Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados Cliente- Servidor
E m s u a f o r m a m a i s s i m p l e s , u m b a n c o d e d a d o s c l i e n t e s e r v i d o r ( C / S ) d i v i d e o processamento do banco de dados entre dois sistema:
o cliente (geralmente um PC) executando a aplicação do banco de dados, e o servidor do banco de dados que executa todo o DBMS ou parte dele.
O servidor de arquivos da LAN continua oferecendo recursos compartilhado, com impressora e espaço em disco para aplicações. O servidor de banco de dados pode executar no mesmo PC do servidos de arquivo, ou, como acontece mais habitualmente, em seu próprio computador, que virar em termo de tamanho, desde um PC até um mainframe. A aplicação de banco de dados no cliente, citado como sistema auxiliar, manipula todo o processamento de entrada e saída de tela e usuário.
O sistema especializado no servidor manipula o processamento dedados e os acessos de discos. Por exemplo, um usuário no sistema auxiliar cria uma solicitação, conhecida como consulta, de dados do banco de dados, e a aplicação auxiliar envia a solicitação através da rede para o servidor.
O servidor debanco de dados faz a verdadeira operação de busca e retorna somente os dados que preencham corretamente a consulta do usuário.
A vantagem imediata do sistema cliente servidor é óbvio:
dividindo o processamento entre dois sistemas, a intensidade do trafego de dados na rede diminui consideravelmente. O latência também aumenta, executando-se o BDMS num sistema de alta potência, sem incorrer na despesa de atualização de todo
sistema cliente, que seria necessário se todo o processamento fosse feito num PC local.
A m a i o r d e s v a n t a g e m d o s s i s t e m a s de banco de dados cliente servidor é que eles exigem que os dados sejam armazenados num único sistema. Isto pode ser um grande problema para as grande empresas, que talvez precisem suportar usuário de banco de dados espalhado por uma ampla região geográfica ou que precisem compartilhar parte dosbancos de dados dos seus departamentos com outros departamentos ou com um hospedeiro central. Estas situações exigem um método de distribuição de dados entre diversos hospedeiros ou pontos.
Cliente / Servidor
Na arquitetura centralizada, existe um computador com grande capacidade de processamento, o qual é o hospedeiro do SGBD e emuladores para os vários aplicativos. Esta arquitetura tem como principal vantagem a de permitir que muitos usuários manipulem grande volume de dados. Sua principal desvantagem está no seu alto custo, pois exige ambiente especial para mainframes e soluções centralizadas.
Na Cliente-Servidor, o cliente (front_end) executa as tarefas do aplicativo, ou seja, fornece a interface do usuário (tela, e processamento de entrada e saída). O servidor (back_end)
executa as consultas no DBMS e retorna os resultados ao cliente. Apesar de ser uma arquitetura bastante popular, são necessárias soluções sofisticadas de software que possibilitem: o tratamento de transações, as confirmações de transações (commits), desfazer transações (rollbacks), linguagens de consultas (stored procedures) e gatilhos
(triggers). A principal vantagem desta arquitetura é a divisão do processamento entre dois sistemas, o que reduz o tráfego de dados na rede.
Vantagens
Suas soluções são menos dispendiosas do que as de minicomputadores ou mainframes alternativos de necessidades de infraestrutura de inicialização;
Suas soluções permitem que o usuário final utilize a GUI do microcomputador, aprimorando, assim, a funcionalidade e a simplicidade. Em particular, a utilização do navegador da web, universalmente disponível, em conjunto com modelos de Java e .NET, fornece uma interface familiar ao usuário final;
Mais pessoas no mercado de trabalho possuem habilidades com PC do que com mainframe. A maior parte dos alunos da nova geração está aprendendo habilidades de programação Java e .NET;
O PC é bem mais estabelecido no local de trabalho. Além disso, o crescimento do uso da internet como um canal de negócios, aliado aos avanços de segurança (SSL, Redes Privadas Virtuais, autenticação de multifatores, etc.), fornece plataforma mais confiável e segura para as transações comerciais;
Existem várias ferramentas de análise e consulta de dados para facilitar a interação com muitos SGBDs disponíveis no mercado de PCs;
Há uma considerável vantagem de custos para o desenvolvimento de aplicações offloading do mainframe para PCs poderosos.
Desvantagens
A arquitetura cliente/servidor cria um ambiente mais complexo no qual diferentes plataformas (LANs, Sistemas Operacionais, etc.) costumam ser difíceis de gerenciar;
Um aumento no número de usuários e de locais de processamento costumam abrir espaço para problemas de segurança;
O a m b i e n t e c l i e n t e / s e r v i d o r t o r n a p o s s í v e l a disseminação do acesso aos dados a um círculo de usuários muito mais amplos. Esse ambiente amplia a demanda por pessoal com profundo conhecimento de computadores e aplicativos. Os encargos de treinamento elevam o custo de manutenção do ambiente.
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Salário baixo afasta estudantes do setor de TI
Apesar de componentes como satisfação pessoal, ambiente corporativo e plano de carreira serem fundamentais para a escolha de uma profissão, cada vez mais a disponibilidade de vagas de emprego e o valor dos salários oferecidos se tornam preponderantes para definir as preferências profissionais. No caso das carreiras do setor da Tecnologia da Informação (TI), o que se vê é uma grande oferta de emprego, no entanto não há muitos interessados para suprir a necessidade do mercado.
O fenômeno da escassez de mão de obra do segmento pode ser explicado pelo baixo valor do salário médio dos trabalhadores de TI em comparação com outras profissões. Em estudo que acaba de ser divulgado pela Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), a remuneração média nacional dos profissionais de TI gira em torno de 2.850 reais, sendo que, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o salário médio de um médico chega a 6.700 reais. As pessoas que cursaram Direito recebem, também em média, 4.600 reais. Os engenheiros ganham de 5 a 6 mil
reais, dependendo da especialização – mecânica, civil, elétrica.
Segundo a Brasscom, apesar das oportunidades de emprego no setor, a evasão nos cursos superiores de TI chegou a 87% no país em 2010. Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de TI (Sindpd), Antonio Neto, os baixos salários e a informalidade nas contratações tornam difícil despertar o interesse pelas carreiras da Ciência da Computação e Informática.
Iniciativas recentes do governo colocam o desenvolvimento da TI como prioridade da administração brasileira. O programa Brasil Maior que entrou em funcionamento em dezembro do ano passado desonerou as empresas do setor, transferindo a contribuição de 20% do INSS para 2,5% do faturamento.
A forma de atrair pessoas para os cursos de TI é aumentando os salários e os benefícios. As empresas do setor estão com o crescimento de dois dígitos e têm incentivos tributários do governo. Se quiserem que mais pessoas se interessem pela TI precisam pagar melhor seus funcionários, precisam valorizar o profissional e parar de reclamar de dificuldades que não existem.
Fonte: Oficina da Net
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Sistema de Informações Geográficas
Um Sistema de Informação Geográfica (SIG ou GIS – Geographic Information System, do acrónimo/acrônimo inglês) é um sistema dehardware, software, informação espacial e procedimentos computacionais que permite e facilita a análise, gestão ou representação do espaço e dos fenômenos que nele ocorrem.
Um exemplo bem conhecido de um proto SIG é o trabalho desenvolvido pelo Dr. John Snow em 1854 para situar a fonte causadora de um surto de cólera na zona do Soho em Londres, cartografando os casos detectados. Esse protoSIG permitiu a Snow localizar com precisão um poço de água contaminado como fonte causadora do surto. Esta informação, entretanto, é controversa, visto que John Snow já tinha descoberto o poço antes da aplicação do mapa.
Introdução
O primeiro SIG foi criado na década de 60 no Canadá com o intuito de possibilitar a criação de um inventário de recursos naturais. Mas, naquela época os programas ainda eram muito difíceis de se utilizar, exigiam mão de obra especializada, o que custava caro, e ainda não havia programas específicos para os variados tipos de aplicação, logo, estes tinham que serdesenvolvidos, tomando mais tempo e mais dinheiro.
Entretanto, com o desenvolvimento da informática e de modelos m a t e m á t i c o s p a r a a p l i c a ç ã o d a c a r t o g r a f i a e m m e i o computadorizado, os GIS foram se aperfeiçoando. Já na década seguinte, Ottawa (Canadá) sediaria o primeiro simpósio sobre Sistemas de Informações Geográficas do mundo.
Desde a criação do primeiro sistema simples para aplicação da cartografia por meio de sistemas informatizados em 1950, até a recente massificação do acesso à GIS (como o Google Earth), as tecnologias para captura, armazenamento, tratamento e recuperação de informações georreferenciadas tem melhorado cada vez mais e possibilitado um leque cada vez maior de aplicações.
O SIG é um tipo especial de sistema de informações. Os sistemas de informações são utilizados para manipular, sintetizar, pesquisar, editar e visualizar informações, geralmente armazenadas em bases de dados computacionais.
Uma aplicação comum dos sistemas de informações está relacionada com o gerenciamento de passageiros por empresas aéreas, para realizar reservas, venda de passagens e check-in de passageiros.
O armazenamento, a recuperação, a pesquisa, a manipulação, o envio, a recepção, a cópia e a exibição de informações podem ser realizados manualmente, porém desta forma essas atividades podem ser muito lentas, tediosas, de difícil padronização e com maior probabilidade de ocorrência de erros. Além disso, mapas em papel são difíceis de manejar, armazenar, enviar, receber e copiar. Desta forma, a utilização de computadores, dotados de programas computacionais de SIG, torna essas operações mais fáceis e produtivas.
Atualmente, um SIG pode ser aplicado a praticamente todas as atividades humanas, uma vez que essas atividades são sempre executadas em algum local, em alguma posição geográfica. As grandes aplicações de Sistemas de Informações Geográficas
requerem a montagem de uma equipe multidisciplinar, envolvendo profissionais de informática, bancos de dados, cartografia (cartografia, sensoriamento remoto, fotogrametria, geodésia, etc.) e os outros profissionais das áreas de aplicações do SIG, ou seja, se o SIG estiver sendo aplicado na gestão de distribuição elétrica, se fazem necessários na equipe os profissionais diretamente relacionados com gestão de eletricidade, o mesmo raciocínio pode ser feito com relação a agricultura, planejamento urbano, etc. Além desses profissionais, se faz necessário contemplar também as pessoas que utilizarão as informações geográficas produzidas pelo sistema, pessoas essas, nem sempre relacionadas com a aplicação ou a instituição onde o sistema está implantado.
Desta forma, é possível categorizar os recursos humanos em três grupos, o núcleo de geomática, os usuários temáticos e os usuários gerais.
Aplicações de um SIG
As atividades humanas sempre são desenvolvidas em alguma localidade geográfica e, portanto podem ser geograficamente referenciadas, desta forma, são praticamente infindáveis as possibilidades de aplicações de Sistemas de Informações Geográficas. No entanto, serão relacionadas as aplicações mais comuns e consagradas mundialmente.
Os SIG permitem compatibilizar a informação proveniente de diversas fontes, como informação de sensores espaciais (detecção remota /sensoriamento remoto), informação recolhida com GPS ou obtida com os métodos tradicionais da Topografia.
Entre as questões em que um SIG pode ter um papel importante encontram-se:
Localização: Inquirir características de um lugar 1.
concreto
Condição: Cumprimento ou não de condições impostas aos 2.
objetos.
Tendência: Comparação entre situações temporais ou 3.
espaciais distintas de alguma característica.
Rotas: Cálculo de caminhos ótimos entre dois ou mais 4.
pontos.
Modelos: Geração de modelos explicativos a partir do 5.
comportamento observado de fenómenos/fenômenos espaciais.
Material jornalístico. O Jornalismo online pode usar 6.
sistemas SIG para aprofundar coberturas jornalísticas onde a espacialização é importante.
Os campos de aplicação dos Sistemas de Informação Geográfica, por serem muito versáteis, são muito vastos, podendo-se utilizar na maioria das atividades com um componente espacial, da cartografia a estudos de impacto ambiental ou vigilância epidemiológica de doenças, de prospeção de recursos ao marketing, constituindo o que poderá designar de Sistemas Espaciais de Apoio à Decisão. A profunda revolução que provocaram as novas tecnologias afetou decisivamente a evolução da análise espacial.
Modelos
Existem vários modelos de dados aplicáveis em SIG (Sistemas de Informação Geográfica). Por exemplo, o SIG pode funcionar como uma base de dados com informação geográfica (dados alfanuméricos) que se encontra associada por um identificador comum aos objectos gráficos de um mapa digital. Desta forma, assinalando um objecto pode-se saber o valor dos seus atributos, e inversamente, selecionando um registro da base de dados é possível saber a sua localização e apontá-la num mapa.
O Sistema de Informação Geográfica separa a informação em diferentes camadas temáticas e armazena-as independentemente, permitindo trabalhar com elas de modo rápido e simples, permitindo ao operador ou utilizador a possibilidade de
relacionar a informação existente através da posição e topologia dos objectos, com o fim de gerar nova informação.
Os modelos mais comuns em SIG são o modelo raster ou matricial e o modelo vectorial. O modelo de SIG matricial centra-se nas propriedades do espaço, compartimentando-o em células regulares (habitualmente quadradas, mas podendo ser rectangulares, triangulares ou hexagonais). Cada célula representa um único valor. Quanto maior for a dimensão de cada célula (resolução) menor é a precisão ou detalhe na representação do espaço geográfico. No caso do modelo de SIG vectorial, o foco das representações centra-se na precisão da localização dos elementos no espaço. Para modelar digitalmente as entidades do mundo real utilizam-se essencialmente três formas espaciais: o ponto, a linha e o polígono.
Padronização
Na tentativa de chegar a uma padronização dos citados tipos de dados, existe o Open Geospatial Consortium, hospedado emhttp://www.opengeospatial.org/. O objetivo é forçar os desenvolvedores de software de SIG e Geoprocessamento adotarem padrões. Atualmente, possui algumas especificações:
WMS – Web Map Service WFS – Web Feature Service WCS – Web Coverage Service CS-W – Catalog Service Web SFS – Simple Features – SQL GML – Geography Markup Language
A partir de 2005, com a disponibilização gratuita do visualizador Google Earth, o formato KMZ se popularizou, tornando-se um padrão de facto. Vários SIG, em 2006, já apresentam possibilidades de exportação e importação de arquivos KMZ, como o NASA World Wind.