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PREVISÃO E AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS. Capítulo VIII

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PREVISÃO E AVALIAÇÃO DE

IMPACTOS AMBIENTAIS

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8. PREVISÃO E AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS

Quando da elaboração do Estudo de Impacto Ambiental – EIA de determinado empreendimento, o primeiro passo a ser desenvolvido consiste em definir suas áreas de influência, conforme preconizam as normas vigentes, em especial a Resolução CONAMA Nº 01/86. Esta medida reveste-se de fundamental importância, não apenas para a elaboração de um diagnóstico ambiental mais representativo, mas também, por permitir uma adequada avaliação dos impactos ambientais – potenciais ou reais decorrentes da instalação e posterior operação do empreendimento. As áreas de influência são aquelas afetadas direta ou indiretamente pelos impactos, positivos ou negativos. Estas áreas normalmente assumem dimensões diferenciadas, dependendo do meio em que se espera dado impacto (meio físico, biótico ou socioeconômico).

Para que se possa avaliar os impactos ambientais da ampliação do Porto Itapoá, e a posterior futura fase de operação, a presente metodologia desenvolve uma análise comparativa entre os meios físico, biótico e socioeconômico para os cenários estabelecidos, baseando-se no diagnóstico previamente apresentado no Estudo de Impacto Ambiental – EIA.

De posse das avaliações dos impactos, após devidamente identificados e mensurados, determinam-se as medidas preventivas e mitigadoras, e as formas de acompanhamento e monitoramento necessárias e/ou indicadas. Todavia, quando estes impactos são irreversíveis, são apresentadas possíveis medidas de compensação, mediante o atendimento a dispositivos legais, como por exemplo a Lei Federal № 9985/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC, entre outras formas de compensação ambiental, sejam elas definidas em lei, ou então, conforme peculiaridades locais, quando o órgão ambiental licenciador considerar pertinente.

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8.1. Metodologia da Previsão e Avaliação de Impactos Ambientais

A previsão de impactos ambientais deverá considerar as relações e interações existentes entre os meios físico, biótico e socioeconômico considerando as fases de instalação e operação do empreendimento. A metodologia para a avaliação dos impactos ambientais adotada no presente estudo segue às determinações expressas na legislação federal e estadual, estando baseada em diversas outras metodologias já testadas em outros estudos ambientais onde a equipe executora esteve envolvida, e adaptada às considerações realizadas no Termo de Referência – TR elaborado pelo IBAMA. Esta deve se basear na relação existente entre o empreendimento (ampliação do Porto Itapoá) e cada uma das atividades decorrentes de sua instalação e operação, e o ambiente no qual se encontra inserido, compartimentado em componentes discretos, porém, inter-relacionados. Tal estratégia metodológica é adotada de forma que se possa efetivar uma unidade integrada de análise. Esta metodologia utiliza-se de procedimentos de identificação, caracterização e avaliação dos potenciais impactos decorrentes da instalação e operação de um determinado empreendimento, sejam eles positivos ou adversos. Para tanto, são utilizados artifícios gráficos para facilitar a visualização das relações de causa-efeito decorrentes do processo analisado para a previsão e identificação dos impactos. A partir dos resultados desta análise são propostas as medidas visando à mitigação dos impactos adversos (negativos) e a otimização de impactos benéficos (positivos), caso possível ou necessário. Propõem-se ainda as medidas compensatórias, além do planejamento para o gerenciamento dos impactos ambientais que possam ser levadas a efeito no sentido de viabilizar ambientalmente a implantação e operação do empreendimento.

O empreendimento é caracterizado pelas várias atividades e obras a serem desenvolvidas, que, destinados à sua instalação e operação, configuram intervenções no ambiente no qual se encontra inserido. A partir da caracterização do empreendimento são definidas as intervenções necessárias. Por sua vez, o ambiente está dividido em vários compartimentos ambientais,

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definidos a partir do diagnóstico ambiental sobre a área de influência do empreendimento.

Fundamentado no conhecimento e entendimento das implicações e inter-relações socioeconômicas e ambientais decorrentes das atividades do empreendimento, são identificados os eventos ambientais delas resultantes. Estes eventos irão compor uma rede de interações entre a ação causadora (Intervenção Ambiental – INA), passando pelas alterações dela decorrentes (Alterações Ambientais – ALA), e os consequentes efeitos esperados ou potenciais impactos (Impactos Ambientais – IMA). Esta rede de interação é denominada de Fluxo Relacional de Eventos Ambientais – FREA.

A partir destas representações, cada um dos impactos é então caracterizado e avaliado, individualmente, considerando-se as relações entre as respectivas fontes indutoras (alterações ambientais ou mesmo outro impacto), e os compartimentos ambientais (meios físico, biótico e socioeconômico) ao qual pertencem. Depois de descritos, os potenciais impactos são avaliados pela equipe multidisciplinar, baseando-se em critérios de magnitude, importância e intensidade, resultando na relevância global de um determinado impacto. Tal etapa é desenvolvida com o auxílio de uma matriz de avaliação, que também é apresentada de forma a sintetizar as informações contidas na avaliação.

A magnitude de um impacto ambiental pode ser representada pela composição de uma série de atributos, conforme apresentado na Tabela 270.

Tabela 270. Composição dos atributos utilizados para a determinação da magnitude dos impactos ambientais identificados.

Atributo Classificação Descrição

Natureza / Sentido

Positivo / Benéfico

Quando sua manifestação resulta na melhoria da qualidade ambiental

Negativo / Adverso

Quando sua manifestação resulta em dano à qualidade ambiental

Forma de Incidência Direta

Quando resultante de uma simples relação de causa e efeito

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Atributo Classificação Descrição

manifestação, ou quando é parte de uma cadeia de manifestações

Distributividade / Extensão

Local

Quando sua manifestação afeta apenas o sítio das intervenções geradoras ou sua área de influência direta

Regional

Quando sua manifestação afeta toda ou parte de uma região, ou sua área de influência indireta Tempo de Incidência Imediato Quando se manifesta no instante em que se dá a intervenção Mediato

Quando se manifesta algum tempo após a realização da intervenção (a médio ou longo prazo)

Prazo de Permanência / Reversibilidade

Temporário / Reversível

Quando sua manifestação tem duração determinada, incluindo-se nesse atributo a reversibilidade

Permanente / Irreversível

Quando, uma vez executada a intervenção, sua manifestação não cessa ao longo de um horizonte temporal conhecido, incluindo-se nesse atributo a irreversibilidade

Mitigação

Mitigável

Quando podem ser adotadas medidas onde suas consequências podem ser atenuadas e/ou controladas

Não mitigável

Quando não existem medidas de atenuação, cabendo a implantação de medidas de compensação

Ocorrência

Certa

Quando sua ocorrência é certa e são consideradas medidas de controle,

mitigação e/ou

compensação Incerta / Risco

Quando sua ocorrência é incerta, sendo apenas um risco, no qual poderá ser

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Atributo Classificação Descrição

evitado com as devidas medidas de controle e monitoramento instaladas

Intensidade

Muito baixa A força com que o impacto ambiental deverá se manifestar sobre determinado compartimento ambiental Baixa Média Alta Muito Alta Importância

Muito baixa Importância do impacto ambiental quanto às condições prevalecentes no compartimento ambiental sobre o qual virá a se manifestar.

Baixa Média Alta Muito Alta

De acordo com a metodologia adotada, é elaborada a planilha de avaliação ambiental, onde estão listados os impactos ambientais ocorrentes por meio (físico, biótico e socioeconômico). A planilha é dividida em dois segmentos, quais sejam: (i) Composição da Magnitude; e, (ii) Atributos dos Impactos Ambientais. Para a composição da magnitude, tomando-se por base os componentes desta variável, são atribuídos valores de 1 (um) e 2 (dois) de acordo com seus aspectos mais relevantes. Assim, por exemplo, seja qual for o sentido de um determinado impacto, positivo (+) ou negativo (-), tem-se uma forma de incidência mais relevante caso ela seja direta (valor atribuído 2) do que indireta (valor atribuído 1). Do mesmo modo, a distributividade regional (2) é mais relevante do que local, do ponto de vista de impactos. O mesmo critério é utilizado para os demais atributos, tendo ao final os valores mostrados na Tabela 271.

Tabela 271. Valores para a composição da magnitude de um dado impacto ambiental.

Atributo Valor Atribuído

2 1

Forma de Incidência Direta Indireta Distributividade Regional Local Tempo de Incidência Imediato Mediato Prazo de Permanência Permanente Temporário

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Atributo Valor Atribuído

2 1

Mitigação Não Mitigável Mitigável

Ocorrência Certa Risco

A magnitude de cada um dos impactos é então calculada pela soma das características das variáveis, atribuindo-se a esta soma o sinal de positivo ou negativo, conforme seu sentido. Deste modo, a magnitude poderá assumir valores inteiros de 6 (menor valor) a 12 (maior valor), tanto para o sentido positivo quanto para o sentido negativo.

Para a utilização da magnitude no segundo segmento da planilha, é utilizada uma tabela de correspondência conforme a Tabela 272.

Tabela 272. Atribuição dos valores de magnitude de um dado impacto ambiental. Magnitude Primeiro Segmento Segundo Segmento 6 1 7 2 8 3 9 4 10 5 11 6 12 7

Para os valores de Intensidade e Importância, a equipe multidisciplinar determina seus valores usando critérios de Muito Pequeno (1), Pequeno (2), Médio (3), Grande (4), e Muito Grande (5).

A partir daí, é obtido um Valor de Relevância Global – VGR, que leva em consideração a magnitude, a intensidade e a importância de determinado impacto ambiental, avaliado através dos atributos dos impactos e da percepção dos técnicos de equipe multidisciplinar que analisaram o meio considerado.

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O Valor da Relevância Global (VRG) é então determinado pela multiplicação dos atributos encontrados no segundo segmento da planilha, atribuindo-se o sinal (positivo ou negativo) determinado pelo sentido no primeiro segmento da planilha.

Cabe ressaltar que estes valores têm caráter categórico e não numérico, e servem para reduzir a subjetividade da análise realizada pela equipe multidisciplinar.

A matriz de avaliação não tem a finalidade de contabilizar aritmeticamente os valores obtidos para cada um dos impactos identificados. Mas sim, pretende fornecer subsídios para hierarquizar estes impactos, a fim de orientar os debates entre a equipe multidisciplinar durante o processo de avaliação ambiental e, posteriormente, priorizar os planos ambientais, onde se incluem medidas de mitigação, otimização e compensação, visando à viabilidade ambiental do empreendimento.

8.2. Previsão dos Impactos Ambientais

Para a previsão/identificação dos possíveis impactos positivos e adversos para os meios físico, biótico e socioeconômico, decorrentes das obras de ampliação e posterior operação do Porto Itapoá, incialmente, foram identificadas as principais intervenções ambientais a serem realizadas. Após, partindo-se das intervenções ambientais, foram identificadas as consequentes alterações e impactos ambientais. Desta forma, com o objetivo de facilitar a análise ambiental, os impactos foram identificados em função do meio (físico, biótico ou socioeconômico) e sub-agrupados de acordo com a fase que poderá ocorrer, conforme solicitado pelo Termo de Referência deste estudo.

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8.2.1. Meio Físico

8.2.1.1. Fase de Instalação / Ampliação do Porto Itapoá

Para a fase de ampliação do Porto Itapoá foram identificadas as seguintes intervenções:

 Supressão de Vegetação;  Terraplanagem;

 Obras Civis Terrestres;  Obras Civis Aquáticas.

As alterações ambientais, bem como os impactos ambientais sobre o meio físico, gerados durante as intervenções supracitadas são apresentados nos Fluxos Relacionais de Eventos Ambientais – FREA’s a seguir (Figura 953, Figura 954, Figura 955 e Figura 956).

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Figura 953. Fluxo Relacional de Eventos Ambientais para a intervenção ambiental "Supressão da Vegetação", para os impactos sobre o meio físico durante as obras de ampliação do Porto Itapoá.

Figura 954. Fluxo Relacional de Eventos Ambientais para a intervenção ambiental "Terraplanagem", para os impactos sobre o meio físico durante as obras de ampliação do Porto Itapoá.

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Figura 955. Fluxo Relacional de Eventos Ambientais para a intervenção ambiental "Obras Civis Terrestres", para os impactos sobre o meio físico durante as obras de ampliação do Porto Itapoá.

Figura 956. Fluxo Relacional de Eventos Ambientais para a intervenção ambiental "Obras Civis Aquáticas", para os impactos sobre o meio físico durante as obras de ampliação do Porto Itapoá.

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8.2.1.2. Fase de Operação após Ampliação do Porto Itapoá

Para a fase de operação após a ampliação do Porto Itapoá foram identificadas as seguintes intervenções com implicações sobre o meio físico:

 Ampliação do Pátio;  Ampliação do Píer.

As alterações ambientais, bem como os impactos ambientais sobre o meio físico, gerados durante as intervenções supracitadas são apresentados nos Fluxos Relacionais de Eventos Ambientais – FREA’s a seguir (Figura 957 e Figura 958).

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Figura 957. Fluxo Relacional de Eventos Ambientais para a intervenção ambiental "Ampliação do Pátio", para os impactos sobre o meio físico durante as obras de ampliação do Porto Itapoá.

Figura 958. Fluxo Relacional de Eventos Ambientais para a intervenção ambiental "Ampliação do Píer", para os impactos sobre o meio físico durante as obras de ampliação do Porto Itapoá.

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8.2.2. Meio Biótico

8.2.2.1. Fase de Instalação / Ampliação do Porto Itapoá

Para a fase de ampliação do Porto Itapoá foram identificadas as seguintes intervenções:

 Supressão de Vegetação;  Terraplanagem;

 Obras Civis Terrestres;  Obras Civis Aquáticas.

As alterações ambientais, bem como os impactos ambientais sobre o meio biótico, gerados durante as intervenções supracitadas são apresentados nos Fluxos Relacionais de Eventos Ambientais – FREA’s a seguir (Figura 959, Figura 960, Figura 961 e Figura 962).

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Figura 959. Fluxo Relacional de Eventos Ambientais para a intervenção ambiental "Supressão da Vegetação", para os impactos sobre o meio biótico durante as obras de ampliação do Porto Itapoá.

Figura 960. Fluxo Relacional de Eventos Ambientais para a intervenção ambiental "Terraplanagem", para os impactos sobre o meio biótico durante as obras de ampliação do Porto Itapoá.

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Figura 961. Fluxo Relacional de Eventos Ambientais para a intervenção ambiental "Obras Civis Terrestres", para os impactos sobre o meio biótico durante as obras de ampliação do Porto Itapoá.

Figura 962. Fluxo Relacional de Eventos Ambientais para a intervenção ambiental "Obras Civis Aquáticas", para os impactos sobre o meio biótico durante as obras de ampliação do Porto Itapoá.

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8.2.2.2. Fase de Operação após Ampliação do Porto Itapoá

Para a fase de operação após a ampliação do Porto Itapoá foi identificada a seguinte intervenção com implicações sobre o meio biótico:

 Estruturas em Água.

As alterações ambientais, bem como os impactos ambientais sobre o meio biótico, gerados durante a intervenção supracitada são apresentadas no Fluxo Relacional de Eventos Ambientais – FREA’s a seguir (Figura 963).

Figura 963. Fluxo Relacional de Eventos Ambientais para a intervenção ambiental "Estruturas em Água", para os impactos sobre o meio biótico durante as obras de ampliação do Porto Itapoá.

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8.2.3. Meio Socioeconômico

8.2.3.1. Fase de Instalação / Ampliação do Porto Itapoá

Para a fase de ampliação do Porto Itapoá foram identificadas as seguintes intervenções:

 Supressão de Vegetação;  Terraplanagem;

 Obras Civis Terrestres;  Obras Civis Aquáticas.

As alterações ambientais, bem como os impactos ambientais sobre o meio socioeconômico, gerados durante as intervenções supracitadas são apresentados nos Fluxos Relacionais de Eventos Ambientais – FREA’s a seguir (Figura 964, Figura 965, Figura 966 e Figura 967).

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Figura 964. Fluxo Relacional de Eventos Ambientais para a intervenção ambiental "Supressão da Vegetação", para os impactos sobre o meio socioeconômico durante as obras de ampliação do Porto Itapoá.

Figura 965. Fluxo Relacional de Eventos Ambientais para a intervenção ambiental "Terraplanagem", para os impactos sobre o meio socioeconômico durante as obras de ampliação do Porto Itapoá.

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Figura 966. Fluxo Relacional de Eventos Ambientais para a intervenção ambiental "Obras Civis Terrestres", para os impactos sobre o meio socioeconômico durante as obras de ampliação do Porto Itapoá.

Figura 967. Fluxo Relacional de Eventos Ambientais para a intervenção ambiental "Obras Civis Aquáticas", para os impactos sobre o meio socioeconômico durante as obras de ampliação do Porto Itapoá.

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8.2.3.2. Fase de Operação após Ampliação do Porto Itapoá

Para a fase de operação após a ampliação do Porto Itapoá foram identificadas as seguintes intervenções com implicações sobre o meio socioeconômico:

 Estruturas em Água;

 Aumento da Oferta de Serviços Portuários;  Aumento da Movimentação de Cargas;

 Capacitação do Porto Itapoá para Receber Navios da 5ª Geração.

As alterações ambientais, bem como os impactos ambientais sobre o meio ocioeconômico, gerados durante as intervenções supracitadas são apresentados nos Fluxos Relacionais de Eventos Ambientais – FREA’s a seguir (Figura 968, Figura 969, Figura 970 e Figura 971).

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Figura 968. Fluxo Relacional de Eventos Ambientais para a intervenção ambiental "Estruturas em Água", para os impactos sobre o meio socioeconômico durante as obras de ampliação do Porto Itapoá.

Figura 969. Fluxo Relacional de Eventos Ambientais para a intervenção ambiental "Aumento da Oferta de Serviços Portuários", para os impactos sobre o meio socioeconômico durante as obras de ampliação do Porto Itapoá.

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Figura 970. Fluxo Relacional de Eventos Ambientais para a intervenção ambiental "Aumento da Movimentação de Cargas", para os impactos sobre o meio socioeconômico durante as obras de ampliação do Porto Itapoá.

Figura 971. Fluxo Relacional de Eventos Ambientais para a intervenção ambiental "Capacitação do Porto Itapoá para Receber Navios da 5ª Geração", para os impactos sobre o meio socioeconômico durante as obras de ampliação do Porto Itapoá.

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8.3. Avaliação dos Impactos Ambientais

Após a identificação e previsão dos impactos ambientais, foi realizada a descrição destes impactos agrupados em função do meio afetado (físico, biótico e socioeconômico). Destaca-se que para cada impacto descrito estão associadas medidas de mitigação e de controle possíveis de serem implementadas. Também, se relaciona os programas ambientais recomendados, os quais pretendem acompanhar/mensurar/monitorar os potenciais impactos adversos, ou então, monitorar a eficiência das medidas de controle e/ou mitigação a serem adotadas.

8.3.1. Meio Físico

8.3.1.1. Fase de Instalação / Ampliação do Porto Itapoá

Os impactos ambientais considerados pela presente análise, e que deverão ocorrer na fase de ampliação do Porto Itapoá com implicações sobre o meio físico, conforme previstos anteriormente e apresentados nos Fluxos Relacionais de Eventos Ambientais - FREA’s, foram os seguintes:

a) Aumento dos Níveis de Pressão Sonora; b) Aumento dos Processos Erosivos;

c) Aumento dos Níveis de Turbidez; d) Redução da Qualidade do Ar;

e) Redução da Recarga do Lençol Freático;

f) Aumento da Velocidade de Escoamento das Águas Superficiais; g) Redução da Qualidade das Águas Superficiais e Subterrâneas; h) Aumento de Vibrações do Solo;

i) Aumento dos Ruídos Subaquáticos.

Os impactos identificados para o meio físico são descritos a seguir, sendo relacionadas as intervenções e alterações geradoras, assim como são sugeridas as medidas de prevenção, mitigação, controle e monitoramento.

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a) Aumento dos Níveis de Pressão Sonora

A utilização de equipamentos como motosserra e tratores para a supressão da vegetação, a movimentação de máquinas, equipamentos e veículos pesados durante as atividades de terraplanagem, bem como as atividades relacionadas às obras civis terrestres e em água, como, por exemplo, o estaqueamento para o preparo das fundações da obra, o funcionamento das pontes rolantes para o transporte das estruturas da ponte e do cais, acarretarão no aumento dos níveis de ruído na área das obras e seu entorno. Os níveis de pressão sonora medidos na área para a elaboração do diagnóstico, de acordo com as médias ponderadas obtidas durante o período amostral, estiveram entre 47 e 67 dB[A], sendo os maiores níveis obtidos nas áreas com maior circulação de veículos. Os pontos amostrais apresentaram-se dentro dos limites aceitáveis, com exceção do ponto #10, localizado numa área com maior concentração urbana e distante cerca de 1,5 km do Porto Itapoá, que ultrapassou o limite estabelecido conforme a NBR 10.151. Vale destacar que o ponto #10 encontra-se em uma área classificada como área mista, predominantemente residencial, onde o limite estabelecido é de 55 dB, ou seja, inferior ao limite da zona onde se encontram os demais pontos amostrais, localizados na Área Predominantemente Industrial, cujo limite é de 70 dB.

Desta forma, este impacto é avaliado como:  Natureza: Negativo;

 Forma de Incidência: Direto;  Distributividade: Local;

 Tempo de Incidência: Imediato;  Prazo de Permanência: Temporário;  Mitigação: Mitigável;

 Ocorrência: Certa;  Intensidade: Pequena;  Importância: Média.

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 A atividade de supressão vegetacional deverá ser iniciada em pequena intensidade utilizando-se para tal a técnica de desmate com o uso de motosserra, para posteriormente ser empregada a técnica de desmate com equipamentos de maior porte, como tratores;

 A supressão da vegetação deverá ser realizada em período diurno, em horário comercial, devido aos altos níveis de pressão sonora, inerentes à atividade;  Os trabalhadores deverão utilizar equipamentos de proteção individual –

EPI’s, incluindo proteção auricular;

 Como medida mitigadora para o impacto do desconforto causado pela intensificação do tráfego e operação de caminhões, movimentação de máquinas e equipamentos, sugere-se que as atividades de transporte de material terrígeno e de terraplenagem sejam executadas em período diurno, em horário comercial. Os equipamentos envolvidos deverão ser verificados quanto à integridade dos sistemas de controle de emissões de ruídos (abafadores e silenciadores) e regulagem das bombas injetoras, através de manutenções periódicas;

 Os equipamentos a serem utilizados nas atividades de estaqueamento, bem como no transporte de materiais, deverão estar em perfeitas condições, com revisões frequentes e atualizadas, pois desta forma geram menos ruídos. No gerenciamento das obras, também se deve respeitar o horário comercial para a execução de intervenções que são geradoras de altos níveis de pressão sonora;

 Utilizar de outros potenciais atenuadores de ruídos, como a colocação de algum tipo de tecido resistente no topo das estacas ou na base do “martelo” pode amortecer o impacto e reduzir o ruído;

 Sugere-se também que os veículos pesados trafeguem por rota previamente estabelecida que evitem áreas residenciais, portanto, que trafeguem através da SC-417, SC-416, Estrada José Alves e Via de Acesso Portuária B1.

Como programas de controle e monitoramento deste impacto são sugeridos os seguintes:

 Programa de Monitoramento dos Níveis de Pressão Sonora;  Programa Ambiental da Construção – PAC.

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b) Aumento dos Processos Erosivos; c) Aumento dos Níveis de Turbidez

As intervenções relacionadas às atividades de supressão da vegetação e terraplanagem deixarão o solo temporariamente exposto, o qual poderá sofrer pequenas erosões e/ou lixiviamento/carreamento por fatores físicos, especialmente quando da ocorrência de precipitações mais intensas. O processo erosivo e de carreamento de material terrígeno na área do empreendimento poderá, também, acarretar no transporte de sedimentos para os cursos d’água próximos ao empreendimento que desaguam na baía da Babitonga. Este material terrígeno poderá ocasionar um aumento da turbidez da água, apesar de que tal impacto pode ser mitigado ou até mesmo totalmente eliminado com a adoção de medidas de controle efetivas. Entretanto, é importante ressaltar que nenhum curso d’água natural encontra-se adjacente à área de intervenção, com exceção de um pequeno canal de drenagem artificial. O rio Pequeno, que corta a área do empreendimento, e deságua na baía da Babitonga, terá toda a Área de Preservação Permanente – APP preservada, o que certamente mitigará os efeitos deste potencial impacto. Além disso, de acordo com a Carta de Risco Geotécnico apresentada no diagnóstico deste estudo, a área não apresenta suscetibilidade geotécnica, ou seja, a suscetibilidade à escorregamentos é nula. Nas áreas com suscetibilidade nula, o perigo de ocorrência de movimentação gravitacional de massa é inexistente devido os terrenos serem muito planos, não permitindo o fluxo rápido de massas de solo pelo efeito da gravidade. Ainda, observa-se, o solo é constituído predominantemente de areia originária dos processos trans-regressivos marinhos do passado, o que reduz os efeitos de aumento da turbidez quando carreados para os cursos d’água. Portanto, com as devidas medidas de mitigação e controle implantadas na área do terreno, estes impactos podem ser facilmente evitados.

Desta forma, estes impactos são avaliados como:  Natureza: Negativos;

 Forma de Incidência: Direto (b) e Indireto (c);  Distributividade: Locais;

 Tempo de Incidência: Imediatos;  Prazo de Permanência: Temporários;

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 Mitigação: Mitigáveis;

 Ocorrência: Certo (b) e Risco (c);

 Intensidade: Pequena (b) e Muito Pequena (c);  Importância: Pequena (b) e Média (c).

As medidas de mitigação e controle para este impacto são as seguintes:

 Como medida mitigadora para o impacto do carreamento de sedimentos para os corpos hídricos sugere-se que nas áreas de drenagem natural do terreno sejam instalados, com o próprio material de terraplenagem, taludes e bacias de contenção para os escoamentos superficiais, reduzindo sua velocidade para que os sedimentos transportados em suspensão ou por arraste sejam retidos. Deverão ser utilizadas também telas e mantas de proteção para evitar o carreamento de sedimento através da ação dos ventos;

 Além disso, para recuperar e controlar as áreas que já apresentam indícios de processos erosivos, as mesmas devem ser revestidas através do plantio de vegetação ou até mesmo com dissipadores de energia com o material do próprio terreno ou de concreto, como por exemplo, filtros separadores de brita, e até mesmo madeira/troncos gerados na supressão da vegetação, conforme o caso.

Como programas de controle e monitoramento deste impacto são sugeridos os seguintes:

 Programa Ambiental da Construção – PAC;

 Programa de Monitoramento da Qualidade dos Cursos D’água.

 Programa de Monitoramento da Qualidade das Águas da Baía da Babitonga.

d) Redução da Qualidade do Ar

O trânsito de caminhões para o transporte de solo tende a gerar, sob a ação do vento, material fino (poeira), que acaba entrando em suspensão no ar. Outro aspecto relacionado à deterioração da qualidade atmosférica diz respeito ao método de funcionamento dos caminhões, máquinas e equipamentos, que por

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utilizarem combustíveis fósseis, emanam gases contaminantes acarretando na redução da qualidade do ar.

Entretanto, é importante considerar que o empreendimento está localizado em região pouco habitada e que possui acesso direto para possíveis áreas de bota-fora e jazidas de material terrígeno através das rodovias SC-416 e SC-417. Segundo apontado no diagnóstico da qualidade do ar elaborado para este estudo, os valores dos parâmetros analisados nos pontos amostrais durante as campanhas realizadas mostraram que a qualidade do ar na área do entorno do Porto Itapoá, atendem aos padrões estabelecidos na legislação brasileira. Conforme a classificação da CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo), a qualidade do ar na área mais próxima ao empreendimento (ponto amostral #1) é considerada regular devido ao material particulado. Ainda, observa-se que grande parte da área que compreende a expansão da retroárea é “revestida” de vegetação, o que certamente mitiga a dissipação de gases contaminantes. Também, destaca-se a constante presença de ventos litorâneos na área de estudo, que explicam os baixos valores encontrados de contaminantes nas medições atmosféricas, já que estes ventos os dissipam com maior facilidade. Segundo dados do diagnóstico, o Material Particulado em Suspensão encontrado nas análises do ar é de origem natural (terrígena), não oferecendo riscos para a saúde pública ou para o meio ambiente.

Desta forma, este impacto é avaliado como:  Natureza: Negativo;

 Forma de Incidência: Direto;  Distributividade: Local;

 Tempo de Incidência: Imediato;  Prazo de Permanência: Temporário;  Mitigação: Mitigável;

 Ocorrência: Certa;  Intensidade: Pequena;  Importância: Média.

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As medidas de mitigação e controle para este impacto são as seguintes:

 Todo material terrígeno, ao ser transportado, deverá ser coberto com lonas especiais para evitar sua suspensão no ar (poeira), bem como seu acúmulo sobre as vias públicas. Nas avaliações das condições das vias, deverão ser adotadas medidas para a aspersão de água, especialmente nos dias de maior insolação e em períodos de estiagem ao longo das vias não pavimentadas, como forma de promover um abatimento do material pulverulento;

 Inspeção e manutenção preventiva nos veículos que operarão nas obras de ampliação do Porto Itapoá.

Como programas de controle e monitoramento deste impacto são sugeridos os seguintes:

 Programa Ambiental da Construção – PAC;

 Programa de Monitoramento da Qualidade do Ar.

e) Redução da Recarga do Lençol Freático; f) Aumento da Velocidade de Escoamento das Águas Superficiais

A impermeabilização, bem como a compactação do solo provocará a alteração da dinâmica de recarga do lençol freático na área diretamente afetada pelo empreendimento. Além disso, a redução da capacidade de infiltração do solo das águas pluviais decorrerá num aumento da velocidade de escoamento dessas até o corpo receptor, podendo ocasionar o aumento da erosão em áreas marginais. Entretanto, estes impactos podem ser facilmente mitigados através de medidas como a utilização de pavimentos mais permeáveis em áreas onde não há risco de vazamento de produtos perigosos, e a instalação de um reservatório de águas pluviais destinado ao amortecimento de vazões de pico, minimizando assim os efeitos de aumento de vazão superficial sobre a superfície impermeabilizada. É importante destacar que, segundo os cálculos realizados pela empresa LPC Latina para o projeto de dimensionamento do sistema de drenagem, por se tratar de uma área plana e, consequentemente, com baixas velocidades de

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escoamento, não haverá necessidade de utilização de sistemas de amortecimento das águas.

Desta forma, estes impactos são avaliados como:  Natureza: Negativos;

 Forma de Incidência: Diretos;  Distributividade: Locais;

 Tempo de Incidência: Imediatos;  Prazo de Permanência: Permanentes;  Mitigação: Mitigáveis;

 Ocorrência: Certos;  Intensidade: Pequena;  Importância: Média.

As medidas de mitigação e controle para este impacto são as seguintes:

 Com intuito de mitigar a redução da infiltração nos solo das águas pluviais, reduzindo assim a recarga local do lençol freático, propõe-se que sejam adotados pavimentos permeáveis nas áreas administrativas, bem como nas áreas onde não exista risco de contaminação através de vazamento de produtos perigosos;

 Para a mitigação do aumento da velocidade do escoamento das águas superficiais, o sistema de drenagem do empreendimento deverá conter galerias e/ou reservatório de águas pluviais destinados ao amortecimento de vazões de pico, minimizando assim os efeitos de aumento de vazão superficial.

Como programa de controle e monitoramento deste impacto é sugerido o seguinte:

 Programa de Monitoramento das Águas Subterrâneas, com ênfase no monitoramento do nível do lençol freático.

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g) Redução da Qualidade das Águas Superficiais e Subterrâneas

As atividades de instalação do empreendimento, principalmente junto ao canteiro de obras, serão responsáveis pela geração de resíduos sólidos e efluentes sanitários. Haverá ainda contribuição de resíduos classificados como perigosos (p. ex.: efluentes provenientes de oficinas), os quais deverão ter um procedimento adequado de coleta, armazenamento e destinação. Não havendo o controle e tratamento adequado destes resíduos e efluentes, considera-se a possibilidade de ocorrer uma contaminação das águas superficiais na área do entorno do empreendimento (baía da Babitonga, canal de drenagem, e rio Pequeno) e das águas subterrâneas. De forma geral, os padrões de qualidade de água dos recursos hídricos localizados na área de influência direta do Porto Itapoá, assim como na área diretamente afetada, apresentaram padrão variável, provavelmente devido as condições ambientais e climáticas locais. Os cursos d’água analisados para esta caracterização possuem alto conteúdo de matéria orgânica, baixa dinâmica e estão localizados em locais com pouca ocupação, o que leva a sugerir que os parâmetros ali analisados não caracterizam aporte antropogênico. Sobre a qualidade das águas da baía da Babitonga, a maioria dos parâmetros citados na Resolução CONAMA Nº 357/2005 - Águas Salinas Classe 1, levando em consideração os padrões para corpos de água onde haja pesca ou cultivo de organismos para fins de consumo intensivo, estiveram dentro dos limites estabelecidos pela norma legal. Em relação ao diagnóstico da qualidade das águas subterrâneas, os níveis de alumínio, ferro e manganês foram superiores aos limites estabelecidos pela Resolução CONAMA No 396/2008 em todos os poços monitorados.

Desta forma, este impacto é avaliado como:  Natureza: Negativo;

 Forma de Incidência: Direto;  Distributividade: Local;

 Tempo de Incidência: Imediato;  Prazo de Permanência: Reversível;  Mitigação: Mitigável;

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 Intensidade: Média;  Importância: Grande.

As medidas de mitigação e controle para este impacto são as seguintes:

 Para a destinação dos efluentes sanitários deverá ser instalada exclusivamente para o canteiro de obras uma estação compacta de tratamento de esgoto;

 Deverão ser adotados procedimentos de manuseio dos resíduos sólidos através de um Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil. Sugere-se a instalação de uma Central de Resíduos específica para os resíduos vinculados às obras de ampliação, que deverá possuir sistema de contenção e controle ambiental;

 O empreendedor deverá qualificar previamente prestadores de serviços para coleta/transporte de resíduos e destinos finais, atentando aos procedimentos estabelecidos no Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil - PGRCC, tendo assim uma série de prestadores de serviço previamente qualificados para cada tipo de resíduo e devidamente licenciados pelos órgãos ambientais competentes;

 Deverá ser adotado sistema de prevenção contra vazamentos de óleos combustíveis e/ou lubrificantes de máquinas e equipamentos utilizados nas obras civis junto a margem a região aquática, com adoção de equipamentos e equipe para atendimento imediato em situação de vazamentos;

 Deverão ser instaladas bacias de contenção nos locais onde ocorrerão o abastecimento de máquinas e equipamentos das obras.

Como programas de controle e monitoramento deste impacto são sugeridos os seguintes:

 Programa Ambiental da Construção - PAC;

 Programa de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil - PGRCC;

 Programa de Monitoramento da Eficiência da Estação de Tratamento de Efluentes - ETE;

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 Programa de Monitoramento da Qualidade dos Cursos D’Água;  Programa de Monitoramento das Águas Subterrâneas.

h) Aumento de Vibrações do Solo

As técnicas adotadas nas atividades de estaqueamento para o preparo das fundações da obra são responsáveis muitas vezes pela geração de altos níveis de vibração do solo, principalmente em decorrência de determinados métodos e equipamentos utilizados. A variedade de sistemas, equipamentos e, principalmente, de processos executivos é enorme, restando o desafio de identificar a maneira mais adequada de acordo com as peculiaridades da obra e do terreno. Alguns métodos de execução de estacas in loco ou até mesmo métodos de estaqueamento de estacas pré-moldadas (p. ex.: a prensagem), evitam a geração de vibrações. Outro aspecto envolvido diz respeito à necessidade de transporte de insumos inerentes aos processos da construção civil. Estes insumos são transportados até o local da obra por veículos pesados (caminhões) que são fontes de vibração que podem danificar as estruturas civis nas áreas adjacentes às rotas utilizadas. Contudo, os caminhões que se dirigirem à área deverão trafegar por uma rota que atravessa área com menor ocupação residencial. Além do incômodo, as vibrações podem causar danos estruturais em edificações no entorno do local das obras. Ou seja, elas podem propagar-se ao longo do solo, e chegar nas fundações de construções adjacentes.

Desta forma, este impacto é avaliado como:  Natureza: Negativo;

 Forma de Incidência: Direto;  Distributividade: Local;

 Tempo de Incidência: Imediato;  Prazo de Permanência: Temporário;  Mitigação: Mitigável;

 Ocorrência: Certo;  Intensidade: Média;  Importância: Grande.

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As medidas de mitigação e controle para este impacto são as seguintes:

 É aconselhável que o empreendedor realize um inventário prévio ao início das obras, com base em vistorias técnicas nas edificações situadas no entorno da obra, com registros fotográficos e anotações técnicas da integridade das estruturas. Esse material permitirá, também, o monitoramento das edificações, ao longo das obras, principalmente naquelas em que forem identificados problemas estruturais, portanto, mais suscetíveis às vibrações;  O controle das influências vibratórias deverá ser monitorado durante as

atividades de instalação do empreendimento, de acordo com a norma DIN 4150 parte 3 (1975);

 Sugere-se também que os veículos pesados trafeguem por rota previamente estabelecida evitando áreas residenciais, portanto, que trafeguem através da SC-417, SC-416, Estrada José Alves e Via de Acesso Portuária B1.

Como programa de controle e monitoramento deste impacto é sugerido o seguinte:

 Programa de Monitoramento das Vibrações e Integridade das Edificações.

i) Aumento dos Ruídos Subaquáticos

As atividades de estaqueamento no ambiente aquático para a ampliação do píer e cais irão ocasionar o aumento dos níveis de ruídos subaquáticos. Este impacto, por sua vez, ocasionará outros impactos, como o afugentamento temporário dos organismos nectônicos (especialmente peixes e crustáceos) e a perturbação sonora sobre os cetáceos, os quais serão descritos no item relativo aos impactos sobre o meio biótico.

Desta forma, este impacto é avaliado como:  Natureza: Negativo;

 Forma de Incidência: Direto;  Distributividade: Local;

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 Prazo de Permanência: Temporário;  Mitigação: Mitigável;

 Ocorrência: Certo;  Intensidade: Média;  Importância: Média.

As medidas de mitigação e controle para este impacto são as seguintes:

 Recomenda-se, em relação ao aumento dos níveis de pressão sonora subaquática: (i) procedimento de aumento gradual (soft start ou ramp up), ou seja, iniciar as atividades com níveis de ruídos mais reduzidos permitindo que a fauna abandone as áreas temporariamente para evitar o risco de lesões graves; (ii) utilizar cortinas de bolha ao redor das estacas durante o processo de cravação das estruturas do píer. As cortinas de bolhas atenuam os níveis sonoros por atenuação e reflexão, e, consequentemente, permitem uma maior área potencial de ocupação dos animais do que seria, sem o uso das cortinas; e, (iii) utilizar de outros potenciais atenuadores de ruídos, como a colocação de algum tipo de tecido resistente no topo das estacas ou na base do “martelo” pode amortecer o impacto e reduzir o ruído.

Como programa de controle e monitoramento deste impacto é sugerido o seguinte:

 Programa de Monitoramento dos Ruídos Subaquáticos. 8.3.1.2. Fase de Operação após Ampliação do Porto Itapoá

Os impactos ambientais considerados pela presente análise que deverão ocorrer na fase de operação após ampliação do Porto Itapoá, com implicações sobre o meio físico, conforme previstos anteriormente e apresentados nos Fluxos Relacionais de Eventos Ambientais – FREA’s, foram os seguintes:

a) Aumento dos Níveis de Pressão Sonora; b) Redução da Qualidade do Ar;

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c) Aumento dos Processos Erosivos e Deposicionais; d) Redução da Qualidade das Águas Subterrâneas; e) Redução da Qualidade das Águas Superficiais;

f) Redução da Qualidade dos Sedimentos da Baía da Babitonga.

a) Aumento dos Níveis de Pressão Sonora; b) Redução da Qualidade do Ar

A movimentação de cargas, tanto para despacho como para recebimento, é realizada através de contêineres que são transportados por caminhões com carretas próprias. O aumento de tráfego destes veículos na operação do Terminal Portuário irá ocasionar um aumento no fluxo do trânsito implicando no aumento dos níveis de ruído e nas emissões atmosféricas por onde trafegam estes caminhões. Entretanto, é importante considerar que o empreendimento possui uma rota inserida em região pouco habitada, possuindo acesso direto através das rodovias SC-416 e SC-417, da Estrada José Alves e, posteriormente, a Via de Acesso Portuária B1. Além disso, como já exposto, os níveis de pressão sonora medidos na área de influência direta do Porto Itapoá, de acordo com as médias ponderadas obtidas durante o período amostral, estiveram entre 47 e 67 dB[A], sendo os maiores níveis localizados nas áreas com maior circulação de veículos. Os pontos amostrais apresentaram-se dentro dos limites aceitáveis, com exceção do ponto #10, localizado numa área com maior adensamento urbano e distante cerca de 1,5 km do Porto Itapoá, que ultrapassou o limite estabelecido conforme a NBR 10.151. Vale destacar que o ponto amostral #10 encontra-se localizado em uma área classificada como zona mista, predominantemente residencial, onde o limite estabelecido é de 55 dB, ou seja, inferior ao limite dos demais pontos amostrais, situados em Zona Predominantemente Industrial, cujo limite é de 70 dB. Em relação à qualidade do ar, segundo apontado no diagnóstico elaborado para este estudo, os valores dos parâmetros analisados nos pontos amostrais nas campanhas realizadas mostraram que a qualidade do ar na área do entorno do Porto Itapoá, atendem aos padrões estabelecidos na legislação brasileira. Conforme a classificação da CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo), a qualidade do ar na área do empreendimento (pontos amostrais #7 e #08) é

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considerada regular devido ao material particulado. Ainda, observa-se que grande parte da área que compreende a expansão da retroárea é “revestida” de vegetação, o que certamente mitiga a dissipação de gases contaminantes. Também, destaca-se a constante presença de ventos litorâneos na área de estudo, que explicam os baixos valores encontrados de contaminantes nas medições atmosféricas, já que estes ventos os dissipam com maior facilidade. Desta forma, estes impactos são avaliados como:

 Natureza: Negativos;

 Forma de Incidência: Diretos;  Distributividade: Locais;

 Tempo de Incidência: Imediatos;  Prazo de Permanência: Temporários;  Mitigação: Mitigáveis;

 Ocorrência: Certos;  Intensidade: Pequena;  Importância: Média.

As medidas de mitigação e controle para este impacto são as seguintes:

 Atender a todas as normas de segurança inerentes à segurança e gestão ambiental em terminais portuários privativos, com a adoção de um programa interno de inspeção dos veículos prestadores de serviços e um mecanismo de notificação/comunicação para a contínua manutenção destes veículos;

 Sugere-se também que os veículos pesados trafeguem por rota previamente estabelecida e que evitem áreas residenciais, portanto, que trafeguem através da SC-417, SC-416, Estrada José Alves e Via de Acesso Portuária B1. Como programas de controle e monitoramento deste impacto são sugeridos os seguintes:

 Programa de Monitoramento dos Níveis de Pressão Sonora;  Programa de Monitoramento da Qualidade do Ar.

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c) Aumento dos Processos Erosivos e Deposicionais

O estudo desenvolvido para analisar possíveis impactos na hidro-morfodinâmica decorrentes da ampliação das obras de mar nas instalações do Porto Itapoá, utilizou a ferramenta da modelagem numérica simulando cenários do píer após às obras de ampliação. O modelo foi executado para o Cenário Atual (píer atual) e Cenário Ampliado (com e sem navios atracados), com o objetivo de avaliar os potenciais impactos gerados pelo empreendimento na hidrodinâmica, na propagação de ondas e, também, nas mudanças morfológicas da costa. Os resultados das simulações mostraram que, com a instalação/adequação das estruturas de mar, as correntes sofrem atenuação máxima de -0,65 m/s e intensificação máxima de 1,05 m/s, tanto em situação de maré enchente quanto em maré vazante, sendo a atenuação mais pronunciada observada durante situação de maré vazante de sizígia, atingindo um máximo de atenuação de -1,5 m/s e intensificação de 3,00 m/s. Para a propagação de ondas de NE foi observada uma atenuação máxima de -0,24 m na altura de onda, para o caso extremo simulado dessa direção (Hs = 3,44 m, Tp = 5,8 s e Dir = 45°). Para as demais direções simuladas foi observada uma variação inferior a 0,15 m, variação essa insuficiente para gerar qualquer alteração nos padrões de transporte de sedimentos ou mudanças morfológicas na região. Portanto, os estudos demonstram que somente para as ondas provenientes de nordeste poderá haver uma diminuição na energia de onda devido às novas estruturas de mar, favorecendo desta forma os processos de deposição de sedimentos no local. A análise dos potenciais impactos na morfologia litorânea após um ano de simulação demonstrou a possibilidade de ocorrer uma erosão máxima -5,00 metros e a deposição máxima de 5,00 metros. Estas variações morfológicas estão de acordo com as simulações hidrodinâmicas realizadas para a região de ampliação/adequação das estruturas de mar do Porto Itapoá. Cabe observar que as variações morfológicas ocorridas pela ampliação da estrutura de mar não deverão ser maiores do que aquelas observadas para a instalação do píer atual, como demonstrado pelos estudos de CPE (2010).

Os estudos do Programa de Monitoramento da Evolução e da Morfologia da Linha de Costa do Porto Itapoá, os quais vêm sendo realizados desde o mês de

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setembro de 2006, em aproximadamente 2 Km de praias adjacentes ao terminal portuário, através de perfis planialtimétricos praiais e de fotointerpretação de fotografias aéreas e imagens de satélites históricas (1956, 1978, 1995, 2006, 2007 e 2012), demonstram que esta área apresenta, naturalmente, grande variabilidade de posição da linha de costa. As comparações por fotointerpretação das imagens históricas demonstram que tais variações na área de estudo vêm ocorrendo na ordem de dezenas de metros antes mesmo do início das obras de instalação do Porto Itapoá, representando, em sua maioria, em saldos de retração da linha de costa. Cabe ainda destacar que na região costeira adjacente, mais especificamente na zona de inflexão da baía da Babitonga, as retrações da linha de costa já alcançaram valores na ordem de centenas de metros.

Quanto aos resultados dos estudos planialtimétricos praiais realizados entre 2006 e 2013, embora as evidências sugiram haver uma tendência erosiva para a área monitorada, constatou-se também a existência de períodos com saldos totais positivos de balanço sedimentar e largura praial, o que indica certa ciclicidade dos processos erosivos/deposicionais para a área monitorada, corroborando os dados históricos existentes para a região (RIOINTERPORT & ACQUAPLAN, 2007). Cabe destacar que as praias protegidas pelas estruturas da ponte e do píer de atracação do terminal portuário representaram o segmento costeiro com a maior estabilidade e/ou progradação da linha de costa, o que também já foi prognosticado por estudos pretéritos de modelagem numérica (CPE, 2010).

Contextualizando os estudos supracitados, bem como alguns estudos pretéritos, os processos erosivos/deposicionais da linha de costa podem estar relacionados tanto a processos naturais, como é o caso de processos hidro/morfodinâmicos característicos de praias associadas às desembocaduras estuarinas e condições climatológicas (incidência de fenômenos El Niño/La Niña); quanto também por ocupação desordenada da orla e das obras de dragagem do canal de acesso da baía da Babitonga ao Porto de São Francisco do Sul. No entanto, a determinação do percentual de cada fator não pode ser feita com precisão, uma vez que a evolução morfodinâmica de ambientes costeiros depende de uma série de retroalimentações positivas e negativas entre a morfologia e a dinâmica.

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Desta forma, este impacto é avaliado como:  Natureza: Negativo;

 Forma de Incidência: Direto;  Distributividade: Local;

 Tempo de Incidência: Mediato;  Prazo de Permanência: Permanente;  Mitigação: Mitigável;

 Ocorrência: Certo;

 Intensidade: Muito pequena;  Importância: Grande.

Como medida de mitigação sugere-se:

 Caso forem observadas, após a ampliação das estruturas de mar do Porto Itapoá, processos de retração/erosão ao longo da linha de costa, sugere-se que sejam realizados procedimentos de alimentação artificial de praias, com sedimentos tenham características granulométricas similares ao sedimento nativo. Além disso, concomitantemente a este procedimento, indica-se a recuperação da vegetação fixadora de dunas com intuito de auxiliar a estabilidade do balanço sedimentar costeiro. De qualquer forma, tais atividades somente seriam realizadas após um período de monitoramento que comprove que tal retração é decorrente das novas estruturas e da atividade operacional, cujos resultados seriam analisados juntamente com a equipe da COPAH/DILIC/IBAMA.

Como programas de controle e monitoramento deste impacto são sugeridos os seguintes:

 Programa de Monitoramento da Evolução da Linha de Costa e da Morfologia Praial;

 Programa de Monitoramento dos Parâmetros Oceanográficos;  Programa de Monitoramento das Praias.

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d) Redução da Qualidade das Águas Subterrâneas; e) Redução da Qualidade das Águas Superficiais; f) Redução da Qualidade dos Sedimentos

A incorreta disposição e tratamento dos efluentes e resíduos sólidos, pode acarretar numa possível contaminação das águas subterrâneas, superficiais, bem como dos sedimentos submersos na área de influência direta do empreendimento. Além disso, possíveis acidentes com embarcações atracados no píer, ou equipamentos e veículos na retroárea, podem ocasionar derramamentos de óleo combustível, lubrificantes hidráulicos e graxas, dentre outros. Desta forma, os controles constituem-se de práticas preventivas, tais como o Procedimento de Sistema de Segurança e Prevenção de Acidentes e o

Procedimento de Prevenção e Controle de Vazamento de Óleo ao Mar os quais

deverão estar previstos no Plano de Emergências e Contingências. Desta forma, estes impactos são avaliados como:

 Natureza: Negativos;

 Forma de Incidência: Diretos;  Distributividade: Locais;

 Tempo de Incidência: Imediatos;  Prazo de Permanência: Reversíveis;  Mitigação: Mitigáveis;

 Ocorrência: Riscos;  Intensidade: Média;  Importância: Grande.

As medidas de mitigação e controle para este impacto são as seguintes:

 Adoção de Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS, dotado de uma Central de Resíduos Sólidos;

 Para a destinação de efluentes sanitários, o terminal possui um sistema de tratamento de efluentes já em operação, de alta eficácia e com controle de emissões que é capaz de mitigar os impactos ambientais associados à geração de efluentes;

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 Adotar Procedimento de Sistema de Segurança e Prevenção de Acidentes e

Procedimento de Prevenção e Controle de Vazamento de Óleo ao Mar, os

quais deverão estar previstos no Plano de Emergências e Contingências;  O piso da área do cais e pátio deverá ser totalmente impermeável, possuindo

um sistema de drenagem capaz de cobrir todas as áreas do empreendimento. Este sistema deverá estar dotado de separadores de água e óleo e caixas de contenção de sólidos, além de contar com tanques de contenção dimensionados para os volumes movimentados no empreendimento, de modo a permitir a remoção e destinação adequada de resíduos oleosos sobrenadantes e sólidos associados à drenagem.

Como programas de controle e monitoramento deste impacto são sugeridos os seguintes:

 Programa de Monitoramento da Qualidade dos Cursos D’Água;

 Programa de Monitoramento da Qualidade das Águas da Baía da Babitonga;  Programa de Monitoramento da Qualidade dos Sedimentos da Baía da

Babitonga;

 Programa de Monitoramento da Qualidade das Águas Subterrâneas;

 Programa de Monitoramento das Águas de Escoamento Superficial (Runoff);  Programa de Monitoramento da Eficiência da Estação de Tratamento de

Efluentes - ETE;

 Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos - PGRS;  Plano de Emergência Individual - PEI;

 Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR;  Plano de Atendimento a Emergências PAE.

8.3.2. Meio Biótico

8.3.2.1. Fase de Instalação / Ampliação do Porto Itapoá

Os impactos ambientais considerados pela presente análise que deverão ocorrer na fase de ampliação do Porto Itapoá, com implicações sobre o meio biótico,

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conforme previstos anteriormente e apresentados no Fluxos Relacionais de Eventos Ambientais – FREA’s, foram os seguintes:

a) Redução da Abundância de Espécies Vegetais; b) Evasão da Fauna Terrestre;

c) Redução da Abundância e Diversidade de Espécies da Fauna; d) Supressão de Organismos Bentônicos;

e) Fuga de Organismos Nectônicos; f) Perturbação de Pequenos Cetáceos;

g) Redução da Abundância de Organismos Planctônicos; h) Afugentamento de Espécies da Ictiofauna e Carcinofauna.

a) Redução da Abundância de Espécies Vegetais

A supressão da vegetação acarretará na direta redução da abundância e diversidade de espécies vegetacionais locais. Na área destinada à ampliação da retroárea do Porto Itapoá é prevista a supressão de, aproximadamente, 28,5 ha de vegetação numa área de Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas. A área a ser suprimida se constitui como um fragmento de vegetação em estágio médio de regeneração. Os fragmentos florestais analisados estão em fase de regeneração, conforme dá para se avaliar no diagnóstico da vegetação apresentado. Vale mencionar que a vegetação foi fortemente antropizada no passado, por apresentar indivíduos característicos pioneiros heliófitos ainda jovens, em fase adulta, mortos ou senescentes, e indivíduos secundários ombrófilos em pequena quantidade e, ainda, reduzido diâmetro. Um forte indício desta antropização é a presença maciça de indivíduos mortos. Esta fase de sucessão ecológica se deve pelo fato do abandono das atividades agrícolas a aproximadamente 25 anos atrás. Esta ocupação foi ilustrada no capítulo relativo a flora, através de registros das aerofotogrametrias dos anos de 1938, 1957 e 1979. No levantamento da flora realizado para este estudo a única espécie encontrada e relacionada na Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção, Instrução Normativa Nº 06 de 23 de setembro de 2008, é o palmito (Euterpe edulis). Para a área total inventariada, estima-se 77 (setenta e sete) unidades de palmito ou palmiteiro (Euterpe edulis), que deverão

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ser cortados. Contudo, o corte destes indivíduos não acarreta em risco ou ameaça de extinção já que esta espécie possui alto grau de regeneração, facilidade de introdução com plantio de novos indivíduos, replantio de mudas ou mesmo semeadura a lanço. Alternativamente, pode-se propor estas condições ao empreendedor como medida mitigadora e/ou compensatória para introdução e enriquecimento das áreas remanescentes com o palmito (Euterpe edulis), inclusive através do replante de mudas nas áreas atingidas pela obra, já que esta espécie tem alto grau de sobrevivência nestas operações.

Desta forma, este impacto é avaliado como:  Natureza: Negativo;

 Forma de Incidência: Direto;  Distributividade: Local;

 Tempo de Incidência: Imediato;  Prazo de Permanência: Permanente;

 Mitigação: Não mitigável, cabe compensação;  Ocorrência: Certo;

 Intensidade: Média;

 Importância: Muito grande.

As medidas de mitigação e controle para este impacto são as seguintes:

 Previamente à supressão vegetacional e, também, concomitantemente ao inicio das atividades, deverão ser dispostas equipes em campo para coleta de espécies vegetais de valor ambiental, como por exemplo, bromélias e orquídeas, e distribuição destas em áreas próximas;

 A supressão de vegetação deve ser restrita ao que consta nos documentos do processo de licenciamento do empreendimento (limites de intervenção autorizados);

 É terminantemente proibido o uso de fogo assim como de equipamentos de terraplenagem para a derrubada de vegetação;

 A equipe responsável pela supressão de vegetação obrigatoriamente deverá ter consigo uma cópia autenticada da autorização de supressão de vegetação, inclusive com o mapa dos limites da área de intervenção liberada para a obra;

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 A queda das árvores deverá ser sempre orientada na direção da área já desmatada e nunca na direção do maciço florestal remanescente;

 A presença de cipós, trepadeiras e outras plantas semelhantes serão verificadas antes da derrubada das árvores. O emaranhado de cipós nas copas das árvores pode ocasionar a queda não desejada de árvores com ampliação da área desmatada e ocorrência de acidentes com os trabalhadores. Os cipós e trepadeiras nestas condições devem ser cortados previamente à continuidade do desmatamento;

 Deve-se dar prioridade à procura de espécies de interesse para projetos de manejo, visto que já foi comprovada a abundância da diversidade na área de estudo. Esses projetos podem ser apresentados à comunidade local juntamente com os projetos de Educação Ambiental (EA) já desenvolvidos pelo Porto Itapoá, como por exemplo o Projeto Viveiro de Mudas, apresentado no Diagnóstico Socioambiental Participativo – DSAP, e que já vem sendo desenvolvido, de forma experimental, no âmbito do atual Programa de Educação Ambiental do PBA do Porto Itapoá;

 Como medida de compensação para o impacto ambiental negativo da redução da abundância e diversidade de espécies da flora, ocasionada pela supressão da vegetação, em atenção ao disposto na Lei 11.428/2006, e também, conforme proposição formulada pelo Porto Itapoá através do Ofício ITP 197/2012, encaminhado ao IBAMA em 07 de novembro de 2012, e posteriormente, discutido em duas oportunidades em reuniões técnicas com a Coordenação de Portos, Aeroportos e Hidrovias - COPAH/CGTMO/DILIC, o empreendimento deverá adquirir uma área preservada com características semelhantes àquela a ser suprimida, com pelo menos o dobro de seu tamanho. A proposta é que a compensação ambiental seja realizada em área próxima ao empreendimento, ainda a ser adquirida, situada na mesma microbacia hidrográfica, e não adjacente à atual propriedade. Observa-se que esta área deverá representar o estabelecimento de um corredor entre remanescentes de vegetação da região, o que permitirá, por sua vez, o livre trânsito de espécies de fauna entre a zona costeira e a Serra do Mar;

 Repassar medidas educativas e de controle dos trabalhadores da obra de forma a evitar que os trabalhadores contratados não se engajem em atividades ilícitas de caça e extrativismo nos remanescentes de vegetação

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nativa afetados pela obra. Deverá ser determinada aos trabalhadores da obra a proibição de qualquer atividade de caça ou extrativismo, adotando-se medidas enérgicas quanto aos infratores.

Como programas de controle e monitoramento deste impacto são sugeridos os seguintes:

 Programa de Acompanhamento da Supressão da Vegetação.

b) Evasão da Fauna Terrestre; c) Redução da Abundância e Diversidade de Espécies da Fauna

A fauna atualmente residente no sítio previsto para a ampliação do empreendimento, quando do início da supressão da vegetação, em função das perturbações ocasionadas, irá certamente se afugentar da área. A fuga dos espécimes de mamíferos, aves, répteis e anfíbios se dará de forma aleatória, de acordo com o hábito locomotor de cada espécie e, provavelmente, a maioria deles seguirá para a porção de vegetação mais próxima para se refugiar e reestabelecer. Após a finalização da supressão da área, é fato de que a fauna local evadida não irá mais se estabelecer nos locais onde será instalado o empreendimento, devendo se proteger em áreas circunvizinhas que mantém as características naturais, considerando a existência na região de grandes áreas verdes naturais, especialmente a Floresta Atlântica situada nas morrarias próximas. A redução da abundância e diversidade de espécies da fauna local é um impacto decorrente da supressão vegetacional, pois após esta intervenção haverá a total descaracterização da área suprimida. As espécies da fauna – herpetofauna, avifauna (ninhos) e mastofauna terrestre – identificadas para o resgate durante a execução da supressão da vegetação na área de ampliação do Porto Itapoá são todas aquelas já registradas até o momento durante os estudos ambientais e nas campanhas de Monitoramento da Diversidade Faunística, bem como todas as espécies de possível ocorrência para as áreas de influência deste novo empreendimento. Estas espécies da fauna terrestre, as que serão evadidas/afugentadas e/ou resgatadas durante a supressão de vegetação, serão

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conduzidas/encaminhadas para as áreas de entorno que ainda se encontram preservadas, como é possível visualizar na Figura 972.

Figura 972. Mapa de localização das unidades amostrais - Programa de Monitoramento da Diversidade Faunística - Porto Itapoá.

Desta forma, estes impactos são avaliados como:  Natureza: Negativos;

 Forma de Incidência: Diretos;  Distributividade: Locais;

 Tempo de Incidência: Imediatos;  Prazo de Permanência: Permanentes;  Mitigação: Mitigáveis;

 Ocorrência: Certo;  Intensidade: Média;  Importância: Grande.

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