UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
CENTRO MULTIDISCIPLINAR DE ANGICOS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIAS
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL
FELIPE EDUARDO SÁ DE BRITO
APLICAÇÃO DA NR-18 EM CANTEIRO DE OBRA – ESTUDO DE CASO EM TIBAU/RN
ANGICOS-RN
2018
FELIPE EDUARDO SÁ DE BRITO
APLICAÇÃO DA NR-18 EM CANTEIRO DE OBRA – ESTUDO DE CASO EM TIBAU/RN
Trabalho Final de Graduação apresentado à Universidade Federal Rural do Semi- Árido como requisito para obtenção do título de Bacharel em Engenharia Civil.
Orientadora: Dra. Andreza Kelly Costa Nóbrega - UFERSA.
ANGICOS-RN
2018
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B862a Brito, Felipe Eduardo Sá de .
Aplicação da NR-18 em canteiro de obra - Estudo de caso em Tibau/RN / Felipe Eduardo Sá de
Brito. - 2018.
50 f. : il.
Orientadora: Andreza Kelly Costa Nóbrega.
Monografia (graduação) - Universidade Federal Rural do Semi-árido, Curso de Engenharia Civil, 2018.
1. Layout. 2. Engenharia Civil. 3.
Planejamento. I. Nóbrega, Andreza Kelly Costa, orient. II. Título.
DA
A Deus.
Aos meus pais, Ana Maria e Neilson Ferreira.
A minha irmã, Lívia Sabrina.
AGRADECIMENTOS
Primeiramente agradeço à Deus, por me conduzir, sempre me abençoando com saúde, sabedoria, força de vontade, decisões e me dando sempre o rumo de minhas jornadas.
Agradeço aos meus pais, Ana Maria Sá de Brito e Neilson Ferreira de Brito, aos quais sem eles não estaria aqui, sempre me dando apoio, sabedoria e acima de tudo o exemplo, só a eles agradeço pelo ser humano que sou hoje.
A minha irmã Lívia Sabrina Sá de Brito, por tudo que faz por mim, pela nossa união de sempre e por todo nosso amor.
A toda minha família, em especial aos meus avós maternos Maria da Conceição de Sá e Ivan Luiz de Sá, e avós paternos Ozânita Cândida de Brito (in memorian) e Rafael Ferreira da Silva (in memorian), estes que são minha fortaleza e amor maior, nestes que penso todo dia.
Em especial agradeço ao meu primo Rafael da Silva Brito (in memorian) e minha amiga Berizolan Eugênia de Araújo (in memorian), estes que estiveram em muitos bons momentos de minha vida, estes que sempre me aconselharam a correr atrás de meus objetivos, sempre prestativos e positivos, que além de primo e amiga os consideravam como irmãos e que hoje olham de onde estiver por todos nós.
Aos amigos de infância Francisco Marciel, Ana Paula, Fabio José e João Paulo Santos.
Aos melhores amigos do ensino médio, Geissy Brito, Bruna Alves, Dênis Fernandes,
Saul Costa, Maycon Douglas e Diedja Medeiros. Aos amigos de curso, que tornam a
vida acadêmica mais divertida, e que estão sempre dispostos a ajudar, Milány
Medeiros, Jefferson Romero, Paulo Cândido, Yasmin Dantas, João Paulo
Nascimento, Anderson Fonseca, Vinícius Medeiros, Álvaro Linhares, Lucas Trindade,
Gutierrez Lima, Mateus Araújo e José Bandeira.
A minha orientadora Andreza Kelly Costa Nóbrega, por todas as orientações, a disponibilidade, as críticas construtivas, dúvidas sanadas, paciência e a dedicação dada a este trabalho.
A todos os docentes e demais funcionários da UFERSA – Angicos, em especial aos docentes, Kléber Cabral, Luís Henrique, Wendell Rossine e Janaína Salustio.
Aos empreendedores da construtora que tem o canteiro de obra como objeto deste estudo pela receptividade e gentileza.
A Marcilene Vieira da Nóbrega e Ilana Maria da Silva Barros que compõem a banca examinadora, pela disponibilidade em avaliar este trabalho.
A todos que de alguma forma contribuíram para este trabalho.
“Falta de tempo é desculpa daqueles que perdem o tempo por falta de planejamento. ”
Albert Einstein
RESUMO
O setor de construção civil no Brasil ainda representa papel importante na economia nacional, sendo um dos maiores geradores de emprego. Quando se inicia a execução de uma obra, a primeira atividade a ser desenvolvida é a implantação do canteiro de obra. Os canteiros de obra são muitas vezes questionados em relação a sua organização e sua formatação. O planejamento de canteiro de obras é uma atividade importante e precede o início de uma obra, o processo de planejamento do canteiro tem como principal função o melhor arranjamento do espaço físico disponível. O canteiro pode ser classificado do tipo amplo e seu layout pode ser considerado como sendo fixo. Na concepção do projeto de layout foi levado em conta fatores de integração, distância mínima e obediência ao fluxo de operações. Este estudo tem a finalidade de analisar um canteiro de obras em funcionamento, identificando seus pontos críticos e representando o layout do canteiro atual, bem como representar também o layout ideal de acordo com a NR-18. Foram adotados dois tipos de pesquisa para a concepção deste trabalho: foi realizada tanto a pesquisa bibliográfica quanto o estudo de caso. Ficou evidente a falta de planejamento da empresa quanto ao início da obra, não atendendo as normas vigentes para uma boa execução da mesma. O canteiro está instalado em um terreno muito amplo com muitos espaços disponíveis, o que aumenta a possibilidade de maior desorganização no arranjamento do espaço quando não se tem o devido estudo inicial para implantação do layout.
Palavras-chave: Layout. Engenharia civil. Planejamento.
ABSTRACT
The civil construction sector in Brazil still plays an important role in the national economy, being one of the largest generators of employment. When the execution of a work begins, the first activity to be developed is the implantation of the construction site. Construction sites are often questioned regarding their organization and formatting. Construction site planning is an important activity and precedes the beginning of a work, the main planning function of the site is the best arrangement of available physical space. The bed can be classified as wide and its layout can be considered as being fixed. In the design of the design of the layout was taken into account factors of integration, minimum distance and obedience to the flow of operations. This study has the purpose of analyzing a construction site in operation, identifying its critical points and representing the layout of the current site, as well as representing the ideal layout according to the NR-18. Two types of research were adopted for the conception of this work: both the bibliographic research and the case study were carried out. It was evident the lack of planning of the company regarding the beginning of the work, not meeting the norms in force for a good execution of the same. The bed is installed on a very wide ground with many spaces available, which increases the possibility of greater disorganization in the arrangement of the space when one does not have the due initial study for implantation of the layout.
Keywords: Layout. Civil engineering. Planning.
LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Layouts por Variedade x Volume ... 22
Figura 2: Layout representado com o uso de CAD ... 23
Figura 3: Etapas para desenvolvimento de layout ... 24
Figura 4: Projeto final da obra analisada ... 32
Figura 5: Instalações dentro do canteiro de obra ... 35
Figura 6: Central de armações de aço ... 36
Figura 7: Armazenagem de vergalhões ... 37
Figura 8: Detalhamento do tapume e local de descarte de entulhos ... 37
Figura 9: Primeira parte do canteiro de obras ... 38
Figura 10: Segunda parte do canteiro de obras ... 39
LISTA DE QUADROS
Quadro 1: Princípios aplicados no projeto de layout ... 25
Quadro 2: Softwares gráficos aplicados ao projeto de layout ... 26
LISTA DE TABELAS
Tabela 1: Descrições do canteiro de obras ... 39
Tabela 2: Tempo gasto no deslocamento dentro do canteiro ... 40
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas CAD – Computer Aided Design
CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes EPC – Equipamento de Proteção Coletiva
EPI – Equipamento de Proteção Individual NB – Norma Brasileira
NR – Norma Regulamentadora
OIT – Organização Internacional do Trabalho
PCMAT – Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção
RN – Rio Grande do Norte
SESMT – Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho
UFERSA – Universidade Federal Rural do Semi-Árido
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ... 14
1.1 PROBLEMA ... 14
1.2 JUSTIFICATIVA ... 15
1.3 OBJETIVOS GERAL E ESPECÍFICOS ... 16
1.3.1 Objetivo Geral ... 16
1.3.2 Objetivos específicos ... 16
2 REFERENCIAL TEÓRICO ... 17
2.1 A INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL ... 17
2.2 CANTEIRO DE OBRA ... 18
2.2.1 Definição de canteiro ... 18
2.2.2 Importância do canteiro de obra ... 18
2.2.3 Tipos de canteiro de obra ... 19
2.2.4 Planejamento de canteiro de obra ... 19
2.3 NOÇÕES SOBRE LAYOUT ... 20
2.3.1 Conceito ... 20
2.3.2 Tipos de layout ... 20
2.3.3 Representação de Layout ... 22
2.4 ASPECTOS GERAIS SOBRE LAYOUT ... 24
2.4.1 Etapas de desenvolvimento do layout ... 24
2.4.2 Critérios para concepção do layout ... 25
2.4.3 Concepção de layout a partir de ferramentas computacionais ... 26
2.5 NORMAS REGULAMENTADORAS ... 27
2.5.1 Importância para construção civil ... 27
2.5.2 NR 18 – principais pontos ... 27
2.5.3 Problemas quanto ao não cumprimento de normas ... 29
3 METODOLOGIA DE PESQUISA ... 31
3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA ... 31
3.2 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO ... 32
3.3 INSTRUMENTAÇÃO, COLETA E TRATAMENTO DOS DADOS ... 32
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO ... 34
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 42
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 44
APÊNDICES A E B ... 48
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1 INTRODUÇÃO
Segundo Dutra (2017), os últimos quatro anos foram difíceis para o setor, registrando inúmeras quedas na quantidade de empregados na construção civil, sendo este o setor mais afetado na crise instalada recentemente no país, sendo um setor que representa papel importante na economia brasileira.
Mesmo diante da crise, o Brasil ainda tem muitas obras em movimento, o setor de construção civil parece começar a reagir. No estado do Rio Grande do Norte tem muitas obras concentradas em seu vasto litoral, sejam residências, condomínios ou até obras que fomentem o turismo.
Quando se trata em construção civil, a mão de obra é muitas vezes questionada pela falta de qualificação, sendo até culpada pela baixa produtividade de uma obra, onde são os operários comumente rotulados de incapazes. Contudo, estes mesmos operários taxados de incapazes, em maior parte das obras não são instruídos corretamente sobre suas funções e nem tampouco sobre os instrumentos de trabalho.
Desse modo, não se deve culpar os colaboradores de uma obra se a mesma não dispõe de um bom planejamento, sendo este planejamento negligenciado, tendo decisões tomadas após a decorrência de problemas (SAURIN, 2006, apud HANDA, 1988).
Quando se inicia a execução de uma obra, a primeira atividade a ser desenvolvida é a implantação do canteiro de obra, sendo necessário para dar apoio ao desempenho da obra, por isso é importante que se tenha um planejamento prévio onde já se tenha feito a determinação dos locais de armazenamento de materiais e equipamentos que serão utilizados no decorrer da execução da obra, como também o acesso e a locomoção durante a etapas construtivas. Sendo todas estas coisas baseadas nas dimensões do terreno e no projeto executivo, considerando também os recursos disponibilizados para elaboração do projeto (ARAÚJO, 2015).
1.1 PROBLEMA
Umas das principais atividades para iniciar uma obra é a formatação de um
canteiro para a mesma, onde contemple toda a movimentação da obra e seja de fácil
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acesso os locais de armazenagem de materiais e equipamentos para que a obra flua de maneira permanente, não gerando atrasos por erros de layout do canteiro de obras.
Dentre as obras, os canteiros são as partes mais observadas de uma edificação em fase de construção, seja pela sua harmonia, organização e preocupação com seus arredores, mostrando assim um planejamento e preocupação ou não por parte de seus gestores. Os canteiros de obra são muitas vezes questionados em relação a sua organização e sua formatação, gerando maior ou menor produtividade a depender de como o espaço está distribuído e constituído.
Diante deste contexto, aparece a seguinte reflexão: será que os gestores das construtoras estão preocupados em manter um canteiro de obras bem dinamizado, em consonância com seus arredores, gerando bem-estar e melhorando a produtividade de seus colaboradores e acima de tudo o cumprimento das Normas Regulamentadoras vigentes que regem a construção civil?
1.2 JUSTIFICATIVA
Os canteiros de obras são partes fundamentais no início da concepção de uma edificação, devendo ser bem planejado e organizado, com o propósito de evitar atrasos e perdas de materiais e equipamentos durante a execução da obra a ser desenvolvida. Por isso a NR 18 deve ser seguida a fim de se obter uma obra mais organizada, seguindo os parâmetros que a norma estabelece para um bom andamento da obra.
A NR 18 estabelece diretrizes tanto administrativa como de planejamento e organização, tendo como principal objetivo a prática de medidas de controle e de sistemas preventivos de segurança nos processos, como também nas condições das instalações e no meio ambiente de trabalho em que está inserida a obra (NR 18, 2015).
Este estudo visa analisar o quanto de planejamento as empresas de construção civil estão desenvolvendo, com foco no canteiro de obra, visando seu funcionamento e a alocação de espaços para um melhor andamento da obra, a fim de identificar espaços de armazenagem longínquos do local de concepção do produto como também na perda de tempo por movimentações demoradas.
A análise realizada neste trabalho identifica os elementos norteadores do
estudo, como também a concepção de um layout ideal, fazendo o uso de dados locais,
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contribuindo para uma melhor mobilidade dentro do canteiro de obra, fazendo uso da NR 18, utilizando os preceitos apresentados nesta norma regulamentadora, implementando espaços ideais, buscando uma melhor viabilidade e arranjamento dos espaços utilizados no canteiro de obra.
1.3 OBJETIVOS GERAL E ESPECÍFICOS
1.3.1 Objetivo Geral
Verificar o processo de funcionamento de um canteiro de obra baseado na NR- 18.
1.3.2 Objetivos específicos
Analisar o canteiro de obras implementado de acordo com a NR 18.
Verificar os pontos críticos de acordo com a instalação e adequação do canteiro.
Desenvolver um layout adequado com base na NR 18.
Sugerir as recomendações para os problemas encontrados.
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2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 A INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL
No Brasil, a indústria da construção civil representa um dos setores da economia nacional que mais emprega mão de obra, sendo também um dos maiores poderes econômicos, onde se nota a alta geração de oportunidades de emprego.
Contudo, este segmento é caracterizado pela precariedade, quando se tratado da qualificação de mão de obra, sendo também um segmento onde não se aplica a continuidade do processo industrial, visto que na execução de cada obra há a mobilização e desmobilização, em seu início e fim, respectivamente (TAKAHASHI, 2012).
A indústria da construção civil tem tido uma certa modernização nos últimos anos, revendo alguns conceitos e técnicas utilizados a séculos. Esta modernização é tida pelo aprimoramento de estudos, como também a forma que estes estudos são utilizados na construção civil, resultando assim numa grande evolução quanto ao desenvolvimento do setor e da busca pela inovação das técnicas construtivas (SOUZA, 2005).
Para Mattos (2010) a construção civil é tida como sendo uma atividade onde são envolvidas inúmeras variáveis e é desenvolvida em um ambiente totalmente enérgico e alterável. Ficar à frente da gerência de uma obra é uma tarefa desafiadora, apesar disso, tem se visto cada vez o improviso pelos mais diversos canteiros mundialmente.
O setor de construção civil tem enfrentado dificuldades nos últimos quatro anos
no Brasil, obtendo quedas consecutivas perante o mercado. A crise que o país
enfrenta fez as construtoras diminuírem investimentos no setor. Mas o setor vem
mostrando melhoras e otimismo quanto a retomada do crescimento, soluções
tecnológicas podem se destacar nesta retomada junto aos sistemas de gestão mais
eficientes e inovação. O gerenciamento dos projetos deve ser realizado da melhor
forma possível, eliminando falhas e insucesso destes, garantindo eficiência de suas
etapas, obtendo assim maior produtividade, controle e ainda tendo a redução de
custos (PORTAL ERP, 2018).
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2.2 CANTEIRO DE OBRA
2.2.1 Definição de canteiro Segundo Salgado (2009):
O canteiro de obras, por mais simples que seja, é o local onde são executados todos os trabalhos intermediários e preparativos da obra, além de ser destinado aos depósitos de materiais e, muitas das vezes, a construção das instalações operacionais (escritórios, almoxarifados etc.) e de convivência (refeitório, área de lazer etc.).
De acordo com a NB-1367 (1991), canteiro de obras é definido como sendo áreas destinadas tanto a execução como ao apoio dos trabalhos realizados em obras de construção civil. Estas áreas podem ser divididas em áreas operacionais, onde são desenvolvidas atividades que estão ligadas diretamente a produção da obra, e em áreas de vivência, sendo estas com destinação as necessidades básicas, onde esta área deve ser separada das áreas operacionais.
Para Lima (2017), canteiro de obras é a área destinada à execução da obra, aos serviços de apoio e também a implantação de instalações provisórias, as quais são indispensáveis para a realização e bom andamento da construção. É também onde se armazenam materiais que serão utilizados no decorrer da obra e o local onde realizam os serviços auxiliares da obra, promovendo a melhoria do trabalho do setor da construção, dando garantia aos colaboradores de um ambiente seguro e produtivo.
2.2.2 Importância do canteiro de obra
O canteiro de obras é a fase inicial para a concepção de uma obra, onde desta
fase poderá se determinar o sucesso da obra, e a qual não dependerá do porte da
obra, pois, toda obra deve-se ter obrigatoriamente um canteiro. Tendo a obra uma boa
logística, estando esta paralela a profissionais capacitados e compromissados, sendo
estes pré-requisitos para a realização de um projeto sem falhas, gerará uma obra
eficiente e com resultados dignos de um canteiro organizado e planejado (BERTOLDI,
2017).
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E ainda de acordo com Bertoldi (2017), para que a obra tenha um bom andamento é essencial um bom planejamento do canteiro, com isso diminuirá as chances, de haver desperdício de materiais e de mão de obra, como também falhas na execução durante o andamento da obra. Os recursos devem ser bem analisados e bem administrados durante todas as fases da obra, por isso, os materiais e equipamentos devem ser bem alocados e armazenados no decorrer que a obra vai finalizando uma etapa e iniciando outra.
2.2.3 Tipos de canteiro de obra
Segundo Alves (2012, apud Illingworth, 1993), os canteiros de obras apresentam peculiaridades diferenciadas de acordo com o tipo de obra a ser executada. O canteiro de obra pode ser classificado em três tipos:
Restritos: A construção ocupa o terreno completo ou uma grande porcentagem dele. Seus acessos não proporcionam uma boa locomoção.Este tipo de canteiro é muito comum em áreas centrais das cidades, em ampliações ou reformas, cujos terrenos e áreas adjacentes a obra oferecem poucas condições para a disposição de materiais;
Amplos: A obra ocupa apenas uma parcela pequena do terreno disponível.
Neste caso, as possibilidades para uma boa elaboração do canteiro são bem maiores do que do tipo restrito. Este tipo de canteiro é verificado geralmente em obras de médio e grande porte, em áreas mais afastadas da zona urbana, como, por exemplo, usinas, indústrias, barragens, etc.;
Longos e Estreitos: São restritos em apenas uma das dimensões com acessos possíveis em poucos pontos do canteiro. São exemplos deste tipo de canteiro as obras de ferrovias e rodovias, obras de saneamento, etc.
Para Ayres (2014), os fatores fundamentais para se ter um canteiro bem dinamizado e projetado, com foco na economia de movimentos, devem ser considerados fluxos que gerem diminuição nos transportes de máquinas, materiais e operários dentro do canteiro, obtendo um fluxo que objetive a menor locomoção entre a produção e o local com destinação final.
2.2.4 Planejamento de canteiro de obra
O planejamento de canteiro de obras é uma atividade importante e precede o
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início de uma obra, o processo de planejamento do canteiro tem como principal função o melhor arranjamento do espaço físico disponível possibilitando que dentro do canteiro os operários e os equipamentos tenham segurança e mobilidade. Este planejamento deve ser coordenado pelo gerente da obra, participando também deste planejamento o mestre de obras e os principais subempreiteiros (MATTOS, 2015).
O planejamento de um canteiro de obra é de extrema importância para reduzir o desperdício de materiais e equipamentos, este planejamento ainda pode ser definido como sendo o planejamento e projeção do layout, da logística das instalações que serão utilizadas provisoriamente, e ainda as instalações de segurança, toda a movimentação de colaboradores e equipamentos e acima de tudo o armazenamento de materiais. Enfatizando o planejamento do layout, é neste que está envolvida o conceito do arranjo físico de todos os funcionários, materiais, equipamentos e áreas de desenvolvimento das funções e a estocagem de materiais (FRANKENFELD, 1990).
2.3 NOÇÕES SOBRE LAYOUT
2.3.1 Conceito
Layout pode ser definido como sendo a disposição lógica dos mais variados serviços dentro de uma empresa, como a disposição física de colaboradores, materiais, equipamentos, áreas de trabalho e estocagem (FRANKEFELD, 1990).
O conceito de Layout é bem definido pelo OIT (Organização Internacional do Trabalho), de Genebra, onde define como sendo a posição relativa nos demais departamentos dentro de uma fábrica ou área de trabalho, o posicionamento de máquinas, selecionando os pontos de armazenamento e o trabalho manual feito em cada departamento, os suprimentos necessários para a concepção do produto e o acesso a todas as áreas, tendo sempre a relação com o fluxo de trabalho (PORTAL EDUCAÇÃO, 2018).
2.3.2 Tipos de layout
Dependendo dos mais diversos modos de produção pode-se definir qual o tipo
de Layout mais se adequa a conjuntura dos fatores determinantes para a criação do
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mesmo, podendo ser classificado em vários tipos. A seguir Muther (1978) define os três tipos mais usuais de Layout:
Layout por produto ou linear: este tipo é normalmente utilizado quando tem de ser concebido um único produto ou produtos semelhantes, onde são produzidos em grande quantidade, tendo processos simples durante o seu feito, máquinas são dispostas ao longo da sequência de produção. Podem ser exemplos deste tipo as linhas de montagem de automóvel.
Layout por processo ou funcional: neste tipo é empregado quando se tem uma grande variedade nos serviços e também uma sequência de operações bem alteradas, tendo ainda o uso de equipamentos de difícil locomoção, onde são exigidos fornecimentos e construções exclusivas. Fabricação de roupas é um bom exemplo deste tipo.
Layout posicional ou fixo: este modelo emprega-se quando a construção do produto permanece estática e os insumos e mão de obra vem até o mesmo, neste tipo há uma movimentação maior dos operários dentro do espaço organizacional. A construção civil é um exemplo deste modelo.
Outro tipo utilizado é o layout celular, onde é composto por células produtivas, tendo sua montagem interligada por um sistema de “puxar”. Dentro das células produtivas, as operações e os processos são unidos de acordo com a necessidade para se fazer determinado grupo de produtos. As máquinas são comumente de ciclo único e automático, podendo serem desligadas a cada ciclo finalizado (BORBA, 1998).
Diante os tipos de layout, Neumann et al. (2015) reconhecem os tipos básicos,
linha, celular, funcional e fixo, onde estes podem ser apresentados em um gráfico que
relaciona os diferentes níveis de volume com variedade de produtos e de serviços,
como mostrado na Figura 1.
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Figura 1: Layouts por Variedade x Volume
Fonte: Neumann & Scalice, 2015.
No caso da construção civil, a concepção de uma edificação pode ser logo determinada como um layout fixo, mas, deve ser observado que dentro de um canteiro pode aparecer várias características de outros tipos de layout, facilmente observados nas centrais de ferragem e formas de madeira, como na produção de argamassa e concreto dentro da obra (SAURIN, 1997).
2.3.3 Representação de Layout
A representação do Layout mostra o quanto complicado ou difícil será o arranjamento dentro do espaço de trabalho dos operários e de todos os departamentos necessários para uma boa concepção do produto. São três formas de representar o Layout visualmente: desenhos, templates e modelos tridimensionais (TOMMELEIN, 1992).
Os critérios para determinar qual o melhor método para a representação do layout são o valor e a complexidade do empreendimento em questão. Devido ao baixo valor agregado e por servirem também de registros das mais variáveis configurações existentes, os desenhos são mais utilizados com frequência para efeito de representação (RAD, 1983).
Para Rad (1983), com os templates já prontos é possível transportá-los de um
lugar para outro sobre o desenho base, estes templates são modelos de duas
dimensões coloridos e impressos que servem para representar equipamentos,
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instalações e outras coisas que constituem o espaço a ser representado. Quando se tem a melhor locação destes templates faz-se o registro fotográfico ou redesenha todo o espaço modificado.
A forma de representação que é melhor visualizada e mais compreendida são os modelos tridimensionais, embora sejam mais complexos, são extremamente funcionais quando servidos para instruir operadores sobre o correto uso e acesso aos equipamentos. Apesar de ser a representação mais vantajosa é também a mais cara e de difícil armazenagem, este tipo de representação é mais justificável em grandes empreendimentos (RAD, 1993).
Hoje em dia os métodos de representação de layout apresentados anteriormente estão sendo cada vez menos utilizados, pois as ferramentas computacionais desenvolvem um papel cada vez mais importante. É notório a grande acessibilidade aos computadores atualmente e o desenvolvimento de hardwares mais avançados, fazendo com que a representação gráfica seja a mais utilizada nos dias atuais, como mostra a Figura 2. Modelos computacionais feitos com o uso de CAD (Computer Aided Design) estão sendo cada vez mais usados para representação de layouts (OLIVEIRA, 2011).
Figura 2: Layout representado com o uso de CAD
Fonte: BVEXPERT, 2015.
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2.4 ASPECTOS GERAIS SOBRE LAYOUT
2.4.1 Etapas de desenvolvimento do layout
Uma das principais etapas da criação de um layout está na definição dos espaços a serem configurados dentro da área de confecção do produto, esta etapa tem grande importância porque podem aparecer consequências em longo prazo das decisões adotadas na formatação do layout e o custo que formatações precisarão para serem reorganizadas. Para que haja uma melhor configuração e uma maior eficiência do layout, são propostos inicialmente os mais variados modelos que atendam às necessidades das empresas (NUNNES et al., 2015).
Segundo Muther (1978), as concepções mostradas acima detalham bem as etapas para um bom resultado na formatação de um layout, onde a primeira etapa está associada ao espaço a ser utilizado, já na segunda etapa o projetista tem que já ter em conhecimento todas as informações básicas, para que efetue a análise de fluxo de materiais, estabelecendo também as inter-relações de atividades combinadas. Na terceira etapa as áreas que já foram decididas na etapa anterior seguindo os mesmos procedimentos, a fim de observar alguma mudança significativa, tornando o layout mais eficiente, e por fim, após a configuração detalhada de cada área, o projeto parte para a implantação, como indicado na Figura 3.
Figura 3: Etapas para desenvolvimento de layout
Fonte: Muther, 1978.
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2.4.2 Critérios para concepção do layout
Para a criação de um espaço bem dinamizado e com uma distribuição que torne o espaço de trabalho mais eficaz e produtivo, onde as atividades a serem executadas se façam da melhor forma possível alguns fatores devem ser observados. Sendo estes fatores os custos, a flexibilidade, a segurança, as condições de trabalho, as condições de controle e qualidade e também um processo produtivo com características qualitativas (FIGUEIREDO, 2016 apud CAMAROTTO, 1998).
Alguns princípios são listados por Olivério (1985) que devem ser seguidos no projeto do layout, onde estes devem ser aplicados em todas as etapas do processo de concepção do layout, estes princípios estão expostos no Quadro 1.
Quadro 1: Princípios aplicados no projeto de layout
INTEGRAÇÃO
Todas as partes da planta contribuam para a consecução da planta produtiva
MÍNIMA DISTÂNCIA
Diminuir as movimentações desnecessárias para a concepção do produto final
OBEDIÊNCIA AO FLUXO DE OPERAÇÕES
Reduzir distancias, eliminando também cruzamentos, retornos e interrupções.
USO DAS TRÊS DIMENSÕES
Fazer uso do espaço tridimensional, fazendo armazenagem verticalizada, uso de subsolos, entre outros.
SATISFAÇÃO E SEGURANÇA Reduzir potenciais riscos à saúde dos colaboradores
FLEXIBILIDADE
Fazer frente às necessidades de alterações no sistema produtivo e layout
Fonte: Autoria Própria, 2018.
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2.4.3 Concepção de layout a partir de ferramentas computacionais
Quanto ao uso de ferramentas computacionais gráficas, Oliveira (2011) relata que a representação gráfica facilita consideravelmente a visão dos projetistas e de todos os envolvidos nos projetos de layout. Para Muther (1976), é mais fácil fazer o movimento de modelos em uma folha de papel, que movimentar máquinas e alterar paredes diretamente, a fim de se obter um melhor arranjamento do espaço analisado, possibilitando a análise de vários cenários configurados.
Inúmeros são os benefícios tidos quando é feito o uso de ferramentas computacionais gráficas, como a fácil e rápida manipulação do layout, maior precisão, modelos tridimensionais obtidos em menor espaço de tempo e uma grande facilidade no armazenamento dos projetos. Mas há algumas desvantagens no uso destas ferramentas como o treinamento correto dos projetistas, a necessidade de investir em tecnologia e algumas eventuais incompatibilidades de diferentes softwares (Oliveira, 2011).
Os softwares apresentados no Quadro 2 atuam como ferramentas computacionais gráficas que podem ser utilizadas para a concepção de um projeto de layout. Estes softwares são capazes de compreenderem a maioria das diferentes categorias de ferramentas gráficas aplicadas ao projeto de layout (Oliveira, 2011).
Quadro 2: Softwares gráficos aplicados ao projeto de layout
Fonte: Oliveira 2011.
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2.5 NORMAS REGULAMENTADORAS
2.5.1 Importância para construção civil
A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) surgiu com a função de definir determinados padrões como também de universalizar parâmetros avaliativos.
A importância da ABNT para a construção civil se dá na forma de como proceder em determinados pontos, para que nada seja feito de qualquer forma, fazendo com que haja uma melhor qualidade do produto, com padrões qualitativos definidos de forma objetiva, contribuindo para a garantia da segurança e a qualidade das edificações.
Nada pode ser feito de qualquer maneira, pois, a ABNT dispõe de normas a serem seguidas (CASTILHO, 2017).
As normas têm a principal função de determinar critérios de qualidade que vão desde a fabricação dos materiais até a fase de recebimento, passando também pelos processos de controle. Materiais que são desenvolvidos com base nas normas que regulamentam a construção civil estão assegurados da garantia de um produto melhor acabado e bem concebido, sendo estes mais seguros e resistentes. Fazendo o uso de materiais em conformidade com as normas vigentes, estará sendo obtido tanto um processo construtivo regulamentado, como também a obtenção de um empreendimento mais valorizado, pois, a certeza de se estar usando materiais certificados aumentam substancialmente a qualidade da obra, adquirindo assim uma maior satisfação por parte dos clientes (THOMÉ, 2016).
2.5.2 NR 18 – principais pontos
Segundo a norma NR 18 (2015), os canteiros de obras residenciais devem conter instalações sanitárias, vestiário e local para refeições. Porém, a importância do canteiro de obras vai além disso. Um bom canteiro de obra deve considerar: layout e logística, barracão da obra, estoque de materiais, limpeza e organização. Nessa fase é recomendado que você já tenha cercado o seu terreno com muro ou tapume, e colocado o número da casa de forma visível.
A NR 18 (2015) institui o PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente de
Trabalho na Indústria da Construção), onde é definida exigências da prevenção na
forma de projetos que devem ser elaborados antes de iniciar uma obra, garantindo a
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integridade física e a saúde do operário da construção civil, entre outros que venham a ter a necessidade de adentrar na obra. Este programa se faz necessário em obras que tenham ou ultrapassem o número de 20 funcionários, o mesmo deve permanecer sempre na obra até sua execução final, devendo ainda ser elaborado e executado por um profissional legalmente habilitado na área de segurança do trabalho.
De acordo com a NR 18 (2015), os documentos que integram o PCMAT são os seguintes: memorial sobre condições e meio ambiente de trabalho nas atividades e operações, projeto de execução das proteções coletivas, especificação técnicas de EPC’s e EPI’s, cronograma de implantação das medidas preventivas, layout inicial do canteiro de obras, contendo ainda a previsão de ampliação das áreas de vivência e um programa educativo onde verse a prevenção de acidentes e doenças do trabalho.
Uma parte importante da NR 18 (2015) dar diretrizes sobre as áreas de vivência onde estão dispostas as condições mínimas para tornar o canteiro de obras um ambiente habitável a todos que o ocupam. Algumas instalações são requeridas, tais como: instalações sanitárias, vestiários, alojamentos, local de refeições, cozinha, lavanderia, área de lazer e ambulatório. Estas instalações devem estar sempre conservadas e limpas.
No que se refere a armações de aço, a norma traz medidas de segurança no transporte, armazenamento e no manuseio de vergalhões, na intenção de coibir acidentes envolvendo os colaboradores dentro da obra. Outro quesito que a NR 18 (2015) se refere é sobre as escadas, rampas e passarelas, onde as mesmas devem apresentar requisitos mínimos quanto ao seu dimensionamento, construção e uso, além de algumas orientações aos operários para se ter uma utilização segura, uma vez que são utilizados para acesso a diversos locais dentro da obra.
Quanto a máquinas e equipamentos e ferramentas diversas a norma traz inúmeras exigências, dentre elas está a necessidade de se ter operadores qualificados e identificados por meio de crachás, dando grande atenção aos dispositivos de acionamento e parada destas máquinas, fazendo sempre manutenções periódicas (NR 18, 2015).
A armazenagem e estocagem de materiais é uma recomendação
representativa com uma grande contribuição na diminuição do número de acidentes
quanto os cuidados na armazenagem de materiais, onde deve ser sempre permitida
a saída de materiais satisfazendo a ordem planejada para utilização. Outro ponto
importante a destacar se refere a sinalização de segurança sendo de enorme
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importância na coibição e prevenção de atos não seguros, tendo a necessidade de objetos de identificação, comunicação e alerta dentro da obra (NR 18, 2015)
A NR 18 (2015) ainda recomenda o treinamento dos colaboradores da obra trazendo a obrigatoriedade de treinamento tanto admissional quanto periódico, incluindo matérias de segurança e saúde do trabalho, com a devida distribuição dos procedimentos cabíveis. Demonstrando ainda a importância da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho), sendo os responsáveis por ministrar e acompanhar os treinamentos. A norma ainda traz orientações quanto a ordem e limpeza, sendo itens básicos, para que sejam atingidos níveis adequados de segurança e higiene do trabalho. Quanto aos tapumes e galerias, a norma dita a grande importância para o correto isolamento do canteiro de obras com os arredores.
2.5.3 Problemas quanto ao não cumprimento de normas
A falta de planejamento no canteiro pode ser observada diretamente no custo da obra, principalmente quando observado o tempo gasto em movimentações dentro do canteiro e também do desperdício de materiais devido à má locação de espaços físicos para armazenagem destes materiais. O canteiro tem funcionamento diário e por isso, pode vir a causar incômodos em seus arredores, devido aos ruídos, geração e acúmulo de resíduos e movimentações de terra. Diante disso deve-se levar estes fatores em consideração quando for feito a análise e concepção do projeto de implantação do canteiro. E a ausência de estudos e critérios teóricos podem vir a ter consequências futuras onde irão interferir diretamente no processo construtivo do empreendimento (AYRES, 2014).
Para Saurin et al. (2010), um dos problemas mais comuns detectados em um canteiro de obra é o improviso, não havendo uma certa integração do planejamento de canteiro com os outros setores da empresa. É por exemplo, chegar determinado material no canteiro e não se ter um local certo para descarregar, colocando este material em qualquer lugar, colocando em algumas vezes em risco os colaboradores.
O planejamento do canteiro de obras deve ser feito juntamente pelo engenheiro
responsável pela obra juntamente com uma equipe para elaboração dos projetos,
estando previsto este planejamento no gerenciamento de projeto. Devem ser
discutidas todas as fases da obra como também todas as intervenções que serão
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feitas no canteiro, equipamentos e número de funcionários lotados em cada etapa da obra, observando também o armazenamento de materiais (AYRES, 2014).
Ainda de acordo com Ayres (2014), diante do exposto, o desperdício de
materiais continua sendo um fator relevante na construção civil, o retrabalho também
é algo de grande importância e acontece quando não há um controle na qualidade
dos serviços, se não há no canteiro uma preocupação quanto à armazenagem de
materiais, isto acarreta perdas irreparáveis, podendo vir até a atrasar a obra, seja por
falta de materiais ou estouro de orçamento.
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3 METODOLOGIA DE PESQUISA 3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA
No estudo foram adotados dois tipos de pesquisa: pesquisa bibliográfica e estudo de caso. Referente ao tipo de pesquisa quanto à sua abordagem, é do tipo qualitativa, pois foi feita uma análise subjetiva, não havendo necessidade de nenhuma análise numérica ou estatística. Quanto à natureza, é definida como sendo uma pesquisa aplicada, objetivando gerar conhecimento para aplicação prática. O objetivo da pesquisa é classificado como exploratório, pois proporciona maior familiaridade com o problema visando torná-lo explicito.
De acordo com Fonseca (2002), o estudo de caso pode ser caracterizado como sendo um estudo de um programa, uma instituição ou até de um sistema, onde visa conhecer em profundidade o como e o porquê de determinadas situações. O estudo de caso pode ser decorrido de uma interpretação por parte do investigador, com uma perspectiva pragmática, apresentando simplesmente uma perspectiva global. Já as pesquisas bibliográficas são feitas a partir de referências teóricas já analisadas e publicadas.
Na pesquisa qualitativa não há uma preocupação com a representação numérica, havendo assim o aprofundamento da compreensão de um grupo social ou organização (GOLDENBERG, 1997). A pesquisa aplicada concentra-se ao redor dos problemas presentes nas atividades das instituições e organizações, se empenha na elaboração de diagnósticos, identificação dos problemas e a busca por soluções (THIOLLENT, 2009).
As pesquisas exploratórias proporcionam uma maior familiaridade com o
problema observado, tendo em vista a torna-lo mais detalhado ou vindo a constituir
hipóteses. Estas pesquisas tem um objetivo principal de aprimorar ideias ou descobrir
novas intuições ligadas ao objeto de estudo. O planejamento deste tipo de pesquisa
é considerado bastante flexível, possibilitando a consideração dos variados aspectos
ligado ao estudo (SELLTIZ et al., 1967).
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3.2 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO
O canteiro de obras apresentado no estudo, com área de terreno de aproximadamente 11.000 m², está situado no município de Tibau, no estado do Rio Grande do Norte e pertence a uma empresa privada, onde está sendo construído um condomínio contendo em seu projeto final 32 casas de praia de alto padrão à beira- mar. Atualmente a obra conta com 26 funcionários, estando a mesma dividida em sete equipes. Tem um vasto e espaçoso canteiro de obras atualmente, pois o empreendimento ainda está em fase inicial.
Figura 4: Projeto final da obra analisada
Fonte: Mossoró Imóveis, 2018.
3.3 INSTRUMENTAÇÃO, COLETA E TRATAMENTO DOS DADOS
O presente estudo foi realizado em um canteiro de obras, explorando seus pontos críticos a fim de obter melhorias em seu layout, para um melhor arranjamento em sua estrutura funcional. Inicialmente a instrumentação foi feita a partir da análise visual de todos os setores da obra e dos projetos que a obra dispõe, fazendo posteriormente um levantamento inicial de dados do canteiro de obras.
Foi feita a análise detalhada de todos os espaços do canteiro de obras a fim de
arranjar posteriormente as devidas correções para uma melhor divisão e alocação de
espaços, sejam de convivência, movimentação ou armazenagem de materiais. A
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coleta de dados conforme o que diz Gil (2010), foi realizada pelo método de observação assistemática, onde o pesquisador tem o conhecimento de todas as características mais relevantes do ambiente de estudo a fim de se obter sucesso em seus objetivos esperados.
Com todas as observações feitas em campo, fez-se a comparação entre o canteiro estudado e o que recomenda a NR 18 para um canteiro bem definido e organizado. Analisando seus pontos críticos, a fim de apresentar as devidas modificações para que o canteiro se adeque aos dispostos na referida norma. A criação de um projeto do layout atual e do layout ideal se fez necessária para melhor visualizar os problemas encontrados com suas devidas correções. Ainda foi feita uma tabela com tempo gasto no deslocamento dos colaboradores entre vários setores do canteiro, para embasar melhor o quanto se perde de tempo com relação aos deslocamentos para realização dos processos construtivos, os dados desta tabela foram colhidos a partir de uma observação aleatório dos colaboradores, onde em cada trajeto foram colhidos dados de no mínimo dois colaboradores, fazendo posteriormente uma média aritmética dos tempos colhidos em cada trajeto.
Para o tratamento dos dados foram utilizados softwares que são bem
conhecidos e utilizados hoje em dia para as respectivas funções, onde utilizou-se o
Microsoft Excel e Microsoft Word para uma melhor organização das observações
realizadas e para a confecção do layout foi utilizado o Autodesk AutoCAD 2018, sendo
uma ferramenta bem usada para este fim e bastante interativa.
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4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Diante das observações feitas no canteiro de obras analisado, o presente estudo ajustou o canteiro de uma forma mais eficiente, aumentando a sua produtividade e gerando menos perdas, seja de materiais ou de tempo de deslocamento entre os vários setores do empreendimento, obtendo assim um layout que demonstrasse a forma mais proveitosa do espaço disponível na obra analisada, estando todo o presente trabalho em conformidade com o que rege a NR 18 2015.
Primeiramente, o canteiro pode ser classificado do tipo amplo, pois, atualmente a obra utiliza uma pequena parcela do terreno disponível, possibilitando assim uma boa elaboração de projeto de layout. O tipo de layout pode ser considerado como sendo fixo, visto que o produto permanece parado e os insumos e mão de obra vão até o local de execução, porém outros tipos de layout podem ser observados dentro do canteiro, seja da central de armações ou na confecção de formas de madeira.
O primeiro ponto analisado e de grande importância foi a não existência do PCMAT, item de grande relevância na NR 18, pois, a existência do mesmo faz-se necessário porque o empreendimento tem em seu quadro de funcionários um total de 26 colaboradores, excedendo assim o mínimo necessário para elaboração e cumprimento do PCMAT que é de vinte funcionários ativos dentro da empresa, sendo a implementação de responsabilidade do empregador e a elaboração e execução de responsabilidade de um profissional legalmente habilitado na área de segurança do trabalho.
Quanto as áreas de vivência, o canteiro de obra dispõe de algumas especificadas na NR 18, contudo, há a inexistência de outras. As instalações sanitárias estão em bom estado de conservação, são de fácil e seguro acesso e não estão distante mais que 150 metros dos postos de trabalho dos colaboradores, estão também constituídas de lavatório, vaso sanitário e chuveiro, apesar de ter apenas uma unidade de cada para todos da obra, deveria haver para um melhor conforto, mais uma unidade de cada item citado anteriormente, pois a NR-18 recomenda uma unidade de cada item – lavatório, vaso sanitário e chuveiro - para um grupo de 20 funcionários.
A Figura 5 mostra algumas instalações dentro do canteiro de obras, sendo o
almoxarifado, instalações sanitárias, deposito de cimento e de materiais hidráulicos e
o escritório. Ainda referente às áreas de vivência do canteiro de obras não há
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vestiários, locais de refeições, cozinha, lavanderia, área de lazer e ambulatório. Os colaboradores que passam o dia dentro do canteiro, visto que alguns vão para suas residências no intervalo do almoço, não tem a suas disposições cozinha, tampouco local de refeições, mas há dentro da obra um pequeno fogão para aquecer suas refeições.
Figura 5: Instalações dentro do canteiro de obra
Fonte: Autoria Própria, 2018.
A falta de alojamento faz com que os operários se espalhem por qualquer lugar da obra a fim de descansar após o almoço. Não há também água potável a disposição dos funcionários por meio de bebedouros, tendo que cada um trazer de casa sua própria água. No que tange a existência de um ambulatório, o mesmo não se faz obrigatório, pois a obra não comtempla mais de 50 trabalhadores em seu quadro, segundo a NR-18.
No que diz respeito às armações de aço dentro do canteiro, a dobragem e corte
de vergalhões são feitos sobre bancada apropriada e estável, estando também
afastada da circulação de funcionários. Contudo, a área de trabalho está situada
embaixo de uma árvore, não havendo qualquer proteção contra intempéries, como
mostrado na Figura 6.
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Figura 6: Central de armações de aço
Fonte: Autoria Própria, 2018.
No canteiro há a presença de algumas rampas para a circulação de trabalhadores, visto a existência de desníveis dentro da obra, essas rampas são feitas de tábuas de madeira de boa qualidade. Em alguns locais são colocadas tábuas que fazem o percurso do local de estocagem de materiais ao local de execução da edificação, facilitando assim o transporte de materiais com a utilização de carrinhos de mão, estas tábuas espalhadas durante o percurso se fazem necessário pelo fato de a obra está situada na beira mar, tendo o solo bastante arenoso, dificultando assim o transporte dos materiais.
A armazenagem e estocagem de materiais tem algumas falhas, alguns
materiais são condicionados em locais adequados e com proteção à intempéries,
enquanto outros são dispostos a céu aberto. O cimento é armazenado de forma
correta, não excedendo o que recomenda a NR-18, sendo uma pilha de máximo 10
sacos de cimento, estando em local fechado e empilhados sobre pallets, havendo
assim uma proteção contra umidade. Os tubos hidráulicos também são dispostos em
local fechados e separados por diâmetro com ajuda de espaçadores, já os vergalhões
de aço apesar de estarem separados por bitolas são armazenados a céu aberto, não
havendo nenhuma proteção contra intempéries, como ilustra a Figura 7, pois a NR-18
recomenda a proteção física destes materiais estocados dentro do canteiro.
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Figura 7: Armazenagem de vergalhões
Fonte: Autoria Própria, 2018.
No canteiro há falhas de sinalização e segurança, visto a importância destes itens para a prevenção de atos inseguros. Alguns setores são sinalizados, facilitando a identificação dos locais que compõem o canteiro, os acessos ao canteiro para recebimento de mercadorias também são sinalizados. O canteiro faz uso de tapumes, fazendo o isolamento adequado do canteiro, visto que algumas residências já foram entregues, garantindo segurança e organização com os arredores e de todos que circulem pelo empreendimento, como apresentado na Figura 8, onde se observa também o local destinado ao descarte de resíduos sólidos.
Figura 8: Detalhamento do tapume e local de descarte de entulhos
Fonte: Autoria Própria, 2018.
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Diante de tudo o que foi exposto viu-se a necessidade de projetar um layout ideal a fim de diminuir perdas – de materiais ou no tempo de deslocamento - dentro do canteiro. Ainda foi feita uma tabela para expor o tempo aproximado de deslocamento entre os setores do empreendimento, onde é evidente a perda por tempo de deslocamento em consequência das distâncias percorridas pelos funcionários, até porque o canteiro abrange uma área muito grande, não havendo um bom arranjamento dos setores dentro do espaço da obra.
O canteiro de obra analisado está exposto nas Figuras 9 e 10, com a identificação de toda a composição atual explicitada na Tabela 1, para que haja uma melhor compreensão do arranjo do canteiro. Onde dá para perceber o quão espaço ainda é o canteiro, tendo algumas distâncias consideráveis entre alguns setores.
Figura 9: Primeira parte do canteiro de obras
Fonte: Autoria Própria, 2018.
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Figura 10: Segunda parte do canteiro de obras
Fonte: Autoria Própria, 2018.
Tabela 1: Descrições do canteiro de obras
ITEM DESCRIÇÃO ITEM DESCRIÇÃO
1 Escritório 8 Armazenagem de ferragens
2 Almoxarifado 9 Central de armações
3 Depósito de cimento 10; 11; 15 Betoneira
4 Depósito de componentes
hidráulicos 12; 13; 14 Caixa D’água
5 Banheiro 16 Armazenagem de brita
6; 18 Armazenagem de areia
Setas Indicam entrada e saída de mercadoria
7; 17; 19 Armazenagem de blocos Fonte: Autoria Própria, 2018.
Para uma melhor análise foi feito uma medição de tempo quanto ao
deslocamento entre alguns setores do canteiro, a fim de mostra o quanto um canteiro
sem projeto de layout tem perdas consideráveis, principalmente no tempo de
deslocamento dentro da própria obra. A Tabela 2 faz uma observação do tempo de
deslocamento, onde ficou evidente a perda de tempo no deslocamento, gerando
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prejuízo no tempo de finalização do produto final. As casas serão numeradas da direita para a esquerda, em um total de oito casas, sendo denominadas com numeração de 1 até 8. Na Tabela 2 não estão representadas as casas 1, 3 e 4, pois as mesmas já foram entregues, não tendo nenhum tipo de execução de serviços nas mesmas.
Tabela 2: Tempo gasto no deslocamento dentro do canteiro
Almoxarifado e Depósito de
Cimento
Banheiro Blocos Areia Brita
Casa 2 1’30’’ 1’ 3’10’ 2’50’’ 2’40’’
Casa 5 2’ 1’50’’ 40’’ 30’’ 20’’
Casa 6 2’10’’ 2’ 40’’ 30’’ 10’’
Casa 7 2’20’’ 2’10’’ 30’’ 20’’ 10’’
Casa 8 2’30’’ 2’20’’ 30’’ 20’’ 20’’
Fonte: Autoria Própria, 2018.
Pela demonstração da Tabela 2 é perceptível o tempo gasto com deslocamento bastante alto entre alguns setores, que poderiam ser menores se o canteiro tivesse um layout adequado, e que o mesmo fosse sendo adaptado ao longo da execução da obra, mantendo o bom arranjamento, coibindo assim perdas e aumentando a eficiência da mão de obra.
Um dos setores mais distantes do local da execução do produto final é o depósito de cimento, sendo um dos materiais mais utilizados, e sendo bastante perceptível como, por exemplo, do dia anterior ao da concretagem de uma laje de uma residência, os serventes passam o dia transportando cimento em carros de mão, entre o depósito de cimento e o local a ser feito a concretagem. Outro produto de armazenagem longínqua são os blocos, demandando muito tempo no transporte dos blocos do local de armazenagem até o local a ser utilizado.
Posteriormente ao estudo realizado para compor a Tabela 2, foi feita uma análise e mais adiante um estudo para a concepção de um layout mais adequado para a realidade atual do canteiro, podendo e devendo ser modificado ao longo da execução da obra.
O canteiro de obra não tem atualmente nenhum projeto de layout, por isso, foi
desenvolvido no Apêndice A o projeto atual do layout, para fins de observação e
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demonstração de como estão arranjados os setores da obra, no momento em que foi feita as análises para obtenção deste trabalho. O projeto de layout desenvolvido no Apêndice B define a melhor solução atualmente para um bom e eficiente arranjamento do canteiro, aproximando alguns locais de armazenagem para mais próxima do local de execução de etapas construtivas e mantendo outros locais já alocados dentro da obra, pois a medida que a obra for avançando estes locais servirão para locais próximos de armazenagem para a construção de residências futuras.
É bom destacar que foi alocado outro banheiro do lado oposto do canteiro, visto a distância considerável que o único banheiro da obra tinha em relação a outros setores do canteiro. Também foi acrescentado outro depósito de cimento ao lado oposto do já existente, sendo o cimento um dos materiais mais utilizados dentro da obra e estando muito distante de alguns locais de utilização, o que acarreta menos esforço dos colaboradores para o transporte de cimento até o local de utilização, consumindo tempo a ser utilizado na execução de outras tarefas, como também foi mantido o atual depósito de cimento, servindo cada depósito a um dos lados do canteiro.
Na obra existe apenas uma peneira automática, o que levou a colocar a peneira mais próxima das residências em construção e a armazenagem de areia mais próxima da peneira, logo não precisará estar transportando a areia com o uso carrinhos de mão por longas distâncias, aumentando a produtividade e a eficiência neste tipo de serviço.
Na concepção do projeto de layout foi levado em conta alguns fatores para uma
melhor elaboração do mesmo, tendo como fatores principais a integração e a distância
mínima, havendo um esforço para que todas as partes do canteiro contribuam da
melhor forma para a execução do produto final, diminuindo também as
movimentações desnecessárias. A obediência ao fluxo de operações também foi bem
utilizado, com o objetivo de reduzir distancias, aumentando assim a flexibilidade
dentro do canteiro, tendo o pleno controle do layout atual e estando atento às
necessidades futuras para uma melhor alteração do arranjamento do canteiro sempre
que solicitado.
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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo demonstra a falta de planejamento da empresa quanto ao início da obra, não atendendo as normas vigentes para uma boa execução da mesma, o que acarreta menos prejuízo durante toda a fase de execução do empreendimento, onde também foi observado não haver alguma preocupação quanto ao desperdício de tempo nos deslocamentos dos colaboradores, nem nas longas distâncias de locação entres os diversos setores do canteiro.
A obra não possui um PCMAT, o qual melhoraria a organização da obra, tenho ainda como documentos que o integram, a elaboração de um projeto de layout antes de iniciar as etapas construtivas propriamente ditas dentro do canteiro, contribuindo ainda para uma melhor segurança dos funcionários que se encontram dentro da obra, pois contempla também projeto de execução, especificações técnicas e cronograma de implantação.
O gerenciamento de obras é algo muito importante para todo tipo de obra independente de sua dimensão, o planejamento dos projetos da obra deve ser bem estruturado a fim de aumentar sua eficiência e qualidade, como também gerar menos perdas dentro do canteiro, fazendo um trabalho em conjunto com os responsáveis diretamente pelo andamento da obra.
De acordo com os fluxos de produção desenvolvidos dentro da obra, constatou que alguns setores de armazenamento ficam muito distantes do local de utilização para execução das etapas construtivas, o que acarreta uma grande movimentação dentro do canteiro para o transporte destes materiais de um local para outro. A armazenagem de muitos materiais é feita de forma correta, contudo, outros ficam armazenados sem nenhuma proteção contra intempéries, causando uma maior facilidade de degradação destes materiais.
O canteiro está instalado em um terreno muito amplo com muitos espaços disponíveis, o que aumenta a possibilidade de se determinar vários modelos de layout, mas também contribui para uma maior desorganização no arranjamento do espaço quando não se tem o devido estudo inicial para implantação do layout.
Quanto às áreas de vivência identificadas dentro da obra, se vê a falta de
preocupação quanto ao bem-estar dos colaboradores, mesmo havendo um
equipamento para aquecer as refeições, não há um local adequado para se fazer
refeições e nem local destinado ao descanso. As instalações sanitárias estão em bom
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estado, mas devido a grande dimensão do canteiro, estas instalações ficam bem distantes do local de trabalho de alguns colaboradores, o que poderia ser melhorado com a disposição de mais um local para este fim.
O projeto de layout apresentado neste estudo foi idealizado seguindo alguns princípios norteadores para que houvesse uma melhor elaboração, sendo o fator de integração e as distâncias mínimas os princípios mais relevantes, além da obediência ao fluxo de operações. Aumentando assim a eficiência e agilidade dos processos construtivos, contribuindo para o menor desperdício de tempo possível, coibindo a perda de materiais pelo menor tempo de transporte dos mesmos dentro do canteiro.
O presente estudo foi idealizado para uma única e exclusiva obra, com
dimensões, fluxos de trabalhos e todos os setores que compõem o empreendimento
conhecidos, não podendo ser incorporado de forma literal a outros canteiros, devendo
ser feito o estudo prévio de cada princípio relevante para um melhor arranjamento e
funcionalidade, observando limitações e objetivos a serem alcançados.
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