A A N N T T R R A A C C I I R R
( ( A A n n á á l l i i s s e e d d e e T T r r a a n n s s i i t t ó ó r r i i o o s s E E m m C C i i r r c c u u i i t t o o s s ) )
E E N N E E 3 3 A A N N - - M M C C A A
E E N N E E 3 3 A A N N - - M M C C B B E E L L E E 3 3 A A N N - - M M C C A A
P P R R O O F F : : M M A A S S S S I I M M O O A A R R G G E E N N T T O O
USJT-FTCE –ANTRACIR – ENE3AN-MCA ; ENE3AN-MCB ; ELE3AN-MCA – PROF. MASSIMO ARGENTO - EDIÇÃO 20 17
CAP 1 - PARÂMETROS DE REDES:
Definiremos aqui as relações existentes entre a tensão e a corrente nos parâmetros de rede mais utilizados na teoria de circuitos, considerando estes elementos em principio como ideais, e convencionando-os como receptores; são eles: O Resistor ideal, o Indutor ideal e o Capacitor ideal. Teremos então:
a) RESISTOR IDEAL:
Um Resistor ideal obedece à Lei de Ohm :
R
) t ( ) v t ( i ) t ( i . R ) t (
v
b) INDUTOR IDEAL:
Um Indutor ideal obedece à Lei de Newmann - Faraday :
t
t d ) t ( L v ) 1 t ( t i
d ) t ( i .d L ) t ( v
c) CAPACITOR IDEAL:
Um Capacitor ideal obedece à Lei de Faraday :
t t d ) t ( C i ) 1 t ( t v
d ) t ( v .d C ) t ( i
Note a Dualidade existente entre o Indutor e o Capacitor ; notemos que certas mudanças ordenadas em elementos, ou leis conhecidas conduzem a outros elementos ou leis igualmente válidas. Os termos que se correspondem são chamados de duais. A dualidade é uma regra bilateral como abaixo indicada:
Tensão Corrente Série Paralelo Resistência Condutância Nó Malha
Indutância Capacitância Circuito Aberto Curto-circuito i(t)
v(t) R
v(t)
i(t) L
v(t)
i(t) C
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Exemplo:
t
t d ) t ( L v ) 1 t (
iL L ; por dualidade :
t
t d ) t ( C i ) 1 t (
vC C
EXERCICIOS - CAP 1 PARÂMETROS DE REDES
1) - A um capacitor de 1000 pF é aplicada a tensão indicada pelo gráfico abaixo. Nestas condições determine o valor da corrente através do capacitor nos instantes: 0,2s ; 1,5s ; 2,5s e 2,75s.
SOLUÇÃO:
Caracterizemos inicialmente a função v(t) : Lembrando que a equação de uma reta é fornecida por y = a.t + b , onde a é determinado pela tangente do ângulo formado pela reta com o eixo horizontal , e b é determinado a partir de um ponto qualquer conhecido no gráfico; teremos:
a) t b ; se: t 0 v(t) 0 b o v(t) 10 t
10 . 5 , 0 ) 5 t ( v s 5 , 0 t
0 6 7
b) 0,5s t 2,5s v(t) 5V
c)2,5s t 3,0s v(t) 107t. b ; se: t 3,0.106v(t) 0b30v(t) 107t30
Lembrando que ic(t) é dado por :
dt ) t ( C dv ) t (
i ; com C 109F iremos ter para a corrente do capacitor:
a) 0 t 0,5s iC(t) 109 (107) 102A 10mA b) 0,5s t 2,5s iC(t) 109 (0) 0A
c)2,5s t 3,0s iC(t) 109 (107) 102A 10mA v(t)
i(t)
C = 1000pF
t( s) 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 v(t) (V)
5
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Nestas Condições podemos já estabelecer o gráfico da corrente ic(t):
Em termos de respostas ao enunciado iremos ter:
i (t = 0,2s) = 10mA ; i (t = 1,5s) = 0A ; i (t = 2,5s) = INDETERMINADA i (t = 2,75s) = -10mA
2)- A um Capacitor de 1000pF aplica-se a corrente dada pelo gráfico abaixo. Nestas condições elabore o gráfico da tensão sobre o capacitor, p/ t 0, considerando as seguintes condições iniciais: a)- tensão inicial V0 = 0 (Condições iniciais quiescentes) b)- tensão inicial V0 = 50V
SOLUÇÃO:
Elaboraremos a solução do exercício considerando em principio o capacitor em condições iniciais quiescentes, e a partir dos resultados obtidos estenderemos o raciocínio para as condições iniciais não quiescentes.
Em qualquer circunstância:
t
- c
c(t) = i (t)dt
v
C
1
; com C = 10- 9 F 10
9C
1
Resolução do problema considerando inicialmente o item a) (V0 = 0) 1) 0 t 1s:
t
0 0
0 0
- c t
- c
c 0,3dt
C dt 1
C N dt 1
(t) C i
dt 1 (t) C i
= 1 (t) v
.) Q . I . C ( 0
-
t( s) 0,5 1,0 1,5 2,0
2,5 3,0
3,5 i (t) (mA)C
10
-10
i(t)
C = 1000pF
t( s)
1,0 2,0
3,0 i (t) (A)C
0,3
-0,1
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OBS.: Para a resolução do item b),consideraríamos o resultado da primeira integral como sendo de 50V; prosseguindo com o problema:
V 300 )
s 1 ( v s
1 t
0 ) 0 ( v 0
t t
) t ( v
c c 8
t
0
c
10
90 , 3 t 3 10
2) 1s t 3s:
t
s 1 9 s
1
s 1
c s
1
- c t
- c
c i (t)dt 10 ( 0,1)dt
C dt 1
(t) C i
dt 1 (t) C i
= 1 (t) v
V 0
300
t 3 s v (3 s ) 100V
V 300 ) s 1 ( v s 1 t 400 t 10 )
10 t 10 300 t
10 300 ) t ( v
c c 8
6 8
t
s 1
c 8
(
3) 3s < t :
t
s 3 s
3
s 3
c s
3
- c t
- c
c (0)dt
C (t)dt 1
C i t 1
d ) (t C i
dt 1 (t) C i
= 1 (t) v
V 0
100
Donde: vc(t) = 100V ; De posse dos resultados obtidos mostremos então o gráfico da tensão sobre o capacitor; observar que a obtenção do gráfico considerando a condição inicial de 50V se fará somando 50V a todos os resultados conseguidos em condições iniciais quiescentes.
4) Para o circuito a seguir, conhecendo-se a tensão v(t) do gerador de tensão, pede-se a determinação da corrente ig(t).
t( s)
1,0 3,0
v (t) (V)C
50 100 150 200 250 300 350
Considerando V = 0VC0 Considerando V = 50VC0
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SOLUÇÃO: (Obs: em qualquer circunstância: ig = iR + iC
a) 0 < t < 1 v(t) = 5t ; iR = 1
t
5 = 5t ; iC = C.
dt
dv = 2.5 =10 ig = 5t + 10 Quando t = 0 ig = 10 ; Quando t = 1 ig = 15
Portanto neste intervalo, ig é uma reta crescente de 10 até 15
b) 1 < t < 2 v(t) = 5 ; iR = 1
5 = 5 ; iC = C.
dt
dv = 2.0 = 0 ig = 5 Portanto neste intervalo, ig é uma constante de valor 5
c) 2 < t < 4 v(t) = -2t + 9 ; iR = -2t + 9 ; iC = C.
dt
dv = 2.(-2)= -4 ig = -2t + 5
Quando t = 2 ig = 1 ; Quando t = 4 ig = -3 Portanto neste intervalo, ig é uma reta decrescente de 1 até -3
d) 4 < t v(t) = 1 ; iR = 1 ; iC = C.
dt
dv = 2.0 = 0 ig = 1 Portanto a partir de t 4 , ig é uma constante de valor 1
De posse dos resultados acima , podemos mostrar o gráfico de ig:
+ -
iR ig
iC v(t)
1,0 2,0 3,0 4,0 t(s) v(t) (V)
5
1 2F 1
1,0 2,0 4,0 t(s) i ( t) (A)g
10 15
5
-3 1
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5) Para o circuito a seguir, considerando-se C.I.Q.(Condições iniciais quiescentes) e conhecendo-se a corrente ig(t) do gerador, pede-se a determinação da tensão vg(t).
CONCEITOS IMPORTANTES QUE SE DEVEM CONSIDERAR:
a) A condição inicial de um capacitor é a sua tensão; o capacitor tende sempre a manter o estado de tensão em que se encontra. Com exceção de certas condições excepcionais, podemos afirmar que a tensão de um capacitor não sofre descontinuidades , mesmo que sua corrente seja descontinua!
RECIPROCAMENTE:
b) A condição inicial de um indutor é a sua corrente; o indutor tende sempre a manter o estado de corrente em que se encontra. Com exceção de certas condições excepcionais, podemos afirmar que a corrente de um indutor não sofre descontinuidades , mesmo que sua tensão sej a descontinua!
SOLUÇÃO:
a) 0 < t < 1 ig = 3t ; vR = 3t ; vL = L.
dt
di = 1. 3 = 3 ; ;
t
0 0
0
0 .)
Q . I . C ( 0
0 t
C 3tdt
C dt 1
C i dt 1
C i dt 1
C i v 1
= 2 .
t
0 2
2 t
3 = 3
t2 02 ;
vC = 3t2
V 3 v 1
t
0 v 0
t
C
C vg = 3t2 + 3t + 3
V 9 v 1
t
V 3 v 0
t
g g
Sendo portanto neste intervalo, a tensão no gerador de corrente, uma parábola de “boca para cima” variando de 3 a 9V
b) 1 < t < 3 ig = -2t + 5 ; vR = -2t + 5 ; vL = L.
dt
di = 1. (-2) = -2 ;
1 1H
t(s) 1,0
3,0 4,0
3
v (t)g
v (t)R v (t)L v (t)C i (t)g
i (t)(A)g
1 2 F
-1,0
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t
1 0
1
1 V
3 t 1
C ( 2t 5)dt
C dt 1
C i dt 1 C i dt 1
C i v 1
= 3 + 2.
t
1 2
t 2 5
t
2
vC = 3 + 2.
t2 5t 1 5
vC = -2t2 + 10t -5
V 7 v 3
t
V 3 v 1
t
C
C
Portanto: vg = - 2t2 + 8t - 2
V 4 v 3
t
V 4 v 1
t
g g
Sendo portanto neste intervalo, a tensão no gerador de corrente, uma parábola de “boca para baixo” variando de 4 a 4V
c) 3 < t ig = -1 ; vR = -1 ; vL = L.
dt
di = 1. (0) = 0 ;
t
3 0
3
3 V
7 t 3
C ( 1)dt
C dt 1 C i dt 1 C i dt 1
C i v 1
= 7 + 2.
t
3
)
( t = 7 - 2t + 6
vC = -2t + 13 vg = -2t + 12
V 4 v 4 t
V 6 v 3
t
g g
Sendo portanto a partir de t > 3s , a tensão no gerador de corrente, uma reta decrescente começando em 6V
Podemos pois visualizar o gráfico de vg(t) :
t(s)
1,0 3,0
3,0 4,0 6,0 9,0
4,0 v (t)(V)g
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CAPITULO II - FUNÇÕES DE EXCITAÇÃO
1) - FUNÇÕES DE EXCITAÇÃO: Começaremos pela definição de duas funções no domínio do tempo, fundamentais no estudo dos circuitos elétricos ; são elas: A função H(t) (função de Heaviside), e a função (t) (função de Dirac). Para uma melhor compreensão do funcionamento das mesmas, vamos estudar o comportamento da função mostrada abaixo, bem como o da sua respectiva derivada:
Note que f(t) é uma função contínua e derivável por intervalos ;observe que a área da derivada de f(t) é sempre: S = 1 qualquer que seja o valor do intervalo de tempo
(
0 );nestas condições façamos
0 (infinitamente próximo mas não igual!); notemos então que f(t) será “quase” uma função descontínua, e ainda que:
1 .Com estas considerações tentemos visualizar como ficam os gráficos das duas funções para
0:
tf( t) 1
t df(t)
1 dt
S = 1
tf( t) 1
0
0 t df(t)
1 dtUSJT-FTCE –ANTRACIR – ENE3AN-MCA ; ENE3AN-MCB ; ELE3AN-MCA – PROF. MASSIMO ARGENTO - EDIÇÃO 20 17
Em função dos conceitos aqui expostos vamos então definir as duas funções de excitação mais importantes no estudo dos circuitos elétricos: A função H(t),e a função (t), com as seguintes características :
a) - Função de Heaviside, ou função H(t):
0 t : se 1
0 t : se ADA INDETERMIN
0 t : se 0 )
t ( H
b) - Função de Dirac, ou função (t):
) t ( H . 1 dt
) t ( dt
) t (
: e
0 t : se
0 t : se 0
) t
( 0
0
CONSIDERAÇÕES E PROPRIEDADES DAS FUNÇÕES ACIMA:
a) - SOBRE A FUNÇÃO H(t):
1) - Note que a função H(t) é indeterminada em t = 0, ou seja: a função possui “quase”
uma descontinuidade neste instante (que é o limite de um intervalo de tempo tendendo a zero). Assumiremos que a função, possui neste instante um valor finito. (Mesmo sendo indeterminado, o seu valor numérico certamente situa-se entre 0 e 1)
OBS.: Este tipo de função pertence à classe das funções denominadas de funções seccionalmente continuas, (funções que apresentam um número finito de pontos de “li mites de descontinuidade” , e ainda que em nenhum destes pontos tendem ao infinito)
2) - O produto da função H(t), com uma outra função qualquer f(t),representa fisicamente um chaveamento na origem (em t = 0); em outras palavras, executar o produto H(t). f(t) significa definir a existência de f(t) somente a partir de 0+.Note de fato os gráficos abaixo, onde é mostrado o gráfico de uma f(t) qualquer, em seqüência o gráfico de H(t), e finalmente o gráfico do produto: H(t).f(t):
t H(t)
1
t dH(t)
(t) = dt
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Uma forma de visualizarmos fisicamente o que foi acima mostrado, consiste num gerador de tensão de valor f(t), associado a uma chave que comuta exatamente no instante t = 0 . Nestas condições note que a tensão VA B será exatamente o produto: f(t).H(t) ; Veja figura abaixo:
b) - SOBRE A FUNÇÃO (t):
Assumiremos a função (t) como sendo a derivada da função H(t); assumiremos ainda, que a mesma existe exatamente no instante t = 0, e que o seu valor tende ao infinito neste instante, entretanto possuindo área unitária, mesmo com seu valor tendendo ao infinito.
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Considerando-se que em t = 0, H(t) é indeterminada, e ainda que neste instante: (t) tende ao infinito:
Não se define o produto: H(t). (t) t f(t)
t H(t)
H(t).f(t) 1
t 1
t
+ -
t = 0 A
B vAB f(t)
vA B = H (t).f(t)
t
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EXTENSÃO DE CONCEITO: DESLOCAMENTO DAS FUNÇÕES:
Pela utilização dos conceitos que definiram H(t), e (t) poderemos facilmente entender as definições e gráficos abaixo:
a t : se 1
a t : se ADA INDETERMIN
a t : se 0 ) a t (
H
) a t ( H . 1 dt ) a t ( dt ) a t (
: e a t : se
a t : se 0
) a t
( a
a
Nestas condições percebemos que tudo se passa como se, em vez de todos os conceitos serem válidos para: t = 0, os mesmos passassem a valer para: t = a ; ou seja:
De maneira análoga ao que já foi visto anteriormente :
t H(t - a)
1
a
t dH(t - a)
(t - a) = dt
a
t f(t)
t H(t - a)
H(t - a).f(t) 1
t 1
t a
a
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E de forma mais Generalizada: Não se define o produto: H(t - a). (t - a)
TEOREMA IMPORTANTE: f(t). (t - a) = f(a). (t - a)
De fato vamos imaginar fisicamente o produto de uma f(t) qualquer ( f(t) de H(t - a) ) pela função (t - a). Este produto será nulo qualquer que seja t a, ou ainda: O produto somente terá sentido em t = a, porquanto a função (t - a) somente existirá em t = a.
Nestas condições em t = a, f(t) deixa de ser uma função genérica, passando a ser o valor que f(t) possui no ponto: t = a, ou seja: f(a). Graficamente iremos ter:
PORTANTO :
(TEOREMA DA AMOSTRAGEM):
f(t). (t - a) = f(a). (t - a)
EXERCÍCIOS SOBRE FUNÇÕES DE EXCITAÇÃO:
1º) - Dados os gráficos das funções f(t) a seguir, pede-se para cada um deles:
-Expressar matematicamente f(t) através da utilização de funções si ngulares;
-De posse do item anterior determinar matematicamente a derivada de f(t),e construir o seu gráfico.
+ -
t = a
A
B vAB f(t)
a t
vA B = H (t -a).f(t)
t
(t - a)
t f(t)
f(a)
t = a
t = a
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Gráfico a):
SOLUÇÃO:
( ) H(t) H(t ) )
t (
f
2 t 1 1
portanto teremos:
H(t) H(t ) ( t ) (t) (t ) dt
) t (
df
2 1 2 1 1
Analisando somente as funções com s :
) (t) (t ) t
(
2 1 1
== ( 2t – 1 ) . (t) - ( 2t – 1 ) . ( t - 1) = ( 2.0 – 1 ) . (t) - ( 2.1 – 1 ) . ( t - 1) =
= - (t) - ( t - 1) ; portanto:
) t ( ) t ( ) t ( H ) t ( dt H
) t (
df
2 1
1
Donde:
Gráfico b):
SOLUÇÃO:
) t ( H . t )
2 t ( H ) t ( H )
t (
f
2
2
tt f( t)
1
-1
1 2
tt f( t)
1
-1
1 2
df(t) dt
t 2
1
2 - (t) - (t - 1)
tt f( t)
2
2
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Portanto teremos:
) 2 t ( t ) 2 t ( H 1 ) 2 t ( ) t ( dt 2
) t (
df
2 (t) 2 (t 2) 1 H(t 2 ) t (t 2) dt
) t ( df
) t ( 2 ) 2 t ( H dt 1
) t ( ) df
2 t ( 2 ) 2 t ( H 1 ) 2 t ( 2 ) t (
2
Donde:
Gráfico c):
SOLUÇÃO:
H(t) H(t ) H(t 1) H(t 3) )
t (
f
2 t 1 2
Portanto teremos:
H(t) H(t ) 2t (t) (t 1) 2 (t 1) (t 3) dt
) t (
df
2 1
Analisando somente os s :
(t) (t 1) 2 (t 1) (t 3) 2t (t) 2t (t 1) 2 (t 1) 2 (t 3) t
2
) 3 t ( 2 ) 3 t ( 2 ) 1 t ( 2 ) 1 t ( ) 1 ( 2 ) t ( ) 0 (
2 ; Portanto:
) t ( 2 ) t ( H ) t ( dt H
) t (
df
2 1
3
df(t) dt
2 t 2 (t)
tt f( t)
2
2
1
t f( t)
2
1 2 3
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Donde:
Gráfico d):
SOLUÇÃO:
H(t) H(t ) H(t 1) H(t 2) )
t (
f
t 1 2
portanto teremos:
H(t) H(t ) t (t) (t ) 2 (t 1) (t 2) dt
) t (
df
1 1 1
Analisando somente os s :
(t) (t ) 2 (t 1) (t 2) t (t) t (t ) 2 (t 1) 2 (t 2)
t
1 1
) 2 t ( 2 ) 1 t ( 1 ) 2 t ( 2 ) 1 t ( 2 ) t ( ) 1 ( ) t ( ) 0
( 1 ; portanto:
) 2 t ( 2 ) 1 t ( )
t ( H ) t ( dt H
) t (
df
1 1
Donde:
df(t)
dt
t 2
t f( t)
2
2 2
1 3 1
3
-2 (t - 3)
t f( t)
2
1 1
2 3
df(t) dt
t 2
(t - 1) t
f( t) 2
1 1 1
2 3 1
3 -2 (t - 2)
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2º) Dado o circuito abaixo, onde é conhecida a função vg(t), pede-se:
a)-Expressar vg(t) matematicamente através da utilização de funções singulares;
b)-Determinar ig(t) matematicamente, e esboçar o seu gráfico a partir dos resultados obtidos.
SOLUÇÃO:
a) vg(t) (5t) H(t) H(t 1) (5) H(t 1) H(t 2) ( 2t 9) H(t 2) H(t 4 )(1)H(t4)
b.1) sendo:
1 ) t ( v R
) t ( ) v
t (
iR g g ; Teremos:
) 4 t ( H ) 1 ( ) 4 t ( H ) 2 t ( H 2
( ) 2 t ( H ) 1 t ( H ) 5 ( ) t ( H ) t ( H 5 (
iR
t ) 1 t 9 )
b.2 ) Sendo:
dt ) t ( 1 dv dt
) t ( C dv )
t (
iC g g ; Teremos:
(5 H(t) H(t ) (5t) (t) (t 1) (5) (t 1) (t 2 )
iC
) 1
) 4 t ( ) 1 ( ) 4 t ( ) 2 t ( ) 9 t 2 ( ) 4 t ( H ) 2 t ( H 2
(
)
ou ainda:
(5 H(t) H(t ) ( 2 H(t 2) H(t 4 ) (5t) (t) (5t) (t 1)
iC
) 1 )
) 4 t ( 1 ) 4 t ( ) 9 t 2 ( ) 2 t ( ) 9 t 2 ( ) 2 t ( ) 5 ( ) 1 t ( ) 5
(
Verifiquemos somente os “s” ; teremos:
+ -
iR iC
v (t)g i (t)g
1,0 2,0 3,0 4,0 t(s) v (t) (V)g
5
1 1F SENDO: 1
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(t) 5.(1) (t 1) 5 (t 1) 5 (t 2) ( 2.2 9) (t 2) )
0 .(
5
0 ) 4 t ( 1 ) 4 t ( ) 9 4 . 2
(
Portanto teremos:
(5 H(t) H(t ) ( 2 H(t 2) H(t 4 )
iC
) 1 )
e ainda:) 4 t ( H ) 1 ( ) 4 t ( H ) 2 t ( H 2
( ) 2 t ( H ) 1 t ( H ) 5 ( ) t ( H ) t ( H 5 (
iR
t ) 1 t 9 )
Donde:
) 4 t ( H ) 1 ( ) 4 t ( H ) 2 t ( H 2
( ) 2 t ( H ) 1 t ( H ) 5 ( ) t ( H ) t ( H 5
(
ig
t 5 ) 1 t 7 )
Que irá nos fornecer o seguinte gráfico:
OUTRA FORMA DE RESOLVER : OBTENÇÃO POR MERA INSPEÇÃO GRÁFICA:
Observe que os ’(Dirac’s) ocorrem somente na derivação de pontos de descontinuidade , com valores (áreas) definidos pelo próprio “salto” de descontinuidade. Note o exercício a seguir:
1,0 2,0 3,0 t(s) 4,0 i ( t) (A)g
5 10
1 -1 3
USJT-FTCE –ANTRACIR – ENE3AN-MCA ; ENE3AN-MCB ; ELE3AN-MCA – PROF. MASSIMO ARGENTO - EDIÇÃO 20 17
Sendo dada a f(t) abaixo, pede-se determinar o gráfico de : t d
) t ( f
d
SOLUÇÃO:
f(t)
It(s)
3
1 2 3 4 5
9
6
4
df(t)
It(s) 1
2
3 4
5 6
2
-2 3. t
- 5. t -1 -1. t -3 - 4. t -4 1
dt
USJT-FTCE –ANTRACIR – ENE3AN-MCA ; ENE3AN-MCB ; ELE3AN-MCA – PROF. MASSIMO ARGENTO - EDIÇÃO 20 17
C A P I I I - I N T R O D U Ç Ã O À T R A N S F O R M A D A D E L A P L A C E
Consideremos uma função qualquer f(t) existente a partir de: t 0- ; definiremos para os nossos fins em circuitos elétricos a transformada de Laplace de f(t) como sendo:
0
st f(t)dt (s) e
) t (
f
F
£
Note que a integral que define a transformação, é definida a partir de 0-, justamente com o objetivo de considerar ou de incluir qualquer transição ou fenômeno que porventura possa ocorrer no instante: t = 0. Note ainda que o resultado da integral irá gerar uma função em
“s”, e não mais em “t” . Para um melhor entendimento, demonstremos as transformadas de duas funções fundamentais:
1ª TRANSFORMADA FUNDAMENTAL: TRANSFORMADA DA FUNÇÃO: H(t)
Sendo a função H(t) definida como:
0 t : se 1
0 t : se ADA INDETERMIN
0 t : se 0 )
t ( H
e ainda sendo:
0
st f(t)dt e
) t (
£
f , teremos:
st 00 st 00 t s 0
0 t s 0
t s
s 1 e s
K e dt
1 e dt
K e dt
) t ( H e )
t (
£
H
0 1
s 1 1 s 1
e K s e
e 1 s e
) K t (
H s.0 s.0 s. s.0
£
Portanto: s
) 1 t (
H
£
(FUNDAMENTAL!)2ª TRANSFORMADA FUNDAMENTAL: TRANSFORMADA DA FUNÇÃO: (t)
Sendo a função (t) definida como:
) t ( H . 1 dt
) t ( dt
) t (
: e
0 t : se
0 t : se 0
) t
( 0
0
USJT-FTCE –ANTRACIR – ENE3AN-MCA ; ENE3AN-MCB ; ELE3AN-MCA – PROF. MASSIMO ARGENTO - EDIÇÃO 20 17
Teremos: (t) e (t)dt e (t)dt e (t)dt 1. (t)dt 1
0
0 0
0 0 . s 0
0 t s 0
t
s
£
Portanto: (t) 1
£
(FUNDAMENTAL!)TEOREMA FUNDAM ENTAL: (Do deslocamento complexo)
Demonstremos que se : f(t) F(s)
£
, então f(t).e t F
(s )
£
de fato:
) s F( 0
t ) s ( 0
t t s t
0 t
s f(t)dt f(t)e e e f(t)dt e f(t)dt
e )
t ( f
£
£
Port anto: f(t)
F
(s) f(t).e t F
(s )
£
£
(FUNDAMENTAL!)O que significa, que de forma prática para determinarmos a t ransformada de Laplace de uma função do t ipo: f(t).e-t, bastará determinarmos a transformada de Laplace de f(t), e em seguida substituirmos o “s” por: “s ” em F(s). Exemplo de aplicação:
Sej a determinar:
H(t).e10t
£
t eremos:s ) 1 t (
H
£
; portanto:10 s e 1
. ) t (
H 10t
£
UTILIZAÇÃO DO TEOREMA (Para determinação de outras transformadas fundamentais):
a) Transformada de Laplace de: f(t) = H(t) . cos(t) ;
OBS.:
2 e ) e
t cos(
t j t
j
, onde: j2
1
(Fórmula de Euler) ; Temos:USJT-FTCE –ANTRACIR – ENE3AN-MCA ; ENE3AN-MCB ; ELE3AN-MCA – PROF. MASSIMO ARGENTO - EDIÇÃO 20 17
jt jt jt H(t).ejt
2 e 1
. ) t ( 2 H
e 1 e
. ) t ( 2 H
) 1 t cos(
. ) t (
H
£ £ £
£
= 2 2
) j ( s
s )
j s )(
j s ( 2
s 2 )
j s )(
j s ( 2
j s j s j
s 1 2
1 j s
1 2
1
Portanto: 2 2
s ) s
t cos(
. ) t (
H
£
(FUNDAMENTAL!)b) Transformada de Laplace de: f(t) = H(t) . sent ;
OBS.:
j 2
e ) e
t ( sen
t j t
j
, onde: j2
1
(Fórmula de Euler); teremos:
jt jt jt H(t).ejt
2 e 1
. ) t ( j H 2 e 1
e . ) t ( j H 2 ) 1
t ( sen . ) t (
H
£ £ £
£
2
2 (j )
) s j s )(
j s ( j 2
j 2 )
j s )(
j s ( j 2
j s j s j
s 1 j
2 1 j
s 1 j
2 1
Port anto: 2 2
) s t ( sen . ) t (
H
£
(FUNDAMENTAL!)EXTENSÃO DO RACIOCINIO:
a ) Sendo: 2 2
s ) s
t cos(
. ) t (
H
£
2 2t
) s ( ) s
t cos(
e . ) t (
H
£
b ) Sendo: 2 2
) s t ( sen . ) t (
H
£
2 2t
) s ) (
t ( sen e . ) t (
H
£
FUNDAMENTAIS!
USJT-FTCE –ANTRACIR – ENE3AN-MCA ; ENE3AN-MCB ; ELE3AN-MCA – PROF. MASSIMO ARGENTO - EDIÇÃO 20 17
TEOREMA BÁS ICO: (Deri vada da Transformada)
Demonstremos que se : f(t) F(s)
£
, então:ds ) s ( e d
).
t ( f .
t t F
£
de fato:
) t ( f . ) t
s (
o st 0
st 0
st
0
st ds t.e .f(t)dt e .t.f(t)dt
dt ) t ( f . e dt d
) t ( f . ds e
d ds
) s ( d
F
F
£
Port anto: ds
) s ( ) d
t ( f . t )
s ( )
t (
f F
F
£
£
(FUNDAMENTAL!)De posse deste teorema, vamos utiliza-lo para deduzir outra transformada fundamental de forma generalizada:
a) - Transformada de Laplace de: f(t) = t.H(t) ; teremos:
Se:
s ) 1
t (
H
£
2 2s ds s
) s / 1 ( ) d
t ( H .
t 1 1
£
b) - Transformada de Laplace de: f(t) = t2.H(t) ; teremos:
s2
) t ( H .
t 1
£
2 2 3 3s 2 s
1 . 2 ds
) s / 1 ( ) d
t ( . t . t )
t ( H .
t
H
£
£
c) - Transformada de Laplace de: f(t) = t3.H(t) ; teremos:
4 4
2 3 3
3 2
s 1 . 2 . 3 s
1 . 2 . 3 ds
) s / 2 ( ) d
t ( . t . t )
t ( H . s t
) 2 t ( H .
t
H
£ £
£
Notemos então que:
s2
) t ( H .
t 1
£
; 2 3s 1 . ) 2
t ( H .
t
£
; 3 4s 1 . 2 . ) 3
t ( H .
t
£
. . .Portanto generalizando: n 1
n
s
! ) n
t ( H .
t
£
(FUNDAMENTAL!)USJT-FTCE –ANTRACIR – ENE3AN-MCA ; ENE3AN-MCB ; ELE3AN-MCA – PROF. MASSIMO ARGENTO - EDIÇÃO 20 17
EXTENSÃO: Se: n n 1
s
! ) n
t ( H .
t
£
tn.et.H(t)
s n!
n1
£
TEOREMA DE UTILIZAÇÃO PRÁTICA: TRANSFORMADA DA DERIVADA
Este teorema fundamental será mais adiante utilizado para nos fornecer suporte na criação de modelos básicos, muito úteis na resol ução de fenômenos elétri cos, em circuitos a partir do instante 0-.
TEOREMA: s. (s) f(0 )
dt ) t ( f
d F
£
; demonstração:
0
stdt dt e
) t ( df dt
) t ( f
£
d : Int .por partes:
) t ( f v dt dt
) t ( dv df
dt e
s du
e
u st st
) s F( 0
st 0
st 0
stdt f(t)e ( s). f(t)e dt
dt e ) t ( df dt
) t ( f d
£
Logo:) s ( . e s
) ( f e
) t ( Lim f dt
) t ( f
d 0 F
s . ) 0 ( 0
t st
£
s. (s) f(0 )dt ) t (
df F
£
INTERPRETAÇÃO: Para obter a transformada de Laplace da derivada de uma função qualquer, bastará obtermos a transformada simples da função e conhecermos o valor que a função possuía no instante: t = 0-
Exe mplo de utilização: Na equação diferencial abaixo, sabendo-s e que e m t = 0- a função i(t) assume o valor 2 , determine o valor da função i(t) para t > 0:
) t ( H . 5 4
3 dt
) t ( i . d ) t (
i. ; SOLUÇÃO: aplicando a T.D.L. em toda a equação teremos:
s
s 8 s 5
4 3 ) s ( s 8
) 5 s ( . s 4 ) s ( . s 3
2 5 ) s ( . s . 4 ) s ( .
3
I I I I I
USJT-FTCE –ANTRACIR – ENE3AN-MCA ; ENE3AN-MCB ; ELE3AN-MCA – PROF. MASSIMO ARGENTO - EDIÇÃO 20 17
s 3/4
B s
2 A )
4 / 3 s .(
s
8 / 5 s 4
8 )
3 s 4 ( . s
5 s 8 )
s 4 3 ( . s
s 8 ) 5
s
I(
e H(t)
3 1 3
) 5 t ( 4 i
/ 3 s
3 / 1 s
3 / ) 5 s
( 3t/4
I
RESUMO BÁSICO SOBRE TRANSFORMADAS DE LAPLACE:(É fundamental que o aluno conheça de memória pelo menos este resumo para um bom desempenho na disciplina!)
TRANSFORMADAS F UNDAMENTAIS:
SIMPLES: COM TEOREMA:
f(t)
F
(s)
£
f(t).e t F(s )
£
(t) 1
£
e t. (t) 1
£
) s t (
H 1
£
s ) 1 t ( H . e t
£
2 2
s ) s
t cos(
. ) t (
H
£
t 2 2) s ( ) s
t cos(
e . ) t (
H
£
2 2
) s t ( sen . ) t (
H
£
t 2 2) s ) (
t ( sen e . ) t (
H
£
n n 1
s
! t n
. ) t (
H
£
n 1t n
s
! e n
. t . ) t (
H
£
USJT-FTCE –ANTRACIR – ENE3AN-MCA ; ENE3AN-MCB ; ELE3AN-MCA – PROF. MASSIMO ARGENTO - EDIÇÃO 20 17
PROPRIEDADES OPERATÓRIAS: Vindo a transformada de Laplace de uma integral, possuirá as propriedades de integral; nestas condições percebe-se facilmente que:
1)
f (t) g(t)
£
f (t)£
g(t)£
2)
K.f (t) K.
£
f (t)£
3)
f (t) g(t)
£
f (t)£
g(t)£
; e ainda:
gf((tt))
) t ( g
) t ( f
£
£
£
ANTITRANSFORMAÇÕES DE LAPLACE:
Uma ferramenta poderosa, (muito mais do que a própria transformada!) necessária à solução da grande maioria dos problemas em circuitos elétricos, consiste na determinação da antitransformada de Laplace. Acreditamos que seja óbvio que para entender as técnicas de antitransformação que veremos a seguir, torna-se fundamental o conhecimento no mínimo do resumo básico anteriormente apresentado.
As técnicas de antitransformação consistem em fazer recair as F(s) propostas em transformadas básicas j á conhecidas,as vezes até por meio de arti fícios. Vamos fornecer alguns exemplos simples:
1) INICIALMENTE BASEANDO-SE NAS TRÊS PRIMEIRAS OBTIDAS:
OBSERVE QUE SE :
) t ( H )
t ( s f
) 1 s ( F : SE
; ) t ( )
t ( f 1
) s (
F
; e ainda:
) t ( H . e )
t ( s f
) 1 s ( F :
SE t
) t ( H . e ) t ( ) t ( 2 f
s 1 1 ) s (
a) F 2t
b) -
3 s 1 2 3 s
2 3
s 3 s 3
s
1 3 3 s 3 s
1 ) s
s F(