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ESTABELECIMENTO DO NEGÓCIO

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ESTABELECIMENTO DO NEGÓCIO DOCUMENTO EXECUTIVO (PARA DOWNLOAD)

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STABELECIMENTO DO NEGÓCIO NO

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ESCOLHA DO TIPO SOCIETÁRIO

Para o estabelecimento de um negócio no Brasil, o investidor estrangeiro deverá constituir uma sociedade (empresa). No Brasil existem formas de associação que conduzem à criação de sociedades personificadas e de sociedades não personificadas (desprovidas de personalidade jurídica própria).

Na legislação brasileira é necessário adotar uma forma de associação, ou uma sociedade para estabelecer uma empresa com parceira comercial, podendo ser os seguintes tipos de sociedades personificas e que visam lucros: sociedade simples, sociedade em nome coletivo, sociedade em comandita, simples ou por ações, sociedade limitada e sociedade anônima.

Dentre estas, as formas mais comuns são as Sociedades Anônimas (S.A) e as Sociedades Limitadas (Ltda.), as demais praticamente não são utilizadas no Brasil.

Existem ainda outras formas de entidades como: consórcio (Sem personalidade jurídica própria) Associações, fundações e Cooperativas (formas associativas e sem fins lucrativos).

A Sociedade Limitada tem algumas vantagens práticas: tem estrutura mais simples e flexível, e portanto tem menos formalidades a cumprir que a Sociedade Anônima. É adequado para o caso de parceiros estrangeiros com um controlador comum. No entanto, se a empresa é detida por diferentes grupos de parceiros e/ou tem planos de emitir debêntures, títulos e ações, etc., a Sociedade Anônima é mais indicada.

Para tornar a empresa regular, ou seja, para que haja uma personalidade da empresa é necessário que haja um acordo escrito entre os parceiros com a adoção das formalidades próprias, como: contrato social e estatutos. A empresa também deverá ser registrada na Junta Comercial do Estado, no qual ela irá se instalar.

Empresas limitadas – Ltda.:

É uma sociedade por quotas. Este tipo de sociedade é realizada através de um contrato

social no qual estabelece as quotas (participação) dos proprietários, denominados de

sócios, de responsabilidade limitada. São necessários ao menos dois sócios,

independente da cidadania e residência (não residentes no Brasil precisam de um

procurador residente).As quotas são nominativas e não se representam por títulos de

crédito, não havendo capital mínimo necessário. O capital é realizado em reais, e o

capital da empresa pode aumentar a qualquer momento.A responsabilidade dos sócios

é restrita ao valor de suas quotas, assim como o poder de voto dos sócios é

proporcional à quota de participação na empresa.A gerência deve ser feita por um

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residente no Brasil, este não precisa ser sócio da empresa.As operações societárias de Transformação,Incorporação, Fusão e Cisão podem ser formalizadaspor todos os tipos de sociedades. Ex.: Pode se transformar em Sociedade Anônima.

Base Legal: É regulada pelos artigos de nº 1.052 a 1.087 da Lei nº 10.406, de 10.1.2002

(Código Civil).

Sociedade anônima – S.A.:

É uma sociedade de capital,o capital social é representado por títulos, denominados ações, que circulam livremente. Também não há capital mínimo para a abertura. As ações são divididas em ações preferenciais (onde os possuidores têm direitos preferenciais aos dividendos e ações do conselho) e ordinárias (confere ao titular o direito de voto).Os acionistas podem ser atores públicos ou privados. A administração cabe aos diretores. A diretoria é executiva e responde pelos atos da S.A., devendo ter, no mínimo, 2 diretores pessoas físicas, residentes, e com gestão de no máximo 3 anos.

O Conselho de Administração é facultativo para S.A. fechadas e obrigatório para S.A.

abertas, composto, no mínimo, por 3 membros (acionistas pessoas físicas, residentes ou não). O conselho fiscal pode ser um órgão permanente ou convocado. Podem ser abertas ou fechadas. Aberta: obtém recursos por meio de oferta pública, sob fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).Fechada: financiado por seus acionistas.

Base Legal: É regulada pela Lei nº 6.404, de 15.12.1976 (com atualizações posteriores).

E pelo artigo 1.088 do Código Civil.

Comparativo entre Sociedades Limitadase Sociedade Anônima

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Além da Sociedade Limitada e da Sociedade Anônima existem outros tipos de sociedade prevista na legislação brasileira, mas estes tipos societários são de rara utilização, a saber:

Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI)

Sociedade em Conta de Participação: É um tipo de sociedade que existe apenas entre os sócios, e não perante terceiros.

Sociedade em nome coletivo:Entidade legal com personalidade jurídica própria, onde todos os sócios, denominados sócios solidários, possuem a mesma participação nas decisões e dividem todas as obrigações da sociedade. Todos os sócios tem responsabilidade ilimitada e solidária, mas não respondem com bens pessoais.

Sociedade em comandita simples ou por ações:Entidade legal com personalidade jurídica própria, onde tem dois tipos de sócios: Comanditário: somente é responsável por seu valor de quota de participação (quota social em sociedade por comandita simples, ou por ações em sociedade em comandita por ações). Comanditado: tem responsabilidade ilimitada e é responsável pela administração e representação social.

Base Legal: A sociedade em comandita por ações é regida pelos artigos 1.090/1.092 do

Código Civil e pelos artigos 280/284 da Lei de Sociedades por Ações.

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TAPAS PARA ABERTURA DA EMPRESA NO

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Para iniciar um negócio no Brasil deve-se proceder um conjunto de registros legais da empresa, em todas as esferas governamentais: federal, estadual e municipal. Nesta fase de registro da empresa é indicado contratar um Contador e um Advogado de direito empresarial.

Em linhas gerais as etapas são as seguintes:

1. Registrar a empresa na Junta Comercial do estado no qual ela se instalará: apresentar o Contrato Social da empresa, em caso de Sociedade Limitada.Deste registro o proprietário receberá o Número de Identificação do Registro de Empresa (NIRE).

2. Registrar a empresa na Receita Federal do Brasil para obtenção do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).

3. Registrar a empresa na Secretaria de Estado da Fazenda no estado no qual ela se instalará para a obtençãoda Inscrição estadual.

4. Registrar a empresa na prefeitura do município para a obtenção da licença de operação, o alvará de funcionamento.

Entretanto, em alguns casos em que não haja a abertura de uma empresa no Brasil, o investidor estrangeiro necessitará obter o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).Há três grupos de empresas estrangeiras que estão sujeitos ao registro obrigatório no CNPJ:

1. Aqueles que possuem imóveis, veículos, embarcações, aeronaves ou contas correntes bancárias no Brasil.

2. Aqueles que realizarem ou contratarem as seguintes operações no Brasil são obrigados a registrar no Cadastro do Banco Central do Brasil (CADEMP): - Aquisição de ativos intangíveis (como marcas ou patentes) com prazo de pagamento de mais de 360 dias; - Financiamento; - Financiamento de importação; - Arrendamento mercantil proveniente do exterior; - Arrendamento simples, aluguel de equipamentos e embarcações; - Importação de bens sem cobertura cambial a ser incorporados nos ativos de empresas brasileiras; - Empréstimos de dinheiro concedido a residentes no Brasil; - Investimentos (ações em empresas brasileiras registradas).

3. Aqueles investimentos feitos exclusivamente nos mercados financeiros ou de capitais no Brasil são obrigados a registrar na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no Registro CVM de Investidores Estrangeiros.

No caso de empresas que são obrigadas a se registrar no Cadastro do Banco Central do

Brasil (CADEMP), o número de registro da empresa no Cadastro Nacional de Pessoa

Jurídica (CNPJ) é concedido automaticamente. Para as empresas registradas

domiciliadas no exterior, a inscrição no Registrona Comissão de Valores

Mobiliários(CVM) de Investidores Estrangeiros e a inscrição no Cadastro Nacional de

Pessoa Jurídica (CNPJ) ocorrem automaticamente no momento do Registro do

investidor estrangeiro.

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QUISIÇÃO DE

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ROPRIEDADE

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URAL NO

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NVESTIDOR ESTRANGEIRO

Segundo a legislação brasileira existe restrição no investimento direto em aquisição ou arrendamento de imóveis rurais por:

sociedades brasileiras sob controle estrangeiro

por estrangeiro residente no país ou

por pessoa jurídica estrangeira autorizada a funcionar no Brasil.

O imóvel rural pode ser: “Prédio rústico, de área contínua, qualquer que seja sua localização, que se destine à exploração extrativa, agrícola, pecuária ou agroindustrial, seja pela iniciativa privada, seja por planos públicos de valorização” (Ministério de Relações Exteriores – MRE, 2012).

Se realizar negócios jurídicos imobiliários que violem às restrições legais, estes serão nulos de pleno direito, ou seja, não terão validade.

A aquisição ou arrendamento de imóveis rurais por empresas brasileiras controladas por capital estrangeiro, bem como, por estrangeiros (pessoa física ou jurídica, residentes ou domiciliados) sofre restrições quanto ao tamanho da área rural, bem como, dependem de autorização de órgãos brasileiros como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Tais medidas complicam a realização de investimentos estrangeiros diretos em propriedades rurais, mesmo que estas sejam fruto de operações societárias como fusões e aquisições, pois receberão o mesmo tratamento para estrangeiros.

O estrangeiro PESSOA FÍSICA residente no Brasil pode adquirir propriedade rural dentro dos seguintes parâmetros:

Adquirir ou arrendar no máximo um imóvel rural, menor do que três módulos de exploração indefinida – MEI (unidade de medida de área determinada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), varia entre 5 e 100 hectares) para zonas geográficas que possuam características socioeconômicas e ecológicas homogêneas, conforme o tipo de exploração rural que nela possa ocorrer. Para adquirir ou arrendar imóveis rurais acima de 3 MEIs precisa ter autorização doInstituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), e não é permitido adquirir ou arrendar imóveis rurais acima de 50 MEIs.

A PESSOA JURÍDICA estrangeira pode adquirir ou arrendar propriedade rural dentro dos seguintes parâmetros:

Para investidores, pessoa jurídica, o tamanho da propriedade rural será de até 100

MEIs. Acima deste limite o investimento está sujeito a aprovação do Congresso

Nacional.

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Se o imóvel for para fins de desenvolvimento e implementação de projetos agropecuários, industriais ou de colonização dependerá de autorização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Tais projetos devem fazer parte do objeto social da empresa estrangeira.

Imóvel rural com área superior a 100 MEIsdepende de autorização por parte do Congresso Nacional, observando o limite de no máximo 25% da superfície do município em que se situem. Sendo que estrangeiros de mesma nacionalidade (e equiparados) não podem ser proprietários (ou arrendatários) de mais de 40% desse limite de 25%.

Somente o Presidente da República pode autorizar (por Decreto) a aquisição de propriedade rural por empresas estrangeiras em condições não previstas na lei, se forem importantes para projetos de desenvolvimento nacional.

Estas se restrições também se aplicam a transferências de imóveis rurais ocorridas por operações societárias como fusões, aquisições, mudança do controle acionário, etc.

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RIBUTAÇÃO INCIDENTE SOBRE INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS

A tributação incidente sobre investimentos detidos por estrangeiro em pessoas jurídicas no Brasil dependerá do regime adotado para registro desse investimento perante o Banco Central do Brasil, podendo ser:

(i) de acordo com a Lei nº 4.131/62, como Investimento Estrangeiro Direto por meio de aquisição de participaçõessocietárias, ou

(ii) Pela Resolução BACEN nº 2.689/00, como não residentes que investem no mercado financeiro de capitaisBrasileiro.

Usualmente os investidores estrangeiros serão tributadoscomo retenção na fonte produtora de renda no Brasil.

Tributação incidente sobre investidores estrangeiros

O tratamento tributário brasileiro é aplicável à remessa de dividendos, juros sobre capital próprio, juros derivados de contratos de empréstimos, royalties e ganhos de capital, havendo a incidência ou não do Imposto de Renda.

Implicações fiscais sobre aRemessa de dividendos: Os dividendos pagos por pessoa jurídica

brasileira para os acionistas, residente no Brasil ou não, de lucros depois de impostos, não

estão sujeitos à imposição do imposto de renda retido na fonte brasileira na medida em que

esses valores estejam relacionados a lucros gerados a partir de 01 de janeiro de 1996.

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Implicações fiscais sobreJuros sobre capital próprio – JCP: Além dos dividendos, as pessoas jurídicas podem distribuir JCP aos acionistas, o que é uma forma híbrida de remuneração do capital. Os pagamentos de JCP para um investidor estrangeiro estão sujeitos à imposição de imposto de renda retido na fonte à taxa de 15%, ou 25% se o investidor estrangeiro está domiciliado em um Paraíso Fiscal. Os JCPs pagos ou creditados são dedutíveis para fins de apuração do lucro real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Implicações fiscais sobreJuros derivados de contratos de empréstimos: Os pagamentos de juros estão sujeitos a imposto de renda retido na fonte a uma taxa de 15% se o investidor não está localizado em um Paraíso Fiscal (neste caso a taxa será de 25%). Entretanto existem situações específicas em que o investidor pode ser beneficiar redução do imposto de renda na fonte.

Implicações fiscais sobreRoyalties: Os pagamentos feitos por uma fonte brasileira a um beneficiário no exterior como remuneração de licenças de software e direitos autorais ou como royalties de patentes ou marcas registradas estão sujeitas à imposição de imposto de renda retido na fonte a uma taxa geral de 15% (taxa de 25% para paraíso fiscal).

Implicações fiscais sobreGanho de Capital: Ganho de capital corresponde à diferença entre o valor da transação (o preço de venda) e o custo do investimento.Ganhos de capital decorrentes de investimentos realizados por não residentes e registrados no Banco Central do Brasil estão sujeitos à incidência de imposto de renda retido na fonte à alíquota de 15%, ou 25% se para Paraíso Fiscal.

Tributação incidente sobre investidores estrangeiros não residentes

Entidades estrangeiras são tratadas como residentes no Brasil para fins de remessa de valores, se forem considerados como tendo uma unidade

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tributável no Brasil. Nos regulamentos tributários brasileiros, não há definição de empresa permanente. Todavia, a legislação tributária brasileira abrange duas situações em que um contribuinte não residente pode ser considerado como tendo uma unidade de negócio tributável no Brasil, mesmo sem estar formalmente registrada no país (sob este cenário, os nãos residentes podem estar sujeitos à tributação no Brasil, na medida em que as atividades realizadas localmente constituem uma unidade de negócios):

1. Entidades não residentes que realizem atividades de negócios no Brasil que não se registraram nos órgãos competentes como a Junta Comercial, poderão ser consideradas como Sociedade de Fato, portanto sendo considerada, para efeitos fiscais, uma empresa regular.

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Unidade de negócios é uma unidade de uma empresa ou um centro de atividade para o

desempenho contínuo de atividades comerciais e de serviços. Alguns elementos podem

fornecer orientações sobre a caracterização de uma unidade de negócios, tais como a

existência de: instalações, pessoal, logística, continuidade e autonomia administrativa

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2. A legislação estabelece que os nãos residentes estejam sujeitos a Imposto de Renda sobre os lucros obtidos no Brasil sobre a venda de mercadorias importadas através de mandatários (Pessoa agindo em nome do não residente através de um mandato), comissários (pessoa que exerce atividades sob o nome de um não residente), agentes locais ou representantes, se esses agentes têm poderes para celebrar contratos em nome dos não residentes vinculando as partes.

Se o não residente não é considerado como tendo uma unidade tributável no Brasil, ele estará sujeito à tributação brasileira se obtiver rendimentos de fontes brasileiras. Como regra geral, o pagamento, crédito, entrega ou remessa de remuneração de qualquer natureza, a partir de uma fonte brasileira à beneficiária residente no exterior, está sujeita à imposição da retenção na fonte. A imposição real do imposto de renda retido na fonte, bem como a taxa aplicável, depende da natureza dos rendimentos para a qual o pagamento ou o crédito se refere. Neste sentido, os rendimentos e ganhos de capital, entre outras receitas, pagas a um beneficiário no exterior estão sujeitos a imposto de renda retido na fonte à taxa geral de 15% ou a uma taxa de 25% se o beneficiário está localizado em um Paraíso Fiscal ("LTJ" ).

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S INCENTIVOS FISCAIS E CREDITÍCIOS PARA INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS

Os investidores estrangeiros com interesse em investir no Brasil podem submeter os seus projetos aos Governos Estaduais, de forma a identificar potenciais benefícios concedidos a novos negócios. Em âmbito estadual não há um programa padronizado em todo o Brasil de atração de investimentos e concessão de benefícios. Estes serão avaliados pelos governos estaduais, caso a caso, podendo ser concedidos redução de impostos, disponibilidade de terrenos, redução de custos públicos (energia elétrica, etc.). Normalmente o órgão responsável em analisar os projetos de investimentos diretos são as Secretarias de Desenvolvimento Econômico e/ou de Articulação Internacional estabelecida em cada governo estadual.

Em âmbito federal usualmente os investidores estrangeiros conseguem ter o mesmo acesso aos incentivos fiscais e financeiros concedidos aos investidores locais, ou em empresas estabelecidas no Brasil. Tais incentivos buscam subsidiar empréstimos financeiros com taxas de juros reduzidas, ou redução de impostos, na produção, exportação e até mesmo na importação.

Alguns programas de incentivos são direcionados à regiões no Brasil, como o caso da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste(SUDENE), Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM) e Zona Franca de Manaus, outros são destinados a setores como TI, Petróleo e Gás, e outros, ainda, são destinados à atividades como exportação, importação. Podendo estes se mesclarem, regional, setorial e por atividade. Os incentivos são categorizados como Fiscais e Creditícios (Financeiros).

Acesso ao crédito e incentivos fiscais no Brasil

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Os incentivos fiscais podem ser de ordem federal, estadual ou municipal. Seu objetivo éprincipalmente a capitalização de empresas para determinados locais; o crescimento das exportações; e aredução dos custos de produção.

Os incentivos creditícios podem ser obtidos por meio de agências de desenvolvimento, ou por bancos, públicos ou privados. Os programas de incentivo passam por constante revisão, tanto da aproximação de um objetivo quanto de quais categorias e valores serão abatidos. As agências de desenvolvimento estatais são, também, um meio de se obter garantias e empréstimos dos governos.

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RABALHO DE ESTRANGEIROS NO

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Outro aspecto a ser observado pelo investidor estrangeiro que se instalará no Brasil e que irá expatriar colaboradores é a legislação brasileira que prevê condições diferenciadas para o trabalho de estrangeiros no país. Em regra geral, o trabalhador estrangeiro necessitará ter um visto que o permita trabalhar e/ou residir no Brasil. O visto poderá ser concedido como visto temporário ou como visto permanente. O visto temporário contempla o visto de trabalho, mas além do visto o colaborador precisará também realizar alguns registros no Brasil, como inscrever-se no Registro Nacional de Estrangeiros da Polícia de Imigração e no Cadastro de Pessoa Física (CPF), quando a legislação tributária o impuser, obter uma carteira de trabalho (se for necessário nostermos da legislação brasileira) e, se desejar dirigir, observar a legislação de trânsito brasileirae obter a autorização necessária. Por último, dependendo do tipo de atividade a serdesempenhada, o registro no órgão fiscalizador da profissão poderá ser obrigatório.

No Brasil diversos órgãos governamentais estão envolvidos com o tema imigração no Brasil, sendo eles: o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Conselho Nacional de Imigração (CNIg), o Ministério da Justiça (MJ) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

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BTENÇÃO DA LICENÇA AMBIENTAL

O licenciamento ambiental é exigido para o exercício de determinadas atividades. Segundo a

legislação, “a construção, instalação, ampliação e funcionamento de estabelecimentos e

atividades utilizadoras de recursos ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores ou

capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, dependerão de prévio

licenciamento ambiental”.O licenciamento ambiental é o procedimento administrativo pelo

qual o órgão ambiental licencia a localização, instalação, ampliação e operação de

empreendimentos e atividades produtivas. Dentre os órgãos licenciadores encontram-se o

órgão executor da política nacional do meio ambiente o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente

e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), os órgãos estaduais e os órgãos municipais.

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Por fim, destaca-se a importância em se contratar uma assessoria brasileira envolvendo a assessoria jurídica e contábil para o acompanhamento e para a correta inserção da empresa de capital estrangeiro no Brasil.

Referências

Brasil. Ministério das Relações Exteriores. Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (CESA). Guia Legal para o Investidor Estrangeiro no Brasil. Brasília: MRE: BrasilGlobalNet, 2012. Capítulo 5.

AMCHAM . American Chamber of Commerce for Brazil International Affairs Department Brazil.

How establish a business presence in Brazil. AMCHAM: 2012/2013.

AMCHAM . American Chamber of Commerce for Brazil International Affairs Department Brazil.

How to manage corporate taxes in Brazil. AMCHAM: 2012/2013.

AMCHAM . American Chamber of Commerce for Brazil International Affairs Department Brazil.

How Import into Brazil. AMCHAM: 2012/2013.

AMCHAM . American Chamber of Commerce for Brazil International Affairs Department Brazil.

Como obterlicençasambientais no Brasil. AMCHAM: 2012.

KPMG. Investment in Brazil. 11. ed. São Paulo : Escrituras Editora, 2011.

Brasil. Investing in Brazil: starting a business. Disponível em: <

http://www.brasil.gov.br/para/invest/starting-a-business/foreign-registered-company > .

Acesso em abr.2013.

Brasil. Investing in Brazil: finances. Disponível em:

<http://www.brasil.gov.br/para/invest/taxes> . Acesso em abr.2013.

Referências

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