PROJETO PEDAGÓGICO CURSO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO

Texto

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PROJETO PEDAGÓGICO CURSO DE

CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO

SANTA MARIA, RS

2017

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Área de Ciências Tecnológicas

Projeto Pedagógico do Curso de Ciência da Computação

Vanilde Bisognin Pró-reitora de Graduação

Reiner Franthesco Perozzo

Coordenador do Curso de Ciência da Computação

Colegiado do Curso de Ciência da Computação

Núcleo Docente Estruturante do Curso de Ciência da Computação

Aline Marchezan da Cunha

Organização e Revisão

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~ MATRIZ CURRICULAR 2010 ~

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LISTA DE QUADROS

Quadro 1 - Resumo dos dados do curso _________________________________________________ 6 Quadro 2 - Distribuição das disciplinas por semestre e carga horária _________________________ 23 Quadro 3 - Resumo da distribuição da carga horária ______________________________________ 23 Quadro 4 - Conjunto de disciplinas optativas ____________________________________________ 29 Quadro 5 - Relação de salas, laboratórios e equipamentos. _________________________________ 70 Quadro 6 - Distribuição da carga horária para o registro de ACC ____________________________ 77 Quadro 7 - Relação de pré-requisitos __________________________________________________ 79 Quadro 8 - Pré-requisitos para as disciplinas de TFG I e II _________________________________ 80 Quadro 9 - Pré-requisitos para as disciplinas do tipo optativa _______________________________ 80

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Disciplinas do Núcleo de Formação Básica_____________________________________ 24

Tabela 2 - Disciplinas do Núcleo de Formação Tecnológica ________________________________ 25

Tabela 3 - Disciplinas do Núcleo de Formação Complementar ______________________________ 26

Tabela 4 - Disciplinas do Núcleo de Formação Humanística ________________________________ 26

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1 DADOS GERAIS DO CURSO ___________________________________________________ 6

1.1 Histórico do curso ____________________________________________________________________ 6

1.2 Formas de acesso aos cursos de graduação ________________________________________________ 7

2 ORGANIZAÇÃO INSTITUCIONAL _____________________________________________ 9

2.1 Políticas institucionais no âmbito do curso ________________________________________________ 10

3 JUSTIFICATIVA _____________________________________________________________ 13

4 CONCEPÇÃO DO CURSO_____________________________________________________ 14

5 OBJETIVOS _________________________________________________________________ 15

5.1 Objetivo Geral ______________________________________________________________________ 15

5.2 Objetivos específicos _________________________________________________________________ 15

6 COMPETÊNCIAS E HABILIDADES ____________________________________________ 16

7 PERFIL DO EGRESSO ________________________________________________________ 18

8 ÁREAS DE ATUAÇÃO ________________________________________________________ 19

9 CURRÍCULO ________________________________________________________________ 20

9.1 Conteúdos Curriculares _______________________________________________________________ 20

9.1.1 Distribuição das disciplinas do curso por semestre e carga horária ___________________________ 22

9.1.2 Disciplinas do núcleo de Formação Básica ______________________________________________ 24

9.1.3 Disciplinas do Núcleo da Formação Tecnológica _________________________________________ 25

9.1.4 Disciplinas do Núcleo de Formação Complementar _______________________________________ 26

9.1.5 Disciplinas do Núcleo de Formação Humanística _________________________________________ 26

9.1.6 Atividades curriculares complementares _______________________________________________ 28

9.1.7 Disciplinas optativas _______________________________________________________________ 28

9.1.8 Trabalho final de graduação (TFG) ____________________________________________________ 29

9.1.9 Eventos _________________________________________________________________________ 30

9.1.10 Estágios não obrigatórios ___________________________________________________________ 31

10 METODOLOGIAS DE ENSINO ________________________________________________ 32

11 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO _________________________________________________ 33

12 TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TICs) NO PROCESSO DE

ENISNO-APRENDIAZAGEM ______________________________________________________ 35

13 GESTÃO ACADÊMICO-ADMINISTRATIVA ____________________________________ 37

14 PROCESSO DE AUTOAVALIAÇÃO ____________________________________________ 39

15 RESPONSABILIDADE SOCIAL ________________________________________________ 40

16 ATENÇÃO AO ESTUDANTE __________________________________________________ 42

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1° semestre ______________________________________________________________________________ 44

2° semestre ______________________________________________________________________________ 46

3° semestre ______________________________________________________________________________ 48

4° semestre ______________________________________________________________________________ 50

5° semestre ______________________________________________________________________________ 53

6° semestre ______________________________________________________________________________ 55

7° semestre ______________________________________________________________________________ 58

8° semestre ______________________________________________________________________________ 60

Diciplinas do tipo optativas _________________________________________________________________ 62

Anexo 2 - Infraestrutura do curso ____________________________________________________________ 68

Anexo 3 – Normas de regulam o Trabalho Final de Graduação ______________________________________ 70

Anexo 4 - Normas que disciplinam o TFG do curso de Ciência da Computação _________________________ 73

Anexo 5 - Normas que disciplinam o registro de atividades curriculares complementares ________________ 75

Anexo 6 - Lista de pré-requisitos do curso de Ciência da Computação ________________________________ 77

Anexo 7 - Regimento do colegiado do curso ____________________________________________________ 80

Anexo 8 - Regimento do Núcleo Docente Estruturante (NDE) _______________________________________ 82

Anexo 9 - Projeto de autoavaliação ___________________________________________________________ 83

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1 DADOS GERAIS DO CURSO

Denominação Ciência da Computação

Nível Graduação

Habilitação Bacharelado

Modalidade Bacharelado

Titulação conferida Bacharel em ciência da computação

Duração 8 semestres

Tempo mínimo de integralização 8 semestres Tempo máximo de integralização 16 semestres

Carga horária 3.604 horas

Regime escolar Créditos - semestral

Formas de ingresso Vestibular, transferência externa, reabertura de matrícula, transferência interna e matrícula para portadores de diploma superior.

Número de vagas anuais 40 vagas Turno de funcionamento Manhã

Situação legal Renovado o reconhecimento pela Portaria nº 1.091/15-MEC, de 24-12-2015, publicada no DOU em 30-12-2015.

Ano da matriz curricular 2010

Quadro 1 - Resumo dos dados do curso

1.1 Histórico do curso

A proposta de criação do Curso de Ciência da Computação foi avaliada e aprovada pelo Colegiado de Curso da Área de Ciências Exatas em 2001. A seguir, a proposta foi encaminhada pela Pró-reitoria de Graduação ao Conselho de Áreas pelo Processo nº 330/2001. O Parecer nº 167/2001-Cepe/Consar e o Parecer nº 107/2001-Conselho Universitário foram favoráveis à criação do novo curso, o qual foi autorizado a funcionar pela Resolução n° 07/2001- Consun, de 2 de maio de 2001.

A primeira turma do curso ingressou em agosto de 2001, após concurso vestibular realizado em julho do mesmo ano. A partir do ano seguinte, o vestibular passou para o mês de janeiro, com entrada em março. Portanto, a segunda turma ingressou no primeiro semestre de 2002 e as novas turmas sempre ingressam no primeiro semestre letivo de cada ano.

O processo de reconhecimento do Curso de Ciência da Computação aconteceu em

2004. A comissão avaliadora do MEC fez sua visita no período de 9 a 11 de dezembro

daquele anão, para verificar as condições de funcionamento. O Parecer final foi positivo. A

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Portaria nº 1.367, de 22 de abril de 2005, publicada no Diário Oficial da União em 26 de abril de 2005, oficializou o reconhecimento do curso pelo prazo de 5 anos.

1.2 Formas de acesso aos cursos de graduação

O Centro Universitário Franciscano dispõe das seguintes modalidades de acesso aos cursos de graduação:

a) Vestibular: no Centro Universitário Franciscano, a principal forma de acesso aos cursos de graduação se dá através do Processo Seletivo Vestibular. O concurso vestibular divide-se em: Vestibular de Verão, que ocorre geralmente no mês de dezembro, para ingresso no primeiro semestre do ano letivo subsequente; o segundo, chamado Vestibular de Inverno, ocorre nos meses de junho ou julho, para ingresso no segundo semestre do respectivo ano. O Curso de Ciência da Computação oferece vagas somente no Vestibular de Verão.

b) Seleção Especial - Vagas remanescentes: as vagas remanescentes são aquelas que não foram preenchidas no Processo Seletivo Vestibular. Elas são ofertadas no primeiro e segundo semestres, logo após o concurso. A condição legal para concorrer a essas vagas é estar com o Ensino Médio, ou equivalente, concluído e ter sido aprovado em processo seletivo para ingresso em curso superior no ano letivo, incluindo o Exame Nacional do Ensino Médio.

c) Transferência interna e reabertura de matrícula: entende-se por transferência interna a solicitação de troca de curso por estudante já matriculado ou com matrícula trancada no Centro Universitário Franciscano. O curso pleiteado deve ser de área similar ou afim. Essa situação não se aplica a estudantes matriculados na categoria de estudante não regular.

Entende-se por reabertura de matrícula a solicitação de reativação do vínculo acadêmico para alunos que cancelaram ou abandonaram o curso no qual foram selecionados anteriormente.

Para estas duas situações, é divulgado um edital com as vagas disponíveis a essa modalidade de acesso aos cursos de graduação.

d) Transferência externa e ingresso como portador de diploma de curso superior:

para a solicitação de transferência externa, o estudante deverá ter cursado, no mínimo, um

semestre na instituição de origem. Para o ingresso como portador de diploma de curso

superior, o estudante deverá ter concluído o curso até a data da inscrição. A publicação de

edital que contemple vagas para esta modalidade de ingresso está sujeita à disponibilidade de

vagas nos cursos.

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e) Estudante não Regular: portadores de diploma de curso superior e estudantes vinculados a outras instituições de ensino superior podem cursar disciplinas em cursos de graduação do Centro Universitário Franciscano, na condição de estudante não regular, desde que haja vagas. As inscrições para acesso às vagas de disciplinas isoladas ocorrem após a matrícula dos estudantes regulares, em período previsto no Calendário Acadêmico. Não será permitida, em hipótese alguma, a matrícula para estudantes não regulares, em disciplinas de Estágio Supervisionado e Trabalho Final de Graduação.

Observações:

- Para todas as modalidades de ingresso, são publicados editais específicos informando os cursos com vagas disponíveis, bem como documentação exigida e período de inscrições e matrículas.

- Para todas as formas de acesso aos cursos de graduação, no ato da matrícula, é

obrigatória a apresentação do número do CPF do próprio candidato e, quando este não

for emancipado ou não atingiu a maioridade legal, deverá estar acompanhado de

representante legal.

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2 ORGANIZAÇÃO INSTITUCIONAL

O Centro Universitário Franciscano é mantido pela Sociedade Caritativa e Literária São Francisco de Assis, Zona Norte – Scalifra - ZN - entidade de direito privado; sem fins lucrativos; beneficente; de caráter educacional, cultural e científico; reconhecida pelo Decreto Federal nº 64.893, de 25 de julho de 1969, com certificado de entidade de fins filantrópicos.

Localiza-se à Avenida Nossa Senhora Medianeira, nº 1627, Santa Maria-RS. A Instituição situa-se à Rua dos Andradas, nº 1614, também na cidade de Santa Maria, RS. Iniciou suas atividades como instituição de Educação Superior, aos 27 de abril de 1955, denominada Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Imaculada Conceição (FIC), com cursos de licenciatura. Data também de maio de 1955, a criação da Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora Medianeira (FACEM), pertencente a mesma mantenedora que desenvolveu os cursos superior, técnico e auxiliar de Enfermagem. Posteriormente, com a unificação das duas instituições, formaram-se as Faculdades Franciscanas (FAFRA) e essas deram origem ao atual Centro Universitário Franciscano.

O credenciamento para Centro Universitário ocorreu em outubro de 1998 e significou uma nova fase institucional. Nesse período, a instituição realizou significativo avanço na proposta institucional. O aumento do número de cursos de graduação, de pós-graduação e de extensão foi acompanhado da decisão pela qualidade que perpassa o fazer institucional da gestão e de todas as atividades acadêmicas.

De acordo com o Estatuto, a organização e a estrutura institucional fundamentam-se nos princípios de autonomia administrativa, didático-científica, patrimonial, econômico- financeira e de gestão de recursos humanos; na integração das atividades acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão; na capacitação e qualificação dos quadros de pessoal docente e técnico-administrativo.

Nesse sentido, a organização e a administração do Centro Universitário Franciscano abrangem:

a) Administração superior, constituída pelo Conselho Universitário e Gabinete do Reitor;

b) Administração geral, formada por Pró-reitoria de Administração, Pró-reitoria de Graduação e Pró-reitoria de Pós-graduação, Pesquisa e Extensão;

c) Unidades de ensino, pesquisa e extensão, constituídas pelos Diretores das

Unidades;

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d) Coordenações de Curso, constituídas pelo Coordenador do Curso, assessorado pelo Núcleo Docente Estruturante (NDE) (composto somente por docentes), pelo Colegiado do Curso (composto por docentes e representante discente) e pela Coordenação de Estágio (composta pelo Coordenador de Estágio). O Coordenador do Curso é nomeado pela Reitoria e, se necessário, tem auxílio de um Coordenador Adjunto, também designado pela Reitoria.

A Coordenação de Curso possui caráter executivo; o NDE tem caráter consultivo, propositivo e executivo em matéria acadêmica; e o Colegiado é órgão consultivo, deliberativo e de integração do ensino.

Os cursos são distribuídos por área de conhecimento, quais sejam: Área de Ciências da Saúde, Área de Ciências Humanas, Área de Ciências Sociais e Área de Ciências Tecnológicas. Cada curso está organizado a partir do Projeto Pedagógico (PPC) que se baseia no Projeto Pedagógico Institucional (PPI), no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), no Estatuto, no Projeto de Autoavaliação da Instituição e na Legislação Federal.

2.1 Políticas institucionais no âmbito do curso

O Centro Universitário Franciscano, ao longo de sua história, tem voltado suas ações para o compromisso social e identifica-se pelos princípios: ideal educativo franciscano de paz, fraternidade e solidariedade; educação comprometida com a ética e a cidadania; formação profissional inovadora e de qualidade; atenção personalizada ao estudante; infraestrutura física adequada aos padrões de qualidade da gestão e da organização didático-pedagógica e científica; postura prospectiva para a percepção das tendências da sociedade; gestão dos cursos é pedagógica e cultural e ocorre na mediação dialética entre o PPI, PDI, PPC e a Autoavaliação Institucional. O Projeto Pedagógico do Curso está embasado no PPI, PDI, no Estatuto, no Projeto de Autoavaliação e na Legislação Federal.

As políticas institucionais para o ensino de graduação estão pautadas nos seguintes

princípios: formação de qualidade técnico-científica e social (caracterizada pela qualificação

do corpo docente, da estrutura física e de práticas pedagógicas inovadoras); flexibilidade

curricular e interdisciplinaridade (no curso há um elenco de disciplinas optativas e de

atividades curriculares complementares que proporcionam a construção do saber de acordo

com os interesses individuais do aluno); relação teoria-prática como eixo articulador do

currículo, integração entre ensino, pesquisa e extensão.

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Este conjunto de ações, tendo a pesquisa por princípio educativo da produção do conhecimento, traduz um perfil diferenciado das políticas do PPC no curso, em que, de forma inovadora, a avaliação é entendida como ato educativo e formativo.

Dessa forma, as ações são materializadas por meio de Planos de Ações construídos anualmente com a participação da comunidade do curso e se efetivam pelos seguintes instrumentos:

a) Programa de Capacitação Docente: em funcionamento desde 2000, o Programa Saberes é responsável pela formação permanente dos docentes. Desenvolve ações de acolhimento tanto aos docentes ingressantes na Instituição quanto aos demais, em temas que envolvem a pedagogia universitária e a capacitação para o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’s);

b) Central de Atendimento: a Instituição possui uma Central de Atendimento, situada no Conjunto I, Prédio 2, que contempla duas divisões: de assistência educacional e de assistência pedagógica. A divisão de assistência educacional é responsável por orientar os estudantes sobre programas relacionados à assistência financeira, auxílio para participação em eventos, apoio a formaturas, orientação jurídica. A divisão de assistência pedagógica tem por finalidade favorecer a integração do estudante nos processos que envolvem o ensino e a aprendizagem e se efetiva por meio de ações de acolhimento; apoio psicopedagógico, gestão das aprendizagens, métodos de estudo e promoção do sucesso acadêmico;

c) Programa de Assistência Educacional Financeira: atende a estudantes que apresentam insuficiência financeira para manter seus encargos educacionais e oferece as seguintes opções de auxílio: Assistência Educacional Institucional, PROUNI, FIES e Fundação APLUB;

d) Programa Institucional de Tutoria - PROINT: tem por objetivo colaborar na superação das dificuldades de aprendizagem provenientes da formação básica dos estudantes ingressantes na IES;

e) Programa de Bolsa de Iniciação Científica: tem o apoio da Instituição com quotas do CNPq e da FAPERGS;

f) Programa de Bolsa de Extensão: a Instituição oferece anualmente quotas de bolsas

em projetos de extensão;

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g) Programa de Bolsa de Monitoria - PROBM: oferece ao estudante a possibilidade de acompanhar as atividades didáticas desenvolvidas por um docente, auxiliando-o em suas atividades de ensino.

h) Programa de Apoio a Visitas Técnicas: visa à complementação acadêmica por meio de visitas a indústrias e empresas do setor, universidades e laboratórios especializados.

i) Programa de Apoio aos Estágios Não Obrigatórios: a Instituição possui um setor

organizado, que funciona junto a Central de Atendimento, situado no Conjunto I, na

Rua dos Andradas, 1614, que auxilia nos processos e encaminhamentos de Estágios

Não Obrigatórios.

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3 JUSTIFICATIVA

A criação do computador no século XX foi um marco histórico na sociedade tal como o desenvolvimento da escrita e a invenção da imprensa. Hoje, praticamente todos os setores utilizam as tecnologias da computação em seus processos como, por exemplo, a área médica, a aviação, a estatística, a eduação, a agricultura, a climatologia, entre outros, havendo, portanto, uma aproximação e uma interdisciplinaridade da computação com diversos campos.

Logo, a cada dia, a computação torna-se elemento indispensável, bem como sofre transformações constantes, buscando aperfeiçoar suas técnicas, com o desenvolvimento de diferentes sistemas, no intuído de melhor atender às demandas de bem-estar do ser humano.

Assim, o profissional da Ciência da Computação tem fundamental importância na sociedade à medida que promove o desevolvimento científico e tecnológico da computação.

Sua atuação na construção e na infraestrura de softwares embasa o trabalho de usuários finais, dando-lhes suporte ao desenvolverem produtos corretos. À proporção que o uso dessa tecnologia se expande, surgem novas necessidades que exigem um ciclo constante de avanço tecnológico. Para que ocorra tal avanço, é necessário investimento em recursos humanos, na formação de profissionais com conhecimento teórico no estado da arte da computação e capazes de realizarem pesquisa científica que gere, mais do que novos produtos, novas tecnologias.

Dessa forma, tendo-se em vista que o capital humano na área da computação é de

extrema relevância, pois permeia quase todas as instâncias das atividades produtivas humanas,

o Centro Universitário Franciscano propôs a criação do curso, a fim de contribuir para a

sociedade com a formação de profissionais comprometidos com o desenvolvimento de

soluções, ferramentas e processos, a partir de valores éticos e huamísticos.

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4 CONCEPÇÃO DO CURSO

O Curso de Ciência da Computaçaõ foi concebido de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para o ensino de graduação, bem como pelas normativas institucionais.

O Centro Universitário Franciscano pauta seu trabalho pelos princípios filosóficos franciscanos. Busca proporcionar uma formação profissional sólida, conjugada com o senso crítico-criativo comprometida com a realidade sociocultural e política. Acredita no fortalecimento do homem e esforça-se para prepará-lo para superar os condicionamentos sociais e individuais.

Entende-se que os cursos de graduação têm por função preparar indivíduos para o exercício de uma profissão, porém, aliado ao conhecimento técnico, está a formação humanística, sendo ambos o compromisso da instituição para a formação de um cidadão crítico, reflexivo e consciente de seu papel na sociedade.

A capacidade de investigação e de aprender a aprender são condições necessárias para que o profissional possa enfrentar os desafios da sociedade contemporânea, em uma era de rápidas mudanças. Para tanto, o compromisso com a formação profissional deve estar presente em todas as atividades curriculares, principalmente, no que se refere à prática da pesquisa e ao envolvimento com a extensão, como forma de difusão do conhecimento.

De acordo com esses pressupostos, o curso visa a propiciar aos estudantes

conhecimentos por meio de atividades didáticas teórico-práticas, de pesquisa e extensão, com

vistas a formar profissionais qualificados para trabalhar no desenvolvimento tecnológico da

área e para sua inserção no mercado de trabalho.

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5 OBJETIVOS

5.1 Objetivo Geral

O Curso de Ciência da Computação destina-se a formar bacharéis em ciência da computação na perspectiva ética, humanista, crítica e reflexiva, qualificados para atuarem no desenvolvimento científico e tecnológico da computação em atendimento às demandas da sociedade.

5.2 Objetivos específicos

Os objetivos específicos do curso estão em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Ciência da Computação e visam a:

- incentivar e capacitar os estudantes para a pesquisa e para a investigação científica, com vistas ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia;

- suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento profissional;

- formar profissionais capazes de atuarem em equipes multidisciplinares que viabilizem soluções para problemas de computação e demais áreas;

- formar profissionais capazes de identificar, formular e resolver problemas, bem

como conceber, projetar e analisar produtos e processos da área da computação.

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6 COMPETÊNCIAS E HABILIDADES

De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a graduação em Ciência da Computação, pretende-se formar um profissional com as seguintes competências e habilidades:

- reconhecer a importância do pensamento computacional no cotidiano e sua aplicação em circunstâncias apropriadas e em domínios diversos;

- compreender os fatos essenciais, os conceitos, os princípios e as teorias relacionadas à Ciência da Computação para o desenvolvimento de software e hardware e suas aplicações;

- escolher e aplicar boas práticas e técnicas que conduzam ao raciocínio rigoroso no planejamento, execução, acompanhamento e gerenciamento da qualidade de sistemas computacionais;

- adequar-se rapidamente às mudanças tecnológicas e aos novos ambientes de trabalho;

- aplicar os princípios de gerência, organização e recuperação da informação de vários tipos, incluindo texto imagem som e vídeo;

- aplicar temas e princípios recorrentes, tais como: abstração, complexidade, princípio de localidade de referência (caching), compartilhamento de recursos, segurança, concorrência, evolução de sistemas;

- aplicar os princípios de interação humano-computador para avaliar e construir uma grande variedade de produtos, incluindo interface do usuário, páginas WEB, sistemas multimídia e sistemas móveis;

- identificar, resolver e explicar dimensões quantitativas de um problema usando ambientes de programação;

- identificar e gerenciar os riscos que podem estar envolvidos na operação de equipamentos de computação;

- conhecer os limites da computação;

- tomar decisões e inovar, com base no conhecimento do funcionamento e das

características técnicas de hardware e da infraestrutura de software dos sistemas de

computação consciente dos aspectos éticos, legais e dos impactos ambientais

decorrentes;

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- gerir a sua própria aprendizagem e desenvolvimento, incluindo a gestão de tempo e competências organizacionais;

- preparar e apresentar seus trabalhos e problemas técnicos em formatos apropriados (oral e escrito);

- avaliar criticamente projetos de sistemas de computação;

- ler textos técnicos na língua inglesa;

- empreender e exercer liderança, coordenação e supervisão na sua área de atuação profissional;

- realizar trabalho cooperativo;

- especificar, projetar, implementar, manter e avaliar sistemas de computação, empregando teorias, práticas e ferramentas adequadas;

- analisar quanto um sistema baseado em computadores atende os critérios definidos

para seu uso corrente e futuro (adequabilidade).

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7 PERFIL DO EGRESSO

De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais, o curso de graduação em Ciência da Computação espera um profissional com o seguinte perfil:

- sólida formação em Ciência da Computação e Matemática com capacidade para a construção de aplicativos de propósito geral, ferramentas e infraestrutura de software de sistemas de computação e de sistemas embarcados,

- criatividade para gerar conhecimento científico e inovação;

- visão global e interdisciplinar de sistemas;

- conhecimento da estrutura dos sistemas de computação e dos processos envolvidos na sua construção e análise;

- conhecimento dos fundamentos teóricos da área de computação e sua influência na prática profissional;

- capacidade de reflexão na construção de sistemas de computação, uma vez que eles atingem direta ou indiretamente as pessoas e a sociedade;

- capacidade de criar soluções, individual ou coletivamente, para problemas complexos.

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8 ÁREAS DE ATUAÇÃO

O campo de atuação do profissional de ciência da computação é amplo, pois a informática está inserida nos mais diversos setores e atua na solução de problemas e no desenvolvimento de novas tecnologias. Deste modo, o egresso do curso de bacharelado em Ciência da Computação pode atuar nas seguintes atividades:

- pesquisa e desenvolvimento de tecnologias computacionais;

- consultoria na aplicação e uso de novas tecnologias;

- planejamento, instalação e gerenciamento de redes de computadores, softwares básicos e aplicativos;

- planejamento, instalação e gerenciamento de centros de informática, na área pública ou privada;

- empreendedorismo na área da computação.

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9 CURRÍCULO

O currículo do curso está alicerçado no compromisso de proporcionar aos estudantes o crescimento necessário ao exercício profissional como Bacharel em Ciência da Computação.

Por meio do currículo, procura-se promover a assimilação crítica dos conhecimentos e o desenvolvimento das competências e habilidades exigidas deste profissional.

9.1 Conteúdos Curriculares

Em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para cursos de Graduação, o Centro Universitário Franciscano realiza diversas ações pedagógicas que contemplam a inclusão e a discussão de temas preconizados na seguinte legislação para conteúdos curriculares:

Diretrizes Curriculares Nacionais para Políticas de Educação Ambiental (Lei nº 9.795, de 27/04/1999 e Decreto nº 4.281 de 25/06/2002) - a matriz curricular possui a disciplina obrigatória: Ética e Cidadania, que contempla estudos específicos sobre educação ambiental, os quais são entrelaçados aos direitos humanos, problemas da bioética, história e mercado.

Ainda, o assunto é tratado numa disciplina optativa específica, intitulada Educação Ambiental, com 34 horas, ofertada para todos os cursos de graduação. Ademais, estes conteúdos estão contemplados transversalmente no curso como tema recorrente nas atividades curriculares, na organização de eventos institucionais e atividades multidisciplinares como:

Jornada Integrada do Meio Ambiente - JIMA; Campanhas de Sustentabilidade e Meio Ambiente; Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão - SEPE; em matérias de publicações institucionais e da TV Unifra.

Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Indígena (Lei nº 11.645 de 10/03/2008;

Resolução CNE/CP nº 01, de 17/06/2004) - esses conteúdos também são contemplados na

disciplina de Ética e Cidadania, na qual há uma unidade de ensino sobre Educação das

Relações Étnico-raciais. Além disso, o tema é abordado em uma disciplina optativa

específica, intitulada Relações Ético-Raciais e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, com 34

horas, ofertada para todos os cursos de graduação. Outrossim, estão contempladas

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transversalmente como tema recorrente nas atividades curriculares do curso, na organização e participação em eventos institucionais, tais como: exposições, Jornada Nacional de Educação (Educação Popular e Diversidade Cultural, Identidade e Cidadania: o local e o global em movimento); ciclo de palestras (Comunidades Quilombolas no RS: história e atualidade;

Culturas Populares e Etnicidade; Ética, Educação e Identidade Cultural).

Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação em Direitos Humanos (Resolução CNE nº. 01, de 30 de maio de 2012) - a matriz curricular do curso trabalha também, na disciplina Ética e Cidadania, uma unidade de ensino específica sobre Educação em Direitos Humanos, relacionando-os diretamente à cidadania como valor a ser buscado socialmente, à bioética e ao contexto global. Os temas descritos estão, também, contemplados numa disciplina optativa específica, intitulada Educação para os Direitos Humanos, com 34 horas, ofertada para todos os cursos de graduação. Além disso, o tema está contemplado transversalmente, de forma recorrente nas atividades curriculares do curso e nos eventos institucionais: Simpósio de Ensino Pesquisa e Extensão – SEPE, ciclos de palestras.

Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, dispõe sobre a inclusão da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS - a disciplina de Língua Brasileira de Sinais é uma disciplina obrigatória ofertada com 34 horas.

Núcleo de Acessibilidade do Centro Universitário Franciscanom - a IES, em atendimento a todas as Normativas relativas às Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais, elaborou uma Resolução interna, nº 3/2015-Gabinete da Reitora, de 01 de outubro de 2015, que constitui o Núcleo de Acessibilidade do Centro Universitário Franciscano, levando em consideração 1) a necessidade de discutir, qualificar e planejar políticas de acessibilidade na Instituição face à diversidade de situações na comunidade universitária e evidenciadas na sociedade; 2) a importância de desenvolver, no âmbito da comunidade universitária, uma concepção de acessibilidade que transpõe o entendimento de eliminação de obstáculos de natureza física, mas que abrange a compreensão da acessibilidade pedagógica em acordo com as políticas e a missão institucional; 3) a necessidade de capacitar a comunidade universitária para uma compreensão mais abrangente do sentido de acessibilidade à educação superior.

Assim, com este Núcleo, pretende-se o pleno atendimento às respectivas normas tanto no

aspecto de infraestrurura quanto no aspecto pedagógico.

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O curso segue as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Bacharelado em Ciência da Computação, sendo o currículo do curso composto por oito semestres de duração, com um total de 3.604 horas de atividades. Envolve Disciplinas Obrigatórias, Disciplinas Optativas e Atividades Curriculares Complementares por meio das quais se procura conferir algum grau de flexibilidade curricular.

9.1.1 Distribuição das disciplinas do curso por semestre e carga horária

Semestre Código Disciplina Carga horária CH

total

Teoria Prática EaD %EaD

CPT302 Algoritmos e Programação I 34 34 4 5,9 68

CPT303 Introdução à Computação 34 34 4 5,9 68

CPT351 Fundamentos de Administração 51 0 - - 51

MTM31 0

Cálculo I 68 0 - - 68

MTM31 1

Lógica Matemática 68 0 - - 68

MTM31 5

Geometria Analítica e Álgebra Linear 68 0 - - 68

TOTAL 8 2,0 391

CPT304 Algoritmos e Programação II 34 34 4 5,9 68

CPT350 Organização de Computadores 68 0 4 5,9 68

EDU32 8

Língua Brasileira de Sinais 34 0 - - 34

FSC202 Física Aplicada à Informática 68 0 - - 68

MTM31 2

Cálculo II 68 0 - - 68

MTM31 3

Matemática Discreta 68 0 - - 68

TOTAL 8 2,1 374

CPT308 Estruturas de Dados 34 34 4 5,9 68

CPT310 Linguagem de Programação I 34 34 4 5,9 68

CPT326 Comunicação de Dados e Teleprocessamento

34 34 4 5,9 68

CPT352 Arquitetura de Computadores 51 0 3 5,9 51

CPT354 Técnicas Digitais 68 34 6 5,9 102

CPT368 Programação de Sistemas 34 17 3 5,9 51

TOTAL 24 5,9 408

CPT316 Linguagem de Programação II 34 34 4 5,9 68

CPT322 Sistemas Operacionais 51 17 4 5,9 68

CPT333 Redes de Computadores 34 34 4 5,9 68

CPT355 Pesquisa e Ordenação 34 34 4 5,9 68

CPT356 Sistemas Digitais 34 34 4 5,9 68

MTM31 4

Probabilidade e Estatística 68 0 - - 68

TOTAL 20 4,9 408

CPT313 Banco de Dados I 34 34 4 5,9 68

CPT314 Engenharia de Software 34 17 3 5,9 51

CPT321 Linguagens Formais e Autômatos 68 0 4 5,9 68

CPT331 Modelagem e Simulação 34 34 4 5,9 68

(24)

CPT340 Sistemas Distribuídos 34 34 4 5,9 68 MTM31

6

Cálculo Numérico Computacional 68 0 - - 68

CPO Optativa I 17 17 2 5,9 34

TOTAL 21 4,9 425

CNT101 Metodologia Científica 34 0 2 5,9 34

CPT319 Banco de Dados II 34 34 4 5,9 68

CPT323 Requisitos de Software 34 34 4 5,9 68

CPT357 Compiladores 68 0 4 5,9 68

CPT358 Otimização Computacional 68 0 4 5,9 68

CPT359 Computação Gráfica 51 17 4 5,9 68

CPO Optativa II 34 17 3 5,9 51

TOTAL 25 5,9 425

CNT102 Trabalho Final de Graduação I 68 0 51 75,0 68

CPT328 Projeto de Software 34 34 4 5,9 68

CPT339 Inteligência Artificial 68 0 4 5,9 68

CPT360 Programação Paralela 17 34 3 5,9 51

CPT361 Complexidade de Algoritmos 68 0 4 5,9 68

EDU25 1

Ética e Cidadania 68 0 - - 68

CPO Optativa III 34 17 3 5,9 51

TOTAL 69 15,6 442

CNT103 Trabalho Final de Graduação II 68 0 51 75,0 68 CPT320 Interfaces Humano-Computador 34 17 3 5,9 51

CPT330 Legislação em Informática 34 0 - - 34

CPT336 Empreendedorismo 34 0 2 5,9 34

CPT362 Tolerância a Falhas 51 0 3 5,9 51

EDU25 0

Antropologia e Cosmovisão Franciscana

68 0 - - 68

CPO Optativa IV 34 17 - - 51

TOTAL 59 16,5 357

ACC Atividades curriculares complementares

374 0 - - 374

Quadro 2 - Distribuição das disciplinas por semestre e carga horária

Para ler o ementário de cada disciplina, acesse o

Anexo 1 - Ementas e bibliografia

ou clique no semestre desejado na matriz acima.

Resumo da distribuição da carga horária

Carga horária teórico-prática 3.043h

Carga horária EaD 234h (6,5%)

Optativas 187h

Atividades curriculares complementares 374h

Carga horária total 3.604h

Número de créditos 212h

Quadro 3 - Resumo da distribuição da carga horária

(25)

O currículo do curso de Ciência da Computação é composto por disciplinas distribuídas nos núcleos de formação básica, tecnológica, complementar e humanística. A representação gráfica do perfil de formação do bacharel em Ciência da Computação, conforme os núcleos de formação, está na Figura 1.

A flexibilização curricular acontece por meio de disciplinas Optativas, do Trabalho Final de Graduação e das Atividades Curriculares Complementares. Para as optativas, o estudante escolhe por uma determinada área da computação ou área complementar para aprofundar seus estudos. No Trabalho Final de Graduação, o estudante pode pesquisar e/ou aplicar os conhecimentos, aprofundando-se em uma área de seu interesse. As atividades curriculares complementares (ACCs) destinam-se para atividades didático-científicas, ligadas à atualidade. Essas compreendem a realização de atividades de iniciação científica, extensão, participação em eventos e estágios extracurriculares.

9.1.2 Disciplinas do núcleo de Formação Básica

A formação básica compreende os fundamentos da computação, da matemática, da física e da eletrônica. As disciplinas que abrangem o campo científico e as técnicas fundamentais à formação sólida dos estudantes fazem parte dos fundamentos da computação.

A matemática propicia a capacidade de abstração, de modelagem e raciocínio lógico, constituindo a base para outras disciplinas. A física e a eletrônica são fundamentos para o projeto de circuitos eletrônicos usados nos computadores. As disciplinas que fazem parte deste núcleo de formação estão relacionadas na tabela abaixo.

Tabela 1 - Disciplinas do Núcleo de Formação Básica

Disciplina Carga horária Semestre

Cálculo I 68h 1º

Lógica Matemática 68h 1º

Geometria Analítica e Álgebra Linear 68h 1º

Introdução à Computação 68h 1º

Algoritmos e Programação I 68h 1º

Cálculo II 68h 2º

Matemática Discreta 68h 2º

Física Aplicada à Informática 68h 2º

Algoritmos e Programação II 68h 2º

Organização de Computadores 68h 2º

(26)

Estruturas de Dados 68h 3º

Arquitetura de Computadores 51h 3º

Linguagem de Programação I 68h 3º

Programação de Sistemas 51h 3º

Técnicas Digitais 102h 3º

Probabilidade e Estatística 68h 4º

Pesquisa e Ordenação 68h 4º

Linguagem de Programação II 68h 4º

Sistemas Operacionais 68h 4º

Cálculo Numérico Computacional 68h 5º

Linguagens Formais e Autômatos 68h 5º

Complexidade de Algoritmos 68h 7º

9.1.3 Disciplinas do Núcleo da Formação Tecnológica

A formação tecnológica compreende disciplinas que capacitam o estudante a identificar e solucionar problemas, aplicando os conhecimentos básicos no desenvolvimento tecnológico da computação. As disciplinas que fazem parte deste núcleo de formação estão relacionadas na tabela a seguir.

Tabela 2 - Disciplinas do Núcleo de Formação Tecnológica

Disciplina Carga horária Semestre

Comunicação de Dados e Teleprocessamento 68h 3º

Redes de Computadores 68h 4º

Sistemas Digitais 68h 4º

Sistemas Distribuídos 68h 5º

Modelagem e Simulação 68h 5º

Banco de Dados I 68h 5º

Engenharia de Software 51h 5º

Banco de Dados II 68h 6º

Requisitos de Software 68h 6º

Otimização Computacional 68h 6º

Compiladores 68h 6º

Computação Gráfica 68h 6º

Projeto de Software 68h 7º

Programação Paralela 51h 7º

Inteligência Artificial 68h 7º

Interfaces Humano-Computador 51h 8º

Tolerância a Falhas 51h 8º

(27)

9.1.4 Disciplinas do Núcleo de Formação Complementar

A formação complementar permite a interação dos estudantes com outras áreas do conhecimento, a fim de gerar subsídios à identificação de problemas, ao desenvolvimento de soluções computacionais e à formação científica. As disciplinas que fazem parte deste núcleo de formação estão relacionadas na tabela abaixo.

Tabela 3 - Disciplinas do Núcleo de Formação Complementar

Disciplina Carga horária Semestre

Fundamentos de Administração 51h 1º

Optativa I 34h 5º

Metodologia Científica 34h 6º

Optativa II 51h 6º

Optativa III 51h 7º

Trabalho Final de Graduação I 68h 7º

Legislação em Informática 34h 8º

Optativa IV 51h 8º

Trabalho Final de Graduação II 68h 8º

9.1.5 Disciplinas do Núcleo de Formação Humanística

A formação humanística propicia uma sensiblidade frente às questões sociais e profissionais, em consonância com os princípios da ética na computação. As disciplinas que fazem parte deste núcleo de formação estão relacionadas na tabela abaixo.

Tabela 4 - Disciplinas do Núcleo de Formação Humanística

Disciplina Carga horária Semestre

Língua Brasileira de Sinais 34h 2º

Ética e Cidadania 68h 7º

Empreendedorismo 34h 8

Antropologia e Cosmovisão Franciscana 68h 8º

(28)

1º semestre 2º semestre 3º semestre 4º semestre 5º semestre 6º semestre 7º semestre 8º semestre

Introdução à

Computação Física Aplicada Arquitetura de Probabilidade e Sistemas Distribuídos Banco de Dados II Trabalho Final Trabalho Final

68h à Informática Computadores Estatística 68h 68h 68h de Graduação I de Graduação II

68h 51h 68h 68h

Algoritmos e Algoritmos e Programação de Linguagem de

Modelagem e Simulação

Metodologia

Científica Programação Interfaces

Programação Programação II Sistemas 51h Programação II 68h 68h 34h Paralela 51h

Humano- Computador

68h 68h 51h

Cálculo I Cálculo III Técnicas Digitais Pesquisa e Ordenação Banco de Dados I Compiladores

Projeto de

Software Tolerância a Falhas

68h 68h 102h 68h 68h 68h 68h 51h

Lógica Matemática Organização de Estruturas de Dados Sistemas Operacionais Linguagens Formais Requisitos de Optativa III Empreendedorismo

68h Computadores 68h 68h 68h e Autômatos 68h Software 68h 51h 34h

Geometria Analítica Matemática Discreta Linguagem de Sistemas Digitais Cálculo Numérico Otimização

Inteligência

Artificial Legislação em

e Álgebra Linear 68h Programação I 68h 68h Computacional 68h Computacional 68h 68h Informática 34h

68h

Fundamentos da Língua Brasileira de

Comunicação de Dados

Redes de Computadores

Engenharia de Software

Computação

Gráfica Ética e Cidadania

Antropologia e

Cosm.

Administração Sinais 34h e Teleprocessamento 68h 51h 68h 68h Franciscana

51h 68h 68h

Optativa I Optativa II Complexidade de Optativa IV

34h 51h Algoritmos 68h 51h

FORMAÇÃO

BÁSICA

TECNOLÓGICA

COMPLEMENTAR

HUMANÍSTICA

(29)

9.1.6 Atividades curriculares complementares

As atividades curriculares complementares são um componente curricular obrigatório.

O estudante deverá cumprir um total de 374 horas ao longo do desenvolvimento do curso. As possibilidades de composição envolvem a participação em congressos, seminários, simpósios, encontros, jornadas e outros; participação em monitorias ou estágios relativos à área profissional; participação em cursos realizados na área educacional ou áreas afins;

participação em programas de iniciação científica; participação em projetos de pesquisa, extensão e estágios não obrigatórios. Para acessar o Quadro com os critérios para aproveitamento das Atividades curriculares complementares e suas normas, clique em Anexo 5 - Normas que disciplinam o registro de atividades curriculares complementares.

9.1.7 Disciplinas optativas

O currículo prevê a oferta de disciplinas optativas, num total de 187 horas. Assim como as atividades curriculares complementares, por meio das disciplinas optativas busca-se garantir algum grau de flexibilidade ao currículo.

Para acessar o ementário das disciplinas optativas, clique em Diciplinas do tipo optativas.

O elenco das disciplinas optativas que podem ser ofertas pelo curso é o seguinte:

Código Nome da disciplina Carga horária

CPO160 Administração em Linux 51h

CPO157 Banco de Dados III 51h

CPO169 Computação Móvel 51h

CPO177 Desenvolvimento Web 51h

CPO176 Design Patterns 51h

EDU253 Educação Ambiental 34h

EDU252 Educação para os Direitos Humanos 34h

CPO166 Engenharia Web 51h

CPT306 Inglês Instrumental 51h

CPO180 Inglês Instrumental I 51h

LTO157 Inglês Instrumental I 34h

LTO158 Inglês Instrumental II 34h

CPO164 Linguagem de Programação de Montagem 51h CPO152 Métodos Computacionais Aplicados à

Educação

51h

CPO165 Programação Avançada com Banco de Dados 51h

(30)

CPO173 Programação .Net 34h

CPO150 Programação para Internet 51h

EDU254 Relações Étnico-Raciais e Cultura Afro- Brasileira e Indígena

34h CPO171 Tecnologias de Informação Aplicadas à

Educação

34h

CPO051 Tópicos Avançados em Eletrônica 51h

CPO167 Tópicos Avançados em Tecnologia da Informação

51h

CPO155 Tópicos Avançados em Informática I 51h

CPO161 Tópicos Avançados em Informática II 51h

CPO162 Tópicos Avançados em Informática III 51h

CPO178 Tópicos Avançados em Informática IV 34h

CPO175 Web Semântica 34h

CPO156 XML Avançado 51h

CPO154 XML: Processamento Estruturado de Documentos

51h

Quadro 4 - Conjunto de disciplinas optativas

9.1.8 Trabalho Final de Graduação (TFG)

O Trabalho Final de Graduação é composto por duas disciplinas, distribuídas nos dois últimos semestres. Nestas disciplinas, o estudante tem como objetivo pesquisar ou aplicar os conhecimentos adquiridos durante o curso em um trabalho, com enfoque em um destes aspectos: desenvolvimento de sistemas; estudo e aplicação de novas tecnologias; pesquisa científica em um determinado tema da área.

Na disciplina de Trabalho Final de Graduação I, o estudante deve elaborar um estudo bibliográfico de um tema escolhido em conjunto com seu professor orientador e, na disciplina Trabalho Final de Graduação II, o estudante deve aplicar os conhecimentos e estudos desenvolvidos.

No desenvolvimento do Trabalho Final de Graduação, espera-se que o estudante agregue novos conhecimentos, pesquise ou desenvolva um trabalho que utilize tecnologias e metodologias atuais. As contribuições dos estudantes são parte importante de seu desenvolvimento acadêmico, visto que, na sua vida profissional, ocorrerão diversas situações nas quais poderão ser sentidas as necessidades de estudar e aplicar novas tecnologias, face aos novos problemas e paradigmas que a sociedade da informação impõe constantemente.

A avaliação das disciplinas Trabalho Final de Graduação I e II é realizada por uma

banca composta pelo professor orientador e outros dois professores. Os professores que

(31)

completam a banca podem ser professores membros do corpo de orientadores do próprio curso ou professores externos, indicados pelo estudante, com reconhecido saber na área do trabalho, com a aprovação do Colegiado do Curso e desde que não implique encargos financeiros para a isntituição. A avaliação compreende dois momentos: leitura e avaliação do trabalho escrito pelos membros da banca e sustentação oral do trabalho, quando questionado pelos membros da banca, acerca do trabalho escrito e da apresentação oral.

No momento da apresentação oral do Trabalho Final de Graduação I e II, cada membro da banca recebe uma ficha de avaliação. A avaliação leva em consideração diversos aspectos relevantes relacionados ao trabalho, como: qualidade do trabalho apresentado, tanto na sua versão escrita quanto na defesa oral; originalidade ou relevância do assunto escolhido;

domínio em relação ao assunto e totalidade em relação à proposta.

Como sistemática de avaliação, após a apresentação oral do trabalho, cada membro da banca entrega a ficha de avaliação para a coordenação, devidamente preenchida com a média do estudante e um breve parecer sobre o trabalho.

As normas que disciplinam o funcionamento do Trabalho Final De Graduação podem ser consultadas no Anexo 3 – Normas de regulam o Trabalho Final de Graduação e no Anexo 4 - Normas que disciplinam o TFG do curso de Ciência da Computação.

9.1.9 Eventos

O curso de Ciência da Computação procura incentivar os estudantes a participar de congressos, simpósios, seminários e escolas de computação, com o intuito de oportunizar à comunidade discente a ampliação de sua visão da área, além de permitir a troca de experiências com estudantes e professores de outras instituições.

Do mesmo modo, a participação docente em eventos é importante, pois a divulgação de trabalhos, a interação com outros pesquisadores e a atualização contribuem para o desenvolvimento na criação e incentivo da ciência.

Promove-se anualmente, em conjunto com o curso de Sistemas de Informação, o

Simpósio de Informática da Região Centro do Rio Grande do Sul - SIRC/RS, desde o ano de

2002. O SIRC/RS tem por objetivo “promover a pesquisa e divulgar o conhecimento

científico gerado pela comunidade acadêmica brasileira”. Nesse evento, são desenvolvidas

atividades como: apresentação de artigos, submetidos pela comunidade acadêmica e avaliados

(32)

por uma comissão externa formada por mestres e doutores na área de computação;

minicursos, palestras com pesquisadores e profissionais convidados e mesas-redondas sobre temas diversificados.

Como objetivos específicos da realização do evento, podem-se citar:

- estabelecer um fórum para divulgação de resultados e experiências científicas no Rio Grande do Sul;

- promover intercâmbios científicos entre estudantes e pesquisadores da área de computação e promover a integração entre a comunidade científica.

As atividades de pesquisa permitem gerar, difundir novos conhecimentos e qualificar a formação dos estudantes. Elas podem ser divulgadas por meio do SIRC/RS e, também, possibilitam aos estudantes entrar em contato com as pesquisas desenvolvidas em outras instituições, com novas discussões e problemas para futuras pesquisas.

9.1.10 Estágios não obrigatórios

Faculta-se aos estudantes, na forma da lei, a participação em estágios não obrigatórios.

Esses estágios são entendidos como atividade opcional com vistas à inserção no mundo do

trabalho, desenvolvida sem supervisão direta do docente da Instituição, apenas pela orientação

do supervisor local.

(33)

10 METODOLOGIAS DE ENSINO

O ensino e a aprendizagem formam um processo permanente de elaboração e construção do conhecimento, baseado no estabelecimento de conexões entre a teoria e a prática, incitando à investigação e à apropriação de novos conhecimentos. Nesse contexto, os professores procuram utilizar diferentes procedimentos metodológicos, tais como: aula expositivo-dialogada, aulas práticas (em sala de aula e em laboratório), aulas virtuais (utilizando ambiente virtual de aprendizagem) trabalhos individuais e em grupo, situações problematizadoras, seminários e elaboração de artigos científicos, painéis e outros instrumentos.

É fundamental balizar que os procedimentos e estratégias metodológicas somente possuem significados quando utilizados de forma a possibilitar a mobilização, elaboração e aplicação de diferentes conhecimentos.

Mediante essas metodologias de aprendizagem, os estudantes poderão desenvolver, por um lado, as competências, habilidades e atitudes que os capacitam para o exercício de sua profissão, e, por outro, atitudes humanizadoras que os qualificam como pessoas éticas, responsáveis e competentes.

O trabalho metodológico desenvolvido investe, desta forma, na construção do

conhecimento, nas possíveis correlações com a realidade e na implementação de ações

criativas, científicas e críticas, mediatizadas pela interação entre professores e estudantes, em

um ambiente de diálogo e entendimento.

(34)

11 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

No que se refere à avaliação, a dinâmica curricular do curso requer um processo avaliativo que prime pela real qualificação do futuro profissional, por meio de uma rede formativa que contemple, por um lado, os aportes metodológicos inovadores pautados por um viés interdisciplinar e, por outro, na interconexão do ensino, da pesquisa e da extensão.

A avaliação não só está enraizada no processo de aquisição de conhecimentos, habilidades, competências e atitudes, mas também no envolvimento de estudantes e professores por meio de diálogo crítico e emancipador, a fim de superarem as dificuldades encontradas no processo de aquisição, problematização, elaboração e recriação do saber.

Assim, a avaliação da aprendizagem caracteriza-se como um processo correlacional entre os que ensinam e os que aprendem. Traz implicações positivas para o redimensionamento crítico dos papéis do educador e do educando no processo formativo, preocupando-se não apenas a apropriação dos saberes, mas também as suas formas de apreensão e de produção. Com isso, se quer superar a concepção de avaliação de aprendizagem como uma variável independente, isto é, como uma variável com um fim em si mesma e não nas reais implicações e aplicações no contexto social e cultural vigente. Serão utilizados, para isso, diferentes instrumentos avaliativos que contemplem, tanto os aspectos formativos como somativos por meio de diferentes instrumentos de avaliação que promoverão a aprendizagem do estudante nas diferentes situações do cotidiano acadêmico e social.

Quanto ao processo de avaliação, seus critérios gerais estão oficializados no Regimento Geral. De acordo com esse regimento, o sistema de avaliação dos estudantes compõe-se de duas avaliações parciais e uma avaliação final, no período letivo, cumpridos os prazos estabelecidos no Calendário Acadêmico.

Cada avaliação parcial é realizada, de acordo com os critérios estabelecidos pelo professor responsável pela disciplina, leva em consideração as peculiaridades inerentes a cada atividade.

É considerado aprovado: a) o estudante que, independentemente do exame final, obtiver média igual ou superior a 7,0 (sete) no semestre letivo; b) o estudante que, submetido a exame final, obtiver nota igual ou superior a 6,0 (seis), correspondente à média entre a nota de aproveitamento do semestre letivo e a nota do exame final.

É considerado reprovado: a) o estudante que não obtiver frequência mínima de 75%

(setenta e cinco por cento) das aulas e atividades didático-pedagógicas programadas; b) o

(35)

estudante que, após o exame final, obtiver nota inferior a 6,0 (seis), resultante da média entre a nota de aproveitamento do semestre letivo e a nota do exame final.

Cabe destacar ainda que o processo de avaliação no curso abrange o conjunto de

conhecimentos tratados no semestre e é contínuo, ou seja, ocorre no transcorrer do semestre

com o envolvimento permanente de estudantes e professores. Essa avaliação como processo

contínuo deve ser diagnóstica, formativa e somativa.

Imagem

Referências

  1. JOHNSON,
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