que deverá ser assinado pelos sócios, pelas testemunhas e “vistado”, exceto para micro-empresas e micro-empresas de pequeno porte, por um advogado.

6. Cadastro no CNPJ (Receita Federal) Tem por objetivo incluir a empresa no Ca-dastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).

Referências

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