CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2021/2022 NÚMERO DE REGISTRO NO MTE: SC001108/2021
DATA DE REGISTRO NO MTE: 27/05/2021 NÚMERO DA SOLICITAÇÃO: MR025153/2021 NÚMERO DO PROCESSO: 10263.101940/2021-11 DATA DO PROTOCOLO: 27/05/2021
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SINDICATO DAS EMPRESAS DE SISTEMAS ELETRONICOS DE SEGURANCA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - SIESE-SC, CNPJ n. 10.695.042/0001-48, neste ato representado(a) por seu ;
E
SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMERCIO DE BLUMENAU, CNPJ n. 82.666.025/0001-93, neste ato representado(a) por seu ;
celebram a presente CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO, estipulando as condições de trabalho previstas nas cláusulas seguintes:
CLÁUSULA PRIMEIRA - VIGÊNCIA E DATA-BASE
As partes fixam a vigência da presente Convenção Coletiva de Trabalho no período de 01º de maio de 2021 a 30 de abril de 2022 e a data-base da categoria em 01º de maio.
CLÁUSULA SEGUNDA - ABRANGÊNCIA
A presente Convenção Coletiva de Trabalho abrangerá a(s) categoria(s) Profissional dos Empregados no Comércio do Plano da CNTC nas Empresas do ramo de sistemas eletrônicos de segurança de modo geral, abrangendo as atividades de comercialização de produtos do varejo e atacado, prestação de serviços, projetos, instalações, monitoramento, rastreamento, inspeção técnica e assistência técnica de sistemas eletrônicos não abrangidos pela Lei 7.102/83, com abrangência territorial em Ascurra/SC, Benedito Novo/SC, Blumenau/SC, Gaspar/SC, Indaial/SC, Pomerode/SC, Rio dos Cedros/SC, Rodeio/SC e Timbó/SC.
SALÁRIOS, REAJUSTES E PAGAMENTO
PISO SALARIAL
CLÁUSULA TERCEIRA - PISO SALARIALO piso salarial da categoria profissional, a partir de 01 de maio de 2021, para jornada de trabalho de 220 (duzentas e vinte) horas mensais, será de R$ 1.405,00 (mil, quatrocentos e cinco reais).
Parágrafo Primeiro: Em caso de jornada menor que a prevista no caput desta cláusula, poderá ser aplicada a proporcionalidade quanto aos valores dos pisos ajustados.
Parágrafo Primeiro: Aos comissionistas será garantido, em qualquer caso, o piso salarial, integrando-se suas comissões para o cômputo do mesmo.
Parágrafo Segundo: Eventuais diferenças deverão ser ajustadas/pagas pelas empresas até o mês subsequente a assinatura desta Convenção Coletiva de Trabalho.
REAJUSTES/CORREÇÕES SALARIAIS
CLÁUSULA QUARTA - REAJUSTE SALARIALA partir de 01 de maio de 2021, as empresas reajustarão os salários de seus empregados no percentual de 7,60%
(sete vírgula sessenta por cento), incidente sobre os salários nominais (básicos) praticados no mês de abril de 2021.
Parágrafo Primeiro: Na aplicação do reajuste previsto no caput desta cláusula, será admitida a compensação de todos e quaisquer reajustes e/ou antecipações salariais concedidos no período de 01/05/2020 a 30/04/2021.
Parágrafo Segundo:Os empregados admitidos a partir de 1º de junho de 2020, terão seus salários reajustados de forma proporcional aos meses trabalhados, a contar do mês de admissão, observado o previsto no caput e
parágrafo primeiro desta cláusula, a razão de 01/12 avos para cada mês de vínculo empregatício.
Parágrafo Terceiro: Eventuais diferenças deverão ser ajustadas/pagas pelas empresas até o mês subsequente a assinatura desta Convenção Coletiva de Trabalho.
Parágrafo Quarto: Com a aplicação do estabelecido nesta cláusula, as empresas integrantes da categoria econômica representada pelo Sindicato Patronal (SIESE-SC), recebem do Sindicato Laboral (SEC), plena, geral e irrevogável quitação do período compreendido entre 01/05/2020 a 30/04/2021.
PAGAMENTO DE SALÁRIO – FORMAS E PRAZOS
CLÁUSULA QUINTA - COMPROVANTE DE PAGAMENTOOs demonstrativos de salário serão obrigatoriamente fornecidos ou disponibilizados pelas empresas, de forma física ou por meio eletrônico, com a sua identificação e discriminação das parcelas pagas e descontadas, inclusive o valor dos recolhimentos ao FGTS.
DESCONTOS SALARIAIS
CLÁUSULA SEXTA - DESCONTOS EM FOLHA DE PAGAMENTOAs empresas poderão efetuar descontos nas folhas de pagamento e/ou nos termos de rescisão dos contratos de trabalho, desde que expressamente autorizadas pelos empregados, dentre outros, exceto quanto a contribuição assistencial em favor do Sindicato Laboral (SEC), por possuir regramento próprio em cláusula específica, a título de:
a) Auxílio Educação - Instrução;
b) Contribuições em prol de agremiações recreativas, culturais e esportivas;
c) Convênios com farmácias;
d) Convênios médicos e odontológicos;
e) Mensalidades em prol do Sindicato Laboral (SEC), servindo a Ficha Associativa como autorização;
f) Seguro de acidentes pessoais;
g) Seguro de vida em grupo; e h) Seguro Saúde.
GRATIFICAÇÕES, ADICIONAIS, AUXÍLIOS E OUTROS
AUXÍLIO EDUCAÇÃO
CLÁUSULA SÉTIMA - AUXILIO EDUCAÇÃO / INSTRUÇÃOAs empresas poderão subsidiar parcial ou integralmente aos empregados os custos decorrentes de formação escolar (ensino médio, superior, pós-graduação, mestrado e/ou doutorado), bem como, cursos técnicos específicos relacionados com a atividade econômica destas.
Parágrafo Primeiro: Os critérios para a concessão do benefício previsto no caput desta cláusula serão livres e exclusivamente estabelecidos entre empresa e empregado, não representando, em hipótese alguma, salário indireto ou in natura, não integrando a remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário.
Parágrafo Segundo: Desde que expressamente autorizado pelos empregados, mediante contrato firmado entre as partes, as empresas poderão efetuar descontos dos valores efetivamente subsidiados/pagos referentes ao previsto nesta cláusula:
a) Mensalmente, mediante lançamento de desconto nas folhas de pagamento; e
b) Por ocasião da quitação de rescisão contratual por pedido de demissão ou por justa causa motivada pelo empregado.
AUXÍLIO CRECHE
CLÁUSULA OITAVA - AUXILIO CRECHEEm atendimento ao previsto no parágrafo primeiro do artigo 389 da CLT, bem como, na Portaria MTb nº 3.296/86, ficam as empresas obrigadas a conceder auxílio creche nas seguintes bases, independente do número de empregadas que componham seus quadros funcionais:
a) A empregada mãe que comprovar ter sob sua guarda filho com idade de até 3 (três) anos, limitado a 1 (um), terá garantido o reembolso mensal no valor de R$ 100,00 (cem reais), mediante apresentação de recibo emitido por creche pública ou particular, a título de auxílio/reembolso.
b) Na hipótese do pai comprovar ter a guarda judicial de filho com idade de até 1 (um) ano, limitado a 1 (um), fará jus ao previsto na alínea “a” desta cláusula.
Parágrafo Primeiro: O recibo deverá ser devidamente preenchido com o valor, mês de referência, nome do emitente, assinatura, data de emissão e CPF e/ou no caso de pessoa jurídica o número do CNPJ.
Parágrafo Segundo: O benefício ora convencionado não se constitui salário in natura ou indireto, não integrando a remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário.
OUTROS AUXÍLIOS
CLÁUSULA NONA - AMAMENTAÇÃOFica garantido à empregada mãe, que goza do direito de amamentar seu bebê até os 6 (seis) meses de idade, nos termos do artigo 396 da CLT, a faculdade de acumular o tempo legal permitido (trinta minutos de manhã e trinta minutos à tarde), utilizá-lo uma só vez por dia, desde que acumulado com o horário de intervalo para alimentação e descanso.
Parágrafo Único: A empregada mãe deverá comunicar a empresa, previamente e por escrito, caso opte por exercer o direito previsto nesta cláusula.
CONTRATO DE TRABALHO – ADMISSÃO, DEMISSÃO, MODALIDADES
NORMAS PARA ADMISSÃO/CONTRATAÇÃO
CLÁUSULA DÉCIMA - CONTRATO DE EXPERIENCIASendo firmado contrato de trabalho com cláusula de experiência (prazo determinado), na contagem deste período, não serão computados os dias de afastamento previdenciário na modalidade de auxílio-doença (B31), alterando, por conseguinte, seu encerramento.
DESLIGAMENTO/DEMISSÃO
CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA - HORAS EXTRAS PARA FINS INDENIZATÓRIOS
Para cálculo da média das horas extras incidentes sobre verbas rescisórias, tomar-se-á por base a prestação laboral extraordinária, prestada nos últimos 12 (doze) meses trabalhados, ou número de meses do corrente ano/período trabalhado, excluindo-se destes, aquele que apresentar o menor valor, dividindo-se o resultado pelo número de meses, menos 1 (um).
CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA - ASSISTÊNCIA SINDICAL NAS HOMOLOGAÇÕES DAS RESCISÕES CONTRATUAIS
As rescisões contratuais, a partir de 12 (doze) meses completos da admissão, serão efetuadas obrigatoriamente perante o Sindicato Laboral (SEC), mediante a apresentação dos seguintes documentos:
a) atestado demissional;
b) carteira profissional, devidamente anotada;
c) comprovante do depósito da multa do FGTS e chave de conectividade, na hipótese de dispensa sem justa causa;
d) comprovante de pagamentos atinentes aos Sindicatos;
e) comunicação da Dispensa ou do Pedido de Demissão, sendo que na hipótese de justa causa, deverá ser indicado o texto legal violado;
f) extrato atualizado do FGTS;
g) guias para Habilitação ao Seguro desemprego, na hipótese de dispensa sem justa causa;
h) relação dos salários dos comissionados para cálculo da média;
i) três últimas folhas de pagamento;
j) termo de rescisão contratual em 6 (seis) vias.
Parágrafo Primeiro: Nos municípios onde o Sindicato Laboral (SEC) não tiver sede ou subsede, a assistência poderá ser obtida na do município mais próximo.
Parágrafo Segundo: A assistência se concretiza com a homologação do TRCT, que além das exigências do caput, também necessita do pagamento das verbas rescisórias em moeda corrente, cheque administrativo ou depósito na conta bancária (corrente/poupança) do empregado, se existente crédito deste.
Parágrafo Terceiro: Em havendo quitação das verbas rescisórias com depósito em conta bancária, não fica
dispensada a obrigatoriedade de homologação do TRCT dentro do mesmo prazo previsto no artigo 477 da CLT e, se fora dele, haverá a cobrança de multa por atraso, no valor equivalente ao salário do empregado.
Parágrafo Quarto: Se os prazos previstos no parágrafo terceiro desta cláusula, não coincidirem com os dias de atendimento nas subsedes do Sindicato Laboral (SEC), a homologação poderá ser feita no próximo dia de
atendimento, após o vencimento do prazo, mediante apresentação de comprovante de quitação através de depósito bancário em favor do empregado, se existente crédito deste, dentro do prazo de lei.
Parágrafo Quinto: Se o empregado não comparecer no prazo de lei, será protocolada no Sindicato Laboral (SEC) uma via do documento rescisório, isentando a empresa da multa prevista por lei, desde que comprove ter
comunicado a este a data, horário e local da homologação do Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho.
Parágrafo Sexto: Caberá ao Sindicato Laboral (SEC) encaminhar ao Sindicato Patronal (SIESE-SC), até o dia 10 (dez) do mês subsequente, cópia de todos os TRCT´s homologados.
RELAÇÕES DE TRABALHO – CONDIÇÕES DE TRABALHO, NORMAS DE
PESSOAL E ESTABILIDADES
ESTABILIDADE ABORTO
CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA - MANUTENÇÃO DO EMPREGO ABORTO NÃO CRIMINOSO
A empregada que sofrer aborto não criminoso, terá garantia de emprego ou salário por 30 (trinta) dias, contados da ocorrência do fato, mediante apresentação de atestado médico.
OUTRAS ESTABILIDADES
CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA - GARANTIA DE EMPREGO E/OU INDENIZAÇÃO
Serão garantidos o emprego ou salário (indenização), nas seguintes condições e hipóteses:
a) Aos empregados que comprovadamente estiverem ao máximo de 12 (doze) meses da aquisição do direito de aposentadoria, em seus prazos mínimos, durante este tempo terão assegurados o emprego ou salário, desde que contem com um mínimo de 05 (cinco) anos de serviços contínuos na mesma empresa, cabendo-lhes comunicar a empresa, por escrito deste benefício, o início do prazo da garantia, sob pena de perda deste benefício, se arguido após a homologação contratual. Adquirido o direito a aposentadoria, extingue-se a garantia aqui instituída;
b) Ao empregado alistado para prestação de serviço militar obrigatório, a partir do recebimento da notificação de que será efetivamente incorporado até 45 (quarenta e cinco) dias após a desincorporação.
Parágrafo Único: Em qualquer caso, o contrato pode ser rescindido por pedido de demissão, acordo, justa causa ou ainda a qualquer tempo, sem justa causa mediante pagamento dos dias de garantia restantes.
JORNADA DE TRABALHO – DURAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO, CONTROLE, FALTAS
COMPENSAÇÃO DE JORNADA
CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA - JORNADA DE TRABALHOFica estabelecido que empresas e empregados podem ajustar contratos de trabalho, cuja jornada normal seja inferior à prevista no artigo 3º da Lei nº 12.790/13 (08h00min diárias e 44h00min semanais).
Parágrafo Único: Com fundamento no inciso XIII do artigo 611-A da CLT, ficam as empresas autorizadas em realizar regime de prorrogação e compensação de horas, assim como, horas extras, em atividades consideradas insalubres.
CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA - ESTAGIO
Com vistas a possibilitar a conclusão de curso superior, as empresas envidarão esforços no sentido de possibilitar o afastamento do trabalho do empregado, sem prejuízo da remuneração, para o atendimento de atividades
curricularmente previstas que coincidam com o horário de trabalho.
Parágrafo Primeiro: Caberá ao empregado formular solicitação por escrito à empresa, informando a quantidade de horas necessárias e dias em que isto se dará e a forma em que pretende repô-las, estas à razão de hora por hora, autorizando no referido documento, desconto na folha de salário e/ou termo de rescisão do contrato de trabalho quanto a eventual saldo remanescente de horas não repostas.
Parágrafo Segundo: Fica desde já estabelecida a possibilidade de desconto do saldo remanescente de horas utilizadas e não repostas, para o fim previsto no caput desta cláusula, em caso de rescisão do contrato de trabalho, independente se por iniciativa da empresa ou do empregado.
CLÁUSULA DÉCIMA SÉTIMA - BANCO DE HORAS I (CLAUSULA DE ADESÃO)
As empresas que aderirem aos termos da Cláusula de Adesão prevista nesta Convenção Coletiva de Trabalho ficam autorizadas a adotar o sistema aqui denominado “Banco de Horas” que consiste na compensação de horas trabalhadas por descanso e vice e versa (01h00min x 01h00min), mediante Certificado de Regularidade para utilização desta cláusula e nos seguintes termos:
a) O prazo de cada período será de até 6 (seis) meses, com fechamento no mês de outubro de 2021 e abril de 2022.
b) O Banco de Horas observará o limite individual acumulado de no máximo 50 (cinquenta) horas por empregado, devendo as horas excedentes (positivas) serem pagas como jornada extraordinária, juntamente com o salário do mês.
c) O número de horas positivas ou negativas de cada empregado será confrontado e ajustado dentro do prazo acima estabelecido.
c.1) Existindo saldo positivo em favor do empregado, a empresa deverá remunerá-lo com acréscimo legal de 50% (cinquenta por cento).
c.2) Em caso de saldo negativo, o desconto dar-se-á como hora normal, sendo permitido às empresas, desde que com a concordância do empregado, transferir este saldo negativo para o período seguinte, sem que isto invalide o limite temporal do previsto nesta cláusula e/ou o que dispõe o artigo 59 da CLT, com fundamento no que prevê o artigo 611-A e 611-B da CLT;
c.3) Em caso de desconto das horas devidas pelos empregados, fica estabelecido o limite de 50 (cinquenta) horas por mês, salvo se ajustado entre as partes o previsto no item “c.2” acima (transferência do saldo negativo para o período seguinte).
d) Para este sistema fica limitado o número de horas trabalhadas, além da jornada normal, no máximo de 02 (duas) horas, ou seja, um total de 10 (dez) horas diárias.
e) A compensação do saldo de horas, seja ele positivo ou negativo, ficará a critério das empresas, que deverá comunicar tal fato aos empregados, com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas.
f) As empresas que adotarem este sistema ficam obrigadas a terem registro de ponto (eletrônico, cartão ou livro).
g) Na ocorrência de rescisão contratual durante os períodos estabelecidos no item “1”, deverá ser observado:
g.1) Saldo Positivo: Se por ocasião da rescisão contratual existir saldo positivo, mesmo nos casos de rescisão por acordo, este será pago nos haveres rescisórios, com adicional e reflexos.
g.2) Saldo Negativo:Se por ocasião da rescisão contratual existir saldo de horas negativo no Banco de Horas:
g.2.1) Dispensa sem justa causa: Não será deduzido.
g.2.2) Dispensa por justa causa: Será deduzido.
g.2.3) Pedido de demissão: Será deduzido.
g.2.4) Rescisão por acordo: Será deduzido por metade.
h) Todos os empregados com contrato de trabalho em empresas da base territorial dos Sindicatos Patronal e Laboral (SIESE-SC e SEC) serão abrangidos pela presente cláusula, como também, os admitidos após maio de 2021.
Parágrafo Primeiro: As horas excedentes, realizadas a título de compensação/recuperação, deverão ser consideradas apenas para esta finalidade.
Parágrafo Segundo: O labor prestado em domingos e/ou feriados, não poderá ser objeto do previsto nesta cláusula.
Parágrafo Terceiro: Caberá à empresa encaminhar ao Sindicato Laboral (SEC), cópia do documento de formalização do previsto nesta cláusula.
CLÁUSULA DÉCIMA OITAVA - BANCO DE HORAS II (CLAUSULA DE ACORDOS COLETIVOS DE TRABALHO)
As empresas que desejarem aplicar sistema de compensação de horas trabalhadas por descanso e vice e versa (“Banco de Horas”), pelo prazo de 12 (doze) meses e de forma diversa, não previsto neste instrumento, mediante Acordo Coletivo de Trabalho, observada a Cláusula de Acordos Coletivos de Trabalho prevista nesta
Convenção Coletiva de Trabalho, em que terá a interveniência do Sindicato Patronal (SIESE-SC) como anuente no respectivo instrumento normativo, sem a qual será considerado nulo.
INTERVALOS PARA DESCANSO
CLÁUSULA DÉCIMA NONA - INTERVALO INTRAJORNADA - REDUÇÃO (CLAUSULA DE ADESÃO)
As empresas que aderirem aos termos da Cláusula de Adesão prevista nesta Convenção Coletiva de Trabalho, com fundamento no que dispõem o inciso III do artigo 611-A e parágrafo único do artigo 611-B da CLT, ficam autorizadas a reduzir o intervalo intrajornada, previsto no parágrafo terceiro do artigo 71 da CLT, de 01h00min para até 00h30min, mediante Certificado de Regularidade para utilização desta cláusula e nos seguintes termos:
Parágrafo Primeiro: As empresas deverão fornecer alimentação a seus empregados, bem como, possuir refeitórios organizados de acordo com a NR-24, Portaria 3.214/76 e demais legislações aplicáveis.
Parágrafo Segundo: Como alternativa ao previsto no parágrafo primeiro desta cláusula, faculta-se às empresas:
I - Fornecer alimentação em suas dependências, através de terceiros legalmente habilitados;
II - Fornecer Vale Refeição/Alimentação;
III - Firmar convênio com restaurantes legalmente habilitados, próximos às dependências de suas dependências.
Parágrafo Terceiro: Sendo as empresas inscritas no PAT - Programa de Alimentação do Trabalhador, estas poderão descontar de seus empregados o percentual de até 20% do custo para fornecimento de alimentação conforme acima (parágrafo primeiro e incisos I, II e III do parágrafo segundo).
Parágrafo Quarto: O fornecimento de alimentação em quaisquer das hipóteses previstas nesta cláusula não será considerado como verba de natureza salarial ou indireta para todos os efeitos legais, não gerando reflexos em demais parcelas, assim como, incidência previdenciária, fundiária e fiscal.
Parágrafo Quinto: A redução do intervalo intrajornada ocorrerá por setor/departamento, turnos de trabalho ou grupo de empregados, objetivando a manutenção das atividades da empresa.
Parágrafo Sexto: Para os fins previstos nesta cláusula, não serão considerados como “regime de trabalho prorrogado” a realização de eventuais horas extraordinárias; acréscimos de jornada diária com a finalidade de compensar dia não trabalhado; compensações ou trocas de feriados; ou "pontes" de feriados, objetivando a fruição de finais de semana ou descansos semanais prolongados.
Parágrafo Sétimo: Fica vedada a utilização desta cláusula para empregados que estejam submetidos à jornada de escala de 12 x 36 horas.
Parágrafo Oitavo: O objetivo desta cláusula é possibilitar o encerramento da jornada mais cedo ou iniciar a jornada mais tarde, oportunizando maior tempo ao empregado para o convívio familiar e social.
CLÁUSULA VIGÉSIMA - INTERVALOS ADICIONAIS (CLAUSULA DE ADESÃO)
As empresas que aderirem aos termos da Cláusula de Adesão prevista nesta Convenção Coletiva de Trabalho ficam autorizadas a conceder diariamente intervalos de 15 (quinze) minutos para descanso e/ou alimentação, nos períodos matutino, vespertino e noturno, sendo que o tempo poderá ser acrescido ao final da jornada diária, sem que seja considerada hora extraordinária.
CONTROLE DA JORNADA
CLÁUSULA VIGÉSIMA PRIMEIRA - REGISTRO ELETRÔNICO DE PONTO (CLAUSULA DE ADESÃO)
As empresas que aderirem aos termos da Cláusula de Adesão prevista nesta Convenção Coletiva de Trabalho, havendo a efetiva vigência das Portarias Ministeriais nº 1.510, de 21/08/2009 e nº 373, de 25/02/2011, ambas da
Secretaria Especial de Previdência e Trabalho (ex-MTE), órgão vinculado ao Ministério da Economia, mediante Certificado de Regularidade para utilização desta cláusula, poderão utilizar sistemas alternativos de registro eletrônico de ponto, desde que estes não admitam:
I - Restrições à marcação do ponto;
II - Marcação automática do ponto;
III - Exigência de autorização prévia para marcação de sobrejornada;
IV - A alteração ou eliminação dos dados registrados pelo Empregado.
Parágrafo Primeiro: Para efeito de fiscalização, estes sistemas alternativos deverão:
I - Estar disponíveis no local de trabalho;
II - Permitir a identificação de empregador e Empregado;
III - Possibilitar, através da central de dados, a extração eletrônica e impressa do registro fiel das marcações realizadas pelo empregado.
Parágrafo Segundo: O registro de ponto poderá ser realizado pelo empregado de forma presencial (biometria ou não) junto ao próprio relógio eletrônico de ponto ou de forma remota, por meio do uso de terminal de computador (desktop ou notebook), ou ainda, através de palms, tablets, celulares ou aparelhos similares, sempre através do uso de senha pessoal e intransferível.
Parágrafo Terceiro: Fica assegurado ao empregado o livre acesso a todos os registros de ponto por ele realizados, do mês em curso ou meses anteriores, mediante simples acesso ao sistema eletrônico de ponto, em qualquer dia ou horário de trabalho, podendo, se assim desejar, proceder à impressão dos dados existentes.
Parágrafo Quarto: Ocomprovante da jornada de trabalho (ponto) deverá ser entregue ao empregado juntamente com sua folha de pagamento, não havendo a necessidade da impressão diária deste.
CLÁUSULA VIGÉSIMA SEGUNDA - PERIODO DE APURAÇÃO DE FREQUENCIA (CLAUSULA DE ADESÃO)
As empresas que aderirem aos termos da Cláusula de Adesão prevista nesta Convenção Coletiva de Trabalho, mediante Certificado de Regularidade para utilização desta cláusula, fica facultada a possibilidade das efetuarem a apuração da frequência (controle de ponto) de seus empregados em data diversa entre o primeiro e o último dia de cada mês, respeitando os 30 dias.
Parágrafo Único: Após encerramento da apuração de frequência e fechamento da folha, os ajustes a crédito ou débito serão realizados na folha subsequente.
FALTAS
CLÁUSULA VIGÉSIMA TERCEIRA - ABONO DE FALTA AO TRABALHO PARA CONSULTA MEDICA E ODONTOLOGICA
A empresa abonará as horas necessárias à consulta médica, odontológica e realização de exames, obrigando-se o empregado a retornar ao trabalho logo após o término da consulta, devendo apresentar atestado ou declaração, onde constem os horários de início e final da consulta.
CLÁUSULA VIGÉSIMA QUARTA - ABONO DE FALTAS DE EMPREGADOS VESTIBULANDOS
A empresa abonará as faltas dos empregados que estiverem fazendo o concurso denominado “vestibular”, desde que seja informada com 7 (sete) dias de antecedência, que haja coincidência do citado exame com horário de trabalho e mediante comprovante de comparecimento do empregado.
CLÁUSULA VIGÉSIMA QUINTA - ABONO DE FALTAS POR FALECIMENTO
A empresa abonará as faltas dos empregados em até 2 (dois) dias consecutivos no caso de falecimento de sogro, sogra ou avós do cônjuge, desde que comprovado o óbito através de atestado ou certidão, além das previstas no artigo 473 da CLT.
Parágrafo Primeiro: Na hipótese de falecimento de cunhado(a), genro ou nora, será abonado 1 (um) dia, desde que comprovado o óbito através de atestado ou certidão.
Parágrafo Segundo: Fica estabelecido que o previsto no caput e parágrafo primeiro desta cláusula será computado a partir e para o dia do sepultamento, respectivamente.
CLÁUSULA VIGÉSIMA SEXTA - COMPENSAÇÃO DE FALTAS EM RAZÃO DE CAUSAS ACIDENTAIS E/OU DE FORÇA MAIOR
Havendo paralisação total ou parcial das atividades das empresas ou impedimento dos empregados em comparecer ao trabalho, ambos em virtude de causas acidentais e/ou de força maior, devidamente comprovadas, fica facultado às empresas manter íntegros os salários, mediante compensação das horas/dias não trabalhados por parte dos empregados.
Parágrafo Primeiro: Caso optem as empresas pelo previsto no caput desta cláusula, a compensação deverá ser ajustada diretamente com seus empregados, através da qual a jornada normal de trabalho poderá ser excedida em até 2 (duas) horas diárias, no prazo máximo de 45 (quarenta e cinco) dias por ano, com vistas a compensar as horas/dias não trabalhados, sem acréscimo de qualquer adicional.
Parágrafo Segundo: Uma vez ajustada a compensação, caso esta não venha a ser integralmente cumprida pelos empregados, inclusive em decorrência de pedido de demissão ou dispensa por justa causa, as horas/dias não compensados serão descontados nas folhas de pagamento do mês previsto para o término da compensação sob a rubrica faltas injustificadas e/ou nas verbas rescisórias.
OUTRAS DISPOSIÇÕES SOBRE JORNADA
CLÁUSULA VIGÉSIMA SÉTIMA - COMPENSAÇÃO DE SABADO NÃO TRABALHADO
Fica autorizada a implantação do regime de compensação do sábado não trabalhado, diretamente entre empresa e seus empregados.
Parágrafo Único: Quando a jornada do sábado não trabalhado for compensada com o seu acréscimo durante a semana, neste caso, caindo feriado em sábado, as horas compensadas durante a semana serão trabalhadas sem serem consideradas como extraordinárias, e, se o feriado cair durante a semana, a empresa não descontará as horas referentes ao sábado compensado.
CLÁUSULA VIGÉSIMA OITAVA - FERIADOS PONTES (CLAUSULA DE ADESÃO)
As empresas que aderirem aos termos da Cláusula de Adesão prevista nesta Convenção Coletiva de Trabalho, mediante Certificado de Regularidade para utilização desta cláusula e por acordo individual, ficam autorizadas a compensar o trabalho em dias úteis, intercalados com feriados e fins de semana, de forma que os empregados tenham um descanso mais prolongado.
Parágrafo Primeiro: O previsto nesta cláusula poderá ser realizado/aplicado em relação a todo o quadro funcional e turnos de trabalho, ou ainda, por área/departamento e turnos de trabalho.
Parágrafo Segundo: Caberá à empresa encaminhar cópia do acordo ao Sindicato Laboral (SEC).
CLÁUSULA VIGÉSIMA NONA - TROCA FERIADOS (CLAUSULA DE ADESÃO)
As empresas que aderirem aos termos da Cláusula de Adesão prevista nesta Convenção Coletiva de Trabalho, mediante Certificado de Regularidade para utilização desta cláusula e por acordo individual, ficam autorizadas a ajustar com seus empregados a troca de expediente em dia feriado (troca), proporcionando descanso mais prolongado.
Parágrafo Primeiro: O previsto nesta cláusula poderá ser realizado/aplicado em relação a todo o quadro funcional e turnos de trabalho, ou ainda, por área/departamento e turnos de trabalho.
Parágrafo Segundo: Caberá à empresa encaminhar cópia do acordo ao Sindicato Laboral (SEC).
CLÁUSULA TRIGÉSIMA - SEMANA ESPANHOLA (CLAUSULA DE ADESÃO)
As empresas que aderirem aos termos da Cláusula de Adesão prevista nesta Convenção Coletiva de Trabalho, mediante Certificado de Regularidade para utilização desta cláusula, com fundamento no inciso XIII do artigo 7º da Constituição Federal, parágrafo segundo do artigo 59 da CLT e inciso I do artigo 611-A da CLT, poderão adotar sistema aqui denominado “Semana Espanhola”, alternando semanalmente as jornadas de trabalho com duração de 40 (quarenta) horas (cinco dias de 08h00min normais) e 48 (quarenta e oito) horas (seis dias de 08h00min normais).
Parágrafo Único: A adoção do sistema de alternância de jornadas semanais (40/48 horas), poderá se dar por setor/departamento, turnos de trabalho ou grupo de empregados, objetivando a manutenção das atividades da empresa.
CLÁUSULA TRIGÉSIMA PRIMEIRA - TRABALHO EM DOMINGOS (CLAUSULA DE ADESÃO)
As empresas que aderirem aos termos da Cláusula de Adesão prevista nesta Convenção Coletiva de Trabalho, mediante Certificado de Regularidade para utilização desta cláusula, terão plena liberdade de abrir seus
estabelecimentos, sem limite de horário, aos domingos, desde que, em relação aos empregados, observem sistema onde estes trabalhem no máximo dois domingos consecutivos e folguem no terceiro.
Parágrafo Primeiro: Nos domingos em que os empregados trabalharem, além do direito aos descansos semanais remunerados, farão jus à ajuda de custo para transporte, alimentação e creche de R$ 50,00 (cinquenta reais), por domingo trabalhado no mês.
Parágrafo Segundo: Os descansos semanais remunerados previstos do caput desta cláusula deverão ser concedidos durante a semana antecedente ao domingo em que os empregados vierem a trabalhar.
Parágrafo Terceiro: A ajuda de custo a ser paga para cada domingo trabalhado, prevista no parágrafo primeirodesta cláusula, tem natureza indenizatória, não integrando a remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário.
Parágrafo Quarto: Nas datas comemorativas ao dia das Mães e dos Pais, estes empregados não trabalharão, sendo-lhes, respectivamente, concedidas folgas remuneradas, contudo, se em função do número de empregados dispensados restar comprometido o funcionamento da empresa nestes dias, os que trabalharem, farão jus a 01 (um) dia de folga, juntamente com o gozo de férias.
CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEGUNDA - TRABALHO EM FERIADOS (CLAUSULA DE ADESÃO)
As empresas que aderirem aos termos da Cláusula de Adesão prevista nesta Convenção Coletiva de Trabalho, mediante Certificado de Regularidade para utilização desta cláusula, terão plena liberdade de abrir seus
estabelecimentos, sem limite de horário, em feriados.
Parágrafo Primeiro: Nos feriados em que os empregados trabalharem, além do direito a um dia de folga
remunerada, farão jus à ajuda de custo para transporte, alimentação e creche, de R$ 50,00 (cinquenta reais), por feriado trabalhado no mês.
Parágrafo Segundo: A folga remunerada prevista no parágrafo primeiro desta cláusula deverá ser concedida no mês em que se der o feriado trabalhado.
Parágrafo Terceiro: A ajuda de custo a ser paga em cada feriado trabalhado, prevista no parágrafo primeiro desta cláusula, tem natureza indenizatória, não integrando a remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário.
CLÁUSULA TRIGÉSIMA TERCEIRA - FLEXIBILIZAÇÃO DE JORNADA E REMUNERAÇÃO (CLAUSULA DE ADESÃO)
As empresas que aderirem aos termos da Cláusula de Adesão prevista nesta Convenção Coletiva de Trabalho fica estabelecida a possibilidade de redução da jornada de trabalho diária e semanal, com a consequente e proporcional redução dos vencimentos, por meio de Acordo Coletivo de Trabalho, exceto quando se tratar de interesse individual e pessoal do empregado, devidamente justificado, desde que observados os seguintes procedimentos:
a) Caberá ao empregado interessado formular solicitação escrita à empresa, em três vias por ele assinadas, onde constem os motivos desta, o prazo (determinado ou indeterminado), bem como, que se declara ciente e de acordo com a proporcional redução de seus vencimentos;
b) Recebida a solicitação pela empresa, caberá a esta apor ou não seu ciente e de acordo;
c) Anuída pela empresa a solicitação formulada pelo empregado, este terá de submetê-la à apreciação do Sindicato Laboral (SEC), a quem caberá com ela anuir, apondo seu ciente e de acordo, ou não.
Parágrafo Único: Observados todos os procedimentos acima elencados, dar-se-á por atendido o que dispõe o inciso VI do artigo 7º da CF, não representando redução salarial a proporcionalidade aplicada, bem como, não ensejando afronta ao que dispõe o artigo 468 da CLT.
FÉRIAS E LICENÇAS
DURAÇÃO E CONCESSÃO DE FÉRIAS
CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUARTA - FERIAS INDIVIDUAIS OU COLETIVAS (CLAUSULA DE ADESÃO)
As férias obedecerão aos seguintes critérios e procedimentos:
a) É vedado o início de férias coletivas ou individuais no período de dois dias que antecede feriado ou dia de repouso semanal remunerado.
b) As empresas que aderirem aos termos da Cláusula de Adesão prevista nesta Convenção Coletiva de Trabalho, mediante Certificado de Regularidade para utilização desta cláusula, poderão conceder férias coletivas ou individuais por antecipação aos Empregados que ainda não contem com um período aquisitivo completo, mediante acordo individual a ser formalizado com estes. As férias serão consideradas quitadas previamente, sem alterar o período aquisitivo.
c) Quanto às férias individuais, os empregados em virtude de questões inesperadas e/ou emergenciais pessoais, poderão solicitar à empresa, por escrito e justificado, férias de imediato, sejam integrais ou proporcionais, ainda que não completo e sem alterar o período aquisitivo correspondente, cabendo a estas a faculdade de atender ou não a solicitação. Em caso de atendimento da solicitação do empregado, caberá à empresa remeter cópia desta
(solicitação deferida) ao Sindicato Laboral (SEC).
d) O empregado que rescindir espontaneamente o contrato de trabalho, antes de completar 1 (um) ano de serviço, terá direito ao recebimento de férias proporcionais, acrescida de 1/3 constitucional, na razão de 1/12 (um doze avos) da respectiva remuneração mensal por mês completo de trabalho ou fração superior a 14 (quatorze) dias.
SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHADOR
CONDIÇÕES DE AMBIENTE DE TRABALHO
CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUINTA - LOCAL PARA LANCHE
A empresa que não dispuser de cantina ou refeitório destinará local em condições de higiene para lanche dos empregados.
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEXTA - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO E INSTRUMENTOS / FERRAMENTAS
Serão fornecidos gratuitamente aos empregados, quando exigidos por lei ou pelas empresas, todos os
equipamentos de proteção individual, bem como uniformes, calçados e instrumentos de trabalho, compreendidos nestes, as ferramentas.
Parágrafo Primeiro: Ao receber os equipamentos acima, o empregado assinará um termo de responsabilidade total, obrigando-se pelo bom uso e guarda dos mesmos.
Parágrafo Segundo: No caso de rescisão contratual ou quando a empresa assim exigir, o empregado fica obrigado a devolver mencionados equipamentos.
Parágrafo Terceiro: Ocorrendo perda, mau uso ou dano - este não provocado pelo manuseio normal do
equipamento - sujeitar-se-á o empregado ao pagamento do valor correspondente, podendo a empresa descontar do salário devido e/ou verbas rescisórias, na forma do artigo 462 da CLT.
RELAÇÕES SINDICAIS
LIBERAÇÃO DE EMPREGADOS PARA ATIVIDADES SINDICAIS
CLÁUSULA TRIGÉSIMA SÉTIMA - LIBERAÇÃO DOS DIRIGENTES SINDICAISNa hipótese de ausência dos diretores licenciados do Sindicato Laboral (SEC), será liberado um diretor da entidade, por empresa, até 10 (dez) dias por ano, sendo 05 (cinco) dias sem prejuízo de sua remuneração, e 05 (cinco) dias às suas próprias expensas ou às da entidade Laboral.
Parágrafo Único: O Sindicato Laboral (SEC) deverá encaminhar, com antecedência de 48 (quarenta e oito) horas, a solicitação de liberação do diretor à respectiva empresa.
CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS
CLÁUSULA TRIGÉSIMA OITAVA - CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIALDe acordo com o artigo 8º, incisos, II, III, IV e VI da Constituição Federal, a Convenção nº 95 da OIT, ratificada pelo Brasil, em seu artigo 8º, item 1, além do Verbete 363 do Comitê de Liberdade Sindical da OIT artigo 513 alínea “e”
da CLT, Nota Técnica do Ministério do Trabalho e Emprego - MTE nº 02/2018/GAB/SRT de 16/03/2018, além das Notas Técnicas nº 01, 02/2018 e 03/2019 do MPT – Ministério Público do Trabalho Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical – CONALIS, e Enunciado nº 38 da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho – ANAMATRA além da Ementa do XIX Congresso Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, Comissão 03, Ordem 18, e recentes homologações de CCTs em mediação coletiva tanto pela Presidência no TRT/12 como pelo TST (22/05/2018) PMPP nº 1000191-76.2018.5.00.0000, bem como, nos termos do TAC entabulado ente Sindicato Laboral (SEC) e Ministério Público do Trabalho de Blumenau e também conforme decisão das Assembleias Gerais Extraordinárias, realizadas durante o mês de março de 2020, nos termos do edital
publicado no “Jornal de Santa Catarina”, em 19 de fevereiro de 2020, página 02, para as quais foi convocada toda categoria profissional, e tendo em vista que os benefícios conquistados são direitos de toda categoria por força constitucional da representação compulsória, estabeleceu-se a referida assembleia como fonte de autorização prévia e expressa dos participantes da categoria, cumprindo assim, os requisitos da Lei nº 13.467/17 e deliberando que as empresas se obrigam a descontar de cada integrante da categoria profissional, beneficiado por este instrumento normativo, sócio e não sócio, a título de contribuição assistencial em favor do Sindicato dos
Empregados no Comércio de Blumenau, os percentuais nos meses abaixo explicitados observados o limite para desconto de R$ 50,00 (cinquenta reais), conforme segue:
1. A. Na remuneração da competência dos meses de julho, serão descontados 3% (três por cento).
2. Na remuneração da competência dos meses de novembro, serão descontados 3% (três por cento).
Parágrafo Primeiro: O recolhimento dessa contribuição pelas empresas deverá ser feito em conta corrente, mediante guia fornecida pelo Sindicato Laboral (SEC), devendo ser os valores descontados, serem recolhidos até o dia 10 do mês subsequente ao desconto.
Parágrafo Segundo: Conforme deliberação das assembleias, fato gerador para o desconto, fica garantido o direito à oposição ao desconto previsto nesta cláusula, por parte do empregado não sindicalizado, nas referidas
assembleias ou por meio de manifestação pessoal perante o Sindicato Laboral (SEC), de próprio punho, sendo admitida a possibilidade de comparecimento por intermédio de familiar ou por procurador com poderes específicos para o exercício da oposição, com cópia contendo o competente protocolo expedido pela entidade laboral
encaminhada pelo signatário à empresa.
Parágrafo Terceiro: O Sindicato Laboral (SEC) poderá através de comunicado disponibilizado em seu sítio eletrônico e também enviado por e-mail às empresas cadastradas reforça a informação aos empregados não sindicalizados acerca da possibilidade de manifestar oposição da cobrança da contribuição assistencial, divulgando as formas, prazos, local e horário de recebimento destas manifestações.
Parágrafo Quarto: O prazo para manifestação da oposição será de 30 dias prévios a cada cobrança e também poderá ser de 30 (trinta) dias contados a partir da celebração deste instrumento.
Parágrafo Quinto: O Sindicato Laboral (SEC) tomará as medidas necessárias para que o procedimento de
manifestação do direito de oposição por parte dos não associados, respeitados o prazo definido nesse instrumento e as formas, local e horário especificados no comunicado acima referido, seja feito de forma rápida e organizada, sendo vedada qualquer forma de dificultar ou impedir o exercício do direito de oposição.
Parágrafo Sexto: Os associados estão dispensados do pagamento desta contribuição.
Parágrafo Sétimo: O Sindicato Laboral (SEC) ficará responsável por eventuais reclamações e ônus que resultar do cumprimento desta cláusula.
Parágrafo Oitavo: A falta ou atraso de recolhimento da taxa prevista nesta cláusula, importará na incidência de atualização monetária e juros de 1% (um por cento) ao mês, desde o vencimento até a data do efetivo pagamento, bem como, incidirá honorários advocatícios na base de 20% (vinte por cento) sobre o montante devido, em caso de demanda judicial.
CLÁUSULA TRIGÉSIMA NONA - TAXA NEGOCIAL E DE SERVIÇOS - SINDICATO PATRONAL (SIESE- SC)
Com fundamento no artigo 513, alínea “e”, da CLT, combinado com artigo 8º, inciso IV, da Constituição Federal, c/c artigo 2º, III e artigo 13, parágrafo segundo, III do Estatuto Social, restou estabelecida em Assembleia Geral Extraordinária que as empresas integrantes da categoria (associadas e não associadas), abrangidas pela presente Convenção Coletiva de Trabalho, recolherão por CNPJ (matriz e/ou filiais), a Taxa Negocial e de Serviços, até 20 de julho, os valores abaixo estabelecidos, de acordo com seu enquadramento perante o Ministério da Economia:
a) Microempreendedor Individual (MEI) e Micro Empresa (ME), associada e adimplente perante o Sindicato Patronal (SIESE-SC): R$ 156,00 (parcela única)
b) Empresas de Pequeno Porte (EPP), associada e adimplente perante o Sindicato Patronal (SIESE-SC): R$
312,00 (parcela única)
c) Empresas de Médio e Grande Porte, associada e adimplente perante o Sindicato Patronal (SIESE-SC): R$
624,00 (parcela única)
Parágrafo Primeiro: As empresas não associadas ao SIESE-SC, independente de seu enquadramento perante o Ministério da Economia, recolherão por CNPJ (matriz e/ou filiais), o valor de R$ 1.560,00, o qual poderá ser pago em até 3 (três) parcelas.
Parágrafo Segundo: As referidas contribuições deverão ser recolhidas através de boletos fornecidos pelo Sindicato Patronal (SIESE-SC) ou diretamente na Secretaria deste.
Parágrafo Terceiro: A falta ou atraso de recolhimento da taxa prevista nesta cláusula, importará na incidência de atualização monetária e juros de 1% (um por cento) ao mês, desde o vencimento até a data do efetivo pagamento, bem como, incidirá honorários advocatícios na base de 20% (vinte por cento) sobre o montante devido, em caso de demanda judicial.
Parágrafo Quarto: O Sindicato Patronal (SIESE-SC) ficará responsável por eventuais reclamações e ônus que resultar do cumprimento desta cláusula.
OUTRAS DISPOSIÇÕES SOBRE RELAÇÃO ENTRE SINDICATO E EMPRESA
CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA - SINDICALIZAÇÃOAs empresas exibirão, no ato da admissão de empregados, juntamente com os demais documentos pertinentes a contratação, proposta impressa de filiação ao Sindicato Laboral (SEC), conforme modelo por este disponibilizado (http://www.secblumenau.com.br/pt_br/socio.php), garantida a plena liberdade de sindicalização.
Parágrafo Primeiro: Em relação aos empregados que já estejam no quadro funcional, mas que não sejam filiados ao Sindicato Laboral (SEC), caberá às Empresas, até o fim do segundo semestre de cada ano, reapresentar a estes proposta impressa, conforme modelo disponibilizado (http://www.secblumenau.com.br/pt_br/socio.php) garantida a plena liberdade de sindicalização.
Parágrafo Segundo: Independente do empregado ter ou não optado por filiar-se, as propostas terão de ser preenchidas, tendo as empresas a obrigação de enviá-las ao Sindicato Laboral (SEC) no mês da contratação na hipótese prevista no caput desta cláusula e, quanto aos já integrantes do quadro funcional e não filiados, até o dia 31/12 de cada ano, em modo físico (impresso) ou por meio eletrônico (arquivo PDF) para o endereço:
http://www.secblumenau.com.br/pt_br/contato.php.
CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA PRIMEIRA - FORNECIMENTO DE GUIAS
O Sindicato Laboral (SEC) fornecerá guias específicas para recolhimento de mensalidades a seu favor, cujo recolhimento será até o dia 15 (quinze) de cada mês; contribuição sindical com data de recolhimento conforme legislação; contribuições assistenciais com data de recolhimento conforme Cláusula Contribuição Assistencial desta Convenção Coletiva de Trabalho e outros valores.
Parágrafo Primeiro: As empresas poderão solicitar as referidas guias por telefone, fax, e-mail ou pessoalmente na sede do Sindicato Laboral (SEC).
Parágrafo Segundo: As empresas deverão remeter ao Sindicato Laboral (SEC), comprovante dos recolhimentos e relação de todos os empregados, em no máximo até 30 (trinta) dias após a data estabelecida para recolhimento.
DISPOSIÇÕES GERAIS
APLICAÇÃO DO INSTRUMENTO COLETIVO
CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEGUNDA - ADESÃOCom fundamento no que dispõe o artigo 611-A da CLT, fica facultado às empresas associadas e não associadas, aderirem às disposições contidas nesta Convenção Coletiva de Trabalho, referente às cláusulas adiante
descritas/nominadas:
. BANCO DE HORAS - I (CLÁUSULA DE ADESÃO)
. INTERVALO INTRAJORNADA - REDUÇÃO (CLÁUSULA DE ADESÃO) . INTERVALOS ADICIONAIS (CLÁUSULA DE ADESÃO).
. REGISTRO ELETRÔNICO DE PONTO (CLÁUSULA DE ADESÃO) . PERÍODO DE APURAÇÃO DE FREQUÊNCIA (CLÁUSULA DE ADESÃO)
. FERIADOS PONTES (CLÁUSULA DE ADESÃO) . TROCA FERIADOS (CLÁUSULA DE ADESÃO) . SEMANA ESPANHOLA (CLÁUSULA DE ADESÃO) . TRABALHO EM DOMINGOS (CLÁUSULA DE ADESÃO) . TRABALHO EM FERIADOS (CLÁUSULA DE ADESÃO)
. FLEXIBILIZAÇÃO DE JORNADA E REMUNERAÇÃO (CLÁUSULA DE ADESÃO) . FÉRIAS INDIVIDUAIS OU COLETIVAS (CLÁUSULA DE ADESÃO)
Parágrafo Primeiro: Somente será válida, regular e legal a utilização das disposições elencadas no caput desta cláusulapelas empresas, desde que atendidos rigorosamente todos os requisitos adiante estabelecidos:
a) Comprovar perante os Sindicatos Patronal (SIESE-SC) e Laboral (SEC), o cumprimento da CLÁUSULA DADOS CADASTRAIS, desta Convenção Coletiva de Trabalho;
b) Comprovar perante o Sindicato Laboral (SEC), o cumprimento daCLÁUSULA SINDICALIZAÇÃO, desta Convenção Coletiva de Trabalho;
c) Comprovar perante o Sindicato Laboral (SEC) o cumprimento e assim se manter (adimplente) da CLÁUSULA CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL,desta Convenção Coletiva de Trabalho; e
d) Comprovar perante o Sindicato Patronal (SIESE-SC) o cumprimento e assim se manter (adimplente) da
CLÁUSULA TAXA NEGOCIAL E DE SERVIÇOS - SINDICATO PATRONAL (SIESE-SC), desta Convenção Coletiva de Trabalho.
I - Atendido o disposto nas letras “a” a “d” deste parágrafo, será emitido CERTIFICADO DE REGULARIDADE pelos Sindicatos Laboral (SEC) e Patronal (SIESE-SC), documento único, assinado por ambas entidades.
Parágrafo Segundo: Ainda que emitido o CERTIFICADO DE REGULARIDADE, nenhuma responsabilidade poderá ser imputada aos Sindicatos Laboral (SEC) e Patronal (SIESE-SC), caso a empresa opte pela utilização/aplicação das disposições relativas às cláusulas elencadas no caput desta cláusula.
Parágrafo Terceiro: Na hipótese da empresa utilizar/aplicar as disposições relativas às cláusulas elencadas no caput desta, sem obtenção do CERTIFICADO DE REGULARIDADE, não estará respaldada pelo previsto na presente Convenção Coletiva de Trabalho, tornando-se esta, portanto, inaplicável. Nesta hipótese, a Empresa estará sujeita às consequências na esfera trabalhista, previdenciária, fundiária e fiscal, bem como penalização prevista na CLÁUSULA PENALIDADES,em favor dos Sindicatos Laboral (SEC) e Patronal (SIESE-SC), na base de 50% (cinquenta por cento) cada, independente de outras medidas legais que poderão vir a ser tomadas.
CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA TERCEIRA - ACORDOS COLETIVOS DE TRABALHO
As partes estabelecem que Acordos Coletivos de Trabalho somente poderão ser formalizados entre Sindicato Laboral (SEC) e empresas integrantes da categoria econômica, mediante a interveniência do Sindicato Patronal (SIESE-SC) como anuente nos respectivos instrumentos normativos, sem a qual serão considerados nulos.
Parágrafo Primeiro: As empresas deverão estar adimplentes com todas as cláusulas constantes nesta Convenção Coletiva de Trabalho.
Parágrafo Segundo: Excetua-se do previsto nesta cláusula, Acordos Coletivos de Trabalho - ACT firmados anteriormente à assinatura da presente Convenção Coletiva de Trabalho, cuja vigência se limitará ao que restou estabelecido nos termos lá ajustados (ACT), não sendo passível de renovação ou prorrogação, sem a anuência do Sindicato Patronal (SIESE-SC).
DESCUMPRIMENTO DO INSTRUMENTO COLETIVO
CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUARTA - PENALIDADESPelo não cumprimento das disposições da presente Convenção Coletiva de Trabalho, sem prejuízo da aplicação das penalidades previstas em lei, a parte infratora arcará com multa de 10% (dez por cento) do piso salarial, a aplicado por infração e por empregado envolvido, a qual será paga integralmente em favor do Sindicato Laboral (SEC), cabendo a este repassar aos prejudicados.
Parágrafo Primeiro: No que diz respeito às cláusulas dispostas na CLÁUSULA ADESÃO desta Convenção Coletiva de Trabalho, a parte infratora arcará com multa de 20% (vinte por cento) do piso salarial, por infração e por empregado envolvido, revertendo 50% (cinquenta por cento) em favor do Sindicato Laboral (SEC) e 50% (cinquenta por cento) em favor do Sindicato Patronal (SIESE-SC).
Parágrafo Segundo: No que diz respeito ao disposto na CLÁUSULA ACORDOS COLETIVOS DE TRABALHO desta Convenção Coletiva de Trabalho, a empresa infratora arcará com multa de 20% (vinte por cento) do piso salarial, multiplicado pelo número de empregados abrangidos pelo Acordo Coletivo de Trabalho, a qual será paga integralmente em favor do Sindicato Patronal (SIESE-SC).
Parágrafo Terceiro: A quitação das penalidades previstas nesta cláusula não confere às empresas quitação de seus débitos/obrigações com as entidades sindicais signatárias, tampouco com os empregados envolvidos.
OUTRAS DISPOSIÇÕES
CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUINTA - CURSOS, TREINAMENTOS E PALESTRAS
As participações em cursos, treinamentos e palestras promovidas ou patrocinadas pelas empresas ou pelas entidades classistas, fora do expediente normal de trabalho serão facultativas, todavia, o comparecimento do empregado não importará no cômputo e/ou pagamento de horas extraordinárias.
Parágrafo Único: As reuniões de trabalho, nas quais o comparecimento do empregado seja obrigatório, deverão ser realizadas durante a jornada normal de trabalho e, se fora desse horário, mediante compensação das horas utilizando o banco de horas.
CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEXTA - MONITORAMENTO ELETRONICO E UTILIZAÇÃO DE INTERNET - CORREIO ELETRONICO
Ficam as empresas autorizadas a instalar em suas dependências, exceto em banheiros, vestiários e alojamentos, aparelhos de monitoramento eletrônico (vídeo) e, quanto às "ferramentas" virtuais, tais como internet, e-mail, aplicativos ou outras disponibilizadas aos empregados para a execução de suas atividades, estas somente deverão ser utilizadas para esta finalidade, ficando o acesso e envio de materiais alheios às atividades empresariais
Empresas, passível de dispensa por justa causa, capitulado no artigo 482 da CLT.
Parágrafo Primeiro: Será permitido às empresas o controle e monitoramento de todos os equipamentos e sistemas colocados à disposição para o exercício das atividades contratadas, não podendo ser alegado violação de
correspondência, invasão de privacidade, intimidade ou assédio moral.
Parágrafo Segundo: Ficam as empresas obrigadas a comunicar a adoção do previsto nesta cláusula por escrito aos empregados.
CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SÉTIMA - DADOS CADASTRAIS
Com vistas à atualização dos dados cadastrais junto aos Sindicatos Laboral (SEC) e Patronal (SIESE-SC), as empresas integrantes da categoria, associadas ou não, deverão remeter às entidades (ambas), por meio eletrônico (e-mail) ou impresso seus dados, até 31/10 de cada ano, informando:
a) inscrição no CNPJ/MF;
b) razão social e nome de fantasia - se houver;
c) endereço completo;
d) capital social atual;
e) nome completo de todos sócios da empresa;
f) número de empregados;
g) telefone/fax e e-mail;
h) pessoa de contato na empresa; e
i) pessoa de contato no escritório de contabilidade, com telefone e e-mail.
Parágrafo Único: Sempre que ocorrer alteração em quaisquer dos dados acima, deverá ser remetida nova comunicação.
CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA OITAVA - DADOS PESSOAIS - LGPD
Considerando a) que a presente Convenção Coletiva de Trabalho é firmada pelas partes com respaldo em suas respectivas assembleias gerais extraordinárias; b) o disposto no artigo 7º, XXVI, da Constituição Federal c/c Art.
611-A da CLT; e c) a necessidade das empresas em fornecer dados pessoais de seus empregados ao Sindicato Laboral (SEC) por força do que consta no presente instrumento coletivo de trabalho; resta estabelecido que o Sindicato Laboral (SEC) assume compromisso em respeitar integralmente o previsto na Lei nº 13.709/18 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais - LGPD), responsabilizando-se, única e exclusivamente, por quaisquer atos ou omissões que vierem a ser praticados por si, seus diretores, dirigentes, empregados, prepostos e/ou terceiros, nos âmbitos civil, trabalhista e/ou criminal, atinentes a qualquer tratamento realizado em desconformidade com o previsto na referida Lei, devendo ser tratados, única e exclusivamente, para fins de operacionalização e/ou atendimento das cláusulas instituídas no presente instrumento.
ANEXOS
ANEXO I - ATA NEGOCIAÇÃO
Anexo (PDF)
A autenticidade deste documento poderá ser confirmada na página do Ministério da Economia na Internet, no endereço http://www.mte.gov.br.