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Rev. soc. bras. fonoaudiol. vol.17 número2

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Academic year: 2018

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EDITORIAL

Dra. Irene Marchesan

A Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa) realizará, de 31 de outubro a 03 de novembro de 2012, mais um congresso nacional. Esse será o XX congresso que a Sociedade realizará. Em todos os congressos que já ocorreram sempre existiram novidades, avanços e modificações na tentativa de inovar e criar “atrações” que façam do evento um sucesso. Todos os gestores que estiveram nas di-retorias anteriores buscaram fazer o melhor dentro de suas possibilidades e, na verdade, isso sempre aconteceu, ou seja, todos os congressos, no fundo, foram um sucesso. Problemas sempre existem; isso faz parte de qualquer atividade proposta por nós, os seres humanos. Perfeição é apenas um sonho e o problema é que esse sonho é muito distinto na cabeça de cada um dos dirigentes e dos participantes, o que faz com que, de verdade, não possa existir a perfeição, já que ela é diferente para cada um de nós.

A diretoria atual não é nem melhor e nem pior que as diretorias que nos antecederam, ela não é a primeira e não será a última que comandará um congresso nessa sociedade. No fundo, a diretoria é apenas mais um grupo de fonoaudiólogos que sonha com o congresso perfeito. A luta para essa perfeição, nunca alcançada, é verdadeiramente uma batalha interna que leva a uma tentativa de supe-ração do que ocorreu nos congressos anteriores. Isso é muito bom, pois faz com que sempre ocorram mudanças, boas para alguns, médias para outros e, evidentemente, ruins para alguns outros também. Quem ganha com essas batalhas de superação é a Fonoaudiologia.

Na nossa diretoria nada ocorre de maneira diferente das diretorias anteriores. Durante os meses que antecedem o congresso existe uma febre em todos aqueles que fazem parte da organização. É algo parecido com uma doença, tal é o conflito interno, a aflição e o medo, somados à exaustão mental e corporal para que todos os detalhes sejam pensados e cuidados.

Toda diretoria quer deixar sua marca nem que seja indelével na sua gestão. O que estamos fazendo para superar o que já foi feito? Criamos um lema “democracia”, e esse lema é seguido em cada passo dado. Tudo é dividido por igual para todos os grupos. Pode parecer incrível, mas exercer a democracia é muito mais difícil do que não a exercer. Divisões em partes iguais em um congresso serão mesmo justas? Não sabemos, mas esse é o lema a ser seguido e só após o término de cada con-gresso é que se sabe se o lema daquele ano foi bom ou não.

É um risco não ser repetitivo, mas quem não arrisca, não muda a história e não faz a roda andar. Uma sala para cada departamento, número de palestras iguais para todos, solicitação de indicações de palestrantes para todas as Universidades, prêmios para todos os departamentos em números iguais para os trabalhos científicos, liberdade total para os departamentos decidirem sua grade de temas e palestrantes, quase que uma verdadeira anarquia. Porém, é da anarquia que se cria a ordem novamente. Essa ordem recriada pode ser reestabelecida com maior rigor e controle do que anteriormente ou, a partir da anarquia, a ordem pode ser reestabelecida sobre novas bases.

Surpresa para todos! Como a SBFa ficará após esse congresso? Não sabemos. Só saberemos após o final, quando recolheremos os louros e também as censuras. O mais importante de tudo isso, é que ninguém deve perder algo tão diverso como o que vai ocorrer. Só aqueles que participarem farão a história.

Enfim, eu espero você em nosso congresso, porque afinal você é, como eu, um fonoaudiólogo apaixonado pelo que faz.

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