E P A R A O T R A B A L H O
G E N E S I O V i V A N C O S O L A N O S O B R I N H O *1'»
1 — I N T R O D U Ç Ã O
S e m p r e q u e se fala e m trabalho d o adolescente, faz-se cara feia e se p e n s a logo e m exploração. S e falamos e m trabalho s e m vínculo emprega- tício, então, estaremos provocando u m a reação tão estupenda d e respon
sáveis pelo bem-estar d o menor, e, portanto, pretensamente tutelares, que a c a b a m o s nos sentindo e m situação d e e n o r m e constrangimento.
S obre o tema, contudo, nos sentimos confortados c o m o alentado e b e m f u n da me nt ad o trabalho realizado pelo Prof. Antonio Carlos Flores de Moraes, q u e publicou1’1 u m dos mais completos estudos sobre a situação do adolescente q u e con he ce mo s.
Já e m seu prefácio, após lembrar a preocupação d a Organização In
ternacional do Trabalho, q u e critica a falta d e regulamentação d o trabalho do adolescente pelos países-membros, ressalta que, a par d e u m a política ten
dente a assegurar a efetiva abolição d o trabalho exercido por crianças, e a aumentar progressivamente a idade mínima para se admitir empregados,
“é necessário reconhecer-se a maioridade d a sociedade e sua capacidade de criar instrumentos próprios d e autodefesa, indepen
dente d o regulamentarismo estatal, tornando-se, assim, indispensá
vel a criação de atividade regular r emunerada para os adolescentes, c o m finalidade pedagógica e s e m o seu ingresso no m e r c a d o de tra
balho. E s s a medida, no entanto, n ã o p od e significar fraude à legisla
ção trabalhista, m a s sim meio de e du ca çã o d e n ossa juventude".
(•) Juiz aposentado d o Tribunal Regional d o Trabalho da 15’* Região; ex-Presídenfe d a A M A T R A XV; ex-Prolessor da P U C C A M P . Universidade S ã o Judas. Faculdades Associadas d o Ipiranga, F M U e Faculdade d e Direito d e Araçaluba; Presidente eleito (ano 2001-02) d o Rotary Club de S ã o Paulo — Santo A m a r o e Presidente do Centro Rotário Educacional, Social, Cultural e Recrea
tivo d e Santo A m a r o — C R E S C E R .
(1) M O R A E S , Antonio Carlos Flores de, "Trabalho d o Adolescente — Proteção e Profissionalização", Ed. Del Rey, 1995, p.41.
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Por isso, há q u e se dar a devida atenção para o q u e dispõe a nossa Constituição Federal, quando, e m seu art, 227, declara ser a criança e o adolescente titulares d e Direitos Fundamentais, dentre os quais se inscre
v e m os direitos à educação, a proteção ao trabalho e à profissionalização, e, n o art. 214, q u e a lei estabelecerá o plano nacionaí de e du ca çã o visan
do, dentre outras ações d o Poder Público, à formação para o Trabalho.
E m consequência, portanto, cresce de importância o Estatuto d a Crian
ç a e do Adolescente {Lei n. 8.069/90) e a nova Lei d e Diretrizes e B ases (Lei n. 9.394/96) q u e se apresentam c o m o “leis especiais” e visam intervir e regulamentar essas áreas estratégicas d e proteção de direitos infanto-ju- venis, a par das n o r m a s q u e disciplinam o efetivo ingresso d o adolescente no m e r c a d o d e trabalho.
Mister s e faz, e m conseqüência, q u e o trabalho educativo, previsto no art. 6 8 d o Estatuto d a Criança e do Adolescente
“prolifere entre nós, o que possibilitará, por si só, uma maior flexibilidade na aplicação das normas trabalhistas",
c o m o vaticinou o autor supramencionado.
O objetivo d o presente trabaiho, portanto, é o d e coiaborar c o m a difusão d o conhecimento a respeito desse tipo de trabaiho e sua importân
cia para a e d u c a ç ã o d o adolescente, dentro d e u m a política d e proteção ao m e n o r e c o m a preocupação de propiciar-lhe condições dignas d e d e s e n volvimento físico e mentai, c o m o fatores de integração a atividade produti
va e ao bem-estar social.
2 — D A E D U C A Ç Ã O P A R A O T R A B A L H O
C u m p r i n d o o m a n d a m e n t o constitucional pertinente, dispõe a Lei de Diretrizes e B a s e s d a E d u c a ç ã o Nacional, e m seu art. 39, q u e a
“e d u c a ç ã o profissional, integrada às diferentes formas de e d u cação, a o trabalho, à ciência e à tecnologia, c on du z a o permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva”,
acrescentando, ainda, q u e ela
“será desenvolvida e m articulação c o m o ensino regular ou por diferentes estratégias de e du ca çã o continuada, e m instituições espe
cializadas ou no ambiente de trabalho” (art. 40).
R e g u l a m e n t a n d o tais disposições, o Decreto Federal n. 2.208, de 17.4.97, especifica três níveis d e e d u ca çã o profissional: básico, técnico e tecnológico, a saber:
“I — básico: destinado à qualificação e reprofissionalização de trabalhadores, independentemente de escolaridade prévia;
II — técnico', destinado a proporcionar habilitação profissional a alunos matriculados ou egressos d o ensino médio, d e v e n d o ser mi nistrado n a forma estabelecida por este Decreto;
II! — tecnológico: correspondente a cursos d e nível superior na área tecnológica, destinados a egressos d o ensino m é d i o e técnico".
Assim, portanto, a educação para o trabalho, c o m o visto, será propi
ciada e m três níveis, observando que, enquanto o técnico e o tecnológico são destinados à habilitação profissional Técnica ou Superior, o nível bási
co se destina à formação d e trabalhadores e m gerai, sem qualquer escola
ridade prévia. É esta, portanto, a primeira, e verdadeira. Formação para o Trabalho a q u e se refere o art. 214, d a Constituição Federal.
3 — D A E D U C A Ç A O P E L O T R A B A L H O
C o n f o r m e ressaltado acima, essa educação, o u formação para o tra
balho, poderá ser ministrada ou através d o ensino regular ou articulada e m
“estratégias de e d u c a ç ã o continuada, e m instituições especializadas ou no ambiente de trabalho".
Q u a n d o ministrados através d a rede d e ensino regular o u de institui
ç õe s especializadas, n ã o existirá qualquer dúvida d e q u e a respectiva formação profissional será parte d e u m processo educacional próprio, de natureza pedagógica.
Entretanto, questões haverão d e ser respondidas q u a n d o tal forma
ç ã o for ministrada no ambiente de trabalho e, portanto, tratar-se d e u m a educação pelo trabalho e, d a ação do educando, durante seu aprendizado, resultar u m a prestação d e serviço.
E m virtude d e tratar-se de u m trabalho produtivo, c o m valor econômico, jamais poderá deixar d e ser remunerado. D e outra parte, desenvolvendo o trabalho n o âmbito d e u m a empresa, estará o educando submetido às ordens e disciplina d a própria e mp re sa e, portanto, a u m trabalho subordinado.
A questão fundamental q u e surge é aquela d e se saber e m q u e c o n dições tal trabalho deverá não ser considerado para os fins d a legislação trabalhista, protetora dos trabalhadores e m geral e dos m e n o r e s e m e s p e cial (Cap. IV, da CLT), restando de natureza e minentemente educacional. 4
4 — D O C O N T R A T O D E A P R E N D I Z A D O
O Brasil, q u e adotava a limitação e m 14 (catorze) a no s para a idade m í n i m a d e admissão d o m e n o r a o processo produtivo, c o m a Constituição de 1967 teve essa idade reduzida para 12 anos. C o m a promulgação da
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nova Constituição e m outubro de 1988, essa idade retornou aos 14 anos (art. 7®, inciso XXXIII) e, pela recente E C 20/98, foi ampliada para 16 anos, estando assim redigido o dispositivo constitucional e m vigor.
“Art. 7 S — S ã o direitos dos trabalhadores urbanos e rurais...
XXXIII — proibição d e trabalho noturno, perigoso ou insalubre aos m e n o r e s d e dezoito e de qualquer trabalho a M e n o r e s de D e z e s seis Anos, salvo na condição de aprendiz".
Por esse dispositivo legal, c om b i n a d o c o m aquele d o art. 227, § 32, inciso I, d a m e s m a Constituição, tem-se q u e n e n h u m m e n o r poderá ser admitido como empregado (contrato regido pela legislação social, o u C L T e legislação complementar) antes de completar 16 (dezesseis) anos, salvo na condição de aprendiz, a partir dos 14 (catorze) anos (art. 403, CLT).
Q u e r isto dizer q u e o m e n o r é Admitido c o m o integrante do Processo Produtivo (econômico), c o m os direitos trabalhistas e previdenciários a ss e gurados pela Constituição, já a partir de 14 A N O S , d e s d e q u e mediante u m Contrato de Aprendizagem.
Mas, d ua s outras questões d e v e m ser colocadas:
1a) todo contrato de aprendizagem será u m contrato de traba
lho, o u seja, c o m vinculo empregatício?
2 a) todo trabalho executado por u m m e n o r entre 14 e 16 anos deverá ser, necessariamente, objeto de um contrato de aprendizagem?
E m princípio, e m se tratando de u m processo d e formação para o trabalho e pelo trabalho, teríamos q u e todo contrato para q u e tanto se rea
lize n o ambiente de trabalho deveria ser u m contrato de aprendizagem.
Contudo, conforme disposto n o art. 428, d a CLT, c o m a redação q u e ihe foi d a d a recentemente (Lei n. 10.097, de 19.12.2000), dever-se-á e n tender por contrato de aprendizagem:
“o contrato de trabalho especial, ajustado por escrito e por pra
zo determinado, e m q u e o empregador se c o m p r o m e t e a assegurar a o maior d e quatorze e m e n o r d e dezoito anos, inscrito e m programa d e aprendizagem, formação técnico-profissional metódica, compatí
vel c o m o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico, e o apren
diz, executar, c o m zelo e diligência, as tarefas necessárias a essa formação”.
Logo, pela definição legal, o d e n o m i n a d o contrato de aprendizagem será restrito aos casos d e formação técnico-profissional, o u d e e d u ca çã o profissional d e nível técnico, a q u e se refere o supramencionado art. 3 9, d o Decreto n. 2.208/97.
N e s s e caso, portanto, o trabalho d o adolescente será daqueles com vínculo empregaticio e, assim, submetido às n o r m a s da Consolidação das Leis d o Trabalho.
N o entanto, reza a Lei n. 6.494, d e 7 de d e z e m b r o d e 1977, q u e as P e s s o a s Jurídicas d e Direito Privado, os Ó r g ã o s da Administração Pública e as Instituições d e Ensino
“p o d e m aceitar, c o m o estagiários, alunos regularmente matri
culados e q u e v e n h a m freqüentando, efetivamente, cursos vincula
dos à estrutura do ensino público e particular, nos níveis superior, profissionalizante de 2B grau e supletivo”.
Trata-se, t a m b é m , de u m processo de formação profissional ministra
d a n o ambiente d e trabalho, correspondente a cursos de nível superior na área tecnológica, e extensiva a egressos do ensino médio e técnico, e, portanto, d e 3a nível n a escala prevista n o art. 3a d o Decreto n. 2.208.
Teremos, portanto, u m aprendizado submetido a contrato de estágio, não deixando o educando de ser u m aprendiz m a s sua prestação de serviço não cria vínculo empregaticio, s e g u n d o o art. 4 a d a m e s m a Lei n. 6.494/77.
Concluindo e procurando responder as perguntas acima formuladas, p o d e m o s dizer que, observados os níveis d e e d u c a ç ã o para o trabalho previstos pela Lei d e Diretrizes e B a s e s da E d u c a ç ã o Nacional, todo em
pregado adolescente t e m direito d e ser submetido a u m processo d e for
m a ç ã o profissional no próprio ambiente de trabalho, d e nível técnico-pro- íissional, através de u m contrato de aprendizagem, nos termos dos artigos 4 2 8 e 429, d a CLT, e, portanto, com vínculo empregaticio.
Contudo, tratando-se de adolescente não empregado, m a s matricu
lado e m curso vinculado à estrutura d o ensino público ou particular, de nível profissionalizante de 2fi grau, a exemplo daqueles d e curso superior, poderá ser beneficiado por u m contrato de estágio, n os termos da Lei n.
6.494, e, pois, sem vinculo empregaticio.
A Lei n. 6.494, de 7 d e d e z e m b r o de 1977, portanto, n a esteira d a Lei d e Diretrizes e B a s e s d a E d u c a ç ã o Nacional, inicialmente referida, visa proporcionar a c o m p l e m e n t a ç ã o d o ensino e d e a p r en di za ge m àqueles alunos regularmente matriculados, e que v e n h a m freqüentando efetivamen
te, cursos vinculados à estrutura d o ensino público e particular nos níveis superior, profissionalizante d e 2 S grau e supletivo, e q u e não s ejam e m p r e gados, visando à profissionalização de nível tecnológico.
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Acontece, porém, q u e existe u m a grande parcela d e adolescentes situada n a faixa etária entre 1 4 e 16 anos, s e m qualquer escolaridade, m a s e m condições para a educação profissional de nível básico.
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Para esíes, o art. 6 8 d a Lei n. 8.069/90 ( ECA) prevê
"a possibilidade d e sua participação n o programa social que tenha por b as e o trabalho educativo",
observando os §§ 1® e 2® q u e se entende por trabalho educativo:
“A atividade laborai e m q ue a s exigências pedagógicas relati
vas a o desenvolvimento pessoal e social d o e d u c a n d o prevalecem sobre o aspecto produtivo d e m o d o q u e a remuneração q u e receber, pelo trabalho efetuado o u a participação na v e n d a dos produtos de seu trabalho, n ã o desfigura esse caráter educativo".
E s s e p ro gr am a social, q u e tenha por base o trabalho educativo, p o derá ser efetivado, reza o artigo 91, d a m e s m a Lei n. 8.069, por “entidades governamentais o u não governamentais” devidamente registradas n o C o n selho Municipal d o s Direitos d a Criança e d o Adolescente.
C o m p r e e n d e n d o o nível básico d a educação profissional do adoles
cente, o trabalho educativo será parte integrante, assim, d e u m processo de aprendizagem, e m nível d e estágio, e m q u e o aspecto pedagógico pre
valece sobre o aspecto produtivo.
Distintos, portanto, os contratos de aprendizagem, de estágio e de trabalho educativo, p o d e m o s afirmar s e r e m característicos diferencíadores deste último:
a) aprendizado destinado à qualificação profissional básica de adolescentes a partir d e 14 anos, independentemente de sua escola
ridade prévia {art. 3 2, I, d o Decreto n. 2.208/1997);
b) atividade educacional e laborai do adolescente vinculada a uma instituição governamental, ou não governamental sem fins lu
crativos devidamente registrada no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (art. 68, capute 91, Lei n. 8.069,13.7.90);
c) respeito à condição peculiar d e pessoa em desenvolvimento e capacitação adequada ao mercado de trabalho (art. 69, Lei n. 8.069);
d) exigências pedagógicas relativas a o desenvolvimento p es
soal e social d o e d u c a n d o prevalecentes sobre o aspecto produtivo {§ 1®, art. 68, Lei n. 8.069);
e) proporcionado a adolescentes, a partir de 14 anos (§ 3®, art. 227, d a CF);
f) por constituir parte de u m processo educativo, Não cria vín
culo empregatício (§ 2®, art. 68, Lei n. 8.069).
6 — C O N C L U S Ã O
A e d u c a ç ã o profissional t e m por objetivos; a) promover a transição entre a escola e o m u n d o d o trabalho, capacitando jovens e adultos c o m
conhecimentos e habilidades gerais e específicas para o exercício d e ativi
d a d e s produtivas; b) proporcionar a formação d e profissionais, aptos a exercerem atividades específicas no trabalho; c) especializar, aperfeiçoar e atualizar o trabalho e m s eu s conhecimentos tecnológicos; d) qualificar, reprofissionalizar e atualizar jovens e adultos trabalhadores, c o m qualquer nível de escolaridade, visando s u a inserção e melhor d e s e m p e n h o n o exer
cício do trabaího.
Assim, divida a e d u ca çã o profissional e m três níveis d e formação, para os níveis técnico e tecnológico a e du ca çã o pelo poderá ser ministra
da, sem vínculo empregaticio, por aqueles q u e p r e e n c h e m os requisitos da Lei n. 6.494, aqueles matriculados e m cursos específicos e mediante está
gios remunerados, ou, com vínculo empregaticio, mediante contrato de aprendizagem regulado pela CLT.
Já, para a formação e m nível básico, o u para adolescentes s e m a exigência d e qualquer escolaridade prévia, essa e du ca çã o deverá ser d ad a pelo sistema do trabalho Educativo estatuído no art. 68, d a Lei n. 9.060 (ECA), e condições supra-elencadas, não se confundindo c o m qualquer das demais modalidades d e aprendizagem vistas.
Para finalizar, voltamos aos ensinamentos d e Flores de Moraes™, q u a n d o remetendo-nos a Octávio Paz™ afirma q u e “n a Amé ri ca Latina há u m a contradição entre d ua s ordens: o idea! e o real. A s leis s ã o novas, m a s velhas as sociedades". Graças a essa contradição, acrescentes ele, n e n h u m a regra constitucional foi suficiente para alterar a distribuição de ren
d a no País, situada entre as três ou quatro mais injustas d o planeta, c o n s tituindo-se essa a verdadeira c ausa da expioração do trabalho da criança e do adolescente".
E e m conclusão, arremata:
"A respeito d essa questão, h á d e se levar s e m p r e e m contra as pala
vras do Papa João XXIII, n o sentido de q u e a sociedade deve lutar ‘pela criação d e instituições inspiradas n a justiça social’ e a instauração d e u m a o r d e m jurídica q u e harmonize os interesses particulares d a atividade e c o n ôm ic a c o m as exigências do interesse social. E a criação dessas institui
ções justas s o m e n t e poderá ser feita através d o direito, conforme nos ensi
na François Rigaux (1974):
‘S e o direito t e m u m sentido é o d e nos oferecer u m projeto de sociedade futura e de contribuir, pelos m ét od os que lhes são próprios, para realizá-la'." 23
(2) A. e ob. cil.. pp. 19 e 23.
(3) PAZ, Otávio, “Aurora e m liberdade'', 1990.