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Parecer dos auditores independentes

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Academic year: 2021

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Parecer dos auditores independentes

Ao

Administrador e ao Cotista do

Fundo Garantidor de Parcerias Público-Privadas (FGP)

(Administrado pelo Banco do Brasil S.A.)

Brasília - DF

Examinamos os balanços patrimoniais do Fundo Garantidor de Parcerias Público-Privadas (FGP)

levantados em 31 de agosto de 2007 e 2006 e as respectivas demonstrações de resultados, das mutações

do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos, correspondentes ao

exercício findo em 31 de agosto de 2007 e ao período de 27 de janeiro (início das operações) a 31 de

agosto de 2006, elaborados sob a responsabilidade de sua Administração. Nossa responsabilidade é a de

expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis.

Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil e

compreenderam: (a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de

transações e os sistemas contábil e de controles internos do Fundo; (b) a constatação, com base em testes,

das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados; e (c) a

avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela Administração do

Fundo, bem como a apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.

Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas representam, adequadamente, em todos os

aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Fundo Garantidor de Parcerias

Público-Privadas (FGP) em 31 de agosto de 2007 e 2006, os resultados de suas operações, as mutações de seu

patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus recursos, correspondentes ao exercício findo em 31

de agosto de 2007 e ao período de 27 de janeiro (início das operações) a 31 de agosto de 2006, de acordo

com as práticas contábeis adotadas no Brasil.

Nossos exames foram conduzidos com o objetivo de formarmos uma opinião sobre as demonstrações

contábeis acima referidas, tomadas em conjunto. As demonstrações do fluxo de caixa referentes ao

exercício findo em 31 de agosto de 2007 e ao período de 27 de janeiro (início das operações) a 31 de

agosto de 2006, representam informações suplementares àquelas demonstrações, as quais não são

requeridas pelas práticas contábeis adotadas no Brasil e estão sendo apresentadas em atendimento ao

regulamento do Fundo e para possibilitar uma análise adicional. Essas informações suplementares foram

submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria aplicados às demonstrações contábeis e, em nossa

opinião, estão apresentadas, em todos os aspectos relevantes, adequadamente em relação às

demonstrações contábeis referidas no primeiro parágrafo, tomadas em conjunto

16 de outubro de 2007

KPMG Auditores Independentes

CRC 2SP014428/O-6-F-DF

Francesco Luigi Celso

José Claudio Costa

(2)

FUNDO GARANTIDOR DE PARCEIRAS PÚBLICO-PRIVADAS

CNPJ: 07.676.825/0001-70

(Administrado pelo Banco do Brasil S.A.)

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE AGOSTO DE 2007 E 2006 (em milhares de Reais)

ATIVO 31/08/2007 31/08/2006

CIRCULANTE 5.427.840 3.220.222

DISPONIBILIDADES 2 1

Depósitos Bancários 2 1

BANCO DO BRASIL S.A. - CONTA DEPÓSITOS 2 1

APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ 12.908 1.008 Aplicações em Operações Compromissadas 12.908 1.008 REVENDAS A LIQUIDAR - POSIÇÃO BANCADA 12.908 1.008 LETRAS DO TESOURO NACIONAL - LTN 12.908 1.008 TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 5) 5.414.929 3.219.213 Livres 5.414.929 3.219.213 TÍTULOS DE RENDA FIXA 196.619 102.572 Letras Financeiras do Tesouro - LFT - 16.899 Notas do Tesouro Nacional - NTN 196.619 85.673 TÍTULOS DE RENDA VARIÁVEL 5.218.310 3.116.641 Ações de Companhias Abertas 5.218.310 3.116.641 TOTAL DO ATIVO 5.427.840 3.220.222 PASSIVO 31/08/2007 31/08/2006 CIRCULANTE 879 708

OUTRAS OBRIGAÇÕES 879 708

Diversas 879 708

PROVISÃO PARA PAGAMENTOS A EFETUAR (Nota 11a) 879 708

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 9) 5.426.961 3.219.514

PATRIMÔNIO LÍQUIDO 5.426.961 3.219.514

Capital Social 3.270.311 3.270.311

Lucros ou Prejuízos Acumulados 2.156.650 (50.796)

LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS 2.156.650 (50.796)

TOTAL DO PASSIVO 5.427.840 3.220.222

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

BANCO DO BRASIL S.A.

Diretoria de Governo - Brasília (DF)

Vilma de Souza Contadora

CRC MG 56.170/T-DF Maria da Glória da Silva Rocha

Assessora Sênior Sérgio Ricardo Freitas de Souza

(3)

FUNDO GARANTIDOR DE PARCEIRAS PÚBLICO-PRIVADAS (FGP) CNPJ: 07.676.825/0001-70

(Administrado pelo Banco do Brasil S.A.)

31/08/2007 31/08/200627/01 a

RECEITAS OPERACIONAIS 8.872.949 206.255

Rendas de Aplicações Interfinanceiras de Liquidez 615 272

RENDAS DE APLICAÇÕES EM OPERAÇÕES COMPROMISSADAS 615 272

Posição Bancada 615 272

Rendas com Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos 8.872.334 205.983

RENDAS DE TÍTULOS DE RENDA FIXA 16.993 2.027

LFT - Letra Financeira do Tesouro 167 46

NTN - Notas do Tesouro Nacional 16.826 1.981

RENDAS DE TÍTULOS DE RENDA VARIÁVEL 89.672 104.946

Rendas de Ações de Companhias Abertas 89.672 104.946

Dividendos 26.349 57.271

Juros sobre o Capital Próprio 62.439 45.638

Atualização de Dividendos a Receber 60 1.097

Atualização de Juros sobre o Capital Próprio a Receber 823 939

LUCROS COM TÍTULOS DE RENDA FIXA - 5

Lucros com Títulos de Renda Fixa - NTN - 5

TVM - AJUSTE POSITIVO AO VALOR DE MERCADO (Nota 4.3) 8.765.669 99.005

Títulos para Negociação 8.765.669 99.005

Ações de Companhias Abertas 8.725.022 92.400

LFT 0 0

NTNB 40.648 6.605

DESPESAS OPERACIONAIS 6.665.503 257.051

Despesas com Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos 6.656.668 252.532

PREJUÍZOS COM TÍTULOS DE RENDA FIXA 2 1

Prejuízos com LFT - Letras Financeiras do Tesouro 1 1 Prejuízos com NTNB - Notas do Tesouro Nacional, série B 1

-TVM - AJUSTE NEGATIVO AO VALOR DE MERCADO (Nota 4.3) 6.656.666 252.531

Títulos para Negociação 6.656.666 252.531

NTNB 33.314 6.461

LFT 0 0

Ações de Companhias Abertas 6.623.352 246.070

Despesas Administrativas 8.835 4.520

TAXA DE GESTÃO DOS ATIVOS (Nota 6) 4.344 1.866

TAXA DE CUSTÓDIA (Nota 6) 2.173 933

REMUNERAÇÃO PELA EXECUÇÃO DE ATIVIDADES DE GESTÃO DE GARANTIAS (Nota 6) 2.206 1.680

OUTRAS DESPESAS (Nota 11b) 112 41

RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 2.207.446 (50.796)

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

BANCO DO BRASIL S.A. Diretoria de Governo - Brasília (DF)

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PARA O EXERCÍCIO FINDO em 31 de agosto de 2007 e período de 27 de janeiro a 31 de agosto de 2006 (em milhares de Reais)

Vilma de Souza Contadora

CRC MG 56.170/T-DF Maria da Glória da Silva Rocha

Assessora Sênior Sérgio Ricardo Freitas de Souza

(4)

FUNDO GARANTIDOR DE PARCEIRAS PÚBLICO-PRIVADAS (FGP)

CNPJ: 07.676.825/0001-70

(Administrado pelo Banco do Brasil S.A.)

31/08/2007 31/08/2006

FLUXOS DE CAIXA PROVENIENTES DAS OPERAÇÕES Ingressos de Recursos

Recebimento de Dividendos / Juros sobre Capital Próprio 89.672 104.946

Banco do Brasil 45.580 80.224

Companhia Vale do Rio Doce 38.517 17.438

Eletrobrás S.A. 5.575 7.284

Recebimento de Juros NTN-B 9.190 1.782

Venda de Títulos LFT 20.097 17.190

Venda de Títulos NTN-B 2.641 1.249

Resgate de títulos RF NTN-B, no vencimento 8.302 0

Liquidação de Operações Compromissadas (Nota 11c) 1.276.816 480.515

Compra de títulos pré-fixados Passivo (PRLTN BBAS) 0 5

Total dos ingressos de Recursos 1.406.718 605.686

Destinação de Recursos

Taxa de Gestão dos Ativos 4.178 1.562

Taxa de Custódia 2.089 781

Remuneração pela Execução de Atividades de Gestão de Garantias 2.306 1.437 Remuneração pela Administração de Contratos Terceirizados 0 0

Custo Selic 6 1

Taxa CBLC 0 0

CPMF 33 14

Pagamento a Auditoria Externa 10 0

Pagamento a Consultores 0 15

Pagamento publicações legais 42 0

Compra de Títulos de Renda Fixa - NTN-B 106.921 86.573

Compra de Títulos de Renda Fixa - LFT 3.031 34.044

Aplicação em Operações Compromissadas (Nota 11c) 1.288.101 481.250

Resgate de títulos pré-fixados Passivo (PRLTN BBAS) 0 5

Total das Destinações de Recursos Financeiros 1.406.718 605.685

Variação Líquida de Caixa 1 1

Início do período 1 0

Fim do período 2 1

Aumento/(Redução) das Disponibilidades 1 1

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

BANCO DO BRASIL S.A.

Diretoria de Governo - Brasília (DF)

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA DO EXERCÍCIO FINDO em 31 de agosto de 2007 e período de 27 de janeiro a 31 de agosto de 2006 (em milhares de Reais)

Vilma de Souza Contadora

CRC MG 56.170/T-DF Maria da Glória da Silva Rocha

Assessora Sênior Sérgio Ricardo Freitas de Souza

(5)

FUNDO GARANTIDOR DE PARCEIRAS PÚBLICO-PRIVADAS

CNPJ: 07.676.825/0001-70

(Administrado pelo Banco do Brasil S.A.)

Descrição dos eventos Capital Social Lucros/(prejuízos acumulados) Total

Saldo em 27/01/2006 (início das operações) 0 0 0

Integralização de Recursos (Nota 9.1) 3.270.311 3.270.311

Ações BBAS3 1.089.800 1.089.800 Ações ELET3 842.600 842.600 Ações VALE5 1.337.911 1.337.911 Resultado do exercício (50.796) (50.796) Saldo em 31/08/2006 3.270.311 (50.796) 3.219.515 Resultado do exercício - 2.207.446 2.207.446 Saldo em 31/08/2007 3.270.311 2.156.650 5.426.961

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

BANCO DO BRASIL S.A.

Diretoria de Governo - Brasília (DF)

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO FINDO em 31 de agosto de 2007 e período de 27 de janeiro a 31 de agosto de 2006 (em milhares de Reais)

Vilma de Souza Contadora

CRC MG 56.170/T-DF Maria da Glória da Silva Rocha

Assessora Sênior Sérgio Ricardo Freitas de Souza

(6)

FGP – FUNDO GARANTIDOR DE PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS CNPJ: 07.676.825/0001-70

(Administrado pelo Banco do Brasil S.A.)

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE AGOSTO DE 2007 (Em milhares de Reais)

1. CONTEXTO OPERACIONAL

O Fundo Garantidor de Parcerias Público-Privadas (FGP) é administrado pelo Banco do Brasil S.A. e foi constituído conforme autorizado pelo art. 16 da Lei n.º 11.079, de 30 de dezembro de 2004, tendo, inicialmente, como único cotista a União Federal.

O FGP tem a finalidade de garantir o pagamento de obrigações pecuniárias assumidas pelos parceiros públicos federais em virtude de formalização de projetos de Parcerias Público-Privadas, respondendo por suas obrigações com os bens e direitos integrantes do seu patrimônio.

O Banco do Brasil foi designado pela Resolução n.º 1, do Comitê Gestor das Parcerias Público-Privadas (CGP), de 5 de agosto de 2005, para criar, administrar, gerir e representar judicial e extrajudicialmente o FGP.

O FGP é regido pelo seu Regulamento e Estatuto, aprovados na primeira Assembléia de Cotistas realizada em 27 de janeiro de 2006 e alterados pela Assembléia de Cotistas do dia 31 de agosto de 2006. Na primeira Assembléia, foi também autorizada a integralização inicial do Fundo, com a transferência de ações do Banco do Brasil, Companhia Vale do Rio Doce e Eletrobrás, no montante autorizado pela Portaria n.º 413, de 12 de dezembro de 2005, do Ministro da Fazenda. Tais aportes ocorreram em 27 de janeiro de 2006, 14 e 22 de fevereiro de 2006, tendo o Fundo passado a operar a partir da primeira integralização.

O FGP obedece, ainda, à Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) n.º 3.289, de 3 de junho de 2005, a Instrução CVM n.º 426, de 28 de dezembro de 2005, e demais normas do Banco Central do Brasil e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que regem os fundos de investimento e/ou carteiras de investimento administradas.

Até o encerramento do exercício social findo em 31 de agosto de 2007, o Fundo não havia assumido compromisso com prestação de garantias.

2. POLÍTICA DE INVESTIMENTO

O FGP, na sua política de investimento, busca a valorização das cotas por meio da gestão e administração de uma carteira de ativos financeiros, títulos e valores mobiliários, moeda corrente, bens móveis e imóveis, ou outros direitos com valor patrimonial, empenhando-se na manutenção da sua rentabilidade, segurança e liquidez.

De acordo com o Regulamento, o Administrador do Fundo está autorizado a realizar operações restritas com instrumentos financeiros derivativos. Até a data do balanço não foram efetuadas operações dessa natureza.

3. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

As Demonstrações Contábeis do FGP foram elaboradas em consonância com as disposições aplicadas aos fundos de investimentos financeiros, emanadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

De acordo com o Regulamento do FGP, as demonstrações contábeis são compostas pelo Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício e Demonstração do Fluxo de Caixa. Adicionalmente, em atendimento às práticas contábeis adotadas no Brasil e outros dispositivos regulamentares, o Administrador também elaborou e está apresentando a Demonstração da

(7)

2 Composição e Diversificação das Aplicações, a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido e a Demonstração das Origens e Aplicações dos Recursos.

4. PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS

As principais práticas contábeis adotadas para o registro das operações são aquelas previstas pelo Banco Central do Brasil, constantes do “Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional – COSIF” e pelas instruções da CVM, conforme a seguir:

4.1 O regime contábil para reconhecimento das receitas e despesas é o da competência.

4.2 As aplicações interfinanceiras de liquidez são demonstradas pelos valores de realização, incluídos os rendimentos e as variações monetárias incorridos e deduzidos das correspondentes rendas a apropriar, quando aplicáveis.

4.3 Os títulos e valores mobiliários adquiridos para formação de carteira própria são registrados pelo valor efetivamente pago, inclusive corretagens e emolumentos, e são classificados em função da intenção da Administração do Fundo, em duas categorias distintas:

a) Títulos Mantidos até o Vencimento: trata-se de títulos e valores mobiliários para os quais a Administração tem intenção e dispõe de capacidade financeira para mantê-los até o vencimento. A capacidade financeira ampara-se em projeção de fluxo de caixa que desconsidera a possibilidade de venda destes títulos, que não serão passíveis de ajustes pelo valor de mercado;

b) Títulos para Negociação: trata-se de títulos e valores mobiliários adquiridos com o propósito de serem negociados ativa e freqüentemente. Esses títulos são ajustados diariamente pelo valor de mercado. Suas valorizações ou desvalorizações são registradas, respectivamente, em contas de receitas e despesas do período.

Atualmente toda a carteira de títulos e valores mobiliários do Fundo está classificada na categoria de “Títulos para Negociação”.

A metodologia de marcação a mercado dos títulos e valores mobiliários foi estabelecida com observância de critérios consistentes e verificáveis que levam em consideração o preço médio de negociação no dia da apuração ou, na falta deste, em modelos de precificação que espelham o valor líquido provável de realização:

Ÿ Renda fixa

Para a marcação a mercado dos ativos de renda fixa é utilizado o preço médio de negociação no dia da apuração, sendo os preços unitários obtidos junto à ANDIMA (Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto).

Ÿ Renda variável

Para a marcação a mercado das ações é utilizado o preço médio de negociação no dia da apuração ou, quando não disponível, o preço médio de negociação do dia útil anterior. O preço médio unitário das ações é obtido junto à BOVESPA (Bolsa de Valores de São Paulo).

O ágio ou deságio apurado nas operações de aquisição de títulos de renda fixa é reconhecido em razão da fluência do prazo de vencimento dos papéis.

Os rendimentos auferidos com os títulos e valores mobiliários, independentemente da categoria em que classificados, são apropriados “pro rata” com observância do regime de competência mensalmente e até a data do vencimento ou da venda definitiva, pelo método exponencial ou linear, com base nas suas cláusulas de remuneração e na taxa de aquisição distribuída no prazo de fluência, sendo reconhecidos diretamente no resultado do período.

(8)

3 Quando da alienação, a diferença apurada entre o valor da venda e o custo de aquisição atualizado pelos rendimentos é considerada como resultado da transação, sendo contabilizada na data da operação como lucros ou prejuízos com títulos e valores mobiliários.

4.4 Os dividendos são reconhecidos como receita por ocasião em que os títulos correspondentes são considerados elegíveis na bolsa de valores.

4.5 As obrigações são demonstradas por valores conhecidos ou calculáveis, incluídos os encargos e as variações incorridas.

4.6 A elaboração de demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil requer que a Administração use de julgamento na determinação e registro de estimativas contábeis. A carteira de títulos e valores mobiliários e as despesas de suporte à gestão do Fundo estão sujeitas a essas estimativas e premissas e as suas liquidações poderão resultar em valores diferentes dos estimados, devido a imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A Administração revisa as estimativas e premissas pelo menos anualmente. 4.7 Exceto no que se refere a CPMF, o FGP goza de imunidade tributária.

5. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS

O valor contábil e o valor de mercado dos títulos e valores mobiliários que compunham a carteira de ativos do FGP em 31 de agosto de 2007 estavam distribuídos da seguinte forma:

(em milhares de Reais)

Valor de Mercado Saldo em 31/08/2007 Saldo em 31/08/2006 Vencimento (em dias)Vencimento 0-30 31-180 181-360Sem de 360Acima ContábilValor MercadoValor de ContábilValor MercadoValor de Títulos para Negociação 5.218.310 0 0 10.143 186.476 3.459.452 5.414.929 3.372.739 3.219.213

Letras Financeiras do Tesouro - - - 16.899 16.899

Notas do Tesouro Nacional 0 0 0 10.143 186.476 189.141 196.619 85.529 85.673 Ações de Companhias Abertas 5.218.310 - - - - 3.270.311 5.218.310 3.270.311 3.116.641 O valor contábil representa o valor dos títulos e valores mobiliários acrescidos dos rendimentos auferidos até a data do balanço e aumentados ou diminuídos pelos ágios ou deságios, respectivamente, a apropriar. Com relação à integralização inicial do cotista com títulos e valores mobiliários vide a Nota Explicativa n.º 9.1.

O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários segue a metodologia de apuração conforme descrito na Nota Explicativa n.º 4.3.

6. REMUNERAÇÃO DO ADMINISTRADOR

O FGP paga ao Administrador (Banco do Brasil S.A.) pelos serviços de administração e gestão do Fundo as seguintes remunerações:

a) Taxa de Gestão e Custódia dos Ativos de 0,15% a.a., incidente sobre o patrimônio líquido do FGP, calculada e provisionada diariamente e cobrada até o terceiro dia útil do mês subseqüente à razão de um duzentos e cinqüenta e dois avos (1/252);

b) Remuneração pela execução de atividades de gestão das garantias, que compreendem as ações inerentes à administração e concessão de garantias pelo FGP tais como: contabilização, gerenciamento, monitoramento e análise de projetos de Parceria Público-privadas (PPP) do Governo Federal, elaboração de política de investimento associada à garantia, confecção de pareceres técnicos e laudo de viabilidade de garantias, acompanhamento do fluxo de pagamentos efetuados pelo Governo Federal ao Parceiro Privado e acompanhamento in loco dos projetos de PPP federal. Esta remuneração é calculada mensalmente pela aplicação de índice previsto em Regulamento e aprovado em Assembléia de Cotistas sobre as despesas administrativas incorridas pelo Administrador, e paga até o 3° dia útil do mês

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4 subseqüente.

c) Remuneração pela administração de contratos terceirizados, correspondente a 2% sobre os valores pagos a empresas ou consultores especializados, contratados para a prestação de serviços terceirizados nos termos do Regulamento.

Foram pagos ao Administrador no exercício social findo em agosto/2007 o montante de R$ 6.517 mil (R$ 2.799 mil no período de 27/01 a 31/08/2006) a título de Taxa de Gestão e Custódia dos Ativos e o montante de R$ 2.206 mil (R$ 1.680 mil no período de 27/01 a 31/08/2006) a título de Remuneração pela execução de atividades de gestão de garantias.

7. CUSTÓDIA DOS TÍTULOS E ADMINISTRAÇÃO DA CARTEIRA

Os títulos de renda variável são custodiados na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia – CBLC e os títulos públicos de renda fixa no Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC. A gestão da custódia dos títulos é efetuada pela Diretoria de Mercado de Capitais e Investimentos – DIMEC do Banco do Brasil S.A.

A BB Administração de Ativos – Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (BB DTVM), subsidiária integral do Banco do Brasil S.A., é responsável pela gestão da carteira de ativos do Fundo.

As remunerações pela custódia dos títulos e gestão da carteira de ativos estão descritas na Nota Explicativa n.º 6(a).

8. CONTINGÊNCIAS

Até o final do exercício social, o Administrador não teve conhecimento da existência de quaisquer obrigações contingentes imputadas ao Fundo e que devam ser objeto de registro contábil.

9. PATRIMÔNIO LÍQUIDO 9.1. Integralização dos ativos

O Capital Social do Fundo foi integralizado pela União, inicialmente em ações, autorizado pela Portaria n.º 413/2005, do Ministro da Fazenda. Os valores foram integralizados pela média da cotação das ações nos respectivos dias de integralização, mediante cálculo suportado por laudo específico.

Nos exercícios findos em 31/08/2007 e 31/08/2006 essas ações foram desdobradas ou agrupadas permanecendo inalterado o valor do capital social do Fundo conforme demonstrado a seguir:

AÇÕES NA DATA DA INTEGRALIZAÇÃO AÇÕES EM 31/08/2006 (após desdobramento Vale) AÇÕES EM 31/08/2007 (após desdobramento BB e grupamento Eletrobrás) EMPRESAS TIPO INTEGRALIZAÇÃO DATAS DE

QTDE. VALOR QTDE. VALOR QTDE. VALOR

CAPITAL SOCIAL DO FGP Banco do Brasil ON 27/1/2006 20.000.000 54,49 20.000.000 54,49 60.000.000 18,16 1.089.800.000,00 Eletrobrás (*) ON 14/2/2006 20.000.000.000 42,13 20.000.000.000 42,13 40.000.000 21,07 842.600.000,00 CVRD PNA 22/2/2006 15.226.023 87,87 30.452.046 43,935 30.452.046 43,935 1.337.910.641,01 TOTAL 20.035.226.023 20.050.452.046 130.452.046 3.270.310.641,01

(*) Até 20/08/2007 as ações da Eletrobrás eram negociadas em lote de 1000.

Em 22/05/2006, cada ação de emissão da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) passou a ser representada por duas ações e, em 04/06/2007, as ações do Banco do Brasil foram desdobradas na proporção de 1:3. Em 20/08/2007, as ações da Eletrobrás foram agrupadas na proporção de 500 ações para 1 ação da mesma espécie e as negociações que eram realizadas em lotes de 1000 passaram a ser unitárias.

(10)

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9.2. Movimentação e rentabilidade das cotas

De acordo com os arts. 12 e 13 do Regulamento do FGP, os ativos do Fundo são segregados em Classes/Séries sendo que a cada Classe/Série de Ativos corresponde uma Classe/Série de Cotas.

As Classes/séries são agrupadas por grau de liquidez e outras características dos ativos previstas no Regulamento do Fundo:

Atualmente, o FGP tem duas Classes de Ativos:

I. Classe 1 - composta por valores em Caixa, Operações compromissadas e Títulos Públicos Federais;

II. Classe 2 - composta por Ações de Cias. abertas.

Em razão dessa peculiaridade, o FGP, classifica suas cotas de acordo com a correspondente Classe de ativos. Assim, o Fundo possui duas classes de cotas, movimentadas (resgates/aplicações) quando da transferência de ativos entre as carteiras. As movimentações são resultantes do recebimento de proventos originados dos Ativos de Classe 2, transferidos por força do Regulamento do Fundo para a Classe 1, e pela transferência de cotas da Classe 1 para Classe 2 para pagamento de despesas geradas pela gestão e custódia dos Ativos de Classe 2.

A rentabilidade do Fundo é calculada por Classe de cotas, dividindo-se a cota do último dia útil do mês pela cota do último dia útil do mês anterior.

A quantidade, o valor das cotas e a rentabilidade do FGP, por Classe de ativos, em 31/08/2006 e 31/08/2007, estão descritas a seguir.

Classe 1 Classe 2

Posição em: Qtde. de cotas Valor Patrimonial da cota Qtde. de cotas Valor Patrimonial da cota

31/08/2006 103.402,035715 R$ 1.001,529917 3.005.860,571262 R$ 1.036,626339

31/08/2007 174.310,060011 R$ 1.201,716763 2.949.086,699663 R$ 1.769,188174

Rentabilidade das cotas 19,99% 70,67%

10. SERVIÇOS ADICIONAIS DE AUDITORIA

A KPMG Auditores Independentes foi contratada exclusivamente para realizar os serviços de auditoria externa das demonstrações contábeis do Fundo.

11. OUTRAS INFORMAÇÕES

a) Provisão para pagamentos a efetuar: referem-se substancialmente às provisões das Taxas de Gestão e Custódia dos Ativos e Remuneração pela execução de atividades de gestão de garantias pagas ao Banco do Brasil, conforme nota explicativa n° 6;

b) Outras despesas: correspondem às despesas com publicações, serviços técnicos especializados, despesas tributárias e com auditoria;

c) Aplicação/Liquidação de Operações Compromissadas: relativa ao montante de entradas e saídas de recursos no decorrer do Exercício.

(11)

6

12. INFORMAÇÕES SUPLEMENTARES

12.1. Demonstração da Composição e Diversificação das Aplicações

DEMONSTRAÇÃO DA COMPOSIÇÃO E DIVERSIFICAÇÃO DAS APLICAÇÕES DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE AGOSTO DE 2007 (em milhares de Reais)

Aplicações/especificações Tipo Quantidade Valor atual % sobre o ativo

Disponibilidades 2 0,00

Depósitos bancários 2 0,00

Aplicações em operações compromissadas 15.069 12.908 0,24

Letras do Tesouro Nacional (LTN) LTN 15.069 12.908 0,24

Títulos públicos 122.135 196.619 3,62

Letras Financeiras do Tesouro (LFT) LFT - -

Notas do Tesouro Nacional - série B (NTN-B) NTN-B 122.135 196.619 3,62

Títulos de renda variável 130.452.046 5.218.310 96,14

Ações de sociedades abertas

Banco do Brasil S.A. ON 60.000.000 1.717.800 31,65

Eletrobrás ON 40.000.000 1.020.800 18,81 CVRD PNA 30.452.046 2.479.710 45,68 TOTAL DO ATIVO 5.427.840 100,00 Valores a pagar 879 Outros 879 Patrimônio líquido 5.426.961 TOTAL DO PASSIVO 5.427.840

BANCO DO BRASIL S.A. Diretoria de Governo – Brasília (DF)

Sérgio Ricardo Freitas de Souza Vilma de Souza

Gerente de Divisão Contadora

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