5- CONSIDERA‚ÍES FINAIS
Partimos da hip—tese inicial de que as caracter’sticas levantadas diferenciam a picha•‹o das outras express›es gr‡ficas de interven•‹o urbana, juntamente com as particularidades sociais inerentes a este universo em S‹o Paulo, como a atua•‹o dos pichadores em grifes, o uso de logotipos, etc. Este levantamento inicial permitiu o aprofundamento nas quest›es gr‡ficas com propriedade e seguran•a no que se refere ˆ separa•‹o exata do objeto de estudo. E o conhecimento aprofundado do objeto e a an‡lise visual do seu comportamento em campo, abriram espa•o para a atua•‹o criativa por meio de dois projetos gr‡ficos a partir destas informa•›es. Assim sendo, a an‡lise gr‡fica deste fen™meno abriu espa•o para uma reflex‹o de maior profundidade sobre o assunto.
Esta reflex‹o foi fundada entre o visual e o verbal. No visual, na medida em que a letra de picha•‹o observada na rua por quem n‹o faz parte do universo da picha•‹o, na maioria dos casos, Ž entendida apenas como um simples grafismo com significado associado ˆ sujeira ou vandalismo. No verbal, por meio da reapropria•‹o destas letras, muitas vezes ileg’vel na parede, quando transformada em fonte digital e usada dentro de um contexto comunicativo formal, permite criar um conjunto de significados pr—prios desta experi•ncia, possibilitando a leitura dos caracteres, por exemplo, na composi•‹o de texto com a fonte digital Adrenalina-sp (cap’tulo 4). Portanto, a picha•‹o descolada do seu h‡bitat permite uma leitura aberta e distanciada do preconceito legado a ela.
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