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RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO

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R ELATÓRIO DA

A DMINISTRAÇÃO 1º Trimestre de 2017

SENHORES ACIONISTAS,

Apresentamos o Relatório da Administração do BRB - Banco de Brasília S.A., relativo ao 1º trimestre de 2017, que segue as disposições legais estabelecidas pela Lei das Sociedades por Ações, pelo Conselho Monetário Nacional - CMN, pelo Banco Central do Brasil - Bacen, pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM.

DIRETORIA COLEGIADA

(2)

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ... 4

1.1. Apresentação ... 4

1.2. Principais Números – BRB Consolidado ... 5

2. CONJUNTURA ECONÔMICA INTERNACIONAL, NACIONAL E LOCAL ... 7

3. ANÁLISE DO DESEMPENHO OPERACIONAL ... 9

3.1. Ativos Totais ... 9

3.2. Composição dos Ativos... 9

3.3. Carteira de Crédito ... 10

3.3.1. Carteira Comercial ... 11

3.3.2. Carteira de Desenvolvimento ... 11

3.3.3. Provisões ... 12

3.3.4. Inadimplência ... 13

3.3.5. Qualidade da Carteira ... 13

3.3.6. Cobertura de Inadimplência ... 14

3.4. Passivos Totais ... 14

3.4.1. Funding ... 14

3.4.1.1. CAPTAÇÕES INSTITUCIONAIS ... 16

3.5. Loan to Deposit ... 17

3.6. Patrimônio Líquido e RSPL ... 18

3.7. Análise de Resultados ... 18

3.7.1. Evolução das Receitas ... 18

3.7.2. Composição das Receitas ... 19

3.7.3. Receitas da Intermediação Financeira ... 19

3.7.4. Outras Receitas Operacionais ... 20

3.7.5. Evolução das Despesas ... 20

3.7.6. Composição das Despesas ... 21

3.7.7. Despesas da Intermediação Financeira... 21

3.7.8. Outras Despesas Operacionais ... 22

3.7.9. Lucro Líquido ... 22

3.8. Gestão do Capital ... 23

3.8.1. Índice de Basileia ... 23

3.8.2. Capacidade de Alavancagem... 23

3.8.3. Índice de Imobilização ... 24

4. GESTÃO DE RISCOS, CONTROLES INTERNOS E CONFORMIDADE ... 24

4.1. Gestão de Riscos ... 24

4.1.1. Risco de Mercado ... 25

(3)

4.1.2. Risco de Liquidez ... 26

4.1.3. Risco Operacional ... 26

4.1.4. Risco de Crédito ... 27

4.1.5. Risco Socioambiental ... 27

4.1.6. Política de Risco Reputacional ... 27

4.2. Controles Internos e Conformidade ... 28

5. GUIDANCE ... 28

6. INFORMAÇÕES LEGAIS ... 29

7. AGRADECIMENTOS ... 30

(4)

1. INTRODUÇÃO 1.1. Apresentação

O Banco de Brasília S.A. – BRB é um banco múltiplo, constituído sob a forma de sociedade de economia mista e é o único banco público estadual da Região Centro- Oeste, cujo acionista majoritário é o Distrito Federal, com 96,85% das ações.

Com mais de 50 anos de existência, o BRB destaca-se pela força da sua carteira comercial, que contribui para a promoção do desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal, e de suas áreas de influência.

O BRB está posicionado entre os maiores bancos brasileiros. É o 10º banco em crédito imobiliário; 11º em depósitos à vista; 9º em depósitos a prazo, 11º em depósitos em poupança. Está posicionado, ainda, como o 19º banco em crédito rural e 25º em operações de crédito.

O Conglomerado BRB é formado pelas empresas coligadas e controladas pelo Banco de Brasília S.A.. Abaixo, apresentamos a estrutura e a composição acionária do BRB.

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1.2. Principais Números – BRB Consolidado

Grandes Números - Patrimonial (R$ milhões) BRB - Múltiplo

Patrimonial 31.03.17 31.12.16 Δ%*

Ativo Total 13.576 13.356 1,6

Operações de Crédito (Líquido) 7.546 7.664 -1,5

Títulos e Valores Mobiliários 1.230 1.260 -2,4

Depósitos Totais 8.975 8.990 -0,2

Depósitos à Prazo 6.370 6.246 2,0

Patrimônio Líquido 1.191 1.174 1,4

BRB - Consolidado

Patrimonial 31.03.17 31.12.16 Δ%*

Ativo Total 13.771 13.564 1,5

Operações de Crédito 8.740 8.857 -1,3

Títulos e Valores Mobiliários 1.367 1.395 -2,0

Depósitos Totais 8.566 8.590 -0,3

Depósitos à Prazo 5.966 5.865 1,7

Patrimônio Líquido 1.191 1.174 1,4

Grandes Números - Resultado (R$ milhões) BRB - Múltiplo

Resultado 1T2017 1T2016 Δ%*

Lucro Líquido 16,2 -11,0 247,0

Rec. Inter. Fin. 631 660 -4,4

Resultado c/TVM 97 103 -5,9

Desp. Inter. Fin. -389 -393 -1,2

Rec. Prest Serv. 6 6 4,8

Rec. de Tarifas 35 34 4,1

BRB – Consolidado

Resultado 1T2017 1T2016 Δ%*

Lucro Líquido 16,2 -11,0 247,0

Rec. Inter. Fin. 710 726 -2,2

Resultado c/TVM 65 74 -11,1

Desp. Inter. Fin. -379 -402 -5,7

Rec. Prest Serv. 52 43 20,0

Receita Tarifas 40 38 5,8

Indicadores de Desempenho BRB – Múltiplo

Indicadores 1T2017 (%) 1T2016 (%) Δp.p.

Retorno sobre o Ativo - ROAA 1,7 0,2 1,5

Retorno sobre Operações de Crédito – RSOC 26,4 25,3 1,1

Retorno sobre o Patrimônio Líquido – RSPL 19,0 2,1 16,9

Custo sobre o Passivo Médio - CPM 9,0 9,4 -0,4

Alocação 55,6 59,5 -3,9

Liquidez Corrente 0,82 0,82 0,0

Liquidez Geral 1,10 1,10 0,0

Eficiência Total 102,2 105,5 -3,3

Eficiência Tarifária 22,1 18,5 3,6

Depósitos a Prazo/Depósitos Totais 71,0 73,8 -2,9

Índice de Cobertura da Inadimplência 156,1 133,6 22,5

Inadimplência 4,0 4,3 -0,3

BRB - Consolidado

Indicadores 1T2017 (%) 1T2016 (%) Δp.p.

Retorno sobre o Ativo - ROAA 1,7 0,2 1,5

Retorno sobre Operações de Crédito – RSOC 27,7 26,4 1,3

Retorno sobre o Patrimônio Líquido – RSPL 19,0 2,1 16,9

Custo sobre o Passivo Médio – CPM 8,5 8,9 -0,4

Alocação 63,5 65,4 -1,9

Liquidez Corrente 0,75 0,77 0,02

Liquidez Geral 1,11 1,11 0,00

Eficiência Total 75,1 85,7 -10,6

Eficiência Tarifária 44,6 35,1 9,6

Depósitos a Prazo/Depósitos Totais 69,6 73,1 -3,4

(6)

Índice de Cobertura da Inadimplência 150,0 132,3 17,7

Inadimplência 4,1 4,4 -0,3

Gestão do Capital

31.03.17 31.12.16

Índice de Basileia 15,41% 15,26%

Capital de Nível I (R$ milhões) 1.050 1.079

Capital de Nível II (R$ milhões) 387 386

Estrutura de Atendimento

31.03.17 31.12.16

Agências DF 120 119

Agências Outros Estados 8 8

Correspondentes 165 195

Pontos de Autoatendimento Próprios 679 761

Pontos de Autoatendimento Compartilhados 49.958

Transações por Tipo de Canal (milhares)

1T2017 1T2016

Canais Físicos 9.757 11.152

Canais Digitais 31.507 27.815

Colaboradores

31.03.17 31.12.16

Funcionários 3.180 3.185

Terceirizados 965 1.017

Jovem Aprendiz e Estagiários 587 524

Total 4.732 4.726

Carteira de Clientes (milhares)

31.03.17 31.12.16

Correntistas Ativos 350 345

Físicas 321 316

Jurídicas 28 28

Governo 1 1

Contas de Poupança 282 277

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2. CONJUNTURA ECONÔMICA INTERNACIONAL, NACIONAL E LOCAL

A evolução da economia mundial no último trimestre apresentou melhora relevante na esteira do bom desempenho das sondagens de crescimento, cujo efeito foi de performance positiva para os mercados mundiais de ativos (sobretudo acionários).

No entanto, as estatísticas de atividade ainda revelam ritmo morno de crescimento.

O Fundo Monetário Internacional (FMI), em seu relatório sobre perspectivas para economia mundial (WEO), revisou suas projeções de crescimento para os próximos anos marginalmente (+0,1% para 3,5%, em 2017, e manteve a previsão de 3,6%

para 2018). Ainda segundo o FMI, a melhora da previsão para este ano está fundamentada no fortalecimento da demanda global, em função da recuperação dos preços de commodities, dos estímulos do governo na China e das prováveis medidas de expansão fiscal e da desregulamentação da economia dos EUA.

Na Europa, o revés de forças políticas consideradas “eurocéticas” após as eleições holandesas e as perspectivas de que as eleições francesas mantenham a agenda pró Euro contribuíram para que as projeções do FMI, para 2017, para a Alemanha, França e Espanha fossem revisadas para melhor para a região da moeda única (+0,2% para 1,7%).

Quanto à economia norte-americana, o FMI revisou as projeções para cima, de +0,1% para 2,3% em 2017, e citou que entre os principais motivos, estão as promessas do atual presidente americano com relação a um maior ativismo fiscal, investimentos em infraestrutura, redução de impostos e a desregulamentação do setor financeiro. Esta agenda econômica refletiu em uma maior confiança das famílias e das empresas nos EUA.

Na Ásia, as previsões de expansão da China de 6,6% (+0,4%) foram alicerçadas pelas políticas de estímulo além do estimado pelo Fundo Monetário Internacional. O Japão, segundo o relatório WEO, deve incrementar seu crescimento em 0,6%, para 1,2% em 2017, por conta da recuperação cíclica da produção industrial e do comércio exterior iniciado na segunda metade de 2016.

Em relação ao Brasil, a leitura atual revela uma perspectiva de avanço na tramitação de reformas estruturais (trabalhista e previdenciária), que tem proporcionado uma descompressão do risco-país em comparação ao risco médio de outras economias emergentes. A flexibilização monetária iniciada no fim do ano passado e o grau de sustentabilidade do governo, desinflação corrente e a liberação de recursos das contas inativas do FGTS corroboram uma visão prospectiva melhor para a economia nacional.

Vale ressaltar que o descompasso entre as sondagens e estatísticas da atividade doméstica, semelhante ao que ocorre nos EUA, tem gerado preocupação. Nessa situação, o FMI entende que o país precisa dar prosseguimento a implementação de reformas para recuperar o crescimento, porém a incerteza política é um obstáculo.

Assim, a instituição internacional destaca que o progresso destas reformas associado ao relaxamento monetário em curso devem permitir um crescimento gradual do país no patamar de 0,2% em 2017, ou seja, mesmo nível estimado em janeiro deste ano.

Quanto ao crédito, dados do Banco Central referente ao primeiro trimestre revelaram que houve uma alta de 0,2% na passagem de fevereiro para março e uma queda dos juros e nos spreads bancários. Esta reação coincide com a distensão monetária promovida pelo Banco Central desde outubro do ano passado, bem como da reavaliação dos riscos pelas instituições financeiras, da estabilização

(8)

da inadimplência e do fortalecimento dos índices de confiança das famílias. Não obstante, a queda de 0,9% do estoque de crédito no 1T17 mostra que os efeitos de mais de dois anos de recessão ainda se dão de forma frágil e desigual com recuo de 2,9% para Pessoa Jurídica e elevação de 1,0% do crédito a Pessoa Física.

Em relação à atividade do Distrito Federal, o Idecon-DF recuou 2,2% no quarto trimestre de 2016 (resultado publicado em março/17) registrando a oitava taxa negativa consecutiva. Nesse mesmo período, o IBGE computou queda de 2,5%

para o Brasil. A agropecuária apresentou o melhor resultado, com alta de 9,9%, ao passo que indústria e serviços registraram queda de -2,6% e -2,3%, nesta ordem.

A elevação do setor agropecuário não foi suficiente para que a atividade econômica local ficasse no azul, pois representa apenas 0,4% da estrutura produtiva. O setor industrial, com peso de 6,6% na composição da economia, revelou contração de 2,6%, afetada pelo segmento de construção devido aos efeitos de juros elevados e alta do desemprego. Enquanto o setor de serviços, maior responsável pela dinâmica econômica do DF, a retração de 2,3% foi influenciada pela Administração Pública, que responde por 43,1% da estrutura produtiva local.

Cabe destacar que as estimativas para os próximos trimestres ainda apresentam alto grau de incerteza devido às dificuldades para aprovação de reformas estruturais e do ambiente político, ainda instável, que pode impactar as expectativas dos consumidores, interromper investimentos e prolongar o início da consolidação do crescimento econômico brasileiro.

Entretanto, dados publicados em abril preveem um crescimento de 2,3% em 2017 para o PIB do DF, amparado pela desinflação que melhora o poder de compra das famílias, bem como pela alta prevista de 2,1% na renda média real. A melhora da economia distrital deve ser puxada pelo setor de serviços, cuja previsão de expansão é de 2,4%.

Ademais, observando as perspectivas de melhora dos indicadores macroeconômicos – de queda da inflação e dos juros – espera-se que esse conjunto de fatores favoreça a dinâmica da atividade local. Cabe ressaltar que o racionamento hídrico pode afetar as previsões e impactar negativamente o crescimento do PIB do Distrito Federal.

(9)

3. ANÁLISE DO DESEMPENHO OPERACIONAL 3.1. Ativos Totais

Os ativos totais do BRB Múltiplo cresceram 2,2% em 12 meses e 1,6% no 1º trimestre de 2017. O crescimento resultou, em sua maior parte, do aumento de 20,9% em 12 meses e, 10,1% no trimestre, das aplicações interfinanceiras de liquidez (item 3.2).

Quando considerado os ativos totais do BRB Consolidado, observou-se crescimento de 0,6% em 12 meses e de 1,5% no trimestre, também impactado, principalmente pelas aplicações interfinanceiras de liquidez.

No que se refere a rentabilidade anualizada do ativo médio, houve crescimento de 1,5 ponto percentual em 12 meses, atingindo 1,7%.

3.2. Composição dos Ativos

Composição do Ativo (R$ milhões) BRB – Múltiplo

Ativo 31.03.17 % da total 31.12.16 % da total Δ%

Disponibilidades 160 1,2 178 1,3 -10,2

Aplicações Interf. de Liquidez 1.927 14,2 1.750 13,1 10,1

TVM e Derivativos 1.230 9,1 1.260 9,4 -2,4

Relações Interfinanceiras 562 4,1 438 3,3 28,1

Operações de Crédito (Liq.) 7.546 55,6 7.664 57,4 -1,5

Crédito Tributários Diferidos 563 4,1 543 4,1 3,7

Outros Créditos 829 6,1 825 6,2 0,6

Outros (Invest. Imob. Intang) 759 5,6 698 5,2 8,8

TOTAL 13.576 100,0 13.356 100,0 1,6

BRB - Consolidado

Ativo 31.03.17 % da total 31.12.16 % da total Δ%

Disponibilidades 161 1,2 179 1,3 -10,2

Aplicações Interf. de Liquidez 796 5,8 593 4,4 34,2

TVM e Derivativos 1.367 9,9 1.395 10,3 -2,0

Relações Interfinanceiras 563 4,1 439 3,2 28,3

Operações de Crédito (Liq.) 8.740 63,5 8.857 65,3 -1,3

Crédito Tributários Diferidos 627 4,6 614 4,5 2,1

Outros Créditos 1.194 8,6 1.189 8,8 0,4

Outros (Invest. Imob. Intang) 323 2,3 298 2,2 8,6

TOTAL 13.771 100,0 13.564 100,0 1,5

Os ativos do BRB Múltiplo são constituídos, principalmente, por operações de crédito que representam 55,6% do total dos ativos. Em seguida, os ativos de tesouraria somam 23,3% do total e cresceram 4,9% no trimestre. Cabe ressaltar

13.290 13.691 13.356 13.564 13.576 13.771

31.03.2016 31.12.2016 31.03.2017

Ativos (R$ milhões) e Retorno Anaulizado sobre o Ativo Médio BRB - Múltiplo BRB - Consolidado

0,2%

1,7%

0,2%

1,7%

ROAA - BRB Múltiplo ROAA - BRB Consolidado

(10)

que dentro dos ativos de tesouraria, observou-se a redução de 2,4% nas aplicações em TVM no trimestre e crescimento de 10,1% das aplicações interfinanceiras de liquidez.

No BRB Consolidado, as operações de crédito constituem 63,5% dos ativos totais.

Os ativos de tesouraria representam 15,7% do ativo total e cresceram 8,8% no trimestre, impactado, principalmente pelo crescimento das aplicações interfinanceiras de liquidez. Esses ativos representam as principais fontes de receita do Banco (item 3.8.2).

3.3. Carteira de Crédito

As operações de crédito do BRB Múltiplo, antes das provisões, reduziram 4,3% em 12 meses e 0,7% no trimestre. No BRB Consolidado, a redução foi de 2,3% e 0,6%, respectivamente.

Considerando o saldo líquido de provisões, a carteira de crédito do BRB Múltiplo reduziu 4,5% no exercício e 1,5% no trimestre. Todavia, a retração observada seguiu o movimento do Sistema Financeiro Nacional, que teve redução de 0,9% do estoque de crédito no 1º trimestre de 2017.

O Retorno Médio das Operações de Crédito – RSOC mede a relação entre a receita gerada pelas operações de crédito com o saldo de carteira, antes das provisões.

Dessa forma, considerando a receita acumulada de operações de crédito em 12 meses (item 3.8.3), com o saldo médio das operações de crédito antes das provisões, observou-se que o RSOC foi de 26,4% para o BRB Múltiplo e de 27,7%

para o BRB Consolidado.

Comparando ao 1º trimestre de 2016, observou-se aumento de 1,1 ponto percentual no BRB Múltiplo e de 1,3 ponto percentual no BRB Consolidado, evidenciando a elevação da rentabilidade gerada pelas operações em relação ao saldo médio da carteira de crédito.

Operações de Crédito por Carteira (R$ milhões) BRB – Múltiplo

Carteira 31.03.17 31.12.16 Δ%

Comercial 6.560 6.608 -0,8

Desenvolvimento 1.486 1.493 -0,5

Importação e Exportação 0,4 0,4 1,0

TOTAL 8.046 8.102 -0,7

Saldo de Provisões (500) (438) 14,0

TOTAL LÍQUIDO 7.546 7.664 -1,5

8.409 8.102 8.046

9.523 9.358 9.304

31.03.2016 31.12.2016 31.03.2017

Operações de Crédito antes das Provisões (R$ milhões) BRB - Múltiplo BRB - Consolidado

25,3%

26,4%

26,4% 27,7%

RSOC - BRB Múltiplo RSOC - BRB Consolidado

(11)

BRB – Consolidado

Carteira 31.03.17 31.12.16 Δ%

Financeira BRB 1.258 1.256 0,2

TOTAL 9.304 9.358 -0,6

Saldo de Provisões (564) (501) 12,4

TOTAL LÍQUIDO 8.740 8.857 -1,3

3.3.1. Carteira Comercial

Carteira de Crédito Comercial (R$ milhões) BRB – Múltiplo e BRB – Consolidado

Carteira 31.03.17 % da

carteira 31.12.16 % da

carteira Δ%

Pessoa Física 5.727 87,3 5.715 86,5 0,2

Pessoa Jurídica 833 12,7 893 13,5 -6,9

TOTAL 6.560 100,0 6.608 100,0 -0,8

Durante o primeiro trimestre de 2017, segundo dados do Banco Central, houve uma estabilização no mercado de crédito nacional, tanto sob a ótica da inadimplência quanto da carteira de crédito comercial, apresentando alguma reação na carteira de pessoa física e retração na pessoa jurídica. Nesse cenário o BRB se posicionou de forma conservadora em relação ao mercado ao restringir novos empréstimos com qualquer sinalização de risco elevado ou poucas garantias.

No exercício, apesar do cenário adverso, a carteira de crédito de pessoa física do BRB cresceu 0,2%. As operações com PF aumentaram a participação da carteira do Banco, passando para 87,3%, decorrente da estratégia em concentrar as operações nesse segmento, que habitualmente apresentam melhores indicadores de riscos e de lucratividade.

A carteira de crédito comercial no segmento de pessoa jurídica apresentou recuo de 6,9% no trimestre, que contribuiu para a retração da carteira comercial como um todo. Esse comportamento se deu em função da exigência de maiores e melhores garantias reais na concessão de novos empréstimos para o segmento e em virtude do cenário econômico enfrentado pelas empresas da zona de atuação do Banco, especialmente no Distrito Federal.

3.3.2. Carteira de Desenvolvimento

O Banco apoia o desenvolvimento do Distrito Federal e do Entorno, disponibilizando linhas de crédito às iniciativas empreendedoras que tenham responsabilidade socioambiental.

Com o propósito de ser um organismo de fomento da região, o Banco promove a constante revisão de seus processos e sistemas, implementando medidas que agregam maior eficiência no trâmite de contratações e acompanhamento das operações da carteira de desenvolvimento.

A carteira de desenvolvimento do Banco é composta pelas modalidades: crédito imobiliário, rural e industrial.

Carteira de Desenvolvimento (R$ milhões) BRB – Múltiplo e BRB – Consolidado

Carteira 31.03.17 % da carteira 31.12.16 % da carteira Δ%

Habitacional 1.083 72,9 1.079 72,3 0,4

Rural 296 19,9 304 20,3 -2,8

Industrial 107 7,2 110 7,4 -2,7

TOTAL 1.486 100,0 1.493 100,0 -0,5

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O crédito imobiliário financia a aquisição e a produção de unidades imobiliárias residenciais e comerciais, por clientes pessoas físicas e jurídicas. A Carteira Imobiliária representa 72,9% da carteira de desenvolvimento e, na comparação com 31.12.2016, apresentou crescimento de 0,4%.

O crédito rural abrange recursos destinados ao custeio, investimento ou comercialização, tendo em suas regras, finalidades e condições estabelecidas pelo Banco Central do Brasil. Representa 19,9% da carteira de desenvolvimento e na comparação com dezembro de 2016, apresentou redução de 2,8%. As reduções dos saldos decorrem, principalmente da desaceleração do crédito e da maior seletividade nas concessões.

O crédito industrial opera com recursos de repasse do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e do Fundo Constitucional do Centro-Oeste – FCO para apoio às empresas do DF e Ride, com foco nas Micro, Pequenas e Médias Empresas – MPME’s. Esses financiamentos, com taxas subsidiadas e prazos compatíveis com suas necessidades, permitem que as empresas realizem investimentos para o aumento da sua capacidade produtiva, gerando mais empregos e renda. Representa 7,2% da carteira de desenvolvimento e reduziu 2,7% Em relação ao encerramento de 2016.

3.3.3. Provisões

No 1º trimestre de 2017, houve aumento no estoque de provisões do BRB Múltiplo de 14,0%. Considerando o BRB Consolidado, o aumento do saldo de provisões foi de 12,4% no trimestre.

Comparando-se o estoque de provisão com o saldo da carteira total, observou-se crescimento, no trimestre, de 0,8 pontos percentuais no BRB Múltiplo e de 0,7 pontos percentuais no BRB Consolidado.

Ambas as variações, do saldo de provisões e do percentual em relação a carteira, decorreram do arrasto das operações de crédito rotativo da BRBCard. No entanto, destaca-se a tendência de queda nas provisões, tendo em vista a queda da inadimplência e da atuação do Banco na recuperação de ativos (item 3.3.4).

8.409 8.102 8.046

507 438 500

31.03.2016 31.12.2016 31.03.2017 BRB - Múltiplo

Operações de Crédito (Bruto) Provisões

9.523 9.358 9.304

570 501 563

31.03.2016 31.12.2016 31.03.2017 BRB - Consolidado

Operações de Crédito (Bruto) Provisões

6,0% 5,4% 6,1%

Provisões/Op. Crédito (Bruto)

6,0% 5,4% 6,2%

Provisões/Op. Crédito (Bruto)

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3.3.4. Inadimplência

No que se refere à inadimplência, o BRB Múltiplo e BRB Consolidado apresentaram queda em seu indicador para operações em atraso superiores a 90 dias, de 0,3 e 0,2 pontos percentuais no trimestre, respectivamente. Esse movimento de queda decorreu da remodelagem e do aprimoramento na concessão de crédito, com critérios mais rígidos e seletivos.

Conforme o Guidance, a tendência é de que os níveis de inadimplência convergirão para o nível do SFN nos próximos períodos, já que o foco estratégico do Banco, neste momento, se concentra nas carteiras de pessoa física, de menor risco, cujos índices reduziram de 0,3 pontos percentuais no BRB Múltiplo e 0,2 pontos percentuais no BRB Consolidado.

3.3.5. Qualidade da Carteira

Classificação da Carteira por Níveis de Risco

BRB - Múltiplo SFN BRB - Consolidado

Níveis 31.03.17 31.12.16 31.12.16 30.09.16 31.03.17 31.12.16

H 4,7 3,6 2,9 3,1 4,5 3,5

G 0,4 0,8 0,7 0,6 0,5 0,8

F 0,6 1,1 0,8 0,8 0,6 1,0

E 0,8 0,7 1,6 1,6 0,8 0,8

D 2,5 2,2 2,8 2,5 2,3 2,1

C 5,6 4,6 8,1 6,6 5,8 5,7

B 10,7 9,4 15,1 11,2 15,0 14,5

A 11,2 9,6 24,0 22,4 13,2 10,8

AA 63,5 68,0 32,4 36,0 57,3 60,8

Exterior - - 11,6 15,2 - -

Sob a perspectiva dos níveis de risco da carteira, o BRB Múltiplo encerrou o semestre com 63,5% da carteira classificada no nível AA, enquanto o BRB Consolidado encerrou com 57,3%. Para efeito comparativo, o SFN encerrou o mês de dezembro de 2016 com 32,4% do total das operações de crédito classificada no nível AA.

Considerando o acumulado nos níveis AA-C, o BRB encerrou o exercício com 91,0%

no BRB Múltiplo e 91,3% no BRB Consolidado, redução de 0,6 ponto percentual no BRB Múltiplo e 0,5 ponto percentual no BRB Consolidado com relação à 31.12.2016, decorrente do arrasto das operações de crédito rotativo da BRBCard.

4,3% 4,3%

4,0%

4,4% 4,3% 4,1%

3,5% 3,7% 3,8%

31.03.2016 31.12.2016 31.03.2017

Inadimplência BRB x SFN

BRB - Múltiplo BRB - Consolidado Inadimplência SFN

(14)

3.3.6. Cobertura de Inadimplência

No 1º trimestre, os índices de cobertura do BRB Múltiplo e do BRB Consolidado aumentaram 22,0 e 19,6 pontos percentuais, respectivamente, encerrando o exercício em 156,1% no BRB Múltiplo e em 150,0% no BRB Consolidado. A variação do índice decorreu do arrasto das operações de crédito rotativo da BRBCard.

A Administração considera o índice em níveis adequados em função da tendência de redução da inadimplência (item 3.3.4) e da concentração de sua carteira em operações de baixo risco, como o crédito consignado (item 3.3.5).

3.4. Passivos Totais

Os passivos totais do BRB Múltiplo cresceram 2,5% em 12 meses e 1,7% no 1º trimestre de 2017. No BRB Consolidado, o crescimento foi de 0,6% e 1,5%, respectivamente. Variação decorrente, principalmente, da variação das obrigações compromissadas e relações interfinanceiras.

A evolução do passivo, especialmente do funding, é reflexo da baixa demanda por crédito e da boa liquidez do Banco, que diminuiu a necessidade de captação de recursos adicionais para o financiamento das suas operações.

Comparando as Despesas da Intermediação Financeira do exercício, subtraída das Despesas com Provisões com o Passivo médio do exercício, observou-se redução de 0,4 ponto percentual no Custo Anualizado do Passivo Médio – CPM no BRB Múltiplo.

3.4.1. Funding

O Funding do BRB esteve alinhado com o cenário econômico traçado e que se concretizou durante o 1º trimestre de 2017, marcado ainda, pela alta instabilidade,

133,6% 134,1%

156,1%

132,3% 179,0% 130,4% 177,9% 150,0% 177,1%

31.03.2016 31.12.2016 31.03.2017

Cobertura BRB x SFN

BRB - Múltiplo BRB - Consolidado Cobertura SFN

12.082 12.355 12.182 12.251 12.385 12.431

31.03.2016 31.12.2016 31.03.2017

Passivos (R$ milhões) e Custo Anualizado do Passivo Médio

BRB - Múltiplo BRB - Consolidado

9,4% 9,0%

8,9% 8,5%

CPM - BRB Múltiplo CPM - BRB Consolidado

(15)

sem sinais consistentes de crescimento econômico, pela baixa demanda por crédito e pelas perspectivas de reduções das taxas de juros. Diante desse panorama, o Banco centrou seus esforços na redução dos custos de captação por meio de linhas de baixo custo, descentralizada entre agentes financiadores e capazes de oferecer níveis adequados de solvência.

CAPTAÇÕES (R$ milhões) BRB – Múltiplo

31.03.17 % da total 31.12.16 % da total Δ%

Depósitos à Vista 686 6,5 883 8,4 -22,4

Depósitos de Poupança 1.613 15,2 1.626 15,4 -0,8

Depósitos a Prazo 6.370 60,2 6.246 59,2 2,0

Letras Financeiras Subordinadas 578 5,4 559 5,3 3,4

Captações no Mercado Aberto 710 6,7 601 5,7 18,1

Letras Financeiras LCI/LCA/LH 619 5,7 629 6,0 -1,7

Outras Captações 35 0,3 1 0,0 -

TOTAL 10.611 100,0 10.545 100,0 0,6

BRB – Consolidado

31.03.17 % da total 31.12.16 % da total Δ%

Depósitos à Vista 679 6,7 879 8,7 -22,7

Depósitos de Poupança 1.613 15,8 1.626 16,0 -0,8

Depósitos a Prazo 5.966 58,5 5.865 57,8 1,7

Letras Financeiras Subordinadas 578 5,7 559 5,5 -3,4

Captações no Mercado Aberto 704 6,9 593 5,8 18,8

Letras Financeiras LCI/LCA/LH 619 6,0 628 6,2 -1,7

Outras Captações 35 0,4 1 0,0 -

TOTAL 10.194 100,0 10.151 100,0 0,4

A concentração do funding entre passivos de baixo custo continuou sendo uma marca do Banco. Os recursos como poupança, depósitos à vista, depósitos a prazo e LCI/LCA/LH, representaram cerca de 90% das captações do Banco. Essa estrutura permitiu ao Banco apresentar bons resultados, com baixo risco de liquidez, através de uma gestão eficiente e prudencial de títulos pós e pré-fixados, em meio às iniciais reduções da SELIC e o consenso do mercado por novas reduções nos próximos meses.

Quanto ao volume, as reduções de algumas captações apresentadas no primeiro trimestre de 2017 já eram esperadas pelo BRB, muito em parte, devido ao aspecto sazonal que regularmente ocorre no mês de dezembro, quando existe um incremento nos depósitos relacionados ao 13º salário, férias e ao aumento no faturamento setor de serviços, que incrementa as aplicações e depósitos à vista pelos clientes do banco.

As captações em poupança, mesmo apresentando leve redução nos últimos trimestres, continuam em níveis confortáveis para suprir as necessidades junto à carteira de crédito imobiliário.

Os depósitos a prazo continuam alinhados com a estratégia do Banco em utilizar essa linha de recursos como principal meio de financiamento das suas operações, representando 58,5% da carteira total do BRB Consolidado, e mantendo crescimento constante e sustentável nos últimos trimestres, ainda que gradual.

Esse tipo de recurso tem como características a possiblidade de livre aplicação, ser pulverizada entre agentes financiadores e menos onerosa.

No que diz respeito à captação total, observou-se aumento de 0,6% em relação ao último trimestre no BRB Múltiplo e de 0,4% no BRB Consolidado, evidenciando uma situação adequada e confortável para satisfazer as necessidades regulatórias e operacionais do banco.

(16)

As captações em CDB, maior representatividade dos depósitos a prazo, continuaram como destaque positivo do BRB no trimestre mantendo uma posição relativamente estável, vide crescimento de 1% ante um cenário macroeconômico recessivo, representando cerca 46% do saldo médio de funding do BRB Múltiplo, além do BRB possuir facilidade estratégica nessa captação via varejo.

Em relação à estrutura de custo de captação, o BRB vem apresentando bons resultados, principalmente quanto ao CDB. Observa-se o crescimento das captações com redução dos custos, decorrentes da estratégia de redução da remuneração do capital, da não renovação de operações mais onerosas, além do atual cenário de redução da taxa básica de juros.

3.4.1.1. CAPTAÇÕES INSTITUCIONAIS

As captações institucionais mantiveram-se alinhadas com a estratégia do Banco, voltadas para a redução dos custos e uma estrutura de financiamento equilibrada.

As renovações, em sua maioria, foram realizadas a taxas inferiores em relação às taxas de carregamento das operações ativas da carteira institucional, sempre observando a oportunidades de mercado e visando oferecer liquidez adequada ao Banco. Operações, usualmente mais onerosas, como as DPGE’s não foram contratadas e não estão presentes no Passivo.

3.4.1.2. CAPTAÇÕES DE REDE

Captações de Rede (R$ milhões) BRB – Múltiplo e Consolidado

31.03.2017 31.12.2016 31.03.2016 Δ%3M Δ%12M

CDB 3.867 3.740 3.610 3,4% 7,1%

LCI 219 228 201 -3,9% 9,0%

TOTAL 4.086 3.968 3.811 3,0% 7,2%

As captações de rede somaram R$ 4.086 milhões no 1º trimestre de 2017, aumento de 7,2% em relação ao mesmo período de 2016 e de 3% em relação ao encerramento de 2016. Esse resultado decorre da estratégia de concentração em captações de baixo custo e pulverizadas.

Como apresentado, as captações de Rede são fundamentais para o cumprimento da estratégia de redução de custos de captação e contribuem com a atenuação do risco de liquidez, tendo em vista que os recursos são provenientes de um elevado número de clientes e de valores médios relativamente baixos, vide representar 76% das captações em CDB.

71% 69% 71% 73% 76%

18% 1% 20% 1% 17% 1% 14% 1% 12% 1%

10% 10% 11% 11% 11%

1ºTR - 16 2ºTR - 16 3ºTR - 16 4ºTR - 16 1ºTR - 17

Composição do CDB - Saldo Médio Trimestral Rede GDF Emp. GDF Institucional

(17)

3.5. Loan to Deposit

Loan to deposit (R$ milhões) BRB - Consolidado

31.03.17 31.12.16 31.03.16

Depósitos à Vista + Poupança 2.292 2.505 2.257

Depósitos a Prazo + LCI/LCA 6.406 6.308 6.869

LF 178 186 224

Captação de Cliente (A) 8.876 8.999 9.350

Interfinanceiros 304 219 128

Repasses 260 269 296

LFS 578 559 501

Captação de Balanço (B) 10.019 10.046 10.275

(-) Depósitos Compulsórios (C) 459 352 319

Captação Líquida (D) 9.537 9.694 9.956

Carteira de Crédito (E) 8.740 8.857 8.953

E/A 98,5% 98,4% 95,8%

E/B 87,2% 88,1% 87,1%

E/D 91,4% 91,4% 89,9%

A relação Loan to Deposit evidencia o perfil de financiamento das operações de crédito. Conforme apresentado na figura, as operações de crédito do BRB são totalmente financiadas pelas captações de varejo, menos onerosas e pulverizadas.

No 1º trimestre de 2017, a relação entre as operações de crédito face às captações de varejo foi de 98,5%, contra 98,4% observado em 31.12.2016.

Entretanto, quando considerado as captações totais, excluindo-se os depósitos compulsórios, a relação crédito/captação manteve-se constante 31.03.2017, ante uma relação apresentada em 31.12.2016, situação que confirma uma estrutura de capital adequada e confortável, com as operações de crédito financiadas por captações menos onerosas.

95,8%

87,1% 89,9%

98,4%

88,2% 91,4%

98,5%

87,2%

91,4%

E/A (%) E/B (%) E/D (%)

BRB - Consolidado

31.03.2016 31.12.2016 31.03.2017

(18)

3.6. Patrimônio Líquido e RSPL

O patrimônio líquido do Banco reduziu 1,4% em 12 meses e aumentou 1,4% no 1º trimestre. A queda, observada em 12 meses, decorreu do reconhecimento de passivo atuarial no exercício de 2016.

O Retorno Anualizado sobre o Patrimônio Líquido Médio - RSPL cresceu 16,9 pontos percentuais, atingindo 19,0% no 1º trimestre de 2017.

3.7. Análise de Resultados

3.7.1. Evolução das Receitas

As receitas financeiras e operacionais englobam as receitas da intermediação financeira e as outras receitas operacionais constantes da Demonstração de Resultados do Exercício.

No 1º trimestre de 2017, as receitas financeiras e operacionais do BRB Múltiplo e Consolidado reduziram 1% em relação a 2016, em decorrência da queda das receitas com operações de crédito (item 3.7.3).

1.208

1.174 1.191

31.03.2016 31.12.2016 31.03.2017

Patrimônio Líquido (R$ milhões) e Retorno sobre o Patrimônio Líquido Patrimônio Líquido

751 845 741 836

1T2016 1T2017

Receitas Financeiras e Operacionais (R$ milhões) BRB - Múltiplo BRB - Consolidado 2,1%

19,0%

RSPL

(19)

3.7.2. Composição das Receitas

As receitas de operações de crédito representam a maior parcela das receitas financeiras e operacionais do BRB Múltiplo e do BRB Consolidado, com 71% de participação no BRB Múltiplo. No 1º trimestre de 2017, a participação dessas receitas reduziram em 2,0 pontos percentuais no BRB Múltiplo em relação ao 1º trimestre de 2016, decorrente da redução dessas receitas (item 3.7.3).

Em contrapartida da redução da participação das receitas de operações de crédito, as receitas de tarifas e serviços cresceram em 2,0 pontos percentuais no BRB Múltiplo e 1,0 ponto percentual no BRB Consolidado.

As “outras receitas operacionais” que compõem 6% do total das receitas operacionais do BRB Múltiplo e 5% do BRB Consolidado são compostas, principalmente, por receitas de aplicações compulsórias, de operações de câmbio, recuperação de encargos e de atualização sobre depósitos judiciais.

3.7.3. Receitas da Intermediação Financeira

Receitas da Intermediação Financeira (R$ milhões) BRB – Múltiplo

1T17 1T16 Δ%

Operações de Crédito 525 549 -4,4

Resultado TVM 97 103 -5,9

Outras 9 8 19,2

TOTAL 631 660 -4,4

BRB – Consolidado

1T17 1T16 Δ%

Operações de Crédito 637 646 -1,4

Resultado TVM 65 74 -11,1

Outras 8 6 19,2

TOTAL 710 726 -2,2

No 1º trimestre de 2017, a receita da intermediação financeira reduziu 4,4% no BRB Múltiplo e 2,2% no BRB Consolidado. O maior impacto provém da variação das receitas de operações de crédito, que reduziram 4,4% no BRB Múltiplo e 1,4% no consolidado.

A redução das receitas com operações de crédito foi observada em todo o mercado financeiro, principalmente, nas maiores instituições financeiras do país, que apresentaram redução média de 3,8% da margem financeira. Tal redução resultou da baixa procura por crédito e da reprecificação da carteira com a queda das taxas praticadas.

71%

13%

1%

4% 5%

6%

BRB - Múltiplo

Operações de Crédito Resultado com TVM Receita de Serviços Receita de Tarifas Resultado Participações Outras

76%

8%

6% 5% 5%

BRB - Consolidado

Operações de Crédito Resultado com TVM Receita de Serviços Receita de Tarifas Outras

(20)

No entanto, em termos de desempenho da carteira de crédito, conforme exposto no item 3.3, a elevação da relação das receitas de operações de crédito sobre o saldo da carteira, evidencia ganho de rentabilidade sobre as operações de crédito.

3.7.4. Outras Receitas Operacionais

Outras Receitas Operacionais (R$ milhões) BRB – Múltiplo

1T17 1T16 Δ%

Serviços 6 6 4,8

Tarifas 35 34 4,1

Participações 29 16 82,2

Outras 40 35 14,4

TOTAL 110 91 21,7

BRB - Consolidado

1T17 1T16 Δ%

Serviços 52 43 20,0

Tarifas 40 38 5,8

Outras 34 38 -8,4

TOTAL 126 119 6,6

No 1º trimestre de 2017, as receitas de prestação de serviços cresceram 20,0% no BRB Consolidado, quando comparado com o mesmo período de 2016, tal crescimento decorreu, principalmente das receitas de serviços obtidas pela Financeira BRB.

Com relação às receitas de tarifas, o crescimento de 4,1% no BRB Múltiplo e 5,8%

no BRB Consolidado resultou, principalmente, do aumento das receitas provenientes das demais empresas do conglomerado.

Sob a classificação ‘outras’, são reconhecidos resultados de recuperação de encargos e despesas, de reversões de provisões operacionais, de atualizações de depósitos judiciais.

3.7.5. Evolução das Despesas

As despesas financeiras e operacionais englobam as despesas da intermediação financeira e as outras despesas operacionais.

No 1º trimestre de 2017, as despesas financeiras e operacionais reduziram 7,0%

no BRB Múltiplo e 8,2% no BRB Consolidado em relação ao mesmo período de 2016. Essa variação resultou, principalmente, da redução das despesas de captação (item 3.8.7), de pessoal e outras despesas administrativas (item 3.8.8).

782 727

850 780

1T2016 1T2017

Despesas Financeiras e Operacionais (R$ milhões) BRB - Múltiplo BRB - Consolidado

(21)

3.7.6. Composição das Despesas

As despesas de captação representam a maior parcela das despesas financeiras e operacionais do BRB Múltiplo e do BRB Consolidado, com 35% e 31% de participação, respectivamente. No 1º trimestre de 2017, a proporção dessas despesas reduziu em 1,0 ponto percentual no BRB Múltiplo e no BRB Consolidado em relação ao mesmo período de 2016.

Paralelamente a redução da participação das despesas de captação, as despesas de pessoal também reduziram em 1,0 ponto percentual no BRB Múltiplo.

Em contrapartida à redução da participação das despesas de captação, destaca-se o aumento da participação das despesas com provisões para devedores duvidosos, em 4,0 pontos percentuais para o BRB Múltiplo e 2,0 pontos percentuais no BRB Consolidado, atingindo 18% e 17%, respectivamente.

As outras despesas administrativas, que compõem 14% total das despesas operacionais do BRB Múltiplo e do BRB Consolidado, são compostas, principalmente, por despesas tributárias, com tecnologia, serviços de terceiros, marketing, amortização e depreciação.

3.7.7. Despesas da Intermediação Financeira

Despesas da Intermediação Financeira (R$ milhões) BRB – Múltiplo

1T17 1T16 Δ%

Captações 255 282 -9,4

Provisões 132 109 20,8

Outras 2 2 -53,0

TOTAL 389 393 -1,2

BRB - Consolidado

1T17 1T16 Δ%

Captações 243 273 -10,8

Provisões 134 127 6,2

Outras 2 2 -53,0

TOTAL 379 402 -5,7

As despesas da intermediação financeira reduziram 1,2% no BRB Múltiplo e 5,7%

no BRB Consolidado em relação ao 1º trimestre de 2016. A maior parte dessa despesa é proveniente das captações, que reduziram 9,4% no BRB Múltiplo e 10,8% no BRB Consolidado. Apesar da redução das captações do Banco (item 3.5), a redução dessa despesa decorre da redução das taxas de juros observadas ao longo do período (item 3.4.1).

35%

18%

26%

14%

7%

BRB - Múltiplo

Captações no Mercado Provisões

Despesas de Pessoal Outras Despesas Administrativas Outras

31%

27% 17%

14%

11%

BRB - Consolidado

Captações no Mercado Provisões

Despesas de Pessoal Outras Despesas Administrativas Outras

(22)

Outro fato a se destacar na despesa da intermediação financeira é o aumento das despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa em 20,8% no BRB Múltiplo e em 6,2 % no BRB Consolidado.

3.7.8. Outras Despesas Operacionais

Outras Despesas Operacionais (R$ milhões) BRB – Múltiplo

1T17 1T16 Δ%

Pessoal 187 214 -12,8

Administrativas 103 109 -5,2

Tributárias 22 21 3,4

Outras 27 45 -39,8

TOTAL 339 389 -12,9

BRB - Consolidado

1T17 1T16 Δ%

Pessoal 207 232 -10,9

Administrativas 111 116 -3,7

Tributárias 33 31 7,0

Outras 50 69 -28,1

TOTAL 401 448 -10,5

No 1º trimestre de 2017, as demais despesas operacionais reduziram 12,9%, no BRB Múltiplo e 10,5% no BRB Consolidado, decorrente, principalmente da redução das despesas com pessoal e administrativas.

A variação da despesa de pessoal resultou das ações tomadas no exercício de 2016 para melhor gestão da folha de pagamento, como o Plano de Demissão Voluntária Incentivada – PDVI.

As despesas administrativas são compostas, principalmente, pelas despesas com tecnologia da informação, serviços de terceiros (contratos de prestação de serviços), publicidade e vigilância. Cabe destacar que a redução de 5,2% no BRB Múltiplo e de 3,7 no BRB Consolidado, observada no período, decorreu da revisão e contratos de serviços terceirizados.

Sob a classificação ‘outras’, contabilizam-se, principalmente, as despesas com litígios trabalhistas, atualização monetária e ressarcimento de custos de cobrança.

3.7.9. Lucro Líquido

Considerando a redução das receitas em patamares inferiores à redução das despesas, com consequente ganho de margem operacional, o lucro líquido do BRB, no 1º trimestre de 2017 foi de R$ 16,2 milhões, o que representa um crescimento de R$ 27 milhões em relação ao 1º trimestre de 2016.

-11

16

-6

56

1T2016 1T2017

Lucro Líquido/Operacional Trimestral Lucro Líquido Lucro Operacional - BRB Consolidado

(23)

Entre os principais destaques, estão a redução das despesas de pessoal e administrativas; e o crescimento de outras receitas operacionais, principalmente, prestação de serviços.

Do ponto de vista de rentabilidade, o BRB elevou o seu retorno sobre o patrimônio líquido anualizado para 19,0%, 16,9 pontos percentuais acima do apresentado no 1º trimestre de 2016.

Considerando o lucro operacional, o BRB - Consolidado alcançou resultados positivos, contra o resultado negativo apresentado no ano anterior.

3.8. Gestão do Capital 3.8.1. Índice de Basileia

O Banco gerencia o capital regulamentar pautado nas diretrizes do acordo de Basileia III. Em janeiro de 2015, entrou em vigência o cálculo dos requerimentos mínimos de capital do Conglomerado Prudencial, composto pelo Banco Múltiplo, BRB - Crédito, Financiamento e Investimento S.A., BRB - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., Cartão BRB S.A. e Fundo de Investimento em Renda Fixa Crédito Privado BRB Corporativo Investidor Qualificado.

O principal indicador de gestão do nível do capital do BRB é o índice de Basileia, calculado por meio da relação entre Capital (Patrimônio de Referência – PR) e o Montante dos Ativos Ponderados pelo Risco – RWA.

O Patrimônio de Referência – PR, composto pelo somatório do capital de nível I e do capital de nível II, com as deduções previstas em norma específica, atingiu o montante de R$ 1,43 bilhão em março de 2017, decrescendo 5,76% (R$ 87,85 milhões) em relação ao mesmo período de 2016, em decorrência dos ajustes prudenciais previstos na Resolução CMN Nº 4.192/2013.

Já o Montante dos Ativos Ponderados pelo Risco - RWA (somatório das parcelas referentes ao risco de crédito, mercado e operacional), em março de 2017, foi de aproximadamente R$ 9,32 bilhões, decrescendo 7,60% (R$ 776,98 milhões) em relação ao mesmo período do ano anterior, devido ao arrefecimento do crédito.

Como forma de garantir a solidez e o crescimento dos negócios do BRB, é realizado um monitoramento constante da necessidade de capital frente às exposições aos riscos inerentes, por meio do Demonstrativo de Limites Operacionais (DLO) e do Plano de Capital Quinquenal.

3.8.1.1. Evolução do Índice de Basileia

Em março de 2017 o índice registrado para o Conglomerado Prudencial foi de 15,41%, apresentando um crescimento de 0,31 pontos percentuais em relação a março de 2016.

Com isso, o BRB supera em 4,91 pontos percentuais o mínimo de 10,5% exigido para o cumprimento dos requisitos de capital impostos pelo órgão regulador no exercício de 2017.

3.8.2. Capacidade de Alavancagem

Em outubro de 2015 entrou em vigor a Circular Bacen nº 3.748/2015, que normatiza a apuração da Razão de Alavancagem - RA. A RA é definida como a

(24)

razão entre o capital Nível I (capital de maior qualidade) e o total de exposições da instituição.

Esse indicador é complementar ao requerimento mínimo de capital já existente no arcabouço prudencial. O foco primordial é evitar a alavancagem excessiva das instituições financeiras e o consequente aumento do risco sistêmico, que podem gerar impactos indesejáveis sobre a economia.

A Razão de Alavancagem do Conglomerado Prudencial no 1º trimestre 2017 foi de 7,15%. A proposta de requerimento mínimo internacional está em 3%, entretanto, o Comitê de Basileia ainda não definiu o requerimento para a RA, o que deve ocorrer até 2018, com base nas informações obtidas das instituições financeiras.

3.8.3. Índice de Imobilização

O índice de imobilização mede a relação entre o ativo permanente da instituição e o seu PR. O Banco Central fixou um limite máximo de 50% do PR ajustado sob a forma de ativo permanente.

Em março de 2017, o índice de imobilização registrado para o Conglomerado Prudencial BRB foi de 12,94%, contra os 14,09% apresentados em março de 2016.

4. GESTÃO DE RISCOS, CONTROLES INTERNOS E CONFORMIDADE 4.1. Gestão de Riscos

O Banco de Brasília S.A dispõe de políticas, normas e procedimentos para o gerenciamento dos seus riscos e do capital. Estes instrumentos estabelecem diretrizes básicas de atuação expressas pela Alta Administração e estão alinhados aos objetivos estratégicos da instituição, em conformidade com a regulamentação específica.

As subsidiárias integrais do Banco (BRB DTVM e Financeira BRB) seguem as políticas de gestão de riscos estabelecidas pelo BRB Banco Múltiplo, por meio de termo de adesão, enquanto que as demais empresas controladas elaboram suas próprias normas à luz das diretrizes estabelecidas pelo Banco.

O processo de gestão de riscos no BRB encontra-se disponível no sítio de Relações com Investidores (http://ri.brb.com.br), no link “Relatório de Gestão de Riscos”.

Com o intuito de garantir a efetividade da gestão dos riscos e do capital, a organização estrutural contempla uma atuação compartilhada de responsabilidades e controles, em que todos os envolvidos devem acompanhar a conformidade de seus processos, estabelecendo e praticando controles internos que minimizem os riscos e corrijam as deficiências.

Destaca-se nesta estrutura a Superintendência de Risco Institucional, formada por três gerências que, de forma segregada, tratam do planejamento de capital e controle do risco de crédito, do risco de mercado e de liquidez; do risco operacional, do risco reputacional e de imagem e do risco socioambiental, a fim de promover e viabilizar o controle dos riscos e a apuração da necessidade de capital das atividades da organização.

Referências

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