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Guia para Boas Práticas

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Academic year: 2021

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Definir o destino de parte do imposto que você vai, obrigatoriamente, pagar é uma possibilidade legítima e acessível. Basta escolher qual projeto, seja ele cultural, esportivo ou social, você vai beneficiar. Essa opção é possível desde que o Governo se propôs viabilizar diversos programas por meio da dedução do imposto de renda de pessoas físicas e jurídicas.

Praticar ações de responsabilidade social beneficia o projeto, a comunidade que será diretamente atingida por ele e, principalmente, quem opta por contribuir com um dos programas. Como? Sem custo algum a imagem corporativa da empresa é valorizada positivamente perante a sociedade, é possível acompanhar e ver os resultados do valor destinado e estimula a área de responsabilidade social da empresa.

Utilizar o incentivo fiscal para promover a transformação sociocultural é um ato que contribui com a transformação de pessoas e com o crescimento de todo o país.

Esta Cartilha tem como objetivo mostrar a você e a sua empresa quais as possibilidades de utilização do incentivo fiscal e suas normas básicas, visando a motivar sua participação e também difundir essas práticas, que podem contribuir para o desenvolvimento do País.

Manual Complementar disponível gratuitamente no site www.fiemt.com.br, na página de responsabilidade social, ou solicitar através do e-mail: [email protected].

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Mato Grosso é um Estado que concretiza, a cada dia, sua grande importância econômica no cenário nacional. E para que essa força seja sólida e transformadora, faz-se necessário, também, o olhar, foco e ações em prol do social. Este, além de responsabilidade de uma empresa ou corporação, pode ser um meio de investimento de ‘mão dupla’, onde ganham empresa e sociedade.

Na legislação tributária, por exemplo, há algumas deduções que pessoas físicas e jurídicas podem fazer, sem elevar a carga tributária, para viabilizar a destinação de parte dos impostos para promover o esporte, a cultura, saúde e assistência social. São as nominadas leis de incentivo fiscal.

Disponibilizar essa Cartilha é a forma que o Sistema Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso encontrou para compartilhar informações desses ‘caminhos’ que todos podem seguir para destinar melhor seus recursos e fomentar a necessidade de se investir na responsabilidade social.

Jandir José Milan

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A responsabilidade socioambiental , ao contrário do que muitos pensam, vai além de preservar a natureza e ajudar a comunidade. Envolve promover equilíbrio ambiental, econômico e social, e traz vantagens competitivas para as empresas uma vez que, engajada nestas propostas, projeta uma imagem de alta qualidade ao mercado consumidor.

A responsabilidade socioambiental é a nova direção para negócios competitivos e estratégicos. Esta nova proposta requer mudanças que devem partir de diretrizes claras para todas as ações e projetos organizacionais, as quais precisam começar pela própria relação com os colaboradores, sociedade, parceiros e ter como base elevados padrões de ética e respeito.

Existe uma ideia distorcida de que aplicar em responsabilidade socioambiental é complexo e “custa caro”, um mito que leva alguns empreendedores a pensar que não possui estrutura para fazê-lo. No entanto, através da presente Cartilha, apresentamos diversas possibilidades de como utilizar os Incentivos Fiscais para estes fins, bem como as normas de aplicação destes recursos.

Convidamos você a conhecer melhor o tema, pois acreditamos que o conceito de responsabilidade socioambiental pode ser incorporado pelas empresas em um processo semelhante ao ocorrido com o da qualidade, hoje presente em todas as organizações.

Ulana Maria Bruehmueller Borges

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Fundo da Criança e do Adolescente

É utilizado como instrumento de captação de recursos para promoção da defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes. Os investimentos do fundo vão para contas bancárias que ficam sob a responsabilidade dos conselhos municipais, que devem zelar pela promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente por meio da formulação de políticas públicas e gestão do fundo.

Os conselhos estaduais estão presentes em 92% dos municípios brasileiros.

Quem e quanto investir?

• Pessoa Física: até 6% do imposto de renda devido – formulário completo.

• Pessoa Jurídica: até 1% do imposto de renda devido para empresas tributadas pelo Lucro Real.

Por que investir?

Os recursos são aplicados exclusivamente na execução de projetos sociais voltados para crianças e adolescentes, que possibilitam condições mais dignas de vida e isso propicia o investimento no futuro do país.

Instituições que apóiam as crianças e os adolescentes devem cumprir uma série de requisitos do ECA para terem direito aos recursos destinados aos fundos.

Ações financiadas

Programas e projetos que atendam crianças e adolescentes em situação de riscos pessoal e social; que acompanhem medida socioeducativa destinada à reinserção de adolescentes em conflito com a lei; de incentivo à guarda e à adoção; estudos e diagnósticos.

Leis e afins

Lei Federal 8.069/90, alterado pela Lei 12.010/2009 e Lei Federal 12.594/2012, Decreto 3.000/1999, Art. 591.

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Fundo do Idoso

Os recursos do fundo são destinados a financiar os programas e as ações relativas ao idoso com o intuito de assegurar os seus direitos sociais e a criar condições para promover sua autonomia, integração e participação efetiva na sociedade.

Quem e quanto investir?

• Pessoa Física: até 6% do imposto de renda devido – formulário completo.

• Pessoa Jurídica: até 1% do imposto de renda devido para empresas tributadas pelo Lucro Real.

Por que investir?

Contribuir no amparo de pessoas com 60 anos ou mais que não possuam recursos suficientes para viver com autonomia e integrados à sociedade.

Ações financiadas

Ações que amparam a pessoa idosa, assegurando sua participação na comunidade e garantindo seu direito à vida.

Leis e afins

Lei Federal 12.213/2010, alterado pela Lei Federal 10.741/2003 e Lei Federal 10.594/2012. Instrução Normativa RFB 1.131/2011.

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Programa Empresa Cidadã

Licença Maternidade

Lei criada para incentivar a prorrogação por mais 60 dias da licença-maternidade. Para tanto, a empresa deverá efetuar a adesão ao Programa Empresa Cidadã, perante a Secretaria da Receita Federal do Brasil, através do seu site.

Quem e quanto investir?

Pessoa Jurídica: O valor dos salários maternidade pagos em cada período de apuração (multiplicado pela alíquota de 15%), poderá se integralmente deduzido, até o valor do imposto devido, desde que a mesma seja tributada no Lucro Real.

Por que investir?

O Programa permite que o período de convivência da mãe com o bebê seja estendido, isso melhora as condições de relacionamento interpessoal do trabalhador.

Ações financiadas

Prorrogação do período de licença-maternidade pelo prazo adicional de 60 (sessenta) dias a ser concedido pela iniciativa privada.

Leis e afins

Lei Federal 11.770/2008.

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Programa de Cultura do Trabalhador – Vale Cultura

É utilizado como instrumento de promoção da cultura brasileira ao destinar os recursos investidos, por meio de mecanismos criados da Lei Rouanet, para distribuir ‘vale cultura”. Essa ação facilita o acesso de trabalhadores aos meios culturais. O programa consiste em fornecer ao trabalhador que perceba até 5(cinco) salário mínimos, um ‘vale cultura’ no valor de R$ 50,00/cada, ao qual poderá ser estabelecida a participação de até 10% . Aos que percebem salários maiores, as participações dos trabalhadores serão maiores.

Quem e quanto investir?

Pessoa Jurídica: até 1% do imposto de renda devido para empresas tributadas pelo Lucro Real.

Por que investir?

Estimula a visitação do trabalhador a estabelecimentos culturais e artísticos, possibilita o acesso e a fruição dos produtos e serviços culturais, incentiva o acesso a eventos e espetáculos culturais e artísticos.

Ações financiadas

Acesso, através do ‘vale cultura’ às artes visuais, artes cênicas, audiovisual, literatura, humanidades e informação, música e patrimônio cultural.

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Programa Nacional de Apoio à Cultura - Lei Rouanet

Incentivo à cultura. Permite fazer doações ou patrocinar projetos culturais de diversas modalidades. Os projetos precisam estar cadastrados e ser aprovados no Ministério da Cultura para receberem os benefícios da empresa. A lei já passou por várias alterações e ainda existe discussão para adequá-la à realidade do país.

Quem e quanto investir?

• Pessoa Física: até 6% do imposto de renda devido – formulário completo.

• Pessoa Jurídica: até 4% do imposto de renda para empresas tributadas pelo lucro real.

Por que investir?

O investimento da iniciativa privada no setor cultural possibilita o aumento da realização de projetos ligados à cultura nacional. Permite abater 100% do valor do patrocínio.

Ações financiadas

Pode ser feito por meio de doação ou patrocínio em atividades culturais como teatro, dança, circo, ópera, música, literatura, cultura popular, apresentações, musicais, artesanato, artes plásticas e gráficas, museu, etc.

Leis e afins

Lei Federal 8.313/1991, alterado pela Lei Federal 9.874/1.999 Decreto 3.000/1999, Arts. 475 a 483; Decreto 5.761/2006; Instrução Normativa RBF 267/2002; Instrução Normativa RFB 1.131/2011

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Doação para o PRONAS/PCD - Programa Nacional de Atenção à

Saúde da Pessoa com Deficiência

É utilizado como instrumento para captar e canalizar os recursos destinados a estimular e desenvolver a prevenção e a reabilitação de pessoas com deficiência, incluindo-se promoção, prevenção, diagnóstico precoce, tratamento, reabilitação e a indicação e adaptação de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção.

Quem e quanto investir?

• Pessoa Física: até 6% do imposto de renda devido – formulário completo.

• Pessoa Jurídica: até 1% do imposto de renda devido para empresas tributadas pelo Lucro Real.

Por que investir?

Contribui no amparo de pessoas com deficiência física, mediante ações e serviços de reabilitação.

Ações financiadas

Ações que amparam a pessoa com deficiência no tratamento de deficiências físicas, motoras, auditivas, visuais, mentais, intelectuais, múltiplas e de autismo.

Leis e afins

Lei Federal 12.715/2012, alterada pela Lei Federal 12.794/2013 Instrução Normativa RFB 1.131/2011, alterado pela Instrução Normativa RFB 1.311/2012.

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Incentivo ao Desporto

O programa federal incentiva projetos esportivos. Os interessados devem apresentar os projetos à comissão técnica do programa do Ministério do Esporte e do Conselho Nacional do Esporte.

Quem e quanto investir?

• Pessoa Física: até 6% do imposto de renda devido – formulário completo.

• Pessoa Jurídica: até 1% do imposto de renda devido para empresas tributadas pelo lucro real.

Por que investir?

O esporte beneficia o corpo e a mente. Serve também como importante instrumento de inserção social e tem força cultural e política. Além de educativo, ativa a autoconfiança do indivíduo.

Ações financiadas

Permite patrocínios e doações para projetos esportivos. O objetivo é que os projetos promovam a difusão desportiva para desenvolver integralmente o indivíduo e sua formação.

Leis e afins

Lei Federal 11.438/2006, alterado pela Lei Federal 11.472/2007; Decreto 6.180/2007; Instrução Normativa RFB 1.131/2011

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Doação para O PRONON - Programa Nacional de Atenção à Saúde

Oncológica

É utilizado como instrumento para captar e canalizar recursos para a prevenção e combate ao câncer.

Quem e quanto investir?

• Pessoa Física: até 6% do imposto de renda devido – formulário completo.

• Pessoa Jurídica: até 1% do imposto de renda devido para empresas tributadas pelo Lucro Real.

Por que investir?

O Programa contribui no amparo de pessoas com câncer, mediante ações e serviços.

Ações financiadas

Promoção da informação, a pesquisa, o rastreamento, o diagnóstico, o tratamento, os cuidados paliativos e a reabilitação referente às neoplasias malignas e afecções correlatas.

Leis e afins

Lei Federal 12.715/2012, alterada pela Lei Federal 12.794/2013 Instrução Normativa RFB 1.131/2011, alterado pela Instrução Normativa RFB 1.311/2012.

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Programa Alimentação do Trabalhador - Vale Alimentação

É utilizado como instrumento de melhoria das condições nutricionais do trabalhador. O mecanismo consiste em fornecer ao trabalhador, mantendo no estabelecimento um serviço próprio de refeições, ou de distribuição de alimentos, inclusive não preparados (cestas básicas). A participação do trabalhador no custo direto da refeição não poderá exceder a 20% do valor. Para fins de benefício fiscal, cada refeição é avaliada em R$ 2,49 e dessa forma, a base do incentivo é de R$1,99 por refeição. (80%)

Quem e quanto investir?

Pessoa Jurídica: Dedução de até 4% do imposto de renda devido, calculado com base no total gasto no período multiplicado pela alíquota de 15%, para empresas tributadas pelo Lucro Real.

Por que investir?

Prioridade no atendimento ao trabalhador de baixa renda, para o aperfeiçoamento das condições nutricionais e de qualidade de vida, com consequente aumento da capacidade física, resistência à fadiga, resistência a doenças e redução dos riscos de acidente no trabalho.

Ações financiadas

Acesso através do fornecimento de alimentação no local de trabalho ou através de distribuição de cestas-básicas.

Leis e afins

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Política Nacional do Cinema - ANCINE

Lei de investimento na produção e na coprodução de obras cinematográficas/audiovisuais, bem como em sua infraestrutura de produção e sua exibição, para assegurar a igualdade de competitividade e motivar a produção, a exibição e a divulgação de filmes nacionais.

Quem e quanto investir?

• Pessoa Física: até 6% do imposto de renda – declaração completa.

• Pessoa Jurídica: até 3% do imposto de renda, desde que seja tributada no Lucro Real.

Por que investir?

A cultura de uma nação cresce e é valorizada quando o país investe em produções audiovisuais e no desenvolvimento da indústria cinematográfica nacional, o que é possibilitado pela lei.

Ações financiadas

Produção e Coprodução de obras cinematográficas e audiovisuais brasileiras, infraestrutura de produção e exibição, bem como documentários, curtas e longas metragens, produção de séries, entre outros.

Leis e afins

Lei Federal 8.685/93, alterada pela Lei Federal 11.437/2006. Decreto 6.304/2007, Decreto 3.000/99, Art. 484 a 489; Instrução Normativa RBF 267/2002, alterado pela Instrução Normativa RFB 1.131/2011.

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Expediente

Esta publicação é uma iniciativa da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso, por meio do Conselho Temático de Responsabilidade Social, em parceria com a Ciesp.

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Referências

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