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COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS

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Academic year: 2021

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Fábio Aparecido Moreira São Paulo/Brasil

COMO RETER

IMPOSTOS

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COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 1

Sumário

INTRODUÇÃO 2

O QUE VOCÊ VAI APRENDER COM ESSE EBOOK? 2

CAPÍTULO 01 3

PRINCIPAIS CONCEITOS TRIBUTÁRIOS 3

CAPÍTULO 02 8

IMPOSTOS SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA – ISSQN 8

CAPÍTULO 03 10

IMPOSTO DE RENDA IRRF 10

CAPÍTULO 04 15

PIS/COFINS E CSLL 15

CAPÍTULO 05 21

INSS E DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO 21

CAPÍTULO 06 26

TRATAMENTO DAS RETENÇÕES NA FONTE 26

CAPÍTULO 07 30

CONSTRUÇÃO CIVIL: #DAS PECULIARIDADES DO FISCO! 30

CAPÍTULO 08 41

RESUMO E APLICAÇÃO PRÁTICA # COMO DEVE SER 41

(3)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 2

Introdução

O que você vai aprender

com esse EBOOK?

Esse EBOOK não vai te transformar em um especialista em tributação, mas vai te orientar como aplicar de forma correta a retenção de imposto na fonte nas notas fiscais emitidas e recebidas, evitando erros básicos e complicações futuras.

Como toda legislação, existe muita teoria, mas aqui não iremos abordar apenas teoria e sim, colocaremos a mão na massa, para que no final o EBOOK será um manual prático de retenções, desde que siga o passo-a-passo conforme será descrito em seu conteúdo. Outra coisa importante a dizer sobre o EBOOK, tem um objetivo especifico em ter toda informação em um único lugar.

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COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 3

Capítulo 01

Principais Conceitos

Tributários

A legislação tributária no Brasil é de uma tal complexidade que devemos tomar cuidado para não onerarmos as empresas com aplicação incorreta dos impostos, por isso entramos no conceito para depois entrarmos na pratica.

Em 1776, o escocês Adam Smith, publicou em sua obra clássica, A Riqueza das Nações, alguns preceitos da boa tributação: justiça, simplicidade e neutralidade.

Justiça

Um sistema tributário é justo quando todos, do mais pobre ao mais rico, contribuem em proporção direta à sua capacidade de pagar. O princípio da progressividade está implícito na definição – quem ganha mais deve contribuir com uma parcela maior do que ganha já que dispõe de maior renda disponível, renda que não está associada a seu sustento básico ou sobrevivência.

Simplicidade

De acordo com Smith, num sistema tributário simples é relativamente fácil e barato para o contribuinte calcular e pagar quanto deve. A mesma facilidade tem o governo para fiscalizar se o contribuinte pagou o que devia.

Neutralidade

Neutralidade quer dizer que o sistema tributário não deve influenciar a evolução natural da economia. Ou seja, não deve influir na competitividade e nas decisões das empresas e tampouco no comportamento do consumidor/contribuinte.

Fatores geradores de

tributação

(5)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 4 Tributos podem incidir sobre renda ou patrimônio. Renda diz respeito ao valor criado por meio do trabalho de indivíduos ou de organizações. Patrimônio são os bens de posse que têm valor como casas e carros.

Base de cálculo

Em Direito tributário, base de cálculo é a grandeza econômica sobre a qual se aplica a alíquota para calcular a quantia a pagar. Por exemplo, na venda de imóveis, a base de cálculo do Imposto de Renda é a diferença entre o valor da venda e o valor declarado do imóvel na declaração anual de renda e patrimônio. No ICMS, a base de cálculo geralmente é o valor da venda da mercadoria (salvo disposição em contrário).

Alíquota

Em Direito tributário, alíquota é o percentual ou valor fixo que será aplicado sobre a base de cálculo para o cálculo do valor de um tributo. A alíquota será um percentual quando a base de cálculo for um valor econômico, e será um valor quando a base de cálculo for uma unidade não monetária. As alíquotas em percentual são mais comuns em impostos e as alíquotas em valor ocorrem mais em tributos como empréstimo compulsório, taxas e contribuição de melhoria.

A Alíquota é um dos elementos da matriz tributária de um tributo. Assim, há a exigência de que, seu valor ou percentual seja estabelecido em lei.

Alíquota e o Direito Tributário Brasileiro

De acordo com o princípio da progressividade (direito tributário), quanto maior a base de cálculo, maior é a alíquota. Isto implica que um tributo cai em um dos seguintes casos:

Progressividade pelo valor- tributo possui uma alíquota variável. progressividade extra-fiscal-tributo possui alíquotas maiores como penalidades sobre base de cálculo com valores maiores, e/ou alíquotas menores como incentivo sobre base de cálculo com valores menores. O objetivo de progressividade extrafiscal é influenciar o comportamento do contribuinte. Por exemplo, em consumo de água e energia, após uma determinada quantidade mensal de consumo, a alíquota muda para uma maior (mais agravante), levando ao consumidor a evitar este limite.

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COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 5 É a obrigação imposta aos indivíduos e pessoas jurídicas de recolher valores ao Estado, ou entidades equivalentes (p.e. tribos e grupos revolucionários). É vulgarmente chamado por imposto, embora tecnicamente este seja mera espécie dentre as modalidades de tributos.

Excluídos do conceito de tributo estão todas as obrigações que resultem de aplicação de pena ou sanção (p.e. multa de trânsito), os tributos sempre são obrigações que resultam de um fato regular ocorrido.

Os tributos podem ser pagos em dinheiro ou em trabalho, como na figura medieval da corveia. Modernamente, nos sistemas tributários capitalistas, somente o dinheiro é aceito como pagamento, subsistindo a corveia em Estados tradicionais e pré-capitalistas. Tributos no Brasil, de acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, em seu artigo 145, os tributos são: impostos, taxas e a contribuição de melhoria. Entretanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) acresceu a estas duas subdivisões: o empréstimo compulsório (art. 148 da Constituição) e as contribuições denominadas de "Especiais", constantes do artigo 149 e 149-A da Constituição, onde se incluem as contribuições sociais, as contribuições previdenciárias, as contribuições de intervenção no domínio econômico (CIDE) e as contribuições de interesse das categorias profissionais.

O mesmo código estabelece que, no Brasil, há três tipos de tributo: o imposto, o pagamento efetuado pelo cidadão para manter o funcionamento e prestação de serviços do Estado, mas que independe de qualquer atividade estatal específica em relação ao cidadão contribuinte;

a taxa, relacionada diretamente a um serviço prestado ou posto à disposição ao contribuinte, ou mesmo ao exercício do poder de polícia;

a contribuição de melhoria, que pode vir a ser cobrada para fazer face ao custo de obras públicas, como a construção de uma praça próxima à residência do contribuinte.

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COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 6

Tipos de Tributos

Impostos

São tributos cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. Os impostos se caracterizam por serem de cobrança não darem um retorno ao contribuinte sobre o fato gerador. Por exemplo, um imposto sobre posse de automóvel não necessariamente será revertido em melhorias das condições das vias urbanas ou rodovias.

Existe uma distinção entre impostos indiretos e impostos diretos. Este é pago diretamente pelo contribuinte (o Imposto de Renda, por exemplo), enquanto aquele tem o preço embutido no valor da transação. Um exemplo é o ICMS. Impostos indiretos também não têm qualquer variação na renda do contribuinte.

Imposto é uma quantia paga obrigatoriamente por pessoas ou organizações para um governo, a partir de uma base de cálculo e de um fato gerador. É uma forma de tributo. Ele tem como principal finalidade, custear o Estado. O campo da Economia que lida com a tributação é o de finanças públicas.

Impostos podem ser pagos em moeda (dinheiro) ou em mercadorias (embora o pagamento em mercadorias nem sempre seja permitido ou classificado como imposto em todos os sistemas tributários. No Brasil, como em Portugal, para toda forma de tributo, apenas é aceito em forma de moeda.). Os meios de taxação, e os usos dos fundos levantados através de taxação, são assunto de discussões calorosas em Política e Economia, de modo que discussões sobre impostos são frequentemente tendenciosas.

Em teoria, os recursos arrecadados pelos governos deveriam ser revertidos para o bem comum, para investimentos e custeio de bens públicos (de serviços públicos como saúde, segurança e educação a investimentos em infraestrutura – estradas, portos, aeroportos, etc. – e sua manutenção). Na prática, porém, impostos não possuem vinculação com o destino das verbas, ao contrário de taxas e contribuições de melhorias. Embora a lei obrigue os governos a destinarem parcelas mínimas da arrecadação a determinados serviços públicos – em especial à educação e à saúde -, o pagamento de impostos não confere ao contribuinte qualquer garantia de contraprestação de serviços.

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COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 7 Taxas

As taxas são tributos incidentes sobre um fato gerador e que são aplicados em contrapartida a esse fato gerador. Uma taxa só pode ser instituída por uma entidade tributante da mesma competência. Por exemplo: taxas sobre iluminação pública só podem ser cobradas pelos municípios. Não necessariamente o pagante da taxa vai usar o serviço, apenas terá o serviço à disposição.

Contribuições de melhoria

As contribuições de melhoria são tributos que têm como fato gerador o benefício decorrente das obras públicas. São cobradas somente na região beneficiada pela obra. Não necessariamente essas contribuições refletem em "melhoria", uma vez que algumas obras públicas em determinadas regiões tendem a desvalorizar os imóveis locais. O fundamental para o fato gerador é o benefício decorrente da obra pública.

Contribuições Especiais

Estão previstas nos artigos 149 e 149-A da Constituição Federal, sendo tributos cuja característica principal é a finalidade para a qual é destinada sua arrecadação. Podem ser: sociais, de intervenção no domínio econômico, de interesse de categorias econômicas ou profissionais e para custeio do serviço de iluminação pública (COSIP).

Empréstimo compulsório

Segundo o art. 148 da constituição federal, a União poderá instituir, mediante lei complementar, empréstimos compulsórios: a) para atender às despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência; b) no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional.

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COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 8

Capítulo 02

Impostos Sobre Serviços de

Qualquer Natureza –

ISSQN

Como já sabemos as leis no nosso país são muito complexas, então iremos redigir a lei por completo nesse EBOOK, o que daremos são dicas para evitar erros, conforme o propósito de nossos estudos e desse EBOOK. Para consulta quando necessário segue o link abaixo, essa é a lei mãe.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp116.htm LEI COMPLEMENTAR Nº 116, DE 31 DE JULHO DE 2003

É importante saber, que temos inúmeras prefeituras e cada uma tem o seu código tributário e suas devidas especificações, conforme cada município. Mas, é importante entender que os municípios não podem sobrepor a lei mãe. Mas agora vem a pegadinha...

Muitos municípios em seu código tributário, colocam alguns empecilhos para efetuar retenções na fonte, em alguns exemplos como o município de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, esses e alguns municípios exigem um cadastro na prefeitura para que a retenção não seja feita, em muitos chamados de CEPOM, fazendo o cadastro, não é feita a retenção de serviços que não permitem tal retenção porque é devido ao município de origem.

Vamos ao exemplo prático:

A empresa prestadora do serviço está estabelecida no município de Barueri, mas o cliente é do município de São Paulo, ela está prestando um serviço de engenharia, ou desenvolvimento de software, o serviço é todo formatado na base, aqui no exemplo em Barueri.

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COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 9 Na emissão da nota fiscal de serviço para o cliente estabelecido no município de São Paulo haverá a retenção do ISS, caso não tenha cadastro na prefeitura de São Paulo, portanto há a necessidade de se fazer o cadastro no CEPOM da prefeitura de São Paulo, para evitar tal retenção. Porque senão, vai ter que pagar o ISS de Barueri e o ISS de São Paulo, ambos serão devidos.

Agora, se a prestação de serviço é no local do cliente, o ISS é devido ao município de São Paulo.

É importante ressaltar, o que vale aqui são duas informações (1) o fator localidade e (2) o tipo de serviço prestado, conforme própria lista de serviço da lei mãe, portanto, essas duas informações devem ser bem analisadas na hora da emissão da nota fiscal de serviço.

Das alíquotas

Eu poderia colocar aqui várias alíquotas de municípios distintos, mas não seria muito legal, é importante dizer que as alíquotas podem variar de município para município, mas de regra elas ficam entre 2% a 5% como seu teto máximo.

Para evitar erros na alíquota, reserve um tempo para essa analise juntamente com cada prefeitura, a maioria, para não dizer todas prefeituras disponibilizam em seus sites para consulta, o código tributário e tabela de ISS do município.

Nesse processo, tem que ser analisado o serviço que será prestado no município de seu cliente, através disso verifique na tabela de ISS do município qual alíquota para o serviço prestado, sempre acompanhando a lista de serviços da lei mãe.

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COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 10

Capítulo 03

Imposto de Renda IRRF

Retenção de IR sobre serviços prestados de

PJ para PJ de Direito Privado

I – Serviços de Natureza Profissional

Estão sujeitas à incidência do imposto na fonte, à alíquota de

1,5%

(um e meio por cento)

, as importâncias pagas ou creditadas por pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas, civis ou mercantis, pela prestação de serviços de natureza profissional (RIR/99, art. 647).

Compreendem-se os serviços a seguir indicados:

1 - Administração de bens ou negócios em geral (exceto consórcios ou fundos mútuos para aquisição de bens);

2 - Advocacia;

3 - Análise clínica laboratorial; 4 - Análises técnicas;

5 - Arquitetura;

6 - Assessoria e consultoria técnica (exceto o serviço de assistência técnica prestado a terceiros e concernente a ramo de indústria ou comércio explorado pelo prestador do serviço);

7 - Assistência social; 8 - Auditoria; 9 - Avaliação e perícia; 10 - Biologia e biomedicina; 11 - Cálculo em geral; 12 - Consultoria; 13 - Contabilidade; 14 - Desenho técnico; 15 - Economia; 16 - Elaboração de projetos;

17 – Engenharia (*1) (exceto construção de estradas, pontes, prédios e obras assemelhadas);

(12)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 11 19 - Estatística; 20 - Fisioterapia; 21 - Fonoaudiologia; 22 - Geologia; 23 - Leilão;

24 - Medicina (exceto a prestada por ambulatório, banco de sangue, casa de saúde, casa de recuperação ou repouso sob orientação médica, hospital, pronto-socorro e planos de saúde);

25 - Nutricionismo e dietética; 26 - Odontologia;

27 - Organização de feiras de amostras, congressos, seminários, simpósios e congêneres; 28 - Pesquisa em geral; 29 - Planejamento; 30 - Programação; 31 - Prótese; 32 - Psicologia e psicanálise; 33 - Química; 34 - Radiologia e radioterapia; 35 - Relações públicas; 36 - Serviço de despachante; 37 - Terapêutica ocupacional;

38 - Tradução ou interpretação comercial; 39 - Urbanismo;

40 - Veterinária.

(*1) - Engenharia

O item 17 do § 1º do artigo 647 do RIR/99 diz engenharia exceto construção de estradas, pontes, prédios e obras assemelhadas. Essa exceção abrange obras em geral e as de montagem, instalação, restauração e manutenção de instalações e equipamentos industriais, os serviços de estudos geofísicos, fiscalização de obras de engenharia em geral, elaboração de projetos de engenharia em geral, administração de obras, serviços de engenharia consultiva, orientação técnicas, quando prestados isoladamente. (PN nº 8/86).

Situações Especiais

1 – Recrutamento e Seleção de Pessoal

As importâncias pagas ou creditadas por pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas, a título de remuneração por serviços prestados

(13)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 12 no recrutamento ou seleção de empregados, estão sujeitos a retenção na fonte, conforme definiu o PN nº 37/87.

Tratando-se de serviços de seleção de pessoal, o enquadramento poderá dar-se tanto como intermediação de negócios ou assessoria. Nota-se que a contratação de funcionários de alta especialização ou de diretores é normalmente feita por intermédio de empresas conceituadas de assessoria empresarial.

2 – Serviços de Limpeza, Conservação, Segurança, Vigilância e Locação de Mão-de-Obra

Estão sujeitos à incidência do imposto na fonte à alíquota de

1%

(um por cento)

os rendimentos pagos ou creditados por pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas civis ou mercantis pela prestação de serviços de limpeza, conservação, segurança, vigilância e por locação de mão-de-obra (RIR/99, art. 649).

3 – Cooperativas de Trabalho

Estão sujeitas à incidência do imposto na fonte à alíquota de

1,5%

(um e meio por cento)

as importâncias pagas ou creditadas por pessoas jurídicas a cooperativas de trabalho, associações de profissionais ou assemelhadas, relativas a serviços pessoais que lhes forem prestados por associados destas ou colocados à disposição (RIR/99, art. 652).

4 – Factoring e Assemelhados

Sujeitam-se ao desconto do imposto de renda na fonte, a alíquota de

1,5% (um meio por cento)

, as importâncias pagas ou creditadas por pessoa jurídica a título de prestação de serviços a outras pessoas jurídicas que explorem as atividades de prestação de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e receber (Lei nº 10.833/03, art.29)

5 –Comissão de Intermediação.

Estão sujeitas à incidência do imposto na fonte, à alíquota de

1,5%

(um e meio por cento)

, as importâncias pagas ou creditadas por pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas a título de comissões, corretagens ou qualquer outra remuneração pela representação comercial ou pela mediação na realização de negócios civis e comerciais (RIR/99, art. 651).

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COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 13

6 – Serviços de Propaganda e Publicidade

Estão sujeitas à incidência do imposto na fonte, à alíquota de

1,5%

(um e meio por cento)

, as importâncias pagas ou creditadas por pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas por serviços de propaganda e publicidade. Excluem-se da base de cálculo as importâncias pagas diretamente ou repassadas a empresas de rádio e televisão, jornais e revistas, atribuída à pessoa jurídica pagadora e à beneficiária responsabilidade solidária pela comprovação da efetiva realização dos serviços (RIR/99, art. 651).

Informações Adicionais

1 – Responsável pelo Recolhimento

Como regra geral o imposto incidente na fonte deve ser retido e recolhido pela pessoa jurídica que pagar ou creditar os rendimentos (tomadora dos serviços).

2 – Empresas Inscritas no Simples Nacional

A empresa inscrita no Simples Nacional é responsável pelo desconto do IR na Fonte sobre os serviços tributados, quando prestados por pessoas jurídicas não tributadas pelo Simples Nacional. A dispensa da retenção do IR Fonte aplica-se somente quando a prestadora de serviços for enquadrada neste regime tributário.

De acordo com a Instrução Normativa RFB nº 765/07, fica dispensada a retenção do imposto de renda na fonte sobre as importâncias pagas ou creditadas a pessoa jurídica inscrita no

Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional).

3 –Condomínio de Edifício

O Condomínio de Edifício está dispensado de efetuar o desconto no IR na Fonte sobre os pagamentos de serviços prestados por pessoa jurídica ou físicas autônomas, sendo obrigado a fazer a retenção somente quando pagar rendimentos ao trabalhador com vínculo empregatício (PN CST nº 114/72).

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COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 14

Retenção de IR sobre serviços prestados de

PJ para Empresas do Governo Federal

Conforme Instrução Normativa SRF nº 306, de 12 de março de 2003, DOU de 3.4.2003

Art. 1 º Os órgãos da administração federal direta, as autarquias e as fundações federais reterão, na fonte, o Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), bem assim a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e a Contribuição para o PIS/Pasep sobre os pagamentos que efetuarem a pessoas jurídicas, pelo fornecimento de bens ou prestação de serviços em geral, inclusive obras, observados os procedimentos previstos nesta Instrução Normativa.

Em seu ANEXO I, apresenta a tabela de retenção, mas regra geral para fornecimento de bens, aplica-se a alíquota de

1,2%

e para prestação de serviços em geral, inclusive obra, aplica-se a alíquota de

4,8%

. Esse ponto é passível de muitos erros, portanto é importante uma atenção nesse tópico.

Para ficar mais prático, adota-se que quando

emitir uma DANFE, nota de material,

aplica-se

1,2%

e quando emitir uma NFES, nota de

prestação de serviços, aplica-se

4,8%

.

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COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 15

Capítulo 04

PIS/COFINS e CSLL

Retenção de PIS/COFINS/CSLL sobre

serviços prestados de PJ para PJ de Direito

Privado

O embasamento abaixo é extraído da LEI 10.833/2003, onde regulamenta a retenção do PIS/COFINS e CSLL.

Agora vamos aos estudos...

A partir de 01.02.2004, estão sujeitos à retenção na fonte da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e da Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), os pagamentos efetuados pelas pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas de direito privado, pela prestação de:  Serviços de limpeza;  Conservação;  Manutenção;  Segurança;  Vigilância;

 Transporte de valores e locação de mão-de-obra;

 Pela prestação de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber;

 Pela remuneração de serviços profissionais, conforme definição prevista no art. 647, do RIR/1999.

Art. 647 – RIR/99 – Relação de serviços caracterizadamente de natureza profissional:

1. administração de bens ou negócios em geral (exceto consórcios ou fundos mútuos para aquisição de bens);

2. advocacia;

3. análise clínica laboratorial; 4. análises técnicas;

(17)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 16 6. assessoria e consultoria técnica (exceto o serviço de assistência técnica prestada a terceiros e concernente a ramo de indústria ou comércio explorado pelo prestador do serviço);

7. assistência social; 8. auditoria; 9. avaliação e perícia; 10. biologia e biomedicina; 11. cálculo em geral; 12. consultoria; 13. contabilidade; 14. desenho técnico; 15. economia; 16. elaboração de projetos;

17. engenharia (exceto construção de estradas, pontes, prédios e obras assemelhadas); 18. ensino e treinamento; 19. estatística; 20. fisioterapia; 21. fonoaudiologia; 22. geologia; 23. leilão;

24. medicina (exceto a prestada por ambulatório, banco de sangue, casa de saúde, casa de recuperação ou repouso sob orientação médica, hospital e pronto-socorro);

25. nutricionismo e dietética; 26. odontologia;

27. organização de feiras de amostras, congressos, seminários, simpósios e congêneres; 28. pesquisa em geral; 29. planejamento; 30. programação; 31. prótese; 32. psicologia e psicanálise; 33. química; 34. radiologia e radioterapia; 35. relações públicas; 36. serviço de despachante; 37. terapêutica ocupacional;

38. tradução ou interpretação comercial; 39. urbanismo;

40. veterinária.

Base: artigos 30, 31, 32, 34 a 36, da Lei 10.833/2003 regulamentados pela IN SRF 459/2004.

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COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 17 As retenções serão efetuadas sem prejuízo da retenção do imposto de renda na fonte das pessoas jurídicas sujeitas a alíquotas especificas previstas na legislação do imposto de renda.

Observações a LEI

A obrigação de retenção aplica-se inclusive aos pagamentos efetuados por:

I - Associações, inclusive entidades sindicais, federações, confederações, centrais sindicais e serviços sociais autônomos;

II - Sociedades simples, inclusive sociedades cooperativas; III - fundações de direito privado; ou

IV - condomínios de edifícios.

COOPERATIVAS – DISPENSA DE RETENÇÃO DA CSLL A PARTIR DE 01.05.2004

Por força do art. 21 da Lei 10865/2004, que alterou o art. 32 da Lei 10833/2003, a partir de 01.01.2005 (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004), não mais será exigida a retenção da parcela da CSLL sobre pagamentos às cooperativas.

Observe-se ainda que a partir de 01 de janeiro de 2005, as sociedades Cooperativas, exceto as de consumo, estarão isentas da CSLL sobre os atos cooperativos, conforme artigo 39 da Lei 10.865/2004.

Observe-se que continua a exigência de retenção da COFINS e do PIS.

DISPENSA DE RETENÇÃO

Não estão obrigadas a efetuar a retenção as pessoas jurídicas optantes pelo SIMPLES.

A retenção não será exigida na hipótese de pagamentos efetuados a

(Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004):

I – empresas estrangeiras de transporte de valores; II - pessoas jurídicas optantes pelo SIMPLES.

DISPENSA DE RETENÇÃO DA COFINS E DO PIS/PASEP

A retenção da COFINS e da contribuição para o PIS/PASEP não será exigida, cabendo, somente, a retenção da CSLL nos pagamentos

(Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004):

I – A título de transporte internacional de valores efetuados por empresa nacional; *

(19)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 18 II - Aos estaleiros navais brasileiros nas atividades de conservação, modernização, conversão e reparo de embarcações pré-registradas ou registradas no Registro Especial Brasileiro - REB, instituído pela Lei 9.432, de 8 de janeiro de 1997.

Lei nº 13.137/2015 – Reduz o limite para dispensa

da retenção na fonte das contribuições sociais

sobre prestação de serviços

Com a alteração da Lei 13.137/2015 de 19 /06/2015, as atividades que estejam no ROL das atividades obrigadas a retenção (PIS/COFINS/CSLL) e fature acima de R$ 215,05, deverão aplicar a alíquota de 4,65% de retenção dos referidos tributos.

A Lei nº 13.137/2015, resultante do projeto de lei de conversão da Medida Provisória 668/2015, foi publicada em edição extra do Diário Oficial do dia 22/06/2015.

Dentre vários assuntos – Altera os artigos 31 e 35 da Lei nº 10.833/2003, para reduzir o limite legal de dispensa da retenção na fonte das contribuições sociais (CSLL, PIS e Cofins, conhecidas pela sigla CSRF no âmbito da Receita Federal do Brasil), incidente sobre os pagamentos efetuados pelas pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas de direito privado, pela prestação de serviços de que trata o artigo 30 do

mesmo diploma.

Este artigo 30 estabelece que “Os pagamentos efetuados pelas pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas de direito privado, pela prestação de serviços de limpeza, conservação, manutenção, segurança, vigilância, transporte de valores e locação de mão-de-obra, pela prestação de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber, bem como pela remuneração de serviços profissionais, estão sujeitos a retenção na fonte da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, da COFINS e da contribuição para o PIS/PASEP.”

Além disso, é importante transcrever os §§ 1º, 2º e 3º, os quais dispõem, respectivamente, sobre as pessoas obrigadas à retenção, as desobrigadas (as optantes pelo Simples Nacional) e a coexistência da obrigação quanto à retenção do imposto de renda na fonte pelas pessoas jurídicas:

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COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 19 “§ 1º O disposto neste artigo aplica-se inclusive aos pagamentos efetuados por:

I – Associações, inclusive entidades sindicais, federações, confederações, centrais sindicais e serviços sociais autônomos;

II – Sociedades simples, inclusive sociedades cooperativas; III – Fundações de direito privado; ou

IV – Condomínios edilícios.

§ 2º Não estão obrigadas a efetuar a retenção a que se refere o caput as pessoas jurídicas optantes pelo SIMPLES.

§ 3º As retenções de que trata o caput serão efetuadas sem prejuízo da retenção do imposto de renda na fonte das pessoas jurídicas sujeitas a alíquotas específicas previstas na legislação do imposto de renda.”

Estas alterações entraram em vigor na data da publicação da Lei nº 13.137/2015, ou seja, desde o dia 22/06/2015. A partir desta data, a

retenção fica dispensada quando o seu valor for igual ou inferior a R$ 10,00, exceto na hipótese de DARF eletrônico efetuado por meio do SIAFI. Lembramos que, pelo regime anterior, válido até o dia 21/06/2015, a dispensa ocorria apenas para os pagamentos de valor igual ou inferior a R$ 5.000,00 (cinco mil reais). Com as alterações, foi revogado o § 4º do art. 31 da Lei nº 10.833/2003; ou seja, não existe mais a regra pela qual era obrigatória a soma de todos os valores pagos no mês, para efeito de cálculo do limite de retenção, na hipótese de ocorrer mais de um pagamento no mesmo mês à mesma pessoa jurídica, compensando-se o valor retido anteriormente.

O prazo para recolhimento das contribuições sociais retidas durante o mês também foi alterado, mediante nova redação conferida ao art. 35 da Lei nº 10.833/2003. Conforme a antiga redação, os valores retidos deveriam ser recolhidos pelos tomadores “até o último dia útil da quinzena subsequente àquela quinzena em que tiver ocorrido o pagamento à pessoa jurídica fornecedora dos bens ou prestadora do serviço”. Pela nova redação, o prazo passa a ser “até o último dia útil do segundo decêndio do mês subsequente àquele mês em que tiver ocorrido o pagamento à pessoa jurídica prestadora do serviço.

(21)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 20

ALÍQUOTAS E CÓDIGO DE

RETENÇÃO

O valor da CSLL, da COFINS e do PIS retidos será determinado mediante a aplicação, sobre o montante a ser pago, do percentual total de

4,65%,

(quatro inteiros e sessenta e cinco centésimos

por cento)

, correspondentes à soma das alíquotas de 1% (um por cento), 3% (três por cento) e 0,65% (sessenta e cinco centésimos por cento), respectivamente, e recolhido mediante o código de arrecadação 5952.

As alíquotas 3,0% (três por cento) e 0,65% (sessenta e cinco centésimos por cento) aplicam-se inclusive na hipótese de as receitas da prestadora do serviço estarem sujeitas ao regime de não cumulatividade da COFINS e do PIS ou aos regimes de alíquotas diferenciadas.

Retenção de PIS/COFINS/CSLL sobre

serviços prestados de PJ para Empresas do

Governo Federal

Conforme Instrução Normativa SRF nº 306, de 12 de março de 2003, DOU de 3.4.2003

Art. 1 º Os órgãos da administração federal direta, as autarquias e as fundações federais reterão, na fonte, o Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), bem assim a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e a Contribuição para o PIS/Pasep sobre os pagamentos que efetuarem a pessoas jurídicas, pelo fornecimento de bens ou prestação de serviços em geral, inclusive obras, observados os procedimentos previstos nesta Instrução Normativa.

Em seu ANEXO I, apresenta a tabela de retenção,

0,65% de PIS,

3,0% de COFINS, 1% de CSLL

totalizando

4,65%

. Nesse caso não importa a origem, aplica-se a mesma alíquota sendo uma

DANFE nota de material ou NFES notas

fiscais de prestação de serviços

.

(22)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 21

Capítulo 05

INSS e Desoneração da

Folha de Pagamento

Quando devo reter o INSS?

Quando houver Serviços Prestados mediante a

Cessão de mão-de-obra ou Empreitada.

(Cessão de Mão-de-Obra é aquela colocada à disposição da empresa contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de trabalhadores que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com sua atividade fim, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação, inclusive por meio de trabalho temporário na forma da Lei № 6.019/1974).

Entende-se por:

A) Dependência de terceiros são aquelas indicadas pela empresa contratante, que não sejam as suas próprias e que não pertençam à empresa prestadora de serviços;

B) Serviços contínuos são aqueles que constituem necessidade permanente da contratante, que se repetem periodicamente ou sistematicamente, ligados ou não a sua atividade fim, ainda que sua execução seja realizada de forma intermitente ou por diferentes trabalhadores;

C) Colocação à disposição da empresa contratante é a cessão do trabalhador, em caráter não eventual, respeitados os limites do contrato;

 D) Empreitada é a execução, contratualmente estabelecida, de tarefa, de obra ou de serviço, por preço ajustado, com ou sem fornecimento de material ou uso de equipamentos, que podem ou não ser utilizados, realizada nas dependências da empresa contratante, nas de terceiros ou nas da empresa contratada, tendo como objeto um resultado pretendido.

(23)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 22 Fonte – IN RFB № 971/2009.

Da Alíquota da Retenção INSS

A alíquota de retenção para empresas com atividades desenquadradas da desoneração da folha de pagamento é de

11%

e para empresas enquadradas na desoneração a alíquota é de

3,5%

sobre o valor do serviço. Isto quer dizer que se faturar para o cliente uma nota fiscal com o valor de R$ 10.000,00, sendo R$ 5.000,00 material aplicado e R$ 5.000,00 mão de obra aplicada, o INSS retido é sobre a mão de obra aplicada, portanto 11% de R$ 5.000,00 = R$ 550,00 ou se estiver enquadrada conforme tabela abaixo na desoneração será de 3,5% de R$ 5.000,00 = R$ 175,00.

Desoneração da FOLHA DE

PAGAMENTO

Alíquota de 3,5% INSS.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/Lei/L13043.htm

Contribuição Previdenciária em caráter permanente, à alíquota de 2% (dois por cento), que passa a partir de 01/12/2015 para 4,5% (quatro e meio por cento) sobre o valor da receita bruta:

 Empresas que prestam serviços de tecnologia da informação - TI e de tecnologia da informação e comunicação – TIC (empresas de análise e desenvolvimento de sistemas, programação, processamento de dados e congêneres, elaboração de programas de computadores (inclusive de jogos eletrônicos), licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação, assessoria e consultoria em informática, suporte técnico em informática e de planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas).

(24)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 23

 Empresas que exercem atividades de concepção, desenvolvimento ou projeto de circuitos integrados;

 Empresas do setor hoteleiro enquadradas na subclasse 5510-8/01 da Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE 2.0;

 Empresas de transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal, intermunicipal em região metropolitana, intermunicipal, interestadual e internacional, enquadradas nas classes 4921-3 e 4922-1 da CNAE 2.0;

 Empresas do setor de construção civil, enquadradas nos grupos 412, 432, 433 e 439 da CNAE 2.0;

 Empresas de transporte ferroviário de passageiros, enquadradas nas subclasses 4912-4/01 e 4912-4/02 da CNAE 2.0;

 Empresas de transporte metro ferroviário de passageiros, enquadradas na subclasse 4912-4/03 da CNAE 2.0;

 Empresas de construção de obras de infraestrutura, enquadradas nos grupos 421, 422, 429 e 431 da CNAE 2.0;

 Empresas de execução continuada de procedimentos de preparação ou processamento de dados de gestão empresarial, pública ou privada, e gerenciamento de processos de clientes, com o uso combinado de mão de obra e sistemas computacionais (que passam a integrar o rol de empresas que prestam serviços de TI e de TIC a partir de 1º/03/2015).

Contribuição Previdenciária em caráter permanente, à alíquota de 1% (um por cento), que passa a partir de 01/12/2015 para 2,5% (dois e meio por cento) sobre o valor da receita bruta:

(25)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 24

 Empresas que fabricam os produtos classificados na TIPI, aprovada pelo Decreto nº 7.660, de 23 de dezembro de 2011, nos códigos referidos no Anexo I da Lei nº 12.546/2011;

 Empresas de manutenção e reparação de aeronaves, motores, componentes e equipamentos correlatos;

 Empresas de transporte aéreo de carga;

 Empresas de transporte aéreo de passageiros regular;  Empresas de transporte marítimo de carga na navegação de

cabotagem;

 Empresas de transporte marítimo de passageiros na navegação de cabotagem;

 Empresas de transporte marítimo de carga na navegação de longo curso;

 Empresas de transporte marítimo de passageiros na navegação de longo curso;

 Empresas de transporte por navegação interior de carga;  Empresas de transporte por navegação interior de

passageiros em linhas regulares;

 Empresas de navegação de apoio marítimo e de apoio portuário;

(26)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 25

 Empresas de manutenção e reparação de embarcações;  Empresas de varejo que exercem as atividades listadas no

Anexo II da Lei nº 12.546/2011;

 Empresas que realizam operações de carga, descarga e armazenagem de contêineres em portos organizados, enquadradas nas classes 5212-5 e 5231-1 da CNAE 2.0;

 Empresas de transporte rodoviário de cargas, enquadradas na classe 4930-2 da CNAE 2.0;

 Empresas de transporte ferroviário de cargas, enquadradas na classe 4911-6 da CNAE 2.0;

 Empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens de que trata a Lei nº 10.610, de 20 de dezembro de 2002, enquadradas nas classes 1811-3, 5811-5, 5812-3, 5813-1, 5822-1, 5823-9, 6010-1, 6021-7 e 6319-4 da CNAE 2.0.

IMPORTANTE:

Obs.: quando se há retenção de INSS, é imprescindível que no campo descrição da Nota Fiscal de Serviços tenha a menção:

“Retenção para Seguridade Social no

Valor de R$ 550,00”

ou se preferir

“Retenção

INSS no Valor de R$ 550,00”

, conforme o exemplo estipulado aqui, as duas formas estão corretas.

(27)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 26

Capítulo 06

Tratamento das Retenções

na Fonte

Espécie de Serviço CONTRIBUIÇÕES SOMA IRRF TOTAL CSLL PIS COFINS Assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Limpeza 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,0% 5,65% Conservação 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,0% 5,65% Manutenção* 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 4,65% Segurança 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,0% 5,65% Vigilância 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,0% 5,65% Locação de mão-de-obra 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,0% 5,65% Transporte de valores* 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 4,65% Administração de bens ou negócios em geral (exceto consórcios ou fundos mútuos para aquisição de bens) 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Advocacia 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Análise clínica laboratorial 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Análises técnicas 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Arquitetura 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Assessoria e consultoria técnica (exceto o serviço de assistência técnica prestado a terceiros e 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15%

(28)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 27 concernente a ramo de indústria ou comércio explorado pelo prestador do serviço) Assistência social 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Auditoria 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Avaliação e perícia 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Biologia e biomedicina 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Cálculo em geral 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Consultoria 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Contabilidade 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Desenho técnico 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Economia 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Elaboração de projetos 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Engenharia (exceto construção de estradas, pontes, prédios e obras assemelhadas) 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Ensino e treinamento 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Estatística 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Fisioterapia 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Fonoaudiologia 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Geologia 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Leilão 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Medicina (exceto a prestada por ambulatório, banco de sangue, casa de saúde, casa de recuperação ou repouso sob orientação médica, hospital e pronto-socorro) 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Nutricionismo e dietética 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Odontologia 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15%

(29)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 28 Organização de feiras de amostras, congressos, seminários, simpósios e congêneres 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Pesquisa em geral 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Planejamento 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Programação 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Prótese 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Psicologia e psicanálise 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Química 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Radiologia e radioterapia 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Relações públicas 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Serviço de despachante 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Terapêutica ocupacional 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Tradução ou interpretação comercial 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Urbanismo 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15% Veterinária 1,0% 0,65% 3,0% 4,65% 1,5% 6,15%

*Os serviços de manutenção e transporte de valores, eles não estão mencionados no Art. 647 da RIR/99, portanto não são passíveis de retenção de IRRF Imposto de Renda Retido na Fonte, mas é bom lembrar que a Receita Federal, pode considerar Manutenção como uma Conservação, então nesse caso é passível de retenção do IRRF.

Códigos de Retenção e Recolhimento DARF

Para a pessoa jurídica contribuinte da CSLL, da Cofins e da Contribuição para o PIS/PASEP, o recolhimento deverá ser feito no mesmo DARF mediante a utilização do código de receita

5952.

No caso de pessoa jurídica beneficiária de isenção, na forma da legislação específica, de uma ou mais das contribuições, o recolhimento das contribuições não alcançadas pela isenção deverá será feito mediante a utilização dos códigos:

(30)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 29 - 5987 para a CSLL,

- 5960 para a Cofins e

- 5979 para a contribuição para o PIS/PASEP.

O IRRF será recolhido em DARF mediante código de receita 1708. Tratamento das importâncias retidas na beneficiária dos rendimentos

Os valores retidos serão considerados como antecipação do que for devido pelo contribuinte que sofreu a retenção, em relação às respectivas contribuições, podendo ser compensados com o imposto e contribuições de mesma espécie, devidos relativamente a fatos geradores ocorridos a partir do mês da retenção.

O valor a ser compensado, correspondente a cada espécie de contribuição, será determinado pelo próprio contribuinte mediante a aplicação, sobre o valor da fatura, das alíquotas respectivas às retenções efetuadas.

Comprovante Anual de Retenção

As pessoas jurídicas que efetuarem a retenção das contribuições sociais deverão fornecer, à pessoa jurídica beneficiária do pagamento, comprovante anual da retenção, até o dia 28 de fevereiro do ano subsequente, informando, relativamente a cada mês em que houver sido efetuado o pagamento, conforme modelo constante do Anexo II da IN SRF nº 459/2004 e suas alterações.

O comprovante anual poderá ser disponibilizado, à pessoa jurídica beneficiária do pagamento, que possua endereço eletrônico, por meio da Internet.

Informações na DIRF

Anualmente, até o dia 28 de fevereiro do ano subsequente, as pessoas jurídicas que efetuarem a retenção de que trata esta IN deverão apresentar à SRF Receita Federal, Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF), nela discriminando, mensalmente, o somatório dos valores pagos e o total retido, por contribuinte e por código de recolhimento.

(31)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 30

Capítulo 07

Construção civil: #Das

peculiaridades do FISCO!

Quando a empresa se enquadra como construção civil, existem algumas peculiaridades que devemos tomar cuidado para não gerar RISCO para empresa. O próprio FISCO determina algumas regras que devemos seguir, nos tópicos a seguir iremos abordar alguns pontos que devemos tomar cuidado na interpretação dos impostos aplicados a essa atividade.

Impostos na construção civil:

#Perante a legislação do ICMS

A legislação regulamentar do ICMS considera empresa de construção civil, para fins de Inscrição Estadual e do cumprimento das demais obrigações fiscais previstas no Regulamento do ICMS, toda pessoa, natural ou jurídica, que executar obras de construção civil, promovendo a circulação de mercadorias em seu próprio nome ou no de terceiro (art. 1º do Anexo XI do RICMS-SP).

Entendem-se por obras de construção civil, dentre outras, as adiante relacionadas, quando recorrentes de obras de engenharia civil:

a) construção, demolição, reforma ou reparação de prédios ou de outras edificações;

b) construção e reparação de estradas de ferro ou de rodagem, incluindo os trabalhos concernentes às estruturas inferior e superior de estradas e obras de arte;

c) construção e reparação de pontes, viadutos, logradouros públicos e outras obras de urbanismo;

d) construção de sistemas de abastecimento de água e de saneamento;

e) obras de terraplenagem, de pavimentação em geral; f) obras hidráulicas, marítimas ou fluviais;

(32)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 31 g) obras destinadas a geração e transmissão de energia, inclusive gás;

h) obras de montagem e construção de estruturas em geral.

As disposições contidas no Anexo XI do RICMS-SP aplicam-se também aos empreiteiros e subempreiteiros, responsáveis pela execução de obra, no todo ou em parte.

Inscrição Estadual

A empresa de construção civil, embora não revista a condição de contribuinte do imposto, deverá inscrever-se no Cadastro de Contribuintes do ICMS do Estado de São Paulo antes de iniciar suas atividades (art. 3º do Anexo XI do RICMS-SP).

Na hipótese da empresa de construção civil manter mais de um estabelecimento, ainda que simples depósito deverá inscrever-se em relação a cada um deles.

Para efeito de Inscrição Estadual, não será considerado estabelecimento o local de cada obra, podendo ser autorizada a inscrição facultativa, tanto da obra como para a empresa de construção civil.

Dispensa

Não estão sujeitas à Inscrição Estadual (§ 2º do art. 3º do Anexo XI do RICMS-SP):

a) a empresa que se dedicar a atividades profissionais relacionadas com a construção civil, para prestação de serviços técnicos, tais como elaboração de plantas, projetos, estudos, cálculos, sondagens do solo e assemelhados;

b) a empresa que se dedicar à exclusiva prestação de serviços em obras de construção civil, mediante contrato de administração, fiscalização, empreitada ou sub empreitada, sem fornecimento de materiais.

A empresa que se enquadrar nas hipóteses citadas anteriormente, quando realizar operação relativa à circulação de mercadorias, em nome próprio ou no de terceiro, em decorrência de execução de obra de construção civil, ficará obrigada à Inscrição Estadual e ao

(33)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 32 cumprimento das demais obrigações previstas no Regulamento do ICMS (§ 3º do art. 3º do Anexo XI do RICMS-SP).

Não Incidência do ICMS – Hipóteses

Nas operações realizadas por empresa de construção civil, o ICMS não incide sobre (art. 2º do Anexo XI do RICMS-SP, art. 1º, § 2º, da Lei Complementar nº 116/03):

a) a execução de obra por administração sem fornecimento de material;

b) o fornecimento de material adquirido de terceiro pelo empreiteiro ou subempreiteiro para aplicação na obra;

c) a movimentação de material a que se refere a letra “b” entre estabelecimentos do mesmo titular, entre estes e a obra ou de uma para outra obra;

d) a saída de máquina, veículo, ferramenta ou utensílio para prestação de serviço em obra, desde que deva retornar ao estabelecimento do remetente.

Incidência do ICMS – Hipóteses

Sem prejuízo do exposto no item 4, que dispõe que as empresas de construção civil são essencialmente contribuintes do ISS, há hipóteses em que, eventualmente, essas empresas ao promoverem operações de circulação de mercadorias se sujeitam à incidência do ICMS, tais como:

a) Nas saídas de materiais, sobras e resíduos decorrentes da obra executada ou demolição, quando destinados a terceiros; b) Na saída, de seu estabelecimento, de mercadoria de fabricação

própria (produzida fora do local da obra); c) Na importação de mercadorias do exterior.

Poços artesianos – Perfuração e fornecimento de materiais Dentre as operações relacionadas à atividade capazes de gerar a incidência do ICMS, existem orientações específicas contidas em posicionamentos da Consultoria Tributária da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, com a finalidade de esclarecer sobre a incidência e a competência de tributação nas operações praticadas pelas empresas de construção civil, sempre que a legislação, por si só, não trouxer esclarecimento amplo, tais como, os casos em que

(34)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 33 incide o ICMS e o ISS para a prestação de serviços de perfuração de poços artesianos, conforme se observa no entendimento exarado na Resposta à Consulta nº 8.415/75, cujos trechos reproduzimos a seguir:

“Poços artesianos – Perfuração e fornecimento de materiais” (…)

“Se decorrente de obra de engenharia civil, por empreitada ou sub empreitada, a perfuração de poços artesianos, compreendendo a instalação do equipamento necessário ao seu normal funcionamento, ajusta-se ao item 4 do parágrafo único do art. 391 do Regulamento do ICM, definindo-se, portanto, como obra de construção civil. Assim sendo, constitui serviço tributável pelo ISS, nos termos do art. 8º do Decreto de Lei federal nº 406/68 e item 19 da respectiva lista, na redação dada pelo Decreto de Lei nº 834/69.”

“Em consequência, afastada estará a incidência do ICM, salvo quanto ao fornecimento de mercadorias produzidas fora do local da obra pelo prestador do serviço (cf. parte final do supracitado item 10). Quanto à saída de mercadorias adquiridas de terceiros e destinadas à obra, é isenta do ICM (art. 5º, inciso VIII, do Regulamento).”

“Se, porém, como dá a entender a informação da consulta, a consulente vende os materiais necessários, concertando, pois, com os clientes dois contratos distintos, um de venda dos materiais e outro de prestação de serviços de perfuração de poço com instalação do equipamento, somente os serviços ficarão sujeitos ao ISS. Quanto às saídas das mercadorias de seu estabelecimento, porque estranhas à prestação dos serviços e decorrentes de meras vendas, sobre elas incidirá o ICM”.

Impostos na construção civil:

#Perante a legislação do ISSQN

A prestação de serviço de construção civil, prevista na Lista de Serviços anexa à Lei Complementar nº 116/03.

Os serviços de construção civil estão compreendidos nos subitens 7.02, 7.04, 7.05, 7.15 e 7.19 da Lista de Serviços que transcrevemos a seguir:

(35)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 34 7.02 – Execução, por administração, empreitada ou sub empreitada, de obras de construção civil, hidráulica ou elétrica e de outras obras semelhantes, inclusive sondagem, perfuração de poços, escavação, drenagem e irrigação, terraplanagem, pavimentação, concretagem e a instalação e montagem de produtos, peças e equipamentos (exceto o fornecimento de mercadorias produzidas pelo prestador de serviços fora do local da prestação dos serviços, que fica sujeito ao ICMS).

(…)

7.04 – Demolição.

7.05 – Reparação, conservação e reforma de edifícios, estradas, pontes, portos e congêneres (exceto o fornecimento de mercadorias produzidas pelo prestador dos serviços, fora do local da prestação dos serviços, que fica sujeito ao ICMS).

(…)

7.15 – Escoramento, contenção de encostas e serviços congêneres. (…)

7.19 – Pesquisa, perfuração, cimentação, mergulho, perfilagem, concretação, testemunhagem, pescaria, estimulação e outros serviços relacionados com a exploração e explotação de petróleo, gás natural e de outros recursos minerais.

Embora a atividade exercida pela empresa de construção civil seja preponderantemente a prestação de serviço, não estará dispensada de inscrever-se no Cadastro de Contribuintes do ICMS do Estado de São Paulo, nem tampouco de cumprir obrigações acessórias, tais como emitir notas fiscais, escriturar livros fiscais, apresentar declarações, etc., exceção feita para a hipótese de não realizar operação relativa à circulação de mercadorias.

Impostos na construção civil:

#Perante a legislação do INSS

A instrução normativa RFB nº 971, de 13 de novembro de 2009, dispõe sobre normas gerais de tributação previdenciária e de arrecadação das contribuições sociais destinadas à Previdência Social e as destinadas a outras entidades ou fundos, administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB):

(36)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 35

Da Apuração da Base de Cálculo da Retenção

Art. 121. Os valores de materiais ou de equipamentos, próprios ou de terceiros, exceto os equipamentos manuais, fornecidos pela contratada, discriminados no contrato e na nota fiscal, na fatura ou no recibo de prestação de serviços, não integram a base de cálculo da retenção, desde que comprovados.

§ 1º O valor do material fornecido ao contratante ou o de locação de equipamento de terceiros, utilizado na execução do serviço, não poderá ser superior ao valor de aquisição ou de locação para fins de apuração da base de cálculo da retenção.

§ 2º Para os fins do § 1º, a contratada manterá em seu poder, para apresentar à fiscalização da RFB, os documentos fiscais de aquisição do material ou o contrato de locação de equipamentos, conforme o caso, relativos a material ou equipamentos cujos valores foram discriminados na nota fiscal, na fatura ou no recibo de prestação de serviços.

§ 3º Considera-se discriminação no contrato os valores nele consignados, relativos a material ou equipamentos, ou os previstos em planilha à parte, desde que esta seja parte integrante do contrato mediante cláusula nele expressa.

Art. 122. Os valores de materiais ou de equipamentos, próprios ou de terceiros, exceto os equipamentos manuais, cujo fornecimento esteja previsto em contrato, sem a respectiva discriminação de valores, desde que discriminados na nota fiscal, na fatura ou no recibo de prestação de serviços, não integram a base de cálculo da retenção, devendo o valor desta corresponder no mínimo a:

I - 50% (cinquenta por cento) do valor bruto da nota fiscal, da fatura ou do recibo de prestação de serviços;

II - 30% (trinta por cento) do valor bruto da nota fiscal, da fatura ou do recibo de prestação de serviços para os serviços de transporte de passageiros, cujas despesas de combustível e de manutenção dos veículos corram por conta da contratada;

III - 65% (sessenta e cinco por cento) quando se referir a limpeza hospitalar, e 80% (oitenta por cento) quando se referir aos demais tipos de limpeza, do valor bruto da nota fiscal, da fatura ou do recibo de prestação de serviços.

(37)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 36 § 1º Se a utilização de equipamento for inerente à execução dos serviços contratados, desde que haja a discriminação de valores na nota fiscal, na fatura ou no recibo de prestação de serviços, adota-se o seguinte procedimento:

I – Havendo o fornecimento de equipamento e os respectivos valores constarem em contrato, aplica-se o disposto no art. 121; ou

II – Não havendo discriminação de valores em contrato, independentemente da previsão contratual do fornecimento de equipamento, a base de cálculo da retenção corresponderá, no mínimo, para a prestação de serviços em geral, a 50% (cinquenta por cento) do valor bruto da nota fiscal, da fatura ou do recibo de prestação de serviços e, no caso da prestação de serviços na área da construção civil, aos percentuais abaixo relacionados:

a) 10% (dez por cento) para pavimentação asfáltica;

b) 15% (quinze por cento) para terraplenagem, aterro sanitário e dragagem;

c) 45% (quarenta e cinco por cento) para obras de arte (pontes ou viadutos);

d) 50% (cinquenta por cento) para drenagem; e

e) 35% (trinta e cinco por cento) para os demais serviços realizados com a utilização de equipamentos, exceto os manuais.

§ 2º Quando na mesma nota fiscal, fatura ou recibo de prestação de serviços constar a execução de mais de um dos serviços referidos nos incisos I e II do § 1º, cujos valores não constem individualmente discriminados na nota fiscal, na fatura, ou no recibo, deverá ser aplicado o percentual correspondente a cada tipo de serviço, conforme disposto em contrato, ou o percentual maior, se o contrato não permitir identificar o valor de cada serviço.

§ 3º Aplica-se aos procedimentos estabelecidos neste artigo o disposto nos §§ 1º e 2º do art. 121.

Art. 123. Não existindo previsão contratual de fornecimento de material ou de utilização de equipamento, e o uso desse equipamento não for inerente ao serviço, mesmo havendo discriminação de valores na nota fiscal, na fatura ou no recibo de prestação de serviços, a base de cálculo da retenção será o valor bruto da nota fiscal, da fatura ou do recibo de prestação de serviços,

(38)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 37 exceto no caso do serviço de transporte de passageiros, para o qual a base de cálculo da retenção corresponderá, no mínimo, à prevista no inciso II do art. 122. (Redação dada pela Instrução Normativa RFB nº 1.027, de 20 de abril de 2010)

Parágrafo único. Na falta de discriminação de valores na nota fiscal, na fatura ou no recibo de prestação de serviços, a base de cálculo da retenção será o seu valor bruto, ainda que exista previsão contratual para o fornecimento de material ou a utilização de equipamento, com ou sem discriminação de valores em contrato.

Das Deduções da Base de Cálculo

Art. 124. Poderão ser deduzidas da base de cálculo da retenção as parcelas que estiverem discriminadas na nota fiscal, na fatura ou no recibo de prestação de serviços, que correspondam:

I - ao custo da alimentação in natura fornecida pela contratada, de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo MTE, conforme Lei nº 6.321, de 1976;

II - ao fornecimento de vale-transporte, de conformidade com a legislação própria.

§ 1º O valor relativo à taxa de administração ou de agenciamento não poderá ser deduzido da base de cálculo da retenção, inclusive no caso de serviços prestados por trabalhadores temporários, ainda que o valor seja discriminado no documento ou seja objeto de nota fiscal, fatura ou recibo específico. (Incluído pela Instrução Normativa RFB nº 1.071, de 15 de setembro de 2010)

§ 2º A fiscalização da RFB poderá exigir da contratada a comprovação das deduções previstas neste artigo. (Renumerado pela Instrução Normativa RFB nº 1.071, de 15 de setembro de 2010)

Da Alíquota da Retenção INSS

A alíquota de retenção para empresas com atividades desenquadradas da desoneração da folha de pagamento é de

11%

e para empresas enquadradas na desoneração a alíquota é de

3,5%

sobre o valor do serviço. Isto quer dizer que se faturar para o cliente uma nota fiscal com o valor de R$ 10.000,00, sendo R$ 5.000,00 material aplicado e R$ 5.000,00 mão de obra aplicada,

(39)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 38 o INSS retido é sobre a mão de obra aplicada, portanto 11% de R$ 5.000,00 = R$ 550,00 ou se estiver enquadrada conforme tabela abaixo na desoneração será de 3,5% de R$ 5.000,00 = R$ 175,00.

Desoneração da FOLHA DE PAGAMENTO

Alíquota de 3,5% INSS.

Enquadram-se nos grupos 412, 432, 433 e 439 da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) as seguintes atividades:

Grupos Descrição CNAE

412 Construção de Edifícios.

432 Instalações Elétricas, Hidráulicas e outras Instalações. 433 Obras de Acabamento.

439 Outros Serviços Especializados para Construção.

IMPORTANTE:

Obs.: quando se há retenção de INSS, é imprescindível que no campo descrição da Nota Fiscal de Serviços tenha a menção:

“Retenção para Seguridade Social no

Valor de R$ 550,00”

ou se preferir

“Retenção

INSS no Valor de R$ 550,00”

, conforme o exemplo estipulado aqui, as duas formas estão corretas.

(40)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 39

Impostos na construção civil: #Das

Retenções Federais – IRRF, PIS,

COFINS e CSLL

IRRF segue a regra do capítulo 03 desse

EBOOK.

ALÍQUOTAS E CÓDIGO DE RETENÇÃO

O valor da CSLL, da COFINS e do PIS retidos será determinado mediante a aplicação, sobre o montante a ser pago, do percentual total de

4,65%,

(quatro inteiros e sessenta e cinco centésimos

por cento)

, correspondentes à soma das alíquotas de 1% (um por cento), 3% (três por cento) e 0,65% (sessenta e cinco centésimos por cento), respectivamente, e recolhido mediante o código de arrecadação 5952.

As alíquotas 3,0% (três por cento) e 0,65% (sessenta e cinco centésimos por cento) aplicam-se inclusive na hipótese de as receitas da prestadora do serviço estarem sujeitas ao regime de não cumulatividade da COFINS e do PIS ou aos regimes de alíquotas diferenciadas.

Retenção de IRRF/PIS/COFINS/CSLL sobre

serviços prestados de PJ para Empresas do

Governo Federal

IRRF segue a regra do capítulo 03 desse

EBOOK.

Conforme Instrução Normativa SRF nº 306, de 12 de março de 2003, DOU de 3.4.2003

Art. 1 º Os órgãos da administração federal direta, as autarquias e as fundações federais reterão, na fonte, o Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), bem assim a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e a Contribuição para o PIS/Pasep sobre os pagamentos que

(41)

COMO RETER IMPOSTOS SEM ERROS Página | 40 efetuarem a pessoas jurídicas, pelo fornecimento de bens ou prestação de serviços em geral, inclusive obras, observados os procedimentos previstos nesta Instrução Normativa.

Em seu ANEXO I, apresenta a tabela de retenção:

0,65% de PIS

3,0% de COFINS

1% de CSLL

Totalizando

4,65%

. Nesse caso não importa a origem, aplica-se a mesma alíquota sendo uma

DANFE nota de material ou

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