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iii JXniJiliiWOJcKid^

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Academic year: 2021

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(1)

^

»—

m iii

(2)

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F

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C

I

O

DO

COM

ANDANTE

DAS

AMAS

DO

CEARA AO

GOM-MANDANT& DAS ARMAS DESTA ÍROVINCIA

Illu»trissimo e Excellentissimo Senhor.

rE

NDO-me

a Providencia socorrido

com

a graçadeacabar felizmente a

minha

tarefo po-tics na

marcha

expecionaria, erestauradora das duas Províncias dePiauhy, e

Mara-•

hâo^ e fazendo-me recolher

empas,

aoseio da

minha

família, eis que

m

da não

bem

Iraváíécido de

huma

tão penozaviagem, fui chamado, aceleradamentea esta Capital

cori-ulsa, e prestes a succumbir-sepor

huma

conjuraçãotramada por

huma

facção cnminoza,

uejunta

em

certo Clubs vertiginozo, edesorientado, faziaò fatal foco desta Capital. Feliz, e legalmente marchavao

Governo

destaProvíncia

em

suatarefa; etendo

mar-ido o dia dezoito do

mez

de Abril

próximo

passado, dia era que esperava limpar as

autas dos diferentespontos da reunião doColégio Eleitoral desta Província para

apura-ão dos votos,

que

marcassemos Conselheiros para oGoverno, na forma daCarta de

Ley

eao de

Outubro

do

anno próximo

passado, pataentão fazerlegalmente sua dimissâ o;

is que no dia i4

do

mesmo

aparece nos nossos orizontes asFlâmulas tremulantes

tio

xtirupez da Charrua, quetrazia o ExcellentissimoSenhor Pedro Joze da Costa Barros,

>rezidente eleitoparaesta Província por S. M. 1. , o que tudo se realiza daActa da

Ses-ão do

mesmo

Governo, sendo esta deliberação

tomada

nasupozição deque

Sua

Excel-ência tivesse alguma

demora

como

costuma acontecer nas viagens do Mar.

Pessoas

porem

malintencionadas, solapados inimigos da nossa CauZa, que

arrastra-los pelo espirito de vingança, de união

com

a

Camará

desta Capital, tramarão a mais eia conjuração contra o

mesmo

Governo

existente então, eassim reunidos

Joaquim

Mar-celino de Brito,

Ouvidor

pela

Ley

desta C

omarca;

Manoel Joze Martins RibeiroJúnior.

Coronel

graduado

do i.° Corpode Ca\>aliaria de a.a

Linha

desta Cidade;

Joaquim

Jo-íeBarboza, Capitão

Mor

da

mesma;

João

Faeundo

deCastro, Sargento

Mor

do

Bata-lhão dos Nobres; JozeJNfarcizo Xavier Torres, Sargento Mor, e

Commandante

do

Bata-lhão de i.a Linha, e outros fazendo seduzir

huma

Tropa

susceptível de enganos, e

costu-mada

áobediência, congregados

no

Quartelamento militar, deliberarão

tumultuozamen-te derribar o legitimo

Governo

então existente, tomarão a Fortaleza, abocarão asPeças

para Palácio, tocarào

hum

rebategeral, reforçarão a

Guardado

Paiol da Pólvora, e

po-Lerão-se

em

toda aptitude hostil.

Nestacrize tão funesta he

queme

rezolvi marchar a pé, eaceleradamente,

acompa-nhado dos bons, e beneméritos Brazileiros, e

huma

pequenina Tropa, que pela limitação

de seo

numero

se fazia incapaz derebater aquelle inimigo superior

em

força, e

como

i-gualmente para salvar avida» prestesa perder aofurordos inimigos da Cauza

do

Brazil.

Foi na Villa de Arronches,

huma

legoa distante desta Capital,

queme

refugiei; e

tomando

asmaisenérgicas medidas, juntei

Tropa

suficiente para restaurar a Capital.

Foinesta vaga, que o ExcellentissimoSenhor PedroJoze da C osta Barros, pelas

du-ashoras da

manhãa

do dia quinze desembarcou; e

marchando

directamente ao Quartel

da

Tropa

da i.aLinha. d'ahi foi conduzido a Palácio,

onde

pela

mesma

facção foi lavrado

hum

actodeposse: se essa acçãohe criminoza, ou não, ignoro, e por issosugeito-me ao

juizode V. E.

Qual seria a

minha

admiração,

quando no

dia t5 recebi

hum

Officio de Sua

Excel-lencia

em

que

me

dizia

s

não quero tomar

huma

posse duvidoza *3 depois dese terem dado estes passos.

Prestes eu a marchar

com

asTropas, eis que

vem

a encontrar-me

em

Arronches Sua

Excellencia

no

dia 16, pedindo-me pelosfacciozos, e rogando-me o perdão dos

mesmos,

e quesepassasse aesponja neste acontecimento, eigualmentesenão desse parte aS. M. I.

C. e L. (couzaimpossível ) o que dava indícios de apoiar esse tãovil attentado.

(6)

ii-n

da piedade na boca de

hum

impostor;

com

effeito cedi, larguei asArmas, marchei

res-peitosamente para a Capitai,

onde

o

Governo

deque eu era

Membro,

lhe deu Posse

so-iemne.: tornou a paz, illumiuamos as nossas cazas, na boa fe de termos

hum

Patrício

queadheridoanossa

Cauza, eaos puros, e liberaessentimentos dosCearences salvasses

nossa .Província. •-.'

Mas; oh! desgraçafatal!

Quem

diria que o Exeellentissimo Senhor Pedro Joze

dl

Costa Barros seriaaquelíe

mesmo,

que, deixando cahir oveo que cobria seus malvado' sentimentos, fosse o

mesmo

que lançando

mão

dos facciozos, eaelles unido, ío^o que

sou-be tio bloqueio

em

Pernambuco, deliberou estreitar o circulo dessa Província, que faz

t

Baluarte da nossa Liberdade, e privar lhe qualquer soccorro pelo centro; ofíiciando

ao

Ciíefes dos Corpos, para estarem promptos a obedecer as

Ordens

de Cocrane a oneroS

M.l.

C,

eL.

tinha eleve

'

estarem promptos a obedecer as

Ordens

de Cocrane, a

quem

rado á degnidade de Chefe das

Armadas

Navaes do Império.per:_

Da

qui se vè que os sentimentos de Sua Exceiiencia são totalmente adheridos ax

sistema do Ministério do Rio deJaneiro, e diametralmente oppostos aos sentimentos li

beraes desta, e dessa Província, sòencaminhados a por-uos natriste situação de

ceder-mos

a escravidão: Pérfido!

Rezolveo

em

seo

damnado

Concelho, organizado pelos nossos inimigos Europeos,

<

Brazileiros degenerados, a

maquinação

contra a

minha

vida (segundo a frequência

assí-dua

deavizos que

me

davão

) ou exterminando-me, íazer-me passar pela triste sorte de

grande Barata, de saudoza memoria, que illustrando aos Brazileiros, se tornou victimí

daLiberdade Brazilica.

Não

me

achava entãona Capital, porque razoensde amizade,

me

tinhão levado á

vi-zitaracerto

amigo

na distancia deseis legoas,

quando

fuiavizado de que

em

minha

auxen-cia se tinha leliberado a

minha

desgraça, e decidido a rainhasorte, eentão foi que de

fogo mal extinetosenti renascer os briozos sentimentos

do

mais terno

amor

a

minha

Pá-tria; náõ hezitei, reforcei o brado do

meo

patriotismo, marchei aCapital, e a frente daí

minhas

Tropas derribei o tiramio, lancei-opor terra,

em

fim dei

hum

golpedeeizivo,

fa-zendo

prender osseus Satélites,

com

a felicidade de não derramar

huma

sò gotade

san-gue humano.; e faseudo conservar a boa ordem, convoquei a Gamara, eos Cidadãos

bom

para instalação de

hum.

Governo, e a pluralidade absolutade votos sahio eleitoPreziden

te, oExeellentissimo SenhorTristão.Gonsalves d' Alencar Araripe,

homem

de

bem,

hun

dos beneméritos da Pátria, que

tem

dado

provas decididas de Patriotismo, e particu-lar adherencia a nossa Cauza.

Resta-nie agora, Exeellentissimo Senhor, diser a V. E.

com

toda a frauquesa os

pu-rossentimentos do

meu

coraçãoliberal, e incapaz de ceder aoservilismo.

A

minha

idqàe sãosessenta e cincoannos;

mas

para defender a

Causa

da

minha

Pá-tria tenho vinte ecinco; de todoo ioração

me

ofíereço a deféza de Pernambuco,

esse

briosa Província;

quero-me

colligar

com

V. E. e fasendo

hum

só corpo defenderemos c

Sistema Liberal das nossas Provindas, eseja esse oponto central dos nossos

sentimen-tos.

Não

se desanime V. E.

; perdoi-me esta recomendação, que he

puramente

filha de

hum

coração liberal.

O

Ceara

tem

brio; seusfilhos

tem

valor, elles tomaráõ parte nas gloriosas fadigai

de

Pernambuco

; haja união, hajacoragem, haja valor, edesposiçào que o próprio Cec

nos abençoará,

huma

vez que a Causa lie justa.

Devo

lembrar a V. E. que esta Provinda se acha inerme; espero por tanto, que

V. E. de

commum

acordo

com

o Exeellentissimo Senhor Presidente, a

quem

amo, e

res-peito, haja de,fornecera do melhor

modo

possivel de armas, e

sem

demora,

huma

vez que

são

bem

criticas as actuaes circunstancias dignas da concideração de V. E.

, que

verda-deiramente

ama

o nosso Paiz.

Deos Guarde

a V. E. por dilatadosannos. Quartel GeneraldaFortalesa do Ceará

of.°

de

Maio

de 18^4, 3- ° daIndependência, e

do

Império.

Illustrissimo e Exeellentissimo Senhor

Governa-dor das

Armas

da Província de Pernambuco.

Jozé Pereira Filgueira.

(7)
(8)

ra

foi por lhe

pare-e intpare-erprpare-etpare-e; e que r>e requereu a Demissão do Lusar

cer desairoza a conservação, cie

hum

Lugar 'Publico°aonde elle foi

tão mesquinhamente, ferido sempre-

campado

os seus êieveres

, e

sujeitado-sc até a servir lugares que jamais Jhe podengo pertencer,

£ J -"•

i <

-thã

11- 54.1 í)

seu poder toda? as-Áttêsiatoens nfrcéssàtiárde "boa conducta , exacçSo e

préstimo durante o seu emprego na Secretaria da Intendência,

como

Official ^v'

RE^UERIMEN

TO.

—3

SENHOR.

Jlz

Luiz Sebastião

Gregas

Surigué, que

achandõ-se desde io de

Agos-to de 1823 empregado

em

a Secretaria da Intendência Geral da

Policia" ft*>

quahdade de Interprete ê Official delia , e tendo servido 'desde o seu ingres

soate meado do

meZ

de Maio próximo passado. ievé então o grave deseosto

edesairosa senvabona <le se ver quasi queinsensivelmente envolvido

Lm'

brulhada que deo ocoawãò á Portaria do Ministério da Justiça de 10

Maio de 1824 , que porisso que foi levada á Augusta

Presença de

V

M.

I,

, torna inuul nova expos

H

ão , visto que

ndk

teria o suppbcante de" replicar Contra a maneira pouco decente, e menos liza

Com

tiíê se oroco '

iDu mckspor o

Ammo

de-V.

m

I. conrra o suppplicante

í

E

como

que

em

humatai

situação

, e a vista da educação do supplicânte

, e sua constante

condueca, se uWà® inconsistente

com

o séu

modo

de pensar e de orçar as

vantagens e interesses desta vida > continuar a servir no Luoar onde teve

d^

experimentar tãò^ermve! d^sabor

j

-Pede

a V. Al. I. Se Sirva Ordenar e

lhe de demissão do Lugar de Interprete e Official da Secretaria da Policia •

Lugar nunca por elle requerido , e que lhe havia sido conferido pela

mui

reconhecida concorrência de circunstancias, de préstimo,

e bóa condueca

reservando.se o drfetto de se ófférecer a V.

M.

I. para

bem

do Servito

Na-cional

, enaexten.ao das suas forças, protestando humildemente

contra a

maneira verdadciiamentc desabrida ,

com

que se procurou aggravar na

Pre-sença de V. M, I.

hum

s,

mp

|es desforço contra o augmento

de Serviço

One-roso e com cláusulas desairosas ,

como

5e jamais fosse

, ou tivesse sido ÀÍà

cessario, estimular o suppbcante no desempenho

de seus deveres

desem-penho não só publico e notório-,

como

attetado pélas Autoridades edny

quem

lhe coube servir. Roga, portanto, , V.

M.

I. Se

D

lgne Ordenar

*

<ae ao aupplicaatc- a demissão requerida.

E

R.

M,

Luiz Sebastião JFabrcgas Surigué»

RIO

DE

JANEIRO

1824.

NA

TYPOGRÂPHIA DE

TORRES.

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Referências

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