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Angustia na obra freudiana

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA

ANGÚSTIA NA OBRA FREUDIANA

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JULIANA OLIVEIRA MANTESSO

Monografia apresentada ao Curso de Graduação em Bacharel em Psicologia da Universidade Federal Fluminense, como requisito obrigatório para obtenção do título de Bacharel em Psicologia.

Orientador: Augusto César Freire Coelho

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Universidade Federal Fluminense Pólo Universitário de Volta Redonda

Instituto de Ciências Humanas e Sociais de Volta Redonda Curso de Psicologia

ATA COM PARECER DA MONOGRAFIA DE FINAL DE CURSO Juliana Oliveira Mantesso, MATRÍCULA 212091076 ALUNO(A) DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA, TITULAÇÃO BACHAREL, DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE - VOLTA REDONDA

Aos dezoito dias do mês dezembro de 2017, às 14 horas, apresentou-se o parecer da monografia de

Juliana Oliveira Mantesso, intitulada “ANGÚSTIA NA OBRA FREUDIANA”. Como

orientador da referida Monografia, o Prof. Dr. Augusto Cesar Freire Coelho registra a Banca Avaliadora e parecerista composta por: Profa. Dra. Ana Paola Frare e o Profª Drª Roberto de Oliveira Preu. Após leitura e avaliação, os pareceristas consideraram o trabalho APROVADO, com o seguinte parecer:

O trabalho faz uma leitura pertinente de alguns textos sobre um tema de extrema relevância na obra de Freud. A banca considera que, possivelmente, o trabalho tenha sido relevante para apoiar algumas reflexões concernentes à formação clínica da autora. Entretanto, é flagrante a falta de fôlego do texto para abordar, mesmo que em nível de um trabalho de conclusão de curso de graduação, a amplitude do tema que propõe se debruçar. O texto em tela se coloca no limite mínimo do que pode ser considerado para aprovação em um trabalho monográfico. Desde modo, justifica-se a nota mínima para aprovação e recomenda-se mais zêlo na confecção de futuros trabalhos dissertativos.

Nota Final: 6,0

Volta Redonda, 18 de dezembro de 2017.

BANCA AVALIADORA:

Prof. Dr. Augusto Cesar Freire Coelho (Orientador e Presidente)

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DEDICATÓRIA

A minha mãe, por todo amor, carinho e dedicação, por não me deixar desistir por nenhum momento, sendo minha maior incentivadora e meu maior exemplo de caráter e persistência a ser seguido.

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AGRADECIMENTOS

Agradeço aos meus pais que me financiaram o tempo enquanto estive a trabalhar na monografia. Pelo apoio e encorajamento, além da compreensão necessária para conviver comigo nessa fase de formação.

A minha prima Chris, que me ajudou dentro das dificuldades impostas da monografia. Ao meu amigo Jefferson pela colaboração na tradução do resumo para a Língua Inglesa. Ao professor Augusto César Freire Coelho, sou grata pela orientação científica e pessoal.

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RESUMO

O presente trabalho tem por objetivo traçar o caminho teórico da elaboração e constituição do conceito de angústia na obra freudiana, através da leitura e investigação de suas elaborações acerca do assunto. Desse modo, buscando identificar a origem da angústia e suas evoluções teóricas com base na análise cronológica de seus textos.

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ABSTRACT

The present work has the objective of tracing the theoretical path of the elaboration and constitution of the concept anguish in the Freudian work, through the reading and investigation of is elaborations about the subject. In this way, seeking to identify the origin of the anguish and theoretical evolutions on the basis of the chronological analysis of its texts.

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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ... 9

2. NEUROSES ATUAIS – NEURASTENIA E NEUROSE DE ANGÚSTIA ... 10

2.1. Neurastenia ... 11

2.2. O Papel da Angústia na 1° Tópica Freudiana ... 14

2.2.1. Angústia e Recalque ... 14

2.2.2. Angústia e Trauma ... 15

3. CONCLUSÃO ... 19

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1. INTRODUÇÃO

Com a leitura de caráter investigativo sobre o mecanismo que envolve a angústia, Freud em sua explicação ainda encontra certa dificuldade para tal definição. Com isso, destaca-se ao longo de sua obra sobre o fascínio da psicanálise que relevam pontos principais da angústia e seus sintomas.

O estudo tem como relevância por meio da neurose da angústia apresentar a etiologia atribuindo vários fatores que Freud aborda sobre as observações das excitações que são avaliadas por meios da condução cerebral levando a apresentar as principais distinções de quadros clínicos no campo das neuroses: em um primeiro nível distingue as neuroses atuais das psiconeuroses, distinguindo, no terreno das neuroses atuais, a neurastenia e a neurose de angústia.

O trabalho pretendeu abordar a teoria da angústia em Freud em dois momentos principais, em 1917 [1916-17], teorizada como forma de afeto, onde o recalque é abordado como causa, e em um segundo momento, em 1926, onde a angústia é considerada um afeto anterior causador do recalque. Desse modo, ela é indício de que o princípio regulador do aparelho psíquico, o qual quer a obtenção de prazer e a evitação de desprazer, falhou em sua ação. Sendo, assim, uma manifestação da falência do princípio prazer-desprazer.

Freud se dedicava ao estudo do fenômeno da angústia sempre tentando articulá-la a um nível estrutural. Freud coloca a angústia em posição privilegiada, enquanto constructo em sua teorização metapsicológica, e a sua definição é algo que será perseguido até o fim de seus estudos. Assim, pode-se afirmar que o conceito de angústia ocupa um lugar privilegiado nas investigações freudianas.

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2. NEUROSES ATUAIS – NEURASTENIA E NEUROSE DE ANGÚSTIA

Com a principal classificação freudiana em questão dos quadros da neurose as observações analisadas foram os dois tipos de neurose: neuroses atuais, compostas pelas neurastenias, neurose de Angústia e mistas, e as psiconeuroses, histeria, neurose obsessiva e fobia. Ele as difere em relação à sua etiologia. As neuroses atuais decorrem diretamente da excitação sexual, e as psiconeuroses por ação de mecanismos psíquicos.

Freud trata do tema da Angústia a vida inteira, o primeiro livro onde o tema é tratado data de 1893, ao falar sobre a etiologia das neuroses e o último é uma palestra nas novas introduções de psicanálise – conferências de 1932. Foram trinta e nove anos escrevendo sobre angústia.

Assim deu-se a uma análise sustentada pela sua pesquisa sobre a neurose da angústia envolve o campo psíquico e também patológico pela leitura feita de Freud: “Além do Princípio de Prazer, Psicologia de Grupo e outros trabalhos” (1920 -1922).

Essa teorização foi sendo avaliada baseada através do funcionamento da mente que funciona como uma descarga elétrica, neste contexto o fator dinâmico da esfera psíquica estabelece angustias como da irritabilidade que pode ser caracterizado como um sintoma comum que acontece com acúmulo de excitação. Ainda a expectativa angustiada pode ser apresentada como um quadro que descreve com expectativa de algo exagerado: “como o marido doente e ela já imagina na morte do mesmo”, outras ideias como “o marido que está demorando chegar já pensa que aconteceu algo muito grave” e que virá uma notícia da fatalidade imaginável entre outras imaginações. Sendo que não há nenhum fundamento para tal imaginação.

Toda essa imaginação causa a ansiedade como mostra o estudo realizado no livro de Freud (1893-1899).

O autor aponta que a angustia é um sintoma nuclear significa um trilho envolve o mundo afetivo causando contração no corpo trazendo doenças imaginárias entre outros sintomas desagradáveis por não obter um equilíbrio emocional.

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Sabendo que a ansiedade que envolve também a neurose da angústia fica configurada em forma latente tem outra forma de ser expressada também como a que são despertadas que são ligados aos distúrbios corporais como a palpitação e alguns movimentos diferentes como o “tique nervoso” entre outros. A angústia grau, dependendo do tipo de problema que a pessoa vem enfrentando até mesmo pode causar ataque de raiva, gritos sem nenhuma explicação pois vem de forma silenciosa por meios de “somatórias mentais”.

Com todos os tipos de perturbações e influência que envolve angústia que trata de um estado silêncio a característica que pude avaliar na pesquisa, a neurose dos gêneros como a angústia da mulher tratando o caso da virginal ou na fase da adolescência, recém-casada, a mulher que sofre com homens com relação a ejaculação precoce, além de outras como o climatério, menopausa. (IMAGO, 1987)

Já tratando do quadro do homem como a excitação não consumada, coito interrompido, angústia que envolve senescentes parecidos como o climatério entre sintomas que são desenvolvidos em cada fase do indivíduo, a qual deve ser analisada para não causar problemas levando a neurose contínua.

A leitura trouxe informações importantes sobre o processo comportamental que envolve a angústia através da inspiração da leitura de Freud onde foram abordados os conceitos e mecanismo esclarecendo todos os sintomas que são manifestados.

Ainda dentro do cenário de análise diante a leitura feita na obra de Freud, um de seus escritos mais importantes sobre o tema referido foi, sobre os critérios para destacar da neurastenia, uma síndrome particular a qual intitulou “Sobre os fundamentos para destacar da neurastenia uma síndrome específica denominada “Neurose de Angústia”” (1985[1984]). 2.1. Neurastenia

Neurastenia é um distúrbio psicológico resultante do enfraquecimento do sistema nervoso central (neuro = cérebro, astenia = fraqueza), ocasionado por esgotamento mental, sujeição a frequentes emoções fortes, intoxicações por drogas, entre outros fatores. O neurologista estadunidense George Miller Beard foi quem popularizou o termo em sua publicação no Boston Medical and Surgical Journal em 1869, designando um quadro de exaustão física e psicológica, nervosismo e humor depressivo. Onde escreveu que “a anemia é para o sistema vascular o que a neurastenia é para o sistema nervoso”.

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Beard dizia que, em 1860, nenhuma doença nervosa se fazia mais comum do que a neurastenia. Ela passava despercebida, de acordo com ele, por o acesso aos sintomas depender dos relatos dos pacientes e também por parecer irreais e insignificantes para quem sofria. Para diagnosticar seus pacientes, Beard tinha uma longa conversa, de forma a não somente ter acesso aos sintomas, mas também ter a possibilidade de excluir a possível existência de outras condições mentais ou orgânicas.

Em 1881, Beard pública “American nervousness – its causes and consequences, a supplement to nervous exhaustion (neurasthenia)” e em 1894, “A practical treatise on nervous exhaustion (neurasthenia), its, symptoms”.

A neurastenia é uma síndrome que tem como característica uma perda geral do interesse do sujeito, levando a um estado de inatividade ou fadiga extrema, oscilação contínua de humor, memória debilitada, vertigens, dores de cabeça e musculares, insônia, dificuldade de concentração tremores sem causa aparente.

“A neurastenia é uma consequência frequente da vida sexual anormal. Contudo, a afirmação que quero fazer e comprovar por minhas observações é que a neurastenia é sempre apenas uma neurose sexual” (FREUD, p.100)

Freud atribui a origem da neurastenia a um distúrbio sexual, excesso de masturbação, práticas sexuais anormais. E delimita de maneira mais precisa alguns de seus sintomas; angústia, tremores, palpitações e vertigem e a coloca dentro de um quadro nosográfico denominado neurose de Angústia (FREUD, S. p.183).

“Chamo essa síndrome de “neurose de angústia” porque todos os seus componentes podem ser agrupados em torno do sintoma principal da angústia, pois cada um deles mantém com esta última uma relação definida”. (FREUD, pág.51)

Freud diz que o que ele denominava de “neurose de angústia” é possível de ser observado tanto em forma rudimentar quanto totalmente desenvolvida, tanto de forma isolada como combinada com outras neuroses. Em casos que a síndrome se faz correspondente a uma “neurose mista”, é necessário que se distinga e separe os sintomas que não pertencem à neurastenia, à histeria etc., mas sim, à neurose de Angústia.

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“É também recomendável ter em mente, ao ler esses primeiros artigos, que Freud, nessa época, estava profundamente empenhado numa tentativa de formular os dados da psicologia em termos neurológicos” (nota do editor inglês)

Nesse período de distinção diagnóstica recaía basicamente sobre a elaboração teórica do que Freud conseguia perceber de sua clínica: nas neuroses atuais os fenômenos corporais não são elaborados psiquicamente, resistem à entrada na cadeia associativa do sujeito.

Os sintomas que compreendem o quadro clínico da neurose de angústia, citados por Freud, são:

Irritabilidade geral. “A irritabilidade aumentada aponta sempre para um acúmulo de excitação ou incapacidade de tolerar tal acúmulo. ” Sendo uma das manifestações oriundas dessa irritabilidade aumentada, a hiperestesia auditiva, hipersensibilidade a ruído, revelando-se de forma frequente como causa de insônia, da qual, mais de uma forma pertence a angústia; Expectativa Angustiada, um sintoma “nuclear da neurose”, podendo citar-se a hipocondria. Ansiedade. Ataque de Angústia. Despertar do sono em estado de pânico. Vertigens. Distúrbios das atividades digestivas. E parestesias.

Em alguns casos de neurose de angústia, Freud diz não se descobrir alguma etiologia, mas nestes casos, raramente há dificuldade de se estabelecer provas de uma grave tara hereditária.

Quando há fundamentos para considerar a neurose como adquirida, uma investigação cautelosa e cuidadosa, orientada neste sentido, mostra que um conjunto de perturbações e influências da vida sexual são os fatores etiológicos a atuar.

Freud considera separadamente homens e mulheres para falar com maior precisão sobre as condições etiológicas sob as quais ocorre a neurose de angústia. Nas mulheres, ocorre nos seguintes casos: como angústia virginal/Angústia nas adolescentes. Angústia da recém-casada. Angústia nas mulheres cujos maridos sofrem ejaculação precoce ou de potência enfraquecida, e cujos maridos praticam o coito interrompido. Angústia no climatério. E também ocorre em viúvas e mulheres voluntariamente abstinentes. Nos homens ocorre em: homens voluntariamente abstinentes. Em homens em estado de excitação não consumada, ou naqueles que se contentam em tocar ou contemplar as mulheres. E nos quais praticam coito interrompido. E o que pertence a ambos: intolerância à abstinência

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oriunda das práticas de masturbação. E angústia resultante da sobrecarga de trabalho ou esforço excessivo.

Sendo assim, a neurose de angústia, para Freud, tinha como principal elemento paralelo a diminuição da satisfação da libido, e desta forma atribui sua origem a uma excessiva excitação sexual insatisfeita. Se apresentando inicialmente como uma excitação generalizada, levando assim à hipersensibilidade física do sujeito.

Após a descrição do quadro de neurose de angústia, Freud ressalta a importância do diagnóstico diferencial entre dois estados dos ataques de angústia, aos quais classifica como rudimentares e equivalentes.

Nos ataques rudimentares todos os sintomas compõem, simultaneamente, o ataque de angústia, e os ataques equivalentes podem apresentar-se com apenas um sintoma isolado. Freud fará um aprofundamento acerca desta distinção na Conferência XXV das “Conferências Introdutórias sobre a Psicanálise” (1917 [1916-17]).

2.2. O Papel da Angústia na 1° Tópica Freudiana 2.2.1. Angústia e Recalque

Freud, na Conferência XXV (1917 [1916-17]), começa a definir a angústia como um estado afetivo. Faz contraste entre duas formas de angústia, a realista e a neurótica.

A realística atrai atenção como algo muito racional e inteligível. Definida como uma reação relacionada a um dano, perigo externo, esperado e previsto. Está relacionada ao reflexo de fuga, podendo ser visualizada como manifestação do instinto de autopreservação.

Já na angústia neurótica, Freud diz ser possível encontrá-la em três formas: expectativa angustiada ou angústia livremente flutuante, angústia fóbica e o ataque espontâneo.

A angústia livremente flutuante está pronta para se ligar a uma ideia que seja de alguma maneira apropriada a esse fim, influenciando o julgamento. Seleciona aquilo que é de se esperar, e está aguardando qualquer oportunidade que lhe permita justificar-se. A angústia fóbica se caracteriza por uma ligação psíquica a objetos ou a situações. E no ataque espontâneo, não há relação entre a angústia e o perigo ameaçador. Nos ataques espontâneos o

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sintoma pode se manifestar espontaneamente e isoladamente, garantindo a este ataque o estatuto de estado puro de angústia, angústia propriamente dita.

Ainda em relação às noções de angústia realista e angústia neurótica, Freud trata da conexão entre o “Eu” e a libido. Para ele, tanto em uma quanto na outra, o Eu se defenderá do perigo esquivando-se. Porém na angústia realista o perigo é externo e na angústia neurótica o perigo é interno. Sendo as defesas a fuga e o recalque com a formação de sintomas. Assim, na angústia neurótica, através do mecanismo do recalque e da formação de sintomas, o Eu realiza uma tentativa de defesa. O Eu trata o perigo interno como se fosse um perigo externo. Freud então diz que, pelo “Eu” procurar evadir da angústia, sua origem não poderia se situar nesta instância psíquica.

A explosão de emoções tem sentido de defesa de algo já acumulado internamente levando a angústia silenciosa, ou seja, as que estão no sentimento no subconsciente faz com que momentos temos algum tipo de reação pode se perigoso como também pode causar afastamento do meio social, causando até mesmo depressão.

Essas falhas envolve uma somatória obsessiva que pode ser de infância criando um declínio comportamental que agravam de acordo com o histórico do indivíduo.

Freud faz esta distinção entre angústia realista e angústia neurótica, pois, a princípio considerava que a angústia poderia ou não estar presente na neurose. Mas ao analisar as psiconeuroses de defesa, em relação à ação do recalque e à produção da angústia, afirma que a angústia se apresenta como elemento central da neurose, desse modo, não podendo ser tratada isoladamente, como anteriormente havia pensado. E a partir de sua análise do processo de recalque nas psiconeuroses afirma que os sintomas são formados como uma tentativa de escapar de uma geração de angústia. Ou seja, considerava o sintoma como uma defesa contra a angústia a fim de remover o Eu de uma situação de perigo.

2.2.2. Angústia e Trauma

Os conjuntos que coincide o cenário que aponta sobre o princípio do prazer conforme a teoria de Freud caracteriza a função metapsicológica que é um conjunto de excitação envolvendo assim as principais informações do indivíduo no âmbito tanto filosófico como também psicológico este comportamento interno que vão sendo evoluído conforme suas experiências no decorrer da vida.

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Para Fechner:

A concepção que atribui os fatos por meios de registros mentais, destaca que o prazer e o desprazer devem por meios de conhecimento da leitura de Freud, que deve ter sua quantidade certa, para não haver um descontrole emocional seja ele interno ou externo. Mas o autor explica que o desprazer aumenta a quantidade de excitação, e o prazer diminui. (FREUD 1920-1922)

Ainda pode ser considerado que por meios do estudo os fatos que traz a dominância do princípio do prazer na vida mental são caracterizados esforça-se em manter uma excitação um princípio de prazer mais baixo ou manter constante através do trabalho feito com o aparelho humano.

Ainda pode destacar que a necessidade de ter uma tendência de estabilidade pode ser aplicada através do funcionamento da autopreservação entre a dificuldade do mundo externo do ego e dos princípios do prazer que é a realidade é um funcionamento que precisa ser educado partindo sempre do instituto do indivíduo e seus conflitos, possibilitando assim a satisfação e compreender melhor as coisas.

Um dos mais importantes escritos de Freud sobre o tema angústia foi o seu artigo “Inibição, Sintoma e Angústia” (1926-1925), que apresenta o paradigma para uma reformulação em relação a sua primeira tópica. Ao continuar a desenvolver sua teoria no artigo citado, Freud indica que o Eu se relaciona com o sistema pré-consciente-consciência, se esforçando para manter o psiquismo em conformidade com o princípio do prazer, ao receber excitações internas e externas. Desse modo, próprio “Eu” apresenta o sinal de desprazer ao se opor a um processo libidinal no Isso.

Desde sua primeira tópica, Freud afirma que a angústia percebida pelo Eu seria uma defesa ao perigo, que originaria um sinal para a fuga, e que como a angústia é evitada pelo Eu, não poderia situar-se nesta instância. Freud, no entanto, revisa essa hipótese, e a partir de sua nova compreensão do tema, abandona a ideia de que a energia do impulso recalcado seria transformada em angústia de forma automática. “O Eu é propriamente a sede da angústia”. (FREUD, p.61)

Freud então passa a considerar que a geração de angústia é um requisito prévio da formação de sintomas. Desse modo, o Eu emite sinal de angústia, e a partir daí ocorre a formação de sintomas, ou seja, a angústia ocorre em primeira instância, em forma de sinal, e

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após, há a formação de sintoma. E assim Freud firma sua segunda teoria da angústia, a de que a angústia aparece primeiro e evoca o recalque, e não o recalque que gera a angústia.

Um conceito importante para o entendimento da segunda teoria da angústia trata-se do complexo de castração. Freud faz relação entre a angústia e a castração, que é considerada uma situação de perigo que ocorre na fase fálica. Segundo Freud, o Eu reconhece o perigo da castração e gera o sinal de angústia, que através do recalque inibe os investimentos do Isso, decorrente a isso é constituída a formação de sintomas diante a uma substituição de objeto. Para exemplificar, Freud se utiliza do caso do pequeno Hans, onde a angústia de castração se dirige a um objeto diferente, substitutivo, de uma forma distorcida. Hans teme ser mordido por um cavalo. A angústia sentida por ele em sua fobia seria uma reação afetiva por parte do Eu frente ao perigo, no caso, o de castração. O mesmo acontece nos casos de neuroses obsessivas, na formação de sintomas há o medo que o Eu tem do Supereu.

O perigo neste caso é a hostilidade do Supereu para com o Eu, que se internaliza sob a forma de castigo por forma a castração. Porém, de forma diferente da fobia, a angústia permanece inconsciente.

“O perigo do desamparo psíquico se adequa ao período de vida em que o Eu é imaturo, assim como o perigo da perda do objeto corresponde à dependência dos primeiros anos da infância, o perigo da castração, à fase fálica, a angústia ante o Supereu, à época de latência.” (FREUD, p.63)

Freud pontua as situações de perigo que seriam responsáveis pela geração de angústia correlacionando a cada período da vida do sujeito um determinante de angústia. Freud passa a presumir que o estado de angústia é a reprodução de alguma experiência que encerra essas condições.

Em relação ao ato de nascimento, Freud diz ser “a fonte e o modelo do afeto da angústia” (Inibição, Sintoma e Angústia, pág. 427). Porém, faz uma ressalva, não é a separação do recém-nascido do corpo de sua mãe responsável pelo surgimento da angústia, pois o bebê é narcisista, o nascimento não é vivenciado como uma separação, pois até então, a mãe, ainda, não é vista como objeto de amor. E salienta também que, reações afetivas frente a uma separação se constituem de dor e luto, e não de angústia.

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Em sua distinção ente dor, luto e angústia, Freud estabelece a angústia como reação frente ao risco de perda do objeto. O luto se dá quando se é imposto de forma definitiva a separação do objeto, e a dor pode ocorrer em várias instancias, podendo acompanhar a angústia e o luto, ou como também de dar de forma isolada. Freud parte da ideia de uma angústia sem objeto, a angústia seria relacionada a ausência do objeto, gerando um estado de expectativa em relação a um perigo. Ele delineia sendo da ordem do perigo duas condições que o desamparo pode se manifestar, a traumática, e a situação de perigo que seria uma situação de desamparo esperado. Com base nesta distinção, Freud constata uma dupla origem da angústia, como consequência de um momento traumático e como um sinal que ameaça.

É importante estabelecer que toda fase do ser humano vista Freud explica que sobre a compulsão, o florescimento precoce da vida sexual, os pacientes que repetem transferências em todas as situações indesejadas e também as emoções penosas. (FREUD, 1920-1922)

Pode aqui ressaltar que a principal hipótese apresentou sobre a teoria da angústia tanto na transformação da incapacidade do aparelho humano para lidar com o perigo externo e ainda pode ser concebida a ideia que é a consequência de acúmulo de excitação somática uma repressão contínua.

Pela formulação Freudiana de acordo com Laplanche no artigo 1926, a parte de inibição, sintomas e angústia foi a principal base de compreender sobre o processo de angústia e trauma, pois a obra aponta a ideia do perigo da angústia que trata do EU como o lugar (a sede) da angústia do tempo causando assim uma repetição que vai sendo acompanhada ao longo da vida do ser humano. (AGUIAR, 2016).

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3. CONCLUSÃO

A pesquisa teve como uma breve revisão o conceito de angústia no estado afetivo que leva a caracterizar o desprazer e a dor. As primeiras publicações psicanalíticas de Freud (1893 -1899) ficaram mais claro que o quadro da neurose envolve a angústia e o consciente na produção do Eu.

O relato apontado foi que o cenário principal da compreensão sobre a angústia torna-se inconsciente e também automática, pois explica que o principal processo da formação da psiconeurose é a própria angústia de acordo com a pesquisa relatada por Freud.

Conforme na segunda teoria Freud deu-se como a origem da angústia, a mudança do afeto para angústia uma espécie de recalque e não pelo fato, a influência da formação da neurose leva a uma angústia causando assim a neurose.

A partir desse estudo, a angústia tornou-se um fator importante a ser analisado por uma temática psicanalítica, sendo estudada por Freud a mesma influência nos diversos processos psíquicos, trazendo assim uma espécie de inquietação, algo que espera e não pode obter, os sentimentos vagos. Ainda pode ser frisado neste assunto que a angústia não tem como enganar, pois, de acordo com Hikflosigkeit em Freud explica que: Há que se confrontar isso que não se deixa dizer.

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Referências

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