• Nenhum resultado encontrado

Pedologia. Antonio Soares da Silva

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Pedologia. Antonio Soares da Silva"

Copied!
47
0
0

Texto

(1)

Pedologia

(2)

Origem da descrição dos solos

• Importância:

– Alimentação

– Sustentação das florestas

– Armazenamento da água da chuva – Fornecimento de materiais

(3)

Origem da descrição dos solos

• Objetivo da ciência Pedologia:

– Estudar os solos considerando sua constituição, sua origem, sua morfologia, suas classificações e seus mapas, formando base para as indicações do seu melhor uso, dentro dos princípios da proteção ambiental.

(4)

Origem da descrição dos solos

• Estudos relacionados:

(5)

Origem da descrição dos solos

• Profissionais que lidam com a ciência do solo:

– Agrônomos; – Geólogos;

– Geomorfólogos; – Geógrafos;

– Biólogos;

(6)

O Solo

• Homens primitivos:

– Confecção de objetos; – Pigmentos para pinturas;

(7)

O Solo

• A partir de 10.000 anos atrás:

–Agricultura (terras mais produtivas)

–Solos mais improdutivos eram abandonados

• Grandes civilizações:

–Tigres e Eufrates (Mesopotâmia, atual Síria e Iraque); –Nilo (Egito);

(8)
(9)
(10)
(11)

A Pedologia Moderna

• Dokouchaiev:

– A diversidade de solos era motivada pelas diferenças no clima; – Identificação de camadas do solo (horizontes);

(12)

A Pedologia e Ciência do Solo

• Edafologia → desenvolvimento dos vegetais (agronomia)

• Subdivisões:

– Fertilidade; – Química; – Física;

– Microbiologia;

(13)

A Pedologia e Ciência do Solo

• Pedologia:

– Estudo do conceito total do solo; – Estudo da pedogênese;

(14)

A Pedologia e Ciência do Solo

• Funções do solo:

– Geólogo: ciclo de evolução das rochas;

– Eng. de Minas: material solto que recobre os minérios; – Eng. civil: matéria-prima e suporte para construções; – Químicos: análise dos constituintes;

– Ecólogos: ambiente condicionado e condicionador de organismos; – Arqueólogo: guarda as marcas do passado

(15)

A Pedologia e Ciência do Solo

• Para o pedólogo:

– Coleção de corpos naturais dinâmicos, que contém matéria viva e é resultante da ação do clima e da biosfera sobre a rocha, cuja

transformação se processa em certo intervalo de tempo e é influenciada pelo relevo.

(16)

A Pedologia e Ciência do Solo

• Funções ecológicas:

– Suporte para os vegetais;

– Filtragem da água da infiltração; – Fornecimento de nutrientes;

• Macronutrientes: nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre;

• Micronutrientes: boro, cloro, cobre, ferro, manganês, molibdênio, níquel, cobalto e zinco.

(17)

Os processos de formação dos solos

• Rocha → intemperismo (físico e químico)

• Regolito → pedogênese e formação dos solos

• Intemperismo físico → fragmentação mecânica das rochas

(variação de temperatura, alívio de tensão, vegetais, etc.)

• Intemperismo químico → ação da água e gases dissolvidos (e

temperatura) → produção de minerais secundários

– Reações químicas

(18)

Os processos de formação dos solos

• Intemperismo químico

– Reações químicas

• Oxidação → desintegração de minerais com ferro mais solúvel (Fe2+) e

móvel, transformando em óxidos pouco solúveis

• Redução → o oposto da oxidação; o ferro menos solúvel é dissolvido • Solubilização → dissolução completa dos elementos solúveis dos

minerais

– Liberação de bases (sódio, potássio, cálcio e magnésio) que ficam

(19)

Os Horizontes do solo

• Estudo do solo através

de perfis

• Perfis → organizados

através de camadas

sobrepostas de

aspecto e constituição

distintas, denominadas

de HORIZONTES

(20)

• Horizontes principais:

– O → horizonte ou camada orgânica superficial (litter)

– H → horizonte ou camada orgânica superficial ou não em condições de encharcamento (várzeas, brejos, turfas)

– A → horizonte mineral de superficial ou sob horizonte O ou H – E → horizonte mineral de perda de argila e/ou ferro, alumínio,

matéria orgânica; álbico; iluvial

(21)

• Horizontes principais:

– B: características

• horizonte mineral superficial;

• Transformações (alteração e decomposição do material de origem) e ganhos

• Neoformação de argilas silicatadas e produção de óxidos • Cores brunadas

• Ação coloidal aglutinando o material mineral decomposto, formando estrutura

• Pode haver iluviação (argila, óxidos e matéria orgânica) • Posição mais protegida

• Valor diagnóstico

(22)

• Horizontes principais:

– C → material inconsolidado sob o

solum;

pouco afetado pelos processos pedogenéticos; e presença de litorrelíquias

– F → ocorre sob A, E ou B, rico em ferro e/ou alumínio com

endurecimento irreversível; acúmulo de óxidos de ferro e ou alumínio – R → substrato rochoso, embasamento ou rocha sã.

(23)
(24)
(25)
(26)

• Estudo da anatomia do solo: feita a olho nu, no campo.

• Características morfológicas observadas em campo:

– Cor

– Textura – Estrutura – Consistência

– Espessura dos horizontes

• Utilização de manuais para padronização das descrições feitas em

campo

(27)

• Principal característica de distinção do solo

• Geralmente escura no topo, tornando-se mais clara em

profundidade

• Varia em função da presença de certos constituintes no solo

– Matéria orgânica → solos mais escuros – Ferro oxidado → vermelho

– Ferro hidratado → amarelo (solos mal drenados e/ou elevados teores de alumínio)

– Carbonato de cálcio → esbranquiçado ou cinzento – Drenagem imperfeita → mosqueamento

(28)
(29)
(30)

• Tabela de cores (Tabela de Münsell)

• Organização da Tabela de Münsell

– Matiz → cor “pura” ou fundamental, determinada pelos comprimentos da onda da luz, refletida pela amostra (vermelho, amarelo, etc.)

– Valor → medida do grau de claridade da luz ou tons de cinza (entre o preto e o branco); varia de 0 (preto absoluto) a 10 (branco puro)

– Croma → proporção da cor fundamental com a tonalidade de cinza, também variando de 0 a 10

• Matizes utilizados: R (Red=vermelho) 100%; Y (Yellow=amarelo)

100%; YR (Yellow-Red=vermelho-amarelo), mistura das duas cores

(31)

• Exemplo: 10R 3/4 = vermelho escuro

– 10R significa matiz fundamental na cor vermelha

– 3/4 significa que o valor 3 está misturado em 3 partes de preto e 7 partes de branco; e o croma 4 indica que o cinza contribui com 6 partes e o vermelho com 4 partes

(32)

• Distribuição quantitativa das partículas que compõe o solo

(utiliza-se as partículas com diâmetro inferior a 2 mm)

Fração

Diâmetro

Areia grossa

2mm - 0,2mm

Areia fina

0,2mm - 0,05mm

Silte

0,05mm - ,002mm

Argila

< 0,002mm

Silte + areia → fração grosseira → circulação rápida de água

Argila → troca catiônica (adsorção de cátions)

(33)

• Classificação granulométrica (textura do solo) é a proporção das

frações do solo (areia, silte e argila)

• Variação dos diferentes percentuais diferem os diversos tipos de

textura (arenosa, franco arenosa, siltosa, franco-siltosa, franco,

argilosa, etc.)

• Textura fina → dominância de partículas pequenas (argila)

• Textura grossa → dominância de partículas grossas (areia)

(34)
(35)

• Solos arenosos

– em geral soltos e de baixa resistência a penetração das raízes – Elevada diferenciação entre os horizontes A e B → maior risco à

erosão

• Solos com textura fina

– Em geral maior produtividade que os solos arenosos – Maior capacidade de retenção de umidade

– Se apresentam baixa aeração, possuem menor produtividade

– Se apresentam boa agregação e grandes espaços porosos, possuem maior produtividade

• A textura auxilia na definição da suscetibilidade à erosão

(36)

• Estrutura é forma como se organizam as partículas elementares

do solo

• Determina a permeabilidade da água, a resistência à erosão e as

condições de desenvolvimento das raízes e plantas

• É classificada de acordo com a forma, o tamanho e o grau de

desenvolvimento das unidade estruturais

– Forma: laminar, prismática, em blocos (poliédrica), granular e grumosa

– Tamanho: muito pequena, pequena, média, grande e muito grande

– Grau: é determinado com base na adesão, coesão e estabilidade dos agregados

(37)

Tipos de estrutura presente no solo

(38)

• Pode ser modificada pelas práticas de manejo, tais como trabalho

mecânico, redução do teor de matéria orgânica, drenagens,

rotação de cultura, etc

• Boa estrutura: espaços porosos bastante volumosos

• Estabilidade dos agregados: permite maior infiltração e maior

resistência à erosão

• Descontinuidades estruturais: horizontes B com estrutura

adensada apresentam problemas de absorção de água

(39)

Morfologia do solo: estrutura

• agregados arredondados → circulação mais rápida de ar, água e

vida animal e vegetal

• agregados angulosos → mais compactos e menor circulação de ar

e água

• agregados laminares → impedimento à circulação vertical de

água

(40)

Solos: estrutura

(2)

(41)

Morfologia do solo: estrutura

• sem agregados → estruturas contínuas

– particular → grãos soltos → não existe aderência entre as partículas

– maciça → partículas cimentadas sem formar agregados (áreas deprimidas)

(42)

Morfologia do solo: estrutura

(43)

Morfologia do solo: consistência

• Correlacionada com o grau de adesão das partículas de areia,

silte e argila

• A consistência varia em função da textura, estrutura, agentes

cimentantes, teor de umidade, etc.

• É determinada em três estados:

– Molhado: para estimar a plasticidade e pegajosidade – Úmido: para estimar a friabilidade

(44)

Morfologia do solo: consistência

• Molhado:

– Não plástico; ligeiramente plástico; plástico, muito plástico;

– Não pegajoso, ligeiramente pegajoso, pegajoso, muito pegajoso;

• Úmido:

– Friável: se desfaz com leve pressão;

– Firme: se desfaz com pressão moderada;

– Muito firme: dificilmente esmagável entre o indicador e o polegar

• Seco:

– Solto: completamente incoerente;

– Macio: quebra-se facilmente em grãos soltos sob leve pressão das mãos;

– Ligeiramente duro: necessita de forte pressão do polegar e do indicador;

– Muito duro: só pode ser quebrado com as mãos;

(45)

Morfologia do solo: outros características

• São anotadas informações sobre o perfil de solo:

– Nódulos endurecidos e concreções (normalmente óxidos de ferro) – Cerosidade: películas de argila revestindo os agregados

(46)

Morfologia do solo: identificação dos horizontes

• Exame feito na face exposta do perfil de solo

• Transição dos horizontes:

– Abrupta: faixa de transição inferior a 2,5 cm – Clara: entre 2,5 e 6,5 cm

– Gradual ou difusa: maior que 6,5 cm

• São anotadas também informações sobre a paisagem

– Inclinação do terreno, vegetação natural, uso do solo, ocorrência de pedras da superfície, grau de erosão e drenagem do local

(47)

Morfologia do solo: identificação dos horizontes

• Pontos de observação:

– Trincheiras

– Cortes de morro (devem ser limpos)

– Trado (limitação das observações, pois destrói algumas características morfológicas)

Referências

Documentos relacionados

Os agentes antimicrobianos que as bactérias apresentaram maior resistência foram a penicilina, ampicilina e amoxicilina, respectivamente, sendo antimicrobianos da

Proceedings of the IV Congresso Interdisciplinar de Odontologia da Paraíba/ IV CIOPB - Annual Meeting Arch Health Invest 2019:8 (Special Issue 16)

Hoje em dia, os alunos apresentam um certo desinteresse por alguma disciplina, e quando despertam algum interesse por alguma matéria é devido algum diferencial

Verificou-se também, uma outra variação no consultório 2, para realização do terceiro exame, em que foi obtido um valor de 40 minutos, isto sabendo que o valor inicialmente

Ilustração disponível no Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose visceral, 2006.Ministério da saúde... Ilustração disponível no Manual de Vigilância e Controle

Logo, deve se adequar às formas estabelecidas pela Constituição Federal para alteração da legislação tributária, especialmente para instituição, modificação

A prática docente crítica, implicante do pensar certo, envolve o movimento dinâmico, dialético, entre o fazer e o pensar sobre o fazer. [...] O que se precisa é

Estes vidros apresentam as propriedades de refratariedade e expansão térmica com valores intermediários entre os vidros sodo-cálcicos e sílica vítrea,