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PROJETO DE RESOLUÇÃO no 08/2013
Dispõe sobre o Código de Ética e Decoro Parlamentar e cria a Comissão Permanente de Ética e Decoro Parlamentar na Câmara Municipal de Niterói.
CÓDIGO DE ÉTICA E DECORO PARLAMENTAR CAPÍTULO I
Dos Deveres Fundamentais do Vereador
Art. 1º - No exercício do mandato, o Vereador atenderá às prescrições constitucionais e regimentais e àquelas contidas neste Código, sujeitando-se aos procedimentos disciplinares nele previstos.
Art. 2º - São deveres fundamentais do Vereador: I- promover a defesa dos interesses populares;
II- zelar pelo aprimoramento da ordem constitucional e legal do município, particularmente das instituições democráticas e representativas, e pelas prerrogativas do poder legislativo;
III- exercer o mandato com dignidade e respeito à coisa pública e à vontade popular;
IV- apresentar-se à Câmara Municipal durante as sessões legislativa ordinárias e extraordinárias e participar das sessões do plenário e das reuniões de Comissão de que seja membro.
CAPÍTULO II Das Vedações
Art. 3º - É expressamente vedado ao Vereador, para além das vedações presentes na Lei Orgânica do Município de Niterói:
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a) firmar ou manter contrato em seu nome ou na qualidade de sócio administrador de Pessoa Jurídica com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes; b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis ad nutum nas entidades constantes da alínea anterior;
c) nomear parentes, em linha reta ou colateral até terceiro grau, seus ou de outros Vereadores eleitos ou reeleitos, para cargos em comissão na Câmara Municipal.
II - desde a posse:
a) induzir ou coagir servidores públicos, em cargo comissionado, em seu gabinete com fim de apropriar-se dos seus provimentos.
b) ser proprietário, controlador ou diretor de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada;
c) ocupar cargo ou função de que seja demissível ad nutum nas entidades referidas no inciso I, alínea “a”;
d) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, alínea a;
e) ser titular de mais de um cargo ou mandato público eletivo.
§ 1º - Consideram-se incluídas nas proibições previstas nas alíneas “a” e “b” do inciso I e alíneas “a” e “c” do inciso II deste artigo, para os fins do presente Código de Ética e decoro parlamentar, as pessoas jurídicas de direito privado mantidas ou controladas pelo poder público.
§ 2º - A proibição constante da alínea “a” do inciso I deste artigo compreende o vereador, seu cônjuge ou companheiro.
Art. 4º - É ainda vedado ao vereador:
I- celebrar contrato com instituição financeira controlada pelo Poder Público, incluído nesta vedação além do vereador como pessoa física seu cônjuge ou companheiro e pessoas jurídicas direta e indiretamente por eles administradas;
II- administrar pessoas jurídicas que indiquem em seu objeto social a execução de serviços de comunicação ou radiodifusão sonora.
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III- praticar abuso do poder econômico no processo eleitoral;
Parágrafo único - Excluem-se da proibição constante do inciso II a administração, direção ou gestão de jornais, editoras de livros e similares.
Art. 5º - É permitido ao Vereador, bem com ao seu cônjuge ou companheiro, movimentar contas e manter cheques especiais ou garantias de valores correntes e contrato de cláusulas uniformes nas instituições financeiras referidas no inciso I do artigo anterior.
CAPÍTULO III
Dos Atos Contrários à Ética e ao Decoro Parlamentar Art. 6º - Consideram-se incompatíveis com a ética e o decoro parlamentar:
I- o abuso das prerrogativas estabelecidas na constituição da República;
II- a percepção de vantagens indevidas tais como doações, benefícios ou cortesias de empresas, grupos econômicos ou autoridades públicas, ressalvados brindes sem valor econômico.
III- a prática de irregularidades graves no desempenho do mandato ou de encargos decorrentes. IV- conduta incompatível com o exercício do mandato parlamentar.
V- receber comissões, vantagens pecuniárias ou favorecimentos indevidos de qualquer espécie. VI- abuso das prerrogativas asseguradas aos Vereadores na Lei Orgânica Municipal.
VII- fraudar, por qualquer meio ou forma, o regular andamento dos trabalhos legislativos para alterar o resultado de deliberação;
Parágrafo único - Incluem-se entre as irregularidades graves, para fins deste artigo:
I- a atribuição de dotação orçamentária, sob a forma de subvenções sociais, auxílios ou qualquer outra rubrica, a entidades ou instituições das quais participem o Vereador, seu cônjuge, companheira ou parente de um ou de outro até o terceiro grau bem como pessoa jurídica direta ou indiretamente por eles administradas, ou ainda, que aplique os recursos recebidos em atividades que não correspondam rigorosamente as suas atividades estatutárias;
II- a criação ou autorização de encargos em termos que, pelo seu valor, ou pelas características da empresa ou entidade beneficiada ou contratada, possam resultar em aplicação indevida de recursos
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públicos;
III- a contratação de bens, serviços ou obras em desacordo com a legislação pertinente e por preço ou valor incompatíveis com daqueles praticados pelo mercado.
IV- relatar matéria submetida à apreciação da Câmara Municipal, de interesse específico de pessoa física ou jurídica que tenha contribuído para o financiamento de sua campanha eleitoral;
CAPÍTULO IV
Da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar
Art. 7º - Fica criada a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar que será constituída por 3 (três) membros titulares e igual número de suplentes, eleitos para mandato de 2 (dois) anos, observado, quando possível, o princípio da proporcionalidade partidária e o rodízio entre os partidos políticos ou blocos parlamentares não representados.
Art. 8º - Compete à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar zelar pela observância dos preceitos desse Código, do Regimento Interno e da Lei Orgânica do Município, atuando no sentido da preservação da dignidade do mandato parlamentar na Câmara Municipal, devendo examinar as condutas puníveis e propor as penalidades aplicáveis aos vereadores submetidos ao processo disciplinar previsto neste Código de Ética e Decoro Parlamentar.
§1º - Os Líderes Partidários submeterão à Mesa os nomes dos Vereadores que pretenderem indicar para integrar a Comissão, na medida das vagas que couberem ao respectivo partido.
§2º - As indicações referidas no parágrafo anterior serão acompanhadas das declarações atualizadas, de cada Vereador indicado, onde constarão as informações referentes aos seus bens, fontes de renda, atividades econômicas e profissionais, nos termos dos incisos I,II e III do art.24.
§3º - Acompanharão, ainda, cada indicação uma declaração assinada pelo Presidente da Mesa, certificando a inexistência de quaisquer registros nos arquivos e anais da Câmara Municipal referentes à prática de quaisquer atos ou irregularidade capitulados nos arts. 8º ao 10, independentemente da legislatura ou sessão legislativa que tenham ocorrido.
Art. 9º - A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar observará, quanto à organização interna e ordem de seus trabalhos, às disposições regimentais relativas ao funcionamento das demais comissões permanentes, inclusive no que diz respeito à eleição de seu Presidente, Vice-presidente e designação de Relatores.
§1º - os membros da Comissão deverão, sob pena de imediato desligamento e substituição, observar a discrição e o sigilo inerente à natureza de sua função.
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§2º - será automaticamente desligado da Comissão o membro que não comparecer sem justificativa a 3 (três) reuniões consecutivas ou o que faltar, ainda que justificadamente, a mais de 6 (seis) reuniões durante a sessão legislativa.
CAPÍTULO V Das medidas disciplinares Art.10 - As medidas disciplinares são:
I- advertência;
II- perda temporária do exercício do mandato por até 6 (seis) meses; III- perda do mandato;
Art.11 - A advertência será aplicada pelos Presidentes da Câmara Municipal, da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar ou de Comissão, no âmbito desta, quando não couber penalidade mais grave, ao Vereador que:
I- deixar de observar salvo motivos justificados os deveres inerentes ao mandato ou os preceitos do Regimento Interno;
II- praticar atos que infrinjam as regras da boa conduta nas dependências da Casa; III- perturbar a ordem das sessões ou das reuniões;
IV- usar, em discurso ou proposição, de expressões atentatórias ao decoro parlamentar;
V- praticar ofensas físicas ou morais a qualquer pessoa no prédio da Câmara Municipal, ou desacatar, por atos ou palavras, outro parlamentar, a Mesa ou Comissão, ou seus respectivos Presidentes. Art.12 - Considera-se incurso na sanção de perda temporária do exercício do mandato, quando não for aplicável penalidade mais grave o Vereador que:
I- reincidir nas hipóteses do artigo antecedente;
II- praticar transgressão grave ou reiterada aos preceitos do Regimento Interno ou deste Código, especialmente quanto à observância do disposto no art. 24;
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considerado secreto;
IV- revelar informações e/ou documentos oficiais de caráter reservado, de que tenha tido conhecimento na forma regimental;
V- faltar sem motivo justificado, a 10 (dez) sessões ordinárias consecutivas ou a 45 (quarenta e cinco) intercaladas, dentro da sessão legislativa ordinária ou extraordinária.
Art.13 - Serão punidas com a perda do mandato:
I- a infração de qualquer das proibições referidas no art. 3º;
II- a prática de qualquer dos atos contrários à ética e ao decoro parlamentar capitulados no art.4º; CAPÍTULO VI
Do Processo Disciplinar
Art. 14 - A sanção de que trata o art.12 será decidida pelo Plenário, em escrutínio aberto e por maioria simples, mediante provocação da Mesa, da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar ou de Partido Político representado na Câmara Municipal, na forma prevista nos arts. 16 e 17, executada a hipótese do parágrafo único deste artigo.
Parágrafo único - Quando se tratar de infração ao inciso V do art.12 a sanção será aplicada de ofício pela Mesa, resguardado, em qualquer caso, o princípio da ampla defesa.
Art. 15 - A Perda do mandato será decidida pelo Plenário, em escrutínio aberto e por maioria absoluta de votos, mediante iniciativa da Mesa, da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar e de Partido Político representado na Câmara Municipal, na forma prevista nos arts. 16 e 17.
Art. 16 - Oferecida representação contra Vereador por fato sujeito à pena de perda do mandato, ou à pena de perda temporária do exercício do mandato, aplicáveis pelo Plenário da Câmara Municipal, será ela inicialmente encaminhada pela Mesa à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar ressalvadas as hipóteses do art. 19, quando o processo tem origem na Comissão.
Art.17 - Recebida a representação, a Comissão observará os seguintes procedimentos:
I - o Presidente da Comissão, sempre que considerar necessário, designará Relator dentre os 03 (três) membros titulares para compor Comissão de Inquérito, destinada a promover as devidas apurações dos fatos e das responsabilidades;
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II- Constituída ou não, a Comissão referida no inciso anterior, será oferecida cópia da representação ao Vereador que terá prazo de 10 (dez) dias úteis para apresentar defesa escrita e provas;
III- esgotado o prazo sem apresentação de defesa, o Presidente da Comissão nomeará defensor dativo para oferecê-la, reabrindo-lhe igual prazo;
IV- apresentada a defesa, a Comissão ou, quando for o caso, a Comissão de Inquérito, procederá as diligências e a instrução probatória que entender necessárias, findas as quais proferirá parecer no prazo de 30 (trinta) dias úteis, salvo na hipótese do art. 21, concluindo pela procedência da representação ou pelo arquivamento da mesma, oferecendo-se na primeira hipótese, o Projeto de Resolução apropriado para a declaração da perda do mandato ou de suspensão temporária do exercício do mandato;
V - em caso de pena da perda do mandato, o parecer da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar será encaminhado à Comissão de Justiça e Redação para exame dos aspectos constitucional, legal e jurídico, o que deverá ser feito no prazo de 10 (dez) dias úteis;
VI - concluída a tramitação na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar e na Comissão de Justiça e Redação, será o processo encaminhado à Mesa Diretora e, uma vez lido no Expediente será publicado no Diário da Câmara Municipal e distribuído em avulsos para inclusão em Ordem do Dia.
Parágrafo único: o relator do processo disciplinar não poderá pertencer ao mesmo partido ou Bloco Parlamentar do vereador representado.
Art.18 - É facultado ao Vereador, em qualquer caso, constituir advogado para sua defesa, a este assegurado atuar em todas as fases do processo.
Art.19 - Perante a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, poderão ser diretamente oferecidas, por qualquer parlamentar, cidadão ou pessoa jurídica, denúncias relativos ao descumprimento, por Vereador, qualquer parlamentar, cidadão ou pessoa jurídica, denúncias relativos ao descumprimento, por Vereador de preceitos contidos no Regimento Interno da Câmara Municipal, da Lei Orgânica do Município, e neste Código.
§1º - Não serão recebidas denúncias anônimas.
§2º - Recebida a denúncia, a Comissão promoverá apuração preliminar e sumária dos fatos, ouvido o denunciado e providenciadas as diligências que entender necessárias, dentro do prazo de 30 (vinte) dias úteis.
§3º - Considerada procedente denúncia por fato sujeito a medida prevista no art.11, a Comissão promoverá sua aplicação, nos termos ali estabelecidos. Verificando tratar-se de infrações incluídas entre as hipóteses dos arts. 12 e 13, procederá na forma do art. 17.
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§4º - Poderá a Comissão, independentemente de denúncia ou representação, promover a apuração, nos termos deste artigo, de ato ou omissão atribuída a Vereador.
Art.20 - Quando um Vereador for acusado por outro, no curso de uma discussão ou noutra circunstância, de ato que ofenda sua honorabilidade, pode pedir ao presidente da Câmara Municipal ou da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar para que apure a veracidade da argüição e o cabimento de sanção ao ofensor, no caso de improcedência da acusação.
Art.21 - As apurações de fatos e de responsabilidade previsto neste Código poderão, quando a sua natureza assim o exigir, ser solicitadas ao Ministério Público ou às autoridades policiais, por intermédio da Mesa Diretora, caso em que serão feitas as necessárias adaptações nos procedimentos e nos prazos estabelecidos neste capítulo.
Art.22 - O processo disciplinar regulamentado neste Código não será interrompido pela renúncia do Vereador ao seu mandato, nem serão pela mesma elididas sanções eventualmente aplicáveis os seus efeitos.
Art.23 - Quando, em razão das matérias reguladas neste Código, forem injustamente atingidas a honra ou a imagem da Câmara Municipal, de seus órgãos ou de qualquer de seus membros, poderá a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar solicitar intervenção à Mesa.
CAPÍTULO VII
Das Declarações Públicas Obrigatórias
Art.24 - O Vereador apresentará à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar as seguintes declarações obrigatórias, para fins de ampla divulgação e publicidade:
I - Ao assumir o mandato para efeito de posse, e 90 (noventa) dias antes das eleições, no último ano da legislatura, Declaração de Bens e fontes de rendas e passivos, incluindo todos os passivos de sua própria responsabilidade, de seu cônjuge ou companheiro ou de pessoas jurídicas por eles direta ou indiretamente administradas, com justificativa para rendimentos ou acréscimos patrimoniais que superem a remuneração mensal como Vereador;
II - Até o 30º (trigésimo) dia seguinte ao encerramento do prazo para entrega da Declaração do Imposto de Renda das pessoas físicas, cópia da Declaração de Imposto de Renda do Vereador e do seu cônjuge ou companheiro;
III - ao assumir o mandato e ao ser indicado membro de Comissão Permanente ou Temporária da Câmara Municipal, declaração de atividades econômicas ou profissionais, atuais ou anteriores , ainda que delas se encontre transitoriamente afastado, com a respectiva remuneração ou rendimento,
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inclusive quaisquer pagamentos que continuem a ser efetuados por antigo empregador;
IV - durante o exercício do mandato, em Comissão ou em Plenário, ao iniciar-se apreciação de matéria que envolva diretamente seus interesses patrimoniais, Declaração de Interesse, em que, a seu exclusivo critério, declare-se impedido de participar ou explicite as razões pelas quais, a seu juízo, entenda como legítima sua participação na discussão e votação.
Parágrafo único - Caberá a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar diligenciar para publicação integral, no Diário da Câmara Municipal, das declarações referidas neste artigo.
CAPÍTULO VIII
Das Disposições Finais e Transitórias Art.25 - Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação. Art.26 - Revogam-se as disposições em contrário.
Sala das Sessões, 24 de abril de 2013
JUSTIFICATIVA:
Trata-se de Projeto inspirado no Projeto de Resolução 021/2001, nunca apreciado pela Câmara Municipal, que pretendia instituir o Código de Ética e Decoro Parlamentar e criar a Comissão Permanente de Ética e Decoro Parlamentar na Câmara Municipal de Niterói.
Quando apresentado o Projeto de Resolução 021/2001 este se justificava, com a conjuntura da época, pelos seguintes termos:
“Justifica-se a presente resolução pela crescente indignação dos cidadãos diante do comportamento dos parlamentares por eles eleitos. No noticiário nacional, avolumam-se denúncias contra desvios éticos de conduta que envolveu senadores como Antonio Carlos Magalhães, José Roberto Arruda e, mais recentemente, o próprio presidente do Senado Federal, Senador Jader Barbalho. No entanto, a Câmara Municipal de Niterói também está no centro desta problemática na medida em que a Vereadora Aparecida Domingos é alvo de denúncias de apropriação indébita do salário dos funcionários de seu gabinete.
Desse modo, o presente projeto de resolução tem o intuito de criar paradigmas éticos para a atuação parlamentar que sirvam de norte para a atuação dos vereadores e sua relação com a sociedade civil e os eleitores.”
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Embora não aprovado o referido Projeto, passados mais de 11 anos, seguem vivas as preocupações e anseios que justificaram sua apresentação. Mais uma vez esta Casa Legislativa se depara com a necessidade de regramentos e procedimentos claros para a apuração e aplicação de sanções em relação às condutas impróprias de seus vereadores.
Os episódios recentes que tratam do assassinato do vereador Lúcio do Nevada exigem uma célere solução para essas questões.
Renatinho PSOL Henrique Vieira Paulo Eduardo Gomes