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A importância do brincar na Educação Infantil

Neide Aparecida Arruda de Oliveira

Mestre em Linguística Aplicada, professora das Faculdades Integradas Teresa D’Ávila e da rede pública do Estado de São Paulo. [email protected]

Meire Cristina Vaccari Gonçalves

Graduada em Pedagogia pelas Faculdades Integradas Teresa D’Avila [email protected]

Resumo

Este trabalho aborda um assunto primordial para o desenvolvimento da criança que é o brincar na Educação Infantil. O brincar como ferramenta para o desenvolvimento cognitivo, físico, social, emocional e cultural da criança. Os objetivos desse estudo são: compreender a importância do brincar para o desenvolvimento integral da criança, além de reconhecer as atividades lúdicas no processo de ensino-aprendizagem. As hipóteses do presente trabalho são: o brincar tem sido utilizado como elemento pedagogicamente nas atividades realizadas em sala de aula; os professores acreditam que o brincar influencia no desenvolvimento da aprendizagem; os professores da educação infantil estão aptos a constatar as diferenças entre o brincar entre brincadeira e o brincar por meio de jogos didáticos. A fundamentação teórica deste trabalho foi feita por meio de um levantamento bibliográfico à luz Vygotsky (1984,1994,1998) e Kishimoto (1993) e com uma pesquisa de campo, utilizando a aplicação de questionários aos professores da rede particular de ensino, por meio da qual o levantamento pode relatar vários autores acerca de como a criança se desenvolve, seus aspectos: cognitivo, afetivo e psicomotor, evidenciando que o brincar é fator importante no desenvolvimento infantil. A pesquisa tem como ponto de partida o brincar como uma necessidade da criança para viver, o brincar na infância e na educação infantil muito mais que uma prática pedagógica desenvolvida, estimulada pelas instituições de atendimento à criança pequena.

Palavras-chave

Aprendizagem; Desenvolvimento; Criança; Brincar.

Abstract

This work is a key issue for the development of the child who is playing in the kindergarten . The Playing as a tool for developing cognitive, physical , social , emotional and cultural development of children . The objectives of this study are : to understand the importance of play for the development of the child , in addition to recognizing the recreational activities in the teaching -learning process. The hypotheses of this study are: the play has been used as an element in the pedagogical activities in the classroom , teachers believe that playing influences the development of learning , teachers of early childhood education are able to observe the differences between the play play and learning games . The rationale of this work was done by means of a literature with field research , using qualitative questionnaires to teachers of private schools , in which the survey can report various authors about how the child develops , aspects cognitive, affective and psychomotor , showing that playing is an important factor in child development. The research has as its starting point the play as a child's need for living , playing in infancy and early childhood education much more than a pedagogical practice developed , stimulated by the institutions that care for infants is inherent in the child development models unveiling social constructed in a given society at a given historical moment.

Keywords

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Introdução

Atualmente temos vários pesquisadores que mostram preocupação em descobrir a função do brincar no desenvolvimento da criança, os motivos pelos quais a criança brinca e o que a brincadeira traz de conhecimento para ela. É por meio da brincadeira que a criança pode conhecer-se melhor e é por meio dela que a criança se torna ativa, criativa, fazendo com que se relacione com o outro e a tornando feliz. Devido a essas contribuições do brincar na vida infantil, resolveu-se pesquisar este tema.

O objetivo desse estudo é mostrar a importância do brincar dentro e fora de sala de aula, e esse ato acontece principalmente na Educação Infantil. Está lá a base para as demais etapas do processo educacional, formando cidadãos mais preparados, críticos, capazes de agir e resolver situações-problema.

A presente pesquisa foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica, sendo realizada através de leitura sistemática, com fichamento de cada obra, ressaltando os pontos abordados pelos autores pertinentes em questão. E a pesquisa de campo foi desenvolvida em uma escola de Educação infantil onde foram trabalhadas diversas brincadeiras. Assim, o brincar deve ser explorado com mais frequência, contribuindo para que o ensino e a aprendizagem aconteçam de maneira natural e mais prazerosa. Desta forma apresenta-se a seguinte questão: de que forma o brincar contribui para o desenvolvimento da criança?

Referenciais Teóricos

Para aprofundar os estudos relativos às brincadeiras e a sua relação com o processo de aprendizagem de crianças em idade pré-escolar buscou-se os referenciais teóricos de Vygotsky (1984,1994,1998) e Kishimoto (1993) os quais têm em comum o estudo sobre a importância dos jogos e das brincadeiras na Educação Infantil.

Segundo Kishimoto (2001, p. 52 apud SILVA, 2010), “O brincar infantil não é apenas uma brincadeira superficial desprezível, pois no verdadeiro e profundo brincar, acordam e avivam forças da fantasia, que, por sua vez, chegam a ter uma ação plasmadora sobre o cérebro”. É por meio de brincadeiras que as crianças interagem com mais intensidade no ambiente em que estão inseridas. O aluno quando chega à escola traz em sua bagagem muitos conhecimentos adquiridos no cotidiano e que vem cheio de atividades referentes às brincadeiras. Quando o educador realiza as brincadeiras não importa apenas a realização da atividade e sim o momento que o aluno vive, o ato pedagógico, a ação causada pela utilização do lúdico, em que é possível passar por momentos de fantasias estando dentro da realidade, promovendo momentos satisfatórios, conduzindo-o à educação, permitindo com que a criança tenha maior prazer em aprender.

O movimento ajuda a criança a construir conhecimento do mundo que a rodeia, pois é através das sensações e percepções que ela interage com a natureza. É através de sua ação no meio ambiente que a criança pode formular os primeiros conceitos lógico-matemáticos, pois o sentido de tempo e espaço é construído primeiramente no corpo, corpo este que media a aprendizagem. Assim, brincando com seu corpo a criança vai construindo diferentes noções. (OLIVEIRA, apud LIMA,1997, p.34)

Cerisara (1999) oferece uma reflexão que comprova essa mudança de paradigma. Transformação esta que muito contribui para que a educação infantil valorize a criança em seu desenvolvimento cognitivo, mesmo embora o cuidar ainda se faça presente, ele não é tido

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como condição primordial, mas sim como parte da função do professor desse nível de ensino.

A compreensão de que as instituições de educação infantil têm como função educar e cuidar de forma indissociável e complementar as crianças de 0 a 6 anos é relativamente recente.[...] O desafio está acima de tudo estreitamente ligado às relações creches-família, que precisam ser enfrentadas urgentemente no sentido de explicitar qual o papel que estas duas instituições devem ter no atual contexto histórico, a fim de que as professoras de educação infantil e as famílias – pais e mães das crianças – possam assumir suas responsabilidades com maior clareza dos seus papéis que, mesmo sendo complementares um em relação ao outro, são diferentes e devem continuar sendo (CERISARA, 1999, p.12).

A Pedagogia tem uma amplitude ainda pouco conhecida. Ocupa-se de procedimentos e métodos, mas vai muito além. Interessa-se por todo e qualquer fenômeno educativo, onde quer que ele ocorra, tendo como importante função estudar estes fenômenos e apontar diretrizes, ações orientadoras da ação de educar.

Educar é conduzir de um estado a outro, é modificar numa certa direção o que é suscetível de educação. O ato pedagógico pode, então, ser definido como uma atividade sistemática de interação entre seres sociais, tanto no nível do intrapessoal como no nível da influência do meio, interação essa que se configura numa ação exercida sobre sujeitos ou grupos de sujeitos visando provocar neles mudanças tão eficazes que os tornem elementos ativos desta própria ação exercida. (ARANHA apud LIBANEO,2006, p. 31 – 32).

A brincadeira e o jogo estão presentes em todas as fases de desenvolvimento da nossa vida, sendo o lúdico muito importante para o nosso desenvolvimento cognitivo. Por isso, uma criança e depois um adulto que não se permitem ou não tem ou tiveram a oportunidade de vivenciar muitos momentos de ludicidade acabam se tornando pessoas sem muitas criatividades. “Brincar é satisfazer necessidades com a realização de desejos que não poderiam ser imediatamente satisfeitos. O brinquedo seria um mundo ilusório, em que o desejo pode ser realizado” (VYGOTSKY, 2007 apud NAVARRO, 2009, p. 21 – 25).

Brincar, segundo o dicionário Ferreira (2003, p.286) é "divertir-se, recrear-se, entreter-se, distrair-entreter-se, folgar", também pode ser "entreter-se com jogos infantis", ou seja, brincar é algo muito presente nas nossas vidas, ou pelo menos deveria ser.

Entende-se que o brincar é salutar para o desenvolvimento da criança, por isso a escolha do tema. Por meio da brincadeira, é possível trabalhar o lado motor, cognitivo, social e emocional do indivíduo. Deste modo, a criança estará resolvendo conflitos e hipóteses de conhecimento e, ao mesmo tempo, desenvolvendo a capacidade de compreender pontos de vista diferentes, de fazer-se entender e de demonstrar sua opinião em relação aos outros, e ainda e nesse ato que se pode diagnosticar e prevenir futuros problemas de aprendizagem infantil. Segundo Oliveira (2000), o brincar não significa apenas recrear, mas sim desenvolver-se integralmente.

Caracterizando-se como uma das formas mais complexas que a criança tem de comunicar-se consigo mesma e com o mundo, ou seja, o desenvolvimento acontece por meio de trocas recíprocas que se estabelecem durante toda sua vida. Vygotsky (1998) acentua o papel ao ato de brincar na constituição do pensamento infantil, pois é brincando, jogando, que

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a criança revela seu estado cognitivo, visual, auditivo, tátil, motor, seu modo de aprender e entrar em uma relação cognitiva com o mundo de eventos, pessoas, coisas e símbolos. Ainda pode-se dizer que o ato de brincar acontece em determinados momentos do cotidiano infantil, neste contexto, Oliveira (2000) aponta o ato de brincar, como sendo um processo de humanização, no qual a criança aprende a conciliar a brincadeira de forma efetiva, criando vínculos mais duradouros. Assim, as crianças desenvolvem sua capacidade de raciocinar, de julgar, de argumentar, de como chegar a um consenso, reconhecendo o quanto isto é importante para dar início à atividade em si. Assim, seguindo este estudo os processos de desenvolvimento infantil apontam que o brincar é um importante processo psicológico, fonte de desenvolvimento e aprendizagem.

De acordo com Vygotsky (1998), um dos principais representantes dessa visão, o brincar é uma atividade humana criadora, na qual imaginação, fantasia e realidade interagem na produção de novas formas de construir relações sociais com outros sujeitos, crianças e/ou adultos.

A Educação é algo imprescindível na vida do ser humano e é na Educação Infantil primeiro e, principalmente, que a criança vivencia com maior intensidade o lúdico, por isso cabe ao Educador (a) planejar as aulas sempre utilizando materiais adequados e também um espaço educacional que permita maior interação da criança com o universo escolar proporcionando ao educando prazer pela escola, e pela educação. Freire (1996) afirma que “A ação docente é a base de uma boa formação escolar e contribui para a construção de uma sociedade pensante”.

Uma criança que tem a oportunidade de estar inserida em um espaço que lhe proporcione o desenvolvimento da criatividade terá mais chance de ser um adulto sem “medo” de se expressar em público, porque o lúdico permitirá uma maior interação com o social. Ferreira (1998) relata que “É importante oferecer à criança ambientes agradáveis onde se sinta bem e à vontade, pois a criança deverá se sentir como integrante do meio em que está inserida”.

Segundo Vygotsky (1994, p. 54):

A brincadeira tem um papel fundamental no desenvolvimento do próprio pensamento da criança. É por meio dela que a criança aprende a operar com o significado das coisas e dá um passo importante em direção ao pensamento conceitual que se baseia nos significados das coisas e não dos objetos. A criança não realiza a transformação de significados de uma hora para outra.

As diferentes abordagens pedagógicas baseadas no brincar bem como nos estudos de psicologia infantil direcionados ao lúdico permitiram a constituição da criança como um ser brincante (WAJSKOP, 1995) e as brincadeiras deveriam ser utilizadas como uma atividade essencial e significativa para a educação infantil.

Sem dúvida, foi necessário um longo período até se chegar nestas conclusões e a brincadeira ser levada como algo “sério”. Hoje, esta importância e seriedade em relação ao tema podem ser expressas através do advento das brinquedotecas, dos congressos cujo tema central é a brincadeira infantil, do crescente número de artigos e trabalhos científicos com base no estudo das brincadeiras etc. Na educação, não podemos deixar de nos referir ao Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998) que ressalta a importância da brincadeira quando afirma que educar significa “propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas”

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Oliveira (2012, p.65 e 66) afirma que Vygotsky trabalha com brinquedo e que para ele, o brincar é também um domínio da atividade infantil que estabelece claras relações com o desenvolvimento.

Comparada à situação escolar, a situação das brincadeiras parece pouco estruturada e sem uma função explícita na promoção de processos de desenvolvimento proximal na criança, tendo enorme influência em seu desenvolvimento.

Assim, o educador deve incentivar e inovar nas brincadeiras e nos jogos, desenvolvendo atividades onde cada um possa criar, por meio da fala, dos gestos, das palavras e do próprio corpo, procurando sempre valorizar a expressão e cada um. É por meio das interações que acontecem entre as crianças, nas brincadeiras e nos jogos que se desenvolve o respeito e a construção do conhecimento social, físico e cognitivo, estruturando sua inteligência e interação com o meio no qual está inserida.

A importância do brincar para a criança é uma construção histórica. Quando brinca, a criança experimenta sensações antes desconhecidas, entra no mundo do adulto, reproduz as relações sociais e de trabalho de forma lúdica e se apropria do mundo em seu processo de construção como sujeito histórico-social.

Piaget (apud KISHIMOTO,2002), discorre sobre o brincar: quando brinca, a criança assimila o mundo a sua maneira, sem compromisso com a realidade, pois sua interação com o objeto mas da função que a criança atribui.

Material e Método

Foi realizada pesquisa bibliográfica e uma pesquisa de campo. Portanto, para se ter uma melhor compreensão de como o brincar é entendido e trabalhado em uma escola de Educação Infantil, foi aplicado um questionário contendo três perguntas para três professores da rede particular de ensino, no qual tais profissionais da educação infantil puderam expor seu ponto de vista sobre o tema abordado. Para apresentação das respostas do questionário com o corpo docente de uma Escola de Educação Infantil foram nomeadas as educadoras da seguinte maneira: professoras A, B e C. A partir da coleta de dados de forma qualitativa, das questões abaixo, foi feita a análise dos dados, referente à importância do brincar na educação infantil.

Também foram aplicadas 5 brincadeiras com 5 crianças da Educação Infantil em uma Escola de Educação Infantil de rede particular, com faixa etária de quatro e cinco anos.

A pesquisa se pautou em um trabalho de campo, com a aplicação de questionários. Chizzotti (1991, p.44) define o questionário como:

Um conjunto de questões sobre o problema, previamente elaboradas, para serem respondidas por um interlocutor, por escrito ou oralmente. Neste último caso, o pesquisador se encarrega de preencher as questões respondidas [...] A elaboração de um questionário pressupõe a apropriação de algumas técnicas para chegar aos problemas centrais da pesquisa.

E ainda esclarece que um questionário consiste em,

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dispostas em itens que constituem o tema da pesquisa com o objetivo de suscitar dos informantes respostas por escrito ou verbalmente sobre o assunto que os informantes saibam opinar e informar. É uma interlocução planejada. (CHIZZOTTI, 1991, p.55).

Nesse sentido, para a execução de um questionário de pesquisa, é necessário que o pesquisador saiba com exatidão as informações que busca o objetivo da pesquisa e que o informante possa compreender claramente as questões que lhe são propostas.

As perguntas realizadas aos professores foram: (1) Como é entendida a brincadeira por você? (2) Com qual objetivo você dá uma brincadeira? (3) Quais as brincadeiras você, professora, proporciona em suas aulas e o que espera atingir com essas brincadeiras?

Foram aplicadas5 brincadeiras: amarelinha, brinquedo cantado, senhor caçador, come a sua cabeça e corrida de um pé só, como segue:

AMARELINHA Conteúdo: Números Objetivos:

 Propiciar a destreza corporal para pular em determinados espaços e locais.

 Desenvolver conceitos matemáticos, quando pula conforme a seqüência dos números.

 Experimentar ao máximo os movimentos que exigem o uso diferenciado de um lado e do outro do corpo.

Materiais: Giz para desenhar a amarelinha e uma pedrinha. Desenvolvimento:

Cada criança, na sua vez, joga a pedrinha no traçado previamente feito no chão, começando pelo número um. A criança não pode pôr o pé na quadra em que a pedra estiver, pulando até chegar à última. Na volta, deve pegar a pedra. Se errar o pulo, pisar na linha ou se a pedra cair fora do traçado, a criança passa a sua vez para o próximo jogador e espera para jogar novamente.

Variações:

Com as crianças menores é possível jogar a pedra em qualquer das quadras e identificar os números que elas conheçam. Para dificultar, é possível que, na volta, o aluno tenha que trazer a pedra equilibrada no pé ou sobre os dedos indicadores da mão.

BRINQUEDO CANTADO: Conheço um jacaré Conteúdo: Ritmo

Objetivos:

 Desenvolver a coordenação motora.

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105  Desenvolver o esquema corporal.

 Perceber as diferenças rítmicas. Desenvolvimento:

As crianças poderão permanecer em um círculo ou lado a lado, ou ainda, dispor-se livremente no espaço e cantar a seguinte música:

Conheço um jacaré Conheço um jacaré Que gosta de comer Esconda sua cabeça Senão o jacaré Come sua cabeça E o dedão do pé! Cantiga folclórica

Ao mesmo tempo que as crianças cantam a música, deverão fazer movimentos com o corpo. Primeiramente, ao iniciar a música, devem posicionar seus braços esticados para frente do corpo e juntar as palmas das mãos de modo que uma fique voltada para cima e a outra para baixo. Enquanto cantam o segundo verso, devem abrir e fechar as mãos, simulando o movimento da boca do jacaré. Ao cantarem o terceiro verso, com as duas mãos, devem “esconder” a parte do corpo mencionada. Já no último verso, cantam e, abaixando-se rapidamente, tocam o dedão do pé.

Variações:

É interessante repetir a cantiga várias vezes e, a cada vez, substituir a cabeça por outras partes do corpo, como mão, orelha, nariz, olhos, braço, joelho, barriga, etc. Fica a cargo do professor e dos alunos utilizar a imaginação, não esquecendo que todos podem produzir conhecimento.

SENHOR CAÇADOR Conteúdo: Percepção

Objetivos: Contribuir para o desenvolvimento da percepção auditiva. Desenvolvimento:

As crianças devem permanecer sentadas em círculo, voltadas para o centro. Uma criança escolhida por sorteio será o caçador e ficará fora da roda com os olhos vendados. Enquanto isso, as crianças cantam a música:

Senhor caçador, preste muita atenção, Que o gato vai miar. Mia gato!

O professor aponta uma criança que deve imitar um gato (ou outro animal dito) e o “caçador” deve adivinhar quem fez a imitação.

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CORRIDA DE UM PÉ SÓ Conteúdo: Motor

Objetivos: Desenvolver o equilíbrio, a força e a musculatura das pernas e pés.

Realizar movimentos com diferentes velocidades e contrações musculares de diferentes intensidades.

Desenvolvimento:

A equipe deve estabelecer uma linha de início e uma linha de chegada. Todos os participantes saem pulando com um pé só, da linha de início até a linha de chegada. Vence o primeiro que chegar. Obs.: O professor pode pedir que utilizem as duas pernas.

Discussão e resultados

Apresentam-se abaixo as respostas sobre o questionário realizado na escola de ensino privado.

A professora A respondeu que “A brincadeira é de fundamental importância para o desenvolvimento infantil na medida em que a criança pode transformar e produzir novos significados. Quando a criança é estimulada, é possível observar que rompe com a relação de subordinação ao objeto, atribuindo-lhe um novo significado, o que expressa seu caráter ativo, no curso do seu próprio desenvolvimento”.

A professora B respondeu que “É brincando que a criança expressa vontades e desejos. É de suma importância para o deu desenvolvimento cognitivo, motor e afetivo”.

A professora C declarou que “É uma forma de aprender brincando. A brincadeira envolve o aluno, faz do aprendizado algo muito divertido.

Pelas respostas dadas, pode-se notar que as três educadoras têm ciência que o brincar não é simplesmente um momento de diversão, mas de ensino e aprendizagem.

A segunda resposta dada à segunda pergunta dada pelos educadores foram:

A professora A respondeu que “O objetivo de qualquer brincadeira, é que a criança possa trabalhar atenção, coordenação motora, equilíbrio, concentração, concentração, esquema corporal, agilidade, força muscular e a socialização. Através da brincadeira a criança se descobre, ela inventa, imagina ela aprende brincando, tornando uma atividade prazerosa, assim a criança se sente motivada em permanecer na escola.”.

A professora B declarou que o objetivo da brincadeira é “Estimular, socializar, atenção, concentração, coordenação, agilidade, conhecimento do corpo equilíbrio etc. .

Já a professora C relatou que “O objetivo é de socializar e estimular o desenvolvimento dos alunos.”.

Percebe-se pelas respostas das professoras que elas trabalham as brincadeiras a partir de objetivos pré-estabelecidos. Isso demonstra que elas planejam suas aulas tendo em mente desenvolver competências e habilidades.

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foram:

A professora A respondeu que “São várias brincadeiras, dentro de todas as brincadeiras, o aluno aprende a ter regras, esperar sua vez, aceitar, quando perde ou ganha, assim estimulando a autonomia. Espero que a criança aprenda a socializar.”.

A professora B afirmou que “As brincadeiras utilizadas em sala de aula são elaboradas pelo sistema didático adotando pela escola. Este matéria tem como objetivo complementar as atividades propostas, tais como socialização, imaginação etc.”.

A professora C relatou que “Dança das cadeiras; elefantinho colorido; vivo ou morto; coelho sai da toca; bom barqueiro; bingo do nome; fui a feira; corrida de um pé só e muitas outras.”.

A professora A não citou as brincadeiras afirmou apenas que são diversas e que ela objetiva a socialização e a aceitar as vitórias e as derrotas.

Já a professora B relatou que as brincadeiras já veem no material didático e ela apenas segue e que ele estimula a socialização e a imaginação. Nesse caso, seria interessante analisar o material didático para verificar quais são as brincadeiras e quais os objetivos delas. A educadora não demonstrou aprofundamento na resposta.

A professora C, em sua resposta, foi mais específica, e relatou as brincadeiras que realiza com os alunos, porém não respondeu o que espera atingir com elas.

Nunes de Almeida (2003) relata que muitos educadores não aprenderam a confiar nos alunos. Não conseguem sequer despertá-los e conscientizá-los de sua capacidade. Daí impõe o saber e o cobram com medo de que os alunos dominem o ambiente escolar. Frente a isso, é preciso recuperar o verdadeiro sentido da palavra escola: lugar de alegria, prazer intelectual, satisfação.

De acordo com Fazenda (apud RONDAN 2003, p.106):

O professor precisa ser o condutor do processo, mas é necessário adquirir a sabedoria da espera, o saber ver no aluno aquilo que nem o próprio aluno havia lido nele mesmo, ou em suas produções. A alegria, o afeto, o aconchego, a troca, próprios de uma relação primal, urobórica não podem pedir demissão da escola; sua ausência poderia criar um mundo sem colorido, sem brinquedo, sem lúdico, sem criança, sem felicidade.

Segundo Nunes de Almeida (2003), é uma tarefa muito difícil formar professores para uma plena e inteira introdução do lúdico na escola. Somente se o educador estiver bem preparado para realizar uma educação lúdica é que ela terá um sentido real, verdadeiro, funcional. Segundo Makarenko (apud Almeida, 2003, p. 65):

A tarefa é difícil, mas possível. A realidade pode tornar-se a base e a própria fonte do prazer ao mostrar a contradição entre o dever, a alegria presente e a aspiração de buscar e aprender sempre. O professor não deve opor-se à liberdade do aluno. Deve, sim, reforçar a confiança, incentivar, a autonomia do aluno[...]

Através da brincadeira, a criança se descobre, ela inventa, imagina, ela aprende brincando, tornando uma atividade prazerosa, assim a criança se sente motivada a permanecer na escola.

Para confrontar o embasamento teórico adquirido através da pesquisa bibliográfica, foi realizada uma pesquisa de campo com jogos e brincadeiras envolvendo 5 crianças de uma Escola de Educação Infantil de rede particular, com faixa etária de quatro e cinco anos. A pesquisa de campo contribuiu muito no desenvolvimento do conhecimento dos alunos no seu

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cotidiano, as brincadeiras e jogos possibilitaram a transferência de idéias contribuindo no processo cognitivo, político e social motivando-os no aspecto emocional, despertando então a iniciativa, agilidade e confiança, tornando-os grandes desafiadores e vencedores de dificuldades.

Segundo Porto,

A brincadeira pode ser um espaço de experiência bem original, onde o comportamento encontra-se dissociado e protegido de censuras correntemente encontradas na sociedade. Nesse sentido, a brincadeira é uma situação de frivolidade e flexibilidade. A criança pode tentar sem medo a confirmação do real. Algumas condutas de comportamento que, sob pressões funcionais, não seriam tentadas podem ser experimentadas na brincadeira. Nesse universo, a criança pode sem riscos, inventar, criar, tentar. (2003,p.182).

Por meio do ato de brincar, a criança percebe o mundo, faz-de-conta, inverte papéis, cria e recria situações diversas. Brincar junto reforça os laços afetivos. Visto que, todas as crianças gostam de brincar com os pais, com as professoras, com os avós e com os irmãos. A participação do adulto na brincadeira eleva o nível de interesse, enriquece e contribui para o esclarecimento de dúvidas durante as brincadeiras. Ao mesmo tempo, a criança sente-se prestigiada e desafiada, descobrindo e vivendo experiências que tornam o brinquedo o recurso mais estimulante e mais rico em aprendizado.

Considerações Finais

A escola de educação infantil é um lugar privilegiado para a ocorrência de jogos e brincadeiras características da infância, na medida em que as crianças passam a maior parte de seu tempo dentro das instituições de ensino, o ato de brincar deve ser valorizado e estimulado pelos educadores.

As educadoras possuem concepções claras sobre a importância do ato de brincar, bem como dos jogos, brinquedos e brincadeiras para o desenvolvimento social, físico, afetivo e cognitivo das crianças que puderam ser confirmadas por diversos teóricos. Sendo assim as concepções apresentadas pelas educadoras não se baseiam no senso comum. Para as educadoras o ato de brincar é inerente à infância e é a forma que a criança possui para incorporar as relações sociais e a cultura do meio em que esta inserida.

Verificamos também nas observações realizadas em campo assim como na visão dos educadores que a mediação deve acontecer de acordo com a intenção da brincadeira. Se a brincadeira possuir regras pode ser mediada, se for livre deve ser apenas observada.

Quanto às condições propiciadas para a realização do brincar na instituição infantil notamos que a falta de espaço físico e o tempo são fatores que dificultam a realização do brincar, as ações desenvolvidas na instituição no decorrer da pesquisa, tais como a implantação do “dia do brinquedo” e o projeto “O resgate da infância por meio dos brinquedos e brincadeiras na educação infantil” são atitudes positivas que valorizam e respeitam a infância e o desenvolvimento infantil.

Em relação à percepção dos pais dos alunos verificamos que eles devem compreender a importância do brinquedo e da brincadeira para o desenvolvimento das crianças.

A interação com os profissionais foi extremamente enriquecedora, conforme minhas expectativas, vivenciei a rotina do cotidiano escolar e a realização de diversas atividades.

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Esta experiência amplia o significado da constituição de um profissional da área da educação, complementa a formação acadêmica e confere subsídios para uma atuação efetivamente democrática e transformadora.

Diante de todo o contexto que permeia a nossa atuação profissional, esta vivência na escola mostrou-me a importância da formação continuada e do constante aprimoramento dos conhecimentos da área, das necessidades sociais, da investigação da própria prática e a busca de temas atuais (professor pesquisador).

Portanto, a introdução de jogos e atividades lúdicas no cotidiano escolar é muito importante, devido à influência que os mesmos exercem frente aos alunos, pois quando eles estão envolvidos emocionalmente na ação, torna-se mais fácil e dinâmico o processo de ensino e aprendizagem.

Conclui-se que o aspecto lúdico voltado para as crianças facilita a aprendizagem e o desenvolvimento integral nos aspectos físico, social, cultural, afetivo e cognitivo. Enfim, desenvolve o indivíduo como um todo, sendo assim, a educação infantil deve considerar o lúdico como parceiro e utilizá-lo amplamente para atuar no desenvolvimento e na aprendizagem da criança.

Referências

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Referências

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