DEFINIÇÃO DE
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
Qualquer acto, omissão ou conduta que serve
para infligir
dor física, sexual ou mental
, directa
ou indirectamente, por meio de
enganos,
ameaças, coacção
ou qualquer outro meio, a
qualquer mulher.
Tem por objectivo e como efeito intimidá-la, puni-la,
humilhá-la, ou mantê-la nos papéis estereotipados ligados ao seu sexo,
ou recusar-lhe a dignidade humana, a autonomia sexual, a
integridade física, mental e moral.
VIOLÊNCIA FÍSICA
Acção ou omissão que coloque em risco ou cause dano à integridade
física de uma pessoa.
VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA
Ameaça directa ou indirecta, humilhação, isolamento ou qualquer outra
conduta que implique prejuízo à saúde psicológica, à autodeterminação
ou ao desenvolvimento pessoal.
VIOLÊNCIA SEXUAL
Acção que obriga uma pessoa a manter contacto sexual, físico ou verbal,
ou a participar de outras relações sexuais com uso da força, intimidação,
manipulação, ameaça ou qualquer outro mecanismo que anule ou limite
a vontade pessoal.
TIPOS DE
O CICLO DA
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
1. FASE DE TENSÃO CRESCENTE
Existe um aumento da tensão, mas a mulher acredita que pode
apaziguar a situação.
2. O EPISÓDIO
DA AGRESSÃO
Verifica-se a descarga de
tensões retidas no estadio
anterior com maus tratos,
abuso sexual e ameaças
verbais.
3. FASE CALMA
O homem pode negar a
vio-lência, dizer que estava
alcoolizado, dizer que está
arrependido e promete que
tal não volta a acontecer.
Esta fase tende a diminuir
A VIOLÊNCIA E A LEI
A
Constituição da República Portuguesa
garante:
- Igualdade de direitos e deveres de homens e
mulheres (art. 13º);
- Acesso ao direito e aos tribunais para defesa dos
direitos (art. 20º);
- Direito à integridade física e moral (art. 25º);
- Igualdade no casamento (art. 36º).
O
Código Penal Português
, lei n.º 59/2007, prevê e
pune os crimes de violência doméstica,
nomeadamente:
- Maus tratos físicos e psíquicos (art. 152º);
O QUE FAZER SE FOR
VÍTIMA DE VIOLÊNCIA
- Deve
recorrer ao hospital
mesmo sem sinais
externos de agressão.
- Deve apresentar
queixa
contra o agressor junto da
PSP, GNR ou Polícia Judiciária
, e exigir o documento
comprovativo da queixa.
- Se apresenta queixa contra o agressor e receia pela
sua integridade física ou psíquica, ou a dos seus
filhos, pode
sair de casa
.
- Ocorrência de maus tratos deve tanto quanto
possível, ser conhecida pelos familiares, vizinhos ou
pessoas amigas.
DO MITO À REALIDADE
QUEM CALA CONSENTE!
NÃO CONSINTA, DENUNCIE…
Já pode ser quebrado o ditado
“Entre marido e mulher ninguém mete a colher”
O Código Penal Português prevê e pune os crimes de
Violência Doméstica como um
CRIME PÚBLICO
.
A Violência Doméstica assume a natureza de crime
público, o que significa que o procedimento criminal
não está dependente de queixa por parte da vítima,
bastando uma denúncia ou o conhecimento do crime,
para que o Ministério Público promova o processo.
COMO IDENTIFICAR SE
EXISTE VIOLÊNCIA
DOMÉSTICA
- Tem medo ou receio do seu companheiro?
- Tem a sensação de que necessita de andar em
pontas de pés ou sem fazer qualquer barulho para
não despertar a fúria do seu companheiro?
- Ele toma todas as decisões por si?
- É controlada no que faz, aonde vai, com quem
conversa e no dinheiro que ganha?
- Ele destrói os seus objectos pessoais ou ameaça
matar os seus animais?
- O seu companheiro, por vezes, ameaça-a de
morte?
COMO IDENTIFICAR SE
EXISTE VIOLÊNCIA
DOMÉSTICA
- É frequentemente obrigada a fazer algo contra a
sua vontade?
- Perdeu o contacto com a maioria dos seus
amigos?
- Sente-se isolada, como se não pudesse procurar
ajuda e pensa que ninguém iria acreditar em si,
mesmo que tentasse?
- Perdeu o emprego por causa do seu
companheiro?
SE A MAIORIA DAS RESPOSTAS É POSITIVA,
PRECISA DE AJUDA IMEDIATA
COMO AGIR FACE A UMA
MULHER AGREDIDA
- Estabelecer uma relação de confiança, respeito e
empatia.
- Deixar a vítima contar a sua história, sem emitir
julgamentos.
- Utilizar linguagem simples.
- Não fazer perguntas irrelevantes.
- Mostrar confiança na resolução dos problemas.
- Não fazer promessas irrealistas.
Comissão de Protecção de Crianças e Jovens
Uma
abordagem de sucesso é sempre feita com recurso a uma INTERVENÇÃO
MULTIDISCIPLINAR. O primeiro técnico a ter contacto com a vítima, ajuda a abrir a porta a todos
os recursos existentes na comunidade .
Na comunidade existe uma rede:
- A Rede de Apoio a Mulheres em Situação de Violência -
EQUIPA
MULTIDISCIPLINAR
Câmara Municipal de Monti
jo
Instituto de Segurança Social
Centro de Emprego do Montijo
ARSLVT/Sub-região de Saúde de Setúbal/Centro de Saúde de Montijo
Hospital do Montijo
Hospital de Nossa Senhora do Rosário, E.P.E
Equipa de Coordenação dos Apoios
Educativos do Montijo, Alcochete e Moita
PSP GNR
Instituto de Reinserção Social
CERCIMA – Cooperativa para a Educação e Reabilitação do Cidadão Inadaptado
Rede de Apoio a
Mulheres em Situação
Em 2005 o Serviço de Urgência Geral do Hospital de Nossa
Senhora do Rosário, EPE iniciou a implementação do Projecto
de Apoio a Mulheres Vítimas de Violência Doméstica.
Em 2006 sinalizámos 176 vítimas de violência
doméstica.
Em 2007 esse número subiu para 193.
2 4
3 2
11
17
13
2 0
2
1
7
5
5
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3 3
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LOCAL DE RESIDÊNCIA DAS UTENTES/VÍTIMAS
14
10
43
49
48
73
38
33
17
15
10
6
4
2
2
5
10-19 anos
20-29 anos
30-39 anos
40-49 anos
50-59 anos
60-69 anos
70-79 anos
80-89 anos
IDADE DAS UTENTES/VÍTIMAS
2006
2007
7 8 7 6 7 7 6 0 7 7 4 1 2 2 3 1 6 9 2 2 1 0 1 0 8 4 0 3 0 4 2 1 1 0 0 1 1 2 0 3