• Nenhum resultado encontrado

EFEITOS DE FITOGÊNICOS

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "EFEITOS DE FITOGÊNICOS"

Copied!
6
0
0

Texto

(1)

Massei, A. S.1; Silva, C. A.2; Dias, C. P.3; Callegari, M. A.3

1 Mestrando do Programa Ciência Animal de Pós-Graduação da Universidade Estadual de Londrina; 2 Departamento de Zootecnia - Universidade Estadual de Londrina;

3 Akei Animal Research-Fartura -Brasil.

EFEITOS

DE

FITOGÊNICOS

EM

SUÍNOS

NAS

FASES

DE

CRESCIMENTO

E

TERMINAÇÃO

O

banimento dos antibióticos promotores de crescimento (APC), iniciada na Comunidade Europeia, é uma conduta mundial em expansão, atingindo os principais mercados produtores de suínos.

fit og ên ic os

2

(2)

Para suportar a retirada desta classe de aditivos tem sido constante a avaliação de produtos alternativos, destacando os fitogênicos, como os óleos essencias e os extratos vegetais

Os resultados nesta orientação têm sido bastante efetivos e seguem numa linha de ampliação, com foco em atender também a minimização do uso dos antibióticos em procedimentos de choques terapêuticos e preventivos.

Neste sentido, a utilização do extrato vegetal à base de sanguinarina (alcaloide isoquinolinico), um princípio ativo encontrado naplanta

Macleaya cordata, está incluído neste rol de

aditivos de alta efetividade.

O presente estudo tem como objetivo avaliar em condição comercial a utilização de alcaloides isoquinolinicos, frente a uma conduta de uso de antibióticos sob planos de choques, em suínos em fase de crescimento e terminação, sobre o desempenho zootécnico, parâmetros sanitários e

Sua participação na dieta de suínos determina efeitos positivos na minimização do estado inflamatório intestinal, com todas as consequências previstas, e na absorção de alguns aminoácidos, suportando um incremento no desempenho e na resposta imune.

fit

og

ên

ic

(3)

Desenho experimental e

grupos de tratamento

Foram utilizados 576 suínos da genética PIC, machos castrados e fêmeas, recém-descrechados, com idade aproximada de 70 dias. Os animais foram alojados em baias de alvenaria com 10 m2 de área, dotadas de piso parcialmente ripado, comedouro basculante frontal, bebedouro nipple pendular, divisórias (paredes laterais das baias) em ferro e controle térmico efetuado através de cortinas laterais. O desenho experimental foi um fatorial 4 x 2, com quatro programas preventivos e dois sexos (machos imunocastrados e fêmeas) e 12 repetições por tratamento, sendo a baia com 12 animais do mesmo sexo a unidade experimental. Os animais, blocados de acordo como o sexo e o peso inicial, foram submetidos aos seguintes tratamentos:

T1 – Controle Positivo (Programa comercial com choques de antibióticos em nível preventivo) T2 – Controle Negativo (Ausência de promotores de crescimento) T3 – Alcaloides isoquinolinicos (100g/ton)

T4 – Alcaloides isoquinolinicos (90g/ton) + Óleo essencial (1kg/ton).

O arraçoamento foi baseado na curva de alimentação proposto pela empresa, sendo as rações distribuídas automaticamente por meio de uso de quatro robôs automáticos, um para cada tratamento, programados para a oferta de quatro tratos por dia, com controle de sobra das rações feito com a programação do robô manualmente e ajuste de consumo diário realizado pelo técnico responsável pelo acompanhamento presencial da avaliação.

O fornecimento de água foi ad libitum em todo o período experimental.

nutriNews Brasil 4o trimestre 2020 | Efeitos de fitogênicos em suínos nas fases de crescimento e terminação

fit og ên ic os

4

(4)

Análise dos índices

zootécnicos

A pesagem dos animais foi realizada no início do teste (D0, correspondente aos 70 dias de idade), na troca de fase, crescimento-terminação, (D67, correspondente aos 137 dias de idade) e ao final do período experimental (D106, correspondente aos 176 dias de idade). Nos mesmos intervalos foram computados o consumo total de ração por baia. De posse destes dados foram calculados nos períodos e totalizando todo o experimento o consumo diário de ração, o ganho de peso diário e a conversão alimentar. Taxas de morte e de retirada dos animais também foram calculadas.

Aos 180 dias de idade 400 animais, 100 de cada tratamento, foram encaminhados para o abate em um frigorífico comercial com Serviço de Inspeção Federal (SIF). Os animais sofreram jejum alimentar de 8 horas antes do carregamento e de 4 horas nas baias de descanso antes do sacrifício. Após foram submetidos à insensibilização e sacrifício pela secção dos vasos do pescoço. As carcaças liberadas pelo SIF foram pesadas. Os valores em kg das carcaças condenadas foram considerados de acordo com valor em reais relativos ao destino pela qual foi dirigida seu aproveitamento, sendo este convertido no correspondente valor em kg adotado para as carcaças não condenadas. Com esta informação calculou-se o valor em quilograma de carcaça produzida em cada tratamento. fit og ên ic os

(5)

Análise estatística

Resultados e discussão

Os dados foram submetidos a ANOVA e as médias ao teste de Tukey, sendo utilizado o programa R. Os dados não paramétricos foram submetidos ao Teste de Qui-quadrado.

Os resultados do desempenho zootécnico (Tabela 1)

demonstram vantagens para T1 em relação a T4 para o GPD somente, e uma melhor CA para T2 em relação a T1 e a T3.

Quando avaliados os dados relativos aos tratamentos com os APCs (T1) versus o grupo submetido aos alcaloides isoquinolinicos (T3), verifica-se ausência de diferença para todos os parâmetros de desempenho, sendo estes semelhantes aos observados por Chen et al. (2019), que compararam uma dieta com alcaloides isoquinolinicos versus uma dieta com flavomicina e aeromicina.

Estas ações, modulação da morfologia e da fisiologia intestinal, e a minimização do seu estado inflamatório, como já descritas (1,2), são específicas e diretas quando se utiliza os alcaloides isoquinolinicos.

Quando deduzidas as taxas de morte e a exclusão de animais por motivos de saúde (respectivamente 2,17; 2,08; 0,69 e 2,09% para T1, T2, T3 e T4), em nível de granja os valores, de ganho de peso obtido, favoreceu o grupo submetido aos alcaloides isoquinolinicos (Tabela 2), com vantagens em relação a T1, T2 e T4 de 0,55; 2,00 e 3,77%, respectivamente. Em nível de indústria, considerando o peso das carcaças, deduzidas as condenações (1, 7, 2 e 2% para T1, T2, T3 e T4, respectivamente, sendo T2 pior estatisticamente que os demais tratamentos), os valores favoreceram os grupos tratados com APCs e alcaloides isoquinolinicos (Tabela 2), com vantagens em relação a T2 e T4 superiores a 2,1 e 2,4%, respectivamente. Os alcaloides isoquinolinicos não são antibióticos,

mas podem apresentar diretamente efeitos que indiretamente alguns APCs podem proporcionar. Os APCs, ao controlarem as populações microbianas indesejáveis, modulam positivamente a morfologia e a fisiologia intestinal, reduzindo também o estado inflamatório do órgão, minimizando quadros patológicos e mortes.

nutriNews Brasil 4o trimestre 2020 | Efeitos de fitogênicos em suínos nas fases de crescimento e terminação

fit og ên ic os

6

(6)

Conclusão

Os alcaloides isoquinolinicos são uma alternativa para rações livres de antibióticos promotores de crescimento para suínos em fase de crescimento e terminação, promovendo maior ganho de peso e de carcaça.

Efeitos de fitogênicos em suínos nas fases de crescimento e terminação

BAIXAR EM PDF

Fases Tratamentos Sexo P-valor CV,%

Total T1 T2 T3 T4 Machos Fêmeas Trat Sex Inter

CDR 2,384ª 2,270bc 2,334ab 2,231c 2,324 2,285 <0,001 0,129 0,721 3,77

GPD 1,008ª 0,986ab 0,987ab 0,967b 1,025ª 0,949b 0,027 <0,001 0,518 3,22

CA 2,367b 2,303a 2,365b 2,311ab 2,266ª 2,407b 0,041 <0,001 0,461 2,93

Tratamentos 1 2 3 4

Kg peso vivo ganho granja (Kg) 14.907,74 14.687,48 14.991,41 14.425,63

Carcaça total (Kg) 13.677,15 13.525,51 13.743,51 13.328,30

Kg Condenação embutidos cozidos -14,65 -86,33 -14,41 -14,18

Kg Condenação graxaria -88,25 -88,41

Kg Carcaça (descontadas as condenações) 13.662,20 13.350,93 13.640,69 13.314,12

Tabela 2. Quilograma de peso produzido na granja e de carcaça obtido na indústria com a ponderação das condenações.

Tabela 1. Médias do desempenho zootécnico no período total de acordo com os tratamentos e o sexo (valores expressos em kg).

A bibliografia estará disponível mediante solicitação.

a,b,c Médias seguidas de letras distintas na linha indicam diferença pelo teste de Tukey (<0,05)

fit

og

ên

ic

Referências

Documentos relacionados

O tempo limite para conclusão do LOUZANTRAIL CURTO é de 6 horas e 30 minutos, passadas as quais todos os atletas em prova serão retirados do percurso.. O LOUZANTRAIL CURTO faz parte

44 Por meio do Gráfico 03, que mostra o espaço acústico das variantes da faixa etária de 26 a 45 anos, é possível verificar que, em relação às anteriores, a variante alta e

Tempo Produto Local Dimensão T4 T1 T2 T3 Uvas Maçãs Melões Cerejas Pêras Atlanta Denver Detroit Membro Célula Tempo Início Trimestre 1 1 deJulho Fim 30 de Setembro Trimestre 2 1

No entanto para as variáveis matéria verde de parte aérea e matéria seca de raiz os tratamentos T3, T4 e T5 foram superiores aos tratamentos T1 e T2,

ser feitas com cuidado: - Os dados não são representativos dos moradores dos bairros envolvidos, eles correspondem a opiniões daqueles que foram contemplados nas entrevistas

Os métodos de seleção disponíveis são: seleção individual ou seleção massal, seleção de pedigree, seleção de família, seleção dentro de família, seleção combinada

Esse amortecimento da vazão de pico, que ocorre em vias com declividades inferiores a 0,5%, pode ser então usado como um efeito positivo para o

A pesquisa apresentou resultados aceitáveis para os parâmetros avaliados de resistência a compressão diametral e resistência à compressão, aos 7 dias de idade,