Sensoriamento
Introdução
REM e Comportamento Espectral
Sistemas Sensores
Imagens de Sensoriamento Remoto
Aplicações
Processamento Digital de Imagens - PDI
Imagem de satélite mostrando o furacão Isabel, com ventos de 260 km/h, se aproximando da Costa Leste dos EUA (09h56)
Earth Surface
Sources
of Energy
Sensing
Systems
Definição
SENSORIAMENTO REMOTO (SR): tecnologia que permite a aquisição de informações (medidas) sobre um objeto (alvo), área (superfície do terreno) ou fenômenos, por meio de instrumentos físicos (sistemas sensores), sem que haja contato direto entre eles.
Energia Acústica (sismógrafos e sensores)
Energia Gravitacional (gravímetros)
Sistema de Aquisição de Dados por SR
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Introdu
Introdu
ç
ç
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FONTE DE REM(Natural ou Artificial)
MEIO DE PROPAGAÇÃO (Interações com a Atmosfera)
SUPERFÍCIE TERRESTRE (Interações com os Objetos)
SENSOR (Coletor + Sistema de Registro)
ANALISADOR (Processamento do Sinal)
Intensidade do Sinal
• Propriedades dos alvos • Configuração do sensor • Altitude do Sensor
Níveis de Aquisição de Dados por SR
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Introdu
Introdu
ç
ç
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LABORÁTÓRIO OU CAMPO: para conhecer o comportamento espectral de um objeto sob condições controladas, ou seja, as interações energia x matéria para um determinado alvo da superfície terrestre; fundamental para a melhor extração de informações e compreensão do efeito de fatores ambientais e/ou propriedades inerentes dos objetos sensoriados.
AERONAVE
Perspectiva Histórica
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Introdu
Introdu
ç
ç
ão
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1822: Desenvolvimento da teoria sobre a luz (espectro eletromagnético) e avanços no campo da ótica e espectroscopia.
1909: Desenvolvimento de aviões. Tomada de fotografias aéreas.
1931: Início das pesquisas sobre o comportamento espectral de objetos de superfície.
1940: Primeiras medidas radiométricas de objetos da superfície (radiação infravemelha).
1944: Primeiros experimentos para utilizar câmaras multibanda (fotografias multiespectrais de Marte e da Lua).
1954: Desenvolvimento de sistemas de radares imageadores.
1961: Aperfeiçoamento de foguetes de lançamento após a 2a Guerra Mundial. Desenvolvimento
de veículos espaciais tripulados e não tripulados. Avanços no campo das telecomunicações e no campo da computação. Primeira fotografia orbital.
1972: Primeiro satélite de recursos terrestres é colocado em órbita.
1983: Desenvolvimento de detectores mais sensíveis, equipamentos óticos mais precisos e de microcomputadores e soluções para a armazenagem e transmissão de dados a grandes distâncias.
Definição
RADIAÇÃO OU ENERGIA ELETROMAGNÉTICA - REM:
definida como
sendo a forma de energia que se move à velocidade da luz (3.10
8m/s) seja como
ondas eletromagnéticas
, de modo harmônico e senoidal (modelo ondulatório),
seja como
partículas eletromagnéticas
, e que não necessita de um meio material
para se propagar (modelo corpuscular).
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REM e Comportamento Espectral
REM e Comportamento Espectral
Freqüência Comprimento
Fontes de REM
NATURAL: fonte solar ou terrestre
ARTIFICIAL: sistemas de microondas
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Espectro Eletromagnético
Define a representação contínua da
REM em termos de comprimento de
onda, freqüência ou energia.
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REM e Comportamento Espectral
REM e Comportamento Espectral
> 100 cm Ondas de rádio 1,0-100 cm Microondas > 3,0μm Distante 1,3-3,0μm Médio 0,7-1,3μm Próximo Infravermelho (0,7 - > 3,0μm) 0,6-0,7μm Vermelho 0,5-0,6μm Verde Visível (0,4-07μm) 0,4-0,5μm Azul 0,003-0,4μm Ultravioleta 0,03-3,0nm Raios X < 0,03nm Raios γ Raios cósmicos Compriment os de ondas Categorias
Comportamento Espectral de Alvos
O fluxo de radiação eletromagnética ao se propagar pelo espaço pode interagir com superfícies ou objetos, sendo por estes refletido, absorvido e/ou reemitido.
Este fluxo depende fortemente das propriedades físico-químicas dos elementos irradiados, e o fluxo resultante constitui uma valiosa fonte de informações a respeito daquelas superfícies ou objetos.
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REM e Comportamento Espectral
REM e Comportamento Espectral
EXTRAÇÃO DE
INFORMAÇÕES
DE DADOS DE SR
INTERAÇÃO
ENERGIA – MATÉRIA
O Comportamento Espectral de um Alvo pode ser efinido como sendo a medida da reflectância deste alvo ao longo do espectro eletromagnético.
Importância
Extração de informações de imagens obtidas pelos sensores; Definição de novos sensores;
Definição do tipo de preprocessamento, a que devem ser submetidos os dados brutos;
Definição da forma de aquisição dos dados (geometria da coleta de dados, freqüência, altura do imageamento, resolução limite, etc.) m
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Interações e Efeitos com a Atmosfera (Meio de Propagação)
TIPOS DE ATENUAÇÃO:
Absorção Atmosférica Espalhamento Atmosférico:
Espalhamento molecular ou Rayleigh (θ < λ); explica a coloração azul do céu. Espalhamento Mie (θ ≅ λ)
Espalhamento não seletivo (θ > λ); explica a coloração branca das nuvens.
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REM e Comportamento Espectral
REM e Comportamento Espectral
Interações com os Alvos da Superfície Terrestre
TIPOS DE INTERAÇÃO:
a partir de uma energia incidente (Ei)
Reflectância (Er): fluxo de radiação refletido Absortância (Ea): fluxo de radiação absorvido
Transmitância (Et): fluxo de radiação transmitido
Reflectância e Curvas de Reflectância Espectrais
A Reflectância Espectral é aferida em função do comprimento de onda.
As características de reflectância das feições da superfície terrestre podem ser quantificadas efetuando medidas da proporção de energia incidente que é refletida.
A Curva de Reflectância Espectral define o gráfico de reflectância espectral obtido para um objeto em função do comprimento de onda.
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REM e Comportamento Espectral
REM e Comportamento Espectral
Costuma-se estudar a curvas de
reflectância (Assinatura Espectral) dos seguintes alvos:
Vegetação
Solos
Minerais e Rochas
Água
Fatores que Interferem na Medida da REM
Método de aquisição da medida de reflectância: Cada modo de coleta determina diferentes resultados, porque é afetado pelos demais fatores que
interferem na tomada de medidas: geometria de aquisição de dados, parâmetros atmosféricos e parâmetros relativos ao alvo.
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REM e Comportamento Espectral
REM e Comportamento Espectral
Parâmetros que variam e interferem na geometria de aquisição de dados:
ângulo zenital do sol; ângulo de visada; ângulo azimutal do sol e do sensor; ângulos azimutais relativos; altitude do sensor .
Parâmetros atmosféricos: umidade atmosférica; presença de aerossóis; turbulência.
Parâmetros relativos ao alvo: as características de reflectância dos objetos adjacentes ao alvo de interesse também interferem nas medidas de sua reflectância. A energia espalhada pela vizinhança do alvo pode ter um conteúdo espectral diferente da que do objeto de
interesse e mascarar sua resposta.
2
Processos de Interação Energia x Matéria
Os elétrons de um material podem ser caracterizados pela sua menor energia possível (estado fundamental), ou por uma série de níveis de energia mais elevados (estado excitado), que são alcançados, p. ex., quando da incidência da REM.
Esta passagem do estado fundamental para o estado excitado só é possível porque ocorre uma absorção pelos elétrons da energia incidente.
No espectro eletromagnético, esta absorção de energia é caracterizada por uma diminuição relativa na porcentagem de reflectância em certas faixas de comprimentos de onda, denominadas de bandas de absorção.
A intensidade, forma e localização destas bandas de absorção dependem de cada material e são resultados de três processos diferentes:
Processo rotacional: nível molecular, na faixa do infravermelho distante e microondas.
Processo vibracional: a nível molecular, entre 1,0 e 2,5μm.
Processo eletrônico: ocorre a nível atômico e está subdividido dois processos:
Transferência de carga: absorção em comprimentos de onda inferiores a 0,4μm, próximo a região do
ultravioleta e azul.
Efeito do campo cristalino: absorção situadas na porção do espectro visível e infravermelho próximo.
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Comportamento Espectral da Vegetação
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REM e Comportamento Espectral
REM e Comportamento Espectral
FATORES:
Condições atmosféricas;
Espécie de solo (granulometria, água, nutrientes);
Índice de área foliar (cobertura da vegetação por unidade de área);
Estado fenológico (variação sazonal);
Biomassa (densidade total de vegetação);
Folha (forma, posição, água, pigmentação, estrutura interna, etc.);
Comportamento Espectral do Solo
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REM e Comportamento Espectral
REM e Comportamento Espectral
FATORES:
Porcentagem de matéria orgânica
Textura (granulometria).
Umidade.
Composição mineralógica (conteúdo de óxido de ferro);
Capacidade de troca catiônica
Condições de superfície (granulometria e estrutura)
Umidade
Composição
Textura
Comportamento Espectral de Minerais/Rochas
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REM e Comportamento Espectral
REM e Comportamento Espectral
FATORES:
As rochas apresentam comportamento espectral semelhante ao dos solos, uma vez que eles são produtos de alteração daquelas.
Um dos elementos de maior diferenciação entre as curvas de rochas e solos é a presença de matéria orgânica nestes últimos.
Nos minerais e rochas, os elementos e substâncias mais importantes que determinam as feições diagnósticas na faixa do espectro refletivo (0,4 a 2,5µm) são íons ferroso e férrico, água e hidroxila.
Os elementos químicos mais freqüentes como o silício, alumínio e magnésio possuem interesse secundário.
Comportamento Espectral da Água
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REM e Comportamento Espectral
REM e Comportamento Espectral
FATORES:
Estado físico em que a água se encontra;
Quantidade de sedimentos em suspensão;
Quantidade e espécie de poluentes químicos presentes na água.
Comportamento Espectral de Feições Artificiais
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REM e Comportamento Espectral
REM e Comportamento Espectral
FATORES:
Fatores de Contexto que Interferem no CEA
Variação temporal do comportamento espectral de alvos; Variação espacial do comportamento espectral de alvos Variações intrínsecas ao alvos
Variação da localização do alvo em relação à fonte e ao sensor
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Definição
SISTEMA SENSOR (SR): é um dispositivo capaz de coletar e registrar a REM,
fotografica ou eletronicamente, proveniente do alvo em determinada faixa do espectro eletromagnético.
Tipos de Sensores
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Sistemas Sensores
Sistemas Sensores
Em função do tipo de transformação sofrida
pela REM:
Sensores Imageadores: produzem uma imagem do alvo.
• Sistema de Quadro: adquirem a imagem da
cena (certa área do terreno) em sua totalidade num mesmo instante.
• Sistema de Varredura: a imagem da cena é
formada pela aquisição seqüencial de imagens elementares do terreno ou elementos de
resolução, também chamados “pixels”. Sensores Não Imageadores: fornecem
3
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Sistemas Sensores
Sistemas Sensores
Em função da natureza da fonte de REM:
Sensores Ativos: produzem sua própria REM. Sensores Passivos: trabalham com a radiação refletida ou a radiação emitida pelo alvo, originada a partir de uma fonte de radiação externa.
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REM e Comportamento Espectral
REM e Comportamento Espectral
PASSIVO
Infravermelho
próximo
Infravermelho
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REM e Comportamento Espectral
REM e Comportamento Espectral
ATIVO
RADAR
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Sistemas Sensores
Sistemas Sensores
Em função do sistema de registro da REM:
Sensores Fotográficos: utilizam como fonte de registro um filme fotográfico. Sensores Não Fotográficos: utilizam radiômetros e radares.
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Sistemas Sensores
Sistemas Sensores
Em função da faixa do espectro em que operam:
Sensores Ópticos:
caracterizam-se pela utilização de componentes óticos na
sua construção e operam na faixa espectral de 0,3 a 15
μ
m:
² Sensores de Energia Solar Refletida: divide-se nas seguintes subregiões:
¾ Visível: 0,38-0,72μm
¾ Infravermelho Próximo: 0,72-1,3μm
¾ Infravermelho Médio: 1,3-0,3μm
² Sensores Termais: operam na região do infravermelho distante (7-15μm).
Sensores de Microondas:
operam numa região do espectro caracterizada por
ondas de comprimento entre 1mm.
Geração de uma Imagem de SR
Um sistema-sensor imageador produz uma imagem bidimensional da radiância, emitância ou retroespalhamento das trocas energéticas com os objetos da superfície terrestre, num
determinado instante, naquele espaço físico, tornando-se apto a extrair informações sobre aquela região.
As imagens produzidas são então caracterizadas pelos seguintes critérios.
Resolução Temporal
Resolução Radiométrica
Resolução Espectral
Resolução Espacial
A Imagem Digital
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Imagens de Sensoriamento Remoto
Imagens de Sensoriamento Remoto
Definição: composta de um arranjo bidimensional de elementos de dimensões
discretas, denominados de pixels. A intensidade de cada pixel corresponde ao brilho médio, ou radiância, medido eletronicamente sobre a área do terreno.
Número digital (DN; digital number): corresponde à radiância média medida em cada pixel. Esses valores são, simplesmente, números reais positivos que resultam da quantização do sinal elétrico original oriundo do sensor para um número real positivo através do processo denominado conversão de sinal análogo para digital.
Resolução Temporal
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Imagens de Sensoriamento Remoto
Imagens de Sensoriamento Remoto
Representa a freqüência com que a área de interesse é revisitada ou imageada.
Expressa o intervalo de aquisição de dados por um sistema sensor, ou seja, está
relacionada com a repetitividade com que o sensor possui na obtenção de
Resolução Radiométrica
Quanto maior for esta resolução,
maior será a sensibilidade do sensor
nas pequenas diferenças de radiação,
aumentando o poder de contraste e
de discriminação das imagens. Ex.:
No Landast 7 = 256 números
digitais (8 bits); no ERS em 16 bits
= 65.536 níveis.
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Imagens de Sensoriamento Remoto
Imagens de Sensoriamento Remoto
Representa a maior ou menor capacidade de um sistema sensor detectar e
registrar diferenças de reflectância e/ou emitância dos alvos, isto é, as
intensidades de sinal ou número de níveis digitais em que a informação se
encontra registrada.
Resolução Espectral
Expressa a capacidade do sensor de registrar a radiação em diferentes regiões do
espectro, definindo a melhor ou pior caracterização dos alvos em função da
largura espectral e/ou número de bandas em que opera o sistema sensor.
Quanto melhor a resolução espectral, maior o número de bandas espectrais que
podem ser adquiridas sobre os objetos da superfície, aumentando o poder de
extração de informação. Ex.: sensor TM do Landsat = 7 faixas espectrais; Spot =
4 bandas .
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Resolução Espacial
Depende das
características dos detetores, altitude da plataforma, contraste entre os objetos, etc. Ex.: sensor TM = 30m; Spot 4 = 10 m; Ikonos II = 1 m.
Capacidade do sensor de detectar objetos a partir de uma determinada dimensão; entende-se como entende-sendo a mínima distância entre dois objetos (alvos) que um entende-sensor pode registrá-los como sendo objetos distintos.
Imagem LANDSAT/TM com 30 metros de resolução
espacial.
Imagem LANDSAT/TM com 120 metros de resolução
espacial.
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Largura da Faixa Imageada
Corresponde à largura da faixa de varredura, que varia de acordo com o satélite.
Ex.: Landsat = 185 km; CBERS = 120 km; Spot = 60 km; Ikonos II = 13 km.
4
O uso de imagens (p. ex., fotografias aéreas) nasceu da necessidade de mapear-se grandes
áreas, sobretudo na confecção de CARTAS TOPOGRÁFICAS, com economia de
tempo e despesas.
A potencialidade do SR como método de investigação dos fatos e fenômenos presentes na superfície da Terra constitui-se numa técnica de grande utilidade, pois
...
Permite, em curto espaço de tempo, a obtenção de uma grande quantidade de informações a respeito de registros dos alvos.
Interpretação de Imagens
Interpretação de Dados Pictoriais: envolve a análise visual de imagens no formato analógico (em papel);
Interpretação de Dados Digitais: análise visual de imagens no formato digital, diretamente na tela do computador.
Interpretação Estereoscópica de Imagens: estudo de pares estereoscópicos de imagens no formato analógico ou digital.
Processamento Digital de Imagens – PDI: envolve o tratamento dos dados digitais, através de softwares específicos, para auxiliar na interpretação.
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Tipos de Abordagem
Visualização singular de um alvo: em um período de tempo, dentro de uma faixa definida e numa altitude determinada.
Visualização múltipla dos dados coletados: para prover mais informações sobre uma mesma região da superfície terrestre. Pode ser feita das seguintes formas:
Aquisição Multisensorial: área levantada por mais de um tipo de sensor.
Sensoriamento Multinível: os dados de um alvo são imageados a partir de diversas altitudes (orbital, alta altitude, baixa altitude e terrestre) e analisados em conjunto.
Imageamento Multiespectral: os dados são coletados pelo sensor, simultaneamente, em várias bandas espectrais. Ao analisar em conjunto os sinais registrados nas múltiplas bandas espectrais, um com ou outro, mais informação é obtida do que apenas se usar uma simples banda ou se analisar múltiplas bandas independentemente.
Sensoriamento Multitemporal: envolve o imageamento de uma área em várias ocasiões; faz uso das mudanças que ocorrem com o tempo para discriminar as condições da superfície do terreno.
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Procedimentos para um Estudo com SR
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Aplica
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Definição clara do problema a ser resolvido e articulação dos objetivos envolvidos; Avaliação do potencial e extensão do SR para abordar o problema;
Identificação dos tipos de dados de SR a serem combinados, apropriados para o estudo, e dos procedimentos usados na aquisição de cada um deles;
Determinação dos procedimentos e técnicas a serem empregados na interpretação dos dados, e da necessidade ou não de dados de referência para completar o estudo;
Avaliação da performance dos sistemas de SR com relação à qualidade da informação coletada. Deve ser identificado e definido o critério pelo qual o produto será julgado.
Principais Aplicações em Geociências
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Implantação de Obras de Engenharia de Médio e Grande Porte Geomorfologia Física, Dinâmica e Ocupacional
Cartografia Geológica
Exploração de Recursos Naturais Estudos Agronômicos e Florestais
Planejamento do Uso da Terra em Nível Urbano e Rural Estudo de Bacias Hidrográficas
Estudo e Avaliação Ambiental:
Movimentos de Massa
Assoreamento de Vales, Lagos ou Represas Erosão Acelerada
E Outras Diversas Áreas ...
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Arqueologia: localização de sítios arqueológicos
Meteorologia
Biologia: estudo de vegetação
Planejamento e Estratégia militar Formulação de Políticas Econômicas Geografia
Oceanografia Etc ...
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E COMO FONTE DE
E COMO FONTE DE
DADOS PARA
DADOS PARA
INTEGRAR OS
Sistemas de Processamento/Tratamento de Imagens
São sistemas destinados à extração de informações a partir de dados de Sensoriamento Remoto, de modo que a entrada seja uma imagem e, a saída do processo seja uma outra imagem. Esta extração pode ser feita de duas formas:Objetivo: melhoria do aspecto
visual de certas feições estruturais fornecer outros subsídios para a sua
interpretação, inclusive gerando produtos que possam ser
posteriormente submetidos a outros processamentos.
Extração Qualitativa: através da observação de imagens realçadas pelo sistema;
Extração Quantitativa: através da utilização de procedimentos de classificação automática, cujas saídas são imagens temáticas e tabelas de área associadas a cada classe discriminada na imagem.
Procedimentos de PDI
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PDI
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Processamento Digital de Imagens
Processamento Digital de Imagens
ENTRADA
IMAGEM BRUTA
(dado digital multiespectral)
PROCESSAMENTO
MANIPULAÇÃO &
ANÁLISE
SAÍDA
IMAGEM TRATADA
(informações realçadas
da imagem bruta)
IMAGEM TEMÁTICA
(por classificação)
ETAPAS:
Pré-processamento
Realce (qualitativo)
Composição colorida
Classificação (quantitativo)
Fusão de dados
Integração SIG
Softwares de PDI
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Processamento Digital de Imagens
Processamento Digital de Imagens
Imagem Geosistemas Brasil INPE SPRING* Imagem Geosistemas Brasil INPE SITIM / SGI* Autodesk EUA Autodesk REGIS* Purdue University EUA Purdue Research Foundation MULTISPEC Sisgraph EUA Intergraph MGE* Clark University EUA Clark University IDRISI * Terrapix Tecnologia EUA ERM ER/MAPPER SulSoft EUA IDL ENVI Three /Tek Canadá PCI - CRS EASI / PACE Representante comercial Origem Desenvolvedor Sistema
Composição Colorida
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Processamento Digital de Imagens
Processamento Digital de Imagens
Processo de Formação de Cores: resulta da combinação de 3 cores pelos processos aditivo ou subtrativo.
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Elementos de Interpretação de Imagens
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Processamento Digital de Imagens
Processamento Digital de Imagens
TONALIDADE COR TEXTURA TAMANHO FORMA SOMBRA PADRÃO LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA
Tonalidade
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Processamento Digital de Imagens
Processamento Digital de Imagens
As variações de tonalidade da cena fotografada ou imageada são representadas por diferentes tonalidades, ou tons de cinza, que variam do branco ao preto. Quanto mais luz ou energia um objeto refletir, mais a sua
representação na fotografia ou imagem vai tender ao branco e, quanto menos energia refletir (absorver mais energia), mais a sua representação na fotografia ou imagem vai tender ao preto.
Cor
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Processamento Digital de Imagens
Processamento Digital de Imagens
É mais fácil interpretar imagens coloridas do que em preto e branco, porque o olho humano distingue cem vezes mais cores do que tons de cinza.
A cor do objeto vai depender da quantidade de energia que ele refletir (no canal correspondente à imagem), da mistura entre as cores (processo aditivo), e da cor que for associada às imagens originais em preto e branco.
Textura
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Processamento Digital de Imagens
Processamento Digital de Imagens
Refere-se ao aspecto liso (e uniforme) ou rugoso dos objetos em uma imagem.
Útil na identificação de unidades de relevo: a textura lisa
corresponde a áreas de relevo plano, enquanto que a textura rugosa corresponde a áreas de relevo acidentado e dissecado pela drenagem.
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Tamanho
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Processamento Digital de Imagens
Processamento Digital de Imagens
O tamanho é uma função da
escala, de uma fotografia ou
imagem, e relativo aos
Forma
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Processamento Digital de Imagens
Processamento Digital de Imagens
Linear: estradas Curvilínea: rios
Retangular quadrada: casas, prédios, campos de futebol, Faixas retangulares: áreas de cultivo;
Circulares: sistemas de pivô central, vulcões, furacões ...
Sombra
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PDI
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Processamento Digital de Imagens
Processamento Digital de Imagens
Em imagens bidimensionais, a altura de objetos como árvores, edifícios, relevo, etc. pode ser estimada através do elemento sombra.
A partir da sombra, outros elementos, como a forma e o tamanho, também podem ser inferidos.
As áreas de maior
sombreamento, que indicam relevo mais alto; as sobras intermediárias encontram-se nas áreas de morros, e as sombras menores, nas áreas de colinas. Nas áreas de relevo muito plano, não há sombras.
Por outro lado, a sombra pode ocultar a visualização dos objetos por ela encobertos.
Padrão
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Processamento Digital de Imagens
Processamento Digital de Imagens
Refere ao arranjo espacial ou à organização desses objetos em uma superfície.
Ex: linhas de culturas plantadas em fileiras,
unidades habitacionais e do arruamento de uma cidade. Também usado para
identificar o tipo de relevo e/ou de drenagem de uma região.
Seleção de Imagens de Satélite
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PDI
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Processamento Digital de Imagens
Processamento Digital de Imagens
Usos de Imagens de SR
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Processamento Digital de Imagens
Processamento Digital de Imagens
Identificação de objetos e extração de informações acerca de feições
naturais e artificiais;
Elaboração de cartas básicas e de diferentes tipos de mapas temáticos;
Estudo de fenômenos ambientais