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Academic year: 2021

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TÍTULO: COLCHICINA NO TRATAMENTO DE CÂNCER TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE ÁREA:

SUBÁREA: Biomedicina SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO(ÕES): CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS -FMU

INSTITUIÇÃO(ÕES):

AUTOR(ES): PAOLA ENGELMANN ARANTES AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): ERIK CENDEL SAENZ TEJADA ORIENTADOR(ES):

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1. Resumo

O câncer de é uma das doenças mais estudadas no mundo, e graças a isso, várias alternativas são testadas todos os dias para a prevenção, tratamento e cura dessa enfermidade. As células normais se multiplicam de forma graduada, uniformizada e controlada pelo sistema. Quando as mesmas começam a se reproduzir de forma anormal, sendo pela velocidade ou qualidade das células finais, essas são consideradas células cancerígenas. Quando muitas células cancerígenas se aglomeram em um mesmo lugar, é formado um tumor. O objetivo de estudo foi reunir informações sobre as propriedades da substância Colchicina em células cancerígenas. Realizado através de pesquisa em artigos científicos atuais. Muitos estudos têm apontado a Colchicina, uma substância extraída das plantas Colchicum, como um recurso a ser utilizado para reduzir a multiplicação das células doentes pois a mesma é aplicada na célula, se liga às tubulinas livres no citoplasma, impedindo a finalização da divisão celular, ativando a via de apoptose. Pelo trabalho podemos concluir que a Colchicina se usada corretamente, diminuiria a proliferação das células cancerígenas, diminuindo o tumor ou até prevenindo do mesmo evoluir para uma metástase.

2. Introdução

A colchicina é um alcalóide, retirado das plantas Colchicum, que possui propriedades antiinflamatórias e antineoplásicas. Tal substância já é usada no tratamento de diversas doenças como Gota, febre do mediterrâneo, doença de Behçet (BD), pericardite, doença arterial coronariana e outras condições inflamatórias e fibróticas. As propriedades farmacólogicas envolvem "longa meia-vida terminal (20 a 40 horas) e biodisponibilidade variando de 24% a 88%. Dentro da corrente sanguínea, cerca de 40% da colchicina se liga à albumina. Embora as concentrações plasmáticas máximas ocorram 1 hora após a administração, desenvolvem-se efeitos anti-inflamatórios máximos ao longo de 24 a 48 horas, com base no acúmulo intra-leucocitário. A colchicina alcança concentrações muito mais altas dentro dos leucócitos do que no plasma, e persiste por vários dias após a ingestão. [1]

Como a colchicina é um alcalóide da vinca, se encaixa em suas propriedades de mecanismo de ação, que é a ativação da via apoptótica. A apoptose acontece, nesse caso específico, pela interferência na dinâmica dos seus microtúbulos, onde é

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liberado sinais bioquímicos, que desencadeiam essa morte celular. Dentre todos os estabilizadores de microtúbulos, os taxanos são os mais importantes agentes antimitóticos. Já os mais importantes na ação de inibição da polimerização está os alcalóides da vinca e a colchicina. [1] A colchicina possui propriedades antineoplásicas esplêndidas, mas não é utilizada nos dias atuais por causa da sua toxicidade. Esta toxicidade é resumida em efeitos colaterais gastrointestinais, miopatia, neuropatia, depressão da medula óssea, pancitopenia grave, falência múltipla de órgãos, e síndrome de Down em casos de mulheres grávidas.

3. Objetivo

O objetivo dessa pesquisa é reunir informações sobre as propriedades da substância Colchicina em células cancerígenas, avaliando seu mecanismo de ação, propriedades farmacológicas e interações medicamentosas.

4. Metodologia

O presente trabalho possui caráter explicativo, com tratamento de dados misto, onde serão pesquisadas as propriedades da substância Colchicina no tratamento de câncer. Com delineamento bibliográfico, através de pesquisa em artigos científicos utilizados do banco de dados públicos como PubMed, Scielo e outros.

5. Desenvolvimento

As propriedades da colchicina vão além de apenas o tratamento do câncer ativo. Foram vistas em algumas pesquisas que o uso da substância pode prevenir do câncer evoluir para uma metástase. Estudos sobre a hipótese de que o pré tratamento com colchicina poderia interromper a adesão de células tumorais estimulada por pressão e feridas cirúrgicas, denotaram que a substância foi realmente capaz de bloquear completamente a metástase peritoneal estimulada por pressão, mesmo que ainda não seria conhecido se qual o tipo de dose seria ideal. [4]. Assim mesmo, estudo em paciente com adenocarcinoma da próstata após 25 anos de consumo da colchicina, o que em uma situação normal se desenvolveria para uma metástase, mas não aconteceu. A hipótese é que a colchicina pode ter inibido a metástase de oncogenes ativados de Ki-ras durante a oncogênese. E em conclusão foi visto que, em doses terapêuticas para gota, a colchicina pode inibir simultaneamente a metástase de outros tipos de câncer no homem. [5]

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6. Resultado

Estudos são feitos há muitos anos, sobre a colchicina ser usada no tratamento de câncer, diante a sua citotoxicidade, muitas não foram positivas. Em uma pesquisa, por exemplo, foram analisadas os efeitos da colchicina em tumores animais. Um carcinoma em rato respondeu positivamente à substância, tendo regredido completamente. Também num carcinoma na mucosa bucal em um cachorro. Foi concluído que as doses quimioterápicas e as letais estão muito próximas umas das outras, mas que os tumores com crescimento rápido são as que melhores respondem à colchicina. Mas, apesar dos resultados positivos, houve resultados negativos. De 10 ratos, 5 produziram total regressão, três ratos morreram de efeitos tóxicos, e dois não sofreram diferença nenhuma com a substância, ou seja, os tumores continuaram crescendo. Dos cinco ratos que produziram regressão, apesar desse resultado, todos tiveram hemorragia extensiva. Portanto, apesar dos efeitos serem minimamente positivos, a substância foi vista como extremamente tóxica, o que o autor coloca a causa pela falta de especificidade entre células cancerígenas e não cancerígenas. [2] Em outra pesquisa foram analisados os efeitos cancerígenos em linhas celulares de câncer gástrico humano, que foi observado que apenas em altas concentrações (6ng/mL) foi visto efeitos antineoplásicos, o que é ruim, pois quanto maior a dose, maior os efeitos adversos causados pela substância. Mas apesar dos efeitos negativos, foram vistos diminuição das proporções do volume tumoral e taxa de crescimento tumoral in vivo. [8]

Ao longo dos anos, os estudos sobre a colchicina não cessaram, e o resultado disso foi muito positivo. Foram estabelecidas as doses aceitáveis clinicamente, as doses tóxicas, a farmacodinâmica e a farmacocinética, métodos para cada tipo de câncer, criação de análogos e outras formas para diminuir os efeitos adversos.

Interação com outros fármacos

As interações da colchicina com outros fármacos são feitas especificamente para melhorar a característica anticancerígena dessa substância. Seu poder antineoplásico, como dito anteriormente, não tem sido usado clinicamente nos dias atuais por causa da sua toxicidade. Portanto, o maior foco dos estudos são de melhorar a sua seletividade e reduzir a citotoxicidade em células normais.

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A interação da colchicina com Benomil, um antifúngico, foi observado que o composto de ligaram em diferentes sítios de ligação, usando uma linha de células do câncer cervical humano (HeLa). O pensamento foi desses agentes gerarem efeitos aditivos ou sinérgicos na atividade de proliferação da célula, se os sítios de ligação à tubulina for diferente. E então foi encontrado que o Benomil e a colchicina proibiram sinergicamente a proliferação de células HeLa, e bloquearam seu ciclo celular na mitose. [3] Já a interação da colchicina com a cobalamina, um pró-fármaco anticancerígeno foi visto, que a porção de cobalamina faz o pró-fármaco ser mais seletivo às células cancerígenas de câncer de mama, cérebro e melanoma. [6] Assim mesmo, a combinada a colchicina, em doses clinicamente aceitáveis, com o inibidor de autofagia 3-metiladenina (3-MA) para diminuir a citotoxicidade para células de fibroblastos do pulmão normal, sem prejudicar a ação antineoplásica em células cancerígenas, e a conclusão foi positiva. E essa combinação pode ser usada na terapia contra o câncer. [7]

Curva dose-resposta ao tratamento com fármacos ligantes ao sítio de ligação da colchicina (CSBA)

Estudos denotaram que a colchicina e os outros CSBAs tiveram resultados altamente positivos em células que possuem resistência a taxol, fármaco já utilizado no tratamento de câncer. Este estudo abriu portas para tratamentos serem feitos com outros fármacos em linhas celulares que já não respondem positivamente ao tratamento convencional. [9] A partir desse momento, a colchicina, antes colocada como fármaco promissor mas não utilizado por sua toxicidade, é colocada como possível tratamento pois os efeitos terapêuticos superaram os efeitos tóxicos.

Como por exemplo, em uma outra pesquisa, feita por Y, Sun et al. foram utilizadas também células de câncer de mama (MCF-7), e foi analisado o efeito da colchicina na proliferação e apoptose das mesmas. As células apresentaram diferentes níveis de apoptose com diferentes concentrações de colchicina às 24,48 e 72 horas, e o aumento da taxa de apoptose foi correspondente ao aumento de concentração e tempo de exposição. Demostrando que a colchicina é capaz de inibir a proliferação e induz a apoptose de células de câncer de mama (MCF-7). [10]

A colchicina também foi analisada. no tratamento de células humanas de câncer hipofaríngeo (FaDu e SNU1041). Foi identificada a inibição do crescimento, proliferação, migração, invasão e adesão das células, de maneira dependente da

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dose. E foi concluído portanto, que a colchicina tem potencial para prevenir a progressão da doença na região hipofaríngea e pode ter aplicação como tratamento. [24] Mecanismos anti-câncer de concentração clinicamente aceitáveis da colchicina (doses entre 2 e 6ng/mL) foram analisadas para investigar se teria efeitos no carcinoma hepatocelular (CHC). Em resultado, foram vistos que as duas doses foram suficientes para inibir significativamente a proliferação de todas as linhas celulares testadas, denotando que a colchicina tem potencial para ser tratamento paliativo da doença.[12]

Assim mesmo, estudo sobre a concentração clinicamente aceitável da colchicina era possível ver efeitos anticancerígenos em células de colangiocarcinoma humano (C14/KMUH , C51/KMUH). As quantidades 2ng/mL e 6ng/mL foram usadas in vitro, e 0,07mg de colchicina/kg/ d x 14 dias para experiência em rato. Os resultados foram que in vitro a colchicina causou efeitos antiproliferativos dependentes de dose em ambas linhas celulares. In vivo, o volume tumoral em ratos tratados com colchicina apresentaram menores proporções do que os ratos controles, após 14 dias de tratamento. Portanto, após todas as análises, os pesquisadores constataram que as concentrações clinicamente aceitáveis de colchicina foram eficazes em inibir a proliferação de células do colangiocarcinoma humano. [13]

A pesquisa com o objetivo de identificar agentes que afetam as células cancerígenas da tireóide, e elegeu a colchicina como um candidato eficiente. Seu mecanismo de ação foi inibir o crescimento celular com a paralisação do ciclo celular e apoptose. Monstrando que a colchicina sistêmica inibe a progressão do câncer de tireoide em camundongo xenoenxertados, e isso foi possível observar pela redução significativa do volume e peso do tumor. A administração da droga também foi bem tolerada sem efeito adverso no peso corporal.

Além desses resultados, a pesquisa trouxe conhecimento sobre análogos da colchicina serem mais propícios a serem usados em tratamentos de câncer por exibirem perfis de toxicidade reduzidos, como as alocolchicinas. [14] Os análogos da colchicina (Figura 1), como foi já mencionado nesse estudo, foi um dos métodos estudados pelos pesquisadores, para diminuir a toxicidade da colchicina, melhorar o mecanismo de ação e a sua seletividade.

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Figura 1: Moléculas análogos da colchicina. Fonte: https://www.researchgate.net/figure/Structure-of-colchicine-and-its-various-analogues_tbl1_276430602

Nas pesquisas estudando atividades antitumorais in vitro de uma série de 20 análogos da colchicina comparadas a própria colchicina e a tiocolchicina em três linhagens diferentes de células de câncer humanas, duas das quais expressão fenótipo multirresistentes (MDR). Os valores de IC50 indicam que os três análogos fluorados foram os compostos mais ativos, com uma ordem decrescente de potência semelhante (IDN 5005> IDN 5079> IDN 5080) nas duas linhas celulares que expressam MDR, enquanto a tiocolchicina foi o composto mais eficaz no Células MDA-MB 231 negativas para MDR. Uma forte correlação (r = 0,94; P = 0,004) foi encontrada entre os valores IC50 obtidos usando as duas linhas celulares positivas para MDR. Por outro lado, Os valores de IC50 obtidos em células MDA-MB 231 não mostraram uma correlação significativa com linhas celulares positivas para MDR, sugerindo assim alguma diferença no (s) mecanismo (s) antiproliferativo (s) dos análogos da colchicina. O resultado foi que em concentrações 1nM a 100 microM todos os compostos apresentaram características anticancerígenas. [15]

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O estudo da atividade anticancerígena in vitro do derivado semi-sintético modificado de anel C da colchicina ; N [(7S) 1,2,3trimetoxi9oxo10 (4fenilpiperidin1 il) -5,6,7,9-tetra-hidrobenzo [a] heptalen-7-il] acetamida (4h) na linhagem celular de câncer de cólon HCT-116. O composto 4h foi analisado quanto a atividade antiproliferativa contra diferentes linhas celulares de câncer humano e existe citotoxicidade mais elevada contra o câncer do cólon linhas celulares HCT-116 e Colo-205 com IC50 de 1 e 0,8 μM, respectivamente. A citotoxicidade deste composto ainda foi avaliado em células epiteliais mamárias normais e células embrionárias dependente de concentração e tempo para estimar a seletividade para células cancerígenas, a qual foi identificada como muito maior comparada à colchicina. O composto 4h induziu morte celular em células HCT-116 pela ativação de vias de apoptose e autofagia. O inibidor da autofagia 3-MA bloqueou a produção de LC3-II e reduziu a citotoxicidade em resposta a 4h, mas não afetou a apoptose, sugerindo, desse modo, que esses dois eventos eram independentes. O pré-tratamento com ácido ascórbico do sequestrador de espécies reativas de oxigênio não apenas diminuiu o nível de espécies reativas de oxigênio, mas também reverteu a citotoxicidade induzida por 4h. A conclusão deste trabalho foi de que o composto 4h possui melhor seletividade às células cancerígenas, portanto se enquadra como grande potencial como droga anticancerígena. [16]

O Tiocolchicósido, um colchicosídeo semissintético da planta Gloriosa superba, já usado como relaxante muscular, foi investigado como agente anti proliferativo do câncer, achando que o tiocolchicósido inibiu a proliferação de leucemia, mieloma, carcinoma de células escamosas, câncer de mama, cólon e rim. Além disso, suprimiu colônias tumorais. Seu mecanismo de ação é de gerar apoptose, além de inibir biomarcadores de proliferação celular, como o c-MYC. Como a maioria dos produtos gênicos de sobrevivência e proliferação celular são regulados pelo NF-kb, nesse estudo foi ainda investigado o efeito do tiocolchicósido sob o este fator de transcrição. Demostrou-se foi que o composto inibiu a ativação do NF-kb, a degradação da inibitória κBα (IκBα), a ubiquitinação IκBα e a fosforilação a ativação da quinase IkBa e suprimiu a translocação nuclear. Os resultados são que o tiocolchicósido possui propriedade anticâncer através da inibição dos produtos gênicos regulados pelo NF-kb e de biomarcadores da proliferação celular, como o c-MYC, além da apoptose. [17]

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A pesquisa sobre o efeito anticancerígeno em células de cólon humano HT-29. Foi analisado que o mecanismo de ação da substância é a penetração nas células HT-29 e destruição da membrana da mitocôndria, o que consequentemente resulta em apoptose. Os resultados foram positivos pois, este estudo concluiu que a colchicina inibe a proliferação de células de câncer de cólon HT-29 com dose dependente. [35] Assim, foram testados análogos da alocolchicina que possui propriedades anticancerígenas não tóxicas: N-acetil-O-metilcolchinol, que é estruturalmente similar a ZD 6126, e (S) -3,8,9,10-tetrametoxallocolchicina (Green 1). Os resultados foram extremamente positivos pois sugerem que essa pequena mudança na estrutura da colchicina, mudou o mecanismo de ação original e melhorou a seletividade por células cancerígenas. Os mecanismos de ação foram relatados como diferentes entre os dois derivados na ação sobre a leucemia e células cancerígenas pancreáticas. O derivado ZD 6126 que é um pró-fármaco de N-acetilcolquinol, foi capaz de romper o citoesqueleto das células endoteliais do tumor e ativar a via de apoptose. Foi visto que o tratamento com Green1 levou à disfunção mitocondrial, induzindo a autofagia pró-morte seletiva em células cancerígenas. Acredita-se na hipótese de que a seletividade do Green1 se deve à uma possível diferença nas mitocôndrias em células normais e em células cancerígenas, dada supostamente pela divisão celular acelerada, que desprotege à mitocôndria, deixando-a vulnerável ao composto. [18] Estudos analisados os fragmentos fab anti-colchicina para prevenir a letalidade da colchicina em modelo suíno. Foi observado, que a administração precoce de fragmentos Fab produzem redistribuição eficaz da colchicina nos tecidos, prevenindo a toxicidade letal dada pela colchicina. O próximo passo é os testes em humanos, para a possível utilização como agente anti-tóxico da colchicina. [19]

7. Considerações Finais

A colchicina, ou colquicina, é um alcaloide que possui propriedades anti-inflamatórias e antineoplásicas. Já é utilizada no tratamento de diversas doenças, e este estudo traz a possibilidade dessa substância ser usada como um dos fármacos principais no tratamento de câncer. Os primeiros estudos em volta da substância como anticancerígena, não eram promissores por ser um fármaco extremamente tóxico, gerando diversos efeitos adversos como problemas gastrointestinais, hemorragias, doenças do trato urinário etc. Mas ao longo dos anos, os

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pesquisadores investiram na procura de diminuir a citotoxicidade da substância ajustando as doses terapêuticas, estabelecendo doses tóxicas, mudando mecanismos de ação, melhorando a seletividade pelas células cancerígenas e aumentando a sua absorção de forma saudável.

Portanto, depois de inúmeros estudos, a substância vem se tornando uma opção promissora para o tratamento de câncer, com melhor seletividade e ação terapêutica do que fármacos utilizados na atualidade. Juntamente com outras substâncias, ou mudando sua estrutura química, a colchicina se torna viável e já se comprova no tratamento de cancer de mama, cólon, gástrico, pancreático, leucemia, HeLa, rins, cérebro, mielomas, etc. Além do seu uso anticancerígeno direto, a substância ainda foi encontrada como capaz de inibir a proliferação das células anormais, prevenindo metástases. Em futuros estudos, deve-se continuar a investigação da ação anticancerígena da colchicina, e investir na melhoria dos efeitos adversos, além de explorar os vários efeitos terapêuticos da substância. A colchicina possui potencial imenso para se tornar um dos fármacos principais no tratamento de câncer.

8. Fontes Consultadas

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[8] Lin ZY, et al. Anticancer effects of clinically acceptable colchicine concentrations on human gastric cancer cell lines. The Kaohsiung Journal of Medical Sciences . Volume 32, Issue 2, February 2016, Pages 68-73.

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[10] Y, Sun et al. Proliferation inhibition and apoptosis of breast cancer MCF-7 cells under the influence of colchicine. Journal of BOUN. 2016 may-june; 21 (3): 570-5. [11] JH, Cho et al. Anticancer Effects of Colchicine on Hypopharyngeal Cancer. Anticancer Research. November 2017 vol. 37 no. 11.

[12] ZY, Lin et al. Anti-cancer mechanisms of clinically acceptable colchicine concentrations on hepatocellular carcinoma. Life Sciences. Volume 93, Issue 8, 3 September 2013, Pages 323-328.

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[18] Larocque, Kristen et al. Novel Analogue of Colchicine Induces Selective Pro-Death Autophagy and Necrosis in Human Cancer Cells. Plos One. 2014; 9(1): e87064. Published online 2014 Jan 23.

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