EM SAÚDE
TECNICO EM ENFERMAGEM. V 09
O tratamento cirúrgico, pela sua radicalidade, apresenta riscos aos indivíduos. Sua indicação é viável quando formas mais simples e seguras de tratar são ineficazes e não possibilitam a cura ou o controle da doença.
As cirurgias são realizadas desde a antiguidade, mas nas últimas décadas é que vêm apresentando grandes êxitos, devido ao crescente desenvolvimento cientifico e tecnológico, o que propicia a redução marcante das complicações operatórias. Cabe ao auxiliar de enfermagem obter conhecimentos e atualizá-los continuamente para prestarem uma assistência eficiente, que leve o indivíduo retornar, o mais breve possível, ao seu equilíbrio, livre de desconfortos e complicações.
Cirurgia - É a parte da medicina que lida com doenças e condições físicas que necessitam da incisão dos tecidos humanos para remoção, reparação ou substituição da parte acometida, através de técnicas operatórias.
Clinica Cirúrgica - É a unidade hospitalar onde permanecem os clientes nos períodos pré e pós-operatórios, e onde são preparados para o ato cirúrgico e auxiliados, após ele a repararem o equilíbrio orgânico.
RISCO OPERATÓRIO
Fatores biológicos, como por exemplo: os idosos, os submetidos a intervenção de emergência e as cirurgias de grande porte; os com alterações cardiovasculares, respiratórias, renal, hepática, os com alterações nutricionais de coagulação e do estado imunológico, os diabéticos, fatores econômicos e educacionais, pessoas com alimentação pobre em qualidade e até mesmo em quantidade, más condições de higiene, moradia, trabalho, etc.
AVALIAÇÃO PRÉ – ANESTÉSICA
A avaliação pré-anestésica faz parte do ato anestésico e permite o conhecimento prévio das condições clínicas do paciente, o que, consequentemente, diminui a morbimortalidade relacionada ao procedimento anestésico.
Essa avaliação deve ser realizada preferencialmente no Consultório de Avaliação Pré- Anestésica, onde são feitos a anamnese e o exame físico, e analisam-se os exames complementares. A anamnese aborda todos os sistemas – neurológico; cardiovascular;
respiratório; renal; endócrino-metabólico; osteomuscular; gastrointestinal; e hematológico- infeccioso -, além do uso de medicações; presenças de alergia, tabagismo, etilismo, história de cirurgias prévias e anestesias realizadas.
Os exames solicitados e avaliados variam de acordo com a idade; a cirurgia ou ao tratamento propostos; e com as doenças associadas, como Diabetes Mellitus, hipertensão arterial, cardiopata, pneumopatia etc.
CLINÍCA CIRÚRGICA
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TESTES LABORATORIAIS RECOMENDADOS ELETROCARDIOGRAMA
- Idade maior ou igual a 75 anos - Diabetes Mellitus
- Doença Cardiovascular - Doença Renal
- Doença Pulmonar - Radioterapia - Uso de Digoxina
- Doença do Sistema Nervoso Central - Procedimento cirúrgico de grande porte RADIOGRAFIA DE TÓRAX
- Idade maior ou igual a 75 anos - Doença Cardiovascular
- Doença Pulmonar - Tabagismo - Neoplasia - Radioterapia
- Procedimento cirúrgico de grande porte
DOSAGEM BIOQUÍMICA SÉRICA (Creatinia / Uréia / Eletrólitos) - Idade maior ou igual a 75 anos
- Doença Cardiovascular - Doença Renal
- Diabetes
- Terapia com diurético - Uso de Digoxina - Uso de Esteróides
- Doença do Sistema Nervoso Central - Procedimento cirúrgico de grande porte HEMOGRAMA
- Neonatos
- Idade maior ou igual a 75 anos - Doença Renal
- Neoplasia - Radioterapia
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FASES DA CIRURGIA - Tabagismo
- Uso de Anticoagulante
- Doença do Sistema Nervoso Central - Procedimento cirúrgico de grande porte COAGULOGRAMA
- Doença Hepática - Coagulopatia
- Terapia com anticoagulante - Procedimento Vascular
- Procedimento cirúrgico de grande porte TESTE DE GRAVIDEZ
- Paciente com história duvidosa quanto à possibilidade de gestação TRANSAMINASES / FOSFATASE ALCALINA / ALBUMINA - Idade maior ou igual a 75 anos
- Doença Hepática
Pré-operatório Trans-operatório Pós-operatório
mediato
imediato imediato mediato
Pré-operatório mediato: Da internação do paciente até a véspera da cirurgia.
Pré-operatório imediato: Da véspera da cirurgia do paciente até o momento da cirurgia.
Trans-operatório: Desde o momento que é recebido no CC até ser encaminhado a RPA.
Pós-operatório Imediato: Desde sua alta na RPA até as primeiras 24hs.
Pós-operatório Mediato: Desde 24hs pós cirurgia até sua alta hospitalar.
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PRÉ-OPERATÓRIO
O preparo pré-operatório tem início com a internação, estendendo-se até o momento da operação. Tem por objetivo levar o paciente ás melhores condições possíveis para a cirurgia, para garantir-lhe um trans-operatório e pós-operatório com pequena possibilidade de riscos e complicações. Para que esses objetivos sejam atingidos, é preciso que cada paciente seja visto de forma holística e respeitado sua individualidade.
Preparo Psicológico.
Preparo Espiritual.
Preparo Físico.
PRÉ-OPERATÓRIO MEDIATO E IMEDIATO Cuidados essenciais na véspera da operação.
1. Verificar no mapa de operações eletivas ou não, quais são os pacientes que serão operados, horário, tipo de cirurgia, nome do cirurgião e se há pedido de sangue e algum preparo especial ou de rotina.
2. Realizar a punção de um acesso venoso periférico para futuras medicações e mantê-lo pérvio.
3. Providenciar material e colher amostra de sangue para transfusão, encaminhado-a ao banco de sangue, deixando assim uma bolsa de reserva se o paciente necessitar na hora da cirurgia.
4. Observar sintomas como, tosse, coriza, febre e variações da PA.
5. Banho completo, incluindo cabeça e troca de roupa, com limpeza, corte das unhas e remoção de esmaltes.
6. Realizar tricotomia.
7. Dieta leve no jantar, sendo a última refeição às 18hs.
8. Orientar o paciente que após o jantar o mesmo ficara de jejum até o fim da cirurgia.
9. Lavagem intestinal e uso de laxantes conforme prescrição ou rotina da clínica.
10. Promover ambiente tranqüilo, a fim de garantir uma boa noite de sono.
11. Atenção ao uso de anticoagulantes na PM (AAS, Marevan).
Cuidados essenciais no dia da operação 1. Verificar se o jejum continua sendo mantido.
2. Fazer tricotomia 2 horas antes da cirurgia ou conforme protocolo da Instituição, e após o termino realizar o banho no paciente.
3. Trançar os cabelos longos e cobri-los com gorro.
4. Ajudar o cliente a vestir-se com avental, gorro e propé.
5. Remover maquiagem, jóias, próteses e guardá-las conforme rotina do setor.
6. Observar anormalidade e comunicar ao enfermeiro.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NOS PERÍODOS
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7. Realizar controle e sinais vitais e anotar.
8. Solicitar que o paciente esvazie a bexiga espontaneamente.
9. Realizar passagem de Cateter Gástrico ou Vesical conforme rotina hospitalar.
10. Administrar medicação pré-anestésica e anotar.
11. Ajudar o paciente na transferência da cama para a maca, cobri-lo e encaminhá-lo com o prontuário e exames pré-operatórios para o Centro Cirúrgico.
PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO E MEDIATO
Cuidados essenciais enquanto o paciente está no Centro Cirúrgico - Realizar ou solicitar Limpeza Terminal do leito do paciente.
- Realizar a Arrumação da cama “Tipo Operado”
- Deixar ao lado do leito, suporte de soro, e material para Oxigênoterapia (Umidificar ou Nebulização continua).
- Dependendo da cirurgia deixa próximo ao leito, material para aspiração e passagem de cateteres gástrico e vesical.
Cuidados de enfermagem essenciais no Recebimento do paciente pós-operatório 1. Transportá-lo da maca para a cama, com auxílio de outro colaborador evitando movimentar o mesmo o mínimo possível, pois o mesmo encontra-se ainda sob efeito dos anestésicos.
2. Manter o leito na posição horizontal DDH), no caso de anestesias espinhal.
3. Observar estado geral.
4. Cobri-lo e agasalhá-lo de acordo com solicitação e necessidade.
5. Abrir cateteres e equipos de soros, verificando seu funcionamento.
6. Verificar condições do curativo e possíveis sangramentos.
7. Realizar restrição conforme orientação do médico ou enfermeiro caso paciente apresente agitação e risco para sua integridade física.
8. Observar sintomas como palidez, sudorese, unhas cianóticas e hemorragias e dificuldades respiratórias.
9. Realizar verificação e anotação de sinais vitais.
10. Anotar as informações referente ao recebimento e retorno do paciente do CC.
11. Verificar na prescrição a continuidade do jejum.
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COMPLICAÇÕES PÓS OPERATÓRIAS Nas horas e dias consecutivos.
1. Controlar sinais vitais conforme rotina do setor.
2. Medicá-lo para dor quando necessário e conforme prescrição.
3. Verificar e estimular a aceitação das dietas e tratamentos.
4. Realizar limpeza da ferida operatória a cada 24h ou segundo estabelecido pelo enfermeiro ou médico.
O profissional de enfermagem precisa conhecer as possíveis queixas e complicações que o paciente poderá apresentar e estar alerta para reconhecer as manifestações e atendê-las o mais prontamente possível.
Dor: É um dos primeiros sintomas a surgir, assim que o paciente recuperar a consciência, geralmente a maior queixa de dor que o paciente possa referir está relacionada a incisão cirúrgica.
Vômitos: Nas primeiras 24 horas, podem ser devido a muco e saliva deglutidos durante o período anestésico. Quando os vômitos se prolongam após esse período, além de retardarem a recuperação do paciente, podem indicar a presença de alguma complicação, geralmente gastrointestinal.
Sede: É um sintoma comum, devido ressecamento da boca e faringe, perda de líquidos corporais e sanguíneos.
Choque Hipovolêmico: É um quadro caracterizado, e apresentado pelo paciente devido à perda excessiva de sangue, que pode ocorrer pelo sangramento durante o processo cirúrgico ou hemorragias decorrentes após o ato seus principais sinais e sintomas são;
- taquicardia - lábios e extremidades cianóticas
- hipotensão arterial - hipotermia
- taquipnéia - agitação (em alguns casos)
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TERMINOLOGIAS CIRÚRGICAS As complicações mais freqüentes são
- Hematoma: Pode ocorrer devido a hemorragia oculta na ferida, formando um hematoma que, quando grande, pode interferir no processo de cicatrização.
- Infecção: Podem ser causadas por inúmeros fatores, levando a infecção da ferida operatória.
- Rotura ou Deiscência: É uma abertura que ocorre na incisão operatória. È uma complicação grave, que pode ocorrer devido a presença de infecção ou rejeição. Quando a deiscência acontece em uma parte da ferida denomina-se Deiscência Parcial e quando há abertura total denomina-se Deiscência Total.
Evisceração: Quando acontece a deiscência com saída das vísceras. Se isso ocorrer os órgãos eviscerados devem ser protegidos com compressas esterilizadas e comunicar imediatamente o enfermeiro e o médico.
É o conjunto de termos que expressam o segmento corpóreo afetado e a intervenção realizada no tratamento da afecção. Seus principais objetivos são: definição do termo cirúrgico, descrever os diversos tipos de cirurgia, facilitar o preparo de instrumentais e equipamentos apropriados e padronizar uma linguagem universal de entendimento.
PREFIXOS CIRÚRGICOS
Prefixo Significado
a Negação; ausência
acro Relativo às extremidades
adeno Relativo à glândula
angio Relativo aos vasos
anti Oposição; contra
artério Relativo às artérias
artro Relativo às articulações
blefaro Relativo à pálpebra
cárdia Relativo ao esfíncter esôfago-gástrico
cardio Relativo à coração
céfalo Relativo à cabeça
cisto Relativo à bexiga ou bolsa com fluidos COMPLICAÇÕES DA FERIDA OPERATÓRIA
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clido Relativo à clavícula
cole Relativo à vesícula e as vias biliares
colo Relativo ao cólon
colpo Relativo à vagina
condro Relativo às cartilagens
dacrio Relativo à lagrima
entero Relativo ao intestino delgado
espleno Relativo ao baço
flebo Relativo às veias
gastro Relativo ao estômago
hemo Relativo ao sangue
hepato Relativo ao fígado
histero Relativo ao útero
laparo Relativo à parede abdominal
masto Relativo às mamas
meningo Relativo à meninge
mio Relativo aos músculos
nefro Relativo aos rins
oftalmo Relativo aos olhos
ooforo Relativo aos ovários
orqui Relativo aos testículos
ósteo Relativos aos ossos
oto Relativo aos ouvidos
pielo Relativo à pelve renal
procto Relativo ao reto e ao ânus
rino Relativo ao nariz
salpingo Relativo às tubas uterinas
teno Relativo aos tendões
traqueo Relativo à traquéia
SUFIXOS CIRÚRGICOS
Sufixo Significado
algia Dor
anti Contra
bradi Lento
cele Tumor; hérnia
centese Punção; orifício
dese Fusão; ligação
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dia Através; separado
ectas Dilatação
ecto Externo
ectomia Extirpação parcial ou total de um órgão
estase Parada
estasia Relativo à sensibilidade
fago Ato de comer
fasia Fala; palavra
glico Açúcar
grama Registro; escrito
hiper Alto; acima; excessivo
hipo Abaixo; deficiente
infra Abaixo
inter Entre; em meio de
intra Dentro; no lado de dentro
ite Inflamação
lise Dissolução; destruição
lito Calculo; pedra
mega Dilatação
oma Tumor
penia Falta de
peri Ao redor; próximo
pexia Elevação; fixação de uma estrutura corpórea
plastia Reparação plástica da forma ou da função do segmento afetado
pseudo Falso
ptose Prolapso; queda
rafia Sutura
retro Atrás; posterior à
scopia Visualização do interior de um órgão cavitário ou de uma cavidade com o auxilio de endoscópio
stomia Realização de uma “nova boca”; comunicação de um órgão tubular ou oco com meio externo
supra Sobre; acima
taqui Rápido; veloz
Tomia/tomo Incisão; corte; abertura de parede ou órgão
trans Através
trips Esmagamento
uro Urina
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PRINCIPAIS TERMOS CIRÚRGICOS
Prefixo Significado
adenoidectomia Retirada de glândulas adenóides
adenoamigdalectomia Remoção das adenóides e das amígdalas amigdalectomia Retirada das amígdalas
apendicectomia Remoção do apêndice
blefaroplastia Alteração da forma das pálpebras
broncoscopia Visualização da parede interna dos brônquios broncotomia Abertura do brônquio
cardiotomia Abertura da cárdia
cistectomia Ressecção total ou parcial da bexiga cistopexia Elevação e fixação da bexiga
cistostomia Abertura da bexiga para drenagem de urina por sonda colicistectomia Remoção da vesícula biliar
coledocostomia Abertura e colocação de dreno no ducto colédoco
colonoscopia Visualização do intestino grosso, da válvula íleo-cecal e da porção terminal do íleo
colostomia Abertura do cólon através da parede abdominal
colpoperineorrafia Sutura do músculo aponeurótico profundo com a parede vaginal colporrafia Sutura da parede vaginal
colposcopia Visualização direta da parede interna da vagina embolectomia Extração cirúrgica de um êmbolo
episiotomia Incisão perineal
esofagectomia Ressecção total ou parcial do esôfago
esplenectomia Remoção do baço
flebotomia Dissecção da veia
gastrectomia Ressecção total ou parcial do estômago gastrorrafia Sutura da parede do estômago
gastrostomia Abertura e colocação de sonda no estômago hemorroidectomia Ressecção das hemorróidas
herniorrafia Sutura para correção de hérnia
hepatotomia Abertura do fígado
hepatectomia Remoção parcial do fígado histerectomia Remoção do útero
histeropexia Suspensão e fixação do útero à parede abdominal ileostomia Abertura do íleo através da parede abdominal jejunostomia Abertura e colocação de sonda no jejuno laparoscopia Visualização da cavidade abdominal
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laparotomia Abertura da cavidade abdominal laringoscopia Visualização direta da laringe lobectomia Ressecção de um lobo ou mais lobos
mamoplastia Modelagem das mamas
mastectomia Remoção das mamas
miomectomia Extração de mioma
nefrectomia Extração de um rim
nefropexia Elevação e fixação do rim à parede abdominal
ooforectomia Remoção de um ovário
orquiectomia Ressecção de um ou dos dois ovários
orquiopexia Abaixamento e fixção do testículo na bolsa escrotal palatorrafia Sutura da fenda palatina
pancreatectomia Ressecção do pâncreas perineoplastia Cirurgia plástica do períneo perineorrafia Sutura do períneo
pneumectomia Remoção de um pulmão por completo postectomia Ressecção da pele do prepúcio
prostatectomia Remoção da próstata
quieloplastia Reparo de defeito nos lábios retinopexia Fixação da retina descolada
retossigmoidectomia Remoção da porção reto-sigmóide do intestino rinoplastia Alteração da forma do nariz
salpingectomia Ressecção da tuba uterina salpingoplastia Cirurgia plástica da tuba uterina tireoidectomia Remoção da glândula tireóide toracoplastia Cirurgia plástica da parede torácica
toracostomia Abertura da parede do tórax para drenagem toracotomia Abertura da parede/cavidade torácica
traqueostomia Abertura da traquéia e manutenção por meio de cânula
PRINCIPAIS PROCEDIMENTOS Procedimento Significado
Amputação Retirada total ou parcial de um membro ou órgão situado em uma extremidade.
Anastomose Comunicação cirúrgica entre dois vasos sanguíneos ou entre duas vísceras ocas.
Artrodese Imobilização cirúrgica de articulação.
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PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS
Biópsia Extração de parte de tecidos vivos para exame microscópico com finalidade diagnóstica.
Cauterização Destruição de tecido por meio de agente cásutico ou calor/bisturi elétrico.
Cesariana Retirada do feto por incisão na parede abdominal.
Curetagem Raspagem e remoção de conteúdo uterino.
Dissecção Isolamento de um órgão ou estrutura por meio cirúrgico
Enxerto Inserção de material autógeno, homólogo, heterólogo ou sintético para correção de defeito em tecido ou órgão.
Exérese Extirpação total ou parcial de um seguimento corpóreo; retirada de um tecido, órgão, tumor ou cisto.
Paracentese Punção de uma cavidade neural cheia de liquido, com agulha ou trocarte para aspiração de tal conteúdo.
Toracocentese Punção e aspiração do espaço intrapleural para remoção de liquido.
Vasectomia Corte de um segmento do canal deferente.
CRANIOTOMIA
Refere-se à abertura cirúrgica da calota craniana para obter acesso ao parênquima cerebral.
É realizado para retirada de tumores cerebrais, alívio da pressão intracraniana (PIC), procedimentos vasculares, hidrocefalia, drenagem de hematomas ou para realizar o controle de uma hemorragia intracraniana. A craniotomia pode ser realizada nos seguintes planos cerebrais:
- Supratentorial: realizada acima do tentório (acima do tentório do cerebelo), onde estão localizados os hemisférios cerebrais;
-Infratentorial: realizada na região localizada abaixo do tentório;
- Transfenoidal: realizada para ter acesso à hipófise. A incisão é realizada sob o lábio superior ou através da fossa nasal;
-Craniectomia: trata-se da retirada de uma área do crânio, por um procedimento cirúrgico, com o objetivo de realizar uma descompressão do cérebro, remoção de fragmentos ósseos ou em processo tumorais infecciosos e inflamatórios.
Cuidados de Enfermagem a Pacientes Neurocirúrgicos Pré-operatório
-Manter jejum 8 horas do procedimento cirúrgico;
-Administrar pré-anestésico, conforme PM;
-Encaminhar pra banho de aspersão ou realizá-lo no leito com clorexidina degermante;
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- Realizar tricotomia 2 horas antes do procedimento cirúrgico ou realizar tricotomia na mesa cirúrgica, conforme protocolo institucional;
-Encaminhar paciente para centro cirúrgico.
Pós-operatório
-Realizar controle dos sinais vitais, anotar e notificar enfermeiro sobre alterações;
-Avaliar nível de consciência, anotar e comunicar enfermeiro sobre alterações;
- Observar aspectos e produção dos drenos se estiverem em uso; anotar e notificar enfermeiro sobre alterações;
-Manter oxigenioterapia, conforme PM;
- Realizar troca de curativos quando necessário; Observar sinais de infecção ou alterações como sangramento e ruptura de pontos no sitio cirúrgico, anotando e notificado enfermeiro;
-Manter repouso no leito até liberação médica;
-Auxiliar na oferta de alimentos, anotar e comunicar enfermeiro sobre aceitação;
-Realizar mudança de decúbito a cada 2 horas e anotar;
- Manter coxins em proeminências ósseas, observar, anotar e notificar presença de hiperemia ou alterações na pele;
-Manter decúbito elevado 30° ou conforme PM;
-Quando acordado, estimular os reflexos de tosse.
HIPERTENSÃO INTRACRANIANA (HIC)
O termo hipertensão intracraniana (HIC) refere-se ao aumento persistente da pressão intracraniana (PIC), podendo ocasionar uma lesão neuronal.
O espaço intracraniano é composto por três componentes: o parênquima cerebral, responsável por ocupar cerca de 80% deste espaço intracraniano (pesa cerca de 1400g), o líquor cefalorraquidiano, que ocupa 10% são ocupados pelo sangue, com cerca de 150 mL.
O espaço intracraniano é limitado e um aumento em qualquer um dos seus compartimentos ocasiona uma alteração no volume dos outros. A relação entre os componentes mantém a PIC, que pode variar de 10 a 20 mmHg. Quando a PIC eleva-se, ocorrem mecanismos compensatórios, visando manter um fluxo sanguíneo constante no cérebro e evitar danos teciduais.
A HIC pode ocasionar cefaléia intensa, que piora com o repouso e em decúbito dorsal devido à dificuldade do retorno venoso; vômitos em jato, letargia e sonolência; paresia e plegia, diplopia; anisocoria; midríase bilateral e, em casos mais severos, pode ocorrer herniação cerebral.
Com o agravo da PIC, há uma alteração severa na consciência, rebaixando-a; assim, o paciente pode entrar em coma e, ao ser realizada a avaliação do nível de resposta motora pode apresentar decorticação e descerebração.
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Exames para Diagnóstico de HIC -Sinais clínicos;
-Tomografia computadorizada;
-Doppler transcraniano;
-Monitorização da PIC.
Tratamento de HIC -Clínico;
-Cirúrgico (craniotomia);
-Ventilação Mecânica nos casos de rebaixamento neurológico;
-Sedação;
-PM de diurético osmótico; barbitúricos e corticóides.
Cuidados de Enfermagem na HIC -Manter grades do leito elevadas;
-Observar, anotar e comunicar enfermeiro sobre alterações no nível de consciência;
-Manter paciente/cliente em posição de DDH, com decúbito de 30º, ou conforme PM;
-Auxiliar o médico no processo de aferição da PIC;
- Realizar controle dos sinais vitais, anotar e notificar enfermeiro se houver aumento da pressão arterial (PA);
-Observar, anotar e notificar enfermeiro em caso de alterações nas pupilas;
-Manter paciente/cliente em alinhamento esternal da cabeça;
- Manter repouso absoluto, conforme PM; orientar ao paciente/cliente sobre esta necessidade;
-Realizar banho do leito e toda higiene necessária, conforme paciente/cliente.
TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO
O traumatismo cranioencefálico (TCE) apresenta um alto potencial para ocasionar lesões neurológicas graves e severas; ocorre frequentemente entre a população jovem adulta, com alto índice de morbidade e mortalidade no Brasil e no mundo. Entende-se como TCE a agressão ao cérebro, causada por uma força física externa, que pode ocasionar alterações no nível de consciência, resultando no comprometimento das habilidades cognitivas ou motoras; as lesões cerebrais ocasionadas pelo TCE geram compressão, tensão e cisalhamento do tecido cerebral. O cisalhamento cerebral ocorre devido às lesões difusas no interior do próprio cérebro, lesionando axônios e causando degeneração da substância branca.
As lesões cerebrais podem ser classificadas em primárias e secundárias; as primeiras surgem no momento do trauma, ou seja, no momento em que o impacto é irreversível; ocorrem devido à lesão direta do tecido cerebral, como no trauma penetrante de um ferimento por projétil de arma de fogo ou por arma branca, resultando na ruptura do tecido cerebral e das estruturas vasculares.
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Já as lesões secundárias ocorrem após o trauma propriamente dito, como resultado dos fatores intra e extracerebrais. Podem ocorrer devido a alterações clínicas (hipotensão, hipoglicemia, hipóxia, anemia e distúrbios hidroeletrolíticos) ou devido à lesão primária (hematomas, edema, hidrocefalia).
Os sinais indicativos de lesão intracraniana são ferimentos contusos do couro cabeludo, epistaxe, hematoma retroauricular, anisocoria e rebaixamento do nível de consciência.
Exames para Diagnóstico de TCE -Sinais clínicos;
-Tomografia computadorizada;
-Doppler transcutâneo;
-Ressonância magnética;
-Radiografia.
Tratamento de TCE
O tratamento será com base no agravamento do TCE.
Cuidados de Enfermagem no TCE -Manter grades no leito elevada;
-Observar, anotar e notificar enfermeiro sobre alterações do nível de consciência;
-Realizar controle dos sinais vitais, com atenção para aumento da pressão arterial; anotar e notificar enfermeiro se alterados;
-Manter alinhamento esternal da cabeça, ou seja, corpo alinhado quando deitado em decúbito dorsal horizontal (DDH);
-Colocar coxins de apoio ao redor da cabeça, mantendo coluna cervical em posicionamento adequado;
-Observar, anotar e notificar enfermeiro sobre padrão das eliminações intestinais;
-Manter decúbito dorsal em 30° contínuo, conforme PM;
-Manter oxigenioterapia, conforme PM;
-Realizar mudança de decúbito de 2/2 h;
-Manter coxins em proeminências ósseas;
-Realizar movimentos passivos em membros superiores (MMSS) e membros inferiores (MMII) por 15 minutos, após banho no leito.
COMA
O coma ocorre nos casos em que há alterações cerebrais na função da formação reticular ativadora ascendente (FRAA); no estado de coma, como em um estado clínico, há alteração do nível de consciência, não havendo resposta do paciente/cliente aos estímulos, ou seja, ele é irresponsível aos estímulos verbais, táteis e dolorosos, não apresenta abertura ocular, ocorrendo resposta motora somente reflexa, mediada por vias da medula espinhal ou do tronco cerebral.
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O paciente perde o conhecimento de si mesmo, de suas necessidades fisiológicas ou do ambiente. O coma pode ser transitório e o paciente evolui em direção à consciência ou é irresponsável, levado à morte cerebral.
Exames para Diagnóstico do Estado de Coma -História clínica;
-Sinais e sintomas;
-Aplicação da escala de coma de Glasgow;
-Eletroencefalograma.
Tratamento do Estado de Coma
-Oxigenioterapia por ventilação mecânica;
-PM de medicamentos que possibilitem a manutenção do estado hemodinâmico cerebral.
Cuidados de Enfermagem nos Estados de Coma -Manter grades do leito elevadas;
-Observar, anotar e notificar enfermeiro sobre alterações do nível de consciência;
-Realizar controle dos sinais vitais com atenção para aumento da pressão arterial; anotar e notificar enfermeiro se alterados;
-Manter alinhamento esternal da cabeça, ou seja, corpo alinhado quando deitado em decúbito dorsal horizontal (DDH);
-Colocar coxins de apoio ao redor da cabeça, mantendo coluna cervical em posicionamento adequado;
-Observar, anotar e notificar enfermeiro sobre padrão das eliminações intestinais;
-Manter decúbito dorsal em 30° contínuo, conforme PM;
-Manter oxigenioterapia, conforme PM;
-Realizar mudança de decúbito de 2/2 h;
-Manter coxins em proeminências ósseas;
-Realizar movimentos passivos em membros superiores (MMSS) e membros inferiores (MMII) por 15 minutos, após banho no leito.
LAPAROSCOPIA
Também conhecida como peritoneoscopia pélvica, a laparoscopia implica a inserção de um laparoscópio (um tipo de endoscópio) pela parede abdominal próximo à cicatriz umbilical.
Progressos recentes nos equipamentos e nas técnicas cirúrgicas possibilitaram a realização de alguns procedimentos cirúrgicos (colecistectomia e histerectomia) por abordagem laparoscópica.
Além disso, a laparoscopia pode ser realizada para se fazer ligadura tubária, aspiração de cistos ovarianos, biopsia de ovário, cauterização de implantes endometriais, ooforectomia e salpingectomia.
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A laparoscopia também pode ajudar a detectar anormalidades como cistos, aderências, fibroses e infecção; descobrir a causa da dor pélvica; diagnosticar endometriose, gravidez ectópica ou doença inflamatória pélvica; e avaliar massas pélvicas ou as tubas uterinas em clientes estéreis.
No procedimento, o cliente recebe anestesia local ou geral e é colocado em posição de litotomia. Em seguida, o cirurgião introduz uma agulha abaixo da cicatriz umbilical e infunde dióxido de carbono dentro da cavidade pélvica. Esse gás distende o abdome e permite melhor visualização dos órgãos. Em seguida, o cirurgião faz uma incisão infra-umbilical e introduz um trocarte e uma cânula. A seguir, retira o trocarte e introduz o laparoscópio pela cânula. O cirurgião olha pelo visor do laparoscópio para examinar a cavidade pélvica. Se for necessário usar outros instrumentos, esses podem ser introduzidos por uma segunda incisão pequena realizada na região infra-umbilical. Em outros casos, os instrumentos podem ser introduzidos pelo laparoscópio. Os laparoscópios possibilitam a passagem de instrumentos como feixes de laser e dispositivos de criocirugia e eletrocautério. Ao final do procedimento, o cirurgião retira o dióxido de carbono, sutura as incisões e aplica um curativo.
As complicações potenciais da laparoscopia são infecção, sangramento, cólicas abdominais.
LAPAROTOMIA
A laparotomia, termo geral empregado em referência a qualquer incisão cirúrgica efetuada na parede abdominal – é feita quando a extensão da lesão ou doença abdominal for desconhecida (nesse caso, esse procedimento é conhecido como laparotomia exploradora); quando houver indicação para reparação cirúrgica extensiva; ou quando for necessário tratar distúrbios pélvicos que não possam ser abordados por laparoscopia (remoção de implantes endometriais muito grandes). A laparotomia também torna possível a ressecção de cistos ovarianos que contenham tecido endometrial, evitando-se dessa maneira o risco de ruptura.
No procedimento, o cliente recebe anestesia geral. Em seguida, o cirurgião faz uma incisão abdominal, explora a cavidade abdominal e realiza quaisquer reparações ou excisões necessárias.
Depois do procedimento, ele sutura a incisão e aplica um curativo estéril.
As possíveis complicações da laparotomia são infecção e outros problemas associados ao procedimento específico realizado.
Cuidados de enfermagem
Quando estiver cuidando de um cliente submetido a laparoscopia ou laparotomia, suas principais responsabilidades serão dar-lhe instruções e monitorar a ocorrência de complicações no período pós-operatório imediato.
Pré-operatório
- Descreva o procedimento específico de laparoscopia ou laparotomia para o cliente e responda às suas perguntas.
TECNICO EM ENFERMAGEM. V 09
-Se o cliente estiver prestes a se submeter a um procedimento laparoscópico, diga-lhe que ele poderá receber alta no mesmo dia, logo que estiver recuperado da anestesia. Oriente o cliente a não comer, beber nem fumar por 6 a 8 horas antes do procedimento.
-Verifique se o cliente assinou o formulário de consentimento e se foram realizados todos os exames laboratoriais pré-operatórios (hemograma completo, exames bioquímicos do sangue e exames simples de urina).
Pós-operatório
- Monitore os sinais vitais e a ingestão e as perdas do cliente, de acordo com a prescrição.
- Examine frequentemente os curativos abdominais para detectar secreção. Comunique o cirurgião se houver secreção excessiva. Além disso, verifique se há sangramento vaginal, caso seja aplicável.
- Monitore atentamente o cliente para detectar complicações.
- Monitore a ocorrência de dor abdominal e, se o cliente tiver sido submetido a uma laparoscopia, de cólicas abdominais ou de dor nos ombros.
-Administre analgésicos de acordo com a prescrição. Se o cliente que está se recuperando de uma laparoscopia queixar-se de distensão ou plenitude abdominal, explique que esse sintoma desaparecerá à medida que o gás introduzido no seu abdome for reabsorvido pela corrente sanguínea, trocado nos pulmões e exalado.
- Implemente os demais cuidados ao cliente submetido a laparotomia da mesma maneira que você faria com qualquer outro cliente submetido a uma cirurgia abdominal.
Cuidados domiciliares
- Ensine ao cliente como trocar o curativo aplicado na incisão.
- Reforce a importância de ele comunicar quaisquer sinais de infecção da ferida ou hematoma.
- Recomende ao cliente optar pelo banho aspersão (não de banheira), até que a incisão tenha cicatrizado.
- Diga ao cliente para esperar até o dia seguinte ao lado da laparoscopia para trocar o curativo.
- Recomende que ele faça refeições leves depois da laparoscopia, a fim de reduzir quaisquer gases abdominais residuais.
- Estimule o cliente a seguir as instruções para a alta relacionadas especificamente com o procedimento abdominal realizado e a comparecer às consultas médicas de acompanhamento.
ANEURISMA ABDOMINAL
Aneurisma abdominal é uma dilatação anormal da parede arterial, que geralmente ocorre na aorta, entre as artérias renais e os ramos ilíacos. Esses aneurismas podem ser fusiformes (em forma de fuso) ou saculares (em forma de saco) e desenvolvem-se lentamente.
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Primeiramente, o enfraquecimento focal da camada muscular da aorta (túnica média), causado por alterações degenerativas, possibilita o estiramento das camadas internas (túnica íntima) e externa (túnica adventícia). A pressão sanguínea dentro da aorta enfraquece progressivamente as paredes do vaso e amplia o aneurisma.
Causas
Cerca de 95% dos aneurismas da aorta abdominal devem-se a arteriosclerose ou aterosclerose; os casos restantes são atribuídos a necrose cística congênita da média, traumatismo, sífilis e outras causas inflamatórias ou infecciosas.
Complicações
Mais de 50% de todos os clientes com aneurismas abdominais não-tratados morrem de hemorragia e choque dentro de 2 anos após o diagnóstico, devido à ruptura do aneurisma. Mais de 85% morrem dentro de 5 anos.
Avaliação
A maioria dos clientes com aneurismas abdominais não tem quaisquer sintomas, até que os aneurismas cresçam e comprimam as estruturas adjacentes. Um aneurisma volumoso pode causar sintomas semelhantes aos dos cálculos renais, da hérnia de disco lombar e da compressão duodenal.
O cliente pode queixar-se de dores abdominais persistentes, generalizadas e contínuas, ou dor lombar baixa que não é afetada pelos movimentos. Além disso, pode referir uma sensação de plenitude gástrica ou abdominal causada pela compressão dos órgãos do trato gastrointestinal (TGI).
O início súbito de dor abdominal ou lombar grave, que se irradia para o flanco e para a região inguinal e é devida á compressão dos nervos lombares, pode sugerir crescimento do aneurisma e ruptura iminente. Se o aneurisma romper para dentro da cavidade abdominal, o cliente terá dores abdominais e lombares agudas e persistentes, que são semelhantes à dor das cólicas renais ou ureterais. Se houver ruptura para dentro do duodeno, o sangramento GI cursa com hematêmese maciça e melena.
A inspeção do cliente com aneurisma abdominal intacto geralmente não detecta anormalidades significativas. Contudo, se o indivíduo não for obeso, é possível notar uma massa pulsátil na região periumbilical. A ausculta do abdome é o indicador diagnóstico mais importante dessa doença. A ausculta pode revelar um sopro sistólico sobre a aorta, gerado pela circulação sanguínea turbulenta no segmento arterial dilatado. Quando houver ruptura do aneurisma, o cliente terá hipotensão.
A palpação do abdome pode detectar certa hipersensibilidade sobre a região afetada. Em alguns casos, pode-se palpar uma massa pulsátil; entretanto, evite fazer palpação profunda para localizar a massa, porque isso pode levar à ruptura do aneurisma.
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Exames diagnósticos
Com o aneurisma abdominal raramente causa sintomas, essa doença costuma ser detectada acidentalmente em uma radiografia de rotina ou durante o exame físico. Vários exames podem confirmar a suspeita de um aneurisma abdominal.
- A ultra-sonografia abdominal ou a ecocardiografia podem determinar o tamanho, a forma, o comprimento e a localização do aneurisma.
-As radiografias ântero-posteriores e em perfil podem mostrar calcificação aórtica.
- A tomografia computadorizada pode mostrar o efeito do aneurisma sobre os órgãos adjacentes.
- A ultra-sonografia seqüencial a intervalos de 6 meses mostra qualquer crescimento dos aneurismas pequenos.
Tratamento
Em geral, o aneurisma abdominal deve ser removido e o segmento aórtico afetado deve ser substituído por um enxerto. Se o aneurisma for pequeno e não estiver causando sintomas, a cirurgia pode ser postergada, desde que sejam realizados exames físicos e ultra-sonográficos periódicos para monitorar sua progressão. Os aneurismas volumosos ou sintomáticos trazem o risco de ruptura e devem ser operados imediatamente.
Na dissecção aguda, o tratamento de emergência administrado antes da cirurgia inclui reanimação com reposição de líquidos e sangue, propanol IV para reduzir a contralitidade miocárdica, nitroprussiato IV para diminuir a pressão arterial sistólica e mantê-la entre 100 e 120 mmHg e analgésicos para aliviar a dor. Um acesso arterial e o cateter urinário de demora monitoram as condições do paciente.
Cuidados de Enfermagem
-Permita que o cliente expresse seus medos e suas preocupações quanto ao diagnóstico.
-Ofereça apoio emocional ao cliente e seus familiares.
- Se a condição do cliente for aguda ou piorar, prepare-se para que ele seja internado na unidade de terapia intensiva (UTI).
-Administre os fármacos prescritos para controlar a progressão do aneurisma. Se o cliente tiver dor, administre analgésicos para atenuá-la.
- Prepare o cliente para cirurgia eletiva indicada, ou para a operação de emergência se houver ruptura.
Monitoração
-Verifique os sinais vitais do cliente, especialmente a pressão arterial, a cada 4 horas ou a intervalos menores, dependendo da gravidade da sua condição.
-Coletar amostras de sangue para dosagens da uréia, da creatinina e dos eletrólitos séricos.
-Controlar a ingestão e a perda de líquidos.
-Detectar sinais de sangramento.
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- Detectar sinais de ruptura, a qual pode ser fatal. O sintoma agudo é dor abdominal ou lombar grave e constante. Fique atento a quaisquer sinais de sangramento agudo: redução da pressão arterial, aumento das freqüências do pulso e da respiração; pele fria e úmida; agitação; e depressão do nível de consciência (choque hipovolêmico).
Orientação ao cliente
- Ofereça apoio emocional ao cliente e seus familiares. Se ele for internado em uma UTI, ajude a atenuar seus medos quanto ao tipo de cuidados, à ameaça de ruptura iminente e a qualquer cirurgia planejada.
- Explique o procedimento cirúrgico e os cuidados pós-operatórios esperados na UTI para os clientes submetidos a uma cirurgia abdominal complexa (cateteres IV, tubos endotraqueal e nasogástrico e ventilação mecânica).
- Instrua o cliente a tomar todos os fármacos de acordo com a prescrição e a trazer sempre consigo uma relação desses medicamentos, para o caso de ocorrer uma emergência.
- Diga ao cliente para não empurrar, não puxar e nem levantar objetos pesados, até que o médico dê permissão para fazê-lo.
ENXERTO INTRAVASCULAR PARA REPARAÇÃO DO AAA
A enxertia intravascular é um procedimento minimamente invasivo para o cliente que necessita da reparação de um aneurisma da aorta abdominal (AAA). A enxertia intravascular reforça as paredes da aorta para evitar ruptura e ampliação do diâmetro do aneurisma.
Esse procedimento é realizado sob orientação radioscópica e um cateter de instalação com um enxerto comprimido acoplado é introduzido sobre um fio-guia por uma pequena incisão na artéria femoral ou ilíaca. O cateter de instalação é direcionado até a aorta onde é posicionado ao longo do aneurisma. Um balão existente no cateter expande o enxerto e fixa-o na parede do vaso.
Em geral, esse procedimento demora 2 a 3 horas para ser concluído. O cliente recebe instruções para andar no primeiro dia depois da cirurgia e recebe alta hospitalar dentro de 1 a 3 dias.